“GPS” intracelular – Entrevista a Dr. Marin Barisic, Investigador do IBMC, Porto

Dr. Marin Barisic

Marin Barisic é o primeiro autor de um estudo publicado na última edição da revista Science, uma das revistas com maior impacto científico. O investigador faz parte da equipa liderada por Hélder Maiato, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto e acaba de provar que existe um código da estrada dentro das células o qual ajuda ao movimento dos cromossomas durante a divisão celular. Este estudo seguiu-se a um outro publicado também recentemente na revista Nature Cell Biology, também esta com elevado impacto científico. Neste estudo explicam como diferentes forças geradas por proteínas motoras contribuem para o movimento dos cromossomas durante a divisão celular e que a interacção entre os diferentes motores é essencial para prevenir possíveis erros durante a segregação dos cromossomas.

Dr. Marin Barisic é natural da cidade costeira de Split, na Croácia. Estudou na capital, Zagreb, de onde partiu para fazer o seu doutoramento na Áustria, em Innsbruck. Durante o seu doutoramento tentou encontrar, em células humanas, novas proteínas reguladoras da divisão celular. Durante esse período, o seu interesse por tentar perceber os mecanismos que controlam a divisão celular foi crescendo, assim como a sua paixão pela microscopia e o seu potencial cada vez maior como instrumento de estudo científico.

O que o fez procurar Portugal como destino para fazer o seu pós- doutoramento?

Estava a procura de um bom laboratório europeu que me permitisse continuar a estudar a divisão celular e ao mesmo tempo aprender e aprofundar os meus conhecimentos de microscopia. Foi assim que encontrei o laboratório do Dr. Hélder Maiato, o qual contactei directamente. Para minha sorte, o grupo tinha acabado de ser premiado com uma ERC (European Research Council), a maior financiadora de projectos científicos europeus, o que me permitiu ser contratado e vir viver para Portugal já em 2011.

Já tinha estado em Portugal antes?

Não. Mas já conhecia bem a cultura portuguesa e da qual sempre gostei muito. Depois de ter estado nos Alpes foi uma maneira de me sentir outra vez mais em casa, numa cidade mediterrânica, com mar, bom peixe e marisco, bom vinho e sol.

Tendo em conta a sua experiência, qual a sua opinião em relação às condições de trabalho que encontrou por cá e o que acha do ambiente científico?

O laboratório tem umas fantásticas instalações de microscopia e está muito bem equipado. Estou inserido num grupo com um óptimo ambiente e bastante internacional. Existem também vários outros grupos a trabalhar “na porta ao lado” na mesma área que eu, como por exemplo o grupo do Professor Claudio Sunkel, o que traz massa crítica muito boa para o meu trabalho e para a discussão de ideias. Para além disso, há vários outros grupos de grande nível científico no instituto. Temos seminários todas as semanas com cientistas convidados de toda a parte do mundo com quem podemos estabelecer colaborações e trocar ideias. Outra coisa com imenso valor são os programas de doutoramento que tem alunos com grande qualidade e com quem tenho tido oportunidade de trabalhar.

E, para finalizar, quais são os seus planos para o futuro?

Sinto-me neste momento preparado para me tornar independente e criar o meu próprio grupo. Gostaria de ficar na Europa e não ponho de lado a ideia de ficar pelo Porto que adoro. Num futuro um pouco mais longínquo gostaria de voltar para a Croácia e levar aquilo que tenho aprendido para ajudar a desenvolver a ciência no meu país.

 

Obrigada Dr. Marin

A notícia pode ser lida completa no site da Universidade do Porto,

http://noticias.up.pt/equipa-do-ibmc-publica-na-science-descoberta-de-um-gps-intracelular/

ou vista em:

http://tv.up.pt/videos/rsaykkpm

Cross Hands Architecture é finalista da 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas

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São dez os candidatos seleccionados para a fase final da 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas. O grande vencedor, a anunciar em julho, receberá 25.000€ e representará Portugal na Creative Business Cup.
O Prémio Nacional Indústrias Criativas – Super Bock/Serralves é uma iniciativa pioneira em Portugal, promovida pela Unicer, através da marca Super Bock, e a Fundação de Serralves.

Integram o grupo finalista projectos de natureza diversa divididos por quatro categorias, sendo que todos revelam inovação, talento e potencial de mercado.

