Governo vai lançar a candidatura do azulejo português a património da Humanidade, da UNESCO

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O anúncio da candidatura foi feito, ontem, pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, no Museu Nacional do Azulejo e a candidatura será preparada pela Direcção-Geral do Património Cultural, em parceria com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e a Comissão Nacional da UNESCO/Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Portugal soma e segue nas candidaturas, depois do cante alentejano e do fado, o azulejo português é o candidato que se segue.

O nome tem origem árabe e ganhou tradição em terras portuguesas. O azulejo tem 500 anos de produção nacional e é caso único como elemento decorativo e arquitectónico.  Este elemento pode ser encontrado no revestimento de igrejas, palácios e outros. A sua enorme carga história e artística pode ser comprovada no Museu Nacional do Azulejo.

Fotos: DR

 

BET 24 Horas – a reportagem

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A Excelência Portugal teve a oportunidade de acompanhar o evento bet24horas na sua 3.ª edição, que terminou no passado dia 09 de maio de 2015. Um evento em que as 24 horas são, na sua totalidade, focadas somente no empreendedorismo português! Este evento tem o intuito de incentivar os jovens a serem proactivos, empreendedores. No meio de um clima de competitividade os participantes tiveram não só a oportunidade de abrir os horizontes às várias questões a ter em conta no inicio de um projecto de cariz social, startup ou na manutenção dos mesmos, como de ganhar apoios e projecção das suas ideias.
Os jovens que passaram a última etapa dos desafios foram defrontados com a necessidade de fortemente argumentar e defender as suas ideias, expostos a críticas sem papos na língua mas também aos mais honestos parabéns e ofertas de auxílio, networking! De um evento que, embora apenas alguns foram os vencedores, todos saíram a ganhar algo: experiência e conhecimento/ know how! A nossa página tem o orgulho de dar os parabéns a Romina Fernandes, que há tempos nos respondeu a uma entrevista, acerca do seu projecto conjunto com Sara Agotinho, a Pictomed. Romina Fernandes ganhou o Social Entrepreneurs Challenge/ Desafio de Empreendedorismo Social.

Romina Pictomed

Para além desta competição ocorreram, paralelamente, mais três competições! Nesta já referida, como o nome indica, concorreram projectos de cariz social e a grande conhecimento passou na passagem da ideia à prática. O prémio foi nomeadamente 1 000 euros e uma viagem à Tech Hub de Londres, para além de recolher os fundos reunidos na segunda etapa, na campanha de crowdfunding.

A segunda competição denominou-se por Challenge Social Media, que consistiu na análise de um problema de uma startup a níveis da comunicação, sendo o desafio a solução do mesmo! O prémio passou por uma viagem à Tech Hub Europeia. A terceira competição, Challenge Startup 2.0, tocou nas raízes de como desenvolver uma startup, da sua concepção ao sucesso no mercado. Com o prémio de 1 000  euros e viagem à Tech Hub de Londres. A quarta e última competição por sua vez foi a Challenge Startup 2.0 segue no mesmo sentido mas aplicando-se a startups já estabelecidas! Com um prémio de investimento de 5 000 euros e todo o conhecimento para a ampliação e projecção do negócio. Sendo que face a esta última concorrência tivemos a oportunidade de falar com dois participantes!

António Araújo e Manuel Machado Soares foram participantes no Bet 24 Horas, nomeadamente no Challenge Startup 2.0. Ambos jovens de 19 anos são sócios fundadores da empresa 100 Horas na Linha, que está no activo faz três meses. Esta empresa é especializada em serviço ao domicílio durante a noite de quinta, sexta e sábado. O serviço tem à disposição bebidas, comida, tabaco e os seus pontos de entrega são em Cascais, Lisboa e Oeiras. Estes dão o seu testemunho em forma de mensagem na matéria:

Eventos destes são de louvar! Cada vez mais têm sido feitos em Portugal eventos que promovem o empreendedorismo e agradecer ao BET por realizarem um evento deste género, que já não é a primeira vez. Aconselhamos todos os jovens a participar na próxima edição.

Presidente BET

Mas mais do que uma reflexão de participantes a Excelência Portugal falou também com o actual presidente da BET a entidade que organizou o evento! Salvador Barros acerca do que constitui o evento e da origem do mesmo:

(O Bet 24 horas é a) Oportunidade para os jovens empreendedores, isto é, jovens que têm ideias, tirarem-nas da cabeça e comecem a trabalhá-las. Portanto estas 24 horas servem para que em quatro semanas e dois momentos físicos os jovens estejam focados em empreendedorismo em vários pontos de vista. Os participantes do evento dividem-se pelas quatro competições, consoante o seu interesse, sendo o propósito específico a competição.

Quanto à entidade que impulsionou este evento:

O BET surgiu no final de 2011, naquela fase em que se falava na «geração à rasca», «geração perdida», 40% de desemprego jovem em que o mercado não atua, não os recruta… O que aconteceu entretanto é que nós quisemos contribuir para que não houvesse este pessimismo! Decidimos atuar por cima disso, ou seja, decidimos puxar pela proactividade dos jovens e foi assim que nos surgimos. E como é o que o fazemos?

