O CIIMAR, Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, em parceria com a Associação Pró-Maior – Segurança dos Homens no Mar – certificou recentemente, de forma gratuita e no âmbito do projeto CientAmostra, 21 pescadores profissionais do Alto Minho para a realização de campanhas de amostragem científicas.
Ao longo de várias sessões, profissionais de pesca de Castelo de Neiva e da Apúlia receberam informação teórica e prática sobre campanhas de amostragem científicas, tendo oportunidade de aprender a operar equipamentos especializados para a recolha de dados científicos. Deste modo, os pescadores certificados poderão ser futuramente contratados por diversas entidades ligadas ao ambiente, para a realização de campanhas de amostragem científica, alargando assim as suas fontes de rendimento.
O projeto CientAmostra (31-04-01-FEP0237- Certificação científica para a realização de campanhas de amostragem) foi co-financiado pelo PROMAR e pelo Grupo de Ação Costeira do Alto Minho e “nasceu da necessidade de diversificar e reestruturar as atividades económicas e sociais dos profissionais de pesca, identificado como uma das linhas prioritárias para o sector”, refere a investigadora Sandra Ramos, líder do projeto.
Os profissionais de pesca certificados estão integrados numa base de dados e poderão ser contatados e contratados através do site wwww.ciimar.up.pt/cientamostra.
A realizadora portuguesa Leonor Teles venceu hoje o Urso de Ouro da competição de curtas-metragens, do Festival Internacional de Cinema de Berlim, com o filme “Balada de um Batráquio”. Nascida em 1992, Leonor Teles é a mais jovem vencedora de sempre de um Urso de Ouro.
“Balada de um Batráquio” disputava o urso de ouro na secção de curtas-metragens com outros 24 filmes, onde se incluía “Freud und Friends” de Gabriel Abrantes. A película de Leonor Teles expõe comportamentos xenófobos em relação a membros da etnia cigana em Portugal.
A realizadora, que tem raízes ciganas por parte do pai, aborda, em dez minutos, os comportamentos e atitudes xenófobas para com a etnia cigana, tendo como tema de fundo a superstição de colocar sapos de louça à porta das lojas para impedir a entrada de ciganos.
O júri do Festival de Cinema de Berlim de 2016, presidido pela actriz norte-americana Meryl Streep, atribuiu o Urso de Ouro ao documentário de Gianfranco Rosi que aborda a crise dos refugiados na ilha italiana de Lampedusa (Sicília).
Portugal marcou presença com oito filmes, três dos quais na competição oficial, incluindo a longa-metragem “Cartas de guerra”, de Ivo Ferreira, baseada na correspondência de António Lobo Antunes.
A Associação Industrial e Comercial do Café (AICC) lançou o primeiro selo de denominação do Café Expresso Português, uma nova marca que pretende diferenciar este produto e as suas características únicas, e que facilitará às marcas de café nacionais um melhor acesso aos mercados internacionais.
Com esta iniciativa inédita estamos a possibilitar ao consumidor a facilidade de reconhecimento deste tipo de café. Por outro lado, nos mercados externos, será sempre uma forma de conhecerem também a tradição portuguesa e desta forma poderem depois pedir o nosso café nos seus países de origem, facilitando a decisão de compra -Rui Miguel Nabeiro, Presidente da AICC.
“Portuguese Coffee – blends of stories” é o novo selo que a partir de agora as marcas portuguesas de café (empresas de torrefação que operem em Portugal) podem incluir nas suas embalagens, numa ação pioneira promovida pela AICC. Delta, Nestlé, Nutricafés ou Torrié são algumas das empresas/marcas de café nacionais que já decidiram adotar este selo.
O lançamento deste selo surge da necessidade de existir uma marca ou elemento aglutinador da indústria que permitisse a diferenciação do Café Expresso Português em detrimento a bebidas expresso de outras origens (países).
Face às características únicas e diferenciadoras do Café Expresso Português, quer em termos sensoriais, quer em termos sociais, a AICC decidiu investir no processo de preservação deste património nacional através da criação do selo de denominação do Café Expresso Português e que o torne como elemento distintivo.
