A FAHR 021.3 foi distinguida com o Universal Design Award no Taipei International Design Award 2015

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A FAHR 021.3 foi distinguida com o Universal Design Award no Taipei International Design Award 2015 com o projeto Estrutura de São João. 

A competição anual, organizada pelo Taipei City Government, pretende incentivar o desenvolvimento económico através do design universal, e tornar a cidade um ponto de referência e qualidade nesta área.

A Estrutura de São João é “um projecto que reúne a comunidade através de um design universal em benefício de um contexto social”, salientou o júri do concurso. Distinguindo-se pelas instalações arquitectónicas que criam realidades inesperadas e provocantes, a FAHR 021.3 viu o seu projecto ser galardoado por se tratar de, segunda o júri, “uma solução de baixo custo com um grande impacto visual que integra a comunidade local de uma forma envolvente”.

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Estrutura de São João

De acordo com o Departamento de Desenvolvimento Económico, Taipei City Government, desde 2008, foram submetidas 13,335 candidaturas e a edição de 2014 teve a participação de 65 países, no concurso que já é um ícone internacional.

A FAHR 021.3 é uma prática colaborativa que foca o seu trabalho entre as disciplinas de arte e arquitectura. Os arquitectos Filipa Frois Almeida e Hugo Reis do colectivo FAHR 021.3 foram entrevistados, em Abril, a propósito do projecto Metamorfose.

Leia aqui: Metamorfose muda face do antigo prédio da Oliva no Porto

 

Fotos: DR

Universidade do Porto aposta no Mar

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O Polo do Mar do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC MAR) tem como missão estrutural a incubação de projectos empresariais ligados às Ciências e Tecnologias do Mar, beneficiando da proximidade das estruturas e equipamentos do Porto de Leixões e da investigação avançada desenvolvida na Universidade do Porto.

Localizado no antigo edifício da Sanidade Marítima do Porto de Leixões, em Leça da Palmeira, o complexo  ficou concluído nos finais de 2012 e disponibiliza cerca de 2000 m2 e tem capacidade para albergar 32 empresas.

O projecto UPTEC MAR propõe-se valorizar os resultados de investigação decorrentes da actividade dos vários centros de I&D que a Universidade do Porto irá albergar no interior do Porto de Leixões. O exemplo mais claro disso será, porventura, a transferência das instalações do CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental) para para o novo terminal de Cruzeiros de Leixões, o que potenciará a atracção de negócios e empresas para este Polo.

As empresas actualmente associadas ao UPTEC MAR agregam várias áreas de actividade no domínio da economia do Mar como a biotecnologia marinha, aquacultura, energia das ondas, robótica marinha, software, ambiente, turismo e náutica de recreio.

Fonte: UPTEC
Foto: DR

Taberna Madeirense – Gastronomia e produtos madeirenses têm novo espaço em Lisboa

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Lisboa já tem um espaço onde se podem desfrutar iguarias madeirenses como o incontornável bolo do caco, a poncha, o vinho Madeira, o bolo de mel e os rebuçados e chocolates artesanais. A Taberna Madeirense fica na Rua Poço dos Negros e combina os conceitos de taberna e mercearia.

Rui Alves, madeirense formado em design de moda e com uma actividade profissional que passou por esta área e por outras como o cinema, a imprensa e  o imobiliário, é o rosto deste projecto.

Nesta “Taberna” é possível beber as tradicionais poncha, vinho Madeira e  a cerveja Coral e Brisa maracujá ou maçã. Para petiscar existe bolo do caco com manteiga de alho , misto , com azeite e orégãos  ou com queijo brie e mel.

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A zona de mercearia possui prateleiras com mais de duas dezenas de produtos típicos da Madeira. Aqui podemos adquirir  a aguardente de cana, os rebuçados e chocolates artesanais, o vinho Madeira, o licor de anona, compotas de pitanga, bolo de mel, a cerveja Coral ou os multi-premiados refrigerantes da Empresa de Cervejas da Madeira (Brisa e Laranjada).

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Fontes: Taberna Madeirense e NiT
Fotos:
DR

 

Região Norte e Galiza apostam na Bioeconomia como motor de crescimento

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BICMINHO e XUNTA DA GALIZA lançam 1.ª edição do BIO INVESTOR PROGRAM NORTE DE PORTUGAL – GALIZA para financiar novos projetos empresariais na área da Bioeconomia, promovidos por empreendedores, start ups e PME em fase de expansão.

O Bio Investor Program Norte de Portugal – Galiza é um programa de valorização empresarial de carácter transfronteiriço que permitirá aos bioempreendedores e empresas inovadoras da área da bioeconomia da Euro-região Norte de Portugal – Galiza, avaliar, melhorar e consolidar o seu projeto empresarial, através de formação específica e ações de mentoring, com o objetivo de facilitar a captação de investimento por parte de investidores e capitais de risco, mediante a realização de um fórum de investimento sob a forma de “networking”.

A Bioeconomia é um sector de elevado potencial e em forte crescimento, e de grande relevância para a melhoria competitiva da Euro-Região Norte de Portugal – Galiza, com forte influência sobre muitos sectores industriais e económicos. Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico a Bioeconomia movimenta no mercado mundial cerca de €2 triliões de euros gera cerca de 22 milhões de empregos, assumindo-se portanto como a única economia alternativa para o século XXI para a União Europeia.

Esta é a primeira de várias iniciativas previstas no acordo de principio entre o BICMINHO e a Xunta da Galicia, acordo este que contempla várias estratégias conjuntas de atuação e ações concertadas a realizar nos próximos meses para consolidar o desenvolvimento sustentado do lançamento do cluster transfronteiriço no setor da biotecnologia, que se espera vir a concretizar em 2016. O objetivo é investir €5 milhões de Euros até 2020 para obter um retorno acumulado para a Euro-região de €20 milhões em 2030.

A XUNTA DA GALIZA e o BICMINHO pretendem assim afirmar a Euro-região como uma região com excelentes condições para atrair investimentos, nacionais e internacionais, nos setores da nano e biotecnologia. Segundo Nuno Gomes, CEO do BICMINHO, “Estamos a trabalhar para tornar a Euro-região num território com condições privilegiadas para a localização de empresas biotecnológicas, e para atrair investidores especializados nestas áreas de negócio. Temos centros de investigação de topo, empresas de referência no sector agroalimentar, ambiente, saúde e do mar. Temos de ser capazes de aproveitar estas condições e este momento histórico para criar, juntamente com a Galiza, um cluster transfronteiriço neste setor emergente chave, fundamental para construirmos, para a região do Norte e para a Galiza, um futuro suportado na inovação, na competitividade e no sucesso empresarial”.

