Col-ome, uma novidade que lhe pode ser útil!

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Afinal ainda existem novas ideias por criar! Quando pensamos em algo novo e criativo a questão é sempre: “Será que já existe algo assim?” Pedro Rodrigues e Manuel Vasconcelos passaram essa barreira e juntos lançam um produto novo, criativo e útil, o Col-ome.

Trabalham ainda juntos na Nano4Life-Ibérica, que constitui a designação comercial assumida pela Oau2Work+, para a sua representação em Portugal e Espanha. Sendo que o percurso de ambos inventores se cruza em 2007, numa empresa de fabrico de equipamentos para transformação do óleo alimentar usado em biodiesel.

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[Sabia que…]

1L de Óleo (que passa numa ETAR) = €0,95 de custos (para a remoção de gorduras)

 

Na altura tivemos um certo constrangimento de que as pessoas andavam a mandar óleo para o lixo que podia ser reutilizado energeticamente (…) para além do facto da questão ambiental, o contaminar das ETARs!

Como surge a ideia de desenvolver o Col-ome?

Tudo começou aquando nos questionámos de que modo poderíamos diminuir este constrangimento de deitar o óleo pelo cano abaixo, diminuindo assim os custos que advêm às ETARs da purificação da água. Atendendo que as pessoas gostam de coisas acessíveis, simples, e com base de alguma experiência e objetos do quotidiano surge o Col-ome.

O Col-ome constitui uma embalagem original, com as qualidades acima mencionadas, para colocação do óleo alimentar utilizado, uma vez que permite que não exista a questão da utilização de um funil, ou: Onde colocar? Como colocar sem sujar?

Como caracteriza o percurso, desde a conceção da ideia, até aos dias de hoje?

Em termos gerais começámos por desenvolver os desenhos técnicos… Seguindo-se o contacto com o INEGI (Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial) que proporcionou auxílio na parte de desenvolver o protótipo, alguns testes de cargas, molde, entre outros.

Correu bem, mas existe ainda muito trabalho pela frente por ser feito, sendo que estamos atualmente ainda em fase de estudo! Estando em falta ainda pequenas alterações como a questão do suporte de modo a aperfeiçoar o produto às necessidades e realidade do consumidor!

Qual o passo que se segue para a concretização do mesmo?

O grande passo em frente diz respeito ao estudo de como comercializar o Col-ome e mais tarde essa mesma comercialização não será suficiente para terminar com o constrangimento ambiental. Mesmo que as pessoas adiram ao produto é necessário assegurar que nas várias localidades existem os devidos recipientes públicos de colocação de óleo usado, permitindo assim que o óleo não vá parar as ETARs!

Nós estimamos que, em média, pela experiência adquirida até à data, por cada habitação seja consumido, cerca de dois em dois meses 0,5 Litros de óleo no mínimo. Obviamente que varia consoante os hábitos alimentares, de pessoa para pessoa, ou mesmo em termos sazonais.

Até 2015, segundo o Decreto-lei 267/2009, existe um número mínimo de oleões a colocar por um determinado número de habitantes e a localização destes fica a cargo da entidade responsável. No entanto a quantidade de óleo que atualmente chega aos oleões é ínfima.


Nesse mesmo sentido quais os vossos objetivos futuros
?

Numa primeira fase, o foque é a implementação do Col-ome, sendo que numa segunda fase procuramos a realização de projetos-piloto em torno da colocação dos oleões em situações mais padronizadas possíveis. Comparar a quantidade obtida nos oleões entre a adesão de pessoas que utilizam o Col-ome com aquelas que não o usam a colocar o óleo nos oleões face a um local onde não existam oleões, de modo a confirmar se o objetivo é alcançado ou não.

Ligarmo-nos com esse intuito a duas entidades, como o caso das IPSS locais, ou representantes dos bombeiros para efeitos de implementação do projeto e devida gestão. Serão ações locais e esperamos certa abertura de locais, pois acaba por constituir um fator benéfico e de contenção de custos para as ETARs e poderes locais. Para além de que as pessoas adiram em prole da causa ambiental.

 

 

 

 

 

Olimpíadas de CriAtividade 2015: Portugueses de excelência representam Portugal nos EUA

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Portugal com mais uma representação na Final Internacional do Programa Future Problem Solving, em Iowa, EUA

25 jovens e adultos portugueses irão participar na International Conference do Future Problem Solving Program, o maior evento de resolução criativa de problemas!

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Nos próximos dias 11 a 15 de junho irá decorrer na Universidade de Iowa nos EUA, a prestigiada 2015 International Conference do Future Problem Solving Program. Este ano, o tema será “Propriedade Intelectual pelo que serão analisados problemas relativos a este tema e identificadas possíveis soluções criativas.

Nesta competição estarão presentes proeminentes campeões na resolução criativa de problemas de todo o Mundo. Portugal estará representado através de 25 jovens e adultos, que passaram pelo processo de preparação e competição nacional – as Olimpíadas de CriAtividade (www.olimpiadascriatividade.org).

Estes problem solvers nacionais estarão ao lado de outros estudantes da Austrália, Hong Kong, India, Israel, Coreia, Malásia, Nova Zelândia, Singapura, Turquia, Reino Unido e EUA.