A inclusão desde selo permite ao consumidor, sobretudo nos mercados internacionais, reconhecer facilmente as características específicas do café português e ao mesmo tempo divulgar a sua especificidade e identidade histórica. Para as empresas exportadoras, o selo permite evidenciar uma garantia deste café, asseguradas por entidade independente, contribuindo assim para a aceleração da competitividade das empresas nacionais no exterior. Em 2015, o volume de exportações do sector foi de 63 milhões de euros, o que representa um crescimento de aproximadamente 11% face a 2014. Os principais mercados de destino são Espanha, França e Grécia.
O selo “Portuguese Coffee – blends of stories” foi apresentado no âmbito do 10.º Congresso do sector, que contou com a presença do Ministro da Agricultura, Dr. Luís Capoulas dos Santos, e de mais de 15 empresas nacionais do sector.
A portuguesa ebankIT, fintech com sede no Porto e especialista no desenvolvimento de soluções tecnológicas orientadas para o setor financeiro, foi distinguida em Londres, pela consultora KPMG, como uma das 10 “estrelas emergentes” no mercado global.
Em conjunto com a empresa de investimentos H2 Ventures, a KPMG começou por elaborar um relatório, publicado em dezembro último, no qual escolheu a ebankIT para figurar na lista das 50 fintech a acompanhar no mercado internacional.
A seleção final das 10 “estrelas emergentes”, revelada no decorrer da cerimónia de entrega de prémios ‘Fintech 100 Awards Ceremony’, realizada em Londres a 9 de fevereiro, voltou a contemplar a ebankIT, que recebeu um galardão que a classifica como membro do restrito lote “Top 10 Global Emerging Stars in “KPMG – H2 Ventures Fintech 100″ 2015/16”.
“Este prémio prestigiante revela-se um grande feito para a empresa, provando uma vez mais a qualidade das soluções omnicanal inovadoras que desenvolvemos. O nosso foco passa por, diariamente, procurar simplificar cada vez mais a interação entre os bancos e os cidadãos e é reconfortante ver a ebankIT ser descrita como uma das 10 fintechs em todo o mundo com as ideias mais ousadas e disruptivas”, refere João Lima Pinto, CEO da ebankIT.
Entre as mais recentes novidades que a empresa apresentou na última semana em Londres, na FINOVATE Europe, a maior feira mundial de soluções tecnológicas para o setor financeiro, destaque para um sistema de reconhecimento visual e por voz que permite a realização de transferências bancárias, bem como uma assistente virtual que funciona no Apple Watch.
Fundada em 2014, com sede no Porto e escritórios em Londres, a ebankIT foi criada com base nos quadros técnicos e nos produtos inovadores para o setor financeiro da empresa ITSector, sua principal acionista.
Na passada sexta-feira dia 12, na gala «Os Melhores do Ano» da Revista de Vinhos, a Adega Mayor venceu o prémio de melhor enoturismo nacional, fortalecendo a aposta que tem vindo a ser feita nesta área, como um exemplo da arte de bem receber alentejana.
De acordo com o júri, o enoturismo da Adega Mayor representa “o equilíbrio perfeito entre uma máquina bem montada para o enoturismo de massas e a atmosfera intimista que faz cada um de nós sentir-se em casa.”.
A cerimónia, já conhecida como os “Óscares do Vinho”, tem um impacto muito importante no sector e junto dos principais agentes como produtores de vinho, enólogos, escanções, mas também chefes e empresários da restauração.
Esta foi uma noite de êxito para a Adega Mayor, uma vez que também o vinho Reserva do Comendador Tinto 2011 foi considerado um dos melhores vinhos de 2015. Este vinho já tinha seduzido o júri do concurso Mundus Vini 2015 – Summer Tasting, onde conquistou uma das duas medalhas de ouro que a Adega Mayor trouxe da Alemanha. Foi a segunda vez consecutiva que os néctares campomaiorenses conquistaram ouro em Meininger.
A Adega Mayor
Boa é a vida, mas melhor é o vinho. – Fernando Pessoa
Inaugurada em 2007 e assinada por Siza Vieira, a Adega Mayor é a primeira adega de autor em Portugal procurando contribuir para a riqueza vitivinícola da região e do país.
Com 150 hectares de vinhas distribuídas pela Herdade da Godinha, a Herdade das Argamassas e o Monte da Pina, a Adega Mayor produz, anualmente, 600 mil garrafas. 30% da produção destina-se ao mercado externo.