A biotecnologia pode ser um motor de desenvolvimento regional e uma forma de evitarmos a fuga de cérebros”, conclui este responsável recentemente eleito Presidente do Bioeconomy Special Interest Group da European Business and Innovation Centre Network e nomeado Perito Externo da CCDR-N para o sector agroalimentar do Grupo de Trabalho para a Competitividade Industrial da Macrorregião RESOE.

As candidaturas para o Bio Investor Program Norte de Portugal-Galiza estão abertas até 20 de novembro. As candidaturas serão analisadas por um júri de três membros, representantes de instituições com alta credibilidade na área da bioeconomia e inovação, e deverão ser efetuadas através de formulário online disponibilizado em www.bicminho.eu ou através de email para jpcf@bicminho.eu.

Após a seleção, os promotores das ideias de negócio vencedoras receberão apoio, orientação e acompanhamento técnico especializado, para que estejam totalmente preparados a apresentar e defender os seus projetos empresariais a um painel de investidores e capitais de risco. Esta sessão de apresentação dos projetos empresariais a investidores, o Bioinvestor Day, terá lugar no próximo dia 11 de dezembro e tem já presença confirmada de dez entidades financiadoras públicas e privadas, de ambos os lados da fronteira, bem como a participação do Conselleiro de Economia, Emprego e Industria da Xunta da Galicia, D. Francisco Conde López.

Fonte: BICMINHO
Foto: educacion.es

 

 

 

Utentes do Estabelecimento Prisional da Carregueira produzem vasos de ervas aromáticas

breakingbarsA iniciativa envolve 12 reclusos do Estabelecimento Prisional da Carregueira na produção de vasos de ervas aromáticas para serem comercializados, e cujas receitas vão financiar programas de reabilitação e constituição de um fundo de tesouraria a que os indivíduos terão acesso quando cumprirem a sua pena. 

A ação foi criada pela SAPANA, uma organização não-governamental para o desenvolvimento, no âmbito do Projeto de empreendedorismo social Breaking Bars, uma iniciativa que pretende promover a integração social e laboral de homens e mulheres privadas de liberdade, com previsão de saída do Estabelecimento Prisional inferior a 1 ano.

Os vasos de ervas aromáticas estão disponíveis por 3,50€ cada, nas lojas Pingo Doce e Automóvel Clube de Portugal em 98 pontos de venda por todo o país.

A SAPANA conta com o apoio de diversas entidades para a concretização deste negócio social, como o Estabelecimento Prisional da Carregueira, Grupo Jerónimo Martins, Automóvel Clube de Portugal, Siro & Leal, Germiplantas, Cantinho das Aromáticas, Berapid, Marketing Stuff, 9 The Creative Shop, Corpcom e Fonte Viva.

 

Sobre a SAPANA

Fundada por Carolina Almeida Cruz com o lema “empowering lives from passion to action”, a missão da SAPANA é fazer a capacitação de pessoas com especial enfoque nos desempregados, reclusos e etnias, numa perspetiva de sustentabilidade. O Programa de capacitação é inspirada na metodologia do programa dos 12 passos e promove sessões grupais ao longo de três semanas num total de 30h. Os conteúdos dividem-se em três módulos: o desenvolvimento pessoal, empregabilidade e empreendedorismo, que são complementados com workshops feitos à medida. A continuidade desta intervenção é garantida por um programa de mentoria individual, com a duração prevista de um ano, e simultaneamente com o desenvolvimento de uma bolsa de Empregadores, e prospeção-sensibilização empresarial com vista à contratação.

Foto: DR

Aquicultura – Madeira é uma referência (entrevista à Drª Natacha Nogueira)

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Portugal apresenta um consumo elevado de peixe per capita (aprox. 60kg/habitante/ano) e importa a maioria do pescado que consome. A UE também é deficitária nesta área e recorre à importação, em vários continentes, de mais de 70% do pescado consumido.

Tendo em conta a redução dos stocks naturais de peixe,a aquicultura afigura-se, cada vez mais, como uma solução e actividade económica de elevado potencial. O nosso país, na Costa Sul e na Ilha da Madeira, possui condições muito interessantes para a produção em aquicultura em mar aberto (offshore). 

Na Madeira, esta actividade é desenvolvida por duas empresas, a Aquailha e a Ilhapeixe. A produção atinge já as 650 toneladas e representa um volume de negócios superior a um milhão de euros. A principal espécie produzida é a dourada cujos destinos principais são o continente, Espanha e de uma forma residual para a Venezuela.

O desenvolvimento da actividade pode contar com apoios comunitários e prevê-se a duplicação da produção actual, em como a introdução de novas espécies.

O Governo Regional teve um papel importante no desenvolvimento desta actividade com a criação da primeira piscicultura piloto: o Centro de Maricultura da Calheta. Esta estrutura presta apoio técnico às empresas,através da investigação em novas espécies e na promoção da formação.

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A Excelência Portugal quis saber mais sobre o potencial desta actividade na Madeira e entrevistou a Drª Natacha Nogueira. Esta bióloga desenvolveu uma tese de mestrado nesta temática e possui vasta experiência desenvolvida no Centro de Maricultura da Calheta.
A Madeira pode tornar-se uma referência  produção de peixe em cativeiro, a par dos países nórdicos, como a Noruega, na criação de salmão ?

Equiparar a produção actual madeirense à produção dos países nórdicos seria presentemente pouco sensato. A balança consumo/produção aquicola é ainda muito deficitária, mesmo a nível nacional. Se assumirmos que os portugueses são os maiores consumidores de peixe na União Europeia, com uma média anual de 56 quilos de peixe per capita e que a produção aquícola atingiu em 2012, somente as 10.317 toneladas (dados do INE), compreende-se facilmente a fragilidade do sector a nível regional e nacional. Ainda assim, as 450 toneladas produzidas na Região Autónoma da Madeira (RAM), representam no cômputo geral uma percentagem significativa da produção nacional de dourada em águas marinhas (895 toneladas) (dados do Plano Estratégico para Aquicultura 2014-2020).