Cross Hands Architecture é finalista na categoria “Arquitectura e Artes Visuais” e são definidas como duas jovens que “cruzam arquitectura, design e consciência social. São quatro as mãos que apostam na “arquitectura contemporânea humanitária”, criando um atelier empenhado em apresentar soluções de habitação eficazes e urgentes em cenários de pobreza extrema, de guerra ou catástrofes naturais. Cross Hands, refira-se, venceu o concurso Designing Emergency Shelters com um projecto de abrigos para refugiados na Síria.”

A Excelência Portugal havia já co-organizado, a 21 de novembro 2014, no IPCA-Instituto Politécnico do Cávado, uma Palestra/Apresentação do Projecto de Arquitectura “Abrigos de baixo custo para situações de emergência para os refugiados da Síria”.
fonte:  http://www.industriascriativas.com/Noticia/OS-NOSSOS-FINALISTAS/2430
foto: DR

Vacina criada no ICBAS prepara entrada em ensaios clínicos

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Foi durante o seu trabalho na equipa liderada por Paula Ferreira no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), que Pedro Madureira, se decidiu juntar à Venture Catalysts (empresa focada na criação de startups com base científica) para criar a Immunethep. O objectivo desta empresa será desenvolver uma vacina neonatal que possa ser administrada nas mães de forma a prevenir infeções bacterianas em recém-nascidos.

Esta foi a primeira vacina patenteada pela Universidade do Porto e foi licenciada à Immunethep para exploração comercial já em 2014 (http://noticias.up.pt/u-porto-licencia-pela-primeira-vez-uma-vacina/).

Segue-se agora um novo marco importante para o seu desenvolvimento. No passado dia 30 de Março, a Portugal Ventures fechou um investimento cujo valor vai permitir à Immunethep continuar com o desenvolvimento da vacina, avançar com os ensaios pré-clínicos e entrar em ensaios clínicos humanos.

Segundo a Immunethep, “todos os anos quase 1 milhão de bebés morrem devido a infeções bacterianas durante o primeiro mês de vida” e “não existe até à data nenhuma forma de as prevenir”. Acrescenta ainda que “o desenvolvimento desta vacina vai permitir cobrir 95% das bactérias responsáveis pelas infeções neonatais”.

Este é o resultado de uma investigação que já sem tem vindo a desenvolver há quase 30 anos e que começou com Mário Arala Chaves, fundador do Laboratório de Imunologia do ICBAS. A vacina vai permitir anular a ação de uma proteína bacteriana que é responsável por “desligar” o sistema imunitário dos recém-nascidos que pode levar ao desenvolvimento de pneumonia, meningite e, em casos mais severos, morte por choque séptico.

Pelos mais pequenos!

 

Websites:

Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS): http://sigarra.up.pt/icbas/pt/web_page.Inicial

Venture Catalysts:  http://www.venture-catalysts.com/

Immunotherp: http://www.immunethep.com/

Portugal Ventures: http://www.portugalventures.pt/

Fotos: DR

Luís Carvalho – entrevista

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Luís Carvalho tem 28 anos e nasceu em Vizela. Licenciou-se em Design de Moda e Têxtil na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Luís Carvalho é hoje um designer de Moda de relevo em Portugal. A Excelência Portugal quis saber como é que isto tudo começa e Luís não hesita na resposta: “Cresci no meio da roupa, rodeado pelas linhas e tecidos da confecção da minha mãe. Era destino!”

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Em 2011 venceu o prémio para melhor coordenado masculino, no concurso de moda Acrobactic. Estava anunciado o sucesso. Em 2013 cria a sua marca própria “LUIS CARVALHO”. Em Outubro desse mesmo ano apresentou o seu trabalho na plataforma LAB da ModaLisboa, onde tem vindo a apresentar novas coleções desde então.

Em menos de 2 anos do seu lançamento, veste figuras públicas, faz páginas completas de notícia na Vogue Portugal, outros tabloides e jornais, e um dos seus coordenados teve direito a foto na revista Forbes. É agora nomeado para o Prémio Novo 2015 na categoria Moda.

A inspiração para as suas coleções nasce “num pormenor para encontrar um conceito. Num processo que em tudo se assemelha ao científico tentativa-erro. E acrescenta: “Sempre atento aos detalhes, procuro o equilíbrio entre o clássico e o casual.”

