Photo-à-Porter – “Uma imagem vale mais que mil palavras”

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“Uma imagem vale mais do que mil palavras”… um cliché [?], no entanto, Ana Isabel e Paula Barbosa conheceram-se através do interesse pela escrita. Mas curiosamente foi na fotografia que se encontraram, em sentido literal, numa mesma linguagem. A Excelência Portugal pediu às duas mentoras que o apresentassem.

O projeto Photo-à-Porter tem como objetivo a divulgação de uma paixão comum – a fotografia. A cidade de Lisboa serviu-nos de inspiração para o nosso primeiro projeto do Photo-à-Porter <<Lisboa às Cores>> inaugurado em março de 2014, na Galeria Maria Lucília Cruz, no Bairro Alto.

2. Painel MISTO

Painel Misto com as várias fotografias de azulejos e portas da cidade de Lisboa. Desde o Largo do Carmo, as ruas paralelas às Escadinhas do Duque, Bairro Alto, Cais do Sodré, Rua de S. Paulo, Praça da Figueira, Bica, Intendente, Alfama…

As fachadas e as portas de madeira esquecidas, assim como os azulejos, considerados um belíssimo património secular, foram os temas escolhidos para o nosso primeiro trabalho em conjunto. Foi utilizada uma técnica manual de impressão por transferência, dando assim uma nova dimensão às fotografias, transferindo-as para diferentes suportes, como a madeira e o azulejo, mas mantendo o mesmo secretismo que é “ser” Lisboa. A originalidade deste trabalho esteve no suporte de impressão, “abandonámos” o papel e escolhemos a madeira para imprimir as fotografias dos azulejos e as fotografias das portas de madeira foram impressas em azulejo, ambos os trabalhos em 14×14.

Fotografia impressa em azulejo 14x14 [Porta do largo do Carmo]

Fotografia impressa em azulejo 14×14 [Porta do largo do Carmo]

Em abril de 2015, juntámos o gosto da escrita à paixão pela fotografia inaugurando uma exposição que explora o universo feminino <<trapézio>>. O Trapézio começou por ser um conjunto de pequenos textos. Uma mão cheia de todas as Mulheres que habitam em nós.
derreto[-me][,] nas tuas mãos. sabes quando parar? guardo o tesouro que sou [eu]. quero [ter] os desejos errados. retornar à vida que é ser Mulher...

derreto[-me][,] nas tuas mãos. sabes quando parar? guardo o tesouro que sou [eu]. quero [ter] os desejos errados. retornar à vida que é ser Mulher…

De uma forma ou de outra, todas as Mulheres vivem num trapézio [diário]. Mais tarde juntámos as imagens e tentámos verbalizar essas personagens através da fotografia, reunindo duas paixões: a escrita e a fotografia. Surge assim a exposição «trapézio» uma exposição de fotografia composta também por 14 estórias, todas elas representadas numa imagem [ou personagem] feminina.A nossa intenção foi revelar os vários estados de alma a que “sobrevivemos”, nisto, na transparente solidão de ser Mulher.
padeço de uma tenebrosa soledade ao me ensaiar em auto-retratos, denunciando uma singular pagã. a intensidade visceral com que me descrevo... a ti não te servirá de [+] nada... hoje voltei-te as costas e ao virar-me para mim, compreendi [por fim] o que era [o teu] "não sentir" nada.

padeço de uma tenebrosa soledade ao me ensaiar em autorretratos, denunciando uma singular pagã. a intensidade visceral com que me descrevo… a ti não te servirá de [+] nada… hoje voltei-te as costas e ao virar-me para mim, compreendi [por fim] o que era [o teu] “não sentir” nada.

Trabalhamos pontualmente para o Teatro Villaret, onde fotografamos e elaboramos os cartazes para os espetáculos. E temos tido a sorte de fotografar Mulheres fantásticas como a Raquel Ochoa e a Marta Gautier.

O nosso próximo trabalho tem como protagonista, uma vez mais, a cidade mais bela do mundo… a nossa!

Mas ficamos por aqui!

Exposições de Fotografia:

<<Lisboa às Cores>>, março de 2014 na Galeria Maria Lucília Cruz em Bairro Alto, Lisboa.
<<Trapézio>>, abril de 2015 na Fabrica da Pólvora em Tercena, Barcarena. 