Nós temos aqui uma quase fórmula mágica da forma como agimos, os “4 M’s + S”. Os termos referentes são em inglês porque temos pessoas que não são portuguesas na equipa, sendo esta língua a do elo de todos.

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O que nós queremos no fundo fazer, é ajudar os empreendedores a tirarem as ideias das suas cabeças e começarem a trabalhá-las (mindset), quando decidirem avançar com a ideia após os eventos ajudá-los de facto a encontrar a equipa perfeita (matching), ajudá-los a trabalhar em qualquer fase possível, ao máximo em termos de aconselhamento (mentoring) e depois finalmente ajudá-los a conseguir investimento junto de investidores com os quais metemos em contacto. Procuramos ajudar o empreendedor em todo o seu percurso até que já não necessite de nós e consigam assim meter as suas ideias no mercado! Dar vida aos problemas que querem resolver…”

Como tem sido a experiência na realização deste evento?

“Face ao Bet 24 Horas esta é já a sua 3.ª edição, nas outras edições o modelo era um bocado diferente. Nesta edição o processo esteve dividido em duas fases, foi uma experiência que tivemos noutros modelos de desafios que tem dado resultado, que é um compromisso com as ideias. Portanto numa primeira fase, de quatro semanas e no final os que aparecem, não há seleção, são no geral pessoas que veem por vontade própria, ou seja, a priori são os que vêem com compromisso.

Tem sido muito giro ver porque de facto as pessoas que aparecem vêem já com trabalho feito! Com qualidade e até surpreendentes com o grau de desenvolvimento. Por isso decidimos trazer este modelo para o Bet 24 Horas. Além disso a parte que achamos que acrescenta mais valor da nossa forma de actuar é o apoio e investimento como na Uniplaces, Chic By Choice, Follow Price que já conseguimos ajudar… Já ajudamos startups num levantamento superior a meio milhão de euros em quase quatro anos de actividade. Portanto tem sido muito interessante, muito reconfortante que estamos a cumprir o objectivo…”

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Fotos:  DR

Home Lovers – entrevista a Magda Tilli

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A Home Lovers nasceu quando Magda e Miguel Tilli queriam fazer uma mudança de vida. Depois de uma tentativa infrutífera no ramo imobiliário e deparados com o desemprego, decidiram ser a própria solução. Lançada no facebook, hoje esta mediadora é um caso de sucesso e uma referência no empreendedorismo.
Ajudar a encontrar a casa de sonho é o principal objectivo deste empresa que se distingue pela originalidade e pelas suas casas trendy e com alma. Conta já com 30 funcionários e espaços em Lisboa, Cascais e no Porto.
Fomos conhecer a sua casa e falar com a Magda, responsável pelo marketing. A palavra paixão foi a mais recorrente ao longo da entrevista. Nada que irá surpreender o leitor depois de a ler pois a Home Lovers deixa qualquer um apaixonado.

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Como surgiu a Home Lovers?

Em 2011, eu e o Miguel abrimos uma agência imobiliária tradicional. Passados seis meses, vimos que não estava a resultar. Foi bastante complicado porque estávamos os dois envolvidos e ficamos os dois parados. Foi aí que pensei em criar uma página no facebook, muito para ocupar o tempo que estava disponível e a paixão que continuávamos a ter pelas casas. Não tinha custos nem prejuízos. Foi muito intuitivo!

Como foi entrar num mercado à partida já sobrelotado e que acarretava algum risco?

Bem, nós já tínhamos experienciado que o modelo tradicional, com uma loja física, não ia funcionar no mercado. Quando criámos a página no facebook chamava-se inicialmente “Casas em Lisboa”, era só arrendamentos e não sabíamos concretamente o nosso conceito. Foi através de muitas tentativas e erros que se chegou a Home Lovers. Mas para entrar neste mercado para nós o que mais pesou foi a paixão. Foi a paixão pelas casas que nos fez continuar a estar neste ramo. Apenas tínhamos de mudar de direcção.

As redes sociais foram o vosso ponto de partida, neste caso, o facebook. Como foi escolher este meio?

Exactamente! Há uns anos atrás quase não havia comércio nas redes sociais e nós acompanhamos esta forte tendência crescente. Inicialmente diziam-nos que ninguém ia comprar uma casa que visse no facebook e nós viemos mostrar que é possível, se feita a abordagem certa! É muito interessante porque os nossos clientes não são apenas os últimos intermediários, os que compram as casas. Existem muitas pessoas que nos seguem e que vão vendo as casas na nossa página. Estas recomendam a outras pessoas espontaneamente, muitas vezes até com comentários nas publicações, e a divulgação decorre de uma forma muito natural.

O que de melhor se pode aproveitar destas?

Acho as redes sociais trazem, principalmente, uma enorme proximidade. Até podem não ser os compradores finais, mas é uma enorme mais valia estar tão próximo das pessoas. É um contacto não presencial mas que está muito presente. Para além disso, esta proximidade gera confiança, que é algo fundamental em qualquer marca. Existe depois a vantagem das partilhas e da divulgação, que decorre tanto virtualmente e como de “boca em boca”.

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E que o é mais difícil de lidar?

A obrigatoriedade da resposta rápida! Esta presença e facilidade das pessoas comunicarem connosco no facebook obriga-nos a ter de estar muito disponíveis a responder às perguntas e pedidos. Como as pessoas consultam as redes sociais a qualquer hora do dia, existe a tendência de perguntarem e pedirem informações fora do nosso horário de trabalho.

