A app da rede social Surfstoke ganha prémio europeu

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A Surfstoke é uma rede social para surfistas e amantes de ondas que promove a interacção entre praticantes, criando a solução perfeita entre surf reports fidedignos e a competição saudável.

A aplicação móvel portuguesa Surfstoke está entre as  vencedoras da competição EU Mobile Challenge, que decorreu em Barcelona, adquirindo o estatuto de melhores apps europeias. O prémio foi entregue numa cerimónia durante a maior feira de mobilidade do mundo, o Mobile World Congress.

De forma simples e intuitiva, os utilizadores da app fazem check-in mal chegam à praia, criando um surf report que integra a informação do estado do mar (fornecida pelo Instituto Hidrográfico e automaticamente carregada na app) e a sua opinião – sustentada num comentário, rating e uma fotografia. De seguida, os utilizadores têm a opção de partilhar o seu report com todos os membros da app ou apenas com 1 ou 2 amigos, salvaguardando os chamados secret spots.

Estes check-ins permitem saber rapidamente onde estão os seus amigos a surfar e quais são os spots que estão com melhores condições no momento, poupando tempo e reduzindo incerteza numa ida à praia em vão.

De forma a despertar uma vontade acrescida de surfar e superar os amigos, os utilizadores ganham pontos por cada check-in que façam, entrando directamente para o ranking Surfstoke. Os utilizadores com mais pontos têm ainda acesso a ofertas nas lojas parceiras do projecto como a Paez, ORG ou Bana, dinamizando também estes negócios. Assim, quanto mais os utilizadores surfarem e ajudarem a comunidade, mais recompensas ganharão.

A Surfstoke é gratuita e está disponível para iOS e Android, tendo sido criada por quatro empreendedores: Joana Matos, Francisco Brito, João Rodrigues e Nuno Ferro que, com o selo MIT-Portugal, pretendem melhorar a forma como os wave riders comunicam entre si.

www.getsurfstoke.com

 

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Cortes de Cima Branco 2013 o melhor vinho branco do Mundo

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O Cortes de Cima Branco 2013, produzido no litoral do concelho de Odemira, recebeu o Troféu Vinho Branco no Concurso Vinalies Internationales 2015 em Paris,

Além da distinção como melhor vinho branco seco do mundo, o Cortes de Cima Branco foi ainda o vinho com maior pontuação do concurso, superando assim 3.500 vinhos, oriundos de 40 países.  Portugal foi o segundo país mais premiado do concurso. O vinho branco é produzido a partir da Herdade da Zambujeira, na Freguesia de Longueira/Almograve, perto de Vila Nova de Milfontes, no litoral do concelho de Odemira, com uvas das castas Alvarinho, Sauvignon Blanc e Viognier.Cortes de Cima é um projecto vinícola iniciado em 1988 por um dinamarquês e uma americana, perto de Vidigueira. Após duas décadas a produzir vinho tinto no interior alentejano, o casal resolveu lançar-se num novo desafio: produzir vinho branco no Litoral Alentejano, a apenas três quilómetros de Vila Nova de Milfontes e de Almograve.
 
fontes: Cortes de Cima e Rádio Sines
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Universidade de Cambridge: Aluna da Marinha Grande teve a melhor nota do mundo

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Maria Miguel Cardoso Carlos estudou, até ao 12ºano, no CLIC – Colégio Luso-Internacional do Centro, na Marinha Grande e frequenta actualmente o primeiro ano de Medicina da Faculdade de Lisboa. Jogar futebol é a sua maior paixão e quando tem tempo, gosta de passear, fazer bolos e ver filmes e séries.
A jovem de 18 anos foi distinguida pelo departamento de exames internacionais da Universidade de Cambridge com o prémio “Cambridge Top in the World”. Maria Carlos obteve a média final de 93 pontos, anota mais alta entre os alunos de mais de 9.000 escolas em cerca de 160 países.

A Excelência Portugal quis conhecer esta aluna de excelência e aqui fica a pequena entrevista.

MC2 uma das minhas motivações para entrar em Medicina foi o facto de poder ir em missões de voluntariado para os países que precisam mais da nossa ajuda, países onde não há acesso a serviços de saúde, países onde uma simples consulta pode fazer uma enorme diferença.

 

 

 

P:  Que significado teve para ti esta distinção?
R: Esta distinção teve um significado enorme para mim, foi tanto uma motivação para futuros trabalhos bem como foi o reconhecimento de anos de esforço. Não é todos os dias que se é distinguido por ser a melhor do mundo, mas para o fazerem a mim é um orgulho gigante, principalmente numa área que eu sempre me interessei.

P: Tens hábitos de estudo especiais?
R: Nada de especial, a única condição que necessito é silêncio absoluto para me conseguir concentrar e post-its para escrever aquilo que sei que me vou esquecer. Bem como tento sempre enquadrar o estudo com o futebol visto que sempre fez e sempre fará um papel axial na minha vida.

