Prémio Terre de Femmes da Fundação Yves Rocher – Milene Matos é a representante portuguesa na final mundial de Paris

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Milene Matos, bióloga da Universidade de Aveiro (UA) é a vencedora nacional do prémio Terre de Femmes. Instituído pela Fundação Yves Rocher, o galardão atribuído a 3 de março pretende homenagear o trabalho das mulheres que, por todo o mundo, contribuem para salvaguardar o mundo vegetal e para melhorar o meio ambiente, agindo simultaneamente para o bem-estar da sociedade. Responsável pelo projeto “Biodiversidade para Todos”, Milene Matos tem usado o património natural, histórico e cultural da Mata Nacional do Buçaco para erguer um serviço educativo com funções pedagógicas, mas também sociais e de promoção e proteção da biodiversidade local.

A Excelência Portugal convidou Milene Matos a contar a sua história na primeira pessoa.

É crucial colocar a gestão de valores naturais e ambientais não só nas agendas de trabalhos, mas na filosofia diária de cada um.

Filha de emigrantes, nasci no Luxemburgo em 1982. Ali, naquele país cosmopolita e multicultural cresci e aprendi, naturalmente, cinco línguas. Hoje reconheço o quão importante foi este aspecto para o meu futuro. Quando tinha dez anos os meus pais regressaram para Portugal, para uma aldeia do interior, no concelho de Tondela. Foi um choque enorme, pois Portugal no início dos anos 90 estava muito longe do que é hoje, e certamente a anos-luz do que era a Europa central. Mas lá me adaptei, com maior facilidade a partir do 2º ano. Desengane-se quem pensa que pelo facto de os meus pais terem sido emigrantes, que tivemos uma vida folgada. Na verdade cresci, junto com os meus irmãos, sempre com muitas dificuldades, aliadas a alguma disfuncionalidade familiar, o que também se veio a revelar fundamental para o que aí viria. As melhores ‘coisas’ de viver no interior eram a simplicidade e capacidade de ‘desenrasque’ das pessoas, privadas de muitas condições hoje tidas como normais; e o permanente contacto com a natureza. O que estava errado com o ambiente já nessa época mexia comigo.

Segui o percurso escolar normal, tendo concluído o secundário com uma boa classificação, sendo que era quase ‘obrigada’ a seguir para medicina. Mas essa não era a minha vocação. Coloquei medicina em terceira opção, apenas para dizer que sim senhor, coloquei na candidatura. Entrei na primeira opção, em Biologia, Universidade de Aveiro – e hoje vejo o quão acertada foi esta decisão. Com um percurso atribulado em termos pessoais e financeiros, lá concluí a licenciatura, do meio em diante já trabalhando em serviços de biologia para conseguir sustentar os estudos.

O meu projeto de fim de curso resultou num livro publicado pela Universidade, sobre as aves do campus universitário, em que fiz o trabalho de campo, pesquisa, escrevi, consegui fotografar algumas aves e ilustrei outras. Devido a este trabalho, os meus orientadores propuseram-me um estágio na Mata Nacional do Buçaco, cuja fauna era desconhecida. Aceitei com grande entusiasmo, uma floresta inteira por descobrir… A primeira visita foi um momento definitivamente marcante. A cada curva do caminho, a cada ramo retorcido, a cada rocha coberta de quarenta diferentes musgos sentia um fascínio a crescer. Este fascínio é partilhado por todos os que visitam e vivem regularmente o Buçaco. Esse fascínio, em mim, cresceu sob a forma de amor duradouro e não mais dali me afastei. Nesse ano não me limitei às aves. Iniciei o estudo de toda a fauna de vertebrados, e continuei por ali o meu doutoramento, tendo recusado uma bolsa para um doutoramento financiado na Amazónia. Achei que o Portugal, e aquela Mata em particular, precisavam de mais ajuda, pelo seu desconhecimento, e pela enorme importância biocultural que em si encerram. E assim foi. O doutoramento significou cerca de seis anos intensivos, com cerca de zero dias de descanso, a trabalhar noite e dia, para estudar desde as vespertinas aves aos noctívagos morcegos e javalis. Um caminho longo, solitário e doloroso, mas que veio provar cientifica e indubitavelmente o valor da Mata do Buçaco e da agricultura de subsistência para o ambiente e sociedade. Ligando estas duas áreas, criava-se o embrião do que viria a ser o meu pós-doutoramento, actualmente em curso: ligar a ciência à sociedade, utilizando para isso o magnífico laboratório vivo que é a Mata Nacional do Buçaco. Este tesouro tem ali reunidas todas as condições naturais, históricas, patrimoniais e sociais para edificar um serviço de educação para a sustentabilidade de excelência. Escasseiam os meios, mas é nisso que se trabalha todos os dias. E é nisso que se baseia este Prémio Terre de FEMMES. Mais do que ciência, educação, história, religião… A Mata tem a capacidade de mudar vidas. O Projecto ‘Biodiversidade para Todos’ é a definição de inclusão, reunindo todas as pessoas dos mais diversos estratos etários ou sociais, em torno dos valores naturais. Sem biodiversidade não vivemos, e a biodiversidade precisa da nossa ajuda. Pelo caminho, constroem-se oportunidades para as pessoas. Mudam-se vidas.