As OC estão pensadas para que os participantes possam construir um futuro melhor através da utilização de uma metodologia de Resolução Criativa de Problemas (Future Problem Solving Program);  defendem a perspetiva de que o futuro não é algo que meramente nos acontece, mas sim que podemos construir ativamente o futuro que desejamos. Os problemas atuais e do futuro são da responsabilidade de cada um!

Em Portugal, esta iniciativa é promovida pelo Torrance Centerâ (www.tcportugal.org) desde 2009, cumprindo a sua missão de “Solidariedade, Globalidade e Criar com Atividade”.

As OC têm como objetivo fundamental desenvolver o pensamento criativo, pensamento crítico e analítico, escrita criativa, trabalho de equipa e competências de liderança, todas elas suporte do empreendedorismo e da inovação. Por isso se denomina por CriAtividade: Criar com Atividade!

Este ano a conferência contará com mais de 2200 jovens, mentores e familiares dos problem solvers. Programas como o FPSPI / Olimpíadas de CriAtividade dão a oportunidade aos participantes de demonstrar as suas competências de resolver criativamente os desafios (pessoais, profissionais, sociais, …) da mesma forma que uma competição desportiva exibe os melhores atletas.

As OC têm como Embaixadores CriAtivos Carlos Coelho (Ivity Brand Corp), Carlos Melo Brito (Universidade do Porto), Miguel Neiva (criador do ColorAdd), Pedro Chagas Freitas (escritor), Rui Pedroto (Fundação Manuel António da Mota) e Samuel Soares (Samsys).

Tiveram como patrocinadores principais a Fundação Manuel António da Mota, Fundação PT, IPDJ, Porto Editora, Samsys@Informatica, Universidade do Porto e Universidade do Porto.

 

Fonte: Torrance Center®

Entrevista a Sandra Correia, CEO da Pelcor

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A Pelcor é uma prestigiada marca portuguesa de produtos de moda de pele de cortiça. Sandra Correia, CEO e fundadora da Pelcor, conta-nos em entrevista o seu percurso, como venceu numa indústria masculina, como foi que alcançou o reconhecimento internacional que a Pelcor detém atualmente e quais os seus objetivos para o futuro. Prémio Mulher Mais Empreendedora da Europa em 2011, Sandra foca também temas como o papel das mulheres no mundo empresarial.

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Boa tarde Sandra, em primeiro lugar queria-lhe agradecer a sua disponibilidade para esta entrevista, acredito que a sua agenda seja muitíssimo preenchida, mas de facto quando surgiu a oportunidade de me encontrar consigo e após uma breve pesquisa sobre o seu historial não tive quaisquer dúvidas sobre o quanto posso aprender consigo, enquanto futura gestora (penso eu) mas mais abrangente ainda enquanto mulher que quer uma carreira interessante e se possível internacional e com impacto nacional, três requisitos que a Pelcor trouxe sem dúvida alguma ao seu percurso.

Se calhar antes de passarmos à Pelcor, a marca que a Sandra fundou e que tem alcançado um sucesso enorme, começamos por falar sobre si. A Sandra foi criada no mundo da cortiça e estudou Comunicação Empresarial na universidade, sempre soube que o seu caminho estava na inovação e expansão do seu negócio de família?

Não (risos). Eu quando era jovem queria ser jornalista, aliás era um sonho que tinha e por isso mesmo fui estudar Comunicação Empresarial, ou seja, publicidade, marketing, jornalismo e relações públicas, porque sempre gostei muito de comunicação e depois via os apresentadores na televisão e via repórteres na rua a fazer reportagens e… era o meu sonho, pronto, só que conforme fui fazendo os anos da faculdade comecei a aperceber-me de que afinal não era bem aquilo que eu queria, queria sim trabalhar mais na área do marketing. E foi realmente aí que eu percebi que o Marketing era a minha grande paixão. O que é que acontece, quando eu terminei a faculdade ainda trabalhei em Lisboa a vender seguros, mas eu queria pôr em prática aquilo que tinha aprendido. E então o meu pai fez-me um convite: porque é que eu não ia fazer uma experiência na fábrica e lá trabalhar durante um tempo? Foi um desafio que aceitei, como muitos outros que tenho na minha vida, e voltei para o Algarve e fui trabalhar na fábrica. E fui implementar tudo aquilo que eu tinha aprendido: boletins de comunicação interna, estabelecer a comunicação entre as pessoas, criar a newsletter da companhia… Paralelamente, ao mesmo tempo, ia para as máquinas dos trabalhadores e aprendia com eles a trabalhar a cortiça, como é que a máquina trabalhava, como é que a cortiça é antes de entrar e como é que fica depois de transformada, e como eu cresci no mundo da cortiça, comecei a sentir a cortiça como uma paixão. E pronto, a partir daí o namoro deu em casamento!

“(…) e como eu cresci no mundo da cortiça, comecei a sentir a cortiça como uma paixão. E pronto, a partir daí o namoro deu em casamento!”

Por acaso estava à espera que fosse um sim! Mas é mais interessante um não. Continuando, a Pelcor surgiu em 2003, após um período difícil vivido na Nova Cortiça e inclusivamente de excesso de matéria-prima, correto? Mas de onde lhe veio o conceito do famoso guarda-chuva em pele de cortiça?

