Ismael Teixeira tornou-se no primeiro sacerdote do mundo a completar uma prova “Ironman”

ironpriestO padre Ismael Teixeira, conhecido como ‘Ironpriest’, tornou-se no primeiro sacerdote do mundo a completar uma prova “Ironman”. O “sonho” pessoal do sacerdote luso concretizou-se no dia 21 de agosto, em Copenhaga, naquela que foi a sua primeira prova de triatlo de longas distâncias.

Desatei a chorar, ajoelhei-me a rezar, beijei o chão dessa terra onde fiz a primeira loucura desportiva, como forma de agradecer a Deus - Ismael Teixeira à Agência ECCLESIA

Foram 3800 metros a nadar, 180 quilómetros de bicicleta e uma maratona (42,195 quilómetros), pelo que o padre Ismael Teixeira considera que agora a alcunha ‘Ironpriest’ (padre de ferro) lhe “assenta bem”. 11 horas, 13 minutos e 49 segundos foi o tempo do padre Ismael, que alcançou o 910.º lugar da geral, entre 2848 atletas.

Para o sacerdote, que desde a sua infância em Trás-os-Montes praticou vários desportos, o triatlo é o “mais completo” que um cristão pode praticar.

A oração é o ‘doping’, sobretudo na parte da natação, em que tenho mais medo, é a minha parte mais fraca

Na última prova, o sacerdote recebeu vários pedidos de oração, um sinal “ótimo” da presença da Igreja Católica no desporto, em campos onde “os homens procuram alegria, vida saudável”. Neste contexto, já sugeriu ao cardeal-patriarca de Lisboa a criação de um departamento dedicado ao desporto.

O padre Ismael considera que “o desporto também é lugar de evangelização, pastoral” e incentiva os párocos a associarem-se às iniciativas que se realizam nos seus territórios, dado que “muitos eventos estão associados a causas de caridade”.

Para o também professor universitário, a preparação desportiva sistemática ajudou a “organizar melhor” a agenda para tentar “conciliar tudo, mas ainda assim às vezes falta aos treinos, porque o mais importante na sua vida é “ser padre”.

Aos 41 anos de idade, o padre Ismael Teixeira cumpriu também o “sonho” de tornar-se atleta do Sport Lisboa e Benfica, o seu “clube do coração” desde criança, “uma parceria ideal” onde tem acesso a todos as estruturas que estão disponíveis para os outros atletas.

Fonte: Agência ECCLESIA
Foto: DR

Quinta Nova vence prémio internacional de luxo

quinta_novaA envolvência da paisagem do Douro associada à oferta de um serviço exclusivo foi valorizada pelo guia de luxo inglês Luxury Travel Guide que atribuiu à Quinta Nova Luxury Winery House o prémio Luxury Country Retreat Award of the year 2017.  Uma distinção que volta a premiar a Quinta Nova no prestigiado guia britânico que, na edição anterior, a elegeu como Unique Luxury Hotel of The Year.

O enoturismo na Quinta Nova é resultado da recuperação da casa senhorial da propriedade, onde os seus 11 quartos garantem todo o conforto e levam a perder o olhar sobre o rio e sobre as vinhas.

Várias salas sociais, um jardim de inverno e o wine bar compõem as áreas interiores que se estendem ao exterior num terraço junto ao bar e num grande alpendre, repleto de confortáveis sofás. A esplanada é o espaço mais usado entre Maio e Setembro, para usufruto da paisagem. A piscina convida a um mergulho entre vinhas e a capela encerra todo o ambiente pitoresco do local.

Para terminar qualquer visita, a Loja e a Sala de Provas, com vistas panorâmicas sobre o rio, estão sempre abertas a receber diversas atividades.

É uma enorme satisfação recebermos, pelo segundo ano consecutivo, esta distinção tão relevante para a Quinta Nova. Ela vem reforçar o elogio ao trabalho que temos desenvolvido em prol do Enoturismo e naturalmente reforça a nossa posição no segmento mais premium - Luisa Amorim, administradora da Quinta Nova

O Guia de luxo inglês Luxury Travel Guide alcança mais de meio milhão de pessoas em todo o mundo, sendo muito relevante para a divulgação internacional de qualquer projeto hoteleiro junto do trade e consumidores. Esta edição do Luxury Travel Guide volta a basear as avaliações em votações de especialistas “in-house”, subscritores e parceiros.