P: Pensaste em estudar no Reino Unido?
R: Sim, já pensei imensas vezes nisso mas nunca foi possível devido a questões financeiras e porque a minha família está em portugal, penso que seria dificil deixá-la.

P: O que te levou a optar pela Medicina?
Sempre tive uma paixão pela saúde e penso que este curso é uma das melhores maneiras para ajudar aqueles que precisam. No entanto, não penso em ficar a minha vida toda num hospital pois uma das minhas motivações para entrar em Medicina foi o facto de poder ir em missões de voluntariado para os países que precisam mais da nossa ajuda, países onde não há acesso a serviços de saúde, países onde uma simples consulta pode fazer uma enorme diferença.

 

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Prémio Terre de Femmes da Fundação Yves Rocher – Milene Matos é a representante portuguesa na final mundial de Paris

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Milene Matos, bióloga da Universidade de Aveiro (UA) é a vencedora nacional do prémio Terre de Femmes. Instituído pela Fundação Yves Rocher, o galardão atribuído a 3 de março pretende homenagear o trabalho das mulheres que, por todo o mundo, contribuem para salvaguardar o mundo vegetal e para melhorar o meio ambiente, agindo simultaneamente para o bem-estar da sociedade. Responsável pelo projeto “Biodiversidade para Todos”, Milene Matos tem usado o património natural, histórico e cultural da Mata Nacional do Buçaco para erguer um serviço educativo com funções pedagógicas, mas também sociais e de promoção e proteção da biodiversidade local.

A Excelência Portugal convidou Milene Matos a contar a sua história na primeira pessoa.

É crucial colocar a gestão de valores naturais e ambientais não só nas agendas de trabalhos, mas na filosofia diária de cada um.

Filha de emigrantes, nasci no Luxemburgo em 1982. Ali, naquele país cosmopolita e multicultural cresci e aprendi, naturalmente, cinco línguas. Hoje reconheço o quão importante foi este aspecto para o meu futuro. Quando tinha dez anos os meus pais regressaram para Portugal, para uma aldeia do interior, no concelho de Tondela. Foi um choque enorme, pois Portugal no início dos anos 90 estava muito longe do que é hoje, e certamente a anos-luz do que era a Europa central. Mas lá me adaptei, com maior facilidade a partir do 2º ano. Desengane-se quem pensa que pelo facto de os meus pais terem sido emigrantes, que tivemos uma vida folgada. Na verdade cresci, junto com os meus irmãos, sempre com muitas dificuldades, aliadas a alguma disfuncionalidade familiar, o que também se veio a revelar fundamental para o que aí viria. As melhores ‘coisas’ de viver no interior eram a simplicidade e capacidade de ‘desenrasque’ das pessoas, privadas de muitas condições hoje tidas como normais; e o permanente contacto com a natureza. O que estava errado com o ambiente já nessa época mexia comigo.

Segui o percurso escolar normal, tendo concluído o secundário com uma boa classificação, sendo que era quase ‘obrigada’ a seguir para medicina. Mas essa não era a minha vocação. Coloquei medicina em terceira opção, apenas para dizer que sim senhor, coloquei na candidatura. Entrei na primeira opção, em Biologia, Universidade de Aveiro – e hoje vejo o quão acertada foi esta decisão. Com um percurso atribulado em termos pessoais e financeiros, lá concluí a licenciatura, do meio em diante já trabalhando em serviços de biologia para conseguir sustentar os estudos.

O meu projeto de fim de curso resultou num livro publicado pela Universidade, sobre as aves do campus universitário, em que fiz o trabalho de campo, pesquisa, escrevi, consegui fotografar algumas aves e ilustrei outras. Devido a este trabalho, os meus orientadores propuseram-me um estágio na Mata Nacional do Buçaco, cuja fauna era desconhecida. Aceitei com grande entusiasmo, uma floresta inteira por descobrir… A primeira visita foi um momento definitivamente marcante. A cada curva do caminho, a cada ramo retorcido, a cada rocha coberta de quarenta diferentes musgos sentia um fascínio a crescer. Este fascínio é partilhado por todos os que visitam e vivem regularmente o Buçaco. Esse fascínio, em mim, cresceu sob a forma de amor duradouro e não mais dali me afastei. Nesse ano não me limitei às aves. Iniciei o estudo de toda a fauna de vertebrados, e continuei por ali o meu doutoramento, tendo recusado uma bolsa para um doutoramento financiado na Amazónia. Achei que o Portugal, e aquela Mata em particular, precisavam de mais ajuda, pelo seu desconhecimento, e pela enorme importância biocultural que em si encerram. E assim foi. O doutoramento significou cerca de seis anos intensivos, com cerca de zero dias de descanso, a trabalhar noite e dia, para estudar desde as vespertinas aves aos noctívagos morcegos e javalis. Um caminho longo, solitário e doloroso, mas que veio provar cientifica e indubitavelmente o valor da Mata do Buçaco e da agricultura de subsistência para o ambiente e sociedade. Ligando estas duas áreas, criava-se o embrião do que viria a ser o meu pós-doutoramento, actualmente em curso: ligar a ciência à sociedade, utilizando para isso o magnífico laboratório vivo que é a Mata Nacional do Buçaco. Este tesouro tem ali reunidas todas as condições naturais, históricas, patrimoniais e sociais para edificar um serviço de educação para a sustentabilidade de excelência. Escasseiam os meios, mas é nisso que se trabalha todos os dias. E é nisso que se baseia este Prémio Terre de FEMMES. Mais do que ciência, educação, história, religião… A Mata tem a capacidade de mudar vidas. O Projecto ‘Biodiversidade para Todos’ é a definição de inclusão, reunindo todas as pessoas dos mais diversos estratos etários ou sociais, em torno dos valores naturais. Sem biodiversidade não vivemos, e a biodiversidade precisa da nossa ajuda. Pelo caminho, constroem-se oportunidades para as pessoas. Mudam-se vidas.

