Entrevista a João Azevedo – Ciência, engenharia aplicada e evolução da energia solar

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Fomos conversar com João Azevedo, aluno de doutoramento da Faculdade de Ciências da U. Porto (FCUP) em simultâneo com a Faculdade de Engenharia também da U. Porto (FEUP). Conversámos sobre o último trabalho publicado no reputado jornal “Energy & Environmental Science”, sobre como é trabalhar entre a ciência fundamental e a engenharia aplicada e sobre a evolução da energia solar.

 

Olá João, podes contar-nos um pouco da tua história recente. Estás atualmente a realizar o doutoramento, qual é o teu tema?

O meu doutoramento é focado no armazenamento de energia solar na forma de combustíveis eletroquímicos. Neste tópico, eu tenho vindo a trabalhar em duas abordagens diferentes: por um lado o desenvolvimento de materiais nanoestruturados que consigam converter energia solar em energia química (na forma de hidrogénio gasoso) de forma eficaz e estável, como por exemplo óxido de ferro e óxido de cobre; por outro tenho vindo a procurar novos combustíveis eletroquímicos que consigam armazenar energia solar na forma líquida por forma a contornar um grande obstáculo do hidrogénio, que é o seu armazenamento.   

No teu último trabalho publicado no jornal “Energy & Environmental Science”, tu e a tua equipa investigaram sobre a importância de um material óxido para a conversão a energia solar em energia química. Podes explicar-nos brevemente como ocorre esta conversão de energias? E qual a importância no contexto do armazenamento da energia solar?

Atualmente existe uma grande procura de novas formas eficientes e limpas de armazenar energia solar, dado esta fonte renovável apesar de muito abundante ser intermitente, ou seja, não existe nos períodos da noite e é mais escassa em dias encobertos. Assim sendo, o seu armazenamento pode facilmente torná-la na fonte predominante de energia. Hoje existem várias formas de armazenar energia solar mas uma das mais atrativas é na forma de combustíveis eletroquímicos.

Basicamente, utilizo um semicondutor (material óxido) que absorve luz solar e a converte em electrões. Estes electrões por sua vez estão envolvidos em reações químicas (de redução/oxidação) quando o semicondutor está em contacto com um determinado líquido que contém iões (eletrólito) fazendo com que esses iões adquiram ou percam alguns electrões. Assim é possível transferir energia solar para o electrólito que não é nada mais que um combustível eletroquímico. Finalmente, quando precisamos da energia de volta podemos simplesmente inverter a reação e reavemos a energia química armazenada na forma de eletricidade. Esta abordagem é hoje muito investigada para a produção de hidrogénio a partir de água pois esta quando sofre reações de redução/oxidação separa-se em hidrogénio e oxigénio, processo chamado de hidrólise. Este processo tem já demonstrado excelentes resultados e é hoje muito promissora.

Imagino que este trabalho tenha resultado de um longo processo – quanto tempo aproximadamente estimas que tenha demorado? E quantas pessoas estiveram envolvidas?

Este trabalho resultou de um esforço conjunto de três grupos de investigação e foi realizado durante o meu estágio na EPFL, no laboratório LPI, na Suíça. O trabalho experimental foi realizado ao longo de cerca de 5 meses e tem depois um trabalho de escrita que não te sei precisar quanto tempo demorou. Deste trabalho resultou um artigo com 9 autores, distribuídos pelas três instituições (LPI, IFIMUP-IN e LEPABE).

O que mais gostavas de destacar deste trabalho?

O material que estudei neste trabalho é um dos mais conhecidos na área de produção de hidrogénio solar – Cu2O. O Cu2O produz correntes elevadas em comparação com outros óxidos mas tem uma grande desvantagem – é instável e deteriora-se ao final de poucas horas. Durante a minha estadia na Suíça, realizamos um outro trabalho que resultou num tempo de estabilidade de cerca de 8 horas e foi alcançado pela proteção deste material com camadas mais estáveis. Neste trabalho, demonstrei que utilizando um simples tratamento térmico conseguimos aumentar essa estabilidade para mais de 55 horas. Embora ainda seja pouco para fazer um dispositivo comercial, permitiu ver que é possível aumentar muito a estabilidade e apontou-nos numa direção para futuras melhorias. Neste momento já conseguimos dobrar a estabilidade deste material e estamos em fase de submeter um novo trabalho com os esses resultados.