 

 As mentoras

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Paula Barbosa
nasceu em Lisboa em 1973, iniciou em 1990 na ETIC o seu percurso na área da Fotografia, mantendo ainda hoje a cidade de Lisboa com o seu “laboratório de quimeras”.

Procura integrar o seu trabalho de fotografia, designer e de instalações num determinado Tempo, Movimento, Ambiente e/ou Espaço.

Experienciar o Não-Lugar, em locais esquecidos ou abandonados… que nos oferecem as suas próprias qualidades, a sua própria identidade histórica/social, nas suas diferentes dimensões… numa poesia visível ou invisível.

Fundou em Maio de 2013 o 2MW Collective com a artística plástica Ângela Menezes, [Too Many Walls, Too Many Words, Too Many Worlds, Too Many Wonders], um projeto colaborativo de Arte Urbana “situado” entre a pintura, a literatura e a fotografia

Em 2014 cria um novo projeto de fotografia, o Photo-à-Porter,  com Ana Isabel.

Em 2015 surge o Trapézio, um projeto de Escrita [uma das suas paixões] e Fotografia, um retrato escrito de todas as Mulheres que habitam em nós…

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Ana Isabel
nasceu em 1975 nas belas planícies alentejanas. Tradutora de profissão, a sua paixão pela Fotografia como modo de não esquecer o que a memória teima em apagar nasceu muito antes, ao folhear os álbuns de família, mas foi com as viagens para outros países que a Fotografia se tornou essencial para ver o que está para além do olhar.

Viajante sempre com o próximo destino em mente (?), Ana Isabel já percorreu as distantes montanhas do Butão, Chile, Cuba, Tanzânia, Usbequistão e fotografou outros destinos como China, Japão, Nepal, Tailândia, Estados Unidos, Ucrânia, Escócia, Espanha.

Em 2013 expõe as primeiras fotografias no projeto conjunto de vários artistas “XS Art, Arte em Pequeno”, na Galeria Maria Lucília Cruz e em 2014 cria com Paula Barbosa o projeto Photo-à-Porter.

Em 2015 participa no projeto de Paula Barbosa, Trapézio, numa combinação da Fotografia com a Escrita.

 

Fotos: DR

B.Kimo – Os Kimonos de Joana Sousa

 

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Joana Sousa , natural de Oeiras e com 24 anos de idade, é a criadora e rosto da B.Kimo, uma marca de Kimonos. Mas enganem-se os que a possam associar imediatamente às artes marciais, estes Kimonos são peças de vestuário/moda.

A Excelência Portugal falou com a sua criadora e ficou a conhecer melhor este projecto.

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Sinto enorme felicidade de poder ter tornado possível um projecto que sempre esteve dentro de mim, mesmo que eu não soubesse.

Quando começaste a sentir o apelo da moda ?

Desde miúda que ia das compras directa à costureira, para alterar determinado pormenor das peças que ia comprando, olhando para trás percebo que o bichinho da moda e da costura sempre fez parte do meu ser, mas estava longe de saber que ele estava a crescer e que no futuro só me sentiria plenamente feliz deixando-o eclodir.

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fui fazendo tops, calções, tudo o que me vinha à cabeça que eu quisesse vestir fazia-o eu em vez de ir comprar, até porque muitas vezes não havia o que eu tinha idealizado nas lojas

O teu percurso académico não apontava neste sentido. Como se deu a inversão ?

Tirei uma licenciatura em Sociologia no ISCTE e posteriormente uma pós graduação em Comunicação, também no ISCTE, no entanto sentia-me perdida e sem saber bem o que quereria fazer com esta formação. Como sempre fui muito senhora do meu nariz fui fazendo trabalhos para não ter que pedir dinheiro aos meus pais, até ter ido parar a uma loja de patchwork, que uma tia minha abriu, onde trabalhava a minha irmã. Conviver com elas e com os tecidos diariamente despertou em mim o tal bichinho (da moda/costura) adormecido até então. Comecei por fazer coisas pequenas (bolsinhas e bolsinhas – quem me conhece sabe que tenho bolsinhas para tudo) até começar a costurar melhor. Daí em diante, fui fazendo tops, calções, tudo o que me vinha à cabeça que eu quisesse vestir fazia-o eu em vez de ir comprar, até porque muitas vezes não havia o que eu tinha idealizado nas lojas (ainda hoje é assim – raramente vou às compras aos centros comerciais – vou às lojas de tecidos).

