Prémio “Best Paper Award 2015″, distingue investigadora da EEG

Entrada_Prometeu[1]

Rosa-Branca Esteves, Professora Associada da EEG e investigadora do Núcleo de Investigação em Políticas Económicas (NIPE), acaba de ser distinguida pela revista cientifica International Journal of Industrial Organization (conceituada na área da Economia Industrial) com o prémio Best Paper Award 2015, pelo artigo “Elasticity of demand and behavior-based price discrimination” em co-autoria com Carlo Reggiani (School of Social Sciences — Economics, University of Manchester, United Kingdom.)

 

Fonte: UMinho
Fotos: DR

Seis estudantes portugueses premiados na competição Future Ideas

Seis estudantes portugueses foram premiados na competição internacional Future Ideas 2015  que distingue todos os anos “ as melhores ideias para o futuro”.

futureideascompetition_reference[1]
O primeiro prémio  foi atribuído a Alexandra Santos e a Carla Teixeira, com teses apresentadas no Instituto Superior de Engenharia do Porto, na categoria do “Futuro do Design” e “Futuro da Tecnologia”, respetivamente. Pedro Ferreira, aluno da Universidade Nova de Lisboa, recebe também o primeiro prémio na categoria “Futuro da Saúde”.

No mesmo pódio que a Alexandra Santos, ficou Claúdia Pinheiro, da Universidade da Beira Interior. O terceiro lugar foi também atribuído a João Teixeira, aluno da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, na categoria “Futuro da Saúde”. Por último, Claúdia Martins de Melo, do Instituto Superior Técnico, ganha também o terceiro lugar na categoria “Futuro da Sustentabilidade”.

A competição Future Ideas atribui, anualmente, um total de 18 prémios individuais  e visa aproximar o mundo académico do empresarial. Um terço do lugares de 2015 foram atribuídos à excelência portuguesa.

 

 

 

Col-ome, uma novidade que lhe pode ser útil!

P1120330_a

Afinal ainda existem novas ideias por criar! Quando pensamos em algo novo e criativo a questão é sempre: “Será que já existe algo assim?” Pedro Rodrigues e Manuel Vasconcelos passaram essa barreira e juntos lançam um produto novo, criativo e útil, o Col-ome.

Trabalham ainda juntos na Nano4Life-Ibérica, que constitui a designação comercial assumida pela Oau2Work+, para a sua representação em Portugal e Espanha. Sendo que o percurso de ambos inventores se cruza em 2007, numa empresa de fabrico de equipamentos para transformação do óleo alimentar usado em biodiesel.

P1120242_a

[Sabia que…]

1L de Óleo (que passa numa ETAR) = €0,95 de custos (para a remoção de gorduras)

 

Na altura tivemos um certo constrangimento de que as pessoas andavam a mandar óleo para o lixo que podia ser reutilizado energeticamente (…) para além do facto da questão ambiental, o contaminar das ETARs!

Como surge a ideia de desenvolver o Col-ome?

Tudo começou aquando nos questionámos de que modo poderíamos diminuir este constrangimento de deitar o óleo pelo cano abaixo, diminuindo assim os custos que advêm às ETARs da purificação da água. Atendendo que as pessoas gostam de coisas acessíveis, simples, e com base de alguma experiência e objetos do quotidiano surge o Col-ome.

O Col-ome constitui uma embalagem original, com as qualidades acima mencionadas, para colocação do óleo alimentar utilizado, uma vez que permite que não exista a questão da utilização de um funil, ou: Onde colocar? Como colocar sem sujar?

Como caracteriza o percurso, desde a conceção da ideia, até aos dias de hoje?

Em termos gerais começámos por desenvolver os desenhos técnicos… Seguindo-se o contacto com o INEGI (Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial) que proporcionou auxílio na parte de desenvolver o protótipo, alguns testes de cargas, molde, entre outros.

Correu bem, mas existe ainda muito trabalho pela frente por ser feito, sendo que estamos atualmente ainda em fase de estudo! Estando em falta ainda pequenas alterações como a questão do suporte de modo a aperfeiçoar o produto às necessidades e realidade do consumidor!

Qual o passo que se segue para a concretização do mesmo?

O grande passo em frente diz respeito ao estudo de como comercializar o Col-ome e mais tarde essa mesma comercialização não será suficiente para terminar com o constrangimento ambiental. Mesmo que as pessoas adiram ao produto é necessário assegurar que nas várias localidades existem os devidos recipientes públicos de colocação de óleo usado, permitindo assim que o óleo não vá parar as ETARs!