À semelhança do cenário nacional, o principal destino da produção regional é o mercado nacional. A entrada nos mercados internacionais é de difícil acesso para as pequenas-médias empresas (caso das actuais empresas estabelecidas), sem apoios governamentais e sem uma estratégia de mercado concreta, que poderia passar pela diferenciação do produto final. Apesar de tudo, a RAM oferece condições de excelência para a produção aquícola, que resulta da combinação de factores ambientais, institucionais e económicos. Uma temperatura média elevada das águas do mar e a sua baixa amplitude anual, quando comparadas com as da Europa continental são os factores ambientais determinantes para o mais rápido crescimento dos peixes e consequentemente um menor ciclo de produção. Por outro lado, o regime de baixa ondulação e a rara ocorrência de tempestades permitem a utilização de jaulas de cultura estandardizadas para mar aberto (inshore e offshore), com acesso fácil e regular às mesmas para efectuar trabalhos de alimentação e manutenção. Assim sendo, entende-se facilmente o facto da Região poder vir a destacar-se no plano nacional, pelas condições que oferece para a produção em zonas costeiras ou de mar aberto, de espécies como a dourada (a única produzida actualmente), ou mais recentemente espécies como o pargo, sargo e charuteiro.

Que papel tem o Centro de Maricultura da Calheta nesta actividade e como se relaciona com as empresas?

O Centro de Maricultura da Calheta (CMC) surge como uma referência de apoio aos produtores. Na sua estratégia de funcionamento o CMC colabora com as diferentes entidades envolvidas na produção aquicola através da divulgação da actividade, realçando a sua importância económica, bem como a sua promoção e integração junto dos consumidores. As linhas orientativas do CMC têm por base o apoio aos produtores na procura de diversificação de espécies de cultura com prioridade para espécies de alto valor de mercado e com possibilidade de acrescentar valor através da transformação pela indústria regional. Os trabalhos realizados visam não só o desenvolvimento das espécies em questão em cativeiro, como procuram averiguar e divulgar a qualidade das mesmas do ponto vista nutricional.

Nesse sentido, o CMC está estabelecido como uma das únicas (senão a única) maternidades de alevins de dourada em Portugal. Apesar de insuficiente para abastecer as necessidades actuais de produção local, o CMC continua a investir em projectos de investigação para o desenvolvimento de novas espécies. Projecto como o PARGOGEN e o +PEIXE (com fundos comunitários) foram exemplo da participação e papel fundamentais do Centro para o aparecimento de novas espécies, como é o caso do pargo. Mais recentemente, foi estabelecido um acordo entre a ARDITI- Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação Tecnológica e Inovação, que tem como base a criação de um projecto para valorização do ouriço-do-mar, com o apoio do Observatório Oceânico da Madeira da Direcção Regional de Pescas e do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto.

a escolha da(s) espécie(s) a produzir terá que seguir uma selecção criteriosa e, preferencialmente, baseada em conhecimentos científicos, bem como no potencial de utilização comercial da(s) mesma(s)

Quais os critérios para introdução de novas espécies?
Uma ressalva para o facto de o aparecimento de novas espécies no mercado não ser um processo rápido, se entendermos que para poder fechar um ciclo de produção integral, há primeiro que investigar: criação de ovos embrionados através de uma unidade de reprodução; engorda de alevins (peixe que sai do ovo e que se alimenta de zooplâncton); engorda de juvenis e finalmente dos reprodutores. Como cada espécie se desenvolve num meio com características específicas (de iluminação, quantidade e qualidade correcta de alimentos, temperatura, salubridade da água, quantidade de oxigénio dissolvido na água, etc.), a escolha da(s) espécie(s) a produzir terá que seguir uma selecção criteriosa e, preferencialmente, baseada em conhecimentos científicos, bem como no potencial de utilização comercial da(s) mesma(s). Contudo, a engorda de espécies como o charuteiro (divulgado recentemente por uma das empresas locais), é parte constituinte do processo de aquicultura que permite simultaneamente a colocação de uma nova espécie no mercado, de crescimento rápido e com elevado poder de transformação- ex. filetes.
Estamos no momento certo. A aquacultura inshore ou offshore é uma das grandes áreas de investimento previstas no novo pacote financeiro comunitário, que vigorará entre 2016 e 2020. A RAM tem a materia prima, o know how técnico, e o capital humano necessario para  contribuir significativamente para o aumento da expressão do sector na economia nacional.
Recentemente, o presidente do Governo Regional adiantou que no próximo ano serão apoiados novos projectos ao nível da aquacultura, estimando que a produção na Madeira poderá crescer até às 3.500 toneladas. Estamos perante um dos sectores económicos com maior potencial na ilha?

Para fazer frente as necessidades actuais do sector aquícola nacional, é necessário que localmente se adoptem soluções articuladas e integradas com o sector nacional e que vão de encontro ao Plano Estratégico para Aquicultura Portuguesa no horizonte temporal de 2014-2020: “Aumentar e diversificar a oferta de produtos da aquicultura nacional, tendo por base princípios de sustentabilidade, qualidade e segurança alimentar, para satisfazer as necessidades de consumo e contribuir para o desenvolvimento local e para o fomento de emprego”.

Uma vez mais, a colaboração entre insitituições como o CMC, o Observatorio Oceânico da Madeira, a Universidade da Madeira e os produtores locais assume maior relevancia. Só assim será possivel compreender rapidamente os requisitos nutricionais das espécies potenciais; desenvolver dietas especificas para reprodutores que permitam a sua domesticação; compreender as necessidades nutricionais das diferentes fases do ciclo de vida; melhorar estratégias de alimentação com base no uso de produtos agrícolas e sub-produtos pesqueiros e compreender as necessidades do mercado local e nacional de uma forma competitiva.

Estamos no momento certo. A aquacultura inshore ou offshore é uma das grandes áreas de investimento previstas no novo pacote financeiro comunitário, que vigorará entre 2016 e 2020. A RAM tem a materia prima, o know how técnico, e o capital humano necessario para  contribuir significativamente para o aumento da expressão do sector na economia nacional. Agora só faltam investidores….

