Professor António Damásio – “ New Perspectives on Human Nature from Neurobiology: Feelings, Decisions and Automation”

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No passado dia 1 de Julho, um dos mais prestigiados cientistas portugueses, António Damásio, deslocou-se ao Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto para falar dos avanços da Neurobiologia, área pela qual é mundialmente reconhecido e que já lhe valeu inúmeros prémios e distinções internacionais. O convite foi feito pela Sonae em parceria com a Universidade do Porto e o evento contou com a presença de Paulo Azevedo (CEO da Sonae) e do Professor Alexandre Castro Caldas (Diretor do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa), bem como de outros convidados ilustres.   

Relativamente aos avanços da Neurobiologia, António Damásio começou por dizer que, apesar de ser uma matéria estudada há mais de duas décadas, estão sempre a surgir novos dados “que às vezes modificam a maneira como se pensa o problema”. De entre os vários temas que têm sido alvo de desenvolvimento nos últimos anos, o investigador optou por falar da Homeostasia. Damásio começou por explicar que “A homeostasia, ou homeostase, é a regulação da vida”  para, de seguida, reforçar a ideia de que é preciso “conhecer em pormenor a forma como a regulação da vida funciona” e perceber o impacto que isso tem nos seres humanos do século XXI.

De modo a explicar a importância da homeostasia, Damásio relembrou alguns dos trabalhos que desenvolveu no âmbito da neurociência cognitiva no  Brain and Creativity Institute, instituto que fundou juntamente com a sua esposa Hanna na Califórna, e que tem como objetivo o estudo da atividade cerebral e as suas relações com as emoções, memórias e mecanismos de decisão. De entre as várias áreas que estuda e algumas das publicações que fez, salientou a distinção entre emoção e sentimento que, apesar de ser algo já estabelecido há bastante tempo, ainda gera confusão: “As pessoas acham que é a mesma coisa, ou seja, tanto faz dizer emoção como sentimento, e há consequências muito graves do ponto de vista intelectual quando não se faz essa distinção.”  Para tornar estes conceitos mais claros à vista de todos, Damásio esclareceu a diferença entre emoção e sentimento: uma emoção é um programa de ação e um sentimento é a leitura mental que o individuo faz desse programa de ação.

Damásio começou por explicar no que consistia um programa de ação dizendo que era o conjunto de movimentos involuntários que ocorrem no corpo do ser humano, desde o batimento cardíaco ao funcionamento do sistema gastrointestinal, e que esses movimentos podem ou não ser do gosto do ser humano que os experiencia.

De seguida, passou então para a definição de sentimento, dizendo que é algo que não é objetivo nem visível, exceto para o individuo que o sente: “O sentimento é a experiência mental da emoção. O sentimento é o outro lado da história, é o lado que tem a ver com a forma como temos  perceção daquilo que se passa no nosso corpo, em matéria emocional e em matéria de afeto”.

De modo a reforçar a diferença entre os dois conceitos que acabara de explicar, o investigador deu um exemplo prático:

“Eu posso ter um sentimento, é meu, é privado,  posso dizer às pessoas que estou a ter o sentimento X, mas não posso dar às pessoas a visão desse sentimento. Enquanto que na emoção, as pessoas podem ver uma parte dessa emoção se eu a manifestar no rosto ou se a manifestar nos movimentos. Se, por exemplo, desatar a correr por esta sala fora, cheio de medo, vocês vêm que eu estou a ter uma emoção, mas o sentimento dessa emoção é meu e só meu e não é de mais ninguém”.

António Damásio concluiu a palestra dando ênfase à influencia dos sentimentos e das emoções  na maneira como gerimos o nosso comportamento . No que diz respeito ao que se passa na mente do ser humano, Damásio defende que  não são só emoções, não são só comportamentos, passam-se coisas na mente que só são vistas pelo dono dessa mente” .  A sua atual investigação centra-se nestes temas e está prevista a publicação de um novo livro para breve.

António Damásio é, atualmente, diretor do Departamento de Neurologia da Universidade de Iowa, onde é Professor Catedrático, e também leciona no Salk Institute em La Jolla, na Califórnia.  