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O Prémio e a divulgação com ele conseguida, bem como o meu trabalho, não se esgotam na Mata do Buçaco. Esta é o veículo, mas os projectos futuros passam por replicar às devidas escalas a filosofia adjacente ao projecto noutras áreas, com o apoio da Universidade de Aveiro, tão voltada para a sociedade.
A importância deste prémio é fundamental, não só pelo imediato apoio financeiro, quer permitirá suprir algumas lacunas e necessidades urgentes, mas também pela projeção do trabalho feito. É do meu entender que este prémio sensibilizará a opinião pública para o trabalho que tantos colegas têm feito por Portugal, pela natureza e pelo ambiente, de uma forma em geral. É importante que se entenda que todos nós ‘somos natureza’.
É crucial colocar a gestão de valores naturais e ambientais não só nas agendas de trabalhos, mas na filosofia diária de cada um.

E estamos num País privilegiado para o fazer, sendo Portugal um ’hotspot’ de biodiversidade a nível global. Haja vontade, comprometimento, e apoio. E este apoio por vezes revela-se de formas nem sempre totalmente esperadas. Por exemplo, neste momento há um apoio muito simples, mas muito importante, que os Portugueses podem dar aos trabalhos em conservação da natureza em Portugal, em particular no do Buçaco. Tendo o projecto ‘Biodiversidade para Todos’ vencido o Prémio Nacional Terre de Femmes, atribuído pela Fundação Yves Rocher, tornou-se automaticamente candidato ao Prémio Internacional. Cada pessoa pode votar no projeto Português, selecionando o meu nome em www.terredefemmes.org, uma vez por dia e com cada conta de email, facebook e twitter, até dia 20 de março. No dia 2 de abril, em Paris, decorrerá a cerimónia Terre de Femmes internacional, onde será atribuído o prémio votado pelo público, e ainda um prémio eleito pelo júri. Pela importância de trazer este tipo de prémio tão conceituado para Portugal, apelo ao voto de todos.

Quando participo em eventos internacionais, percepciono que os estrangeiros têm uma visão de que somos um povo muito trabalhador e dedicado, muito na vanguarda das tecnologias, mas por vezes pouco eficaz. No caso particular da conservação da natureza, perguntam-se como é que com tão poucos meios conseguimos ir fazendo tanto trabalho de qualidade. Com melhores meios seremos ainda mais eficazes. E por tudo isto, para honrar o trabalho de todos e chamar a atenção para a qualidade do que por cá se faz, apelo a todos para votarem no projecto português a concurso. Um voto por dia, por todos nós.

texto: Milene Matos
fotos: DR

Farfetch é uma “billion dollar company”

A Farfetch anunciou o financiamento de 76 milhões de euros (85 milhões de dólares) na quinta ronda de investimento liderada pela DST Global. Este novo investimento avalia a empresa luso-britânica em 894 milhões de euros (mil milhões de dólares).

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José Neves (fundador da Farfetch) foto: Robert Astley Sparke

O fundo será usado especificamente  na expansão internacional com novos sites de idiomas locais, incluindo alemão, coreano e espanhol (para Espanha e América Latina); abrir novos escritórios em mercados globais estratégicos; também aproximar-se dos novos mercados Japão e Austrália devido à procura/potrncial nestas praças. O investimento também irá acelerar o crescimento dos serviços omni-channel da empresa e ofertas aos clientes, incluindo entrega em um dia útil em vários mercados globais, além do contínuo crescimento dos programas VIP e de fidelidade para consumidores da Farfetch em 180 países.

José Neves, fundador e CEO da Farfetch, comentou: “Tivemos uma jornada incrível até agora e é óptimo adicionar a DST Global para o nosso já fantástico grupo de investidores para a próxima fase de crescimento da Farfetch. O desafio agora é continuar a inovar e focar na criação de uma marca global duradoura”.

A Farfetch é uma forma revolucionária de comprar moda. O site pioneiro reúne mais de 300 das melhores boutiques de designers independentes do mundo, desde Paris, Nova York e Milão até Bucareste, Kuwait e Tóquio. As boutiques parceiras Farfetch ocupam um total de 1 milhão de metros quadrados de espaço de venda a retalho em 30 países. Permitem que os clientes Farfetch, através de 180 países em todo o mundo, possam fazer compras de uma gama incomparável de marcas e peças únicas.

