“Diário de Bordo” de Ana Marecos

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Ana Marecos é uma assistente de bordo da TAP. Escolheu este livro para escrever as suas experiências, histórias e descobertas.Um testemunho de uma vida apaixonante. O outro lado de uma vida de sonho, Como viver o dia seguinte à reforma de uma profissão repleta de ausências. Será que estamos programados para o não – programado?
Aqui podemos encontrar relatos na primeira pessoa do que é dormir num hotel com janelas para um aeroporto; estar-se num país e poucas horas depois passar por mais dois ou três. A assistente de bordo toma o pequeno-almoço em Paris e vai jantar à Venezuela. Acorda em Maputo e regressa a Lisboa para, quase de seguida, entrar em nova aventura. Nunca se sabe onde anda…
Esta é também a história de uma nova “navegadora” lusa. O livro é o único vendido a bordo da TAP, Portugália e Linhas Aéreas de São Tomé. Sendo que vai já na sua 7ª edição.
Num momento em que a TAP está na ordem do dia, a Excelência Portugal foi conhecer uma das suas Embaixadoras no ar.
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Escrever um Diário é contar com uma espécie de amigo a quem contamos a nossa vida, com quem desabafamos os nossos momentos, os piores e os melhores.. Este é o Diário de uma vida passada a Voar.

Quem é a Ana Marecos?

Nasci num dia de sol, a caminho do Outono, no dia 26 de Setembro de 1967, às 12 badaladas na cidade das Sete Colinas, num país à beira mar plantado.

Fruta e chocolate são os meus pecados, animais, os meus companheiros de sempre.

Da escola, o que melhor recordo são os recreios, os intervalos das aulas, os trabalhos de grupo e os Professores que nos deixavam expressar a nossa opinião em voz alta e a valorizavam.

Da vida, o que mais reconheço é o apoio infinitamente generoso dos meus pais.

Tenho dois filhos, tão diferentes na aparência, quanto iguais na essência, nos valores: o melhor que a vida me deu.

Porquê a escolha desta profissão?

Era muito jovem e quando entrei, foi apenas para ter um emprego de Verão que me permitisse continuar a estudar. Nunca me imaginei a ficar. Apaixonei-me perdidamente pela profissão, conheci gente fantástica que me ajudou a crescer, é uma profissão para gente nobre de carácter, sempre pronta a ajudar, o nosso limiar de sacrifício vai muito além do normal, existe um enorme espírito de equipa. Somos todos diferentes: uns médicos, outros advogados, professores, psicólogos, terapeutas, bailarinos, cantores, escritores, todos mesmo TODOS sem excepção, gostamos de VOAR; é nessa multidisciplinaridade, nessa diversidade humana que me encontro e sou muito feliz.

Como nasceu o Diário de Bordo?

Desde criança que tropeço nas leituras, nos rascunhos, na necessidade de desabafar com o além, através de um pequeno diário; na fantasia de me rever em personagens, em gestos, em frases…

Aí nasceu também o secreto desejo de representar, subir ao palco, perante uma plateia imensa, devastadora, capaz de multiplicar infinitamente as emoções vividas na pequena Peça, capaz de transformar uma simples história de vida, num turbilhão de sentimentos cúmplices de uma felicidade inimitável.

O rasgo de um aplauso, entre gargalhadas e soluços, em que cada um se encontra com a sua própria essência, dentro das palavras que proferi; em que cada um possa construir as suas frases de vida e reerguer-se.

O que conta o Diário de Bordo?

Escrever um Diário é contar com uma espécie de amigo a quem contamos a nossa vida, com quem desabafamos os nossos momentos, os piores e os melhores.. Este é o Diário de uma vida passada a Voar.

Trago comigo um pouco de cada lugar, de cada paisagem, onde estive… ou imaginei estar! Um pouco de cada pessoa, de cada rosto, com quem me cruzei algures pelo mundo.

O Diário de bordo conta-nos a História de um amor único, de viagem em viagem, num relato cheio de humor, mas também de uma força poderosa que nos inspira a mudar de vida.

Uma reflexão pura e doce: a vida de uma Assistente de Bordo: uma vida simples, um entusiasmo e uma alegria contagiantes e, sem dúvida, uma lágrima teimosa de uma espécie de saudade que nos leva a fazer a mala de volta a casa.

De entre as viagens a melhor de todas é sem duvida a Viagem de regresso a casa.

