Engage SKA – Consórcio português no primeiro telescópio transcontinental

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    O SKA é o “Square Kilometre Array (SKA)” (Matriz de um quilómetro quadrado) é o projecto internacional para a construção do maior telescópio dedicado às ondas rádio. Constituído por uma matriz de detectores que cobrem uma área de um quilómetro quadrado, a escala do SKA representa um “salto de gigante” no desenvolvimento estrutural e científico actual.

O SKA usará centenas de milhares de telescópios-rádio, em três configurações diferentes. Esta matriz de telescópios permitirá monitorizar o céu com um detalhe que até aqui era impossível (50 vezes superior ao do telescópio Hubble) e de forma muito mais rápida (milhares de vezes mais rápida, pode ler-se no site).

Na verdade são dois os SKAs que irão ser construídos: um em África (no deserto Karoo na África do Sul) e um na Austrália (região de Murchison). O primeiro ficará responsável pela recepção das frequências altas e médias (dos 3MHz até aos 20GHz), enquanto o segundo ficará responsável pelas frequências mais baixas (abaixo dos MHz) e por albergar a maioria da instrumentação de análise de dados.

Este projecto pretende ajudar a encontrar respostas sobre as principais questões da astronomia moderna: Como evoluem as galáxias ? O que é a matéria e a energia escura? Qual a origem e como se deu a evolução do magnetismo cósmico? Entre outras.

De acordo com o projecto, os trabalhos nos terrenos já começaram, assim como a verificação e testes dos dispositivos, estando prevista uma primeira matriz de sistemas protótipo para o próximo ano, 2016. Finalmente, a construção da versão-final das matrizes de telescópios começará em 2018 e deverá estender-se até 2023, embora em 2020 já se esperam os primeiros resultados científicos.

Este projecto resultará de um esforço mundial no qual estão directamente envolvidas 100 organizações de 20 países diferentes. Não é para menos dada a tarefa colossal de transferência, armazenamento e análise dos dados recebidos, que irá ultrapassar a quantidade total de dados que são transferidos actualmente na internet.

 

- Os dados recolhidos pelo SKA num único dia precisariam de dois milhões de anos, aproximadamente, para serem reproduzidos por um iPod.-

 

Apesar de Portugal ainda não ser um dos onze países membros da SKA Organisation, quer ajudar de forma significativa no desenvolvimento dos telescópios rádio. A EngageSKA é o nome do consórcio português composto por cinco instituições ligadas ao mundo académico (Instituto de Telecomunicações, as universidades de Aveiro, do Porto e de Évora e o Instituto Politécnico de Beja) e por sete empresas (Martifer Solar, Critical Software, Active Space Technologies, LC Technologies, Portugal Telecom, Coriant e a Visabeira), coordenado por Domingos Barbosa, do Instituto de Telecomunicações em Aveiro. Os objectivos fundamentais do EngageSKA estão relacionados com o desenvolvimento estrutural, sobretudo no desenvolvimento das infra-estruturas necessárias e dos protótipos baseados nos “Aperture Arrays” que irão ser instalados em Moura. A investigação da radioastronomia fundamental também faz parte do objectivo deste consórcio, através da criação e teste de desenvolvimento de modelos usando computadores de alta performance, entre outros objectivos.

 

Este, é sem dúvida, um projecto a seguir. Uma ambição a nível mundial que nos permitirá abrir a janela dos sentidos para o Universo (ainda) escondido.

 

fotos: DR
fnte: UA e  http://unitedkingdom.skatelescope.org/ska-project/

My Story Hotel Rossio promete transformar qualquer turista que visite Lisboa num viajante, mesmo nas viagens mais curtas.

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O My Story Hotel Rossio é o Hotel mais recente da capital portuguesa e promete transformar qualquer turista que visite Lisboa num viajante, mesmo nas viagens mais curtas.

Num dos edifícios da Praça Dom Pedro IV, mundialmente conhecida como Rossio, inaugurou este mês mais um hotel da cadeia My Story Hotels que conta também com um bar e restaurante.