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Como surge então a B.Kimo?

Conforme ia fazendo as peças, ia fotografando e pondo no Facebook e no Instagram e à medida que ia postando as fotografias comecei a receber pedidos de amigas para fazer peças iguais para elas, a peça que teve mais pedidos foi um Kimono, depois de algumas encomendas pensei, porque não criar uma marca? E foi neste momento que nasceu a B.Kimo.

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Porquê B-Kimo?

B, do verbo To Be, e Kimo, diminutivo de Kimono – que ao contrário do que muita gente pensa, quando digo que faço Kimonos, não existem apenas Kimonos para Artes Marciais. Os meus Kimonos são uma peça fundamental no guarda-roupa de qualquer mulher porque dão para todas as ocasiões, fazem a toilette e eu gosto muito de ver as mulheres a arranjarem-se cada vez mais e melhor. Claro que fico muito mais babada se o Kimono fizer parte de alguma das minhas colecções, sinto-me útil!

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Já conto com três colecções e todas elas correram/correm bem (a última ainda está disponível na página de Facebook da B.Kimo).

Quantas colecções já desenhaste? Quem colaborou no projecto?

Já conto com três colecções e todas elas correram/correm bem (a última ainda está disponível na página de Facebook da B.Kimo). Sempre idealizei as peças e as fiz, era eu, os tecidos, o tapete de corte e o cortador e a máquina de costura, mas nem tudo dá para fazer sozinha por isso contei desde a primeira colecção com o meu grupo de amigas a servir de modelos para as minhas peças, com o meu primo para fotografá-las e na última colecção, com a minha irmã para pentear as modelos enquanto eu coordenava, maquilhava e fotografava também. Só tenho a agradecer por tudo isto estar a correr tão bem.

Que outros projectos tem a Joana Sousa em mente?

Para complementar a minha formação inicial e poder continuar com este ou outros projectos que eventualmente surjam vou inscrever-me este ano no curso de Design de Moda da Faculdade de Arquitectura.

Fotos: Francisco Silva

Tunipex – Empresa Portuguesa reativa industria extinta e torna-se num exemplo de sucesso

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A Tunipex nasceu nos anos 90 no concelho de Olhão, quando Carlos Sousa Reis viu a oportunidade de investir numa indústria que se encontrava extinta há mais de 20 anos. Tradicionalmente, a pesca de atum rabilho no Algarve era fonte de subsistência de grande parte da região. Contudo com o tempo e com a escassez da quantidade de peixe, esta tendeu a desparecer. Sendo uma atividade que exigia um elevado número de trabalhadores, e tendo em conta que a utilização do atum era exclusivamente para a indústria da conserva, a sua rentabilidade tornou-se muito reduzida, o que contribuiu ainda mais para o seu desaparecimento.

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Carlos Sousa Reis e sócios tiveram a visão de no momento certo, investirem e reactivarem a indústria. A sua aposta veio a comprovar-se em moldes diferentes, tanto com a modernização da técnica de pesca utilizada, como com o reposicionamento perante o mercado. Estes foram factores determinantes para o sucesso do projecto.

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O atum rabilho é uma espécie carateristica do Oceano Atlântico, contudo este desova no Mar Mediterrânico. A costa algarvia é então uma região com condições únicas na exploração desta espécie, visto que no seu ciclo de vida normal, esta tenha necessariamente de passar por aqui. A Tunipex em parceria com uma empresa japonesa (a Hokomo) juntaram forças e iniciaram um projecto inovador que combina a excelência de um produto com a necessidade que o mercado apresenta. A sua actividade direcciona-se para a exportação, nomeadamente para o Japão e alguns países europeus, como também para a venda a restaurantes de comida japonesa em Portugal. Na exploração nestes meios, é fundamental que exista um processo muito rigoroso após a pesca pois este pode depreciar ou valorizar o pescado em duas ou três vezes o valor estimado.

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A armação de pesca é o método de pesca utilizado que permite capturar os atuns e mantê-los em liberdade restrita, até o momento ideal para os capturar. A modernização feita que combinou a tecnologia de ponta japonesa com o conhecimento da técnica portuguesa veio introduzir uma redução significativa no número de trabalhadores e uma maior eficiência da própria actividade. Sendo este um método considerado passivo onde cerca de 70% do pescado não é capturado, está associado à atividade um programa internacional de marcação de atum. Parceiro do IPMA (Instituto Português do Mar e Atmosfera) este projecto tem como principal objectivo estudar e alargar o conhecimento sobre a espécie do atum rabilho.