As lojas parceiras foram cuidadosamente selecionadas pela sua abordagem única, com visão de futuro, atitude e diversidade, e incluem boutiques de renome como Browns em Londres, L’Eclaireur em Paris, H. Lorenzo em LA, Fivestory em Nova York e Smets no Luxemburgo.

Fundada em 2008 pelo empresário português José Neves, a Farfetch oferece a estas boutiques físicas a oportunidade de competir com os principais players do reatalho online. E, para os amantes da moda, oferece a oportunidade de comprar pelo mundo.  A Farfetch é uma empresa luso-britânica, mas a tecnologia da Farfetch é 100% portuguesa, desenvolvida em Leça da Palmeira.

Maria Modista – uma escola de costura contemporânea

MMx2Num andar, em Lisboa, reside a Maria Modista, uma costureira alegre, simpática e cheia de vivacidade. Com a linha pronta na agulha, reúne todos os conhecimentos para ensinar as técnicas mais actuais e ajudar a tornar as ideias das suas alunas em peças únicas e perfeitas para cada estilo pessoal.
Eu pensava que esta ideia não ia chegar a muitas pessoas, não tinha noção que tanta gente tinha o gosto, tal como eu, de aprender a costurar.

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A Excelência Portugal quis saber mais sobre este projecto e foi conhecer pessoalmente a Maria Modista, uma escola de costura original desenvolvida por Filipa Bibe.

Deparámos com um negócio de sucesso que veio despertar a arte do “Corte e Costura”, há demasiado tempo guardada na sabedoria das nossas avós, e deixar qualquer pessoa com a vontade de aprender.

 

Como é que nasceu a Maria Modista?
A Maria Modista nasceu depois de eu estar à procura de sítios onde pudesse aprender melhor a costurar. Eu já sabia trabalhar com a máquina e algumas técnicas básicas mas queria desenvolver mais para poder criar peças para mim e dentro do meu estilo.

Mas tudo o que encontrava era muito tradicional e antiquado! Existiam opções lá fora mas era tudo muito caro. Depois desta procura frustrada, surgiu a ideia de criar um espaço  onde se pudesse aprender a costurar peças mais contemporâneas e com técnicas mais actuais.
 
 
Então a Filipa não tinha formação particular na área?
Embora já tivesse o contacto com a costura, não é a minha área de formação! Antes da Maria Modista tinha um escritório de Contabilidade e trabalhava nesta área. No entanto,  já estava desmotivada e como a costura era para mim um prazer, pensei que talvez fosse uma boa ideia e que mais pessoas estivessem à procura de uma escola com estas características.
 
 
Como foi tornar esta ideia em realidade?
Na altura falei com a minha sócia da Contabilidade, a Patrícia Pinta, que decidiu abraçar também o projecto. Começámos por estar numa sala do nosso escritório e quando o projecto começou a crescer tivemos a necessidade de maior espaço e viemos para este andar. Agora, para além deste espaço em Lisboa, temos já três espaços em Oeiras, Torres Vedras e no Porto.
 
 
Quando começou a ganhar consciência que era um projecto de sucesso?
A partir do sexto mês comecei a perceber que o projecto ia mesmo crescer. Neste momento, a Maria Modista é o meu trabalho a tempo inteiro!
 
 
De que forma foi feito o financiamento?
Ao contrário da nossa empresa de Contabilidade, o financiamento foi todo conseguido através de um empréstimo bancário. Como o investimento não era grande, não sentimos grande obstáculos.

Começar um negócio não é fácil e inúmeras dificuldades aparecerem no caminho. No caso da Maria Modista, qual foi o maior desafio?
Professoras, arranjar professoras! Isto porque queríamos uma técnica mais moderna e fugir um bocado ao conceito da costureira muito antiga. Entretanto vimos que existiam outras formações e o perfeito é conseguir conciliar as duas. Isto porque a costureira mais antiga tem uma experiência de uma vida, o que é fantástico,  e as mais novas tem outras técnicas. Quando misturamos os dois conhecimentos conseguimos ir ao encontro das necessidades e conceito da Maria Modista.
 
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Neste momento o projecto conta já com três anos. Como tem sido a aceitação?
Eu pensava que esta ideia não ia chegar a muitas pessoas, não tinha noção que tanta gente tinha o gosto, tal como eu, de aprender a costurar. De fazer roupa para si, para os filhos ou mesmo para começar um próprio negócio. Tem tido um balanço muito positivo!
 
Sente que de alguma forma o clima de crise possa ajudar no sucesso dos negócios Do it yourself ?
Sem dúvida!
Se por um lado as pessoas percebem que aqui podem criar peças para o seu próprio guarda roupa,  por outro algumas alunas criam os seus próprios negócios através do que aprendem aqui. A Maria Modista acaba por incentivar o empreendedorismo neste sentido, dando asas a que se explore outras capacidades.
 