Através desta classificação o enoturismo da Quinta Nova conquista mais um importante reconhecimento junto do mercado de luxo.

Foto: DR

Fundação Bill e Melinda Gates financia cientistas do Instituto Gulbenkian de Ciência

grupo_MiguelSoaresNos próximos dois anos, o grupo de investigação liderado por Miguel Soares, no Instituto Gulbenkian de Ciência, irá receber 400 mil dólares para investigar se uma determinada molécula de açúcar expressa pelo agente causador da malária, o Plasmodium,  deve ser incluída como parte de uma nova vacina para a malária. Esta é a segunda vez que Miguel Soares e a sua equipa são reconhecidos pela Fundação Gates.

Só em 2015, foram registados 200 milhões de casos de malária em todo o mundo. A Fundação Gates estabeleceu um objetivo claro: um mundo livre de malária até 2020. Para atingir esta ambiciosa meta, a Fundação desenvolve iniciativas altamente competitivas onde cientistas propõem caminhos arrojados e pioneiros para alcançar uma vacina contra a malária.

Há menos de dois anos, a equipa de Miguel Soares descobriu que o glicano α-gal, uma molécula de açúcar que é expressa por componentes bacterianos existentes na microbiota do intestino humano, pode desencadear um mecanismo natural de defesa conferindo uma elevada proteção contra a transmissão de malária. Agora, a Fundação Bill e Melinda Gates convidou Miguel Soares a usar estas descobertas para ajudar no desenvolvimento de uma vacina contra a malária.

O nosso objetivo é perceber se esta molécula de açúcar pode ser usada como alvo para a vacina da malária. Usando a plataforma de ensaios da Fundação Bill e Melinda Gates, vamos investigar se anticorpos específicos contra o  α-gal conseguem prevenir a transmissão de malária – Miguel Soares

Um importante resultado deste projeto é que “irá guiar a decisão da Fundação num futuro investimento sobre o uso de glicanos como candidatos a uma vacina de malária que bloqueie a transmissão do Plasmodium”, afirma Miguel Soares.

Este projeto vai ser desenvolvido em colaboração com o Prof. Henrique Silveira no Instituto de Higiene e Medicina Tropical e com a Malaria Vaccine Initiative.

Miguel Soares foi também o vencedor do Prémio Pfizer 2015 em Investigação Básica (59ª edição), com o trabalho «Microbiota Control of Malaria Transmission».

Fonte: IGC
Foto:
Grupo de investigação liderado por Miguel Soares, no Instituto Gulbenkian de Ciência. Créditos: Sandra Ribeiro, IGC.

João Vaz Côrte-Real e John dos Passos baptizam os novos aviões da TAP

tap_a330João Vaz Côrte-Real e John dos Passos, duas personalidades de origem portuguesa ligadas ao continente americano e aos arquipélagos dos Açores e da Madeira, têm os seus nomes inscritos nos novos A330 da TAP, que diariamente cruzam o Atlântico nas novas rotas da companhia aérea para os EUA.

John dos Passos nasceu em Chicago em 1896, neto de Madeirenses originários do Concelho da Ponta de Sol, local onde se localiza o centro cultural com o seu nome. Considerado um dos escritores mais importantes da primeira metade do século passado, John dos Passos publicou ao longo da sua carreira cerca de quarenta obras, sendo as mais famosas Manhattan Transfer e a trilogia U.S.A.. Morreu em 1970.

Nos seus  últimos anos de vida, o escritor dedicou ainda uma obra à ‘História de Portugal: Três Séculos de Explorações e Descobertas’, publicada em 1969, em que se encontra reflectido o fascínio do autor pelas suas origens portuguesas, retratando na mesma o apogeu e queda do País enquanto potência mundial, a partir das suas próprias experiências de viagem e investigação histórica.