 

 

Foto: DR

NOS Alive’15 financia bolsas de investigação na área do Cancro e da Biodiversidade

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O NOS Alive’15 volta a associar a Ciência à Música. No âmbito da parceria estabelecida com o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), a Everything is New vai financiar mais duas bolsas de investigação científica, nas áreas da Genética do Cancro e Biodiversidade. Este ano, as bolsas NOS Alive-IGC’15 alargam pela primeira vez o seu raio de atuação à área de investigação do Cancro. Uma vez mais, os festivaleiros podem conhecer mais informações sobre estas bolsas no espaço do IGC no NOS Alive.

 

No primeiro dia do festival, 9 de julho, inicia-se o período de candidaturas às bolsas NOS Alive–IGC’15 que se prolonga até 11 de setembro. Jovens recém-licenciados têm a oportunidade de, durante um ano, integrarem uma equipa de investigação no IGC e desenvolverem um dos dois projetos de investigação a concurso.

O primeiro, na área da Genética do Cancro, foca-se um gene que regula o esqueleto da célula e procura investigar o papel que diferentes alterações nesse gene podem desempenhar na progressão do cancro da mama. Este projeto será desenvolvido no IGC em colaboração com um laboratório no Reino Unido.

O segundo projeto, na área da Biodiversidade, Genética de Populações e da Conservação de Espécies, tem como objetivo compreender como é que a fragmentação das florestas e perda de habitat afecta a estrutura social e diversidade genética de várias espécies de lémures e pequenos vertebrados de Madagáscar. O bolseiro que integrar este projeto poderá realizar trabalho de campo em Madagáscar ou trabalho computacional em França.

Quem quiser saber mais sobre estes projetos e a investigação que se faz no Instituto Gulbenkian de Ciência pode passar pelo espaço do IGC no NOS Alive’15 e participar em atividades científicas. Estas incluem um Quiz da Biodiversidade e um Game of Tumours, além do já conhecido speed-dating com cientistas. Os bolseiros NOS Alive das edições anteriores também estarão presentes para falar sobre a investigação que têm estado a desenvolver. Os festivaleiros podem ainda ver como se pode transformar um telemóvel num microscópio e experimentar comida molecular preparada pelo Cooking Lab.

As bolsas NOS Alive-IGC, tiveram início em 2008 e foram já atribuídas a 10 jovens. Os bolseiros das edições anteriores continuam a desenvolver projetos de investigação científica, quer em centros de investigação Portugueses (incluindo o IGC) quer no estrangeiro. Os primeiros bolseiros, João Alves e Alexandre Leitão, já concluíram o seu doutoramento e encontram-se atualmente a fazer um pós-doutoramento em Vigo, Espanha, e em Cambridge, Reino Unido, respetivamente.

O projeto de responsabilidade social que a Everything is New tem com o Instituto Gulbenkian de Ciência promove uma maior aproximação e interação entre os centros de investigação e a sociedade Portuguesa, estabelecendo formas alternativas de financiamentos para a investigação científica em Portugal que permitam a recém-licenciados iniciarem uma carreira em investigação científica.

 

Legenda: O bolseiro Gonçalo Matos a realizar trabalho laboratorial no Instituto Gulbenkian de Ciência. Créditos: Catarina Júlio, IGC.

Informação suplementar: Período de candidatura para as Bolsas de Investigação NOS Alive – Instituto Gulbenkian de Ciência: entre 9 de Julho a 11 de Setembro de 2014.

Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) é um dos principais institutos de investigação biomédica em Portugal. Foi fundado pela Fundação Calouste Gulbenkian com o objetivo de desenvolver investigação biomédica e ensino pós-graduado no país. O IGC funciona como instituição de acolhimento a grupos de investigação, liderados por cientistas nacionais e internacionais, possibilitando que esses desenvolvam os seus projetos autonomamente, usufruindo de instalações e serviços de excelência. Desde 1993 que o IGC desenvolve um programa intensivo de ensino pós-graduado e desde há alguns anos que tem apostado na comunicação de ciência e promoção da cultura científica em Portugal.

NOS Alive’15 tem data marcada para 9, 10 e 11 de julho, no Passeio Marítimo de Algés.