No início do projeto, quando éramos apenas duas pessoas, foi difícil conseguir dar sempre uma resposta com rapidez. E não tínhamos ainda um sistema de call center interno, eram os nossos números pessoais. Tínhamos pessoas a ligarem-nos ao domingo, já bem de noite! As pessoas ficam impacientes e querem muitas vezes soluções rápidas. Agora é mais fácil pois temos pessoas responsáveis por isso, mas pode ser complicado no início.

 

O que é que a Home Lovers veio acrescentar de diferente para atrair tanta atenção?

Começámos e fomos os pioneiros. Embora já haja uma maior preocupação das agências imobiliárias em estar presente nas redes sociais, termos sido os primeiros ajudou a criar uma referência. Temos também algumas características próprias. O facto de não termos uma loja mas recebermos as pessoas numa casa vai de encontro à relação que queremos ter com os nossos clientes. Temos também uma linguagem própria. A palavra imóvel não existe no nosso vocabulário! Também não temos vendedores. E tratamos o cliente sempre pelo seu nome.

Depois, viemos acrescentar um conceito diferente ao mercado. As nossas casas têm uma identidade comum.

 

Esta identidade é uma das chaves do negócio. O que é uma casa “Home Lovers”?

É uma casa pela qual nós nos apaixonámos! As nossas casas são muito diversas, temos T1 e palacetes do século XIX. Mas são todas casas onde dá gosto viver, que tem a personalidade. A localização é o segundo fator mais importante. As casas Home Lovers estão localizadas em zonas mais históricas e tradicionais mas acima de tudo zona de interesse. No início custou-nos muito rejeitar algumas casas que nos chegavam mas foi por esta seleção que conseguimos criar a nossa identidade. As casas tem um carimbo Home Lovers!

 

O facto de estarem mais perto das pessoas faz com que a escolha das casas seja mais emocional.

Claramente! Achamos que a escolha tem de ser sempre emocional. “Tenho que sentir que que pode ser minha”. O objectivo é que as pessoas sintam que possam viver nelas!

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As casas da Home Lovers parecem sempre mais alegres e acolhedoras. Como conseguem este efeito tão apelativo?

Sim, de facto damos grande atenção à forma como as casas são exposta. As casas precisam de ter movimento, de estarem habitadas, vividas. A fotografia é muito importante e investimos nesta parte desde o início. Quando vamos fotografar uma casa temos um enorme cuidado com a luz e somos muito perfeccionistas. Tentamos mostrar o potencial de viver nelas. Mas sem esquecer que uma casa inclui as pessoas e a sua vida. Muitas vezes preferimos que a estante esteja desarrumada ou o sofá com mantas porque as casas com vida são mesmo assim!

 

O que acha que os portugueses precisam para se apaixonar por uma casa?

Bem, pela minha experiência as casas de banho e a cozinha são as divisões que mais pesam na escolha entre casas. Características como os tetos trabalhados ou as madeiras também se revelam na hora de decidir.

“E pela minha, basta a mulher apaixonar-se que já não há volta a dar!” [risos.] (Miguel Tilli)

Neste momento, existe uma tendência diferente para a escolha da casa, principalmente em Lisboa. É dada uma maior importância a espaços exteriores e varandas. A luz e a própria história e contexto da casa são factores que pesam mais. Quere-se cada vez mais viver a essência do local e evitar os arredores. As famílias preferem agora estar próximas das zonas históricas e culturais, dos jardins, do mercado local. Se calhar não se importam tanto de não ter lugar de garagem pois ganham com a proximidade à cidade.

 

A própria Home Lovers é também uma casa com muitos residentes. Como é esta equipa?

Acho que também somos uma casa feliz! [Risos.] A nossa equipa é muito familiar e tentamos que cada um se sinta bem, se sinta em casa. A multidisciplinaridade é fundamental e temos pessoas de áreas diversas. Todas partilhamos a mesma paixão por esta área e temos algumas pessoas que foram nossos clientes e agora são nossos colaboradores, o que é incrível! O facto de eu o Miguel sermos um casal tem alguns contrapontos mas traz dinamismo e coerência ao projecto.

Outro aspecto que nos caracteriza é que aprendemos muito com os clientes e estamos dispostos a ouvi-los. A criação do nosso site teve origem em alguns seguidores que nos diziam que seria mais fácil organizar a pesquisa se houvesse outro suporte para além da página do facebook. É importante estarmos em sintonia e dispostos a mudar.

 

A sociedade portuguesa, em geral, julga muito os fracassos enquanto noutras o fracasso é visto como um passo necessário para o sucesso. Como foi lidar com insucesso inicial?

O primeiro choque é complicado mas depois disso temos de reagir. Como tínhamos filhos e estávamos os dois na mesma situação, não tínhamos alternativa senão seguir em frente. E esta tentativa foi fundamental para perceber o que é que não funcionava no mercado. O insucesso serve para sabermos que o caminho não é por ali e que temos de mudar de direcção. A paixão e o interesse que temos por este ramo fez com que não desistíssemos e quando vimos que podia existir uma alternativa, neste caso o facebook, decidimos apostar. E acho que fizemos bem!

