Bordados de Castelo Branco vão cobrir altares de Manchester

bordado_cristina_rodriguesA Catedral de Manchester encomendou à artista portuguesa Cristina Rodrigues uma coleção de bordados típicos de Castelo Branco para cobrir os quatro altares da Catedral inglesa. As peças têxteis estarão expostas em regime permanente e poderão ser visitadas a partir de setembro.

Este projeto foi sem dúvida o maior desafio da minha vida – Cristina Rodrigues

O projeto, que se tem vindo a desenvolver desde maio de 2016, resulta de uma parceria entre a artista plástica e a Câmara Municipal de Castelo Branco. Dos 158 desenhos inicialmente elaborados, a coleção conta agora com sete peças finais, todos eles originais de Cristina Rodrigues e produzidos à mão, que, pela sua simbologia, remetem para a relação histórica entre Portugal e Inglaterra.

“É mais um passo que damos na valorização do bordado de Castelo Branco. Trata-se de uma obra de arte que vai estar exposta em Manchester, um trabalho que levará para a cidade inglesa mais do que o nome de Castelo Branco, leva também um património e o nome das bordadeiras”, referiu o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia.

O Bordado de Castelo Branco está em processo de certificação e o Executivo tem apostado na sua promoção e valorização, como produto identitário do Concelho e da Beira Baixa e como uma das mais belas formas de expressão artística de raiz popular.

A Catedral de Manchester já recebeu anteriormente mais trabalhos de Cristina Rodrigues, sendo esta a primeira vez em que a sua obra irá recair sobre os bordados de Castelo Branco. As peças seguem as técnicas tradicionais das bordadeiras, mas as imagens e as cores fogem aos padrões habituais.

“Reconheço que o bordado é a técnica mais extraordinária que se tem mantido neste país. Há bordadeiras que fazem isto há 50 anos. A coleção respeita a técnica do bordado de Castelo Branco, mas conta com cores contemporâneas”, afirmou a artista.

Apesar do cariz permanente da exposição, a organização da Catedral de Manchester irá, temporariamente, partilhar as peças com museus de diferentes pontos do Mundo.

Foto: C.M. Castelo Branco