Site Oficiais

www.igc.gulbenkian.pt

http://nosalive.com/pt/

www.everythingisnew.pt

Vídeo Bolsas NOS Alive/IGC:

Contactos: Ana Mena | Comunicação de Ciência | Instituto Gulbenkian de Ciência | Tel. 21 440 7959 | anamena@igc.gulbenkian.pt

Projeto coordenado pelo Instituto Gulbenkian de Ciência recebe 2.6 milhões de euros

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Um consórcio europeu e norte-americano coordenado por Jörg Becker, investigador principal no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC; Portugal), recebeu agora financiamento de 2.6 milhões de euros por 3 anos para estudar a evolução da reprodução sexual das plantas. O projeto é financiado pela ERA-CAPS, uma rede europeia dedicada a apoiar atividades de investigação no campo da Ciência das Plantas. Este estudo irá possibilitar a identificação de genes úteis para a indústria agrícola, com o objetivo de melhorar a reprodução de espécies de cultivo e aumentar a sua produtividade.

As plantas com semente são extremamente importantes economicamente, pois são a nossa fonte principal de alimento, fibras e outras matérias-primas industriais. No entanto, a nossa capacidade de gerar comida suficiente, ração para animais e energia está cada vez mais comprometida pela expansão da população humana, pela competição pelo uso de terra, pela rápida perda de biodiversidade e pela mudança climática global. É, portanto, crucial estudar o processo da reprodução sexual das plantas de forma a superar problemas de fertilização e aumentar o rendimento de colheitas.

O projeto agora financiado reúne vários investigadores líderes na área da reprodução das plantas. Os oito parceiros são Jörg Becker, Frederic Berger, Thomas Dresselhaus, Stefanie Sprunck, David Twell, Marek Mutwil e Jose Gutierrez-Marcos, da Europa, e Mark Johnson, dos EUA. Usando diversas espécies como modelos de estudo, desde musgos até plantas com flor, os investigadores pretendem compreender as principais etapas na evolução da reprodução das plantas, incluindo os mecanismos ancestrais de desenvolvimento dos gâmetas e fertilização.

Jörg Becker diz: “Este projeto é uma oportunidade única para maximizar sinergias e evitar duplicação de esforços de investigação. Cada parceiro traz para o projeto as suas competências técnicas únicas e complementares, o que deverá permitir uma compreensão mais profunda da evolução da reprodução sexual de espécies de plantas economicamente importantes”.

Para isso, os investigadores pretendem estudar a evolução de redes regulatórias importantes para o desenvolvimentos dos gâmetas masculino e feminino, crescimento do tubo polínico e mecanismos de fertilização em plantas com flor. Irão comparar a atividade de redes de genes em plantas terrestres primitivas, tais como musgos, com outras plantas importantes de cultura, como milho e tomate. Esta abordagem genómica comparativa irá ajudar na identificação dos principais mecanismos de reprodução das plantas e revelar se são ancestrais ou novos. O grupo de investigação de Jörg Becker, no IGC, irá focar os seus estudos no desenvolvimento de células de esperma do musgo Physcomitrella patens, e na forma como alterações que não estão escritas diretamente no DNA podem ser transmitidas mediante a fertilização.

“O nosso projeto irá fornecer a primeira análise exaustiva da evolução molecular da reprodução sexual das plantas e dar informações sobre as origens da fertilização em plantas com flor. Isto é fundamental para podermos desenvolver ferramentas para manipular a reprodução das plantas a nosso favor e melhorar a produtividade das culturas”, diz Jörg Becker.

A ERA-CAPS foi lançada em 2012, sendo o seu financiamento oriundo das respectivas agências de financiamento de cada país participante. Esta é a primeira vez que Portugal participa num projeto da ERA-CAPS, não só como parceiro mas também como coordenador. Além do Instituto Gulbenkian de Ciência (Portugal), as outras instituições participantes são: Gregor Mendel Institute (Áustria), Universidade de Regensburg (Alemanha), Universidade de Leicester (Reino Unido), MPI Molecular Plant Physiology (Alemanha), Universidade de Warwick (Reino Unido) e Universidade de Brown (EUA).

Neste projeto da ERA-CAPS, a investigação realizada no Instituto Gulbenkian de Ciência é financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

 

Legenda: O musgo Physcomitrella patens serve como modelo da reprodução de plantas terrestres primitivas. A imagem mostra colónias do musgo a crescer em placa em laboratório. Créditos: Roberto Keller, IGC.