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A Tunipex como usa uma técnica em que não é possível ter controlo total sobre aquilo que é pescado, aproveitou para alargar a sua área de actividade ao comércio local de peixe de consumo normal, como ao comércio de animais vivos para aquários e oceanários por todo o mundo.

Hoje em dia na praia do Barril conseguimos ver a herança deixada por uma atividade que marcou gerações e gerações. As âncoras que outrora seguravam a armação, estão agora em terra viradas para o mar indicando o corredor de atum que é a costa algarvia portuguesa.
Fontes:
Programa Bombordo, RTP
www.tunipex.eu

Fotos: DR

Native Scientist é uma organização dedicada à integração das comunidades jovens emigrantes portuguesas

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Native Scientist (NS) é uma organização sem fins lucrativos que nasceu no Reino Unido e espalha-se agora por outros países da Europa.

O projecto consiste na proximidade entre cientistas e alunos portugueses nas escolas do Reino Unido onde, em conjunto, partilham experiências e conhecimentos.

As fundadoras da organização, Joana Moscoso e Tatiana Correia, apresentam a missão do projeto em três pilares:

  • aproximar pessoas altamente qualificadas de crianças bilingue
  • encorajar a aprendizagem e o aperfeiçoamento da língua portuguesa
  • despertar a atenção dos mais jovens para a importância da ciência e melhorar a sua performance escolar.

 

Um milhão de alunos no Reino Unido aprendem inglês nas escolas e comunicam através de outra língua em casa. Apesar de conhecidas as vantagens da aprendizagem de duas línguas, há um desafio que se impõe à integração social destes alunos na comunidade escolar. O reconhecimento deste problema e a necessidade de facilitar a integração destes alunos são a filosofia da NS.

 

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Tatiana Correia (à esquerda na foto) doutorou-se na Universidade de Cranfield e é actualmente gestora tecnológica para a Nanotecnologia e Metrologia, na agência de inovação do Reino Unido, The Knowledge Transfer Network. Joana Moscoso (à direita) é investigadora no Imperial College London na área da Microbiologia Molecular e juntas abraçaram este projecto.

Joana conta à Excelência Portugal que a ideia

surgiu quando eu e a Tatiana, juntamente com mais 7 colegas investigadores portugueses no Reino Unido, organizávamos o LUSO 2012, que é o encontro anual da PARSUK (Portuguese Association of Researchers and Students in the United Kingdom). A Tatiana, investigadora na área da física, tinha algum contacto com as crianças da comunidade de emigrantes portugueses em Londres e eu costumava voluntariar-me em escolas inglesas para falar sobre microbiologia, a área em que faço investigação. Juntas, apercebemo-nos que as crianças portuguesas a viver cá fora podiam beneficiar do contacto com cientistas. 

A Tatiana conta-nos a experiência positiva de uma primeira iniciativa, ainda fora do âmbito da NS, em que “9 cientistas portugueses falaram e demonstraram algumas atividades relacionadas com o seu trabalho a 25 crianças lusodescentes. A recetividade ao projeto por parte dos alunos, cientistas e professores foi excelente e por isso decidimos repetir”.

 A Native Scientist surge então em 2013, após as duas Joana e Tatiana terem vencido um prémio de empreendedorismo social, do Imperial College e UnLtd, para desenvolver o projeto.

Ambas as fundadoras fazem questão de referir o papel fundamental dos voluntários na organização que exige de todos “muita disciplina”. Relembram ainda a especial importância de “7 colaboradoras, também voluntárias, que nos ajudam a coordenar a marcação das sessões, a ida às escolas e o conteúdo nos social media.

 A Joana acrescenta ainda que

o coração da NS são de facto os cientistas, que disponibilizam parte do seu tempo para irem às escolas partilhar a sua experiência e assim, inspirar as crianças portuguesas cá fora, não só a aprenderem ciência, mas também, a usarem a língua portuguesa e manter viva a conexão com Portugal.

Confessa ainda que uma razão para a disponibilidade de tantos voluntários é que “ao contrário de outras oportunidades de voluntariado que existem, a NS proporciona uma experiência que é educativa e que apela ao elo de ligação cultural.”