 

Fontes: Cluster do Mar, Funchal Notícias, Dnoticias.pt e DN
Foto: DR/CUT

Caldas da Rainha inaugurou Rota Bordaliana

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A Rota Bordaliana – roteiro cultural e artístico que homenageia Rafael Bordalo Pinheiro e a tradição cerâmica das Caldas da Rainha – foi inaugurada a 17 de outubro, numa sessão presidida pelo Presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado.

A Rota Bordaliana integra-se numa candidatura a fundos comunitários denominada “Caldas Comércio e Cidade”, no âmbito da qual também se estão a realizar as várias obras da regeneração urbana. O seu custo foi de 122,1 mil euros, sendo comparticipada a 85% por fundos comunitários.

No ano em que a fábrica de Faianças Artísticas Bordallo Pinheiro comemorou os seus 130 anos, produziu mais de 20 figuras de cerâmica, algumas construídas à escala humana para integrar esta rota cultural.

A autarquia já havia inaugurado uma rã de 1,4 metros, na rotunda da Av. 1.º de Maio, em frente à estação de comboios, o primeiro ponto de passagem da Rota Bordaliana. Quando Bordallo Pinheiro se deslocava para as Caldas da Rainha, fazia-o de comboio, entrando na cidade precisamente naquele local, daí este ser o primeiro ponto da Rota.

O conhecido Zé Povinho, a Saloia, o Padre Cura, rãs, gatos, sardões, caracóis, folhas de couve, entre outros elementos característicos da estética Bordalliana estão espalhados pelas ruas da cidade, em fachadas de prédios e até penduradas em árvores!

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Jéssica Gonçalves, actualmente aluna do Instituto Politécnico de Leiria, idealizou esta rota e sugeriu a criação da mesma no âmbito da  PAP (Prova de Aptidão Profissional).

A então estudante do Curso Técnico de Turismo da Escola Técnica Empresarial do Oeste (ETEO) não imaginava que o seu trabalho acabaria por se tornar realidade.

O Município acolheu a ideia, que depois desenvolveu e aprofundou.

Presente na inauguração, a jovem referiu que “adorou o resultado final”.

Percurso longo e curto
Pensada para ser percorrida a pé, a Rota Bordaliana oferece um percurso mais longo, que demora aproxidamente duas horas a ser percorrido: começa no Largo da Estação, passando por vários pontos turísticos, relacionados com o artista e com o seu trabalho.

Fazem parte desta proposta edifícios com painéis e fachadas de azulejo, ver peças toponímicas únicas, peças à escala humana e ler sobre episódios da vida de Rafael Bordalo Pinheiro, vivendo, assim, um pouco da história da cidade, terminando na Fábrica de Faianças e Casa Museu Rafael Bordalo Pinheiro.

Foi pensada uma Rota mais curta, de cerca de uma hora, mas em que os locais indicados são só os que têm as peças cerâmicas de grande escala. Este percurso termina igualmente na Fábrica de Faianças Bordalo Pinheiro.

Os visitantes poderão percorrer os vários pontos a partir de orientações da aplicação instalada no telemóvel, a CityGuide Caldas da Rainha.

Pontos / Localização com peças à escala humana:
1. Largo de Estação/Rotunda da Avenida 1º Maio – Rã boca aberta grande; Rã gigante sentada; Palmatória nenúfar; Azulejo rãs pequeno c/ nenúfar;
2. Avenida da Independência/ Em cima do Quiosque – Abelha;
3. Rua Padre Emílio/Hemiciclo João Paulo II – Padre (coberto);
4. Praça 25 de Abril – Zé Povinho (coberto);
5. Praça 5 de Outubro / Em cima do Quiosque – Lobo s/ peanha;
6. Rua Dr.Leão Azedo/Fachada da Rodotejo – 60 andorinhas Pretas e Brancas;
7. Rua Almirante Cândido dos Reis/ Edifício da Junta de Freguesia Nª Sra. Do Pópulo – Folha de Couve;
8. Rua Doutor Leonel Sotto Mayor / Edifício do CCC – Ama das Caldas (coberto);
9. Rua Capitão Filipe de Sousa/Edifício da Loja da Reabilitação Urbana – 1 Sardão;
10. Edifício da Loja do Turismo (interior) : 4 Sardões;
11. Loja do Turismo (exterior): Polícia; Sardão; 2 Caracóis;
12. Topo da Praça da República / área verde – 2 grupos de cogumelos; 2 tartarugas;1 sardão;
13. Largo José Barbosa – Saloia (coberto);
14. Parque D. Carlos I – Gato a caçar (coberto); gato irritado (coberto); 6 macacos pendurados na “aldeia dos macacos”.

Fontes: Turismo do Centro e CMCR
Fotos: DR

Sara Barros Leitão ganhou no Brasil, Prémio Melhor Actriz

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A actriz Sara Barros Leitão que protagonizou o filme “Pecado Fatal”, acaba de ser distinguida com o Prémio Melhor Actriz no FESTICINI – Festival Internacional de Cinema Independente que acaba de acontecer no estado de São Paulo no Brasil. Este é o décimo prémio para o filme “Pecado Fatal”.

A longa-metragem PECADO FATAL de Luís Diogo, produzida em parceria com o Cine-Clube de Avanca e a Filmógrafo recebe assim a sua décima distinção, depois de ter sido a longa-metragem da ficção portuguesa, mais premiada em 2014. Tendo integrado o TOP 10 da cinematografia lusófona, as distinções foram chegando de festivais internacionais no Brasil, Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Croácia, Itália, São Tomé e Príncipe, para além de Portugal.

Sara Barros Leitão já anteriormente tinha sido nomeada para os Prémios SOPHIA e GLOBOS DE OURO de melhor catriz, pelo papel de Lila no filme PECADO FATAL.
Tendo-se formado em interpretação pela Academia Contemporânea do Espectáculo, começou a sua carreira na série Morangos com Açúcar onde interpretou o papel de Jennifer Brown. A sua carreira tem acontecido entre o teatro e a televisão, nomeadamente nas séries “Olhos nos Olhos” (TVI), “Sentimentos” (TVI), “Laços de Sangue” (SIC), “Doida por Ti” (TVI), “Mundo ao Contrário” (TVI), “I Love It” (TVI), “Bem-Vindos a Beirais” (RTP), “Água de Mar” (RTP), “Jardins Proibidos” (TVI) e “Poderosas” (SIC).