Depois do sucesso do My Story Hotel Ouro que, apesar do seu recente um ano de vida, é considerado um dos 20 melhores hoteis de Lisboa e está classificado na 9ª posição do site booking.com, a abertura de um novo espaço era o passo natural desta cadeia de hotéis que prima por  excelentes localizações, um conforto inigualável e um preço altamente competitivo.

Orientado segunda a perspectiva que a melhor forma de conhecer um local é a proximidade e a integração no mesmo, o My Story Hotel Rossio destina-se maioritariamente a turistas internacionais que escolhem Lisboa para  uma City Break e que procuram todas as características de um hotel de 3 e 4 estrelas e experienciar o acolhimento genuíno tão característico da cidade de Lisboa.

Por isso será de esperar ser surpreendido por pequenos detalhes, um enquadramento que permite sentir a história do lugar e um atendimento personalizado. Tudo para que os hóspede, para além de bem recebidos, se possam sentir  verdadeiramente acolhidos pelo destino que visitam, a começar pelo hotel que escolhem ficar.

Com uma decoração original e simples em que Lisboa dita o tema, o hotel apresenta 46 quartos onde o elemento principal é a vista sobre a praça que lhe dá o nome. Através da sua fachada e elementos arquitectónicos , é impossível não sentir a história do edifício e da própria cidade, que se foi transformando pelas histórias de cada um que nela viveu.

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Sem dúvida um hotel com as janelas voltadas para Lisboa e que convida cada viajante não só a descobrir a sua História mas também a criar as suas próprias.
fotos: DR

NOOCITY – “Uma horta em qualquer lugar”

FotoEquipe

A Noocity é uma empresa dedicada ao desenvolvimento de soluções práticas e eficientes para a agricultura urbana.  O objectivo desta startup portuense é incentivar a práctica de hábitos e rotinas mais ecológicos e saudáveis, tornando o dia a dia dos cidadãos urbanos modernos mais fácil e agradável.

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a Noocity para mim, tem sido sobretudo um desafio, um projecto em que acredito bastante, por se tratar, em certa medida, de um novo tipo de indústria, mais sustentável. Tem sido um prazer e é um orgulho fazer parte deste projecto inteiramente desenvolvido em Portugal.

– Leonor Babo (Responsável pela área de comunicação)

A ideia surgiu na primavera de 2013 quando os amigos José Ruivo, Pedro Monteiro e Samuel Rodrigues resolveram montar uma horta num pátio de um prédio no centro da cidade do Porto.  Por não encontrarem produtos adequados para agricultura urbana decidiram cultivar os seus próprios alimentos, juntaram esforços e experiências em arquitectura e permacultura e resolveram construir os seus equipamentos.

No verão do mesmo ano já partilhavam legumes e ervas aromáticas que cresciam aos montes numa série de caixas e sistemas onde antes só havia cimento. Os protótipos foram evoluindo e os três perceberam que poderiam transformá-los em produtos, a ideia amadureceu, tomou forma e em Setembro do mesmo ano nasce oficialmente a Noocity Ecologia Urbana.

O nome Noocity surge da mistura entre o prefixo NOO que representa a consciência colectiva e a palavra CITY que faz referencia ao universo urbano. A empresa quer ajudar a trazer a produção de alimentos para dentro de casa, desenvolvendo equipamentos eficientes e acessíveis que permitem que as pessoas produzam comida nas cidades de forma simples e ecológica.

O objectivo da Noocity é contribuir para uma sociedade cada vez mais consciente e autónoma, fornecendo as ferramentas necessárias para agir reorganizando a paisagem urbana, a relação com a alimentação e a vida em comunidade.

Os produtos da Noocity funcionam com base num sistema de subirrigação, que reduz o consumo de água (menos 80% do que os sistemas convencionais) e se adequa às necessidades da espécie plantada. Esta técnica facilita o trabalho a utilizadores menos familiarizados com a actividade hortícola. A própria montagem dos produtos é simples e não requer ferramentas extra. Os materiais utilizados possuem, ainda, um certificado de não-toxicidade. A Growbed vem em três dimensões (S, M e L) e permite múltiplas configurações mediante o espaço a ocupar. A Growpocket foi pensada para o cultivo vertical, pelo que é colocada sobretudo em superfícies como paredes e muros.