Natural de Faro, onde nasceu c. de 1420, João Vaz Corte-Real foi um dos principais navegadores e exploradores portugueses do Século XV, pois terá sido um dos primeiros europeus a atingir o continente americano, entre 1470 e 1473. a Terra Nova em 1472, terra que passou a ser conhecida por “Terra dos Corte-Reais”. Isto 20 anos antes de Cristóvão Colombo ter chegado à América.

Mais tarde, terá efetuado outras viagens que lhe permitiram explorar as margens do rio Hudson, na atual Nova Iorque, e as do rio São Lourenço, até ao Canadá, chegando à Península de Labrador. A Coroa Portuguesa atribuiu-lhe o título de Capitão-Donatário de Angra do Heroísmo, onde viveu grande parte da sua vida e onde viria, também, a falecer em 1496.

No âmbito do seu programa de expansão para o mercado norte-americano, a TAP homenageia, desta forma, duas singulares individualidades, inscrevendo os seus nomes nos novos aviões A330 a operar especialmente para Nova Iorque – JFK e Boston, adianta uma nota divulgada pela companhia aérea.

Com interiores de cabine completamente renovados, as novas aeronaves oferecem mais conforto em classe executiva, com cadeiras full flat, mas também em classe económica, com cadeiras slimline, dispondo de maior distância entre si e sistemas de entretenimento on demand.

Os novos A330 cruzam, assim, o Atlântico, dando continuidade a uma rota ancestral percorrida por portugueses há mais de 500 anos.

Fonte: TAP
Foto: Airbus

Porquê amar Lisboa: Forbes dá 12 das muitas razões

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Se ainda não descobriu razões suficientes para amar Lisboa. Se ainda não deu pelos seus inúmeros tesouros. Se não levantou os olhos para apreciar tudo o que o rodeia quando está na capital, então a Forbes decidiu partilhar algumas das suas preciosidades. Mais precisamente, dar a conhecer ao mundo 12 das muitas razões para o fazer.

Embora o artigo tivesse como principal objectivo dar a conhecer ao resto do mundo aquilo que Lisboa tem de especial, e o que dentro dela vive e existe, às vezes nós, portugueses, precisamos de ouvir umas verdades. Precisamos de ser relembrados do nosso valor e do raro que é haver cidades como a de Lisboa.

São as pessoas que fazem uma cidade. E foram os portugueses que fizeram de Lisboa aquilo que ela é hoje. Para o bem, ou para o mal, cometendo erros e evitando outros, não se pode negar que criámos algo que impressiona e agrada àqueles que a visitam. Como sabemos, e segundo o artigo da Forbes, há quem queira partilhar o sonho que é Lisboa e há quem o queira manter segredo. Em qualquer um dos casos, há um orgulho imperativo dentro dos portugueses.

Muito resumidamente, o artigo começa por apresentar algumas das coisas que emanam uma beleza natural que notamos ao passear em Lisboa. Começando pela calçada presente nas ruas estreitas que serpenteiam a cidade, subindo as suas colinas, a arquitectura histórica de muitos edifícios, os palácios belíssimos e uma cultura que é tão melancólica como é alegre, passando depois pelos bairros do Chiado e do Príncipe Real e a existência dos vários restaurantes que estão dentro das últimas tendências da moda, acaba no ambiente de festa que perdura até ao final da noite nas ruas do Bairro Alto.

“É adorável passar aqui um fim-de-semana sem qualquer tipo de plano, perdermo-nos no túnel do tempo dos bairros históricos, tendo os prazeres do peixe fresco e o pôr do sol numa marisqueira junto ao mar ou o turbilhão das festas de rua que duram a noite inteira.”

Mas desta “cidade postal”, como lhe chamam, eis algumas das experiências que mais se destacaram:

José Avillez

O chef prodígio de 36 anos impressionou. Sem desenvolver muito acerca do seu restaurante “Belcanto” ou do “Mini Bar”, aquele que está a dar que falar é o “Bairro do Avillez”. Às portas do Chiado e tipicamente bairrista, os pratos tipicamente portugueses recebem twists inventivos.