Há vinte anos que eu trabalho nesta área, e durante dez anos, mais ou menos, fui passando estas fases todas de produção e desenvolvimento, e no fundo já dominava as áreas todas da fábrica e da empresa. Mas o mundo da cortiça é um mundo masculino, é uma indústria masculina, e como eu era uma mulher jovem, com 28/29 anos, numa indústria onde a média de idades são 50/60 anos e homens, sentia-me um bocado um “peixe fora d’água”, e tive que encontrar uma forma de me sentir melhor nesse mundo, então na altura associei-me à Associação Portuguesa das Mulheres Empresárias e fui fazer uma feira em Almeria. Por ser uma indústria masculina, tive que me impôr e impôr o meu estilo. E graças a Deus, não senti desigualdade de género. Talvez ser mulher e ser jovem fosse uma deficiência, mas também era algo a meu favor…

Diferenciador…

Exato, os homens mais velhos achavam graça, então deixavam! Deixavam eu aparecer, eu negociar, deixavam eu crescer, no fundo. Pronto, isto só para fazer aqui o meio ambiente. Quando nós tivemos em 2000 essa altura menos boa, que eu chamo de época de criatividade ou oportunidades, tivemos um excedente de matéria-prima. Eu na altura já conhecia alguns produtos em cortiça, carteiras sobretudo, umas coisas muito feias, muito artesanais. E como tínhamos cortiça a mais, porque não fazer algo diferente e mais feminino? Então, como ia estar a representar a Nova Cortiça nessa feira, pensei: vou levar o primeiro objeto que eu fizer – e o primeiro objeto foi o guarda-chuva. Porquê o guarda-chuva? Porque era um produto diferente, um produto diferenciador, também porque o fabricante dos guarda-chuvas estava perto, no Algarve, e eram pessoas que eu conhecia. E ao mostrar na feira o guarda-chuva, a apetência das pessoas foi de tal forma tão grande e…”uau”, que eu disse “pronto, aqui está, a partir daqui vou criar uma linha de acessórios de moda”, e assim nasceu a Pelcor.

A gama de produtos da Pelcor não se pode adjetivar com preços baixos, foi claro para a Sandra desde o início que a aposta seria na qualidade e que o preço se iria rever nessa alta qualidade?

Sim, de início, se calhar nos primeiros 5/7 anos, a Pelcor teve de se impôr pela qualidade, pela diferenciação, mas sobretudo teve de se impôr como uma marca que tinha que habituar as pessoas, como é que eu hei-de dizer isto…o papel da Pelcor no fundo foi abrir um novo nicho de mercado, em Portugal e lá fora, mas também entrar na cultura das pessoas e abrir um leque, uma visão nova, um novo conhecimento para as pessoas. Ou seja, as pessoas estavam habituadas a ver cortiça em rolhas, em pavimentos, mas nunca tinham pensado em cortiça como moda, e isso requeriu um grande trabalho da marca e de qualidade do produto. Quando se trabalha uma marca assim, quando se abre um setor, uma área nova, o produto nunca pode ser barato. Porquê? Porque requer estudo, requer todo o marketing à volta, requer design… Hoje, somos uma marca de moda, uma marca premium, onde realmente investimos bastante no design – temos uma diretora criativa que é a Eduarda Abbondanza, da Moda Lisboa, que nos dá toda uma visão e linguagem às coleções.

Portanto, para além de todos os custos envolvidos, apesar de a cortiça ser um material conhecidamente português, a Sandra não queria que os produtos se tornassem banais, queria sempre o fator “uau, isto é uma mala de cortiça, como é que eles fizeram?”.

Precisamente, diferenciação. E foi esse o caminho, se a Pelcor foi a primeira no mercado, antes não existia nada do género, hoje temos a Pelcor e todo o resto, que eu chamo de artesanato, que tem outra linguagem, outra marca, e ainda bem que existe porque é para outro um tipo de mercado.

Por exemplo, o que se vê muitas vezes à venda nas estações de serviço.

Sim, isso é artesanato, e foi um nicho que não existia e que graças à Pelcor foi aberto. No fundo, a Pelcor foi a pioneira, ou como eu costumo dizer, a “category one”.

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É verdade, por curiosidade, “Pelcor” é uma amálgama abreviada para “pele de cortiça”, presumo. E não é um nome português difícil de ser pronunciado por estrangeiros, foi já a pensar nisso?

Lá está, nasceu dessa analogia, pele e cortiça. Lá fora é “cork skin”. Não foi a pensar nessa facilidade, aliás se eu soubesse naquela altura o que sei hoje, tinha se calhar utilizado outro nome, se calhar não é o nome ideal, mas é um nome que não é muito usual e que fica nas pessoas, para além de que o nome hoje já ganhou a sua própria identificação e marca.

De modo a dar uma noção do nível de internacionalização da marca aos nossos leitores, pode falar um pouco sobre as conquistas lá fora? Pode-se dizer que o grande salto se deu com o convite do MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque)?