Foi em Lisboa que pôs em prática os conhecimentos nos ateliês de Filipe Faísca e Ricardo Preto. Hoje, exibe as suas coleções ao lado daqueles que outrora o ensinaram. Diz que a sensação “no início era estranha, estar ali ao lado daqueles que há bem pouco tinham sido meus “professores”, mas ao mesmo tempo um orgulho de poder estar a apresentar ao lado de nomes tão importantes na indústria da moda portuguesa.

Em menos de 2 anos alcança o patamar que muitos conseguem ao final de décadas. Mas diz que ainda há muito para fazer. Falta “estabilizar a marca, aumentar o número de vendas e a internacionalização.”

A força de continuar, essa “ vem da vontade de querer sempre fazer mais e melhor e do facto de ser um sonhador e querer que o sonho seja real”. Isto é excelência portuguesa, com certeza.

 

Fotos: DR

 

4ªedição do Liftoff Working Ideas lança mais 6 negócios para o mercado!

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O Liftoff Working Ideas é um projeto inovador promovido pelo LIFTOFF -­‐ Gabinete do Empreendedor da Associação Académica da Universidade do Minho que já se encontra na sua 4.ª edição. Esta atividade impulsiona a conceção e desenvolvimento de ideias de negócio através de empreendedores organizados em equipa.

Num contexto de crise como o que o país atravessa, considera-­‐se fundamental fornecer ferramentas aos jovens estudantes universitários/recém-­‐graduados que os tornem capazes de explorar oportunidades, planificar e desenvolver um modelo de negócios, privilegiando a sua criatividade, investigação e capacidade de inovação em projetos de valor acrescentado, com o apoio de técnicos especialistas e empresários de renome.

Após um processo de candidatura e seleção e trabalho resultaram as seguintes ideias de negócio:

 

-­‐ Wic: 1º Market Place em Portugal de serviços e produtos que ajuda a criar um momento especial com amigos, família e crianças

-­‐   HHOenergy: Reaproveitamento energético de H2.

-­‐ Pocket Chef: App que gera a despesa, cria receitas de acordo com os produtos disponíveis na mesma e promove receitas de chefs de cozinha em ascensão.

-­‐ Zélia Maia: Marca de calçado com alma portuguesa que conjuga saberes ancestrais com tecnologia através de sapatos inspirados na guitarra portuguesa e no estilo barroco.

-­‐ Routefit: App de partilha de percursos interativos com experiências através da geolocalização.

-­‐ Look for it: Plataforma online de apresentação das cidades de Portugal através de vídeo, imagens e textos curtos.

 

Fonte: Liftoff

linkedcare – a plataforma digital que quer aproximar todos os intervenientes no sector da saúde.

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É portuguesa, nasceu em Abril de 2011 com o objectivo de criar novas pontes entre todos os agentes envolvidos na saúde – médicos, pacientes, enfermeiros, farmacêuticos. Contam já com mais de 2300 médicos, várias farmácias na região do Porto e Lisboa e já planeiam a internacionalização.
Pedimos a Miguel Filipe, chefe do departamento de desenvolvimento de negócio da linkedcare, que nos contasse um pouco mais da história promissora desta jovem empresa portuguesa.

 

No site da linkedcare, pode ler-se que esta começou em 2011 pelas mãos de Nuno Pacheco e Hans-Erhard Reiter. Como começou o vosso interesse por esta área? Qual a vossa motivação?

A linkedcare nasceu em abril de 2011, fundada por Hans-Erhard Reiter e por Nuno Pacheco. O interesse e motivação iniciais dos fundadores é bastante anterior a 2011 e era na altura mais focado na área dos dispositivos de mHealth (mobile health). Após uma análise mais aprofundada dos problemas do sector da saúde em todo o mundo, a conclusão foi que há uma necessidade de soluções que vão muito para além dos dispositivos, daí o desenvolvimento da linkedcare.

 

O principal produto da linkedcare é uma aplicação para médicos e pacientes com o objetivo de manter o histórico, agendar consultas, prescrever medicamentos, entre outras atividades, correto?

A linkedcare tem como objetivo desenvolver o primeiro verdadeiro ecossistema digital na área da saúde a nível mundial, tendo começado por ligar médicos e cidadãos. Através da sua aplicação segura e de acesso gratuito (prolinkedcare para os profissionais de saúde e mylinkedcare para os cidadãos), a linkedcare permite aos médicos gerir toda a sua prática médica de forma integrada, ao mesmo tempo que ficam mais próximos dos seus pacientes, possibilitando aos cidadãos terem uma participação mais ativa na gestão da sua própria saúde e bem-estar.