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O Prémio e a divulgação com ele conseguida, bem como o meu trabalho, não se esgotam na Mata do Buçaco. Esta é o veículo, mas os projectos futuros passam por replicar às devidas escalas a filosofia adjacente ao projecto noutras áreas, com o apoio da Universidade de Aveiro, tão voltada para a sociedade.
A importância deste prémio é fundamental, não só pelo imediato apoio financeiro, quer permitirá suprir algumas lacunas e necessidades urgentes, mas também pela projeção do trabalho feito. É do meu entender que este prémio sensibilizará a opinião pública para o trabalho que tantos colegas têm feito por Portugal, pela natureza e pelo ambiente, de uma forma em geral. É importante que se entenda que todos nós ‘somos natureza’.
É crucial colocar a gestão de valores naturais e ambientais não só nas agendas de trabalhos, mas na filosofia diária de cada um.

E estamos num País privilegiado para o fazer, sendo Portugal um ’hotspot’ de biodiversidade a nível global. Haja vontade, comprometimento, e apoio. E este apoio por vezes revela-se de formas nem sempre totalmente esperadas. Por exemplo, neste momento há um apoio muito simples, mas muito importante, que os Portugueses podem dar aos trabalhos em conservação da natureza em Portugal, em particular no do Buçaco. Tendo o projecto ‘Biodiversidade para Todos’ vencido o Prémio Nacional Terre de Femmes, atribuído pela Fundação Yves Rocher, tornou-se automaticamente candidato ao Prémio Internacional. Cada pessoa pode votar no projeto Português, selecionando o meu nome em www.terredefemmes.org, uma vez por dia e com cada conta de email, facebook e twitter, até dia 20 de março. No dia 2 de abril, em Paris, decorrerá a cerimónia Terre de Femmes internacional, onde será atribuído o prémio votado pelo público, e ainda um prémio eleito pelo júri. Pela importância de trazer este tipo de prémio tão conceituado para Portugal, apelo ao voto de todos.

Quando participo em eventos internacionais, percepciono que os estrangeiros têm uma visão de que somos um povo muito trabalhador e dedicado, muito na vanguarda das tecnologias, mas por vezes pouco eficaz. No caso particular da conservação da natureza, perguntam-se como é que com tão poucos meios conseguimos ir fazendo tanto trabalho de qualidade. Com melhores meios seremos ainda mais eficazes. E por tudo isto, para honrar o trabalho de todos e chamar a atenção para a qualidade do que por cá se faz, apelo a todos para votarem no projecto português a concurso. Um voto por dia, por todos nós.

texto: Milene Matos
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Entrevista – Do Barreiro para a maior favela do mundo

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Aos 26 anos, Marta Baeta é  uma miúda sonhadora que quer tornar o Mundo num lugar melhor. Vive entre o Barreiro e a Kibera, uma favela do Quénia. É viciada em sol e em praia, em viagens e em sair com os amigos. Adora comer e dançar. Agora até já gosta da sensação de ser emigrante. 
Esteve 3 anos na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa a estudar Química mas no 3º ano desistiu, não era aquilo que queria fazer e mudou para a Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa para estudar Relações Públicas e Comunicação Empresarial, foi ai que se licenciou, depois de 3 anos como Vice-Presidente da Associação de Estudantes da ESCS, de vários estágios e de mil actividades extra-curriculares.

Já foram garantidos 160 anos escolares e 60 mil refeições.

P: Como chegaste até ao voluntariado?