Encontras-te a fazer o doutoramento “a meias” entre a FCUP (no grupo IFIMUP-IN) e na FEUP (no grupo LEPABE). Como descreverias a tua experiência? Sentes que são dois mundos diferentes? Como caracterizas cada um?

Este muito satisfeito com esta experiência. Ambos os grupos têm excelente qualidade e estou certo que não teria alcançado tanto se não tivesse beneficiado do conhecimento de ambos os grupos. No IFIMUP-IN existe um profundo conhecimento de fabrico e caracterização de materiais nanoestruturados. Este grupo tem um passado muito forte em dispositivos magnéticos e tem agora dado os seus primeiros passos, mas firmes, na área de produção de energia. Foi neste grupo, sob a orientação do Prof. João Araújo e da Doutora Célia Sousa, que consegui adquirir as ferramentas necessárias para preparar todos os materiais que utilizei ao longo do meu doutoramento. No LEPABE existe um grupo de excelência na área de produção de energia solar e este grupo tem tido grande destaque internacional pela produção de células solares utilizando tecnologias inovadoras que permitem obter resultados muito melhores que qualquer concorrência. Foi aqui que, sob a orientação do Prof. Adélio Mendes, aprendi todos os fundamentos de células fotoeletroquímicas que são a base do meu trabalho e é onde transformo os meus materiais em dispositivos.  

Depois do projeto European Research Council (ERC) ganho em 2012 pelo grupo do Professor Adélio Mendes, seguiu-se a venda da patente (partilhada com a EFACEC) das novas células solares de perovskites por 5 milhões já este ano. A somar a estas, têm-nos chegado mais boas notícias. Estes são tempos excitantes para a energia solar em Portugal?

Sem dúvida. O nosso país tem muito potencial para a produção de energia solar e são as novas tecnologias desenvolvidas por grupos de investigação que vão conseguir que Portugal rentabilize este recurso. Embora a situação atual do país não proporcione grandes incentivos à investigação, penso que o trabalho que está a ser feito a nível nacional é impressionante, o que só revela o mérito dos investigadores portugueses.

A energia solar tem tido um crescimento impressionante. Do relatório publicado pela BBC Energy (r)evolution, estima-se que a energia solar seja a fonte energética dominante em 2050 e que o seu preço baixe para metade nesta próxima década. Como imaginas o futuro da energia solar? Quais julgas que serão as próximas grandes revoluções nesta área?

Não tenho grandes dúvidas que no futuro teremos uma produção de energia solar muito mais abundante. Tenho presenciado em primeira mão grandes avanços na área de painéis fotovoltaicos no grupo do LEPABE e penso que num futuro breve vamos começar a ver estas tecnologias a servirem-nos diariamente. Penso que o que nos limita atualmente é o armazenamento da energia produzida. Uma patente recente baseada num conceito desenvolvido pelo Prof. Adélio Mendes sobre baterias solares, sobre a qual tenho vindo a dedicar parte do meu doutoramento, poderá fazer a diferença nesta área e dar o passo final para implementação de produção solar em grande escala.

E como comparas (a evolução solar) com a evolução das outras energias renováveis?

No futuro imaginas que chegaremos a um sistema misto com diferentes fontes e a micro-geração de energia, como recentemente sugeriu Elon Musk da Tesla?

Honestamente, não sei fundamentar a evolução de outras energias renováveis da mesma forma que o sei fazer para a energia solar. Penso que todas são necessárias mas a energia solar tem uma vantagem evidente em relação às restantes que é a produção local – enquanto que, por exemplo, a energia hídrica é maioritariamente produzida em barragens e não o conseguimos fazer no meio de uma cidade. No entanto concordo que o futuro passará por utilizar todos os recursos renováveis ao nosso dispor.

E o teu futuro, o que gostavas de fazer depois de terminar o doutoramento?

Tal como disseste, estes são tempos excitantes para a energia solar em Portugal. Por isso gostaria de dedicar mais algum tempo a investigação de novas tecnologias de produção e armazenamento de energia solar. No entanto, tenho noção que a investigação em Portugal está a atravessar uma fase difícil e conseguir fundos para o fazer é atualmente uma tarefa árdua.