 

O que espera da Home Lovers daqui a 5 anos?

Acho que é muito importante estarmos a evoluir e nunca estagnar. É preciso fazer alterações e aprender com os erros. Daí ser difícil de saber o que espero daqui a alguns anos. Sei de certeza que vamos continuar apaixonados pelas casas e com a mesma vontade de a partilhar.

Existe uma ideia de crescimento com os clientes que já experienciámos e que queremos manter. Desde os jovens que procuram a primeira casa para partilhar, depois a casa para viver com os namorados, o aparecimento dos filhos a necessidade de uma casa maior… A vida do cliente cresce com as casas e nós queremos continuar a fazer parte disso!

 

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Fotos: DR

Águas do Porto lança concurso para o desenho de garrafas oficiais da cidade

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Águas do Porto lança o concurso de ideias para desenho de garrafas para o transporte de água da torneira. O concurso é inserido no âmbito do Programa de Alteração Comportamental. No website da Águas do Porto o programa é apresentado como um

processo de mudança com quatro grandes momentos: informação, formação, alteração de atitudes e perceções e indução de novos comportamentos e consequentemente aumentar o consumo de água da rede pública do Porto.”

O concurso está aberto a profissionais e estudantes de design sem limitações de idade ou nacionalidade.

O logotipo da marca Porto terá de fazer parte da proposta final. As candidaturas podem ser submetidas até ao dia 22 de Maio e o regulamento pode ser consultado aqui .

As três melhores propostas serão premiadas com 2500, 1000 e 500 euros.

 

Fonte e Foto: Águas do Porto

Entrevista à investigadora Fátima Macedo

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A investigadora Fátima Macedo recebeu recentemente um bolsa de no valor de 140.000 dólares (cerca de 126.000 euros) pelo seu trabalho no estudo de uma doença genética rara, a Doença de Gaucher.

Fomos entrevistá-la.

 

Qual foi o seu percurso académico e científico?       

Licencie-me em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto em 1996. Iniciei a minha carreira científica no IPATIMUP (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto), trabalhando sob a orientação da Prof. Leonor David. De seguida ingressei no programa doutoral GABBA (Programa Graduado em Áreas da Biologia Básica e Aplicada, UP), trabalhando em Imunologia com a Prof. Maria de Sousa (IBMC) e Prof. Nancy Andrews (Harvard University em Boston, USA). Desde 2005 que concílio a investigação científica com o ensino. Dá-me um grande prazer partilhar com os estudantes a minha paixão pela ciência. Atualmente, sou professora convidada na Secção Autónoma de Ciências da Saúde, Universidade de Aveiro. No campo científico sou, desde 2011, investigadora na Lysosome and Peroxisome Biology Unit (UniLiPe) do IBMC (Instituto de Biologia Molecular e Celular) no Porto, onde coordeno uma equipa de investigação que trabalha para a melhor compreensão do papel da acumulação de esfingolípidos em doenças lisossomais de sobrecarga na ativação do sistema imunológico.

O que a levou a estudar a Doença de Gaucher e em que é que consiste?

A pergunta que tem motivado a minha investigação nos últimos anos é saber de que modo os esfingolipidos condicionam a resposta de linfócitos T específicos para lípidos. A doença de Gaucher é a esfingolipidose (grupo de diferentes doenças em que há acumulação de esfingolipidos) mais frequente em todo o mundo (e neste aspeto Portugal não foge à regra), daí o meu interesse inicial no seu estudo.
Mais tarde, em 2011, foi descoberto que o principal lípido que se acumula nesta doença é capaz de ativar as células NKT (células do sistema imune) e que as células NKT são capazes de regular a atividade dos linfócitos B. Tendo em conta que os doentes Gaucher podem desenvolver mielomas e linfomas de células B, o meu interesse por esta patologia foi reforçado.

A doença de Gaucher é uma doença metabólica hereditária rara que afecta uma em cada 100000 pessoas. As manifestações clínicas desta patologia apresentam-se ao nível do sangue, órgãos internos (especialmente fígado e baço) e ossos, podendo ocorrer em qualquer idade.

 

Quais são os desafios futuros e em que aspectos este prémio vai facilitar atingir esses objectivos?

O desafio é sempre: “to do great science and to publish it before our competitors”. Este tipo de apoio financeiro é inestimável para a concretização deste objectivo.

 

foto: DR

noticia em: http://noticias.up.pt/genzyme-distingue-investigadora-do-ibmc-com-140-mil-dolares/

Médica madeirense premiada pela Universidade de Toronto

carinaCarina Freitas, madeirense e estudante internacional de Ciências Médicas no Canadá, foi distinguida com o ‘International Fee Differential Award’ pela Universidade de Toronto, um prémio no valor de 6.000 dólares canadianos (4.400 euros). O objectivo deste prémio é ajudar ao pagamento das propinas, que no caso de alunos estrangeiros são cerca de 20.000 dólares (14.765 mil euros) anuais.