Nós estimamos que, em média, pela experiência adquirida até à data, por cada habitação seja consumido, cerca de dois em dois meses 0,5 Litros de óleo no mínimo. Obviamente que varia consoante os hábitos alimentares, de pessoa para pessoa, ou mesmo em termos sazonais.

Até 2015, segundo o Decreto-lei 267/2009, existe um número mínimo de oleões a colocar por um determinado número de habitantes e a localização destes fica a cargo da entidade responsável. No entanto a quantidade de óleo que atualmente chega aos oleões é ínfima.


Nesse mesmo sentido quais os vossos objetivos futuros
?

Numa primeira fase, o foque é a implementação do Col-ome, sendo que numa segunda fase procuramos a realização de projetos-piloto em torno da colocação dos oleões em situações mais padronizadas possíveis. Comparar a quantidade obtida nos oleões entre a adesão de pessoas que utilizam o Col-ome com aquelas que não o usam a colocar o óleo nos oleões face a um local onde não existam oleões, de modo a confirmar se o objetivo é alcançado ou não.

Ligarmo-nos com esse intuito a duas entidades, como o caso das IPSS locais, ou representantes dos bombeiros para efeitos de implementação do projeto e devida gestão. Serão ações locais e esperamos certa abertura de locais, pois acaba por constituir um fator benéfico e de contenção de custos para as ETARs e poderes locais. Para além de que as pessoas adiram em prole da causa ambiental.

 

 

 

 

 

Cientista Português financiado por March of Dimes para estudar malária durante a gravidez

CarlosPenhaGoncalves

 

A infeção com malária durante a gravidez coloca sérios riscos tanto para mulheres como para crianças. A Fundação March of Dimes, uma organização norte-americana que tem como missão melhorar a saúde das mulheres grávidas e a saúde dos bebés, financiou este ano o laboratório de Carlos Penha Gonçalves, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC, Portugal), pelos seus estudos em malária na gravidez. Esta é a primeira vez que a Fundação March of Dimes financia investigação numa instituição portuguesa.

Mulheres grávidas infetadas com o parasita da malária (Plasmodium falciparum) podem desenvolver problemas durante a gestação, tais como partos prematuros, nascimento de bebés com baixo peso, nado-mortos e abortos. O parasita da malária acumula-se na placenta originando uma inflamação em resposta à infeção. Por sua vez, esta inflamação provoca danos na placenta e prejudica o crescimento fetal.

O projeto vencedor do laboratório de Carlos Penha Gonçalves foca-se nos fatores-chave e mecanismos que atuam na placenta de forma a proteger o feto da inflamação. Os investigadores vão estudar as células fetais da placenta, denominadas trofoblastos, que são importantes nas trocas de nutrientes e gases entre a mãe e o feto. Usando o ratinho como modelo, os cientistas vão investigar de que forma estas células podem ser direcionadas para assegurar o fornecimento de sangue materno para a placenta e os nutrientes para o feto, durante a infeção. “Este projeto vai contribuir para a  identificação de agentes terapêuticos que assegurem a função da placenta em mulheres grávidas infectadas com o parasita da malária, de modo a proteger o feto em desenvolvimento e a sobrevivência de recém-nascidos”, diz Carlos Penha-Gonçalves.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano mais de 50 milhões de mulheres grávidas estão expostas à malária. Em África, cerca de 10.000 mulheres grávidas e 200.000 crianças morrem a cada ano como resultado da infecção da malária na gravidez.

 

Fonte: Instituto Gulbenkian de Ciência
Foto:
Carlos Penha-Gonçalves (Créditos: Roberto Keller, IGC)

Um brinde aos vinhos Portugueses

Capa

O finalizado mês de Maio foi palco de duas das mais reconhecidas competições mundiais de vinhos. Portugal glorificou a sua tradição vinícola na sua participação ao somar mais de mil as medalhas recebidas. Os vinhos portugueses mostram a excelência e qualidade que os identifica e conquistam cada vez mais uma posição prestigiada no panorama internacional.

O Concurso Mundial de Bruxelas realizou-se este ano em Jesolo, Itália e na sua 20ª edição reuniu mais os melhores vinhos oriundos de 45 países. Para serem avaliados e apreciados estavam presentes os mais conceituados apreciadores de vinho do mundo de 49 nacionalidades diferentes. Portugal não se deixou ofuscar, sendo que a participação portuguesas contou com mais de um milhar de amostrar e cerca de duas dezenas de provadores.

wine1

 

Durante os três dias do concurso nos primeiros dias de Maio foram apresentados, no total, mais de 8 000 vinhos. Os vinhos com selo nacional trouxeram 12 medalhas de Grande Ouro onde se destacaram os D’Oliveiras (1977), Herdade dos Grous Moon Harvested (2012), Kopke Porto (1941) e Vale da Raposa Touriga Nacional (2011).