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Viajar tanto porquê?

Como diria Fernando Pessoa: “Somos do tamanho daquilo que vimos e não do tamanho do nosso corpo”

Importa disfrutar ao máximo do tempo, para sentirmos que ganhamos tempo e não para perdermos tempo em esperas inúteis.

Na verdade temos muito tempo, tanto tempo que cabem na vida muitas coisas que não somos capazes de viver. Falta-nos tempo ou falta-nos coragem?

O valor das coisas está na intensidade com que as vivemos, as viagens são a minha inspiração. Lidar com centenas de pessoas diariamente, do mundo inteiro, só pode gerar histórias inesquecíveis.

Dos LUGARES onde estive, recordo os MOMENTOS que vivi , viajarei sempre, voltarei até um dia!

 

 

fotos: DR
texto: Ana Marecos

Viseu abre concurso público para Hostel no centro histórico da Cidade

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Encontra-se aberto o concurso público de concessão de obra pública para conceção, execução e exploração do futuro Hostel
O concurso foi lançado a 17 de fevereiro. Localizado na Rua do Comércio, com uma área total de construção de 1120 metros quadrados, o edifício nº 92 a 106 que servirá de alojamento local na cidade será, durante 90 dias, alvo de concurso público para apresentação de propostas, com vista à conceção, execução e exploração do equipamento.

O Município de Viseu pretende lutar contra o esvaziamento social e comercial do centro histórico, em especial na rua direita. A reabilitação nesta rua abrangerá outros edifícios.

O edil, Almeida Henriques, que foi secretário de Estado adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, espera que o novo quadro comunitário de apoio (Portugal 2020) permita o incremeneto da regeneração dos centros históricos e da consequente revitalização económica.

As propostas podem ser apresentadas até 20 de Maio.

A documentação está disponível em www.viseunovo.pt

 

fotos: DR

Prémio Van Lawrence em Pedagogia Vocal ganho pela 1ª vez por uma Portuguesa

Soprano Filipa Lã, distinguida com o prémio Van Lawrence nos EUA
http://voicefoundation.org/filipa-la-awarded-van-lawrence-fellowship/

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Desde 1991 que a Associação Nacional Americana de Professores de Canto (“National Association of Teachers of Singing”, NATS) e a Fundação Americana da Voz (“The Voice Foundation”), atribuem em conjunto este prémio que distingue docentes de canto pela sua excelência no ensino do canto e o seu contributo para a pedagogia vocal através da qualidade da sua investigação.

De realçar que é a primeira vez que o prémio é atribuído a um docente e investigador fora do universo norte-americano. A covilhanense Filipa Lã, Professora Auxiliar Convidada da Universidade de Aveiro, docente de canto nesta instituição e investigadora do Instituto de Etnomusicologia, Música e Dança (INET-MD), recebe este prémio, atribuído unanimemente pelos membros do júri, a 31 de Maio de 2015 em Filadélfia.

Para além do reconhecimento internacional, o prémio consta dum valor pecuniário de $2000, com o propósito de contribuir para o desenvolvimento da sua investigação no âmbito do impacto da utilização de “feedback” visual em tempo real durante a realização de exercícios de semi-oclusão do trato vocal.

Mais concretamente, Filipa Lã pretende investigar se o recurso a uma “flow-ball” na prática de diferentes tipos de exercícios vocais técnicos (nomeadamente isotónicos e isométricos) proporcionará autonomia na aquisição de hábitos de fonação sistemáticos de fonação do tipo fluida. Por outras palavras, pretende-se investigar se o recurso a esta ferramenta de ensino proporcionará a repetição de gestos fonatórios que envolvem menor esforço laríngeo (menor força de colisão das pregas vocais) mas originando uma maior estimulação acústica das frequências de ressonância do trato, traduzindo-se num resultado acústico otimizado durante a performance vocal.

 

fotos: DR

Paixão pelos cães move empreendedora

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Raquel Colaço sabe como unir paixão e negócios. A canicultura move o espírito empreendedor desta jovem sintrense. Aos 21 anos, Raquel Colaço apresenta já um palmarés invejável como handler e avança para a prestação de um variado leque de serviços ligados à canicultura.

Numa breve conversa, a Raquel dá-nos a conhecer melhor a sua actividade e projectos futuros.