PECADO FATAL é a sua primeira participação de fundo no cinema.

 

SARA BARROS LEITÃO (em entrevista)

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Sara Barros Leitão, nasceu no Porto em 1990 e formou-se em Interpretação pela Academia Contemporânea do Espectáculo. Ao longo do seu percurso, teve como professores António Capelo, João Paulo Costa, Maria do Céu Ribeiro, Nuno Pino Custódio, Luís Madureira, Sandra Mladenovic ou Kuniaki Ida.

Trabalha regularmente em Televisão, e o seu trabalho na mini-série “Mulheres de Abril” valeu-lhe a nomeação para Melhor Actriz Secundária nos Prémios Áquila 2014 e nos prémios Fantastic Televisão 2014. Atualmente interpreta “Inês” na produção da SP/SIC “Poderosas”.

Em Cinema destacam-se as longas-metragens “Aristides Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus” e “Pecado Fatal”, com o qual foi nomeada para Melhor Actriz Cineuphoria 2015, Melhor Actriz de Cinema pelos Prémios Sophia 2015 e também pelos Globos de Ouro. Participou em dezenas de curtas metragens nos últimos anos, das quais se destaca o filme “SARA”, com o qual ganhou o Prémio de Melhor Actriz no Festival CLAP 2012.

É uma voz assídua nas locuções publicitárias para rádio e dobragens de filmes e desenhos animados, mas é em Teatro que se sente completamente feliz.

Estreou-se com o papel de “Julieta”, na tragédia “Romeu e Julieta”, dirigida por Eduardo Alonso e produzida pelo Teatro do Bolhão. Trabalhou com encenadores como Victor Hugo Pontes, Natália Luiza ou Joaquim Nicolau, e passou por companhias como Teatro do Bolhão, Teatro Meridional, Teatro Rápido, Palco 13, Plataforma 285, Teatro do Vestido, etc.

Apesar de acreditar que o Teatro não são só palavras, a literatura assume um papel fundamental na sua vida. Neste momento, desdobra-se entre o trabalho como actriz, formadora, a direcção artística da companhia Carruagem e a licenciatura em Estudos Clássicos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

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- O que te fascinou na história e levou a aceitar o convite?
A personagem Lila tem uma força incrível, era algo muito diferente do que alguma vez me foi proposto. Não encaixava nada no perfil de personagens que normalmente me apresentam, por causa da aparência. Esta era uma jovem mulher com força, com mágoa, com personalidade vincada, que sabia o que queria. Foi por isso que quis fazê-la.
- Que importância teve para ti a participação em “Pecado Fatal”?
Teve a importância de todos os projectos que abraço: a aprendizagem. O que me move na vida é aprender, e sem dúvida que fazer este filme foi uma enorme aprendizagem profissional e pessoal.
– Esperavas o sucesso internacional que o filme obteve e continua a obter?
Não, de todo. Houve até alturas em que pensei que o filme não iria ter força para sair da gaveta, sendo uma produção altamente independente. Por isso, fico sempre surpreendida com cada nova conquista.
- Consideras que não obstante os constrangimentos financeiros temos cinema de Excelência? Como vês o cinema no nosso país?
A excelência só se conquista se existir pluralidade, diversidade. Em Portugal só fazemos dois ou três géneros de filmes, com dois ou três realizadores e produtores. Enquanto não ultrapassarmos esta barreira de produção, será impossível atingir a excelência. Seria muito presunçoso dizer que dos quatro ou cinco filmes que se fazem em Portugal por ano, há pelo menos um deles que é sempre de excelência. Só o facto de se produzirem tão poucos filmes é sinónimo de que estamos longe disso.
- Porque achas que o público não acorre às salas para ver filmes nacionais de qualidade ? Teremos um défice de cultura cinematográfica?
Não há pessoas a verem filmes portugueses porque as pessoas não gostaram dos filmes portugueses que viram antes. Parece-me muito simples. E isto não é um problema das pessoas, nem do seu gosto. É assim e pronto. Eu vivo, em grande parte, da bilheteira dos meus espectáculos, se o público não gostar do género de espectáculos que a minha companhia faz, não vai voltar a sair de casa para ter uma má experiência, pois não? Se eu vou a um restaurante e não gosto, não volto lá tão cedo. Se da segunda vez que voltar, continuar a não gostar, não volto mais de certeza. Não vou pagar por uma coisa que não me agrada. Não quer dizer que o restaurante seja mau: simplesmente não é o que eu gosto. A parte curiosa é que há restaurantes cheios e há salas de cinema cheias. Mas também há restaurantes vazios e salas de cinema vazias. A diferença é que os donos do restaurante, como não têm subsídios para fazer comida que só eles gostam, ou fecham o restaurante, ou reinventam a sua forma de cozinhar. Em Portugal a comida continua a mesma, porque os cozinheiros têm a barriga cheia e porque a culpa é sempre só dos clientes que não vão lá jantar.
Fotos: DR

 

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PECADO FATAL no CHICHESTER FILM FESTIVAL (entrevista a Sara Barros Leitão)

ACEInt: Casos de Sucesso de Internacionalização no Sector TIC na Euroregião Norte de Portugal Galiza

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Na passada quinta-feira, dia 28 de Outubro, no auditório da AIMinho em Braga, o BICMINHO – Centro Europeu de Empresas e Inovação promoveu o workshop “ACEInt: Casos de Sucesso de Internacionalização no Sector TIC na Euroregião Norte de Portugal Galiza”.

A criação de um modelo de negócios assente na realidade do mercado internacional, bem como o estabelecimento de parcerias, foi essencial para o sucesso – André Vieira de Castro

Na sessão de abertura, André Vieira de Castro, Presidente do BICMINHO, sublinhou a relevância deste “projeto transfronteiriço, na estratégia europeia que caminha no sentido da criação de macrorregiões, onde seguramente se insere o Norte de Portugal e a Galiza”. Apontou ainda o caminho “começamos por traçar o diagnóstico, onde verificámos a carência do sector TIC na definição de um modelo e de um plano de negócio diferenciador e de sucesso. Este foi o ponto de partida, solidificar essa tomada de consciência, e a partir daí o desafio foi criar e construir um caminho de parceria e de investida transfronteiriça, com o objetivo de gerar a diferença entre a concorrência. A criação de um modelo de negócios assente na realidade do mercado internacional, bem como o estabelecimento de parcerias, foi essencial para o sucesso. Temos de marcar a diferença, temos de ter uma oferta acrescida de vantagem.”. BICMINHO Start-up (2)

RESULTADOS DE SUCESSO: PORTUGAL GALIZA

Foram apresentados os resultados e casos de sucesso de internacionalização de empresas TIC da região do Minho, com especial destaque para a cooperação com a Galiza. O projeto foi apresentado a 17 de setembro de 2014 e assentou em três grandes blocos: um sistema de vigilância de oportunidades de negócio; um acelerador de novas empresas TIC; e uma Escola Internacional de Empreendedorismo TIC, uma vez que há uma grande lacuna de recursos humanos no sector.