Fiz sempre voluntariado. Em criança fui escuteira. A minha avó foi toda a vida voluntária na Cruz Vermelha Portuguesa e eu acompanhei-a sempre. Na escola participei sempre na confecção dos cabazes de Natal para as famílias mais necessitadas e ainda hoje quando estou em Portugal no Natal (o que é raro) tento sempre passar essa noite com crianças de instituições. Os meus pais sempre me educaram a ajudar o próximo e desde pequena que sempre participámos em várias campanhas de angariação de fundos e de bens materiais e sempre que via alguém na rua a passar dificuldades acabava por levar um cobertor, alguma comida e o que fosse necessário.Fiz voluntariado com animais abandonados, com sem abrigo, com crianças com deficiência, dei explicações em bairros problemáticos de Lisboa e fiz várias formações de voluntariado internacional.Sempre recolhi em minha casa animais de rua e no Brasil quando fiz intercâmbio universitário fui família de acolhimento temporária de 8 cães. Digamos que o voluntariado foi sempre uma constante na minha vida.

P: Através de que instituições praticaste voluntariado?

Através da Associação dos Amigos dos Animais Abandonados da Moita, da Comunidade Vida e Paz, do Banco Voluntariado de Lisboa, da CASA – Centro de Apoio ao Sem abrigo, na Casa de Saúde Mental do Telhar, do GASNova.

P: Quantas experiências tiveste e e que países

Três. Em Portugal, Brasil e Quénia.

P: O que sentiste ao chegar ao primeiro local de missão?

Que não era real e que era impossível (sobre)viver-se ali, naquelas condições. O cheiro era nauseabundo, havia lixo e lama por todo o lado. Muitas pessoas a andar rápido e de um lado para o outro. Ruelas e mais ruelas, as casas pareciam todas iguais e o caminho para chegar à escola era enorme. Sentia muito medo ao início, as coisas em Kibera há uns anos atrás também eram mais perigosas. E eu era uma miúda quando fui a primeira vez para lá. Havia muitas crianças e animais também pelas ruas, no meio do lixo a vasculharem, à procura de comida e de brinquedos e de coisas com que se entreterem. Havia música por todo o lado e com o passar do tempo entendi que aquela gente apesar de não ter nada e de viver no pior lugar do mundo era feliz. Hoje em dia já nada me faz grande confusão, já acho tudo normal e acho que Kibera é um bom local para se viver.

P: O que mudou em ti depois do voluntariado?

Fiquei muito mais madura, ao longo destes anos sinto que cresci imenso. Fiquei muito mais tolerante e com uma maior capacidade para aceitar tudo. Também há coisas más…eu nunca fui muito pontual, agora ainda sou menos. Quando se marca algum encontro / reunião no Quénia tens sempre de referir que não é Quenian Time, porque se não a coisa pode atrasar-se várias horas. E eu herdei isso deles, fiquei ainda pior. Agora poucas coisas do nosso mundo me deixam mesmo preocupada e me afligem.

P: Como nasceu o From Kibera with love?

Depois da minha experiência enquanto voluntária, quando regressei a Portugal entendi que as pessoas que já tinham ajudado as crianças queriam continuar a ajudá-las e estavam realmente empenhadas e decididas a mudar as suas vidas. Entretanto foram aparecendo cada vez mais pessoas interessadas em ajudar e em contribuir para o que eu estava a criar e a começar. As pessoas perguntavam quando iria voltar ao Quénia, sendo que nessa altura isso era algo que ainda não passava pela minha cabeça. Achava que não iria voltar tão cedo. As pessoas questionavam sobre a educação dos miúdos no ano seguinte e como seria se eles ficassem doentes etc. Ao mesmo tempo a ajuda que foi chegando era cada vez maior e eu comecei a perceber que podia fazer algo mais e podia realmente continuar o que tinha começado sem me aperceber. A partir daí foi uma bola de neve, foi chegando cada vez mais ajuda, cada vez mais pessoas ficavam a conhecer o projecto e era cada vez mais fácil fazer mais coisas por estas crianças e de forma a tornar a vida delas melhor.

P: O que já foi feito e o que falta fazer?

Já foram garantidos 160 anos escolares e 60 mil refeições. Mas o mais importante é a mudança na vida destas crianças. Quando as conheci elas estudavam em escolas sem qualquer condição, sem material escolar, sem uma refeição por dia. Agora algumas delas estão numa das melhores escolas de Nairobi com resultados excelentes.Estas crianças neste momento estudam em escolas onde o ensino é oficial, onde os professores são muito exigentes, onde se aprende e se fala em inglês. Onde têm acesso a água potável e filtrada, onde fazem uma alimentação rica e variada. Têm actividades extra curriculares (ballet, natação, aulas de computador, grupo de dança e equipa de futebol). Já tiveram experiências e dias maravilhosos (piscina, parque infantil, insufláveis, pinturas faciais, cinema). Finalmente sabem o que é uma festa de anos, até agora nunca ninguém tinha celebrado o seu aniversário. Fiz obras e coloquei luz natural na escola onde comecei por ser voluntária, deixou de chover dentro da escola e as condições de esgoto foram melhoradas.