 

Fotos: DR

 

Escola de Barcelos promove ensino de Excelência na área da ciência

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Criado em 2008 com coordenação da professora Paula Cristina Santos Gomes e apadrinhado pela cientista Renata Gomes e pelo Nobel da Medicina de 2007, Professor Oliver Smithies, a Rede de Pequenos Cientistas, um movimento com o Alto Patrocino da Presidência da República, que visa promover e incentivar jovens com idades entre os 4 e os 17 anos a serem cientistas.

A Escola Secundária de Barcelos é a responsável pelo projecto que envolve diferentes escolas da região Norte.

A Excelência Portugal apoiou o evento e marcou presença no mesmo.

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Anualmente a Rede realiza um concurso, chamado de Grande Laboratório, entre todas as escolas aderentes a este programa, sendo que, este ano (7ªedição), o evento contou com as 3 nomeadas ao WISE Hero Award 2014 , Professora Doutora Tara Moore, Vice Diretora do Centro de Investigação Biomédica, Universidade de Ulster, Irlanda; Doutora Ceri Lewis, Bióloga Marinha e Exploradora do Ártico, Universidade de Exeter, Inglaterra e Doutora Renata Gomes, Cientista Sénior, King’s College London, Inglaterra.

Os Prémios Wise  reconhecem, no Reino Unido, o contributo da mulher para a saúde, bem-estar e segurança. Isto é, reconhece e premeia mulheres que com o seu trabalho, na área das Ciências e Tecnologias, contribuem para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Os militares também marcaram presença com o  engenheiro militar britânico, brigadeiro Nick Baveystock e os tenentes da Força Aérea Potuguesa, João Mesquita (médico) e Gonçalves Correia (engenheiro aeronáutico).

Durante todo o evento, os jovens tiveram a oportunidade de realizar “speed-datings” com elementos de várias universidades e politécnicos presentes, permitindo conhecer melhor os cursos e estabelecimentos de ensino e consequentemente efectuar escolhas futuras mais esclarecidas.

Todos os participantes e visitantes também puderam usufruir de um Cantinho da Saúde, onde podiam efectuar vários rastreios. Este espaço que visou a sensibilizar para a prevenção na saúde, esteva a cargo da Escola Superior de Enfermagem do Porto.

A par do evento, a Rede de Pequenos Cientistas  também ofereceu Bolsas de Estudo, para patrocinar os estudos universitários destes pequenos jovens, facilitando o seu futuro como jovens cientistas que são.

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Os premiados:

Prémio de Física e Química

- Ensino Básico (3ºCiclo)

Equipa: Tech Guys com um projecto de binário por laser
José Lomba e Pedro Sendi Lourenço (9ºano)
Professor responsável: João Macedo

- Ensino Secundário

Equipa: FMTV  com um protótipo de uma impressora 3D
Vítor Figueiredo,Martinho Figueiredo, Tomás Martins e Ricardo Ferraz (12ºano)
Professor responsável: Cândido Mendes


Prémio de Ciências Naturais

- Ensino Básico (3ºCiclo)

Equipa: As Eruditas   com modelo funcional de um rim
Inês Guimarães e Mafalda Abreu (9ºano)
Professor responsável: Celeste Salsas


Prémio de Biologia e Geologia

- Ensino Secundário

Equipa: Alucino-Cientistas  com substância para combater uma praga que afecta os castanheiros
Inês Beatriz Rosa, Francisco Marques,José Guimarães e José Nascimento (12ºano)
Professor responsável: Clara Dantas

 

Bolsa Jovens Investigadores Infante D.Henrique

World of Discoveries é um Museu Interativo e Parque Temático que reconstrói a  fantástica odisseia dos navegadores portugueses, cruzando oceanos à descoberta de um mundo desconhecido. Portugal teve um papel protagonista neste processo durante séculos a fio, criando novas rotas oceânicas e pondo gentes, animais e plantas em circulação por todo o mundo.

Os Descobrimentos abriram horizontes que facilitaram mais inovação e conhecimento científico. Com o intuito de promover a inovação e o conhecimento científico, World of Discoveries criou uma Bolsa inédita, para apoiar os  Pequenos Cientistas.

Os vencedores  verão as suas invenções expostas no Museu e Parque Temático, ainda este ano.