 
Qual o perfil da aluna da Maria Modista?
A maior parte das alunas tem idade entre os 18 e os 45. Temos também algumas avós, mais dinâmicas, que fazem muito roupa para os netos. Homens são poucos, mas vão aparecendo!
 
E quando começaram, vinham já com alguma experiência?
A maior parte vêm sem experiência nenhuma, começam do zero. Depois algumas alunas têm já alguma experiência e vêm aperfeiçoar as suas técnicas e criar peças para si.
 
Os cursos são o produto principal da Maria Modista. Como funcionam?
Os cursos funcionam em três horários: de manhã, tarde ou pós-laboral.  Pode-se escolher um dos horários entre uma a cinco vezes por semana e depois fica-se inserida numa turma. Aqui as professoras estão focadas nas necessidades das alunas, tendo uma atenção muito especializada. Algumas alunas chegam já com fotografias do que querem fazer ou uma peça que está estragada e querem fazer algo parecido. ´cada aluna pode estar a fazer uma peça diferente das outras.
Ao início começasse por fazer peças mais simples e depois vai-se desenvolvendo na autonomia e na complexidade. Apenas é necessário trazer os tecidos pois temos no espaço todo o material de costura necessário.
 
Os workshops são um produto diferente certo?
Sim, são mais direccionados para quem não pode ter as aulas durante a semana. Funcionam ao fim-de-semana e têm sempre um tema que pode ser iniciação, roupa de bebé ou biquínis. Existem muitos temas disponíveis e a calendarização pode ser vista no nosso site.
 
Cada vez aparecem no mercado opções no que toca a aprender conhecimentos tradicionais que de certa forma ganham agora outra vida. De que forma é que a Maria Modista se destaca na sua concorrência?
Como fomos as primeiras criamos logo maior impacto.
Para além disso, apostamos muito na imagem. Muito muito muito! Estamos muito presentes nas redes sociais e sinto que tem sido uma aposta ganha. Faz toda a diferença! A Maria Modista foi lançada numa altura que se tornou moda as negócios nas redes sociais o que acabou por nos ajudar na divulgação.
 
Sente que de alguma forma o clima de crise possa ajudar no sucesso dos negócios Do it yourself ?
Sem dúvida!
Se por um lado as pessoas percebem que aqui podem criar peças para o seu próprio guarda roupa, por outro algumas alunas criam os seus próprios negócios através do que aprendem aqui. A Maria Modista acaba por incentivar o empreendedorismo neste sentido, dando asas a que se explore outras capacidades. Existem algumas marcas que foram criadas por alunas desempregadas que, tal como eu, viram na costura uma forma de trabalhar numa área que gostam.
 
A Maria Modista já criou o seu próprio livro para que cada vez mais pessoas possam descobrir o mundo da costura. Como é que foi idealizado?
O livro tem os projectos que são mais pedidos nas aulas pelas nossas alunas.
Não é necessário grande experiência, apenas conhecer a dinâmica da máquina.
Lançámos o livro em Novembro e da última vez que contactei a editora foram vendidos 1500 unidades, embora sejam um número sem considerar o último mês.
Está acessível nas várias livrarias e grandes superfícies e custa 22 euros.
 
Os projectos para o futuro, quais são?
O nosso projecto futuro é conseguir alargar a marcar através de Franchising. Temos já uma escola recentemente aberta em Torres Vedras e estamos a trabalhar em novos pedidos. A ideia seria manter a marca Maria Modista mas expandir para outras locais.
 
Se pudesse, que conselhos daria a quem esteja a começar agora o seu próprio negócio?
Não ter medo de correr de correr riscos! Pensar bem naquilo que se gosta de paixão, porque já é meio caminho andado para as coisas correrem bem.
Esta ideia era uma coisa que queria mesmo e adorava concretizar, a contabilidade já não foi tanto assim. A Maria Modista foi feita de coração e realmente quando é assim resulta sempre!
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Entrevista – Marcelo Barbosa, investigador do grupo IFIMUP-IN da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

Marcelo

Marcelo Barbosa, investigador do grupo IFIMUP-IN da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, ganhou no final do ano passado um prémio atribuído ao melhor poster com trabalho de investigação realizado e apresentado por um jovem investigador na conferência comemorativa dos 50 anos do laboratório de feixes de iões radioactivos ISOLDE-CERN  em Genebra, Suíça.

 

1) Podes contar-nos um pouco da tua história recente. Estás actualmente a realizar o doutoramento, qual é o teu tema?