Estão 4 jovens no ensino secundário e pelo menos 2 deles irão para a universidade. Melhoramentos nas casas das famílias apoiadas pelo projecto através da aquisição de camas, mesas, fogão a carvão, caixas de lata onde guardam os pertences, colchões, redes mosquiteiras. Apoio médico gratuito , desde consulta a medicação a exames e a curativos.  Criados 5 postos de trabalho e melhoria de 3 outros negócios dos pais.

Falta sempre muito, falta melhorar as condições em que estas famílias vivem, falta proporcionar mais experiências únicas a estas crianças para que elas tenham noção do mundo que existe à parte de kibera para que queiram fazer parte dele um dia mais tarde. Falta trabalhar mais no planeamento familiar.

P: Que apoios tens?

Só apoios de pessoas em particular, de grupos de amigos que se juntam e de grupos de colegas de trabalho que decidem enquanto ‘empresa’ ajudar. Não há financiamentos nem patrocínios. Mas os portugueses realmente são extraordinários e extremamente solidários. Só assim foi possível chegar onde cheguei.

Há algumas escolas que se associaram ao projecto e que são parceiros fantásticos, o Colégio Minerva por exemplo realiza ao longo do ano diversas actividades de angariação de fundos e tenta que realmente toda a comunidade escolar se envolva com o projecto.

P: Como é que os interessados podem apoiar o projecto?

Podem visitar o nosso facebook e ficar a conhecer um pouco mais da história destas crianças e das suas famílias. Podem dar a conhecer o projecto a mais pessoas. Podem apadrinhar uma criança garantindo assim a continuação do acesso à educação da mesma. Podem realizar um actividade de angariação de fundos para o projecto (concerto, caminhada, festa, espectáculo, aula de zumba, de yoga). Podem efectuar um donativo pontual ou como resposta aos apelos que vou fazendo no facebook. Podem adquirir o artesanato que temos para venda no facebook e que vamos vendendo em feiras e mercados, todo feito pelos pais das crianças e por membros da comunidade de Kibera.

 
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P: Vieste a Portugal para promover o projecto. Que feedback e apoios obtiveste?

Sempre que venho a Portugal tento dar a conhecer o From Kibera With Love a mais pessoas e angariar mais fundos. Só assim é possível dar continuidade ao trabalho já feito. Desta vez está a correr realmente muito bem, estou a conseguir chegar a cada vez mais pessoas, temos já 2 núcleos de voluntários a funcionarem de forma independente, para além do que já existe no Barreiro / Lisboa, agora temos no Porto e nos Açores, no Pico. Durante estas 2 semanas que já passaram realizaram-se dezenas de actividades de angariação de fundos e de divulgação do projecto , todas elas com enorme sucesso e adesão. Os objectivos semanais a que me propus têm sido todos atingidos e estou a conseguir criar novas parcerias, com escolas, marcas já existentes e a angariar novos doadores e padrinhos.

P: Do que mais sentes falta no Quénia?

Da minha família, dos meus amigos e dos meus animais, como é óbvio.Da boa comida portuguesa, das nossas praias, da liberdade de andar sozinha na rua sem que ninguém me aborde e sem estar sempre alerta para os perigos. De vestir o que quero sem que me incomodem na rua, de sair à noite de casa sem pensar será que vai correr tudo bem.Do conforto do meu lar, de puder abrir uma torneira e beber água, de ter uma casa de banho normal, de tomar banho sem ser num alguidar com um jarro de água. Sinto falta da civilização, dos bons modos e bons hábitos que nós temos. Das ruas limpas, dos meios de transporte que funcionam, de me sentar numa esplanada ao sol.

P: Estão outros portugueses lá como a Diana Vasconcelos, como se relacionam?

Só recentemente comecei a relacionar-me com os portugueses que também vivem em Nairobi ou que visitam frequentemente Nairobi em trabalho, são para além de bons amigos, um escape para os problemas e para o stress que vivo em Kibera. Há um grande espírito de entre ajuda entre os portugueses e eles de alguma forma protegem-me e têm um carinho especial por mim, por ser a mais nova do grupo, pelo que faço, pelas condições em que vivo e pela vida que escolhi para mim no Quénia.  Recebi a Diana muito bem quando ela chegou a Nairobi, posso dizer que fui uma boa anfitriã, dei-lhe todas as dicas que pude e todos os conselhos. Entretanto cada uma tem a sua vida. Vejo-a muito pouco mas quando nos vemos é uma festa.

P: O que te faz voltar ao Quénia? As crianças?