A Adega Mayor foi distinguida em 2014, pelo Turismo do Alentejo, com o Prémio Melhor Enoturismo. Os voos de balão, os passeios de Btt, as provas de orientação, as experiências de vindima, as acções de team building, entre muitas outras experiências desenhadas ao pormenor e personalizadas para cada consumidor, permitiu que a Adega Mayor fosse reconhecida pela oferta de excelência que proporciona a todos os visitantes.
No início de 2015, Eli Gottlieb, jornalista do The New York Times teve a oportunidade de conhecer o Alentejo, que enalteceu como tipicamente português, referindo que se está a tornar um dos destinos de topo no Mundo. A Adega Mayor fez parte do roteiro da jornalista e o espaço foi elogiosamente destacado e adjectivado de “hipermoderno”.
Rita Nabeiro
Licenciada em Design de Comunicação pela Universidade de Belas Artes de Lisboa, cujo curso terminou em 2003 e com um início de carreira ligado ao design e à comunicação, passou por uma agência de comunicação e publicidade em Itália e pela agência Brand New, em Portugal.
Em 2006, abraçou o desafio de trabalhar no Grupo Nabeiro-Delta, onde foi integrada no departamento de Marketing do Grupo. Depois de acompanhar vários projectos da marca Delta e também dos vinhos, acabou por se entregar aos néctares campomaiorenses. O enólogo Paulo Laureano foi o seu principal mentor.
Rita Nabeiro é, desde 2012, a directora-geral da Adega Mayor, que se tem vindo a afirmar como uma referência no panorama vinícola nacional. Exemplo deste sucesso são as inúmeras distinções que tem vindo a conquistar em Portugal e no estrangeiro.
Rita Nabeiro aliou também a arte ao vinho. Tornou a Adega Mayor a primeira marca portuguesa de vinhos a ser convidada para marcar presença na exposição How Wine Became Modern do San Francisco Museum of Modern Art e organizou as conferências Wine Talks & Arts. A gestora juntou-se também ao Grupo Portugal Wine Ladies, que reune 12 mulheres com ligação ao sector vinícola, para potenciar a promoção dos seus vinhos e, ao mesmo tempo, contribuir para a divulgação dos vinhos portugueses nos mercados internacionais.
Dotada de um forte espírito empreendedor, Rita Nabeiro busca constantemente o conhecimento. A gestora frequentou várias formações em áreas como a gestão e troca experiências com vários produtores nacionais e estrangeiros.
Fontes: Adega Mayor; Executiva; revista b Fotos: Adega Mayor; Gonçalo Villaverde (Rita Nabeiro)
O filme “The Nazaré Wave” é o principal resultado do projecto “A Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem”. Este projecto tem como objectivo contribuir para a literacia sobre os Oceanos e cativar a atenção do público em idade escolar para a importância da integração do conhecimento científico na gestão sustentável dos Oceanos.
Este projecto foi desenvolvido no âmbito das actividades de outreach promovidas pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e foi financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu no âmbito do Programa PT02 – Gestão Integrada das Águas Marinhas e Costeiras.
A excelência Portugal quis conhecer melhor este projecto e falou com a sua principal mentora, Mafalda Carapuço, que nos concedeu esta entrevista.
Visita de estudo à Nazaré
- Como começou este projecto?
O projecto “A Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem” começou no âmbito da iniciativa “Semana Ciência e Tecnologia: Um planeta, a nossa casa”, promovida pelo Programa Ciência Viva. No decorrer desta iniciativa tive a possibilidade de fazer uma apresentação na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), sobre a onda da Nazaré. No seguimento desta apresentação, o Prof. Adérito Cunha da Escola Básica e Secundária de Gama Barros (EBSGB), convidou-me para ir à escola fazer esta mesma apresentação. Os alunos gostaram do tema e do formato da apresentação que era suportada em curtas-metragens de animação científica que ilustravam os processos físicos associados à geração, propagação e rebentação das ondas. Nesta sessão, perguntei-lhes ainda assim o que deveria ser feito para melhorar a apresentação – os alunos sugeriram a introdução de mais animações e manifestaram vontade em contribuírem para a apresentação. Nasceu assim o projecto “A Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem”.
- Como foi constituída a equipa?
A equipa do projecto foi, numa primeira fase, constituída por quatro pessoas. Por mim, aluna de doutoramento em geologia da FCUL, onde tenho desenvolvido a minha investigação na área da transferência do conhecimento científico entre os cientistas e a sociedade. Pelos meus orientadores, professores Rui Taborda e César Andrade da FCUL responsáveis pela coordenação científica do projecto. Pelo Prof. Adérito Cunha enquanto responsável pela coordenação das actividades ligadas com a EBSGB.