 

O objetivo passa também por interligar as farmácias, nesta plataforma, certo?

O objetivo é ligar todos os intervenientes que atuem na área da saúde. Isso inclui, naturalmente, as farmácias. Nesse sentido, no início deste ano de 2015, lançámos o resultado de uma parceria com farmácias nas regiões de Lisboa e Porto. Através da aplicação mylinkedcare, o utilizador pode facilmente enviar um pedido de encomenda à farmácia e beneficiar de uma entrega rápida e, na maior parte dos casos, gratuita. Os medicamentos ou outros produtos de farmácia são entregues na morada que indicar (ex: residência, local de trabalho), podendo inclusivamente a entrega ser efetuada no próprio dia (dependendo da hora e do local). Adicionalmente, uma vez que as farmácias parceiras têm uma disponibilidade muito acima da média dos medicamentos mais requisitados, de uma forma geral os utilizadores mylinkedcare beneficiam também das suas receitas serem aviadas na totalidade numa só entrega.

 

Pretendem que a linkedcare seja utilizada também no Serviço Nacional de Saúde? E outros serviços de seguros de saúde?

Em relação à aplicação prolinkedcare para médicos, o nosso foco começou e continua a ser os médicos com prática privada e que têm a possibilidade de escolher a aplicação que desejam como a melhor para gerir esse mesma prática. A possibilidade da aplicação vir a ser utilizada no SNS ou em grandes grupos privados é algo que consideramos como uma possibilidade a médio-prazo, dependendo sempre das condições de mercado e também da estratégia global da linkedcare.

 

No vosso site, podemos ler que em Novembro de 2014 já contavam com 2300 profissionais de saúde. Como tem sido a avaliação dada pelos utilizadores?

Trabalham em contacto direto com eles?

Os números continuam a crescer a um ritmo que supera as nossas melhores expectativas iniciais e a avaliação por parte dos utilizadores continua a ser excelente a todos os níveis. A aplicação tem espaços para que os médicos possam diretamente partilhar as suas sugestões de melhoria e, em complemento, trabalhamos em contacto direto com muitos dos nossos utilizadores no sentido de melhor compreender a sua prática e de como evoluir no sentido de facilitar o seu dia-a-dia e a interação com os seus pacientes.

 

Até onde acham que podem chegar a nível de mercado?

A linkedcare tem como objetivo desenvolver o primeiro verdadeiro ecossistema digital na área da saúde a nível mundial. Quer no que diz respeito aos profissionais de saúde quer em relação aos cidadãos, não nos colocamos nenhum limite em termos de ambição. Acreditamos que uma aplicação como a linkedcare trará tanto mais valor para todos os envolvidos quanto maior for a sua adopção e utilização.

 

O futuro da linkedcare passará também pela internacionalização?

Sem dúvida. O nosso projecto foi desenvolvido desde o início com uma perspectiva global e em 2016 deveremos lançar as nossas operações também nos EUA.

 

A linkedcare pretende desenvolver mais aplicações na área da saúde?

Desenvolvemos essencialmente a aplicação linkedcare, ou seja, um ecossistema de aplicações linkedcare (para os profissionais de saúde, para os cidadãos, etc.).

A inovação é algo essencial e está no centro de uma empresa como a linkedcare; os nossos profissionais estão sempre em busca de novas soluções que possam conduzir a uma melhor saúde, a todos os níveis.

 

Como imaginam que a relação médico-doente vá evoluir durante os próximos, digamos, dez anos?

Esta é uma relação que nos últimos anos tem vindo a evoluir a uma enorme velocidade. As próprias tecnologias de informação e comunicação tem vindo a influir decisivamente nas mudanças que vamos verificando. Num futuro próximo, estamos certos que a relação médico-doente se irá fortalecer, especialmente se apoiadas em conceitos como os desenvolvidos pela linkedcare. Acreditamos que o médico passará a ter um acompanhamento mais próximo da saúde dos seus pacientes (para além do contacto presencial), criando relações de maior continuidade e valor para ambas as partes.