Na globalidade do projeto, e até a momento, com a implementação desta metodologia verificam-se os seguintes resultados: a criação de um centro de recursos sobre internacionalização, a realização de meia centena de boletins sobre oportunidades de negócio, 18 empresas assessoradas e 8 tecnologias valorizadas. 20 projetos foram acelerados, 18 empresas start-up, 16 empresas com aceleração de financiamento e meia centena de pessoas foram formadas em técnicas de internacionalização.

Com todos os parceiros, foi possível criar a Escola de Empreendedorismo Internacional para empresas TIC da Euroregião Norte de Portugal-Galiza. Ao BICMINHO coube a responsabilidade de desenvolver os Programas de Internacionalização, composto de 8 módulos de on-site training e mentoring que cobrem os aspetos fundamentais da internacionalização como o marketing, legislação, comercialização, abordagem a novos mercados…).

 

Destaque ainda para a participação de uma delegação de 10 start-ups tecnológicas nacionais na  FEIRA ACEINT – A tecnologia na nova economia, realizada na Cidade da Cultura em Santiago de Compostela que contou com a presença de perto de 100 empresas TIC da Euroregião. NQDA- Negro Esquisso, Sétima, Slim Business Solutions, Plako, Northweb, Digital Species, Scale2Go, Ludik 380, Displr e Design by Bessa constituíram a delegação portuguesa que, no seu conjunto, empregam já 50 trabalhadores e atingiram em 2014 uma faturação superior a 1 milhão e meio de Euros, dos quais cerca de 20% foram para o mercado externo.

 

TESTEMUNHO TECNOLOGIA NACIONAL

Rui Paupério da SLIM Business Solutions (www.slimbs.com) e Moisés Campos da PLAKO (www.plako.eu) foram as tecnológicas nacionais que apresentaram o seu testemunho na primeira pessoa, partilhando a sua experiência e dando a conhecer as dificuldades sentidas bem como as soluções encontradas para vencer nos mercados internacionais.

 

A sessão contou ainda com a participação de Pedro Fraga, CEO da empresa F3M – Information Systems como keynote speaker. O experiente empresário de referência do sector TIC em Portugal lançou a discussão sobre os desafios e oportunidades de como internacionalizar no setor TIC, na perspetiva não só de empresário e especialista TIC, mas também como Director da ANETIE e como investidor e business angel.

 

ACEINT – Empreender sem fronteiras com sucesso

Criar, financiar e internacionalizar. São estas as ajudas que o BICMINHO tem vindo a oferecer aos empreendedores, start-ups e PME do setor TIC para lançarem os seus projetos empresariais com sucesso e ganharem na inovação global. Para além do apoio técnico especializado no desenvolvimento e internacionalização de modelos de negócio TIC e na obtenção de financiamento ao arranque, o BICMINHO coloca à disposição das empresas do setor TIC um conjunto de ferramentas de informação de novas oportunidades de negócio internacionais, estudos de tendências TIC e de vigilância tecnológica, e rondas de investimento com investidores nacionais e espanhóis.

 

O projeto ACEint – Empreender sem fronteiras (www.aceint.eu), desenvolvem-se com a parceria da Universidade de Santiago de Compostela e do  IGAPE – Instituto Galego de Promoción Económica da Galiza. Tem como objetivo fomentar a criação e internacionalização de empresas TIC com forte impacto positivo setores estratégicos de especialização inteligente da Eurorregião Norte de Portugal-Galiza. Trata-se de um projeto de cooperação transfronteiriça com investimento total de 837.000 Euros, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) no valor de 627.750 Euros, ao abrigo do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP).

 

Sobre o BICMINHO

O BICMINHO – CENTRO EUROPEU DE EMPRESAS E INOVAÇÃO é uma instituição sem fins lucrativos, certificada pela União Europeia com o EU-BIC para a promoção do Empreendedorismo e da Inovação, através do apoio à criação de novas empresas e à modernização e internacionalização das PME.

Com 15 anos de atividade, o BICMINHO atua ao serviço do interesse público da região e do país, tendo já apoiado a criação de mais de 200 novas empresas, com uma taxa de sucesso de 93%, responsáveis pela criação de mais de 2.500 novos empregos e de um volume de negócios global em 2014 superior a 30 milhões de euros. Na área da Inovação Empresarial e Internacionalização o BICMINHO apoiou mais de 500 PME, que empregam mais de 8.000 trabalhadores em termos globais representam mais de 650 milhões de euros de volume de negócios, das quais 150 foram apoiadas ao nível da internacionalização.

O conceito EU-BIC (European Union Business and Innovation Centre) são um caso de sucesso com mais de 30 anos da intervenção da União Europeia. Criados em meados da década de 80 pela DG REGIO (então DG XVI), os EU-BIC promovem a criação de novas empresas inovadoras e ajudam as PME a inovar, através do apoio à inovação, incubação e internacionalização, promovendo o desenvolvimento económico das regiões, criando novos empregos e desenvolvendo novas ou PME existentes, atuando como um importante agente de desenvolvimento regional.

Os EU-BIC são um exemplo clássico de como as atividades financiadas pela União Europeia podem e devem ter um impacto concreto no crescimento económico e no aumenta da competitividade europeia. Em termos globais, os mais de 150 EU-BIC criaram milhares de novos negócios e dezenas de milhares de novos empregos qualificados e sustentáveis.