O projeto inspirou não só cientistas portugueses mas também cientistas de outras nacionalidades: “ houve uma reação inesperada a este projeto por parte de outras comunidades no Reino Unido, como por exemplo a espanhola, francesa e alemã. Encaramos esta reação como uma oportunidade para aumentar o impacto da NS na integração e desenvolvimento social das comunidades emigrantes no Reino Unido.

As fundadoras desenvolvem agora planos para a expandir o projeto nas comunidades portuguesas doutros países.

Queremos crescer. O nosso plano é crescer nas comunidades portuguesas lá fora e replicar o projeto noutros países. Este ano fomos para França. Para o ano queremos começar na Alemanha. Para além disso, queremos também crescer no Reino Unido, dando especial atenção às comunidades minoritárias.

 

A NS pode ser seguida no Facebook e Twitter

 

Desafios Porto com videoclip de Miguel Araújo

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O músico Miguel Araújo está a ajudar a Câmara do Porto e quatro parceiros a desafiar a cidade. A ideia, lançada pela autarquia está explicada no site www.desafiosporto.pt e qualquer portuense pode participar, desafiando os empreendedores a encontrar soluções que serão financiadas pelas empresas que se juntaram ao desafio.

Entre os suportes de comunicação criados, está um videoclip que ilustra a música que João Salcedo concebeu e Miguel Araújo protagoniza e que foi oferecida ao projeto que conta já com centenas de contribuições de pessoas que desafiam a cidade a encontrar soluções para pequenos ou grandes problemas.

Segundo Filipe Araújo, vereador da Inovação da Câmara do Porto, a ideia é “melhorar o futuro do Porto, lançando desafios que podem ser ultrapassados de forma inovadora”, lembrando que “todos os dias vivemos desafios, no caminho para o emprego, no acesso a serviços da cidade e certamente já todos nos lembramos de problemas que gostaríamos de ver resolvidos”.

A Câmara do Porto, que conta conta neste programa com a parceria da NOS, da EDP, do CEIIA e da E&Y, permite que qualquer pessoa participe no Desafios Porto que, para o vereador “é também o estímulo que muitos dos empreendedores da nossa cidade necessitam para encontrarem as soluções e a impulsionar o ecossistema de empreendedorismo de inovação, criando emprego e desenvolvimento económico”.

Os desafios podem ser colocados à Câmara Municipal até dia 1 de agosto, no site do projeto, que serão processados e apresentados até ao dia 1 de Setembro. As soluções serão depois concebidas até 2 de novembro e apresentadas a 23 desse mesmo mês, publicamente. O desenvolvimento tecnológico das soluções, que serão colocadas em prática na cidade, acontecerá até 18 de abril de 2016.

A mecânica do programa está explicada em www.desafiosporto.pt.

Fonte: Câmara Municipal do Porto

Miss Can – “packs” recheados com Portugal

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A Miss Can foi uma das 10 finalistas do concurso, Prémio Nacional das Indústrias Criativas 2015 e traz consigo a inovação num “pack” que alia cultura e tradição.  

A ideia nasceu da vontade de recuperar um tradição familiar. O negócio das  conservas que vinha desde 1911 com a criação de duas fábricas, foi “recuperado”  por três sócios da família Soares Ribeiro que criaram um conjunto de conservas  originais, feitas de através de um método artesanal e com uma qualidade  superior.

O projecto existe desde 2013 e conta com vários “packs” de conservas todos eles com diferentes personalidades e muito portugueses, cada “pack” é composto por três latas de conserva– sardinha, cavala e atum – que são misturadas com várias iguarias portuguesas, sendo o tempero que lhes concede a personalidade diferente.  Existem para todos os gostos ‐ num total de cinco ‐ para os mais aventureiros o Miss Can Hot com azeite picante e para os mais tradicionais o Miss Can Patriot que mistura os sabores das conservas com o tradicional bacalhau com alho ou grão de bico. Cada “pack”  conta ainda com curiosidades históricas, receitas para cada lata que ajuda o consumidor a degustar as conservas de forma bem típica e a história da indústria.

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As Miss Can podem ser encontradas em várias lojas pelos país e pelo Mundo e, também num ponto de venda original, um triciclo Piaggio APE com 21 anos, o próximo passo da “sereia Miss Can” será um petiscaria bem no centro da cidade de Lisboa.