São as crianças sem dúvida, desde o primeiro dia que tudo o que faço e tudo aquilo a que me sujeito é por elas. E se optei por dedicar todo o meu tempo e energia a estas crianças é porque elas são simplesmente maravilhosas e não têm culpa do lugar em que nasceram.Mesmo quando fui ameaçada de morte e regressei ao Quénia uns meses depois, apesar de ir cheia de medo e com o coração apertado, havia algo que me movia e que não me permitia desistir, eram elas, eram os sorrisos delas e a força delas para continuarem a sobreviver neste mundo.

P: Tens outros projectos em mente ?

Sim mas por enquanto são segredo!  Mas passam por continuar em Kibera e também prestar ajuda em outros países, nomeadamente em Portugal.

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Farfetch é uma “billion dollar company”

A Farfetch anunciou o financiamento de 76 milhões de euros (85 milhões de dólares) na quinta ronda de investimento liderada pela DST Global. Este novo investimento avalia a empresa luso-britânica em 894 milhões de euros (mil milhões de dólares).

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José Neves (fundador da Farfetch) foto: Robert Astley Sparke

O fundo será usado especificamente  na expansão internacional com novos sites de idiomas locais, incluindo alemão, coreano e espanhol (para Espanha e América Latina); abrir novos escritórios em mercados globais estratégicos; também aproximar-se dos novos mercados Japão e Austrália devido à procura/potrncial nestas praças. O investimento também irá acelerar o crescimento dos serviços omni-channel da empresa e ofertas aos clientes, incluindo entrega em um dia útil em vários mercados globais, além do contínuo crescimento dos programas VIP e de fidelidade para consumidores da Farfetch em 180 países.

José Neves, fundador e CEO da Farfetch, comentou: “Tivemos uma jornada incrível até agora e é óptimo adicionar a DST Global para o nosso já fantástico grupo de investidores para a próxima fase de crescimento da Farfetch. O desafio agora é continuar a inovar e focar na criação de uma marca global duradoura”.

A Farfetch é uma forma revolucionária de comprar moda. O site pioneiro reúne mais de 300 das melhores boutiques de designers independentes do mundo, desde Paris, Nova York e Milão até Bucareste, Kuwait e Tóquio. As boutiques parceiras Farfetch ocupam um total de 1 milhão de metros quadrados de espaço de venda a retalho em 30 países. Permitem que os clientes Farfetch, através de 180 países em todo o mundo, possam fazer compras de uma gama incomparável de marcas e peças únicas.

As lojas parceiras foram cuidadosamente selecionadas pela sua abordagem única, com visão de futuro, atitude e diversidade, e incluem boutiques de renome como Browns em Londres, L’Eclaireur em Paris, H. Lorenzo em LA, Fivestory em Nova York e Smets no Luxemburgo.

Fundada em 2008 pelo empresário português José Neves, a Farfetch oferece a estas boutiques físicas a oportunidade de competir com os principais players do reatalho online. E, para os amantes da moda, oferece a oportunidade de comprar pelo mundo.  A Farfetch é uma empresa luso-britânica, mas a tecnologia da Farfetch é 100% portuguesa, desenvolvida em Leça da Palmeira.

Voluntariado – um testemunho na primeira pessoa

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Beatriz Santos e Sousa Jesus tem 19 anos,  nasceu em Leiria, onde viveu até aos 14 anos, residindo, desde então, em Lisboa. Frequenta o 2º ano de Economia na Católica Lisbon School of Business and Economics e ambiciona uma carreira na área da consultoria ou na Banca. Um mestrado em gestão ou finanças será o próximo passo.

As viagens e o voluntariado são duas das suas paixões e o exercício físico, a ajuda no estudo e a catequese fazem parte das suas actividades.

É uma experiência para a vida, que não deixa ninguém indiferente.

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P: Com que idade começaste a fazer voluntariado?
No primeiro verão em que fui, tinha 18 anos.

P: Qual foi a tua principal motivação?

Senti que teria 3 meses de férias e a ideia de me pôr ao serviço dos outros durante um mês interessou-me bastante.

P: Através de que Instituição praticaste voluntariado? 
Integrei um grupo de 15 jovens, que foi conduzido pelo movimento católico Schoenstatt.

P: Quantas experiências tiveste e em que países?
Desenvolvemos duas missões, em verões consecutivos, em Bafatá, na Guiné-Bissau.

P: O que sentiste ao chegar ao primeiro local de missão?
O primeiro impacto é sempre duro, visto ser uma realidade totalmente oposta aquela em que vivo diariamente. No entanto, com o passar dos dias, e à medida que conhecia os guineenses, fui-me sentindo cada vez mais em casa. Começamos gradualmente a deixar de lado as diferenças, e a agarrar-nos aquilo em que somos todos iguais. Passado uma semana (ou nem tanto), já me sentia mesmo “encaixada” naquela comunidade.