Em 2013 os mais de 150 EU-BIC apoiaram em termos globais 12.300 empreendedores que deram origem à criação de 3.000 novas empresas, com uma taxa de sucesso de 90%, e ajudaram a captar cerca de 284 milhões de euros em investimento, incluindo financiamento público, bancário e de risco. Geraram cerca de 13.000 novos empregos em start-ups e PME, com um investimento público muito eficiente de cerca de 8.800 euros por cada emprego criado. http://ebn.eu/sharedResources/users/59/Infographics_EBN_2014.pdf.

 

 

Mais informação em www.bicminho.eu e em www.ebn.eu.

Fotos: DR

Inês Patrocínio – A caminho das Nações Unidas

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Inês Patrocínio nasceu em Lisboa em Maio de 1992 e viveu sempre no Bairro do Restelo, ao pé dos avós, dos tios e dos primos. É a terceira de 6 irmãs; cresceu numa casa cheia, com 3 cães, onde a campainha nunca para de tocar e a porta de entrada está sempre aberta.

Estudou no colégio da sua avó – A Torre – até as 4º ano e depois passou para o St. Julian’s School, colégio Inglês onde concluiu o International Baccalaureate Diploma (equivalente ao 12º ano).

Sempre gostou de desporto, mas fartava-se com facilidade e queria sempre experimentar um novo. Em pequenina, conseguiu passar pelos desportos mais improváveis, desde esgrima a tiro com arco. Era bastante teimosa e a mãe lá acabava por ceder – mais por cansaço – segundo a própria.

Mais tarde, já na adolescência, as suas tardes começaram a ser ocupadas pelos livros – primeiro os de fantasia (a trilogia de Sevenwaters marcou-a muito), depois os romances, depois os romances históricos, e depois os livros de História propriamente ditos, que ainda hoje são os favoritos. Por vezes, acabava por isolar-se um pouco do resto da família, mas era o seu momento de tranquilidade numa casa em constante actividade. 

12179129_10153563696680266_496514599_nA história, com especial enfoque na 2ª Guerra Mundial, foi a tua grande paixão desde criança. Os conflitos, os refugiados e os direitos humanos já ocupavam a tua mente?

São tudo assuntos que estão interligados entre si, mas não, a minha paixão foi sempre a História – foi esse o fio condutor que depois deu origem a outros projectos e objectivos profissionais.  Se me perguntar quando surgiu o meu interesse pelos direitos humanos em específico… não lhe consigo dizer ao certo.

Acho que, de certa forma, foi crescendo à medida que eu ia verificando que alguns dos horrores que tinha estudado na História podiam voltar a repetir-se hoje em dia. E a partir daí, solidificou-se no momento em que decidi que ia tentar mudar o que me incomodava.

O tema do holocausto sempre te “fascinou”. É verdade que a tua avó chegou a dizer que devias ter sido judia noutra vida?

É. Disse-me isso numa altura em que comecei a ter pesadelos passados em campos de concentração Nazis. Acho que acima de tudo estava preocupada (risos).

O estudo num colégio internacional e o contexto multi-cultural inerente influenciou-te?

Sem dúvida. E eu fui muito privilegiada em ter podido estudar num colégio como o St. Julian’s, que desde cedo me expôs aos benefícios da diversidade de culturas e de ideias, do valor de ter uma segunda língua como quase-materna e da tolerância que promove entre os alunos e Professores. Acho que, acima de tudo, é um colégio que dá muita importância às relações humanas, ao desporto e à nossa formação enquanto cidadãos da sociedade global. À integridade do ser. Foi uma educação verdadeiramente insubstituível.

A tua escolha académica acabou por recair no direito. O que te motivou?

Foi uma fase algo polémica na minha vida. Eu queria era estudar História! Ler e aprender mais sobre as Grandes Guerras, decorar todos os discursos do Churchill e saber as operações secretas dos Aliados ao pormenor. Durante muito tempo, nunca pus em questão ir para outro curso. Mas, chegado o momento, comecei a perceber que o Direito, além de desafiante, podia ser um instrumento mais valioso para lutar contra as injustiças que me tiravam o sono, por assim dizer. E a história, como disse o meu Pai (e bem), podia sempre continuar a estudá-la por mim. O Direito, não.

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se estava decidida a construir um caminho ligado aos direitos humanos, era importante ter uma experiência real que me mostrasse como as missões humanitárias funcionam no campo

Quando sentiste o apelo do voluntariado?

Lembro-me de em pequenina obrigar o meu Avô a pôr por escrito uma associação que eu tinha criado chamada APCC (Associação de Pessoas Com Coração). Sempre fui muito dramática…(risos).

Mas mais tarde, foi quando comecei a sentir a necessidade de me por à prova. Ou seja, se estava decidida a construir um caminho ligado aos direitos humanos, era importante ter uma experiência real que me mostrasse como as missões humanitárias funcionam no campo, também para perceber se era mesmo a minha vocação seguir naquela direcção. Então, decidi entregar um bocadinho do meu tempo aos outros e por as ‘mãos na massa’.

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O que sentiste ao chegar ao primeiro local de missão?

Senti saudades de casa e algum nervosismo, também por não saber o que me esperava. Sempre fui muito ligada à minha família, e isso tem-se reflectido sempre nos momentos mais marcantes da minha vida, sem excepção.

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Se tivesse de escolher uma das melhores coisas que o voluntariado me deu, talvez fosse o sentido de propósito, tanto a nível pessoal como profissional.

O que mudou em ti depois do voluntariado?

Sou da opinião que estas experiências nos moldam, mas não nos mudam. Acho muito difícil alguém mudar por completo durante o espaço de tempo que eu tive em Missão. Mas certamente que se aprende muito, e se vive muito. Saí da missão de coração cheio, de espírito renovado, e tenho muitas saudades dos tempos que passei lá.

Se tivesse de escolher uma das melhores coisas que o voluntariado me deu, talvez fosse o sentido de propósito, tanto a nível pessoal como profissional.

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Subiste o Kilimanjaro para ajudar uma ONG. Como surgiu a ideia e o que conseguiste com esta iniciativa?