Prémio Nacional Indústrias Criativas – Abertas as inscrições para a entrega de prémios

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Estão abertas as inscrições para o Super Bock Laboratório Criativo! Dia 15 de julho, em Lisboa, conta com uma conferência internacional sobre “media arts”, promovida pelo Canal180; intervenções artísticas e cultura urbana por Penique productions, Júlio Dolbeth Illustration, WASTED RITA, Akacorleone e We Came From Space; música com Márcia ao vivo e DJ Set a cargo de Sininho; e, claro, a entrega do Prémio Nacional Indústrias Criativas 2015.

Este ano o Super Bock Super Rock começa na véspera! O Laboratório é de entrada é livre, mas de inscrição obrigatória no site .

 

:: O PRÉMIO

O Prémio Nacional Indústrias Criativas – Super Bock/Serralves é uma iniciativa pioneira em Portugal, promovida pela Unicer, através da marca Super Bock, e a

A 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves arrancou a 2 de fevereiro e até 15 de março os interessados puderam-se inscrever desde que a sua ideia de negócio se integrasse numa das quatro categorias do concurso – Arquitetura e Artes Visuais, Música e Artes do Espetáculo, Conteúdos e Novos Media e Turismo e Património.

Procuram-se empreendedores com ideias de negócio sustentadas – produtos ou serviços – que se diferenciem pela criatividade e inovação mas, sobretudo, que apresentem potencial económico e sejam geradoras de emprego.

O vencedor irá ainda receber um prémio de 25 mil euros e representar Portugal no Creative Business Cup (Copenhaga, Dinamarca), uma competição anual para empreendedores oriundos de mais de 50 países que visa distinguir a melhor ideia de negócio no setor das Indústrias Criativas a nível mundial.

À semelhança dos anos anteriores, o vencedor será revelado durante o Super Bock Laboratório Criativo, fórum anual organizado pela Unicer para celebrar e debater o estado do empreendedorismo criativo em Portugal.

Em seis edições, o Prémio Nacional Indústrias Criativas Super Bock/Serralves, que conta com a parceria e apoio da Fundação da Juventude, já avaliou mais de 1500 projetos e apoiou mais de 60 que geraram mais de 200 postos de trabalho.

 

:: OS FINALISTAS

São dez os candidatos selecionados para a fase final da 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas. O grande vencedor, a anunciar em julho, receberá 25.000€ e representará Portugal na Creative Business Cup.Integram o grupo finalista projetos de natureza diversa, sendo que todos revelam inovação, talento e potencial de mercado. Eis, então, os concorrentes apurados, representando as quatro categorias a concurso:

CATEGORIA “ARQUITETURA E ARTES VISUAIS”

Cross Hands Architecture
Duas jovens cruzam arquitetura, design e consciência social. São quatro as mãos que apostam na “arquitetura contemporânea humanitária”, criando um atelier empenhado em apresentar soluções de habitação eficazes e urgentes em cenários de pobreza extrema, de guerra ou catástrofes naturais. Cross Hands, refira-se, venceu o concurso Designing Emergency Shelters com um projeto de abrigos para refugiados na Síria.

EcoBook
É um caderno sem papel para escrever e apagar vezes sem conta. É uma solução que a natureza agradece. O EcoBook adapta o conceito de quadro branco (comum nas salas de aula) ao formato de caderno ecológico. Disponível nos modelos A4, A5, A4 pautado e A6, é um produto de longa duração, dado que as suas folhas podem ser reutilizadas sem perderem o bom estado de utilização e a legibilidade. www.ecobook.pt

Sistema Gomos
Já ouvimos falar em arquitetura modular, mas não aos gomos: o facto é que um a um se fazem edifícios de diferentes dimensões. Este é um sistema flexível e evolutivo de construção (pode começar-se com um T2 e ampliar-se para T3 ou T4) baseado em peças standard de betão armado (os gomos). Cada módulo sai da fábrica completamente pronto e a instalação é fácil. Mais? É uma solução ecologicamente sustentável.