 

Fotos: DR

 

Boogie Chicks – Campeãs formam futuras campeãs

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A Escola de Bodyboard feminino BOOGIE CHICKS está integrada na Aqua Carca, Associação Novos Desportos Aquáticos cujo objetivo consiste na promoção de novas modalidades aquáticas e ensinar um novo estilo de vida saudável e divertida aos jovens praticantes.

Conjugam-se, assim, as regras de uma modalidade desportiva “bodyboard”, com as regras da nossa civilização que os ajudará a crescer como pessoas e desportistas. Esta Associação contempla o ensino misto e o ensino feminino. A Escola de Bodyboard feminino BOOGIE CHICKS destina-se a todas as raparigas que pretendam aprender a fazer Bodyboard.

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Normalmente, as raparigas têm mais dificuldades em praticar este desporto, uma vez que não existe um mercado totalmente direcionado para elas e a oferta no que diz respeito a escolas da modalidade no país ainda é pouca.

Assim, para promover o bodyboard feminino em Portugal, é na vertente do Bodyboard e diretamente com raparigas que a Escola BOOGIE CHICKS funciona.

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Praticando bodyboard há mais de 20 anos, tendo passado por algumas destas dificuldades e não menosprezando o género masculino, Catarina Sousa decidiu avançar com o projeto de uma escola de Bodyboard dedicada exclusivamente ao feminino de que tanto apoio necessita.

A Escola Boogie Chicks fica localizada na praia de Carcavelos, junto ao restaurante Pastorinha e funciona durante todo o ano com aulas de iniciação, aperfeiçoamento dos 4 aos 84 anos, ATL´s de férias, festas de aniversário e despedidas de solteira. A vertente competitiva é uma recente aposta da Escola, onde treinos na praia, piscina e trampolins fazem parte da formação das jovens atletas.

Este ano festejam 10 anos de existência e contam com mais de 40 raparigas que treinam semanalmente na escola e com uma equipa fantástica de treinadoras:

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Catarina Vilarinho de Carvalho Machado de Sousa
Data de Nascimento:
22 Abril 1977
Signo: Touro
Local de Nascimento: Oeiras
Patrocínios:Roxy, Eastpak, Escola Boogie Chicks, Linha Pura e Vintageform
Melhores classificações:
7x Campeã Nacional
4x Campeã da Europeia
1º e única Portuguesa até à data a vencer uma prova do Circuito Mundial – Sintra Portugal Pro 2009

Ainda não terminou a carreira de atleta, mas neste momento dedica-se muito mais à carreira de treinadora de atletas, entre as quais:
Marta Fernandes – Campeã Europa 2009
Teresa Almeida – Campeã Mundial 2014
Teresa Padrela – vencedora da ultima etapa do Circuito Nacional de Bodyboard Esperanças 2014 e  Campeã Regional Carcavelos 2015

 

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Teresa Almeida

Data de nascimento: 21.05.1992
Naturalidade: Alcobaça
Praias/ondas preferidas: Praia do Norte – Nazaré
Formação académica: Licenciada em Ciências do Desporto
Tempo de Bodyboard: 9 anos
Clube: Clube de Desportos Alternativos da Nazaré
Melhor classificaçação no circuito nacional: Campeã nacional Sub 18 (2010) e Vice-campeã nacional open (2013)
Melhor classificaçação europeia: Vice-campeã europeia júnior (2011) e Vice-campeã europeia open (2014)
Melhor classificaçação mundial: Campeã mundial ISA (2014)
Viagens realizadas: Açores, Madeira, Espanha, França, Marrocos, Indonésia e Chile
Patrocínios: Crédito Agrícola, Ekena Bay, Boogie Chicks, JANGAWETSUITS, e  CC BOARDCENTER

 

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Nome:
Marta Leitão
Data de nascimento: 22.10.1982
Naturalidade: Lisboa
Praias/ondas preferidas: Cova do Vapor
Formação académica: Licenciada em Jornalismo
Tempo de Bodyboard: 11 anos
Clube: Ludens Clube Machico
Melhor classificaçação no circuito nacional: 1º lugar Boogie Chicks Pro 2015
Melhor classificaçação europeia: Top 3 em 2013, 1º lugar ETB Marracos em 2013
Melhor classificaçação mundial: Top 14 em 2013 (5º lugar na Venezuela, 9º lugar no Brasil) e 2014
Viagens realizadas: Hawaii, Porto Rico, Chile, Brasil, Venezuela, Maldivas, Ilhas Cook, Ilhas Canárias, Costa Rica, República Dominicana, Miami, México, Cuba, Cabo Verde, Açores, Madeira, Espanha, França, Marrocos…
Patrocínios: Baby-G Portugal