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Nome:
Raquel Vizela Colaço Dias
Data de nascimento: 02-03-1994
Naturalidade: Sintra
Formação académica: 12ºano Técnica de Produção Agrária / frequenta CET de Trinador na Universidade Lusófona
Melhor classificaçação nacional: Vencedora da maior exposição portuguesa em 2012 e 2015
Melhor classificaçação europeia: 4ºLugar no Grupo do Campeonato do Mundo na Finlândia em 2014
Melhor classificaçação mundial: 4ºlugar num grupo na maior exposição da Austrália em 2013
Viagens realizadas: Austrália, Itália, Holanda, Dinamarca, Eslovénia, Eslováquia, França, Finlândia, Roménia, Aústria, Suécia , Inglaterra , Alemanha , Bélgica, Luxemburgo e Hungria
Website: raquelcolaco.com
 

Com que idade entraste no mundo da canicultura? Tiveste apoio da família?
Lembro-me de ter cães desde de que nasci, mas a primeira vez que entrei num ring de exposição foi aos 7 anos e com um weimaraner. Foi uma experiência completamente diferente e por ser tão nova criou uma ilusão em mim que perdura até aos dias de hoje. Claro que tudo tem por base os meus pais (os meus maiores fãs), os amigos e aqueles que sempre me suportaram e me ajudaram a chegar onde cheguei. Gosto sempre de salientar que sem eles nada teria sido possível.

 O que é ser um handler?
Ser handler, é ser alguém responsável com valores e sensibilidade, que  dedica 100% do seu dia aos cães e aos seus treinos, tendo como objectivo entrar nas competições e saber valorizar o cão em questão. A valorização do  mesmo é feita através de um estalão de raça onde consta como terá de ser em proporções, orelhas, patas, etc… e é feita por um juiz qualificado para esse efeito.

Ser Handler é muito mais do que segurar uma trela em ring e vencerr é sinónimo de um grande trabalho anteriormente realizado.
 
Também és criadora? de que raças?
Sim, sou amadora, crio apenas pelo gosto de melhorar a raça principalmente no seu temperamento que é algo que falha mundialmente na raça em questão o Bracco Italiano .
 
O teu site refere workshops e treinamento. São serviços que prestas?
A minha área é sem duvida a beleza , mas a verdade é que tudo o que envolve cães me cativa. Sempre quis fazer um curso de Comportamento Canino e o ano passado frequentei o CET de Cinotecnia da Lusófona e foi este curso que me despertou mais para o treino de comportamento. Hoje em dia, desenvolvo muitas actividade ligadas aos cães, como os workshop’s, seminários, palestras e os treinos.
 
Consideras-te uma empreendedora na área da canicultura?  Tencionas expandir e profissionalizar a actividade ?
Penso que sim, até pela minha idade e pelo meu estilo de vida e a maneira como a levo. Hoje em dia o espírito empreendedor é fundamental em qualquer actividade muito mais naquelas em que não são exploradas, que é o caso da canicultura. O meu principal objectivo é expandir a minha actividade e torná-la mais profissional. Quero levar o treino a todo o lado  e demonstrar que tudo é possível com a  dose de trabalho correcta.
 
Como se comporta Portugal nesta área e como somos vistos pelos estrangeiros?
Sinceramente estamos muito desamparados nesta área e a comunicação social pouco ou nada divulga, temos grandes feitos a nível internacional, elevamos Portugal ao mais alto nível e poucas, ou quase nenhumas, noticias o mostram.
O povo português tem a fama de ser quente “latino” e como tal somos sempre bem recebidos e os estrangeiros reconhecem o nosso valor.
 
Achas que a mentalidade dos portugueses relativamente aos animais tem evoluído? Notas maior preocupação com o bem-estar e direitos dos animais?
Além de Handler sou treinadora e noto sem dúvida uma maior preocupação no bem-estar dos animais,cada vez mais, os portugueses procuram soluções saudáveis para os seus amigos de 4 patas. Esta é a visão boa,que o cão não é um objecto mas um membro da família.
 