Alunos premiados: José Gomes, Luís Martins, Rui Sousa e Tiago Miranda
Projecto:”Vida em Marte”
Professor responsável: Paula Gomes

 

Mais detalhes sobre a Rede de Pequenos Cientistas em: 

Website: http://redepequenoscientistas.com/ 

Facebook: https://www.facebook.com/RPcientistas

Entrevistas (aúdio) efectuadas pela Rádio Universidade de Coimbra (Mariana Alves):
https://www.mixcloud.com/conselhocientifico/conselho-cient%C3%ADfico-16-rede-de-pequenos-cientistas-15/

Artigos relacionados:

Barcelos – Rede de Pequenos cientistas promove o ensino da ciência

Jornal i – Renata Gomes é umas das 50 personalidades que deve regressar a Portugal


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O Porto foi a capital mundial da Matemática por três dias!

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Todos os anos a Sociedade Americana de Matemática colabora com uma sociedade de um outro país com o objectivo de organizar uma conferência com o objectivo de juntar o maior número de membros da comunidade Matemática de todo o Mundo. Assim, este ano, a Sociedade Americana de Matemática associou-se simultaneamente à Sociedade Europeia de Matemática e à Sociedade Portuguesa de Matemática, para em colaboração organizarem esta conferência anual no Porto, que decorreu entre os passados dias 10 e 13 de Junho.

 

A conferência juntou mais de 1000 matemáticos de todo o Mundo, que trabalham nas  mais recentes teorias e avanços no desenvolvimento da Matemática e da sua aplicação a outras  áreas científicas como a Astronomia e a Economia, passando pela Engenharia, pela Medicina ou pela Biologia. A conferência foi dividida por sessões temáticas, dedicadas a cada um dos temas, e sessões plenárias cujo interesse se julga mais abrangente e que decorreram na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e no Seminário de Vilar, respectivamente. Entre os oradores das sessões plenárias, a mais particular ocorreu no dia 10 de Junho na Casa da Música. O Professor Marcus du Sautoy da Universidade de Oxford dissertou sobre os “Os matemáticos secretos”. O autor de três livros e apresentador de numerosos programas de rádio e televisão que já foi galardoado pela Real Society´s Faraday Prize, falou sobre a presença da Matemática e de “matemáticos” em várias áreas, como a Música. Seguiu-se um concerto da Orquestra Clássica da FEUP, dirigida pelo maestro José Eduardo Gomes.

A conferência teve ainda a oportunidade de apoiar uma causa social, sendo a Associação MIACIS – Animal Protection and Integration a escolhida que tem feito um trabalho notável no controlo da reprodução de animais através de esterilização e um programa assente em recolher, cuidar e desenvolver ao ambiente os animais tratados.

 

 

Elvira Fortunato defende que Portugal deve cativar os jovens qualificados

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A Prof. Doutora Elvira Fortunato, presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, defendeu hoje, em Lamego, que Portugal deve cativar os jovens altamente qualificados para não abandonarem o nosso País.

Para a investigadora, Portugal tem evoluído na qualificação e especialização dos nossos jovens, mas não tem sido capaz de os fixar. Em declarações à Agência LUSA, veiculados pelo Diário Digital, a presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas salientou que «Não podemos desperdiçar esta mais-valia e há que tirar retorno do grande investimento que foi feito, caso contrário outros farão isso por nós. Não podemos deixar que jovens altamente especializados abandonem Portugal».

 

Fontes: Diário Digital/Lusa
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UNESCO declara Nordeste Transmontano, Zamora e Salamanca Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica

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O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou, esta terça-feira,  que a UNESCO aprovou a candidatura da Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica, apresentada por Portugal e Espanha. O projeto insere-se no âmbito do programa científico «O Homem e a Biosfera» desta organização internacional. A aprovação ocorreu em Paris.

A Reserva da Biosfera da Meseta Ibérica passa a ser a 15.ª reserva da biosfera transfronteiriça a nível mundial, e a 8.ª reserva da biosfera portuguesa, num universo de 631 reservas da biosfera, repartidas pelos 119 Estados-membros da UNESCO.

As Reservas da Biosfera são áreas classificadas, representativas dos principais ecossistemas mundiais (terrestres, marinhos e costeiros), estabelecidas pelos Estados-Membros da UNESCO e reconhecidos pelo Programa MAB.