O Sky Bar no Tivoli Lisboa

Observar o pôr-do-sol é praticamente um desporto nacional. Um dos melhores e mais refinados sítios para o fazer é neste bar de terraço. Este está localizado num dos muitos hotéis de cinco estrelas históricos localizado na Av. Da Liberdade (A “Fifth Avenue” de Lisboa, disse um taxista que estava a sobrevalorizar a beleza desta última).

Cervejaria Ramiro

Esta é um passo atrás no tempo: papel branco sobre toalhas de pano, painéis de madeira que parecem não terem sido renovados desde que abriu nos anos 50, os lisboetas entusiasmados a beber cerveja e a comer camarão com alho.

Cascais

Lisboa é a única capital Europeia com o acesso tão fácil às praias de areia: Uma rápida e barata viagem de comboio permite-lhe chegar ao mar para que se possa refrescar e apreciar os dias de calor.

A Vida Portuguesa

Tudo nesta loja se especializa em produtos locais, de empresas que sobreviveram ao passar do tempo e representa o melhor de Portugal. “Com tempo, a inovação e o trabalho árduo tornam-se perfeitos e indispensáveis”, diz a marca dos seus produtos, que variam de objectos para cuidado pessoal a comida gourmet. “Eles estão marcados na nossa memória e representam um modo de vida. Evocam o dia-a-dia de outros tempos e revelam a alma do país”.

O Purista Barbiére

A tendência do barbearia-bar não é único em Lisboa, mas este estabelecimento, no Bairro Alto, rende-se muito bem à decoração retro, à cerveja belga da abadia e há um leque impressionante de gins.

Palácio Chiado

Construído em 1781, este edifício magnífico é, de facto, um palácio. Depois de uma meticulosa restauração de dois anos, vale a pena uma visita, nem que seja apenas para admirar a sua arte e a arquitectura, ou para experienciar as delícias que os diferentes estabelecimentos oferecem.

Ginjinha

Tal como a Itália tem o seu café, Lisboa tem muitos, pequenos bares especializando-se nas bebidas espirituais, um conhaque Português infundido com cerejas ácidas e canela.

Parque das Nações

Contrastando com a parte histórica, esta zona é uma concentração de edifícios contemporâneos depois de ter sido selecionada para receber a Expo de 1998. Um passeio ao longo rio e os teleféricos dão-nos as melhores vistas.

Time Out Mercado de Ribeira

Pode ser difícil arranjar um lugar para sentar, mas uma vez descoberto, existe uma abundância de prazeres degustativos neste mercado, que oferecem comida surpreendentemente sofisticada, algumas partindo de estrelas da culinária como Henrique Sá Pessoa.

Sintra

O nome de uma das cidades que pertencem ao Património Mundial da UNESCO (também a uma simples viagem de comboio de Lisboa) que nos presenteia com 3 belos palácios: o Castelo dos Mouros, o Palácio Nacional e o magnificente Palácio da Pena, um triunfo da arquitectura Romântica do século dezanove que conjuga os elementos dos estilos Gótico e Renascentista.

A apreciação por transportes “diferentes”

Passear por Sintra num sidecar de uma mota é uma grande diversão mas também é prático, já que o motorista consegue passar ao lado do trânsito que se acumula ao longo da subida que nos leva ao Palácio da Pena. Da mesma forma, uma tour pelo bairro de Alfama numa Segway parecia pateta mas fez sentido, já que as ruas são demasiado íngremes para subir a pé (ou mesmo a descer) e demasiado estreitas.

Foto: visitportugal.com

“24 Horas a Correr” em Vale de Cambra

24horas_sharpenVale de Cambra acolhe no Parque da Urbano da cidade, a 17 e 18 de Setembro, a terceira edição do Banco BIC 24h Portugal – 24 Horas a Correr,  um evento desportivo de corrida de resistência composto por uma prova de longa duração – 24 horas a correr, e uma prova de mais curta duração – 3 horas a correr.

Ao contrário do que é pedido nas corridas tradicionais, nestas provas.  em vez de correr uma dada distância no melhor tempo possível, corre-se o máximo de distância possível num dado tempo. Os organizadores e  a autarquia consideram este evento como “pioneiro” nos seus moldes, pelo seu carácter de competição num circuito de dois quilómetros.