Quais as tuas expectativas para 2015?
2015 já começou da melhor maneira com inúmeras propostas e com a vitória na maior exposição portuguesa. Vou dar vida ao meu projecto sobre “help dogs” ainda um segredo a desvendar mas que irá trazer muita felicidade a muitas pessoas.
Em suma, penso que 2015 será um ano de esperança e muito trabalho na área que mais amo, a canicultura.
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fotos: DR
 

Liza Martins – Uma portuguesa a viajar pelo Mundo

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Liza Martins viaja pelo Mundo. Quando a “encontramos” estava em Bogotá na Colômbia. Agora está na Ilha Holbox, no México. Mas dentro de 4 dias estará… Em Tóquio.
Nesta viagem já percorreu o sul do Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Guatemala e México (só zona sul, mar caraíbas). Dia 23 viaja para Tóquio, Japão. Na Ásia vai visitar Filipinas, Myanmar, Indonésia …. e vai ainda tentar pisar a Austrália e Nova Zelândia. O término será na Índia.
O que não fizer nesta viagem fará na próxima que já está programada.
A Excelência Portugal “esbarrou” com a viajante e quis perceber o que a motivou,  o que a inspira e o que “respira”.

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Quando se perde uma mãe tão cedo toma-se consciência de que a vida não é um bem garantido, é curta, e assume-se uma herança: a obrigação de sermos felizes por nós e por ela. Pelo menos comigo assim foi!

Quem é Liza Martins?

Nasceu na Venezuela a 12 Maio 1973 e aos 2 anos regressa a Portugal devido a problemas de saúde da mãe. Aos 4 anos perde a mãe e vive uma infância com pai austero e madrasta, com carências de todo o tipo.
Aos 16 anos sai de casa, quando a irmã completa 18. Para trás ficam 16 anos menos bons mas uma vida inteira pela frente para ser feliz.
“Quando se perde uma mãe tão cedo toma-se consciência de que a vida não é um bem garantido, é curta, e assume-se uma herança: a obrigação de sermos felizes por nós e por ela. Pelo menos comigo assim foi!”.
Duas preocupações desde então: sustentar-se e continuar a estudar.

O Percurso profissional

Aos 18 anos muda-se para o Porto e obtém a Licenciatura em Relações Públicas na Universidade Fernando Pessoa. Termina com média de 14 valores. Chegou a ter 3 empregos, acordava às 6h, estudava até tarde, a meio do 1o ano, teve um esgotamento.
No segundo ano da Faculdade ingressa no maior Banco Privado Português, o BCP, onde esteve 20 anos e fez uma carreira brilhante, assim considera. Começou no telemarketing, foi gestora, gerente de vários balcões e responsável regional de negócio do Algarve e Baixo Alentejo. Nos últimos 8 anos foi Gestora da Marca Millennium na Direcção de Comunicação do Banco. Fez tudo o que sonhou dentro do banco. Até mais. Recebeu um prémio de Excelência. Foi proposta a 2.
Entretanto, nunca parou de estudar. Procurava matérias diferentes do que fazia no Banco: Teatro, Protocolo, Fitness, Formação de formadores, Massagens, Línguas e um Mestrado em Marketing.

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Posso ser tudo o que eu quiser. Só é preciso trabalhar.


E porque não mudar de vida?!

Em 2012, o Banco atravessa o pior momento de sempre. A operação na Grécia provoca um buraco financeiro crescente e a acção chega a valer apenas 0,8€. O Estado Português intervém na banca portuguesa em geral, impondo uma condição ao Millennium bcp: o Banco tem que emagrecer o seu quadro de pessoal que é demasiado pesado. Até ao fim do ano teria que despedir 600 pessoas. Um ano depois mais 1.200.

Em Novembro o Banco selecciona 700 pessoas. 300 recusam, na sua maioria directores. É criado então um processo de voluntários: “quem quiser sair agora com estas condições (óptima indemnização, crédito habitação e seguros vitaliciamente com taxa de bancários, direito a subsídio desemprego…), voluntarie-se.”

Depois de duas noites à frente de folhas de excel, a pensar em todos os cenários e no que podia fazer depois….decidiu candidatar-se a sair. Não a queriam deixar sair: “o Banco não tem que pagar a pessoas imprescindíveis como tu e com a tua competência, para saírem do Banco.”

Foi até ao Presidente do Banco para conseguir sair. Já não conseguia olhar para trás. Sabia exactamente o que iria fazer dali em diante. No dia 12-12-12 assina o seu contrato de rescisão voluntária com o Banco.