 

 

Fotos: DR

 

Maria Wurst – delicioso empreendedorismo luso-germânico

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Maria Wurst nasce da amizade entre Francisca e Ina: uma é portuguesa, a outra é alemã; uma é morena, outra é loira. Ambas são sonhadoras e dotadas de um talento especial para o espírito empresarial.
Maria Wurst percorre o país de Norte a Sul e a Excelência Portugal foi conhecer este delicioso projecto numa das suas paragens.
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INA KOELLN  – 29 anos

O meu nome é Katharina Kölln, mas desde pequena que sou tratada por Ina (graças a um dos meus 4 irmãos que não tinha paciência para articular o meu nome todo).  Nasci em Freiburg , uma cidade bastante „eco“, no sul da Alemanha.
Com 16 anos, passei o meu primeiro ano no estrangeiro, a estudar, no sul de França. Foi nesta altura que descobri a minha paixão pelas viagens e aventuras.
Viajei com a mochila às costas durante um ano e fui viver para Paris, onde estudei design de vestuário masculino.
Seguiu-se Londres, onde comecei a trabalhar num pequeno atelier de moda e num bar à noite.
Foi nesta cidade que conheci a minha grande amiga e agora sócia, Francisca Meneses. Partilhámos uma casa na altura e depois de fazermos várias viagens à Alemanha e a Portugal, decidi viver em Lisboa. Depois de ultrapassadas as primeiras dificuldades de adaptação, lancei, em 2013, a minha marca INA KOELLN de malas e acessórios. E pouco tempo depois nasceu a nossa Maria Wurst, que era já uma ideia antiga nossa, mas que ainda não tinha encontrado o timing certo … até hoje!

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FRANCISCA MENESES – 28 anos

Aos 5 anos perguntaram-me “o que queres ser quando fores grande?” E eu respondi de forma convicta, “DONA!”. Aos 10 já tomava conta dos meus irmãos gémeos e aos 12 fui sub-guia de uma patrulha de escuteiros. Escolhi o curso de Marketing e Publicidade como licenciatura e após o curso rumei a Londres de mochila às costas, onde conhecia a minha actual sócia Ina Koelln. Realizei um curso de Inglês aplicado ao marketing enquanto trabalhava em part-time. Ainda nesse ano, fui seleccionada para o programa de estágios internacionais INOV CONTACTO e o destino foi Cabo Verde, ilha do Sal.

Regressei a Portugal e na dificuldade de procura de emprego, fiz um curriculum em formato de vídeo que teve resultados imediatos. Trabalhei 2 anos numa agência de publicidade e em Dezembro de 2012 decidi abraçar o projecto da minha vida – a Maria Wurst.

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Como surgiu a ideia deste negócio? 

Este projecto nasce de uma amizade, em Londres, entre uma Portuguesa e uma Alemã. Foi no regresso de uma viagem, a Freiburg, que o nosso sonho ganhou forma. Mais precisamente, a forma de uma salsicha. “E se trouxéssemos o prato mais típico da Alemanha para Portugal?” Os portugueses são exigentes com o que comem. Querem pratos deliciosos, baratos e de qualidade – e até já se renderam à street-food.
Por isso, não fizemos a coisa por menos. O nosso orgulho são as nossas salsichas: feitas à mão por um talhante alemão, com carnes DOP de uma herdade alentejana. É um conceito inovador em Portugal e com fortes capacidades de crescimento.

Já existia alguma experiência empresarial por parte de alguma das duas?

Sempre trabalhámos por conta de outrem, ganhámos experiência e sentido de responsabilidade. Posteriormente, a Ina cria a sua própria marca de roupa, com matérias-primas portuguesas e em simultâneo nasce a Maria Wurst.

Como definem o conceito da Maria-Wurst?

Proporcionar uma experiência diferente aos Portugueses – Oferecer uma especialidade alemã com qualidade. Satisfação do cliente, SEMPRE!

Quais as maiores dificuldades que sentiram no arranque?