 

fotos: DR

U.Porto continua a escalada pelo topo mundial: destaque em 13 áreas de ensino e investigação

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A Universidade do Porto ficou classificada em 293º lugar no ranking “QS World University Rankings” da responsabilidade da empresa Quacquarelli Symonds e disponível em www.topuniversities.com que foi publicado esta quarta-feira dia 29 e que diz respeito ao ano de 2014. Desta forma conseguiu escalar 50 lugares desde o ano passado, que deu continuidade à escalada desde 2012, onde se contava nas melhores 450 Universidades, de acordo com o mesmo ranking. Assim, este ano, foi capaz de somar 42 pontos no complexo sistema de pontuação deste ranking que inclui critérios relacionados com Ensino e Investigação nas diferentes áreas. A pontuação foi normalizada a 100, pontuação atribuída ao MIT- Massachusetts Institute of Technology, primeiro classificado deste ano.

O ranking publicado descrimina os resultados por área dentro da Universidade permitindo perceber o ranking de forma especializada, por área. Assim, das cinco áreas descriminadas, Artes e Humanidades, Engenharia e Tecnologia, Ciências da Vida e Medicina, Ciências Naturais e por fim Ciências Sociais e Gestão. Destas o destaque vai claramente para a área de Engenharia e Tecnologia, onde a U. Porto se classificou como 169º. Já as áreas de Artes e Humanidades e Ciências Naturais, conseguiram os 398º e 380º lugares, respectivamente. Este ranking mostra assim a dispersão da pontuação por áreas, podendo ser um indicador para futuras melhorias.

Relativamente ao factores usados para a classificação, a Reputação académica (que se relaciona com a qualificação dos Professores e Investigadores) e o número de citações por Faculdade são os factores onde a U.Porto mais se destaca pela positiva. Estes factores contrastam com o número de estudantes estrangeiros e a exigência na escolha dos alunos, onde a U.Porto obteve as suas piores classificações.

Quando contextualizada com o panorama nacional, a Universidade do Porto encontra-se classificada como a melhor universidade portuguesa em 19 das 36 áreas de ensino e investigação avaliadas por este ranking.

 

fotos: DR

Drones mãos livres ou os Portugueses que controlam drones através das ondas do cérebro

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Foi no passado dia 20 que uma equipa de investigadores portugueses conseguiu controlar o voo de um drone nos céus de Lisboa directamente através das ondas cerebrais de um controlador. Claro que, todos os drones são controlados por ondas cerebrais, no entanto, o controlador em vez de comandar o drone através de um comando, fê-lo directamente a partir das ondas cerebrais – captadas por um conjunto de eléctrodos colocados directamente sobre a sua cabeça. “Esta é a primeira demonstração pública de um voo real, completamente inédito” contou Ricardo Mendes, coordenador do projecto por parte da empresa Tekever Brainflight.

Nuno Loureiro foi o “piloto” responsável por este voo inaugural. Nuno Loureiro é investigador da Fundação Champalimaud contou à euronews “Idealmente isto (o controlo) não deverá ser muito difícil. Com mais treino seremos capazes de fazer mais e o controlo deverá ficar mais intuitivo” (http://www.euronews.com/2015/04/20/portuguese-researchers-discover-the-secret-of-mind-control/#.VTtxf4vYr60.facebook)

Assim, este projecto, que já tinha impressionado com o seu voo simulado directamente controlado por ondas cerebrais há um ano atrás (http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/projecto-europeu-mostra-aviao-controlado-pelo-cerebro-humano-1637987), volta a impressionar e foi já destaque de várias publicações internacionais como a revista “How it works”, e os canais “Fox Business Network” e BBC. Esta tecnologia é baseada numa interface cérebro-máquina –  sistema composto por eléctrodos que são aplicados directamente numa touca que é colocada na cabeça do “piloto”. Através de software, também desenvolvido por esta equipa, os investigadores conseguem “ler” a mente do “piloto” e posteriormente codificar e emitir as ondas rádio que irão ser recebidas pelo drone.

“Em princípio, qualquer pessoa pode aprender a controlar o drone, mas claro que o controlo depende das capacidades de aprendizagem de cada pessoa” contou Rui Costa, da Fundação Champalimaud.