Sim sim, foi. O convite em 2010 do MoMA para a Pelcor participar na exposição “Destination Portugal”, em que participaram variadíssimas marcas portuguesas, abriu-nos realmente a porta para a exportação. Mas é preciso um trabalho constante, e a Pelcor só começou a entrar no mercado americano passado dois anos. Ou seja, durante dois anos, se eu já estivesse preparada, com uma estrutura própria para dar seguimento, se calhar tinha entrado logo no mercado americano em 2010. E é isso que eu muitas vezes tento transmitir aos outros empreendedores, apesar de este ser um conhecimento que não vem em lado nenhum, não há nenhuma Bíblia, por mais que uma pessoa estude a vida toda nunca vai aprender como é que se faz, porque cada caso é um caso. E o meu caminho e o da Pelcor tem sido muito abrir portas, é um caminho de cabras como eu costumo dizer, porque à nossa frente não há ninguém. E agora já estou eu própria a criar a minha Bíblia!

Estamos na Europa do Norte, estamos no Japão, na China, na Austrália, nos EUA…e este último é o mercado mais desenvolvido e apetecível, porque o mercado americano gosta muito da marca, gosta muito de todo o tipo de produtos que são eco-friendly. E agora o grande desafio é potenciar a Pelcor como uma marca premium lá. Porque eu também não quero a Pelcor nos EUA apenas em lojas online que vendem tudo e mais alguma coisa, o objetivo é que a Pelcor esteja implementada nos Estados Unidos como uma Furla, uma Longchamp, uma Coach, e é para isso que estamos a trabalhar.

Quais os próximos mercados-alvo? Eu ouvi qualquer coisa sobre a América do Sul…

Sim, a América do Sul é o próximo mercado-alvo principal, porque aí temos o Brasil, temos a Argentina, o México, o Perú…e podemos ir através dos EUA.

Acontecimentos como a Madonna ser uma compradora das malas de cortiça da Pelcor, ou como a encomenda de 1500 individuais Tablemats feita por uma princesa da Arábia Saudita, ou como os desfiles na Paris Fashion Week, enchem-lhe as medidas? Deve estar muito orgulhosa de toda a sua equipa.

Sim, eu estou orgulhosa de tudo aquilo que a Pelcor tem feito. Passa muito pela resiliência, por não ter medo, concretizar, e pela equipa acreditar na minha visão, que só é possível através de uma forte comunicação interna, algo que eu prezo muito.

A Sandra já recebeu vários prémios, mas o que salta de facto à vista (até agora!) é a distinção pela parte do Parlamento Europeu como Melhor Empreendedora da Europa em 2011, seguida de outro prémio de inovação recebido em Londres, no Pure International Fashion Show. A minha pergunta é a seguinte: a Sandra acha que uma empresária deve ter consciência das dificuldades acrescidas que enfrenta por ser mulher ou deve mentalizar-se de que as oportunidades são iguais para os dois sexos e que está a competir ao mesmo nível?

Estão a competir ao mesmo nível, o facto de ser mulher ou ser homem não impede nada. O que existe está na cabeça das pessoas. Homem e mulher são iguais no sentido em que nem um vende Marte nem outro vende Vénus, vimos do mesmo mundo e vamos os dois para o mesmo mundo. O que acontece é que os homens têm características que são opositoras às características das mulheres, nem é bom ter só homens, nem é bom ter só mulheres, o ideal é a junção das duas características. As mulheres hoje têm de competir, tal e qual como os homens competem, num mundo igualitário. E ganha quem tem melhores capacidades, quem consegue capacitar-se da melhor forma, e conseguir competir ao mesmo nível, sem medos.

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Algum truque para as mulheres que hoje em dia se batem com problemas de discriminação nas empresas onde trabalham? Como por exemplo não serem nem consideradas para cargos de chefia.

Isso vai mudar. Neste momento o governo está a negociar sobre o sistema das quotas, porque atualmente temos 18 empresas (se não me engano) cotadas na bolsa e temos menos de 30% de mulheres em cargos de decisão, em conselhos de administração, etc. Esse sistema de quotas foi criado pela Noruega, porque o PM da Noruega achou que as norueguesas tinham tantas capacidades quanto os seus homens, e nos EUA esse sistema de quotas também está em vigor. Então, o que acontece é que as empresas vão ser aconselhadas até 2018 a terem 30% de mulheres no seu conselho de administração. Se até 2018 essa situação não se verificar, então o Governo português considera mesmo a hipótese de tornar obrigatória essa percentagem dentro das empresas.

As mulheres só têm realmente é de quando sentirem discriminação partilharem com as entidades que estão a ser discriminadas, e não calarem-se, porque a discriminação já é um crime, este é o primeiro ponto. O segundo ponto é imporem-se, e nas grandes empresas o sistema das quotas vai realmente levar a uma transformação na sociedade, estou plenamente confiante.

Sim, por enquanto pode ser aconselhado, até obrigatório, mas daqui a pouco tempo vai ser completamente natural, também acho.