Para financiar a primeira produção em grande escala, a Noocity iniciou, em finais de Fevereiro,, a sua primeira campanha de crowdfunding.  A fasquia inicial de 30 mil euros (num mês) foi ultrapassada em menos de uma semana. O objectivo está, agora,fixado nos  70 mi euros, o que pode vir a permitir a integração um sistema de compostagem na Growbed. Cada donativo, dependendo do seu valor, corresponde a uma recompensa dentro da gama Noocity.

http://youtu.be/dUX1aGdADb4

Depois de Espanha e Italia, a Noocity chegou agora a São Paulo. Numa das cidades mais densas e pulsantes da América Latina, existe agora uma novidade verde. Num dos seus bairros mais “descolados”, a Vila Madalena, e bem perto do já conhecido “Beco do Batman”, há um novo oásis da sustentabilidade, o Ecobeco. O Ecobeco é, para aempresa, a plataforma ideal, um espaço de convívio e aprendizagem, com atelier, oficina e horta comunitária, a casa que faltava à Noocity para se dedicar de corpo e alma ao mercado brasileiro.

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fotos: DR
http://www.noocity.com

Azeite português distinguido com quatro medalhas no concurso Mário Solina

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Acabam de ser divulgados os prémios do Concurso de Qualidade dos Azeites Virgem Extra Mário Solinas Edição de 2015, organizado pelo Conselho Oleícola Internacional (COI). Este concurso é um dos concursos de azeite com maior reconhecimento a nível internacional. Nesta edição participaram 111 marcas de Portugal, Espanha, Grécia, Israel, Itália, Marrocos e Tunísia.

O concurso distingue os melhores azeites extra-virgem em quatro categorias (frutados verdes intensos, médios e ligeiros e frutados maduros). Portugal obteve os seguintes prémios:

Medalha de ouro na categoria frutado maduro
Azeite Gallo

Medalha de ouro na categoria frutado verde médio
Casa de Santo Amaro (Mirandela)

Medalha de prata na categoria frutado maduro
Quinta da Lagoalva de Cima (Alpiarça)

Medalha de prata na categoria frutado verde médio
Lameira de Cima (Ferreira do Alentejo)

De referir ainda que, entre os azeites finalistas, se encontravam mais quatro azeites nacionais.
A todos os premiados, e à excelência dos azeites portugueses, os nossos Parabéns!

mais informação em: www.internationaloliveoil.org/estaticos/view/227-mario-solinas-quality-award-of-the-international-olive-council?lang=es_ES

 

fotos: DR

Parque de Serralves entre os 250 jardins mais notáveis do mundo

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A editora Phaidon lançou recentemente o livro The Gardener’s Garden, uma selecção de 250 jardins entre os mais notáveis de todo o mundo. O Parque de Serralves faz parte desta exclusiva lista, elaborada por um painel de especialistas internacionais.
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O The Gardener’s Garden, uma publicação com mais de 1200 ilustrações em cerca de 500 páginas, é uma fonte de inspiração para todos os que se interessam ou praticam o design de jardins.

O Parque de Serralves tem 18 hectares e é composto por uma grande diversidade de magníficos espaços harmoniosamente interligados: jardins formais, matas e uma quinta tradicional. Projectado pelo arquitecto Jacques Gréber para o Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral, em 1932, e cujo valor para a arte de jardins e desenho da paisagem havia já sido reconhecido em dezembro de 2012 ao ser classificado como Monumento Nacional, vê nesta publicação um reforço a nível internacional do seu prestígio e singularidade enquanto jardim histórico na transição entre o clássico e o moderno.

 
Uma visita ao Parque, em qualquer um dos seus circuitos com diferentes percursos e durações, é uma oportunidade privilegiada para estar em contacto com a natureza e apreciar a grande diversidade de um património arbóreo e arbustivo composto por sensivelmente 200 espécies e variedade de plantas autóctones e exóticas ornamentais. Além disso, os jardins e o parque são também cenário museográfico: numa visita ao parque poderá conhecer as esculturas – expostas em permanência – que são obras da Colecção da Fundação de Serralves.
 
 
fonte: Serralves
fotos: DR

A app da rede social Surfstoke ganha prémio europeu

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A Surfstoke é uma rede social para surfistas e amantes de ondas que promove a interacção entre praticantes, criando a solução perfeita entre surf reports fidedignos e a competição saudável.