Nascida no Funchal há 38 anos. Carina frequentou vários estabelecimentos de ensino no Funchal, tais como o Colégio da Apresentação de Maria, Escola Bartolomeu Perestrelo, Escola das Mercês, Apel e Liceu Jaime Moniz. Em 1994 ingressou no curso de Medicina na Faculdade de Medicina do Porto, onde viveu até Julho de 2000. Seguiu-se o internato geral médico no Centro Hospitalar do Funchal entre 2001 e 2002 e a entrada na especialidade de Pedopsiquiatria em Janeiro de 2003. A formação foi realizada no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, durante 5 anos. A permanência na capital foi oportuna para frequentar o Mestrado em Neurociências na Faculdade de Medicina de Lisboa.

Entre 2008 e 2014 trabalhou como médica pedopsiquiatra no Serviço de Pedopsiquiatria do SESARAM e colaborou no Centro de Desenvolvimento da Criança. Actualmente está de licença sem vencimento. Em Setembro de 2014, rumou ao Canadá para prosseguir os estudos.

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Como conquistaste este importante prémio?

Este prémio intitulado “The Institute of Medical Science International Fee differential award” é um prémio anual atribuído pelo Instituto de Ciências Médicas da Universidade de Toronto aos alunos internacionais graduados (mestrandos e doutorandos) que se destacaram pelo seu mérito académico durante os cursos curriculares. Tem o objectivo de apoiar alunos internacionais excepcionais, com 6.000 dólares. Actualmente as propinas anuais para os alunos internacionais rondam mais do dobro do valor pago pelos alunos canadianos. No meu caso tive A+, que é a nota máxima, em ambos os cursos “Music and the brain” e “Neuroimaging methods using MRI” do meu programa.

Que significado tem para ti ?

Representa o reconhecimento do meu esforço e dedicação aqui na Universidade de Toronto. Estou muito feliz com este prémio. Já tinha ficado muito feliz quando fui admitida, pois os critérios de selecção eram mais exigentes para os alunos internacionais. Tive de fazer exames de inglês IELTS e TOELF e também exames médicos.  Iniciei as aulas em Setembro de 2014 e tive de adaptar-me à cultura, à língua, ao clima, e a ser novamente estudante a tempo inteiro, com mochila às costas! A universidade tem as suas regras e quem tiver notas inferiores a B- (14 valores) é expulso. Como não estava habituada ao sistema de ensino canadiano, dei sempre o meu melhor desde o início, com receio de não ser suficientemente boa. Mas ao longo do percurso fui ficando contente e cada vez mais motivada com os meus resultados.

O que mudou na tua vida?

Este prémio é um grande incentivo para continuar a estudar com dedicação. A Universidade de Toronto é a universidade nº 1 do Canadá, está no Top 20 do ranking mundial das universidades.

Que projectos estás a desenvolver?

A minha investigação actual tem por objectivo estudar as áreas cerebrais envolvidas na percepção de música familiar nas crianças com o diagnóstico de perturbação do autismo. Para esse fim, os meios utilizados serão a ressonância magnética e a magnetoencefalografia. Preciso também de desenvolver competências de investigação científica e de publicação de artigos.

Quais os teus objectivos futuros?

O meu objectivo é fazer o Doutoramento, voltar ao activo como médica pedopsiquiatra e realizar investigação clínica as áreas do autismo e das neurociências da música. Gostaria que a música fosse mais valorizada quer na saúde, quer na educação.

Espero continuar a ter tempo e oportunidade para participar em mais Festivais da Canção na Madeira como autora e compositora.

Como é que os Canadianos vêem os portugueses? Como profissionais de Excelência?

Actualmente o Canadá é um País multicultural. Os Canadianos têm diferentes origens, são canadianos-gregos, polacos, iranianos, italianos, ingleses, irlandeses, indianos, chineses. Estão habituados a trabalharem com pessoas de várias culturas e religiões. Respeitam muito as pessoas, e reconhecem o mérito de cada um.

Como consideras que a Madeira se poderá afirmar internacionalmente?

A Madeira é uma ilha muito bonita, e com um clima fantástico. O turismo será sempre o ponto forte.

Penso que o ensino artístico na Madeira é muito bom, mas é pouco valorizado. Seria uma mais-valia a abertura de cursos superiores nessa área na Região. Penso que o curso de Educação Musical, por exemplo, teria muitos interessados. Há muitos jovens que adoram música, têm talento e não possuem capacidade financeira para estudar no continente.

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Que outros hobbies e paixões tens?

O meu hobby tem sido sempre a música. Sempre gostei de cantar, tocar e criar novas canções. O primeiro festival em que participei foi em 1985. Já tem 30 anos e foi uma experiência inesquecível. Em 2006 compilei no meu CD “Alquimia” as canções originais com que participei em festivais e outras canções novas . Em 2009, a canção “Alquimia, segredo guardado” entrou na novela da TVI “Flor do Mar”. Foi nesta altura que percebi que teria de ter mais formação musical para poder evoluir, e voltei ao conservatório de música em horário pós-laboral. Estudei piano, canto, formação musical, coro, acústica, análises e técnicas de composição.

Em 2006 foi criado o site www.carinafreitas.com. O site está activo, mas desactualizado. Tem um link para o blog onde costumo adicionar algumas actividades em que participo.

 

fotos: DR

Manuel Ramos (Nelo) em entrevista

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Manuel Ramos, mais conhecido como Nelo, tal como os seus caiaques, foi o construtor mais medalhado nos jogos Olímpicos de Londres e é, também, considerado como o melhor construtor de caiaques do mundo.
A Excelência Portugal quis conhecer o homem e a empresa. Aqui fica a entrevista

 

Qual é a sua história com a canoagem?