Vai, vai, basta ver as estatísticas universitárias e 64% das licenciadas são mulheres, dados de 2014. Nós vamos ter as mulheres em peso no mercado de trabalho, inevitável, e depois isso ainda dá origem a outra coisa muito interessante que é, numa família, independentemente do tipo de família, a mulher é que geralmente tem a tomada de decisão nas compras – o que vai comprar para comer, o que vai comprar de roupas para os filhos… Se uma mulher que tem um cargo usual, ganha imaginemos 50, mas se com o sistema das quotas, as mulheres começarem a ter mais cargos de chefia, se passarem para os conselhos de administração…elas não ganham 50, elas ganham 100. E se vão ganhar mais, vão gastar mais, porque são elas que têm a decisão das compras, e se vão gastar mais a economia no seu todo vai crescer. Portanto, há todo um sistema muito interessante social e pode haver realmente uma mudança social e uma contribuição a nível económico para o país.

Nunca tinha pensado nessa perpetiva, é de facto muitíssimo interessante… Falando agora de outros projetos que a Sandra tem em mãos, após ter sido convidada para um projeto internacional de empreendedorismo promovido por Barack Obama (aliás, a única convidada(o) portuguesa), o New Beginning, decidiu trazer para Portugal a versão portuguesa desse movimento, A New Beginning For Portugal, como está a ser a adesão nacional?

Eu fiz esse programa de três semanas com mais 27 empreendedores do mundo inteiro e quando terminámos esse programa de Business, Innovation and Entrepreneurship, fomos convidados a trazer para o nosso país uma missão: o que aprendemos lá, aplicar cá. E foi isso que eu tentei fazer, convidei as pessoas a partilhar os seus sonhos comigo e com as pessoas no geral e a concretizar esses sonhos e transformá-los em negócios, com a nossa ajuda se necessário. Nós criámos então um sistema que era o Challenge 1 que consistiu em, durante três meses, as pessoas tinham que partilhar um objetivo e três metas de três áreas diferentes em prol desse objetivo, e validá-las: mente, corpo (a pessoa tem de se sentir fisicamente bem com ela própria) e espírito. E correu muito bem, éramos 200 na altura. Neste momento está a ser iniciada a segunda versão, o Challenge 2, e somos 400 membros. Em resumo, estas pessoas estão mais felizes, há marcas que foram criadas do nada, pessoas que já foram falar à televisão não sei quantas vezes, há outras empresas que já estão em fase de internacionalização e tudo. Há sucessos realmente incríveis e o projeto vai terminar dias 17 e 18 de outubro, em Lisboa, no festival ANB, onde vamos trazer empreendedores americanos que vão partilhar a sua experiência, entre outros. Palestras, workshops, concerto… Vai ser muito giro.

Muito interesante terem apostado numa visão holística, não só na parte do business, mas mas na procura de uma vida saudável, equilibrada.

É de facto essencial, para conseguirmos viver neste stress, neste mundo de energias tão grande, temos de ser um ser inteiro.

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Por fim, acha que um dos caminhos para Portugal sair de vez da crise e se livrar da imagem que esta deixou sobre o país lá fora é apostar nas empresas que, tal como a Pelcor, pegam nos recursos naturais de Portugal e se focam na qualidade e inovação e não na produção em massa?

Portugal tem de apostar nos produtos de nicho de mercado. Portugal nunca será um país de produção em massa, porque somos pequeninos e comparativamente não temos essas capacidades. Temos sim de apostar nas nossas PMEs e temos de aprender muito a nível de marketing, como vender bem os nossos produtos, as nossas marcas, e ir lá para fora para internacionalizar, exportar, sempre mantendo as qualidades que Portugal tem.

 

Fotos: DR

Portugueses conquistam 3ºlugar no 23º Prémio Jovens Cientistas e Investigadores

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Há alguns meses, o Pedro, a Núria e a Bárbara vieram ao IBMC pedir apoio para um projeto que pretendiam submeter ao concurso Jovens Cientistas e Investigadores 2015, promovido pela Fundação da Juventude.

Os alunos, estudantes da ES Júlio Dinis (Ovar), já eram repetentes nestas andanças, mas queriam desafiar-se com o seu novo projeto E’s alimentares: (cito)Toxicidade e Letalidade em Drosophila melanogaster, pelo que recorreram à Drª Paula Sampaio para os orientar.

O seu projeto não só foi um dos 100 selecionados para figurar na 9ª Mostra Nacional de Ciência, como ganhou o 3º Prémio e a oportunidade de apresentar o seu trabalho na Expo 2015, em Milão.

 

Fonte: IBMC INEB
Foto: DR

Cientista Português financiado por March of Dimes para estudar malária durante a gravidez

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A infeção com malária durante a gravidez coloca sérios riscos tanto para mulheres como para crianças. A Fundação March of Dimes, uma organização norte-americana que tem como missão melhorar a saúde das mulheres grávidas e a saúde dos bebés, financiou este ano o laboratório de Carlos Penha Gonçalves, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC, Portugal), pelos seus estudos em malária na gravidez. Esta é a primeira vez que a Fundação March of Dimes financia investigação numa instituição portuguesa.

Mulheres grávidas infetadas com o parasita da malária (Plasmodium falciparum) podem desenvolver problemas durante a gestação, tais como partos prematuros, nascimento de bebés com baixo peso, nado-mortos e abortos. O parasita da malária acumula-se na placenta originando uma inflamação em resposta à infeção. Por sua vez, esta inflamação provoca danos na placenta e prejudica o crescimento fetal.