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P: O que mudou em ti depois do voluntariado?
Experiências como esta nunca nos deixam indiferentes. Pessoalmente, mudei a minha visão do mundo e do dia-a-dia. Cheguei ao meu quarto e senti-me mesmo desconfortável. Pensar que naqueles 10 ou 15 metros quadrados tenho mais comodidades e objetos do que a maioria dos guineenses tem na sua casa toda, é algo perturbador… E coisas como deixar a torneira aberta enquanto lavo os dentes agora, que experienciei o quão escassa a água potável, por exemplo na Guiné, é para mim, hoje, impensável.

P: Achas que mudaste a vida de alguém nas acções em que participaste?
Todos nós tivemos certamente um papel importante na vida das pessoas com quem nos cruzámos em Bafatá, tal como eles tiveram na nossa. Ensinamos-lhes imensas coisas, mas acho que quem aprendeu mais, no final de contas, fomos mesmo nós. Aprendemos o que é ser simples, humilde, grato e, sobretudo, feliz com aquilo que temos (que é tão mais do que julgamos, à primeira vista…).

P: O que mais te marcou nelas?
Sem dúvida o grupo de jovens com quem lidámos. A nossa Missão desenvolveu-se durante três verões consecutivos, entre 15 portugueses e 15 guineenses, com o intuito de lhes transmitir este “bichinho” da Missão, de modo a que, no futuro, fossem eles os protagonistas da Missão Guiné, visto que não tornaremos a voltar lá, pelo menos num futuro próximo. Eles valorizaram tanto a nossa ida até eles, e a nossa atenção, que frequentemente nos comovíamos.

Outra coisa que me marcou imenso foram as idas ao hospital, completamente desprovido de condições básicas, e com tantas situações tristes, como casos de crianças subnutridas, mães muito jovens, etc.

P: Vais repetir a experiência?
A Missão Guiné já foi concluída, depois de três anos em cheio. E eu tive a sorte de poder participar em dois desses três anos. No entanto, com o fim dos estudos a aproximar-se, a disponibilidade será certamente cada vez mais escassa. Espero sinceramente vir a desenvolver algo do género no futuro, pois é em experiências como esta que se dá valor ao que se tem, que se cresce interiormente e se percebe o que é ser genuinamente feliz, através de todos os testemunhos com que nos cruzamos.

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P: O que dirias a quem pensasse em fazer voluntariado? 
“Porque é que ainda não te inscreveste?”. Sinceramente, acho que é um grande passo. No meu primeiro ano estava muito reticente e com algum medo, não vou esconder. Mas quando se está lá e se vivem grandes momentos, como os que nós tivemos a sorte de viver, não se quer voltar a Portugal!

É uma experiência para a vida, que não deixa ninguém indiferente.

 

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Ana Julián – “Lisboa quando se visita uma vez, volta-se sempre!”

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 “Lisboa quando se visita uma vez, volta-se sempre!”

Artigo de opinião de Ana Julián

as relações entre Espanha e Portugal são fluídas

Cheguei a Lisboa graças a uma bolsa “Leonardo Da Vinci”, com o objectivo de aprender a língua do país vizinho e crescer profissionalmente. A escolha desta cidade, desconhecida para mim e para tantos espanhóis, foi um mero acaso e o melhor que me aconteceu.

anajulianDepois de me licenciar em Jornalismo e Direito em Madrid e compreender que as oportunidades de trabalho em Espanha estão cada vez mais escassas e precárias, tive a oportunidade de estagiar na Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola. A experiência não poderia ter sido melhor. Graças ao meu estágio, percebi que as relações entre Espanha e Portugal são fluídas e que a presença espanhola no país luso é bastante grande, algo a que os portugueses se habituaram.

Durante a minha estadia pude visitar diferentes cidades para cobrir diferentes eventos de índole ibérica. Entre elas posso destacar a cidade de Braga, onde visitei o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia e comprovar o grau de inovação e desenvolvimento tecnológico que promove Portugal. Além disso, constatei as relações profissionais que existem entre as empresas dos dois países.

Os portugueses, em geral, são pessoas muito amáveis e fui recebida de braços abertos no meu local de trabalho. O ritmo de trabalho para os portugueses é totalmente diferente do ritmo dos espanhóis. Em Madrid, estava habituada a um ritmo rápido e stressante, o estilo de trabalho aqui é mais pacífico. Desde o primeiro momento apercebi-me que apesar de Portugal e Espanha serem países vizinhos, a forma de viver e trabalhar é completamente diferente.

Como disse José Saramago, “Portugal e Espanha são como gémeos siameses que nasceram unidos pelas costas e que jamais viram as suas caras”.

Os portugueses são muito educados e calmos, nunca faltará um “obrigado/a”, apesar de sermos nós que temos de estar agradecidos. Quanto às línguas, os portugueses têm uma fluência ao inglês que falta aos espanhóis. Um dos principais reflexos é o facto de os filmes e séries neste país não seremtraduzidos,  são apenas legendados e reproduzidos na língua original. Algo que os espanhóis não compreendem, pois não são muito amigos da versão original.