A aplicação móvel portuguesa Surfstoke está entre as  vencedoras da competição EU Mobile Challenge, que decorreu em Barcelona, adquirindo o estatuto de melhores apps europeias. O prémio foi entregue numa cerimónia durante a maior feira de mobilidade do mundo, o Mobile World Congress.

De forma simples e intuitiva, os utilizadores da app fazem check-in mal chegam à praia, criando um surf report que integra a informação do estado do mar (fornecida pelo Instituto Hidrográfico e automaticamente carregada na app) e a sua opinião – sustentada num comentário, rating e uma fotografia. De seguida, os utilizadores têm a opção de partilhar o seu report com todos os membros da app ou apenas com 1 ou 2 amigos, salvaguardando os chamados secret spots.

Estes check-ins permitem saber rapidamente onde estão os seus amigos a surfar e quais são os spots que estão com melhores condições no momento, poupando tempo e reduzindo incerteza numa ida à praia em vão.

De forma a despertar uma vontade acrescida de surfar e superar os amigos, os utilizadores ganham pontos por cada check-in que façam, entrando directamente para o ranking Surfstoke. Os utilizadores com mais pontos têm ainda acesso a ofertas nas lojas parceiras do projecto como a Paez, ORG ou Bana, dinamizando também estes negócios. Assim, quanto mais os utilizadores surfarem e ajudarem a comunidade, mais recompensas ganharão.

A Surfstoke é gratuita e está disponível para iOS e Android, tendo sido criada por quatro empreendedores: Joana Matos, Francisco Brito, João Rodrigues e Nuno Ferro que, com o selo MIT-Portugal, pretendem melhorar a forma como os wave riders comunicam entre si.

www.getsurfstoke.com

 

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Cortes de Cima Branco 2013 o melhor vinho branco do Mundo

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O Cortes de Cima Branco 2013, produzido no litoral do concelho de Odemira, recebeu o Troféu Vinho Branco no Concurso Vinalies Internationales 2015 em Paris,

Além da distinção como melhor vinho branco seco do mundo, o Cortes de Cima Branco foi ainda o vinho com maior pontuação do concurso, superando assim 3.500 vinhos, oriundos de 40 países.  Portugal foi o segundo país mais premiado do concurso. O vinho branco é produzido a partir da Herdade da Zambujeira, na Freguesia de Longueira/Almograve, perto de Vila Nova de Milfontes, no litoral do concelho de Odemira, com uvas das castas Alvarinho, Sauvignon Blanc e Viognier.Cortes de Cima é um projecto vinícola iniciado em 1988 por um dinamarquês e uma americana, perto de Vidigueira. Após duas décadas a produzir vinho tinto no interior alentejano, o casal resolveu lançar-se num novo desafio: produzir vinho branco no Litoral Alentejano, a apenas três quilómetros de Vila Nova de Milfontes e de Almograve.
 
fontes: Cortes de Cima e Rádio Sines
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Universidade de Cambridge: Aluna da Marinha Grande teve a melhor nota do mundo

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Maria Miguel Cardoso Carlos estudou, até ao 12ºano, no CLIC – Colégio Luso-Internacional do Centro, na Marinha Grande e frequenta actualmente o primeiro ano de Medicina da Faculdade de Lisboa. Jogar futebol é a sua maior paixão e quando tem tempo, gosta de passear, fazer bolos e ver filmes e séries.
A jovem de 18 anos foi distinguida pelo departamento de exames internacionais da Universidade de Cambridge com o prémio “Cambridge Top in the World”. Maria Carlos obteve a média final de 93 pontos, anota mais alta entre os alunos de mais de 9.000 escolas em cerca de 160 países.

A Excelência Portugal quis conhecer esta aluna de excelência e aqui fica a pequena entrevista.

MC2 uma das minhas motivações para entrar em Medicina foi o facto de poder ir em missões de voluntariado para os países que precisam mais da nossa ajuda, países onde não há acesso a serviços de saúde, países onde uma simples consulta pode fazer uma enorme diferença.