A viagem

No dia 9 Outubro de 2014 começa a viagem no Brasil.
Percorre o Sul do Brasil, atravessa o país até ao Pantanal e começa a subir, sempre por terra, pela Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Guatemala e México. Dia 23 apanha um voo para Tóquio. Pretende visitar os países da Ásia que ainda não conhece e pelos quais sente atracção. Depois vai tentar Austrália, Nova Zelândia e  Índia.
Este é o plano mas está tudo em aberto. Neste momento, o seu único desejo, é continuar a viajar. Consegue imaginar-se a fazer isto por largos anos. Sente-se em total sintonia com o Universo.
Sustenta-se com o dinheiro que juntou nos dois últimos anos. Até agora, em quase 6 meses de viagem, gastou 5.000€ incluindo os voos e todo o tipo de despesas. Mas cada dia aprende novas formas de poupar. No Brasil gastou 36€ por dia. Na Colômbia 17€. Não anda de táxi, não usa lavandarias, não frequenta restaurantes e não lancha em pastelarias. Compra fruta, bebe água da torneira, procura as companhias de transportes mais baratas, faz os percursos a pé sempre que possível e fica sempre em quartos partilhados. Compras só o estritamente necessário para viver.

Enfim…milhares de formas para viver com pouco…muito pouco e não precisar de mais do que isso.

Porque viaja a Liza?

Viaja por Curiosidade. Viajo porque precisa de saber como é aquele lugar, como se vive ali, como são os seus habitantes, como se vestem e se comportam. E não lhe basta ler um artigo, ver fotos ou uma reportagem na televisão. Tem que ir eu ver como é, sentir o pulsar do lugar, os cheiros, os sabores, os ruídos, o toque das pessoas.
Viajar para si é ter os 5 sentidos bem despertos e não deixar escapar nada.
Não usa phones. Gosta de ouvir tudo, a música tradicional que passa nos transportes públicos, os gritos estridentes das crianças, as discussões dos adultos, as gargalhadas dos adolescentes.
Gosta de comer nos mercados, as comidas tradicionais, sentar-se com os locais à mesa, comer da mesma travessa e com as mãos, sem preconceitos. E eles apreciam. Gosta de agarrar a mão de alguém que a tratou bem e sentir a pele calejada ou delicada. E abraça todos aqueles com quem privou mais de 1h. Gosta do cheiro da fruta, das comidas de rua, do pão, dos perfumes, da chuva e do cheiro característico da cidade.

Viaja porque se sente afortunada e livre.

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Como começou este bichinho?

Começou a viajar aos 26 anos, depois de terminar a universidade e ganhar alguma estabilidade financeira. Primeiro lugar: Cuba. Era diferente. Tinha que ir ver.
A partir daí passou a viajar 2 a 3 vezes por ano. Todos os dias de férias eram para viajar. E a sua vida girava em torno disso. Sempre poupou em tudo para viajar.
Quando alguns amigos começaram a viajar por longos períodos e sozinhos sentiu que esse era o seu caminho. Um dia decidiu ir à Argentina sozinha. 3 semanas, de Iguaçu à Patagónia. Nessa viagem percebeu que tinha sido feita para viajar sozinha. E sonhava com o dia em que podia viajar por tempo indeterminado, como os viajantes com quem se cruzava nas suas viagens.
Mal surgiu a oportunidade de sair do Banco a única certeza que tinha era a de ia dar a volta ao mundo, por tempo indeterminado.

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A sensação de desapego é fantástica. A Liberdade é total.

Como está a correr a experiência?

Muito melhor do que alguma vez imaginou. Está mais feliz, leve e completa do que nunca! A sensação de desapego é fantástica. A Liberdade é total. A bagagem de 9 kg é mais do que suficiente, os quartos e banhos partilhados são perfeitos, os autocarros velhos são típicos e o escasso orçamento leva-a onde quer … não precisa de mais.

Nunca lhe deu tanto prazer cozinhar, lavar a roupa, gerir tempo, dinheiro e a passagem pelos países. Não se canso de terminais de autocarros, de fazer e desfazer mochila, de pesquisar hostels e atracções nos novos lugares, de estar sempre a mudar.

Todos os dias, mesmo todos, são ricos e especiais.

Se pudesse, passava o resto dos seus dias a viajar. Não por não estar a trabalhar (adora trabalhar) mas por estar todos os dias a ver coisas novas.
O Mundo é imenso e surpreendente. Não faz sentido não conhecê-lo o mais que possa. Vê por si, pelos que não podem ver, pelos que gostariam de ter visto. É a sua missão, e está a cumpri-la muito FELIZ.