O projeto vencedor do laboratório de Carlos Penha Gonçalves foca-se nos fatores-chave e mecanismos que atuam na placenta de forma a proteger o feto da inflamação. Os investigadores vão estudar as células fetais da placenta, denominadas trofoblastos, que são importantes nas trocas de nutrientes e gases entre a mãe e o feto. Usando o ratinho como modelo, os cientistas vão investigar de que forma estas células podem ser direcionadas para assegurar o fornecimento de sangue materno para a placenta e os nutrientes para o feto, durante a infeção. “Este projeto vai contribuir para a  identificação de agentes terapêuticos que assegurem a função da placenta em mulheres grávidas infectadas com o parasita da malária, de modo a proteger o feto em desenvolvimento e a sobrevivência de recém-nascidos”, diz Carlos Penha-Gonçalves.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano mais de 50 milhões de mulheres grávidas estão expostas à malária. Em África, cerca de 10.000 mulheres grávidas e 200.000 crianças morrem a cada ano como resultado da infecção da malária na gravidez.

 

Fonte: Instituto Gulbenkian de Ciência
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Carlos Penha-Gonçalves (Créditos: Roberto Keller, IGC)

Marca “Porto Ponto” venceu o prémio principal dos European Design Awards 2015 (ED-Awards)

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A marca “Porto Ponto”, lançada pela Câmara Municipal do Porto em setembro de 2014 e criada pelo designer Eduardo Aires, professor da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto – Institucional, venceu o prémio principal (Best of Show) dos prestigiados European Design Awards 2015 (ED-Awards), iniciativa que premeia anualmente os melhores projetos de design da comunicação a nível europeu.

Concebida pelo White Studio, de Eduardo Aires, e traduzida em suportes como a página institucional da CMP ou o portal www.porto.pt, a nova imagem gráfica da cidade do Porto pretendeu reunir os diferentes elementos do município, assumindo-se como um “rosto novo” que “se exprime na palavra Porto” e apela “simultaneamente a algo que já existe há muito tempo”.

Os European Design Awards 2015 foram entregues a 23 de maio, em Istambul, durante 9.ª European Design Conference and Awards Ceremony organizada pela European Design Organization. Para além do prémio especial “Best of Show”, o White Studio recebeu ainda a distinção máxima (Ouro) na categoria  “Best Brand implementation”.

Fonte: UP
Foto: DR

FEP de Prata na 1ª edição do “The Economist Undergraduate Case Competition”

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O desafio lançado pela competição, promovida pelo conceituado jornal “The Economist” e pela Kerrisdale Capital, consistia em realizar um ensaio sobre um mercado/empresa que se encontra sobreavaliado e poderá entrar em falência em 2020, tal como o título indica “Find a Zero: Which Billion Dollar Company Will be Bankrupt by 2020″. Foram 18 as equipas participantes, cada uma constituída por três alunos de licenciatura, provenientes de todos os cantos do planeta, sendo que a equipa da FEP foi a única representante da Península Ibérica.

A equipa da FEP, composta por José Maria Antunes, Inês Rocha e Maria Manuel Coutinho e orientada pela Professora Renata Blanc, dissertou sobre a extratora e distribuidora de carvão Peabody Energy. Após uma análise extensiva e decomposta em três passos, como explicado no site da competição (…), a equipa da FEP  afirmou que “após uma análise focada no comportamento da empresa (Peabody Energy), nos seus pares, nas cinco maiores tendências que acreditamos que irão atacar este sector e ainda uma análise financeira que torna mais abrangente a nossa perspectiva do problema e dá fundamentos para a nossa hipótese final: a Peabody Energy vai entrar em recessão e vai entrar em falência nos próximos cinco anos”.

Esta análise completa pode ser consultada no site (http://www.economist.com/whichmba/mba-case-studies/case-study-competition-2015/fep-school-economics-and-management-university-porto) e valeu à FEP o segundo lugar nesta competição e o prémio monetário de 5.000 dólares.

Este é mais um reconhecimento internacional da equipa da FEP International Case Team que tem vindo a acumular prémios internacionais.

 

Investigação da Universidade de Coimbra financiada pela Google

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Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um novo modelo informático, relevante para a aplicação de uma nova geração de sistemas de reconstrução 3D de ambientes urbanos.

Serviços como o “Google Street View” dão uma perspetiva 3D das ruas, mas estão limitados ao ponto de vista do veículo que capturou as imagens. Proporcionando uma experiência imersiva, em que o utilizador navega livremente pelas ruas, a equipa de investigadores de Coimbra criou um sistema que obtém reconstruções 3D detalhadas de cidades.

O projeto chamou a atenção da Google, que o selecionou no âmbito de um concurso mundial de ideias muito competitivo, com taxas de aceitação na ordem dos 15 %, e posteriormente o financiou.

A pesquisa, iniciada em janeiro de 2014, reúne dois grupos de investigação do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da UC – Instituto de Sistemas de Robótica e Instituto de Telecomunicações.

A grande novidade desta tecnologia, que se encontra em fase protótipo (demonstração disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=OeYEwq-8TBI), afirmam os investigadores Carolina Raposo, João Barreto e Gabriel Falcão, «é que este algoritmo tem por base a utilização de planos, não só para descrever a cena, mas também para calcular o movimento da câmara. Isto faz com que os modelos em 3D sejam gerados automaticamente e armazenados de forma muito compacta (ao contrário dos métodos existentes que trabalham com nuvens de pontos), permitindo a sua rápida transmissão.»