Apesar do investimento ser relativamente baixo, há sempre dificuldades. É preciso ter pulso, muita coragem e dedicação. Nem toda a gente tem uma historia para contar. Nem toda a gente tem um produto forte e inovador. Nós temos e por isso, decidimos avançar.

Que impacto teve a participação no Shark-Tank? Já obtiveram financiamento?

Impacto extremamente positivo. As pessoas reconhecem-nos e procuram-nos. Temos várias pessoas interessadas em participar no negócio.

Vocês têm participado em muitos eventos e festivais de Norte a Sul. Este “road-show” tem sido uma forma de dar a conhecer o projecto. Como tem sido o feedback? 

O feedback tem sido motivador, daí rumarmos diversas vezes ao Norte e Sul do país.

A oferta de produtos tem evoluído/sido ajustada?

Temos os mesmos produtos, com alguma mudança na receita (consistência e sabor) e a ideia é acrescentar alguns extras, como a típica e saborosa salada de batata.

Quais são os projectos futuros para a marca (franchising, etc …) ?

Para já consolidar a Marca e tornar a Maria Wurst uma referência na gastronomia alemã.

 

Fotos: DR

Book Experience promove aquilo que o nosso País tem de admirável

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“A Book Experience nasceu da vontade de promover Portugal e tudo aquilo que o nosso País tem de admirável” é assim que se define este negócio que tem como intuito criar histórias sobre empresas portuguesas que tenham ideias e conteúdos inovadores.  A criadora do projeto é Leonor Vaz Pinto, que acredita que o storytelling pode fazer a diferença na comunicação das empresas numa altura em que as pessoas se preocupam mais com “sensações, emoções e relações”.

O desafio é criar histórias e produtos que marquem a diferença e que levem o consumidor a lembrar‐se deles não pelo ordinário mas pelo experiência proporcionada, transformar as marcas portuguesas para que estas criem uma relação, um laço, com o consumidor.

Desde receitas a cortiça, a empresa dá aos consumidores/leitores a possibilidade de se envolverem sensorialmente e emocionalmente com as várias histórias contadas que podem ser disponibilizadas em várias plataformas. Às marcas dá credibilidade, projecção e “word of mouth” e uma nova forma de relação com os consumidores.

São estórias de “encantar”, cheias de originalidade, que dão uma nova vida às marcas portuguesas e que promovem “a nossa bem amada “portugalidade””

 

Fonte: Book Experience

 

Hostel no Estoril no top 10 dos mais elegantes na Europa

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Segundo o jornal britânico The Guardian, o hostel Blue Boutique Hostel&Suites no Estoril entra na lista dos 10 hostels mais elegantes da Europa.

Com cerca de um ano de existência, o hostel azul situado na famosa Marginal da linha de Cascais já foi várias vezes elogiado e reconhecido internacionalmente, e esta semana foi rotulado pela sua elegância, quer devido à privilegiada localização e vista sobre o Atlântico, quer devido à arquitetura e decoração artísticas que transformaram esta antiga mansão senhorial num espaço moderno, sem perder o charme dos anos, apenas renovando-o.

O edifício tem cinco andares, pelos quais se distribuem as áreas sociais, os dormitórios, os quartos individuais ou familiares e as suítes, havendo uma clara diferença de preços, mas sem qualquer descuido na qualidade das instalações.

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O leque de atividades oferecido aos hóspedes procura dar a conhecer o melhor que a zona tem para oferecer: uma variedade imensa de desportos aquáticos mas também tours pela Serra de Sintra e arredores.

O Blue Boutique Hostel&Suites surge do empreendedorismo de três sócios, Juan Matias, Miguel Lino e Bernardo Amaral. Todos praticantes de desportos aquáticos e residentes na zona, que apresenta cada vez mais potencial, para além de que os hostels estão cada vez mais na moda, sendo um modelo de negócio atrativo e que tem vindo a perder a fama de pouco convidativo. Em Portugal podemos encontrar inúmeros hostels fabulosos, e que constituem uma excelente alternativa para o setor mais jovem, por exemplo.

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Para além do hostel português também fazem parte da lista o Generator hostels em Paris, o WellnessHostel 4000 na Suiça, o Slo-living em Lyon, o Backstay Hostel Ghent na Bélgica, o Basecamp Bonn na Alemanha, o The Hat em Madrid, o Ecomama em Amesterdão, o Wombat”s em Londres e o Loft na Islândia.

Fotos: DR