 

fotos e texto: Liza Martins
edição: Miguel Marote Henriques

A única mulher no top 100 dos melhores investigadores em turismo é portuguesa

Antónia Correia é a única mulher no ranking mundial dos investigadores com maior produção científica na área do Turismo

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Antónia Correia integra a lista dos top 100 investigadores em turismo a nível mundial. O ranking baseia-se na Base Scopus, a maior base de dados a nível mundial com 53 milhões de registos. Este ranking foi elaborado pelo Instituto Politécnico de Hong Kong e, contempla 18.800 artigos publicados entre 1975 e 2014 em 57 jornais. Dos cerca de 15.060 investigadores identificados como autores ou co-autores dos artigos, foram selecionados os 100 com maior número de publicações.  Neste ranking o único nome Português é o de Antónia Correia, que se posiciona em 85º lugar, entre os melhores do mundo.

Licenciada e Mestre em Gestão, Doutorada em Economia Aplicada e Agregada em Economia do Turismo pela Universidade do Algarve lecciona e investiga neste domínio  há mais de 25 anos, a nível internacional é reconhecida como uma das responsáveis pelo posicionamento e a afirmação de Portugal na investigação cientifica internacional. A Profª Antónia Correia é docente e Dean da Escola de Turismo, Desporto e Hospitalidade da Universidade Europeia.

Neste ranking apenas 12 países emergem como responsáveis pela investigação científica, sendo a posição cimeira detida pelos EUA e por Hong Kong. Na Europa apenas se identifica o Reino Unido e Portugal entre os países com maior produção.

A docente e investigadora integra também o Centro de Estudos e Formação Avançada em Gestão e Economia (CEFAGE), classificado como Muito Bom pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. A nível internacional, é membro do Tourist Research Center, do International Society of Culture, Tourism and Hospitality e do International Association of Tourism Economics. É reviewer da maior parte das revistas de Turismo e Hospitalidade nacionais e internacionais e editora associada do Journal of Travel Research, do International Journal of Culture, Tourism, and Hospitality Research, do Tourism Analysis, do Journal of Business Research e da Anatolia.

 

actualizada em 25/03/2015

foto: DR

Ritinha Vieira – a campeã em entrevista

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Rit(inh)a Vieira integra o leque de desportistas revelação/campeões, em 2014, a par de Teresa Almeida (Campeã mundial de bodyboard também já aqui entrevistada), Ivo Oliveira (Ciclismo em pista), Vasco Ribeiro (Surf), Bruno Pica da Conceição (Equitação) e outros.

Ritinha Vieira sagrou-se campeã da Taça do Mundo de Todo-o-Terreno FIM de Senhoras em Setembro de 2014. A jovem piloto portuguesa, de 20 anos, terminou a Baja de Idanha-a-Nova, prova a contar para o Mundial e Europeu de Motos, no segundo lugar da categoria feminina, o que lhe permitiu o título mundial, o primeiro da carreira. Venceu igualmente a categoria Júnior

Ritinha foi também a primeira portuguesa a vencer uma prova do Campeonato do Mundo com uma moto de produção nacional, uma AJP PR5 250.

A Excelência Portugal quis conhecer melhor a campeã e aqui fica a entrevista.

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- Com que idade despertaste para motociclismo?Desde que tenho a capacidade de reter memórias, lembro-me de com 4 anos andar num sidecar que o meu pai construiu para andar com o meu irmão de mota.
 

- Tiveste influência familiar?

Sem duvida, é um estilo de vida que adoptamos desde muito cedo. O meu irmão actualmente é campeão Nacional de Trial Absoluto, o que acaba por dizer muita coisa sobre a nossa família. Os nossos domingos (dia de prova) foram quase sempre passados no monte, com as motas atrás, além dos treinos claro.
Os meus pais sempre foram a base de tudo isto, acompanham cada passo e cada prova minha e do meu irmão ao longo destes anos todos.

- Quando foi a tua estreia em competição?

A minha estreia foi m Trial em 2003, tinha 8 aninhos, conduzia uma GasGas50 que era quase maior que eu e tinha o meu pai a correr à minha frente para não me enganar no caminho.

- Suspendeste os estudos em Design de Moda para te concentrares a 100% no motociclismo. Era impossível conciliar?

Não considero impossível, mas sabia que não estava dedicada a nenhuma das coisas a 100% e que a oportunidade no mundo motociclista era agora, não depois de acabar o curso (que não estava a gostar muito). Claro que faço tenções de tirar a minha licenciatura mas mais direccionada para o desporto uma vez que o meu objectivo futuro é estar de alguma forma ligada a este mundo ainda que não seja directamente pela competição.