Uma outra vantagem da utilização de planos, prosseguem os investigadores, reside no facto de «esta tecnologia ser capaz de trabalhar com um número reduzido de imagens. Isto acontece porque é frequente que o mesmo plano seja “visto” pelas câmaras em posições distantes, permitindo recuperar o movimento. Tal não se verifica com os métodos atuais que requerem que as imagens sejam adquiridas em posições fisicamente próximas e, consequentemente, necessitam de muito mais informação.»

Adicionalmente, este sistema usa arquiteturas de processamento paralelo para acelerar bastante o tempo de computação, gerando automaticamente os mapas em 3D e armazenando a informação no servidor.

 

Fonte: Universidade de Coimbra e Universia
Fotos: DR

Dois Cientistas Portugueses eleitos membros da Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO)

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Mónica Bettencourt Dias, investigadora principal do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e, Henrique Veiga Fernandes, investigador principal do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, foram dois dos membros eleitos este ano para integrar a Organização Europeia de Biologia Molecular (European Molecular Biology Organization – EMBO), pelo mérito e a excelência do trabalho que têm desenvolvido nos últimos anos. 

Os dois cientistas passam assim a integrar a lista de agora 13 cientistas membros desta organização a trabalhar em Portugal, dos quais fazem parte Jonathan Howard, diretor do Instituto Gulbenkian de Ciência e Maria do Carmo Fonseca, presidente do Instituto de Medicina Molecular.

Mónica Bettencourt Dias, coordena o grupo de Regulação do Ciclo Celular no IGC, onde estudam como erros na divisão das células podem estar implicados na progressão de tumores ou na infertilidade. Mónica Bettencourt Dias  fala sobre esta nomeação: “Foi uma surpresa enorme! É uma grande honra para o meu laboratório e para o Instituto Gulbenkian de Ciência  que tem apoiado sempre o nosso trabalho” acrescentando que “é uma excelente oportunidade de promover o desenvolvimento da investigação em Ciências da Vida na Europa.”

Henrique Veiga-Fernandes, coordena um laboratório de imunologia no IMM, onde estuda a forma como factores ambientais influenciam o sistema imunitário em doenças inflamatórias, infecciosas e cancro. Para Henrique Veiga-Fernandes, esta nomeação: “Foi totalmente inesperada! Tive de reler o comunicado várias vezes para perceber exatamente o que tinha acontecido! Custava acreditar…” referindo ainda que “esta eleição pelos nossos pares internacionais é também uma forma notável de reconhecimento do IMM pelo investimento incondicional que tem feito em ciência”.

Este ano foram ainda nomeados mais dois cientistas portugueses: Graça Raposo-Benedetti, investigadora principal do grupo de Dinâmicas e Estruturas Sub-celulares, no Institut Curie, em Paris e, Carlos Caldas, investigador principal do Cancer Research UK, em Cambridge.

Maria Leptin, diretora da EMBO, refere em comunicado: “Congratulamo-nos com estes cientistas excepcionais que entram agora na EMBO e estamos ansiosos pelo seu contributo”. Pode ainda ler-se no mesmo comunicado que “os membros da EMBO têm contribuições inestimáveis para a organização, fornecendo sugestões e feedback sobre as atividades da EMBO, para além de integrarem os comités de seleção para os programas da EMBO e serem mentores dos cientistas mais jovens selecionados pela organização. O seu contributo tem ajudado a promover a excelência nas ciências da vida desde 1964”.

Anualmente, a EMBO nomeia cientistas de topo de várias áreas das ciências da vida que desenvolvem o seu trabalho em países europeus ou países associados como Estados Unidos, Nova Zelândia, Japão e China. Este ano foram nomeados 58 novos membros, provenientes de 19 países. A rede de membros desta organização ultrapassa já os 1700 cientistas em ciências da vida.

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Mónica Bettencourt-Dias licenciou-se em Bioquímica pela Universidade de Lisboa e fez o doutoramento em regeneração cardíaca na University College London, Reino Unido. Após o doutoramento, fez investigação na Cambridge University, Reino Unido, mudando-se em 2006 para o IGC para criar o seu próprio grupo de investigação. Mónica Bettencourt Dias foi premiada em 2007 com o Eppendorf Young Investigator Award, recebendo no mesmo ano um Prémio de Instalação EMBO. É desde 2009 membro no programa EMBO Young Investigator ao que se soma agora a nomeação para membro da EMBO. Venceu o Prémio Criostaminal em 2007 e por duas vezes venceu o Prémio Pfizer em Investigação Básica. O grupo de investigação que lidera tem publicado artigos relevantes na área da divisão e mobilidade celular tendo obtido importantes financiamentos do Programa Harvard-Portugal da Fundação para a Ciência e Tecnologia e uma Starting Grant do European Research Council (ERC). Mónica Bettencourt-Dias tem ainda um forte interesse na promoção do diálogo entre a comunidade científica e a sociedade e tem organizado eventos de comunicação de ciência que promovem interações entre cientistas e o público. Ainda durante o seu pós-doutoramento obteve uma pós-graduação em Comunicação de Ciência pelo Birkbeck College, Reino Unido.