O meu doutoramento é focado no estudo da estrutura electrónica, estabilidade e posição de átomos dopantes em nano-estruturas e filmes finos de semicondutores de grande largura de banda, como por exemplo Ga2O3, ZnO, GaN e AlN. Para este estudo utilizamos técnicas hiperfinas com núcleos sonda radioactivos.

Estes são materiais de grande interesse a nível tecnológico, nomeadamente para aplicações em nano- e microelectrónica, nano-fotónica e nano-sensores.

 

2) Em que materiais as técnicas hiperfinas são mais úteis e que informação é possível retirar sobre os materiais estudados por esta técnica?

Técnicas hiperfinas são todos os dias utilizadas nos hospitais quando se faz, por exemplo, um exame de ressonância magnética nuclear. A informação que se obtém é muito local, à escala do átomo sonda que vê o que se passa na sua vizinhança imediata. Nós utilizamos átomos radiaoctivos para ter acesso a sondas de muitos elementos diferentes, com propriedades diferentes e assim colectar uma informação mais completa do comportamento de certos elementos nos materiais.

Nas nossas medidas experimentais, é introduzida uma pequeníssima quantidade de átomos de um elemento radioactivo no material em estudo, os quais vão funcionar como sondas “hiperfinas”. A radiação que esses átomos libertam durante o seu decaimento permite-nos obter informação sobre o ambiente em seu redor à escala dos nanómetros, ou seja, permite-nos estudar propriedades do material onde se encontram a uma escala mais pequena do que qualquer microscópio permitiria. Desta forma, podemos por exemplo localizar impurezas e defeitos ao nível atómico, observar mudanças de fase nos materiais, controlar o crescimento de nano-estruturas, ou até mesmo fazer medidas in-vivo, como no estudo das propriedades bioquímicas de proteínas.

São técnicas com uma aplicabilidade bastante abrangente, tendo já sido utilizadas por exemplo no estudo de materiais semicondutores, magnéticos, multiferróicos, em grafeno, nanopartículas e em compostos biológicos como proteínas e DNA.

 

3) Em que medida o teu trabalho contribuiu para o desenvolvimento da técnica hiperfina?

A técnica hiperfina com a qual tenho estado a trabalhar baseia-se na medição da distribuição de carga eléctrica à volta das sondas (átomos) radioactivas que são inseridas nos materiais em estudo. É através da distribuição de carga que conseguimos por exemplo dizer qual a posição atómica das sondas, quem são os átomos vizinhos, quais as impurezas ou defeitos existentes, etc. Nestas circunstâncias, a distribuição de carga é constante ao longo da medida.

O meu trabalho tem sido o desenvolvimento de ferramentas que permitem o uso desta técnica em situações em que a distribuição de carga varia ao longo da medida, permitindo-nos, por exemplo, observar a recuperação electrónica depois de “arrancarmos” um electrão à nossa sonda. Essa recuperação é feita por electrões cedidos pelo material onde se encontra a sonda, ou seja, este tipo de medidas dá-nos informação sobre a facilidade com que os electrões se movem ou não no material, onde eles se vão fixar, mesmo que temporariamente,  e qual a sua concentração.   

 

4) Especificamente, podes desenvolver um pouco sobre o trabalho que apresentaste no CERN?

No trabalho que apresentei no CERN foi usada uma técnica hiperfina em amostras de Ga2O3 após implantação de iões radioactivos de cádmio e índio, com o objectivo de se determinar a localização de sondas de cádmio e as propriedades electrónicas à volta desses átomos de cádmio nesse material.

Ga2O3 pertence aos denominados óxidos condutores transparentes e é um material bastante promissor para aplicações em fotónica. No entanto, a dopagem do tipo-p (excesso de cargas positivas) necessária para a utilização deste material a nível tecnológico ainda não foi conseguida, sendo que o cádmio é um dos candidatos mais promissores para este tipo de dopagem.

 

5) Parte do teu trabalho experimental é realizado no ISOLDE, no CERN. O que achas que melhor distingue este centro de excelência? Em que medida julgas que contribuiu para a tua educação científica?

O ISOLDE-CERN é reconhecido como o laboratório líder a nível mundial na produção de isótopos radioactivos exóticos. Neste momento, o ISOLDE produz mais de 1000 isótopos e isómeros de 75 elementos químicos, os quais podem ser usados sob a forma de feixe de iões altamente puros. Tendo em conta que o uso de técnicas hiperfinas depende do acesso a isótopos radioactivos, é imediato perceber a enorme vantagem que é poder usufruir de uma infraestrutura como o ISOLDE. Para além disso, o ISOLDE faz parte do CERN, uma das melhores instituições de investigação científica a nível mundial, onde trabalham alguns dos melhores cientistas da actualidade. Poder trabalhar numa instituição desta dimensão e importância é uma oportunidade única pois tem-se acesso a condições laboratoriais únicas, associado ao facto de se trabalhar em colaboração com os maiores especialistas na minha área de investigação. O conhecimento e experiência que tenho vindo a adquirir no CERN em termos de física nuclear e física dos materiais dificilmente conseguiria em algum outro lugar.  