Stallo
A ideia é de três jovens italianos, alunos na ESAD de Caldas da Rainha, e põe o design ao serviço da sustentabilidade, estimulando um comportamento positivo e o consumo responsável. Como? Pelo reaproveitamento e a transformação de garrafas de vidro em copos originais e diferenciadores que, por seu turno, e através de um pedestal de cerâmica vidrada, se transformam em cálices. http://www.ositalianosdesign.com/Chi_siamo.html

STILL Urban Design
Que bem se está cá fora… Dedicado ao desenho urbano climático, este estúdio cria projetos de espaço urbano aberto (público, coletivo ou privado) que estabelecem a mediação desejável entre Homem, Clima e Ambiente, proporcionando conforto térmico no exterior. Deste modo, surgem soluções que permitem usufruir do local intervencionado ao longo do ano. Reabilitação urbana, (re)qualificação do espaço público, cuidado ambiental e bem-estar, tudo se conjuga.  www.stillurbandesign.com

CATEGORIA “CONTEÚDOS E NOVOS MEDIA”

Here Come the Robots
Os robôs aí estão para interagir com vários públicos e participar nas mais diversas situações: no modo de contar uma história infantil, numa visita ao museu, na música e nas artes performativas, como ferramenta pedagógica, em ativações de marca. Este é o domínio deste projeto e da plataforma Monster Development Kit, que disponibiliza sistemas de controlo genérico de robótica, visão por computador, payback, áudio e acesso a internet. Vai dar jeito…

Rewind Cities
E se o passado se tornar presente; se histórias, factos e lugares de outrora se reconstituírem diante dos nossos olhos? Se acontecer não é magia, mas sim tecnologia. As aplicações móveis Rewind Cities promovem experiências inovadoras 2D e 3D em realidade aumentada, com o utilizador a embarcar em viagens ao passado do local que está a visitar. Com este projeto ganha novas dimensões, por exemplo, a visita a um museu. www.rewindcities.com

CATEGORIA “MÚSICA E ARTES DO ESPETÁCULO”

Arumis
Cheira a cinema. Já submetido a criação de patente, Arumis é um produto original que pretende melhorar a experiência do espetador ao chamar à indústria audiovisual um novo sentido: o olfato. O projeto adapta-se às salas de espetáculos existentes, não exigindo estruturas complexas, e tem horizontes definidos: primeiro o mercado de entretenimento (cinema, parques temáticos, teatros), depois a casa de cada um de nós.

Spranger
Tudo o que se pede, às vezes, é eficácia e simplicidade. É isso que Spranger quer dar ao apresentar um novo tipo de auscultadores com sensor de pressão incorporado. De forma imediata, este sensor deteta se o dispositivo está mesmo nos ouvidos. Assim, o auscultador entra em modo pause sempre que é retirado do ouvido e retoma o modo play do conteúdo assistido mal volta a ser colocado no ouvido. Simples.

CATEGORIA “TURISMO E PATRIMÓNIO”

Miss Can
Vamos abrir o apetite… Os ingredientes são tradição, cultura e gastronomia portuguesas, servidos em pack original. Miss Can utiliza um método artesanal (peixe cozido a vapor) para valorizar a nossa indústria conserveira. A marca tem cinco packs cheios de personalidade, cada com três latas, e temperos/receitas que reclamam identidade lusa. O petisco vem acompanhado com os benefícios da conserva e sugestões gastronómicas. www.miss-can.com

A seleção dos candidatos coube a um júri de doze elementos, em representação das entidades promotoras do Prémio, Unicer e Fundação de Serralves, e parceiros associados (ADDICT, Agência de Inovação, ANJE, BPI, ESAD, Fundação da Juventude, IAPMEI, Brand New Box, Universidade do Porto e Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa Porto). Como já é habitual, o processo de apuramento não foi fácil, atendendo à qualidade superior de um número bastante significativo das candidaturas validadas nesta sétima edição.

Fonte: Prémio Nacional Indústrias Criativas
Fotos: DR

António Damásio em conferência na Universidade do Porto

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De acordo com o site Notícias da Universidade do Porto, o neurocientista português António Damásio, diretor do Brain and Creativity Institute da University of South California, dará, àss 18 horas do dia 1 de julho, na Reitoria da Universidade do Porto, uma conferência intitulada “New Perspectives on Human Nature from Neurobiology: Feelings, Decisions and Automation”.

O evento é uma iniciativa da SONAE em parceria com a Universidade do Porto e terá entrada livre, ainda que sujeita a uma inscrição prévia gratuita, a realizar até 26 de junho, através do email conferenciaantoniodamasio@winworld.pt. A conferência será proferida em Inglês.

 

António Damásio é um dos mais internacionalmente reconhecidos investigadores portugueses e um dos mais notáveis neurocientistas do mundo. Radicado nos EUA desde 1975, depois de ter completado o doutoramento na Universidade de Lisboa, António Damásio desenvolveu toda a sua carreira científica em universidades norte-americanas.