No ano de 2013, a situação política de Moçambique estava muito instável e tornou-se perigoso continuar a mandar voluntários para o campo. Para mim, na altura também não fazia sentido embarcar noutro programa de voluntariado com outra ONG, que teria objectivos e estratégias muito diferentes. Queria manter o meu compromisso com a SIM mas sabia que não poderia ser no mesmo molde do ano anterior. Foi assim que surgiu a escalada ao Kilimanjaro: decidi aliar um desfaio de superação pessoal a uma causa que me era querida. Com o apoio da Carmo, Presidente da ONG SIM, e dos meus pais, planeei uma viagem até à Tanzânia, inscrevi-me numa equipa ao lado de outras pessoas de várias partes do Mundo e juntos chegámos ao topo no dia 25 de Julho, depois de 7 dias de escalada. Éramos um grupo de 15 pessoas e fizemos amizades para a vida.

A SIM, como ONG Moçambicana, ganhou projeção, novos patrocinadores e viu a sua bandeira içada no ponto mais alto do Continente Africano – foi um momento muito especial.

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E a verdade é que, se tivesse ido com algum familiar ou amigo, não sei se teria conseguido. Estaria numa posição mais confortável para me queixar ou para desistir…

Que dificuldades tiveste? O que ocupava a tua mente durante a subida e descida?

Tive algumas dificuldades, mas graças a Deus tudo acabou bem.

Devido ao peso, eu só tinha levado um par de botas para a escalada – umas Timberland de 25 anos que tinham sido da minha mãe. Muito confortáveis e cheias de significado para mim.

Acontece que, no fim do terceiro dia, a sola descolou-se por completo, deixando-me sem nenhum par de sapatos extra para continuar o percurso e com os pés gelados pela neve. A sorte foi que um dos guias sabia coser sola de sapato e fê-lo rapidamente com um cordão improvisado! E o mais impressionante ainda é que as botas aguentaram-se assim até hoje.

Na altura, pareceu-me o pior pesadelo do mundo mas, quando conto esta história, faço-o com saudades e a rir, porque sei que é um momento que me vou lembrar para o resto da vida.

Tantas coisas me vieram à cabeça durante a subida e descida…ainda foram alguns dias de escalada, com muitas horas de conversa e de partilha, pois ninguém no grupo se conhecia antes da viagem. É muito interessante ver o elo especial que se cria entre as pessoas em condições de provação.

E a verdade é que, se tivesse ido com algum familiar ou amigo, não sei se teria conseguido. Estaria numa posição mais confortável para me queixar ou para desistir…

Já afirmaste que o voluntariado é realizado para ajudar o próximo mas também para nos ajudarmos a nós próprios. Achas que nem todos admitem o que realmente os motiva?

Não sei se todos admitem ou não, nem sei se todos o encaram assim. Eu afirmei-o porque é assim que o vivo.

És conhecida por levar as coisas demasiado a peito. Estás a realizar uma tese sobre o genocídio do Darfur, sentes revolta por este colossal massacre e violação dos direitos humanos? O que consideras que a comunidade internacional devia ou podia fazer?

Sinto. Revolta pelo que aconteceu e revolta pela inação de alguns países face ao problema. Para que serve a Convenção do Genocídio e o Estatuto de Roma se não para prevenir casos como este?

Já foi um grande passo o Conselho de Segurança ter referido, pela primeira vez na história, uma situação de genocídio ao International Criminal Court, o que tornou o Darfur num possível precedente valioso. Mas o follow up desta situação está longe de ser ideal: a África do Sul já confirmou que está a planear retirar-se do ICC, depois de ter acolhido um dos grandes responsáveis pelo genocídio no Darfur e um dos homens mais procurados pelo ICC, o Presidente Sudanês Omar Al-Bashir.

A Índia, por exemplo, também vai recebê-lo no fim deste mês para uma conferência.

O que se poderia fazer? Para já, o Conselho de Segurança poderia tomar medidas para acabar com a impunidade dos países que não respeitam o dever de cooperação, estabelecido na resolução nº 1593, ao abrigo do capítulo VII da Carta das NU. É essencial haver uma acção de follow up eficiente por parte do Conselho de Segurança ou o propósito da sua colaboração com ICC sai frustrado! É ainda necessária a colaboração de todos os outros países (membros do ICC e das NU) para que o ICC consiga atingir os seus objectivos.

São momentos destes que nos dão força para continuar a acreditar nos nossos sonhos e que provam  que tudo é possível

Quando planeámos esta entrevista tinhas um sonho: estagiar na ONU. Este sonho estás prestes a realizar-se e por fruto da tua saudável “ousadia” e iniciativa. Queres contar?

Foi a minha primeira grande conquista, e um dia carregado de emoções fortes!

Mandei a minha proposta de tese e uma carta à delegação do CICC (Coalition for the International Criminal Court) para o Conselho de Segurança das NU e acabei por conseguir uma entrevista no Skype, que depois acabou com oferta de estágio. Para ser sincera, nunca achei que me fossem responder, até porque já me tinha candidatado a outros sítios não tão conhecidos sem sucesso.

São momentos destes que nos dão força para continuar a acreditar nos nossos sonhos e que provam  que tudo é possível. Estou nervosa por ir viver para NY, mas com muita vontade de começar e sinto que estes meses de estágio vão ser momentos únicos na minha vida. Vou poder trabalhar naquilo que me apaixona desde criança.

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sei que vou sempre procurar um caminho que me preencha e que seja fiel aos meus sonhos

E por fim, quais são os teus outros sonhos e objectivos?

Um dos meus maiores sonhos já está concretizado: o de encontrar uma pessoa que não só respeite e valorize, mas que partilhe muitas destas ambições. Não têm que ser ambições iguais, mas têm que beber da mesma dose de ingenuidade, de um encantamento com a ideia de um mundo melhor.

E é preciso ter muita sorte para se encontrar alguém que também saiba aceitar as pedras que estes caminhos menos óbvios implicam.

No fundo, cumpri este sonho de ter alguém que nos consiga ver verdadeiramente, por tudo aquilo que somos e por aquilo que queremos ser.

Quanto aos objectivos profissionais, acho que estes podem mudar ao longo do tempo e à medida que vamos crescendo. Isto porque conhecemos pessoas novas, aceitamos novos desafios, abraçamos novas causas…

Mas a essência é sempre a mesma e acho que o que é importante é mantermo-nos fieis àquilo que somos. Por isso, não sei onde vou estar daqui a uns anos, nem se vou conseguir atingir muitos dos objectivos que estabeleci para mim aos 23, mas sei que vou sempre procurar um caminho que me preencha e que seja fiel aos meus sonhos, dentro das hipóteses que me são dadas num determinado momento.

 

Fotos: DR