 

6) Grande parte do trabalho realizado no CERN pode ser considerado de Física fundamental, como a descoberta do bosão de Higgs há dois anos. Como classificas a importância deste tipo de estudo e como achas que se enquadra no contexto actual?

A descoberta do bosão de Higgs foi um dos momentos mais marcantes dos últimos anos para a comunidade científica, mas para as pessoas fora da ciência nem sempre é fácil compreenderem os elevados gastos que experiências deste calibre têm quando não parecem ter aplicações práticas no dia-a-dia, mas todo o desenvolvimento tecnológico necessário para as realizar tem grande impacto a um nível mais geral. A World Wide Web e o HTML, as duas bases daquilo que para nós é a internet hoje em dia, foram desenvolvidas no CERN para facilitar a partilha de resultados experimentais entre cientistas. Um dos primeiros touchscreens a ser construído (e provavelmente o primeiro a ser usado em termos práticos) também foi criado no CERN, para a sala de controlo de um dos aceleradores de partículas. Foram tudo invenções com objectivos científicos e que hoje são usados por quase toda a gente.

 

7) Neste contexto, como posicionas a importância da tua própria investigação.

A minha investigação é feita num ramo mais aplicado da Física aos materiais. Usamos técnicas únicas – que produzem informação – a um nível muito científico e fundamental, ou seja, apesar dos meus resultados poderem vir a ser importantes em aplicações tecnológicas futuras, o meu interesse é na explicação física dos fenómenos que observamos e não em como os podemos usar em termos práticos. Todavia – quase todos os materiais que estudamos se tornaram interessantes por terem potenciais aplicações e problemas por resolver e compreender – é essa a nossa tarefa!

 

8) Voltando ao contexto nacional, como caracterizas o estado da ciência nacional e em que medida achas que o CERN contribuiu para a ciência nacional.

Toda a gente está a sentir a crise que se vive neste momento no nosso país, e a comunidade científica não é excepção. Têm sido feitos cortes enormes no apoio às universidades e institutos de investigação, já para não falar na dificuldade cada vez maior em se conseguirem bolsas de doutoramento ou posições como investigador. Hoje em dia é quase ilusório pensar-se em fazer uma carreira científica em Portugal  tal é a dificuldade em se obterem bolsas de doutoramento e pós-doutoramento ou, pior ainda, conseguir-se um contrato como investigador. Além disso, quem consegue essas bolsas ou contratos tem os orçamentos muito apertados, o que complica a realização de experiências de qualquer tipo. Mesmo assim continua-se a fazer ciência de topo no nosso país, temos cientistas muito bons cá. No CERN existem imensos portugueses a trabalhar, mas existem ainda mais que como eu vão lá fazer experiências por curtos períodos de tempo e voltam, trabalhando em nome de institutos portugueses, por isso eu diria que o CERN tem sido um bom impulsionador da ciência nacional.

 

9) E no futuro, o que gostarias de fazer depois de terminado o doutoramento?

Eu gostaria de continuar a fazer carreira como investigador, por isso depois de terminado o doutoramento tudo aponta para que concorra a um pós-doutoramento, que é o caminho mais natural para quem quer continuar a fazer investigação.

 

foto: DR

Projecto de alunos de arquitectura da Lusíada (Lisboa) premiado na “24H Competition”

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“Home Mirage” é o nome do projecto apresentado por um grupo de alunos do 5.º ano do mestrado integrado em Arquitectura da Universidade Lusíada de Lisboa, que ficou classificado em segundo lugar no concurso internacional “24H Competition“, organizado pela plataforma Ideasforward que se dedica à organização de concursos internacionais de ideias.

A competição, realizada com o objectivo de dar a jovens criativos de todo o mundo a oportunidade de expressar os seus pontos de vista sobre o futuro das sociedades, através de propostas inovadoras e visionárias, lançou, na sua segunda edição, o desafio de criar lugares de refúgio para os sem-abrigo. As 24 horas estipuladas para a criação de um projecto foi o tempo limite definido, de forma a estimular a criatividade dos participantes, nas áreas de arquitectura e design, potenciando o compromisso, a perseverança, a inspiração e a dedicação ao trabalho.

ulus.alunosOs alunos Inês Nogueira Afonso, Gonçalo Laires Pinheiro Sieiro dos Santos, João Caetano Manso, José Maria Guedes Pereira Moniz e Renato Miguel Vicente Franco desenvolveram uma proposta para a construção de abrigos para pessoas que vivem na rua que, segundo o grupo, consistia numa “[…] estrutura que se desmonta e arruma dentro de um volume vertical, 90 cm x 90 cm, e quando essa estrutura está recolhida no interior do volume, este funciona como equipamento público que pode ser utilizado para publicidade, hotspot de Internet, painel fotovoltaico e acumulador de energia, contentor e depósito de doações de bens alimentares e roupas para pessoas desfavorecidas”.