A candidatura da Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica foi promovida e apresentada pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial e inclui 12 municípios do Nordeste Transmontano e parte das províncias espanholas de Zamora e de Salamanca.

Esta Reserva da Biosfera Transfronteiriça inclui ainda quatro Parques Naturais (Lago de Sanabria e arredores, Montesinho, Douro Internacional e Arribes del Duero) e diversos espaços pertencentes à Rede Natura 2000.

A primeira Reserva da Biosfera Transfronteiriça foi aprovada em 2009 e localiza-se no Gerês–Xurés.

 

Consulte a unidade didática infantil em : http://www.cm-braganca.pt/uploads/writer_file/document/2416/20141106145511642123.pdf

 

Fonte: MNE
Fotos: DR

Col-ome, uma novidade que lhe pode ser útil!

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Afinal ainda existem novas ideias por criar! Quando pensamos em algo novo e criativo a questão é sempre: “Será que já existe algo assim?” Pedro Rodrigues e Manuel Vasconcelos passaram essa barreira e juntos lançam um produto novo, criativo e útil, o Col-ome.

Trabalham ainda juntos na Nano4Life-Ibérica, que constitui a designação comercial assumida pela Oau2Work+, para a sua representação em Portugal e Espanha. Sendo que o percurso de ambos inventores se cruza em 2007, numa empresa de fabrico de equipamentos para transformação do óleo alimentar usado em biodiesel.

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[Sabia que…]

1L de Óleo (que passa numa ETAR) = €0,95 de custos (para a remoção de gorduras)

 

Na altura tivemos um certo constrangimento de que as pessoas andavam a mandar óleo para o lixo que podia ser reutilizado energeticamente (…) para além do facto da questão ambiental, o contaminar das ETARs!

Como surge a ideia de desenvolver o Col-ome?

Tudo começou aquando nos questionámos de que modo poderíamos diminuir este constrangimento de deitar o óleo pelo cano abaixo, diminuindo assim os custos que advêm às ETARs da purificação da água. Atendendo que as pessoas gostam de coisas acessíveis, simples, e com base de alguma experiência e objetos do quotidiano surge o Col-ome.

O Col-ome constitui uma embalagem original, com as qualidades acima mencionadas, para colocação do óleo alimentar utilizado, uma vez que permite que não exista a questão da utilização de um funil, ou: Onde colocar? Como colocar sem sujar?

Como caracteriza o percurso, desde a conceção da ideia, até aos dias de hoje?

Em termos gerais começámos por desenvolver os desenhos técnicos… Seguindo-se o contacto com o INEGI (Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial) que proporcionou auxílio na parte de desenvolver o protótipo, alguns testes de cargas, molde, entre outros.

Correu bem, mas existe ainda muito trabalho pela frente por ser feito, sendo que estamos atualmente ainda em fase de estudo! Estando em falta ainda pequenas alterações como a questão do suporte de modo a aperfeiçoar o produto às necessidades e realidade do consumidor!

Qual o passo que se segue para a concretização do mesmo?

O grande passo em frente diz respeito ao estudo de como comercializar o Col-ome e mais tarde essa mesma comercialização não será suficiente para terminar com o constrangimento ambiental. Mesmo que as pessoas adiram ao produto é necessário assegurar que nas várias localidades existem os devidos recipientes públicos de colocação de óleo usado, permitindo assim que o óleo não vá parar as ETARs!

Nós estimamos que, em média, pela experiência adquirida até à data, por cada habitação seja consumido, cerca de dois em dois meses 0,5 Litros de óleo no mínimo. Obviamente que varia consoante os hábitos alimentares, de pessoa para pessoa, ou mesmo em termos sazonais.

Até 2015, segundo o Decreto-lei 267/2009, existe um número mínimo de oleões a colocar por um determinado número de habitantes e a localização destes fica a cargo da entidade responsável. No entanto a quantidade de óleo que atualmente chega aos oleões é ínfima.


Nesse mesmo sentido quais os vossos objetivos futuros
?

Numa primeira fase, o foque é a implementação do Col-ome, sendo que numa segunda fase procuramos a realização de projetos-piloto em torno da colocação dos oleões em situações mais padronizadas possíveis. Comparar a quantidade obtida nos oleões entre a adesão de pessoas que utilizam o Col-ome com aquelas que não o usam a colocar o óleo nos oleões face a um local onde não existam oleões, de modo a confirmar se o objetivo é alcançado ou não.