Com o desenvolvimento do projecto a equipa cresceu substancialmente e juntaram-se à equipa inicial as professoras Sandra Lobo e Lúcia Jorge, os alunos das turmas 10ºCT1 e 10ºCT2 EBSGB (2015/2016) e Rui Pereira na elaboração das curtas-metragens de animação científica.
- Qual a motivação inicial?
A motivação inicial foi potenciar a transferência do conhecimento científico e investigar de que forma temas com maior mediatismo e disponibilizados de uma forma apelativa – como o filme sobre a Onda da Nazaré – poderiam ser importantes em estimular a vontade de aprender ciência. E, consequentemente, que os jovens sentissem que o conhecimento científico lhes permite terem um papel mais activo na sociedade. Mas, confesso, que com o passar do tempo e ao estabelecer uma relação de maior proximidade com os alunos, a motivação ficou também [muito] condicionada com a vontade de fazer com que os alunos acreditassem que os sonhos podem de facto ser concretizados quando existe determinação e dedicação. E espero ter conseguido transmitir esta mensagem porque, no fundo, foi também o que aconteceu comigo ao longo deste processo.
Filmagens
- Porquê a Nazaré?
Não há assim tantos exemplos como o caso da Nazaré. A Onda funciona bem, graças ao seu mediatismo e capta o interesse dos alunos.
- Garret McNamara tornou-se um mediático embaixadora da Onda da Nazaré. Como conseguiram a sua participação?
No filme “The Nazaré Wave”, e graças ao apoio do Município da Nazaré, conseguimos contar com a participação dos surfistas Garrett McNamara, Carlos Brule e Maya Gabeira. É impossível não destacar a disponibilidade do Garrett McNamara para participar numa “conversa” via skype com os alunos no dia das filmagens em estúdio.
Neste mesmo dia o Presidente da Câmara da Nazaré, Dr. Walter Chicharro, teve igualmente a simpatia de nos visitar e dar uma palavra de apoio aos alunos e ao projecto. O autarca salientou “a importância da presença da onda da Nazaré numa iniciativa que vai no sentido da aprendizagem das ciências”, ambas de grande relevância para a própria “economia do país”.
- Que importância tem a participação no Ocean Science Meeting?
As ondas da Nazaré vão ser um dos temas do Ocean Sciences Meeting 2016, um congresso que irá debater vários temas ligados às ciências, de 21 e 26 de fevereiro de 2016, em New Orleans (Estados Unidos).
A tipologia dos produtos finais do projecto “A Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem” concorre para que o impacto do projecto tenha continuidade para além do seu encerramento formal. Neste sentido, a divulgação do projecto, e em particular do filme “A Onda da Nazaré” em diferente contextos é da maior importância. A participação no 2016 Ocean Science Meeting é muito motivador uma vez que se trata de um fórum de excelência em tópicos relacionados com os Oceanos e com grande enfoque nas áreas das educação e outreach.
Um estudo em que participou o Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), publicado hoje na conceituada “Nature”*, revela que é possível reverter alguns comportamentos ligados ao autismo, na fase adulta.
Uma equipa de cientistas norte-americanos e uma portuguesa, Patrícia Monteiro, investigou o gene Shank3, um dos genes implicados no autismo, patologia sem cura que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o Mundo. Em Portugal estima-se que a prevalência seja de 1 caso em cada 1000 crianças em idade escolar.
Apesar da origem do autismo ser bastante variável, o gene Shank3 está associado a uma forma monogénica da patologia. Quando surge uma mutação, a proteína resultante deste gene – que funciona como um “andaime” que dá acesso à comunicação entre neurónios – deixa de suportar a estrutura, causando danos no circuito neuronal.
Sendo o autismo uma doença neuropsiquiátrica que compromete o normal desenvolvimento da criança e que permanece durante toda a vida, a equipa, através de uma abordagem pioneira, quis perceber se valia a pena apostar em terapias direcionadas para a fase adulta dos doentes.
Experiências realizadas durante quatro anos em ratinhos adultos sujeitos à mutação do gene mostraram, pela primeira vez, ser possível reverter dois dos principais sintomas do autismo: ausência de interação social e comportamentos repetitivos.