O projecto apresentado por este grupo de alunos conquistou um prestigiado lugar nesta competição que se caracteriza por procurar ideias progressistas que reflictam sobre temas emergentes, com base na concepção ecológica, arquitectura sustentável, novos materiais, conceitos e tecnologias, entre outras temáticas importantes para o desenvolvimento das sociedades.

[memória descritiva do projecto]

fonte: U.Lusíada
fotos: DR

Helana Santos é uma das 100 melhores programadoras do Reino Unido

twitter

A portuguesa, Helana Santos, co-fundadora da Modern Dream, foi recentemente distinguida entre as 100 melhores programadoras de videojogos do Reino Unido no evento “ Women in Games Awards 2015”

HS

A portuguesa  distinguida entre as 100 melhores programadoras de videojogos do Reino Unido no evento “ Women in Games Awards 2015”.  Helana Santos partilhou a notícia, em português, na sua conta no Twitter.

Helana Santos não é uma estreantes nestas andanças.  Já participou em projectos de relevo como  “Epic Mickey 2”, “Ace of Spades”, “The Cat That Got the Milk”, “Typing of the Dead: Overkill”, “The Button Affair” e “LA Corps”.

Halana nasceu no Brasil e viveu em Moçambique e Portugal. O sucesso, essse viria a alcançar em Inglaterra. A portuguesa  faz parte da UKIE, entidade que apoia e promove a indústria dos videojogos no Reino Unido.

fotos:DR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Beesweet … mais que Mel!

Besweet

A Beesweet é um projecto inovador e está a apresentar no mercado, um novo Mel Cru, naturalmente aromatizado, inovador em vários  sentidos, com marca e design próprios. O seu slogan “Beesweet … mais que Mel!” chama a atenção para o facto de o mel ser apenas o príncipio de tudo.

Besweet3A Excelência Portugal visitou a empresa e encontrou a sua fundadora, Ana Pais e a co-fundadora, Carla Pereira, fortemente apaixonadas pelas Abelhas, pelo  Mel  e pela Inovação.

Representando a 3ª geração de apicultores na família, este novo conceito de Mel lança tipologias de méis  diferenciados. O Mel Beesweet dá a conhecer novos sabores com base no conhecimento sobre o Mel que a  família foi adquirindo ao longo dos tempos sempre com a preocupação de manter a qualidade dos sabores naturais descobertos e criados.
A inovação está presente no lançamento de florações Mel específicas e raras, nos sabores criados, na imagem, nas cores, na embalagem e nas diferentes formas de consumir e incorporar o Mel na gastronomia. Este novo Mel é também apresentado numa embalagem de design exclusivo, esteticamente inovadora,  apaixonante, plena de Glamour, leve, ergonómica e prática de utilizar.

Consciente dos mercados que pretendem atingir,  cmo o Norte da Europa e médio Oriente, a Beesweet apresenta produtos como o Beeblue by Beesweet que é um mel de floração de mirtilo produzido naregião de Sever do Vouga – capital do mirtilo.

Besweet2Os produtos da Beesweet estão direccionados a clientes conhecedoras de produtos Gourmet / Premium, sendo o perfil mais comum, mulheres, entre 25 e os 45 anos, com nível de escolaridade medio-alto e elevada preocupação pela saúde. Também homens entre os 30 e os 50 anos com nível de escolaridade elevado, gosto e exigência por boa comida & bebida.

No  mercado nacional, a sua gama de produtos marca presença nas lojas-gourmet e hóteis de charme. A empressa realiza parcerias e eventos com empresas de vinhos, queijos e outros produtos alimentares, o sentido de cruzar e incorporar os produtos. Os chefs são também chamados a adicionarem o mel da Besweet nas suas produções gastronómicas.

mais em: facebook.com/www.beesweet.pt

 

AGROOP – A primeira startup portuguesa na Seedrs

Agrrop

No dia 2 de Março de 2015, já na próxima terça-feira, a Agroop será a primeira startup a representar Portugal, numa das maiores e mais prestigiadas plataformas de equity crowdfunding do Mundo: a Seedrs.

Na Seedrs, a Agroop pretenderá obter 75.000€ em troca de 5% da sua quota, que servirão sobretudo para acelerar o processo de desenvolvimento do primeiro produto desta startup:  a Agroop Operacional.