- Como mulher sentes maiores dificuldades em te afirmar e em obter apoios?

Em afirmar-me, por vezes sim, a classe de Senhoras muitas vezes é descartada, em alguns casos/modalidades é considerada troféu e não campeonato nacional e por vezes esquecem-se que, como os homens, também somos capazes de passar certos obstáculos e acabam por tornar tudo demasiado fácil e desinteressante. Em apoios, penso que não somos muito afectadas uma vez que estamos em vantagem pois damos mais nas vistas quanto mais não seja pela proporção que há de homens relativamente ao de mulheres.

 
- Trial ou enduro?

Enduro! Estou a descobrir esta modalidade e ainda me sinto um pouco verde. É apenas o meu 2º ano a sério no enduro e estou a adorar, tenho aprendido muito e tenho notado uma grande evolução (que já não notava muito no trial).
 
- Aos 20 anos já tens um currículo de titulos invejável. Que significado teve seres Campeã do Mundo de Bajas (classe Senhora e Junior)?
 
Foi indescritível, nem eu estava à espera deste resultado. Foi algo pelo qual lutei muito e desafiei-me a mim mesma (pois nunca tinha feito nenhuma prova nesta modalidade a nível nacional). Sinto que foi muito importante para dar um salto na minha carreira, consegui algum mediatismo o que ajudou muito às condições que consegui reunir para esta época. Devo-o ao meu grande amigo Diogo Graça Moura que me proporcionou as condições todas e a motivação para alcançar o título, foi sobretudo um orgulho poder dar à AJP (marca de motas portuguesa) o primeiro título mundial.
 
- Quais as tuas expectativas para 2015?
 
Acima de tudo evoluir e crescer como piloto. A Raposeira proporcionou-me a mim e ao meu irmão as condições que eu jamais achava ser possível, tenho tudo ao meu alcance, agora só me resta trabalhar. Estou em adaptação à nova mota (Honda CRF 250), estou a gostar muito embora eu saiba que ainda tenho muito aprender, sei que consigo ser mais rápida, será apenas uma questão de tempo e treino.
Vou participar em algumas provas internacionais e o objectivo será sempre fazer o meu melhor.
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fotos: DR

NOOCITY – “Uma horta em qualquer lugar”

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A Noocity é uma empresa dedicada ao desenvolvimento de soluções práticas e eficientes para a agricultura urbana.  O objectivo desta startup portuense é incentivar a práctica de hábitos e rotinas mais ecológicos e saudáveis, tornando o dia a dia dos cidadãos urbanos modernos mais fácil e agradável.

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a Noocity para mim, tem sido sobretudo um desafio, um projecto em que acredito bastante, por se tratar, em certa medida, de um novo tipo de indústria, mais sustentável. Tem sido um prazer e é um orgulho fazer parte deste projecto inteiramente desenvolvido em Portugal.

– Leonor Babo (Responsável pela área de comunicação)

A ideia surgiu na primavera de 2013 quando os amigos José Ruivo, Pedro Monteiro e Samuel Rodrigues resolveram montar uma horta num pátio de um prédio no centro da cidade do Porto.  Por não encontrarem produtos adequados para agricultura urbana decidiram cultivar os seus próprios alimentos, juntaram esforços e experiências em arquitectura e permacultura e resolveram construir os seus equipamentos.

No verão do mesmo ano já partilhavam legumes e ervas aromáticas que cresciam aos montes numa série de caixas e sistemas onde antes só havia cimento. Os protótipos foram evoluindo e os três perceberam que poderiam transformá-los em produtos, a ideia amadureceu, tomou forma e em Setembro do mesmo ano nasce oficialmente a Noocity Ecologia Urbana.

O nome Noocity surge da mistura entre o prefixo NOO que representa a consciência colectiva e a palavra CITY que faz referencia ao universo urbano. A empresa quer ajudar a trazer a produção de alimentos para dentro de casa, desenvolvendo equipamentos eficientes e acessíveis que permitem que as pessoas produzam comida nas cidades de forma simples e ecológica.

O objectivo da Noocity é contribuir para uma sociedade cada vez mais consciente e autónoma, fornecendo as ferramentas necessárias para agir reorganizando a paisagem urbana, a relação com a alimentação e a vida em comunidade.