Ou seja, os investigadores conseguiram consertar o “andaime” e restabelecer a comunicação na estrutura «durante a fase de vida adulta desses ratinhos, demonstrando que é possível reverter as alterações bioquímicas, problemas de comunicação neuronal e mesmo melhorar as interações sociais e comportamentos repetitivos», descreve Patrícia Monteiro, que participou no estudo ao abrigo do Programa Doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina do CNC em parceria com o MIT (Massachusetts Institute of Technology).
Esta descoberta abre portas para a criação dos primeiros medicamentos eficazes no tratamento da doença. Estes resultados indicam que, embora o autismo seja uma perturbação do desenvolvimento, é possível intervir na sua fase adulta – Patrícia Monteiro
«Ainda que estas experiências em ratinhos não tenham aplicação direta nos humanos», Patrícia Monteiro realça que o estudo «ajuda a compreender o conjunto de alterações biológicas presentes no autismo e abre portas para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas, como por exemplo estratégias direcionadas para a melhoria de certas alterações comportamentais passíveis de serem revertidas em fase adulta e não para o quadro de alterações comportamentais do autismo como um todo.»
* A participação portuguesa foi financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). As entidades norte-americanas que financiaram o estudo foram: Poitras Center for Affective Disorders Research at MIT, Stanley Center for Psychiatric Research at Broad Institute of MIT and Harvard, National Institute of Health, Nancy Lurie Marks Family Foundation, Simons Foundation Autism Research Initiative (SFARI) e Simons Center for the Social Brain at MIT.
O histórico e emblemático café portuense “A Brasileira” vai ser transformado num hotel .O antigo seleccionador nacional de futebol, António Oliveira, é o promotor desta nova unidade de 5 estrelas.
O novo proprietário pretende devolver “A Brasileira à cidade, recuperando toda a sua história”, e transformá-la num ponto de passagem obrigatória na cidade. António Oliveira assume também o ambicioso objectivo de integrar “A Brasileira” no “ranking dos mais belos cafés e restaurantes do mundo”.
O hotel tem abertura prevista para o terceiro trimestre de 2017 e funcionará inspirado na temática das especiarias durante os descobrimentos portugueses.
Foi aqui em plena baixa do Porto, cidade modelo de empreendedorismo desde tempos remotos, que em 1903 Adriano Teles, antigo farmacêutico emigrado em Minas Gerais , no Brasil, fundou A Brasileira com o objectivo de criar e difundir uma marca própria de café.
A inauguração de A Brasileira na rua Sá da Bandeira foi um acontecimento sem precedentes. As suas salas depressa se transformaram-se em locais de tertúlias culturais – as mais animadas da baixa portuense! Nas décadas de 50 e 60 aqui se reunia a nata dos literatos, jornalistas, políticos e gente do teatro. – in abrasileiraporto.pt
A Brasileira vai recuperar “o brilho de outrora”, tornando-se de novo num local de eleição para portuenses e para visitantes. Com o projecto concebido pelo gabinete de arquitectura APEL e da responsabilidade do Arq. Ginestal Machado, o antigo café renasce e ganha novas valências e características adaptadas à contemporaneidade de uma cidade que é preferida como destino europeu.
O hotel vai manter intactas as características da fachada do edifício, com a sua traça imponente e os magníficos pormenores de ferro e vidro do pára-sol.
Lobby
A nova Brasileira vai oferecer um hotel com 90 quartos, um terraço interior com um jardim vertical, um SPA, um ginásio, um wine bar e salas de conferências e um restaurante.
O restaurante, com capacidade para 109 pessoas mantém-se fiel ao desenho original do Arquitecto Januário Godinho. A cidade contará ainda com o regresso do café A Brasileira, que promete fazer justiça ao velho slogan: “O melhor café é o da Brasileira”.
Pátio
Fontes: A Brasileira, Publituris e Viva-Porto Fotos: A Brasileira
O calçado português tem conquistado uma crescente notoriedade e as exportações do sector teimam em bater máximos históricos. Agora, o calçado italiano, líder mundial no sector, foi batido pelos sapatos portugueses, numa prova cega realizada com 85 empresários internacionais.