Para além destes, foram arrecadadas 107 medalhas de Ouro (de entre 802) e 212 medalhas de prata (de 1.507), provenientes das mais diversas regiões do nosso país, desde o Douro ao Alentejo, culminando em 331 medalhas na sua totalidade.

wine2

Para além desta competição, os vinhos portugueses estiveram também presente na 32ª edição do concurso International Wine Challenge (IWC). Sendo considerado um dos mais prestigiados a nível internacional, teve duas semanas de provas cegas em Londres durante o mês de Abril. Cada vinho presente na competição foi “degustado pelo menos duas vezes” pelo júri e foram avaliados vinhos de 47 países.

No passado dia 18 de Maio foram anunciados os vencedores, onde os vinhos portugueses obtiveram 60 medalhas de ouro.

wine3

Os vinhos do Porto sobressaíram, com 34 medalhas de ouro conquistadas. Destas, nove foram para a Sogevinus, através das marcas Barros, Burmester, Calém e Kopke. O IWC considerou que este produtor português teve uma presença “fenomenal” na competição deste ano, até por ser “muito invulgar” uma empresa receber mais medalhas de ouro do que outras. Tal, acrescentou, demonstra a qualidade dos vinhos do Porto criados pela Sogevinus.

Para além desta região, a Alentejo e a Madeira tiveram ambas seis vinhos premiados, seguindo-se o Douro e o Dão, com cinco cada, os vinhos verdes com duas medalhas e ainda uma medalha para um moscatel de Favaios (Douro) e outro de Setúbal.

Ao todo, Portugal obteve 617 medalhas sendo que, para além das de ouro, conseguiu ainda 223 de prata e 334 de bronze.

wine4

“Estes resultados mostram que Portugal não é mais só um país de vinhos fortificados, mas que também produz vinhos não fortificados fantásticos. O vale do Douro e o Alentejo são duas regiões que fazem tintos tremendos e brancos cada vez melhores”, disse Charles Metcalfe do júri.

Referiu ainda que a região dos vinhos verdes também está a produzir “excelentes vinhos brancos, com muito sabor e menos álcool – perfeitos para o verão”.

Destacou-se ainda o vinho Justino’ Madeira Boal (1934) por ser o de mais idade premiado com ouro neste concurso, realçou o IWC.

 

Fontes: IWC, Açoriano Oriental e Revista Port
Infografia: IMG
Fotos: DR

Sabes o que foi a CEI? (R:) Sei!

1509956_1141959315829702_2217259766843812686_n

No passado dia 25 de maio comemorou-se o Dia da Libertação Africana, o mesmo dia marcou-se com a Homenagem aos associados da Casa de Estudantes do Império (CEI), evento desenvolvido pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA). O encerramento teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian com ilustres personalidades de referir: Joaquim Chissano (via videochamada), Jorge Sampaio, Miguel Trovoada e Pedro Pires na qualidade de Ex-Presidentes da República,  Ex-Primeiro Ministro francês, membros do Governo Português e da CPLP.

Antes da data, tiveram lugar vários eventos com o mesmo objectivo. As restantes iniciativas  foram o Colóquio Internacional CEI: Histórias, Memórias, Legados que decorreu dias 22, 23 e 25 do presente mês também na Fundação Calouste Gulbenkian.

Foi ainda realizada uma edição especial de Fátima Campos Ferreira na RTP1 apelidada A Geração da Liberdade e quem não teve oportunidade de estar presente nos restantes eventos, pode deste modo, em parte, contar com os mesmos rostos e mensagens. Por último, basta ainda fazer referência à Exposição CEI – Farol de Liberdade, na Galeria dos Paços do Concelho, sita na Praça do Município, em Lisboa.

O processo de colonização português foi o mais longo da história das colonizações, sendo os seus pioneiros (séc. XIV), incidindo sob quase seis séculos de existência, desde a Conquista de Ceuta, em 1415, até à concessão de soberania a Timor-Leste, em 2002. No entanto, nesse mesmo período, muitos foram os marcos históricos, importando aqui focar um, que se pode caracterizar como um motor fulcral nos movimentos de libertação das colónias portuguesas, a CEI.