 

 

 

P:  Que significado teve para ti esta distinção?
R: Esta distinção teve um significado enorme para mim, foi tanto uma motivação para futuros trabalhos bem como foi o reconhecimento de anos de esforço. Não é todos os dias que se é distinguido por ser a melhor do mundo, mas para o fazerem a mim é um orgulho gigante, principalmente numa área que eu sempre me interessei.

P: Tens hábitos de estudo especiais?
R: Nada de especial, a única condição que necessito é silêncio absoluto para me conseguir concentrar e post-its para escrever aquilo que sei que me vou esquecer. Bem como tento sempre enquadrar o estudo com o futebol visto que sempre fez e sempre fará um papel axial na minha vida.

P: Pensaste em estudar no Reino Unido?
R: Sim, já pensei imensas vezes nisso mas nunca foi possível devido a questões financeiras e porque a minha família está em portugal, penso que seria dificil deixá-la.

P: O que te levou a optar pela Medicina?
Sempre tive uma paixão pela saúde e penso que este curso é uma das melhores maneiras para ajudar aqueles que precisam. No entanto, não penso em ficar a minha vida toda num hospital pois uma das minhas motivações para entrar em Medicina foi o facto de poder ir em missões de voluntariado para os países que precisam mais da nossa ajuda, países onde não há acesso a serviços de saúde, países onde uma simples consulta pode fazer uma enorme diferença.

 

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Najha – juntando o melhor de Portugal: cortiça e bom gosto

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Najha é uma marca de acessórios e calçado 100% portuguesa e eco-friendly. Porque nunca é de menos exaltar as marcas que apostam no que  Portugal tem de melhor, reforçando assim uma imagem de excelência em certas áreas, e no que toca à cortiça a liderança de Portugal é inquestionável.

Criada em 2009 por Daniela Sá, os produtos Najha vão desde bolsas, a chapéus, a calçado e cintos. Os materiais que os compõem resumem-se basicamente à cortiça,  que pode adquirir qualquer feitio e cor, e ao algodão, 100% orgânico, materiais que provêm de metedologias de produção com baixo impacto no meio ambiente.  Posteriormente, cada peça é manuseada manualmente, conferindo um toque único e pessoal a qualquer artigo.

Daniela Sá, que já foi nomeada em 2012 para “Designer of the Year – Accessories” pela revista de moda inglesa Drapers, apresenta assim ao mundo um conceito de Moda Sustentável muito característico e sempre com um design elegante.

Para além deste ambicioso objetivo – uma menor footprint no que toca ao ambiente -, a marca também tem como pilar a responsabilidade social, e o facto de por cada Najha vendida, contribuirem com uma percentagem para uma ONG, a “Viver100fronteiras”, comprova este compromisso.

No que diz respeito à internacionalização da marca, a Najha já está presente em Espanha, Itália, França, Canadá, México, China e Hong Kong. Segundo Daniela Sá,“Pela identidade única da Najha, o processo de internacionalização aconteceu de forma natural, havendo o apelo e interesse do exterior em comercializar os artigos Najha, reconhecendo-a como uma marca distinta e de alta qualidade de bolsas e acessórios em cortiça, com um conceito único no Mundo”.

E como não poderia deixar de ser, sinto a necessidade de envolver a economia portuguesa nesta questão. Não se trata apenas de uma “abertura de novas consciências no mundo da moda”, trata-se também de uma utilização de recursos inteligentíssima, que por certo só está a resultar devido ao extremo bom gosto da criadora, claro está. Assim, peço que tomem atenção aos seguintes dados que retirei da APCOR – Associação Portuguesa da Cortiça, pois, como já referi, é inquestionável a liderança portuguesa no que toca à cortiça, e é sempre positivo termos uma noção destas estatísticas que elevam Portugal.

// Portugal tem uma área de 730 mil hectares de montado de sobro, é responsável por mais de 50% da produção mundial de cortiça.

// As exportações portuguesas de cortiça atingiram, em 2012, 846 milhões de Euros e 189 milhares de toneladas.

// A nível nacional, o valor das exportações portuguesas de cortiça representam 2% das exportações de bens portuguesas e mais 30% do conjunto das exportações portuguesas de produtos florestais.