O objectivo do “24 horas a correr” é testar os limites de cada participante, sendo que este pode usufruir das pausas que julgar convenientes durante a prova. Este evento será composto por uma prova de longa duração – 24 horas a correr, e uma prova de mais curta duração – 3 horas a correr (com 4 partidas diferentes). Ambas poderão ser corridas em solitário ou em estafetas.

Este ano, de acordo com a organização, já estão inscritos 350 participantes representando 6 países (Portugal, Brasil, Espanha, Moldávia, Polónia e Ucrânia).

A cidade de Vale de Cambra está situada a meio caminho entre o Porto e Aveiro, e a escassos 30 km da linha de costa. O local do evento – o recente e bem infra-estruturado Parque Urbano de Vale de Cambra está implantado numa área plana de 24 hectares, sendo o traçado da prova constituído maioritariamente em terra batida, rodeada de verdes prados e atravessada pelo Rio Vigues; sempre com a presença da Freita como pano de fundo.

Foto: DR

 

Funchal debate Estratégia Turismo 2027

madeira_let2O Funchal vai ser palco do Laboratório Estratégico de Turismo (LET), uma iniciativa para recolher contributos para a visão estratégica do turismo nacional até 2027. A realização deste LET é uma parceria entre o Turismo de Portugal I.P. e a Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura (SRETC/DR).

O Presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo vai participar na sessão de abertura de mais um LET . Para analisar os principais indicadores do turismo da região, considerando as suas especificidades e debater tendências e desafios de âmbito internacional vão estar também o Secretário Regional de Economia, Turismo e Cultura da RAM, Eduardo Jesus e a Directora Regional do Turismo da RAM, Kátia Carvalho.

A Estratégia Turismo 2027 (ET 27) visa dar sentido estratégico às opções de investimento, promover a integração das políticas sectoriais e assegurar uma estabilidade nas políticas públicas do turismo na próxima década. O debate para a construção deste documento decorre até ao final do ano agregando a visão de empresas, instituições e autoridades regionais, mas também os contributos de campos transversais e decisivos para o turismo, como a cultura e a animação.

O processo de construção/participação da ET 27 foi lançado no passado dia 24 de maio de 2016, em Tomar, com a apresentação da versão de trabalho do documento para discussão pública, na qual consta toda a descrição do seu processo de construção e encontra-se disponível online.

Fonte: Turismo de Portugal
Foto: DR

CIIMAR recebe navio Creoula no Novo Terminal de Cruzeiros

creoulaEsta sexta-feira, dia 26 de agosto, o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) recebe trinta e um estudantes universitários e respectivos professores que se encontram a bordo do navio Creoula, no âmbito do projecto Universidade Itinerante do Mar (UIM).

Os estudantes iniciaram a sua viagem no dia 21 de agosto em Avilés, tendo realizado uma paragem nas Ilhas Ciés. No Porto, a tripulação e o seu comandante irão ser recebidos pela direcção do CIIMAR, CM do Porto e CM de Matosinhos numa sessão de boas vindas, seguindo-se uma visita guiada ao aos laboratórios do CIIMAR onde os estudantes terão a oportunidade de contactar com investigadores de diferentes áreas das ciências marinhas e ambientais.

Com 10 anos de existência, o projecto UIM na qual o CIIMAR é o responsável científico, foi criado a partir de uma iniciativa conjunta entre a Universidade do Porto (UP), a Escola Naval (EN) e a Universidade de Oviedo (UO). Estas três entidades procuram assim “proporcionar aos estudantes do ensino superior, de qualquer área do saber ou ciclo de estudos, uma experiência de formação rica e diversificada, envolvida num ambiente multidisciplinar e em cooperação, onde a componente principal é dar plena propriedade ao lema da UIM: “Conhecimento e Aventura”” refere o investigador do CIIMAR e actual director da UIM, Prof. Dr. Rodrigo Ozorio.