Ligarmo-nos com esse intuito a duas entidades, como o caso das IPSS locais, ou representantes dos bombeiros para efeitos de implementação do projeto e devida gestão. Serão ações locais e esperamos certa abertura de locais, pois acaba por constituir um fator benéfico e de contenção de custos para as ETARs e poderes locais. Para além de que as pessoas adiram em prole da causa ambiental.

 

 

 

 

 

Olimpíadas de CriAtividade 2015: Portugueses de excelência representam Portugal nos EUA

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Portugal com mais uma representação na Final Internacional do Programa Future Problem Solving, em Iowa, EUA

25 jovens e adultos portugueses irão participar na International Conference do Future Problem Solving Program, o maior evento de resolução criativa de problemas!

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Nos próximos dias 11 a 15 de junho irá decorrer na Universidade de Iowa nos EUA, a prestigiada 2015 International Conference do Future Problem Solving Program. Este ano, o tema será “Propriedade Intelectual pelo que serão analisados problemas relativos a este tema e identificadas possíveis soluções criativas.

Nesta competição estarão presentes proeminentes campeões na resolução criativa de problemas de todo o Mundo. Portugal estará representado através de 25 jovens e adultos, que passaram pelo processo de preparação e competição nacional – as Olimpíadas de CriAtividade (www.olimpiadascriatividade.org).

Estes problem solvers nacionais estarão ao lado de outros estudantes da Austrália, Hong Kong, India, Israel, Coreia, Malásia, Nova Zelândia, Singapura, Turquia, Reino Unido e EUA.

As OC estão pensadas para que os participantes possam construir um futuro melhor através da utilização de uma metodologia de Resolução Criativa de Problemas (Future Problem Solving Program);  defendem a perspetiva de que o futuro não é algo que meramente nos acontece, mas sim que podemos construir ativamente o futuro que desejamos. Os problemas atuais e do futuro são da responsabilidade de cada um!

Em Portugal, esta iniciativa é promovida pelo Torrance Centerâ (www.tcportugal.org) desde 2009, cumprindo a sua missão de “Solidariedade, Globalidade e Criar com Atividade”.

As OC têm como objetivo fundamental desenvolver o pensamento criativo, pensamento crítico e analítico, escrita criativa, trabalho de equipa e competências de liderança, todas elas suporte do empreendedorismo e da inovação. Por isso se denomina por CriAtividade: Criar com Atividade!

Este ano a conferência contará com mais de 2200 jovens, mentores e familiares dos problem solvers. Programas como o FPSPI / Olimpíadas de CriAtividade dão a oportunidade aos participantes de demonstrar as suas competências de resolver criativamente os desafios (pessoais, profissionais, sociais, …) da mesma forma que uma competição desportiva exibe os melhores atletas.

As OC têm como Embaixadores CriAtivos Carlos Coelho (Ivity Brand Corp), Carlos Melo Brito (Universidade do Porto), Miguel Neiva (criador do ColorAdd), Pedro Chagas Freitas (escritor), Rui Pedroto (Fundação Manuel António da Mota) e Samuel Soares (Samsys).

Tiveram como patrocinadores principais a Fundação Manuel António da Mota, Fundação PT, IPDJ, Porto Editora, Samsys@Informatica, Universidade do Porto e Universidade do Porto.

 

Fonte: Torrance Center®

Portugueses conquistam 3ºlugar no 23º Prémio Jovens Cientistas e Investigadores

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Há alguns meses, o Pedro, a Núria e a Bárbara vieram ao IBMC pedir apoio para um projeto que pretendiam submeter ao concurso Jovens Cientistas e Investigadores 2015, promovido pela Fundação da Juventude.

Os alunos, estudantes da ES Júlio Dinis (Ovar), já eram repetentes nestas andanças, mas queriam desafiar-se com o seu novo projeto E’s alimentares: (cito)Toxicidade e Letalidade em Drosophila melanogaster, pelo que recorreram à Drª Paula Sampaio para os orientar.

O seu projeto não só foi um dos 100 selecionados para figurar na 9ª Mostra Nacional de Ciência, como ganhou o 3º Prémio e a oportunidade de apresentar o seu trabalho na Expo 2015, em Milão.