// Como é óbvio… o sector rolheiro representa cerca de 70% do valor das exportações da indústria da cortiça. Estes produtos de moda apesar do potencial e da propaganda nacional, representam uma pequeníssima percentagem desta indústria corticeira.

 

Como nota final, fica aqui um agradecimento a estas marcas portuguesas que apostam nos nossos recursos naturais de uma forma inovadora e um desejo de que este empreendedorismo nacional continue a crescer.

 

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Prémio Terre de Femmes da Fundação Yves Rocher – Milene Matos é a representante portuguesa na final mundial de Paris

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Milene Matos, bióloga da Universidade de Aveiro (UA) é a vencedora nacional do prémio Terre de Femmes. Instituído pela Fundação Yves Rocher, o galardão atribuído a 3 de março pretende homenagear o trabalho das mulheres que, por todo o mundo, contribuem para salvaguardar o mundo vegetal e para melhorar o meio ambiente, agindo simultaneamente para o bem-estar da sociedade. Responsável pelo projeto “Biodiversidade para Todos”, Milene Matos tem usado o património natural, histórico e cultural da Mata Nacional do Buçaco para erguer um serviço educativo com funções pedagógicas, mas também sociais e de promoção e proteção da biodiversidade local.

A Excelência Portugal convidou Milene Matos a contar a sua história na primeira pessoa.

É crucial colocar a gestão de valores naturais e ambientais não só nas agendas de trabalhos, mas na filosofia diária de cada um.

Filha de emigrantes, nasci no Luxemburgo em 1982. Ali, naquele país cosmopolita e multicultural cresci e aprendi, naturalmente, cinco línguas. Hoje reconheço o quão importante foi este aspecto para o meu futuro. Quando tinha dez anos os meus pais regressaram para Portugal, para uma aldeia do interior, no concelho de Tondela. Foi um choque enorme, pois Portugal no início dos anos 90 estava muito longe do que é hoje, e certamente a anos-luz do que era a Europa central. Mas lá me adaptei, com maior facilidade a partir do 2º ano. Desengane-se quem pensa que pelo facto de os meus pais terem sido emigrantes, que tivemos uma vida folgada. Na verdade cresci, junto com os meus irmãos, sempre com muitas dificuldades, aliadas a alguma disfuncionalidade familiar, o que também se veio a revelar fundamental para o que aí viria. As melhores ‘coisas’ de viver no interior eram a simplicidade e capacidade de ‘desenrasque’ das pessoas, privadas de muitas condições hoje tidas como normais; e o permanente contacto com a natureza. O que estava errado com o ambiente já nessa época mexia comigo.

Segui o percurso escolar normal, tendo concluído o secundário com uma boa classificação, sendo que era quase ‘obrigada’ a seguir para medicina. Mas essa não era a minha vocação. Coloquei medicina em terceira opção, apenas para dizer que sim senhor, coloquei na candidatura. Entrei na primeira opção, em Biologia, Universidade de Aveiro – e hoje vejo o quão acertada foi esta decisão. Com um percurso atribulado em termos pessoais e financeiros, lá concluí a licenciatura, do meio em diante já trabalhando em serviços de biologia para conseguir sustentar os estudos.