Tendo este ano como tema central “O Mar 22. Do Sinus Cantabrorum ao Sinus Aquitanus” a UIM desdobra-se em dois ciclos principais: o Ciclo de Preparação, onde decorre uma formação preparatória em terra organizada pelas três entidades, e o Ciclo de Realização onde os estudantes realizam um Curso de Mar a bordo do Navio Creoula e adquirem novos conhecimentos cientifico-pedagógicos a bordo e nos locais onde o navio atraca.

A edição de 2016 de UIM contou com a realização de três cursos: Curso 1 – UIM Júnior, que decorreu pelo segundo ano consecutivo e é dedicada aos estudantes do ensino secundário, o curso 2 da UIM (Universidade) na qual participaram 18 estudantes universitários e o Curso 3 UIM (Universidade) que termina em Lisboa já no próximo dia 29 de agosto.

A bordo do navio, os estudantes universitários receberam ainda uma formação para a observação e registo de ocorrências de baleias e golfinhos, no âmbito do projecto CETUS, um programa de monitorização de cetáceos na região da Macaronésia, liderado pelo (CIIMAR).

Fonte: CIIMAR
Foto: Marinha Portuguesa

O mercado de Estremoz ganha fama no outro lado do Mundo

estremozSe lhe perguntassem qual a relação entre Estremoz, uma pequena cidade situada no Alentejo, e a Austrália, um país no outro lado do globo, provavelmente não saberia responder. No entanto, a Excelência Portugal anda atenta, e por isso apresentamos-lhe a resposta.

Phil Hawkes é um jornalista que escreve para o “The Australian”. Não sabemos como é que ele foi lá parar, mas ao visitar Estremoz voltou de lá com uma história para contar. História essa que muitos portugueses conhecem, mas não necessariamente todos.

Segundo o artigo de Phil, esta cidade, que tem direito ao seu castelo e palácio, aquilo que tem de melhor é o mercado que ganha vida todos os Sábados.

Quão diferente poderá ser este mercado, comparando com todos os outros?” Esta é a questão central, e a única maneira de responder é através da descrição detalhada daquilo a que o jornalista viu e vivenciou. Ainda que admita que não é fácil explicar, Phil Hawkes voluntaria-se a fazê-lo.

Começa por descrever a imensidão dos produtos biológicos trazidos pelos genuínos agricultores (“acompanhados pelas suas mulheres robustas e os seus filhos de olhar selvagem”), notando a ausência de grossistas.

É a época dos frutos de baga e o sítio parece um motim de morangos, amoras, framboesas e mirtilos, e sabe lá deus que outras espécies. (…) Uma coisa têm todas em comum: são todas doces e deliciosas.”

E a narrativa acerca da abundância de alimentos prossegue.

“Além das variedades de produtos mais comuns, onde as batatas, as verduras, os pimentos, os alhos e as beringelas reinam, estão também presentes os animais. Galinhas, patos, pavoneiam-se e vibram com a azáfama; os coelhos e os porquinhos-da-índia (como animais domésticos, espero); e finalmente as gaiolas de pássaros de toda a espécie, criam um festim de cor e barulho, mas estes não são destinados para ir para a panela.”

Passando para outro tipo de bancas, Phil fala, mais uma vez, da grande variedade de enchidos que os vendedores trazem para mostrar e vender. Parece encantado com a ideia de que os próprios tenham, nas suas quintas, os fumeiros. Talvez pela proximidade que colocam os consumidores ao processo de produção, dando o encanto da comida caseira, ali à disposição daqueles que estiverem interessados.

E a partir daqui entramos na zona perigosa para aqueles que andam de olho no peso e na figura. O jornalista australiano passa pelos pães caseiros, robustos e rústicos, que acompanham deliciosamente os queijos de ovelha e de cabra. E, como orgulho de qualquer português, estão também presentes os pastéis de nata, que se juntam aos travesseiros e aos brioches de amêndoa. Os frutos silvestres voltam a marcar presença agora fundidos com todo o tipo de pastelaria.

Phil teve igualmente a oportunidade de visitar a feira de antiguidades, e tomou a decisão de também lhe fazer referência. “Quando o regateio começa, temos a sensação de que estamos a nadar um pouco fora de pé quanto às nossas técnicas de negociação”, conta. Mas ainda assim resume a experiência como pura diversão.