A Agroop Operacional será uma multiplataforma web-based (smartphone, tablet e pc) desenhada para permitir aos agricultores e associações de produtores gerirem de forma mais eficiente e colaborativa os seus negócios. Com uma visão renovada e disruptiva a Agroop quer apoiar estes agentes ao longo da sua actividade e dar-lhes a possibilidade de serem mais competitivos perante um paradigma agro-alimentar muito exigente.

Para saber como apoiar a campanha deste projecto nacional basta aceder a bit.ly/agroop_seedrs // Mais informações em www.agroop.net

GALP CREATE tem 25 mil euros para estudantes de artes, design e marketing

galp

Os estudantes do Ensino Superior em áreas como o Design, Artes Plásticas ou Marketing, podem submeter as suas ideias ao Galp Create. Esta competição tem três concursos distintos e prémios monetários num valor global de 25 mil euros.

A participação pode ser a título individual ou em equipa de 2 elementos, compostas por estudantes universitários, preferencialmente com formação em áreas como Design, Artes Plásticas, Publicidade, Marketing, Cinema, Audiovisuais, e pequenas-micro empresas ligadas a estas áreas.

A competição conta com o apoio da Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing, da Associação Nacional de Designers e da Staples.

 

As candidaturas estão abertas até ao dia 28 de fevereiro.

mais informação em: http://galpcreate.galpenergia.com/

 

Investigador da UA entre os 30 mais da Europa em Toxicologia

eamadeuSurpreendido por ser o único português entre os 30 investigadores mais citados do ranking da publicação Lab Times, baseado na base de dados da ISI Web of Knowledge, na área da Toxicologia. Amadeu Soares, professor e investigador da Universidade de Aveiro (UA) considera que este é “um reconhecimento individual, claro, mas que não existiria sem a atividade de todo um grupo”. “Pelo que é mais um selo de qualidade para a relevância da Ciência que produzimos, no Departamento de Biologia da UA (DBio), no Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), na UA e em Portugal”, assinala.
    Entre os 30 investigadores europeus mais citados na área das Toxicologia, com trabalhos publicados entre 2005 e 2011, no ranking da revista Lab Times construído a partir dos dados ISI Web of Knowledge, surge Amadeu Soares em 29º lugar. O diretor do Departamento de Biologia da UA e investigador do CESAM destaca o facto de ser o único português e um dos dois investigadores da Península Ibérica nos primeiros 30. Ainda mais relevante, sabendo que nestes 30 estão incluídos investigadores da área das Ciências da Saúde que, naturalmente, têm mais citações.“A inclusão de investigadores da área das Ciências da Saúde, leia-se Toxicologia Humana, Toxicologia Clínica, Toxicologia Farmacológica, etc, ou seja a Toxicologia no seu sentido mais clássico, com a área da Toxicologia Ambiental (a que chamamos Ecotoxicologia), valoriza bastante a classificação obtida, pois normalmente os trabalhos na área da Saúde tem um impacto maior e um número de citações bastante maior do que trabalhos em Ecotoxicologia/Toxicologia Ambiental”, comenta o investigador. “Aliás, basta reparar que nas posições cimeiras doeste ranking só se encontram colegas da área da Saúde. Pode ser uma injustiça para quem é da Toxicologia Ambiental, mas no final só vem valorizar a presença dos colegas de Ecotoxicologia neste ranking, pelo que acaba por ser bastante positivo”.
      Amadeu Soares fora distinguido em 2004 com o prémio “Estímulo à Excelência”, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e em 2013 com o SETAC-Europe Environmental Education Award, prémio europeu sobre disseminação do Conhecimento e Educação na área das Ciências Ambientais da Society of Environmental Contamination and Toxicology (SETAC). Tem vindo a dedicar-se a trabalhos que vão da Ecotoxicologia Terrestre à Aquática, com particular ênfase nos efeitos combinados de “estressores” naturais (temperatura, ultra violeta, por exemplo) com os efeitos dos químicos.Sobre os trabalhos desenvolvidos entre 2005 e 2011, explica: “fomos consolidando ou desenvolvendo novas ferramentas de avaliação ecotoxicológica para responder a questões emergentes, como as nanopartículas, onde o meu grupo se tem posicionado como um dos líderes, mesmo a nível internacional, na avaliação ecotoxicológica das nanopartículas”. “Este foi um período de crescimento em termos de projetos, nacionais e internacionais, e de recursos humanos, com apostas estratégicas que se revelaram bastante acertadas, particularmente na fixação dos melhores dentro do meu grupo, no DBio e na UA”, afirma o investigador distinguido.
        O Lab Times é uma publicação concebida por cientistas que trabalham no sul da Alemanha na área das Ciências da Vida, fundada em 1994 com o nome Laborjournal, e que publica rankings em várias áreas das Ciências da Vida a partir da informação na base do ISI Web of Science.

         

        fonte: UA online
        foto:DR