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Eu fui atleta. Nasci em Angola e vim para Portugal em finais de 1975. Mais tarde, em Vila do Conde, fui para uma escola de canoagem – na altura em que ninguém conhecia a canoagem – mas na verdade fiz um bocado de uma auto-aprendizagem. Como nem havia canoagem organizada cá em Portugal comecei a competir em Espanha em ’76, até ser cá fundada a Federação Nacional de Canoagem e eu ser o primeiro campeão nacional (aí umas cinco vezes). Cheguei até a fazer um mundial e algumas provas internacionais de velocidade, que cá em Portugal não tínhamos.

A dada altura comecei a utilizar caiaques feitos por mim – comecei a trabalhar muito cedo: montei a empresa aí aos 17 ou 18 anos -, em poliéster e fibra de vidro. No início dos anos ’80 servi durante um tempo o crescimento da canoagem em Portugal já que pelo menos havia produção nacional a custos adequados ao bolso dos Portugueses.  A marca cresceu, mas como era uma modalidade curta na altura, sazonal e também porque o mercado nacional era um mercado exigente tentei fazer a minha aposta internacional. Passei por cima de Espanha para não estragar o mercado a um gestor com quem mantinha uma relação ou não baixar demasiado o preço, mas teria sido um mercado muito mais fácil já que a canoagem espanhola já tinha uma grande expressão, com provas com mais de cem anos, e havia proximidade.

A minha atitude foi aquela que acho se deve ter para se ser bom em tudo: dar passos grandes, necessariamente difíceis.  Fui para a Grã-Bretanha, onde comecei com um paleontólogo escocês que utilizava o caiaque para os seus trabalhos de investigação no Sena, Nilo, etc., e depois tentei conquistar o mercado de alta competição. Tive essa vontade: da mesma forma que competi, queria ser o melhor se estivesse nesta área. Para ser o melhor da minha zona não valeria a pena (risos). (…) Portugal é um país limitado, sem passado na canoagem, e era complicado para um gestor português impor-se num mercado em que outros países tinham expressão… mas foi essa dificuldade que me obrigou e à minha equipa a fazer um trabalho redobrado e de qualidade. Acabou por dar em chegarmos aos melhores do mundo. Foi difícil no início mas quando chegámos ao topo vínhamos com background, conhecimento, estrutura, know-how que os outros não tinham.

E como adquiriram esse conhecimento? Foi sempre por auto-aprendizagem?

Sim, sim. A grande vantagem da nossa marca é não andarmos atrás de ninguém. Naturalmente que no início tirámos ideias de outros, mas neste momento andamos à frente. Neste momento há 4, 5 fabricantes que fazem a diferença e depois há construtores que copiam os melhores barcos e os metem no mercado a um preço mais baixo.

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Que foi o que vocês se recusaram a fazer.

Naturalmente que no início copiei.  Mesmo nos primeiros Jogos Olímpicos em que ganhámos medalhas, em Atlanta, os barcos não foram desenhados por mim. Eu tinha tentado uma primeira abordagem de dois modelos que correram no Campeonato do Mundo de Maratona de Juniores – e até ganharam medalhas – mas que nos foram desautorizados no Campeonato do Mundo de Seniores porque a federação internacional entendeu que a parte de cima do barco beneficiava do vento traseiro. Acabei por ter de ganhar um pouco de arcaboiço. A seguir, nos Jogos de Sidney, já são modelos desenhados por nós que acabam por obrigar a federação internacional a mudar as regras. Fizemos 5 medalhas com barcos legais que ofereciam bastantes benefícios e obrigam à alteração da regulamentação.

E nos Jogos seguintes tornam-se fornecedores oficiais.

Somos fornecedores oficiais 4 anos depois, em Atenas – foi uma guerra tremenda com os outros fornecedores e até com a federação (…). Antes já éramos líderes em velocidade e maratona, mas com o resultado de 2004 (fomos o fabricante que mais medalhas conseguiu nuns Jogos) e tornámo-nos nos mais importantes. Depois, em Pequim, voltamos a ser fornecedores oficiais e conquistamos um número absurdo de medalhas (20 em 86). Voltamos a sê-lo em Londres e até em slalom, algo em que ninguém acreditaria porque andávamos há pouco tempo nisso (…). E tem sido esse, mais ou menos, o nosso trajecto.

Quais são as características que tornam os vossos barcos tão apreciados?  