Especializando-se no campo da neurobiologia, o seu trabalho ganhou notoriedade pública mundial após o lançamento, em 1994, do seu primeiro livro, intitulado “O Erro de Descartes”. Ao abordar a temática das emoções e sentimentos ligados a todos os processos cognitivos, a obra acabaria por ser considerada um dos mais influentes livros da década de 90, recolhendo vários prémios internacionais.

O trabalho de António Damásio foi já também reconhecido com diversos prémios, entre eles o Prémio Pessoa (1992), o Signoret Prize in Cognitive Neuroscience (2003), o Prémio Príncipe das Astúrias (2004) ou o Prémio Honda (2010), muitos dos quais recebidos conjuntamente com a sua esposa e companheira de trabalho, Hanna Damásio. António e Hanna Damásio foram ainda condecorados pelo Presidente da República com o título de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada de Portugal em 1995.

Atualmente, António Damásio tem o título de David Dornsife Professor of Neuroscience da University of South California, onde lidera o USC Brain and Creativity Institute, um centro de investigação fundado por António e Hanna Damásio que se dedica ao estudo do funcionamento do cérebro humano, nomeadamente sobre a base neurológica para uma grande variedade de funções mentais, das emoções às tomadas de decisão.

 

Foto: DR

Mariano Gago Ectise Awards é o nome do prémio internacional Ecsite

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A Rede Europeia de Centros e Museus de Ciência atribuiu nome de Mariano Gago ao prémio internacional Ecsite.
Segundo o Observador, o nome para o prémio foi proposto por Per-Edvin Persson e foi aceite unanimemente. Em declarações ao mesmo jornal, Per-Edvin Persson, presidente do centro de ciência finlandês Heureka, disse:

Eu penso nele [Mariano Gago] realmente como um campeão dos centros de ciência na Europa. Sempre reforçou a importância da boa comunicação de ciência e do trabalho que os centros de ciência fazem

Acrescentou ainda:

Mariano Gago tinha muito a dizer em termos de política de ciência a nível europeu.

O prémio anual Ecsite foi instituído por Rosália Vargas, presidente da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica – Ciência Viva e diretora do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, e agora presidente cessante da Ecsite.

O prémio Mariano Gago Ecsite Awards 2015  foi atribuído ao Museu de Ciência e Tecnologia Norueguês.
Mariano Gago foi fundamental para o destaque da ciência em Portugal e na Europa e a sua excelência e legado será sempre relembrado pela comunidade científica portuguesa.

 

Fonte: Observador

Aluna de doutoramento em Engenharia Biomédica da FCT/UNL ganhou o segundo prémio IFMBE Student Competition on Medical Devices Design

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A uma aluna de doutoramento em Engenharia Biomédica da FCT/UNL Ana Teresa Gabriel ganhou o segundo prémio IFMBE Student Competition on Medical Devices Design no World Congress on Medical Physics and Biomedical Engineering 2015 com o paper Vertebral Metrics: development of a third and improved prototype.

Fonte: FCT/UNL
Foto: DR

Investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência que mostram que a estrutura social é importante para manter a diversidade genética das espécies

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Muitas espécies de animais, incluindo humanos, vivem e reproduzem-se em grupos de complexa organização social. Contudo, o impacto desta estrutura social na diversidade genética dos animais tem gerado desacordo entre cientistas. Num novo estudo publicado na última edição da revista científica PNAS*, Bárbara Parreira e Lounès Chikhi, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC; Portugal), mostram que a estrutura social é importante para manter a diversidade genética das espécies. Os investigadores apresentam um novo modelo matemático que pode ser usado por geneticistas populacionais e ecólogos de forma a preverem de que maneira os grupos sociais influenciam a diversidade genética e evolução das espécies e, em última instância, ajudar na sua conservação.

Tal como em famílias, onde indivíduos de diferente sexo, idade ou dominância vivem juntos, diversos grupos de insetos, aves e mamíferos estão organizados em grupos com uma estrutura social bem definida. Fazer parte de um grupo pode ser extremamente benéfico para obter alimento, defesa contra predadores ou lidar com mudanças ambientais. Mas também pode trazer desvantagens, como por exemplo um acrescido risco de doença ou infeção por parasitas. Como os grupos sociais consistem em agregações relativamente pequenas, os geneticistas consideram que há um risco acrescido de perderem diversidade e acumularem altos níveis de consanguinidade. Porém, estes pressupostos nem sempre são consistentes com as observações realizadas por ecólogos, que encontram grupos sociais com bastante diversidade na natureza. Afinal, qual o papel das ?famílias? na diversidade genética?