A Casa dos Estudantes do Império surge em 1944, numa visão claramente deturpada de controlo destes mesmos movimentos, transmitindo a opressão e censura levada a cabo no Estado Novo. Os propósitos que lhe foram designados, na centralização, das várias casas de estudantes já existentes ficarem à tutela dos órgãos centrais do Estado, correspondeu a um supérfluo ideal de império, quando no fundo se procurava o controlo político e pessoal sob as mentalidades que tivessem um pensamento desviante, que logo seriam alvo de inquéritos e torturas por parte da PIDE.

No entanto, veio-se a confirmar exatamente o oposto, o convívio, troca de ideias e traços culturais, acabou por desenvolver confiança e desenvolver uma força com base na união dos jovens em prole da contestação da libertação e garantia dos direitos humanos. Sendo que muitas das personalidades que passaram por esta casa, fizeram parte dos vários movimentos de libertação, enquadraram os quadros provisórios de governo e são ainda hoje ícones deste movimento de autodeterminação, como são o exemplo de Agostinho Neto, Amílcar Cabral, entre outros.

P1120538 (2)

[Curiosidade: A CEI reuniu os vários satélites espalhados nas colónias em três secções da CEI em Portugal: Lisboa (sede), Coimbra e Porto; Dentro da CEI passaram pessoas provenientes de várias origens, de entre elas: Moçambique, Angola, Cabo Verde, Timor, Índia, Brasil, Portugal, etc.]

Ao longo do dia 25 de maio, antigos associados, partilharam com os diferentes públicos, as suas interpretações da vivência e passagem na CEI. Sem recorrer a notas os oradores partilharam de coração aquilo que unanimemente descrevem enquanto uma vitória, que embora muito penosa a nível de perdas e violência, permitiu findar a relação colónia-colonizado que perdurava faz séculos.

O evento foi um autêntico sucesso, resta partilhar aqui pequenas mensagens que marcaram o evento:

Esta possibilidade que temos aqui hoje, é de que podemos olhar para o futuro (…) e partir daquilo que foi a convergência de um certo conjunto de propósitos e ideais, com vicissitudes imensas, dos vários lados… Quando se passa por guerras, polícias políticas, prisioneiros, etc. isso foi muito estendido, houve sofrimento por toda a parte, isso está na história. Agora devemos partir para o futuro e podemos valorizar todas estas circunstâncias, conhecendo por um lado a narrativa de cada um, fazer esse exercício (…) o que interessa é o futuro.” Jorge Sampaio

Reiterou-se ainda a relevância do investimento em mecanismos do presente que permitem a harmonização de uma relação saudável entre estes países que partilham uma língua, o português, como é o exemplo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

 

Fotos: DR

Marca “Porto Ponto” venceu o prémio principal dos European Design Awards 2015 (ED-Awards)

IMG_6232[1]

A marca “Porto Ponto”, lançada pela Câmara Municipal do Porto em setembro de 2014 e criada pelo designer Eduardo Aires, professor da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto – Institucional, venceu o prémio principal (Best of Show) dos prestigiados European Design Awards 2015 (ED-Awards), iniciativa que premeia anualmente os melhores projetos de design da comunicação a nível europeu.

Concebida pelo White Studio, de Eduardo Aires, e traduzida em suportes como a página institucional da CMP ou o portal www.porto.pt, a nova imagem gráfica da cidade do Porto pretendeu reunir os diferentes elementos do município, assumindo-se como um “rosto novo” que “se exprime na palavra Porto” e apela “simultaneamente a algo que já existe há muito tempo”.

Os European Design Awards 2015 foram entregues a 23 de maio, em Istambul, durante 9.ª European Design Conference and Awards Ceremony organizada pela European Design Organization. Para além do prémio especial “Best of Show”, o White Studio recebeu ainda a distinção máxima (Ouro) na categoria  “Best Brand implementation”.

Fonte: UP
Foto: DR

FEP de Prata na 1ª edição do “The Economist Undergraduate Case Competition”

FEP

O desafio lançado pela competição, promovida pelo conceituado jornal “The Economist” e pela Kerrisdale Capital, consistia em realizar um ensaio sobre um mercado/empresa que se encontra sobreavaliado e poderá entrar em falência em 2020, tal como o título indica “Find a Zero: Which Billion Dollar Company Will be Bankrupt by 2020″. Foram 18 as equipas participantes, cada uma constituída por três alunos de licenciatura, provenientes de todos os cantos do planeta, sendo que a equipa da FEP foi a única representante da Península Ibérica.