Neste momento ganhamos praticamente tudo em caiaque, e no resto andamos taco-a-taco com outro fornecedor. Houve até uma série de finais em Londres em que só competiram barcos nossos. (…) O que nos diferencia é o conhecimento, o know-how, o serviço… uma série de circunstâncias. Fomos os primeiros a produzir barcos para todas as categorias de atletas. A nossa primeira encomenda foi para a seleção japonesa porque ninguém produzia barcos para atletas de 50kg. Haviam barcos para homens com mais de 75kg e para mulheres com menos de 75kg. Agora fazemos barcos para atletas de 50kg a 110kg, obviamente adaptados às suas características. Também fazemos um trabalho único de telemetria e um ajuste dos barcos aos atletas, razão pela qual cá temos vários centros de treino. A ideia inicial nem era essa, mas as seleções acharam a qualidade dos nossos centros tão elevada que optaram por vir para cá treinar e não só fazer ajustes. Continuamos a acompanhar as equipas que treinam noutros centros, mas só aqui vendemos 22 000 noites, o que dá para adquirir conhecimento, para recolher imensos dados de telemetria em tempo real, para fazer ajustes, para ajudar os treinadores e os atletas… É um trabalho que desenvolvemos ao longo do ano nas fases de preparação e competições (…) e que funciona como uma bola de neve. Hoje temos informação de todos os atletas que por cá passaram nos últimos 10 anos – atletas de topo- e que nas diversas competições têm acompanhamento nosso (…). Garantimos que podem estar perfeitamente descansados porque não lhes vai faltar nada. Com tudo isto garantimos que a nossa diferença para os outros é muito grande.

Falemos da modalidade em Portugal. O nosso país tem uma grande disponibilidade de recursos naturais e a fama dos desportos náuticos está a aumentar, em parte devido ao vosso contributo. Nesse cenário, prevê uma ascensão ainda maior dos atletas portugueses nos quadros internacionais?

Sim, sem dúvida. Neste momento, é provável que o desporto que mais sucesso tem seja a canoagem: nos últimos Jogos Olímpicos ganhamos uma medalha, no Campeonato da Europa do último fim-de-semana estivemos em 9 finais e arrancámos duas medalhas (…). A maior comitiva portuguesa dos próximos Jogos será a da canoagem, com certeza absoluta.

Muito graças ao vosso contributo.

Uma coisa é certa: estamos na canoagem há muitos anos, a nível internacional. Sabemos muito bem a realidade da Austrália, Japão, Alemanha, etc. e sabemos qual é o denominador comum do sucesso, que passa por massificação e objectividade. Os dirigentes portugueses absorvem um pouco do nosso conhecimento – em vez de andarem a fazer experiências têm alguma “ajuda” nossa, naturalmente. E depois, claro, ter uma empresa de renome internacional ajuda os atletas a acreditar que é possível.

Para terminarmos: quais são os projectos futuros da Nelo?

O nosso grande objectivo, obviamente, é continuarmos os melhores. Temos o nosso main business, em que somos mesmo bons, e queremos manter-nos a um grande nível, sempre inovadores, de modo a que nenhuma marca se chegue a nós. Aqui temos sempre projectos, ainda agora concluímos um no Rio de Janeiro e temos outros, pensados e solidificados, que não nos interessa largar. Depois temos projcetos em outras áreas, muitos em lume brando por levarem tempo a cimentar e por podermos não ter ainda capacidade produtiva. Estamos envolvidos no softski, no slalom e noutros em que estamos a negociar. Além do empenho na massificação da canoagem, queremos adquirir outras marcas para acrescentar valor de mercado e podermos entrar como os melhores e não como um produto de segunda escolha. Queremos ser sempre os melhores. Estamos a criar estruturas compostas pelas pessoas ligadas ao desporto. Paralelamente à formação dos colaboradores podemos adquirir estruturas já existentes. Estamos a negociar. Projectos não nos faltam, mas só avançamos com garantias de que tudo vai funcionar.

 

fotos: DR

visite: www.facebook.com/nelokayaks

www.nelo.eu

Evadream é a iniciativa para florir Portugal

Rua Flores 2E porque do sonho nasce muitas vezes a mudança, Tó Romano, diretor da Central Models lança um desafio a todos os portugueses: florir Portugal. A iniciativa chama-se Evadream e apresenta-nos pelo menos 10 razões para que fique claro a importância de florirmos Portugal:

  1. Um motivo para sorrirmos
  2. Sermos o País mais bonito do mundo
  3. Elevar a auto-estima dos portugueses
  4. Um elo de união entre todos
  5. Turismo em todas as regiões
  6. Qualificação dos produtos portugueses
  7. Apetência na produção nacional
  8. Oportunidades e ocupação para todos
  9. Uma nova forma de nos relacionarmos e relativizarmos
  10. Um país de afectos, bem-estar e estar bem.

Ao “excelência Portugal”, Tó Romano diz acreditar que “em cinco anos é possível mudarmos a imagem do nosso país, e assim tornarmo-nos no país mais turístico do mundo, assim como florescermos em todas as direcções

A ideia já foi abraçada pela Câmara Municipal de Lisboa que lançou o movimento “Bairros Floridos de Lisboa”, em parceria com a EGEAC, Instituto Superior de Agronomia e da Associação Nacional de Produtores de Plantas e Flores Naturais, (assinatura do protocolo pode ser vista aqui).

Movimento Lisboa

Na sua página do Facebook pode ler-se: as maiores aspirações da humanidade são a paz universal, a harmonia e o amor entre todos os seres humanos. O amor e a felicidade provêm do mundo dos afectos. A natureza e as flores têm o dom de nos atrair e de criar afectos entre os seres humanos. Vamos colocar flores nas nossas janelas?

Iniciativas de Empreendedorismo Social são excelência portuguesa.