O meu projeto de fim de curso resultou num livro publicado pela Universidade, sobre as aves do campus universitário, em que fiz o trabalho de campo, pesquisa, escrevi, consegui fotografar algumas aves e ilustrei outras. Devido a este trabalho, os meus orientadores propuseram-me um estágio na Mata Nacional do Buçaco, cuja fauna era desconhecida. Aceitei com grande entusiasmo, uma floresta inteira por descobrir… A primeira visita foi um momento definitivamente marcante. A cada curva do caminho, a cada ramo retorcido, a cada rocha coberta de quarenta diferentes musgos sentia um fascínio a crescer. Este fascínio é partilhado por todos os que visitam e vivem regularmente o Buçaco. Esse fascínio, em mim, cresceu sob a forma de amor duradouro e não mais dali me afastei. Nesse ano não me limitei às aves. Iniciei o estudo de toda a fauna de vertebrados, e continuei por ali o meu doutoramento, tendo recusado uma bolsa para um doutoramento financiado na Amazónia. Achei que o Portugal, e aquela Mata em particular, precisavam de mais ajuda, pelo seu desconhecimento, e pela enorme importância biocultural que em si encerram. E assim foi. O doutoramento significou cerca de seis anos intensivos, com cerca de zero dias de descanso, a trabalhar noite e dia, para estudar desde as vespertinas aves aos noctívagos morcegos e javalis. Um caminho longo, solitário e doloroso, mas que veio provar cientifica e indubitavelmente o valor da Mata do Buçaco e da agricultura de subsistência para o ambiente e sociedade. Ligando estas duas áreas, criava-se o embrião do que viria a ser o meu pós-doutoramento, actualmente em curso: ligar a ciência à sociedade, utilizando para isso o magnífico laboratório vivo que é a Mata Nacional do Buçaco. Este tesouro tem ali reunidas todas as condições naturais, históricas, patrimoniais e sociais para edificar um serviço de educação para a sustentabilidade de excelência. Escasseiam os meios, mas é nisso que se trabalha todos os dias. E é nisso que se baseia este Prémio Terre de FEMMES. Mais do que ciência, educação, história, religião… A Mata tem a capacidade de mudar vidas. O Projecto ‘Biodiversidade para Todos’ é a definição de inclusão, reunindo todas as pessoas dos mais diversos estratos etários ou sociais, em torno dos valores naturais. Sem biodiversidade não vivemos, e a biodiversidade precisa da nossa ajuda. Pelo caminho, constroem-se oportunidades para as pessoas. Mudam-se vidas.

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O Prémio e a divulgação com ele conseguida, bem como o meu trabalho, não se esgotam na Mata do Buçaco. Esta é o veículo, mas os projectos futuros passam por replicar às devidas escalas a filosofia adjacente ao projecto noutras áreas, com o apoio da Universidade de Aveiro, tão voltada para a sociedade.
A importância deste prémio é fundamental, não só pelo imediato apoio financeiro, quer permitirá suprir algumas lacunas e necessidades urgentes, mas também pela projeção do trabalho feito. É do meu entender que este prémio sensibilizará a opinião pública para o trabalho que tantos colegas têm feito por Portugal, pela natureza e pelo ambiente, de uma forma em geral. É importante que se entenda que todos nós ‘somos natureza’.
É crucial colocar a gestão de valores naturais e ambientais não só nas agendas de trabalhos, mas na filosofia diária de cada um.

E estamos num País privilegiado para o fazer, sendo Portugal um ’hotspot’ de biodiversidade a nível global. Haja vontade, comprometimento, e apoio. E este apoio por vezes revela-se de formas nem sempre totalmente esperadas. Por exemplo, neste momento há um apoio muito simples, mas muito importante, que os Portugueses podem dar aos trabalhos em conservação da natureza em Portugal, em particular no do Buçaco. Tendo o projecto ‘Biodiversidade para Todos’ vencido o Prémio Nacional Terre de Femmes, atribuído pela Fundação Yves Rocher, tornou-se automaticamente candidato ao Prémio Internacional. Cada pessoa pode votar no projeto Português, selecionando o meu nome em www.terredefemmes.org, uma vez por dia e com cada conta de email, facebook e twitter, até dia 20 de março. No dia 2 de abril, em Paris, decorrerá a cerimónia Terre de Femmes internacional, onde será atribuído o prémio votado pelo público, e ainda um prémio eleito pelo júri. Pela importância de trazer este tipo de prémio tão conceituado para Portugal, apelo ao voto de todos.

Quando participo em eventos internacionais, percepciono que os estrangeiros têm uma visão de que somos um povo muito trabalhador e dedicado, muito na vanguarda das tecnologias, mas por vezes pouco eficaz. No caso particular da conservação da natureza, perguntam-se como é que com tão poucos meios conseguimos ir fazendo tanto trabalho de qualidade. Com melhores meios seremos ainda mais eficazes. E por tudo isto, para honrar o trabalho de todos e chamar a atenção para a qualidade do que por cá se faz, apelo a todos para votarem no projecto português a concurso. Um voto por dia, por todos nós.

texto: Milene Matos
fotos: DR