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Henrique Veiga-Fernandes
 licenciou-se em Medicina Veterinária pela Universidade Técnica de Lisboa. Doutorou-se pela Université René Descartes em Paris, França. Fez o seu trabalho de pós-doutoramento no National Institute for Medical Research em Londres, Reino Unido, onde viria mais tarde a desempenhar funções como cientista sénior. Iniciou o seu trabalho no Instituto de Medicina Molecular em 2009 como coordenador do grupo de Imunobiologia. Desde 2014 é membro da direção do Instituto de Medicina Molecular. Foi premiado, por três vezes, pelo European Research Council (ERC), em 2008, 2013 e 2015. Entre outras distinções incluem-se os prémios Pfizer em Portugal, Kenneth Rainnin Foundation e CCFA, ambos nos Estados Unidos.

 

Fonte: Instituto Gulbenkian de Ciência e do Instituto de Medicina Molecular

IGC Social Media:

Créditos das fotos: MDias – Roberto Keller (IGC); HVFernandes – Andreia Machado (IMM)

Instituto de Design acolhe a estreia da START POINT em Guimarães

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A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), através do LIFTOFF -­‐ Gabinete do Empreendedor da AAUM, organiza em parceria com a Câmara Municipal de Guimarães, a STARTPOINT Ignition. Este evento realiza-­‐se pela primeira vez em Guimarães, tendo vindo a ser reconhecido como uma importante iniciativa para a promoção do empreendedorismo e da empregabilidade jovem. A versão Ignition da START POINT tem lugar no dia 27 de maio (quarta-­‐feira) nas instalações do Instituto de Design de Guimarães entre as 10h30 e as 20h.

Nas 3 edições anuais realizadas de Braga para a região, a START POINT conseguiu mobilizar mais de dez mil participantes. O evento tem sido um sucesso de ano para ano e prova disso mesmo é o leque de empresas inscritas para a START POINT Ignition (consultar anexo). A organização pretende assim replicar o êxito conseguido em anos transatos para outra cidade da região Minho onde a Universidade do Minho está implantada. A START POINT Ignition representa a edição de arranque da START POINT enquanto evento anual aglutinador de iniciativas e agentes fortemente relacionados com os temas da inovação, empreendedorismo e empregabilidade. O objectivo da realização desta iniciativa na Cidade Berço, é voltar a proporcionar o contacto direto entre os jovens/adultos e o mercado de trabalho, propiciando a divulgação de oportunidades profissionais, o desenvolvimento de competências e o networking dos participantes.

A START POINT Ignition em Guimarães vai ser um espaço de múltiplas atividades, composto por apoio técnico (na área do emprego e empreendedorismo) e atividades complementares como talks, formações e workshops. Durante esta iniciativa, as instalações do IDEGUI vão estar capacitadas para a realização de atividades em simultâneo, através dos seguintes espaços: Dot Conhecimento e Dot Oportunidades.

O evento voltará a assumir um formato inovador, funcionando de forma a que os seus intervenientes tenham um contacto mais pessoal e direto, numa relação de proximidade efetiva.

Para mais informações, consultar o endereço www.liftoff.aaum.pt.

 

Listagem de empresas presentes na STARTPOINT Ignition

  • ADRAVE | Agência de Desenvolvimento Regional
  • ALENTO Recursos Humanos e Consultoria Lda
  • Arts & Skills | Formação Consultoria e Inovação Lda
  • Associação Académica da Universidade do Minho
  • Associação de Antigos Estudantes da Universidade do Minho
  • Associação Industrial do Minho
  • Avepark | Parque de Ciência e Tecnologia SA
  • Banco ActivoBank SA
  • Bicminho | Oficina da Inovação – Empreendedorismo e Inovação Empresarial SA
  • Business Skills | Desenvolvimento Empresarial
  • Catim | Centro de apoio tecnológico à indústria metalomecânica
  • Centro de Negócios Ideia Atlântico
  • Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa
  • Creativesystems, SA
  • Danke Advertising
  • Delphi Automotive Systems
  • Direção Regional do Norte do Instituto Português do Desporto e Juventude
  • Divisão de Desenvolvimento Económico da CMGuimarães
  • EDIT VALUE® Consultoria Empresarial
  • EDIT VALUE® Formação Empresarial
  • Efacec
  • Euromex | Facility Services
  • Fábrica ASA
  • Fábrica de Startups
  • Gestamp Aveiro, SA
  • GetGreen
  • Grupo Casais
  • Grupo Pinto Brasil
  • IES Social Business School
  • Inova-Ria | Associação de Empresas para uma Rede de Inovação
  • IT Sector
  • Lion of Porches
  • McDonald’s
  • Megatrónica Lda
  • Millenniumbcp Microcrédito
  • Multitendas
  • Negócios na Hora
  • Novo Banco
  • Nutrium
  • Piep | Pólot de Inovação em Engenharia de Polímeros
  • SimHome
  • Startup Braga
  • The Talent City
  • Talent Search People
  • TecMinho
  • Tiffosi
  • The Factory Tribe, Lda
  • YUPI – Youth Union of People With Initiative
  • WiC