Num estudo de imagem do sector, o calçado nacional foi classificado pelos inquiridos como de “boa qualidade”, com “design”, “modernidade”, “inovação” e “sexy”. Em prova cega, o calçado masculino obteve uma avaliação, em média, superior a 7,9% e os sapatos para mulher foram valorizados em mais 6,4% face aos de origem italiana. O volte-face deu-se quando os inquiridos tomaram conhecimento da origem do calçado, o calçado italiano
Em termos teóricos, conhecendo a origem do calçado nacional, o consumidor está disposto a pagar 27,8 euros pelos sapatos de homem 25,7 euros pelo par de sapatos de mulher.
Este estudo foi realizado na última edição da MICAM, certame internacional do sector do calçado que se realiza duas vezes por ano em Milão. A 81ª edição desta feira arrancou hoje e decorre até dia 17. Portugal conta com a maior comitiva portuguesa de sempre, com 95 empresas portuguesas que são responsáveis por 500 milhões de euros em exportações.
“A presença na MICAM e MIPEL insere-se na estratégia promocional definida pela APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos) e AICEP, com o apoio do Programa Compete 2020, e que visa consolidar a posição relativa do calçado português nos mercados externos”, lê-se numa nota do Ministério da Economia.
Portugal exporta 95% da sua produção para 152 países, nos cinco continentes. Este ano, cerca de 200 empresas participarão em seis dezenas de eventos promocionais no exterior, visando consolidar a aposta nos mercados europeus e o reforço da abordagem aos mercados extra-comunitários. O nosso sector do calçado vai marcar presença em destinos como Bogotá, Dusseldorf, Las Vegas, Paris e Milão.
A APICCAPS tem vindo a realizar um notável trabalho na afirmação do sector e assume como objectivo, para a próxima década, “ser a referência internacional da indústria de calçado pela sofisticação e pela criatividade, reforçando as exportações portuguesas alicerçadas numa base produtiva nacional, sustentável e altamente competitiva, fundada no conhecimento e na inovação”. Para isso, o sector do calçado deverá investir, até 2020, 160 milhões de euros em diversos domínios como inovação, internacionalização e qualificação.
Fruto de uma estratégia de comunicação concertada para o mercado internacional, a campanha Portuguese Shoes: The Sexiest industry in Europe, desenvolvida pela APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes e Artigos de Pele se Seus Sucedâneos) assistiu desde o seu lançamento ao aumento das exportações de calçado em 54% para um total atual de 1900 milhões de euros.
A mais recente campanha foi fotografada por Frederico Martins e sob a direcção artística de Fernando Bastos Pereira pretende dar a conhecer o calçado português como objecto contemporâneo de desejo e fruto de uma realidade que soube trabalhar valores como sofisticação, elegância e qualidade. Um calendário de grandes dimensões será enviado para mais de 93 países.
Victoria Guerra foi a musa escolhida pela Indústria Mais Sexy da Europa para protagonizar em 2016, em conjunto com o manequim Bruno Rosendo, a campanha que apresenta o calçado português ao mundo.
Fontes: APICCAPS, Económico e Ministério da Economia Fotos: APICCAPS
A Câmara Municipal da Horta integra, pela primeira vez, os corpos sociais do Clube das Mais Belas Baías do Mundo, a que pertence desde 2011. Depois do último congresso, realizado no início do mês de fevereiro, as duas únicas baías portuguesas – Horta e Setúbal – integram agora a direcção do Clube.
A Baía da Horta foi eleita, por unanimidade, para o Secretariado Geral do Clube, cujo cargo de Director Geral é assegurado por Bruno Bodard, da Baía de Morbihan (França) e a presidência pela portuguesa Maria das Dores Meira, Presidente da Câmara de Setúbal . O Clube elegeu, ainda Michel Bujold, da Baía do Chaleur (Canadá) para, em próximo triénio, assumir a presidência.
Para José Leonardo Goulart da Silva, Presidente da Câmara Municipal da Horta, “é um motivo de satisfação pertencer à direcção deste clube composto por 38 baías, de 25 países”. O edil saúda também a baía portuguesa de Setúbal pelos compromissos que assume para a sua presidência nomeadamente ao nível da promoção e divulgação, turismo, investigação e preservação do meio ambiente.
No congresso, onde a Baía da Horta esteve representada pelo Vice-Presidente da Câmara, Luís Filipe Botelho, que se se fez acompanhar pelo representante da organização do Azores Trail Run, Mário Leal, foi lançado o desafio de promoção de um Trail das Baías, em próximas edições daquele evento, que tem registado grande adesão e implementação mundial, naquela modalidade.