Normalmente tentaria explicar porque é que Portugal impressiona. Pois isso acontece todos os dias, a toda a gente. Mas Phil Hawkes já o compreendeu, e por isso concluo com as suas palavras.

Diferente? Bem, não está muito longe dos mercados que vemos na Austrália, à excepção das pessoas. É a vida que estas emanam: Não é uma excursão do fim-de-semana para os visitantes, mas sim uma reunião das pessoas da cidade e conterrâneos, gerações que se juntam e se unem pelo amor comum que têm ao seu país. E isso é Portugal.”

Fonte: The Australian
Foto: Moitas

191 portugueses participam em provas do Ultra Trail du Mont Blanc

Armando-Teixeira-salomon-suuntoTodos os anos, na última semana de agosto, os melhores atletas de trail running juntam-se em Chamonix, nos Alpes Franceses, para participarem no Ultra-Trail du Mont Blanc®, a mítica prova de 170km com 10 000m D+, que percorre as montanhas mais altas da Europa e atravessa 3 países (França, Itália e Suiça).

Se todos os peregrinos querem ir a Meca, todos os corredores de montanha querem ir ao Mont Blanc pelo menos uma vez na vida. Armando Teixeira já soma cinco participações e segue para a sexta. Fez a travessia do Mont Blanc pela primeira vez em 2010 e desde aí não falha uma edição. As suas melhores classificações foram em 2012 (11º da geral e 8º no seu escalão) e no ano passado em que subiu ao 2º lugar do pódio no seu escalão, ficando em 18º da geral. Este ano, e mais uma vez, o Atleta da Salomon Suunto Portugal leva como principal objetivo terminar esta dura travessia. Para tal, Armando tem feitos treinos específicos, nomeadamente, treino em altitude no Centro de Medicina e Exercício do Porto (CMEP), ginásio, bicicleta bicicleta e umas fugidas até aos Picos da Europa, para acumular desnível.

Além de Armando Teixeira, estão também na elite mundial, os portugueses Luís Duarte, Jérôme Rodrigues, Cláudio Quelhas, Manuel Faria e Telmo Veloso.

Ester-Alves-Salomon-Suunto

Ester Alves foi ao Mont Blanc pela primeira vez em 2014 e, apesar de ter sido obrigada a parar uma hora, acabou em 8º lugar da geral, a melhor classificação portuguesa de sempre. Em 2015 seguia em 9º lugar quando se retirou ao quilómetro 138 por cansaço e desidratação. Este ano a atleta da Salomon Suunto Portugal sente-se com maior resistência muscular e psicológica, pois dar a volta ao Maçico do Monte Branco é muito exigente física e psicologicamente. “Levo comigo a paixão pela montanha, vou tentar fazer a prova com a leveza dos primeiros quilómetros, tendo em conta todas as adversidades e dificuldades de correr em grandes altitudes.” Sublinha.

Além de Ester Alves, também a portuguesa Lucinda Sousa está entre a elite da prova.

O Ultra-Trail du Mont Blanc® subiu o pano na segunda-feira com a partida da PTL®(La Petite Trotte à Léon), uma volta de 300km com 26 500m D+ ao redor do Mont Blanc, em equipas de 2 ou 3 elementos em autonomia total, com um tempo limite de 151 horas. Na terça feira saiu a TDS®- 119km com 7200m D+, no dia seguinte a OCC®- 53km com 3300m, por fim, a CCC®- 101km com 6100m D+ e o UTMB®, na sexta-feira.

A ilha da Madeira levou uma embaixada de 19 atletas, sendo de realçar a participação de Francisco Freitas na prova TDS®- 119km. O atleta do Madeira Ultra Runners conquistou um brilhante sétimo lugar final e o título de campeão no escalão veteranos 1 (40-49 anos), tornando-se também o melhor atleta português nesta competição.

Entre os cerca de 8000 corredores que se vão aventurar nas diferentes provas, estão 191 portugueses.

Fontes: Salomon Suunto Portugal ; Diário
Foto: DR