A equipa da FEP, composta por José Maria Antunes, Inês Rocha e Maria Manuel Coutinho e orientada pela Professora Renata Blanc, dissertou sobre a extratora e distribuidora de carvão Peabody Energy. Após uma análise extensiva e decomposta em três passos, como explicado no site da competição (…), a equipa da FEP  afirmou que “após uma análise focada no comportamento da empresa (Peabody Energy), nos seus pares, nas cinco maiores tendências que acreditamos que irão atacar este sector e ainda uma análise financeira que torna mais abrangente a nossa perspectiva do problema e dá fundamentos para a nossa hipótese final: a Peabody Energy vai entrar em recessão e vai entrar em falência nos próximos cinco anos”.

Esta análise completa pode ser consultada no site (http://www.economist.com/whichmba/mba-case-studies/case-study-competition-2015/fep-school-economics-and-management-university-porto) e valeu à FEP o segundo lugar nesta competição e o prémio monetário de 5.000 dólares.

Este é mais um reconhecimento internacional da equipa da FEP International Case Team que tem vindo a acumular prémios internacionais.

 

Investigação da Universidade de Coimbra financiada pela Google

portugal-noticia[1]

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um novo modelo informático, relevante para a aplicação de uma nova geração de sistemas de reconstrução 3D de ambientes urbanos.

Serviços como o “Google Street View” dão uma perspetiva 3D das ruas, mas estão limitados ao ponto de vista do veículo que capturou as imagens. Proporcionando uma experiência imersiva, em que o utilizador navega livremente pelas ruas, a equipa de investigadores de Coimbra criou um sistema que obtém reconstruções 3D detalhadas de cidades.

O projeto chamou a atenção da Google, que o selecionou no âmbito de um concurso mundial de ideias muito competitivo, com taxas de aceitação na ordem dos 15 %, e posteriormente o financiou.

A pesquisa, iniciada em janeiro de 2014, reúne dois grupos de investigação do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da UC – Instituto de Sistemas de Robótica e Instituto de Telecomunicações.

A grande novidade desta tecnologia, que se encontra em fase protótipo (demonstração disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=OeYEwq-8TBI), afirmam os investigadores Carolina Raposo, João Barreto e Gabriel Falcão, «é que este algoritmo tem por base a utilização de planos, não só para descrever a cena, mas também para calcular o movimento da câmara. Isto faz com que os modelos em 3D sejam gerados automaticamente e armazenados de forma muito compacta (ao contrário dos métodos existentes que trabalham com nuvens de pontos), permitindo a sua rápida transmissão.»

Uma outra vantagem da utilização de planos, prosseguem os investigadores, reside no facto de «esta tecnologia ser capaz de trabalhar com um número reduzido de imagens. Isto acontece porque é frequente que o mesmo plano seja “visto” pelas câmaras em posições distantes, permitindo recuperar o movimento. Tal não se verifica com os métodos atuais que requerem que as imagens sejam adquiridas em posições fisicamente próximas e, consequentemente, necessitam de muito mais informação.»

Adicionalmente, este sistema usa arquiteturas de processamento paralelo para acelerar bastante o tempo de computação, gerando automaticamente os mapas em 3D e armazenando a informação no servidor.

 

Fonte: Universidade de Coimbra e Universia
Fotos: DR

Dois Cientistas Portugueses eleitos membros da Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO)

embo_imm_gr-640x360[1]

Mónica Bettencourt Dias, investigadora principal do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e, Henrique Veiga Fernandes, investigador principal do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, foram dois dos membros eleitos este ano para integrar a Organização Europeia de Biologia Molecular (European Molecular Biology Organization – EMBO), pelo mérito e a excelência do trabalho que têm desenvolvido nos últimos anos. 

Os dois cientistas passam assim a integrar a lista de agora 13 cientistas membros desta organização a trabalhar em Portugal, dos quais fazem parte Jonathan Howard, diretor do Instituto Gulbenkian de Ciência e Maria do Carmo Fonseca, presidente do Instituto de Medicina Molecular.

Mónica Bettencourt Dias, coordena o grupo de Regulação do Ciclo Celular no IGC, onde estudam como erros na divisão das células podem estar implicados na progressão de tumores ou na infertilidade. Mónica Bettencourt Dias  fala sobre esta nomeação: “Foi uma surpresa enorme! É uma grande honra para o meu laboratório e para o Instituto Gulbenkian de Ciência  que tem apoiado sempre o nosso trabalho” acrescentando que “é uma excelente oportunidade de promover o desenvolvimento da investigação em Ciências da Vida na Europa.”