O trabalho realizado por Bárbara Parreira e Lounès Chikhi reconcilia estas duas áreas de estudo. A equipa de investigação desenvolveu um modelo com parâmetros bem definidos que inclui informação sobre a estrutura social. Usando dados genéticos e ecológicos, os investigadores simularam populações de animais com diferentes estratégias de reprodução. Os seus resultados mostram que a organização social é muito eficiente na manutenção da diversidade dos indivíduos dentro destes grupos. Os investigadores acreditam que este modelo reflete melhor as complexidades das espécies sociais ? em comparação com outros modelos propostos por geneticistas que não têm em conta a organização social das populações ? permitindo a biólogos de campo testar teorias acerca das espécies sociais.

Lounès Chikhi, que é também investigador no CNRS, em França, diz: “Os geneticistas populacionais tendem a usar modelos simples para representar a complexidade de espécies reais. Para algumas questões esta é provavelmente a melhor solução, porque precisamos de modelos simples e gerais com poucos parâmetros. No entanto, quando queremos perceber o que acontece na natureza precisamos de modelos que reflitam mais corretamente o mundo real. O trabalho desenvolvido pela Bárbara é importante, na medida em que fornece uma nova ferramenta de simulação que muitos ecólogos e biólogos de conservação de espécies poderão usar.”
Bárbara Parreira, estudante de doutoramento do laboratório de Lounès Chikhi, acrescenta: “Com este modelo matemático mostramos que os grupos sociais, embora sejam formados por pequenos grupos de indivíduos aparentados, são extremamente eficazes a manter a diversidade. Na verdade, é dentro destes grupos que a diversidade genética de uma população inteira é fundamentalmente preservada. Manter estes grupos sociais é provavelmente um dos fatores mais importantes na conservação de espécies.”

 

Este trabalho de investigação foi realizado no Instituto Gulbenkian de Ciência. O estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Portugal), LabEx TULIP (França) e LIA BEEG-B (CNRS, França).

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* Parreira B, Chikhi L (2015) On some genetic consequences of social structure, mating systems, dispersal, and sampling. PNAS Article #14-14463. doi: 10.1073/pnas.1414463112.

 

 

Estudante de biologia da Universidade de Aveiro conquistou prémio europeu de conservação da Natureza

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O estudante de biologia da Universidade de Aveiro (UA) Eduardo Batista conquistou o prémio europeu de conservação da Natureza atribuído pela Federação Europarc, em cooperação com a Fundação Alfred Toepfer. Intitulado “Alfred Toepfer Natural Heritage Scholarships”, o prémio tem por objetivo galardoar jovens conservacionistas com provas dadas na área da conservação da natureza, em particular nas áreas protegidas da Europa.

Esta é a segunda vez que este prémio, anunciado quinta-feira, é atribuído a um conservacionista português pela Europarc, uma das mais importantes instituições europeias no que toca à gestão e conservação da natureza e que representa 365 membros entre departamentos governamentais, ONGs e áreas protegidas de toda a Europa. Em 2014 a bióloga Milene Matos, também da Universidade de Aveiro, trouxe o prémio pela primeira vez para Portugal graças ao trabalho desenvolvido em diversas áreas protegidas portuguesas, com especial incidência na Mata do Buçaco.

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O prémio alcançado por Eduardo Batista, que neste momento está a realizar um estágio curricular (equivalente ao 4º ano da licenciatura de Biologia) na Fundação Mata do Buçaco, resulta do trabalho que tem realizado na caraterização dos cogumelos naquela área florestal protegida.

“É um enorme orgulho receber este prémio e manter de novo a presença portuguesa nos 3 melhores casos de estudo apresentados à EUROPARC. Pessoalmente este prémio é bastante motivador porque representa o reconhecimento do trabalho que tenho vindo a realizar nos últimos dois anos na Mata Nacional do Buçaco”, congratula-se Eduardo Batista cujo trabalho no Buçaco tem com objetivo caracterizar as comunidades de macro fungos, também conhecidos vulgarmente por cogumelos, e estabelecer relações com o tipo flora a que estão associados.