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Diz-se que Lisboa é a cidade das sete colinas e a cidade da luz. É indiscutível que Lisboa tem uma luz especial, apaixonante. Em cada canto de Lisboa surge uma surpresa, um momento para ver e disfrutar, desde o rio Tejo até Belém com os seus famosos pastéis, passando por Alfama com as suas ruelas labirínticas, o Bairro Alto, o Rossio, a Estrela ou mesmo a famosa Avenida da Liberdade. Uma cidade para encontrar a paz em qualquer miradouro ou para disfrutar da arte de cada esquina e de cada beco. Uma cidade que quando se visita uma vez, volta-se sempre!

 

artigo: Ana Julián
tradução: Catarina Ferreira
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Projecto de alunos de arquitectura da Lusíada (Lisboa) premiado na “24H Competition”

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“Home Mirage” é o nome do projecto apresentado por um grupo de alunos do 5.º ano do mestrado integrado em Arquitectura da Universidade Lusíada de Lisboa, que ficou classificado em segundo lugar no concurso internacional “24H Competition“, organizado pela plataforma Ideasforward que se dedica à organização de concursos internacionais de ideias.

A competição, realizada com o objectivo de dar a jovens criativos de todo o mundo a oportunidade de expressar os seus pontos de vista sobre o futuro das sociedades, através de propostas inovadoras e visionárias, lançou, na sua segunda edição, o desafio de criar lugares de refúgio para os sem-abrigo. As 24 horas estipuladas para a criação de um projecto foi o tempo limite definido, de forma a estimular a criatividade dos participantes, nas áreas de arquitectura e design, potenciando o compromisso, a perseverança, a inspiração e a dedicação ao trabalho.

ulus.alunosOs alunos Inês Nogueira Afonso, Gonçalo Laires Pinheiro Sieiro dos Santos, João Caetano Manso, José Maria Guedes Pereira Moniz e Renato Miguel Vicente Franco desenvolveram uma proposta para a construção de abrigos para pessoas que vivem na rua que, segundo o grupo, consistia numa “[…] estrutura que se desmonta e arruma dentro de um volume vertical, 90 cm x 90 cm, e quando essa estrutura está recolhida no interior do volume, este funciona como equipamento público que pode ser utilizado para publicidade, hotspot de Internet, painel fotovoltaico e acumulador de energia, contentor e depósito de doações de bens alimentares e roupas para pessoas desfavorecidas”.

O projecto apresentado por este grupo de alunos conquistou um prestigiado lugar nesta competição que se caracteriza por procurar ideias progressistas que reflictam sobre temas emergentes, com base na concepção ecológica, arquitectura sustentável, novos materiais, conceitos e tecnologias, entre outras temáticas importantes para o desenvolvimento das sociedades.

[memória descritiva do projecto]

fonte: U.Lusíada
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Estudante da FLUP distinguida com o Prémio Cidadania Ativa da Universidade do Porto

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Ana Catarina Rodrigues Correia, estudante do Mestrado em Sociologia na Faculdade de Letras da UPorto, acaba de ganhar o Prémio de Cidadania Ativa da UPorto 2015. O Prémio Cidadania Ativa da U.Porto visa distinguir os estudantes que se diferenciem positivamente no campo da cidadania. Ana Catarina foi distinguida na categoria Humanitária ou Solidária pelos esforços continuados que tem vindo a desenvolver, ao longo do seu percurso académico e na sua vida em geral, na defesa dos direitos das pessoas portadoras de deficiências e na disseminação dos princípios estruturantes do paradigma da Vida Independente como forma de concretização da cidadania em contexto de deficiência. Ana Catarina é ela própria uma mulher e cidadã com paralisia cerebral que vive os seus dias com sucesso e sempre empenhada em disseminar os seus ideais universalmente partilháveis para o exercício de uma cidadania sem barreiras.

A sua integração na vida académica não tem sido fácil, mas Ana tem conseguido transformar as dificuldades em experiências de aprendizagem pessoal, num percurso que tem ajudado a própria Universidade a aprender como se pode tornar uma Instituição de Ensino Superior mais inclusiva. O caminho que Ana tem vindo a trilhar abre novas perspetivas para todos os estudantes portadores de deficiências e incapacidades que encontram na Universidade do Porto um espaço não só de aprendizagem, mas também de participação e concretização de uma cidadania plena.

A estudante será galardoada com um diploma comprovativo da atribuição do prémio, a menção do mesmo no seu suplemento ao diploma e um prémio pecuniário no valor de mil euros. A entrega do prémio decorrerá no “Dia da Universidade do Porto”.

 

fonte: UP
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