Henrique Veiga-Fernandes, coordena um laboratório de imunologia no IMM, onde estuda a forma como factores ambientais influenciam o sistema imunitário em doenças inflamatórias, infecciosas e cancro. Para Henrique Veiga-Fernandes, esta nomeação: “Foi totalmente inesperada! Tive de reler o comunicado várias vezes para perceber exatamente o que tinha acontecido! Custava acreditar…” referindo ainda que “esta eleição pelos nossos pares internacionais é também uma forma notável de reconhecimento do IMM pelo investimento incondicional que tem feito em ciência”.

Este ano foram ainda nomeados mais dois cientistas portugueses: Graça Raposo-Benedetti, investigadora principal do grupo de Dinâmicas e Estruturas Sub-celulares, no Institut Curie, em Paris e, Carlos Caldas, investigador principal do Cancer Research UK, em Cambridge.

Maria Leptin, diretora da EMBO, refere em comunicado: “Congratulamo-nos com estes cientistas excepcionais que entram agora na EMBO e estamos ansiosos pelo seu contributo”. Pode ainda ler-se no mesmo comunicado que “os membros da EMBO têm contribuições inestimáveis para a organização, fornecendo sugestões e feedback sobre as atividades da EMBO, para além de integrarem os comités de seleção para os programas da EMBO e serem mentores dos cientistas mais jovens selecionados pela organização. O seu contributo tem ajudado a promover a excelência nas ciências da vida desde 1964”.

Anualmente, a EMBO nomeia cientistas de topo de várias áreas das ciências da vida que desenvolvem o seu trabalho em países europeus ou países associados como Estados Unidos, Nova Zelândia, Japão e China. Este ano foram nomeados 58 novos membros, provenientes de 19 países. A rede de membros desta organização ultrapassa já os 1700 cientistas em ciências da vida.

MDias-Credits-RobertoKeller-IGC
Mónica Bettencourt-Dias licenciou-se em Bioquímica pela Universidade de Lisboa e fez o doutoramento em regeneração cardíaca na University College London, Reino Unido. Após o doutoramento, fez investigação na Cambridge University, Reino Unido, mudando-se em 2006 para o IGC para criar o seu próprio grupo de investigação. Mónica Bettencourt Dias foi premiada em 2007 com o Eppendorf Young Investigator Award, recebendo no mesmo ano um Prémio de Instalação EMBO. É desde 2009 membro no programa EMBO Young Investigator ao que se soma agora a nomeação para membro da EMBO. Venceu o Prémio Criostaminal em 2007 e por duas vezes venceu o Prémio Pfizer em Investigação Básica. O grupo de investigação que lidera tem publicado artigos relevantes na área da divisão e mobilidade celular tendo obtido importantes financiamentos do Programa Harvard-Portugal da Fundação para a Ciência e Tecnologia e uma Starting Grant do European Research Council (ERC). Mónica Bettencourt-Dias tem ainda um forte interesse na promoção do diálogo entre a comunidade científica e a sociedade e tem organizado eventos de comunicação de ciência que promovem interações entre cientistas e o público. Ainda durante o seu pós-doutoramento obteve uma pós-graduação em Comunicação de Ciência pelo Birkbeck College, Reino Unido.

Henriquer-IGC
Henrique Veiga-Fernandes
 licenciou-se em Medicina Veterinária pela Universidade Técnica de Lisboa. Doutorou-se pela Université René Descartes em Paris, França. Fez o seu trabalho de pós-doutoramento no National Institute for Medical Research em Londres, Reino Unido, onde viria mais tarde a desempenhar funções como cientista sénior. Iniciou o seu trabalho no Instituto de Medicina Molecular em 2009 como coordenador do grupo de Imunobiologia. Desde 2014 é membro da direção do Instituto de Medicina Molecular. Foi premiado, por três vezes, pelo European Research Council (ERC), em 2008, 2013 e 2015. Entre outras distinções incluem-se os prémios Pfizer em Portugal, Kenneth Rainnin Foundation e CCFA, ambos nos Estados Unidos.

 

Fonte: Instituto Gulbenkian de Ciência e do Instituto de Medicina Molecular

IGC Social Media:

Créditos das fotos: MDias – Roberto Keller (IGC); HVFernandes – Andreia Machado (IMM)