 

Fonte: IBMC INEB
Foto: DR

Cientista Português financiado por March of Dimes para estudar malária durante a gravidez

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A infeção com malária durante a gravidez coloca sérios riscos tanto para mulheres como para crianças. A Fundação March of Dimes, uma organização norte-americana que tem como missão melhorar a saúde das mulheres grávidas e a saúde dos bebés, financiou este ano o laboratório de Carlos Penha Gonçalves, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC, Portugal), pelos seus estudos em malária na gravidez. Esta é a primeira vez que a Fundação March of Dimes financia investigação numa instituição portuguesa.

Mulheres grávidas infetadas com o parasita da malária (Plasmodium falciparum) podem desenvolver problemas durante a gestação, tais como partos prematuros, nascimento de bebés com baixo peso, nado-mortos e abortos. O parasita da malária acumula-se na placenta originando uma inflamação em resposta à infeção. Por sua vez, esta inflamação provoca danos na placenta e prejudica o crescimento fetal.

O projeto vencedor do laboratório de Carlos Penha Gonçalves foca-se nos fatores-chave e mecanismos que atuam na placenta de forma a proteger o feto da inflamação. Os investigadores vão estudar as células fetais da placenta, denominadas trofoblastos, que são importantes nas trocas de nutrientes e gases entre a mãe e o feto. Usando o ratinho como modelo, os cientistas vão investigar de que forma estas células podem ser direcionadas para assegurar o fornecimento de sangue materno para a placenta e os nutrientes para o feto, durante a infeção. “Este projeto vai contribuir para a  identificação de agentes terapêuticos que assegurem a função da placenta em mulheres grávidas infectadas com o parasita da malária, de modo a proteger o feto em desenvolvimento e a sobrevivência de recém-nascidos”, diz Carlos Penha-Gonçalves.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano mais de 50 milhões de mulheres grávidas estão expostas à malária. Em África, cerca de 10.000 mulheres grávidas e 200.000 crianças morrem a cada ano como resultado da infecção da malária na gravidez.

 

Fonte: Instituto Gulbenkian de Ciência
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Carlos Penha-Gonçalves (Créditos: Roberto Keller, IGC)

Investigação da Universidade de Coimbra financiada pela Google

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Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um novo modelo informático, relevante para a aplicação de uma nova geração de sistemas de reconstrução 3D de ambientes urbanos.

Serviços como o “Google Street View” dão uma perspetiva 3D das ruas, mas estão limitados ao ponto de vista do veículo que capturou as imagens. Proporcionando uma experiência imersiva, em que o utilizador navega livremente pelas ruas, a equipa de investigadores de Coimbra criou um sistema que obtém reconstruções 3D detalhadas de cidades.

O projeto chamou a atenção da Google, que o selecionou no âmbito de um concurso mundial de ideias muito competitivo, com taxas de aceitação na ordem dos 15 %, e posteriormente o financiou.

A pesquisa, iniciada em janeiro de 2014, reúne dois grupos de investigação do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da UC – Instituto de Sistemas de Robótica e Instituto de Telecomunicações.

A grande novidade desta tecnologia, que se encontra em fase protótipo (demonstração disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=OeYEwq-8TBI), afirmam os investigadores Carolina Raposo, João Barreto e Gabriel Falcão, «é que este algoritmo tem por base a utilização de planos, não só para descrever a cena, mas também para calcular o movimento da câmara. Isto faz com que os modelos em 3D sejam gerados automaticamente e armazenados de forma muito compacta (ao contrário dos métodos existentes que trabalham com nuvens de pontos), permitindo a sua rápida transmissão.»

Uma outra vantagem da utilização de planos, prosseguem os investigadores, reside no facto de «esta tecnologia ser capaz de trabalhar com um número reduzido de imagens. Isto acontece porque é frequente que o mesmo plano seja “visto” pelas câmaras em posições distantes, permitindo recuperar o movimento. Tal não se verifica com os métodos atuais que requerem que as imagens sejam adquiridas em posições fisicamente próximas e, consequentemente, necessitam de muito mais informação.»

Adicionalmente, este sistema usa arquiteturas de processamento paralelo para acelerar bastante o tempo de computação, gerando automaticamente os mapas em 3D e armazenando a informação no servidor.

 

Fonte: Universidade de Coimbra e Universia
Fotos: DR