Estes progressos foram feitos no âmbito de um projecto europeu do qual fazem parte estas duas instituições portuguesas: a Fundação Champalimaud e a companhia Tekever (que recentemente foi notícia por ter adquirido uma parte  significativa do grupo Santos Lab, o principal produtor de sistemas aéreos não tripulados) e a Eagle Science e a Universidade de Munique – http://cordis.europa.eu/result/rcn/147263_en.html. Tal como se pode ler na apresentação deste projecto, as vantagens de tal projecto são: diminuir a carga física a que um piloto está sujeito e, desta forma, não excluir as pessoas com certas deficiências físicas deste trabalho. Ricardo Mendes, acrescentou ainda horizontes mais vastos para esta tecnologia, como a aplicação em cadeiras de rodas, ou mesmo para controlar os vários equipamentos domésticos em casa.

Que continuem os grandes voos!

 

fotos: DR

FMUP avalia os benefícios do gérmen de trigo e recruta participantes

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Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) vai dar início a um projeto inovador, intitulado The Effect of Wheat Germ on Gastrointestinal Discomfort, Blood Cholesterol and Postprandial Glycaemic Response (Efeito do gérmen de trigo no desconforto gastrointestinal, colesterol e glicemia), que pretende avaliar o efeito do consumo de pão de trigo enriquecido com gérmen de trigo na redução do desconforto gastrointestinal, colesterol e glicemia em indivíduos saudáveis.

Ao refinar o trigo, da qual resultam as farinhas brancas para a panificação, é eliminado o gérmen de trigo, ou seja, o embrião. No entanto, o gérmen de trigo é altamente concentrado em nutrientes, vitaminas, minerais e uma boa fonte de fibra e proteína. Por esse motivo, pretende-se avaliar se a adição de gérmen de trigo ao pão de trigo traz benefícios para a população saudável.

Os resultados deste estudo são de extrema importância para ajudar os profissionais de saúde a compreender eventuais efeitos metabólicos do consumo do gérmen de trigo. Consequentemente, estes contribuirão para um maior conhecimento da potencial importância biológica do gérmen de trigo na redução do risco de doença, e na otimização doestado de saúde, com potencial impacto no desenho de estratégias de saúde pública mais assertivas e eficazes.

Os investigadores da FMUP procuram incluir cerca de cinco dezenas de voluntários saudáveis entre os 18 e os 60 anos de idade, que queiram colaborar neste estudo clínico.

A colaboração no projeto não implica a toma de qualquer medicamento, apenas o consumo diário do pão em estudo, durante dois meses, com um mês de intervalo.
Os participantes serão avaliados por um profissional de saúde no início e durante o decorrer do estudo, devendo preencher um diário relativo ao desconforto gastrointestinal e efetuar análises de sangue e de fezes (todas as análises são da responsabilidade da equipa de investigação). Os sintomas e os valores analíticos apresentados pelos voluntários serão avaliados antes e depois do consumo do pão em estudo. Esses dados serão depois comparados e a eficácia da ingestão do pão contendo gérmen de trigo aferida.
Participar neste estudo é uma oportunidade rara de contribuir para o conhecimento do papel dos alimentos funcionais na redução do risco de doença. Estes resultados contribuirão para uma nutrição e uma medicina mais adequadamente baseadas na melhor evidência científica disponível.

O estudo deverá ter início no dia 4 de maio de 2015.

A intenção de participação neste estudo deverá chegar aos investigadores até dia 4 de maio de 2015.

Inscrições via Telefone: 225 513 622/936266179
Inscrições via Email: ccalhau@med.up.pt e andrerosario@med.up.pt

Go Youth Conference – um testemunho

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A Excelência Portugal esteve presente no maior evento nacional de empreendedorismo que se realizou no passado fim-de-semana na LX Factory, em Alcântara. Aqui segue o testemunho pessoal de uma das nossas correspondentes.

Sou uma estudante de gestão, assim quando me foi proposto  cobrir o evento nem pensei duas vezes, era a oportunidade perfeita de conciliar este hobby do jornalismo com o bichinho do empreendedorismo que tenho vindo a desenvolver. Já conhecia o evento bastante bem, no semestre passado foi-nos pedido para investigar um “caso de sucesso” da nossa faixa etária e eu cheguei a entrar em contacto com o Tiago Vidal, o fundador da Go Youth Conference. Se estiveres a ler isto, Tiago, não te sintas ofendido, mas na altura e neste fim-de-semana que passou, pareceste-me um rapaz perfeitamente “normal” de acordo com os padrões de hoje em dia (seja a definição destes o que quer que seja), o que torna o choque da absorção da dimensão e da qualidade da organização deste evento ainda maior. Sempre presente, sempre calmo, sem os “tiques” do homem “behind the show”. Foi com 17 anos que o Tiago arrancou com a GYC, é de louvar o cariz pioneiro ao ser capaz de recolher apoios e de fazer grandes gurus da gestão (e não só) acreditarem nele e virem a Portugal.