EvadreamLogo

 

Página Oficial da iniciativa: http://www.evadream.pt/ ou https://www.facebook.com/evadream

Fotos: DR

 

“GPS” intracelular – Entrevista a Dr. Marin Barisic, Investigador do IBMC, Porto

Dr. Marin Barisic

Marin Barisic é o primeiro autor de um estudo publicado na última edição da revista Science, uma das revistas com maior impacto científico. O investigador faz parte da equipa liderada por Hélder Maiato, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto e acaba de provar que existe um código da estrada dentro das células o qual ajuda ao movimento dos cromossomas durante a divisão celular. Este estudo seguiu-se a um outro publicado também recentemente na revista Nature Cell Biology, também esta com elevado impacto científico. Neste estudo explicam como diferentes forças geradas por proteínas motoras contribuem para o movimento dos cromossomas durante a divisão celular e que a interacção entre os diferentes motores é essencial para prevenir possíveis erros durante a segregação dos cromossomas.

Dr. Marin Barisic é natural da cidade costeira de Split, na Croácia. Estudou na capital, Zagreb, de onde partiu para fazer o seu doutoramento na Áustria, em Innsbruck. Durante o seu doutoramento tentou encontrar, em células humanas, novas proteínas reguladoras da divisão celular. Durante esse período, o seu interesse por tentar perceber os mecanismos que controlam a divisão celular foi crescendo, assim como a sua paixão pela microscopia e o seu potencial cada vez maior como instrumento de estudo científico.

O que o fez procurar Portugal como destino para fazer o seu pós- doutoramento?

Estava a procura de um bom laboratório europeu que me permitisse continuar a estudar a divisão celular e ao mesmo tempo aprender e aprofundar os meus conhecimentos de microscopia. Foi assim que encontrei o laboratório do Dr. Hélder Maiato, o qual contactei directamente. Para minha sorte, o grupo tinha acabado de ser premiado com uma ERC (European Research Council), a maior financiadora de projectos científicos europeus, o que me permitiu ser contratado e vir viver para Portugal já em 2011.

Já tinha estado em Portugal antes?

Não. Mas já conhecia bem a cultura portuguesa e da qual sempre gostei muito. Depois de ter estado nos Alpes foi uma maneira de me sentir outra vez mais em casa, numa cidade mediterrânica, com mar, bom peixe e marisco, bom vinho e sol.

Tendo em conta a sua experiência, qual a sua opinião em relação às condições de trabalho que encontrou por cá e o que acha do ambiente científico?

O laboratório tem umas fantásticas instalações de microscopia e está muito bem equipado. Estou inserido num grupo com um óptimo ambiente e bastante internacional. Existem também vários outros grupos a trabalhar “na porta ao lado” na mesma área que eu, como por exemplo o grupo do Professor Claudio Sunkel, o que traz massa crítica muito boa para o meu trabalho e para a discussão de ideias. Para além disso, há vários outros grupos de grande nível científico no instituto. Temos seminários todas as semanas com cientistas convidados de toda a parte do mundo com quem podemos estabelecer colaborações e trocar ideias. Outra coisa com imenso valor são os programas de doutoramento que tem alunos com grande qualidade e com quem tenho tido oportunidade de trabalhar.

E, para finalizar, quais são os seus planos para o futuro?

Sinto-me neste momento preparado para me tornar independente e criar o meu próprio grupo. Gostaria de ficar na Europa e não ponho de lado a ideia de ficar pelo Porto que adoro. Num futuro um pouco mais longínquo gostaria de voltar para a Croácia e levar aquilo que tenho aprendido para ajudar a desenvolver a ciência no meu país.

 

Obrigada Dr. Marin

A notícia pode ser lida completa no site da Universidade do Porto,

http://noticias.up.pt/equipa-do-ibmc-publica-na-science-descoberta-de-um-gps-intracelular/

ou vista em:

http://tv.up.pt/videos/rsaykkpm

Cross Hands Architecture é finalista da 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas

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São dez os candidatos seleccionados para a fase final da 7.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas. O grande vencedor, a anunciar em julho, receberá 25.000€ e representará Portugal na Creative Business Cup.
O Prémio Nacional Indústrias Criativas – Super Bock/Serralves é uma iniciativa pioneira em Portugal, promovida pela Unicer, através da marca Super Bock, e a Fundação de Serralves.

Integram o grupo finalista projectos de natureza diversa divididos por quatro categorias, sendo que todos revelam inovação, talento e potencial de mercado.

Cross Hands Architecture é finalista na categoria “Arquitectura e Artes Visuais” e são definidas como duas jovens que “cruzam arquitectura, design e consciência social. São quatro as mãos que apostam na “arquitectura contemporânea humanitária”, criando um atelier empenhado em apresentar soluções de habitação eficazes e urgentes em cenários de pobreza extrema, de guerra ou catástrofes naturais. Cross Hands, refira-se, venceu o concurso Designing Emergency Shelters com um projecto de abrigos para refugiados na Síria.”

A Excelência Portugal havia já co-organizado, a 21 de novembro 2014, no IPCA-Instituto Politécnico do Cávado, uma Palestra/Apresentação do Projecto de Arquitectura “Abrigos de baixo custo para situações de emergência para os refugiados da Síria”.
fonte:  http://www.industriascriativas.com/Noticia/OS-NOSSOS-FINALISTAS/2430
foto: DR