“A minha principal motivação para alcançar este prémio, como estudante, deve-se ao forte contacto que temos com os investigadores do nosso departamento e após uma troca de ideias e algum incentivo por parte da Milene Matos, decidi tentar a minha sorte”, explica o estudante.

O prémio de três mil euros, atribuído anualmente pela Federação Europarc, financia trabalhos de investigação em áreas protegidas europeias, em países que não o de residência do candidato. Neste caso, Eduardo Batista irá trabalhar no The Plitvice Lakes National Park, na Croácia, precisamente na caracterização dos cogumelos locais.

Fonte: http://uaonline.ua.pt/pub/detail.asp?c=42846
Fotos: DR

Grande descoberta científica portuguesa: Galáxia CR7

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Uma equipa internacional de astrónomos liderada por David Sobral descobriu esta semana aquela que é a galáxia mais luminosa alguma vez encontrada no Universo primordial, e encontrou ainda, pela primeira vez, fortes indícios da existência da primeira geração de estrelas.

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David Sobral, líder da equipa de investigadores responsável pela descoberta

A  recém-descoberta galáxia foi batizada com a sigla CR7,  uma abreviatura para Cosmos (zona do céu onde a galáxia foi detetada) Redlight 7 (desvio para o vermelho). Quanto maior o desvio para o vermelho de uma galáxia, mais distante e mais para trás no tempo ela está. A CR7 encontra-se a cerca de 13 mil milhões de anos luz da Terra e é três vezes mais brilhante do que o antigo recorde, a Himiko, e só no campo da luz visível, chega a ser um trilião de vezes mais luminosa do que o Sol. O nome é também uma alusão à ‘estrela’ do futebol português, Cristiano Ronaldo.

David Sobral (IA e FCUL) comenta: “Decidimos seguir um caminho totalmente diferente do resto do Mundo, e fizemos um mapeamento de grandes áreas do céu. Sabíamos que o risco de procurar onde ninguém procura era facilmente compensado por descobertas inesperadas, algo importantíssimo em Ciência. Foi fantástico quando descobrimos a galáxia CR7, a mais luminosa alguma vez encontrada no Universo primitivo.”

A equipa descobriu então várias galáxias, a mais surpreendente sem dúvida a CR7, mas novas observações acabaram inesperadamente por levar a indícios de algo ainda maior.

“Ao juntarmos as diferentes peças do puzzle percebemos que tínhamos encontrado algo muito mais profundo e que estávamos a ver, pela primeira vez, um Santo Graal da astronomia – as primeiras estrelas. Foram essas estrelas que permitiram a nossa existência. Depois de inúmeras observações e imenso trabalho, com um método diferente e planeado por nós, é fabuloso obter estes resultados tão importantes”, afirma David Sobral.

Há muito que os astrónomos previram a existência de uma primeira geração de estrelas formadas a partir do material primordial do Big Bang, mas até esta semana essas previsões eram meramente teóricas. Estas primeiras estrelas, denominadas População III, criaram os primeiros elementos necessários para formar estrelas como o Sol e para que possamos existir, e pela primeira vez, “podemos começar a estudá-las no Universo real”.

Impressão artística da CR7

Impressão artística da CR7

Sérgio Santos (IA e FCUL), coautor da descoberta comenta: “Foi fantástico poder participar numa descoberta com esta relevância durante o meu projeto de investigação ainda como estudante de licenciatura! É um privilégio poder trabalhar com uma equipa de tão grande qualidade e quero destacar o nível da investigação científica que se faz hoje em dia em Portugal, capaz de rivalizar com qualquer outro país.”

A equipa é formada por David Sobral (IA, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Observatório de Leiden), Jorryt Matthee (Observatório de Leiden), Sérgio Santos (IA, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) e investigadores das Universidades da Califórnia, Genebra e Leiden.

O Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) é a maior unidade de investigação na área das Ciências do Espaço em Portugal, englobando a maioria da produção científica nacional na área. Foi avaliado como “Excelente” na última avaliação que a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) encomendou à European Science Foundation.

Os resultados serão apresentados no artigo Evidence for PopIII-like stellar populations in the most luminous Lyman-αemitters at the epoch of re-ionisation: spectroscopic confirmation (Sobral et al. 2015), na conceituada revista Astrophysical Journal.

 

Fotos:DR