No final do evento, abordei o Tiago para receber feedback direto do fundador de tudo aquilo, passo a citá-lo: “Na minha opinião, superou as expectativas no geral. O foco foi melhorar a experiência do participante no evento e a produção do mesmo e penso que isso foi conseguido. A nível de conteúdo, as expectativas eram altas mas acho que foi diversificado e no final “worthwhile” para os participantes.” E ainda deixou um comentário sobre a importância do papel da Excelência e semelhantes na divulgação e como fonte de motivação: “Acho importante estes meios de forma a divulgar aquilo que se passa de interessante e diferente em Portugal para além dos mainstream media em que o conteúdo pouco varia.”

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O espaço era e estava decorado de forma espetacular, e as luzes! Não me canso de falar das luzes. Ajudaram a criar uma atmosfera tão envolvente, tão própria para a inspiração, para a sensação de que existem infinitas oportunidades ao virar da esquina! Fica desde já aqui um grande reconhecimento a todos os que estiveram envolvidos na produção e organização. O staff era super animado e prestável, e sem falar da comida e bebida servidas…

Quero muito possibilitar aos meus leitores uma visão global e pessoal do evento, mas não me posso esquecer de ser factícia e organizada. Factos, vamos aos factos, à sucessão dos acontecimentos.

 

Antes da abertura das portas, às onze horas de sábado dia 18 de abril de 2015, estava no armazém que recebeu a GYC, com o meu pass de imprensa. Tive a oportunidade de absorver o ambiente ainda vazio, o que me permitiu tirar umas fotografias bem espetaculares, a modéstia nem tem de estar à parte porque o mérito não foi de todo meu ou da câmara mas sim, frizando pela última vez, prometo, do ambiente que foi criado, ali, naquele armazém. Aproveito para aconselhar uma empresa de multimédia, que tratou do vídeo promocional do evento: The Flying Man. Falei pessoalmente com eles e eles são de facto excecionais, apostam na qualidade e sobressaiem por isso mesmo.

O primeiro orador tratou-se de Miguel Frasquilho, presidente da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) que vendeu Portugal de uma maneira muito inteligente. Curioso, no dia anterior tinha assistido na minha universidade a uma conferência do embaixador do Canadá em Portugal, e confesso que as semelhanças sobre os tópicos abordados foram imensas. Gostaria de mencionar quatro factos mencionados: crescimento das exportações, localização estratégica e melhoria do ambiente empresarial – por exemplo, estamos no top 25 mundial no que toca à facilidade em criar uma nova empresa – e uma grande qualidade de vida. Terminar com uma ideia que foi muito martelada ao longo do ciclo de conferências: Portugal está a tornar-se cada vez mais atrativo e tem vindo a melhorar a sua competitividade.

A segunda pessoa a subir ao palco foi uma jovem mulher com imensa garra e estilo: Kathryn Minshew, do The Muse (https://www.themuse.com/). Esta conquistou-nos logo com a sua frontalidade ao admitir que é muito fácil estar ali a falar dos sucessos de cada um, mas no que toca aos falhanços…já não é assim tão fácil e entusiasmante. E assim Kathryn achou por bem partilhar grandes e pequenos erros que foi fazendo na criação da sua start-up. Tenho uma vontade gigante de partilhar cada uma das dicas que apontei em todas as conferências, mas assim a probabilidade de UMA pessoa chegar ao fim do artigo ia diminuir ainda mais. Assim deixo apenas uma frase provocadora e encorajadora à persistência da autoria desta empreendedora americana, no original: “Start-ups are an evolution from suck to suck less”.

De seguida foi a vez de um contador de histórias: Burt Helm, da revista Inc. Maganize. Foi absolutamente hilariante. Basicamente o desafio dele foi deixar-nos três dicas para saber contar uma boa história, vou tentar reproduzi-las:

– No início: começar com uma complicação, assim tem-los “fisgados” (hooked, no original).

– No meio: queremos manter a atenção, dica de causa-efeito do South Park, “therefore and but” – pode ser a história mais estúpida do mundo, mas nós caímos.

– No fim: se o fim não prestar, aqueles que perderam tempo a ler/ouvir até ao fim vão-se sentir traídos. Um bom climax, uma boa transformação, tem de acontecer!

Em quarto lugar, subiu ao palco Jeremy Johnson, da start-up Andela, que propõe um modelo de educação baseado nas capacidades de cada um, completamente diferente dos implementados até agora. Trata-se de um conceito complexo que vale a pena pesquisar. No dia a seguir tive a oportunidade de falar com o Jeremy pessoalmente, queria imenso fazer-lhe uma pergunta, e ele foi super acessível e prestável, e fez uma coisa que eu aprecio imenso: deu de facto a sua opinião, não teve medo de se esconder no politicamente correto. A premissa que o levou a criar a Andela foi a seguinte: “Talent is evenly distributed but opportunity is not”.

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O primeiro empreendedor português a pegar no microfone foi o Miguel Pina Martins, da marca de brinquedos didática, Science4You. Mas não seria o último.

Depois houve a oportunidade de assistir a uma conversa entre VC’s (Venture Capitalists) – investidores em start-ups: Alexandre Barbosa (Faber), Martin Mignot (Index), Ciaran O’Leary (Earlybird) e Hussein Kanji (Hoxton). Ciaran comentou que nunca se deve desperdiçar uma boa crise, e Portugal não deixou. O francês Martin Mignot mencinou dois grandes ativos da economia empreendedora portuguesa: as pessoas falam inglês (“mas falam mesmo!”) e o grande sentido de beleza e design que existe em todo o lado.

 

Durante o resto do dia, os oradores foram Morten Primdahl (Zendesk), João Oliveira Martins (Pathena), Pedro Queirós (Ericsson), Miguel Santo Amaro (Uniplaces) e Or Abel (YO). Queria só destacar aqui o Miguel Santo Amaro, dado que estou bastante familiarizada com o sucesso da Uniplaces, que é um grande exemplo de empreendedorismo a funcionar a todo o gás em Lisboa. Tive a oportunidade de visitar os escritórios da sede aqui na capital no outro dia e aquilo sim, aquilo é o sonho de qualquer jovem empreendedor. Noutro artigo escreverei mais sobre eles.

Chegámos a domingo, dia 19 de abril de 2015. A abertura foi feita com outra jovem mulher cheia de energia, Brittany Laughlin, da Union Square Ventures, que já esteve do lado de quem arrisca a pele (empreendedores) e agora está do lado de quem arrisca mas ao financiar e aconselhar. Apelou à ação: “The best way to get started is to get started”.

Seguiu-se uma conversa animada entre três portugueses: Jaime Jorge (Codacy), Filipa Neto (Chic By Choice) e Vasco Pedro (Unbabel). Muitos tópicos foram abordados, um deles foi o porquê da escolha de manter as empresas em Portugal. São várias as razões, mas sejam estas quais forem é um sinal positivo! O nosso fundador da Excelência, Miguel Marote Henriques, teve a oportunidade de trocar impressões com a Filipa sobre o mercado de produtos de luxo, o sucesso crescente da Farfetch, o modelo de negócio da Chic By Choice, os players e as novas tendências de negócio e a necessidade de uma rápida adaptação às mesmas. Uma possível entrevista particular à Filipa está à vista.

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Após esta reunião de portugueses bem sucedidos (sempre em inglês, claro está, já que se trata de um evento internacional que recebe imensos visitantes estrangeiros), veio a vez de Adam D’Augelli, da True Ventures, que nos pôs a todos depé a mexer os braços de um lado para o outro ao mesmo tempo. A originalidade assume muitas formas.

Posteriormente marcaram presença Matt O’Brimer, da General Assembly, Thom Cummings, da Soundcloud, e por fim, para encerrar um grande ciclo, Ray Chang, co-fundador do gigante de entretenimento – 9gag. Este último, num inglês perfeitamente compreensível mas com forte sotaque chinês, procurou dar uns conselhos úteis sem nunca esquecer o bom humor que a plataforma procura providenciar. Mais uma vez houve um apelo à ação: “Don’t be an idea person. Be a follow through person”. O principal, por mais estranho que pareça e que pareceu no início, foi “MAKE YOUR BED”. Fica a dica, interpretem-na e ponham-na em prática, queridos leitores resistentes!

 

fotos: DR