Os produtos da Noocity funcionam com base num sistema de subirrigação, que reduz o consumo de água (menos 80% do que os sistemas convencionais) e se adequa às necessidades da espécie plantada. Esta técnica facilita o trabalho a utilizadores menos familiarizados com a actividade hortícola. A própria montagem dos produtos é simples e não requer ferramentas extra. Os materiais utilizados possuem, ainda, um certificado de não-toxicidade. A Growbed vem em três dimensões (S, M e L) e permite múltiplas configurações mediante o espaço a ocupar. A Growpocket foi pensada para o cultivo vertical, pelo que é colocada sobretudo em superfícies como paredes e muros.

Para financiar a primeira produção em grande escala, a Noocity iniciou, em finais de Fevereiro,, a sua primeira campanha de crowdfunding.  A fasquia inicial de 30 mil euros (num mês) foi ultrapassada em menos de uma semana. O objectivo está, agora,fixado nos  70 mi euros, o que pode vir a permitir a integração um sistema de compostagem na Growbed. Cada donativo, dependendo do seu valor, corresponde a uma recompensa dentro da gama Noocity.

http://youtu.be/dUX1aGdADb4

Depois de Espanha e Italia, a Noocity chegou agora a São Paulo. Numa das cidades mais densas e pulsantes da América Latina, existe agora uma novidade verde. Num dos seus bairros mais “descolados”, a Vila Madalena, e bem perto do já conhecido “Beco do Batman”, há um novo oásis da sustentabilidade, o Ecobeco. O Ecobeco é, para aempresa, a plataforma ideal, um espaço de convívio e aprendizagem, com atelier, oficina e horta comunitária, a casa que faltava à Noocity para se dedicar de corpo e alma ao mercado brasileiro.

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fotos: DR
http://www.noocity.com

Azeite português distinguido com quatro medalhas no concurso Mário Solina

Azeite

Acabam de ser divulgados os prémios do Concurso de Qualidade dos Azeites Virgem Extra Mário Solinas Edição de 2015, organizado pelo Conselho Oleícola Internacional (COI). Este concurso é um dos concursos de azeite com maior reconhecimento a nível internacional. Nesta edição participaram 111 marcas de Portugal, Espanha, Grécia, Israel, Itália, Marrocos e Tunísia.

O concurso distingue os melhores azeites extra-virgem em quatro categorias (frutados verdes intensos, médios e ligeiros e frutados maduros). Portugal obteve os seguintes prémios:

Medalha de ouro na categoria frutado maduro
Azeite Gallo

Medalha de ouro na categoria frutado verde médio
Casa de Santo Amaro (Mirandela)

Medalha de prata na categoria frutado maduro
Quinta da Lagoalva de Cima (Alpiarça)

Medalha de prata na categoria frutado verde médio
Lameira de Cima (Ferreira do Alentejo)

De referir ainda que, entre os azeites finalistas, se encontravam mais quatro azeites nacionais.
A todos os premiados, e à excelência dos azeites portugueses, os nossos Parabéns!

mais informação em: www.internationaloliveoil.org/estaticos/view/227-mario-solinas-quality-award-of-the-international-olive-council?lang=es_ES

 

fotos: DR

Parque de Serralves entre os 250 jardins mais notáveis do mundo

Serralves
A editora Phaidon lançou recentemente o livro The Gardener’s Garden, uma selecção de 250 jardins entre os mais notáveis de todo o mundo. O Parque de Serralves faz parte desta exclusiva lista, elaborada por um painel de especialistas internacionais.
book

O The Gardener’s Garden, uma publicação com mais de 1200 ilustrações em cerca de 500 páginas, é uma fonte de inspiração para todos os que se interessam ou praticam o design de jardins.

O Parque de Serralves tem 18 hectares e é composto por uma grande diversidade de magníficos espaços harmoniosamente interligados: jardins formais, matas e uma quinta tradicional. Projectado pelo arquitecto Jacques Gréber para o Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral, em 1932, e cujo valor para a arte de jardins e desenho da paisagem havia já sido reconhecido em dezembro de 2012 ao ser classificado como Monumento Nacional, vê nesta publicação um reforço a nível internacional do seu prestígio e singularidade enquanto jardim histórico na transição entre o clássico e o moderno.

 
Uma visita ao Parque, em qualquer um dos seus circuitos com diferentes percursos e durações, é uma oportunidade privilegiada para estar em contacto com a natureza e apreciar a grande diversidade de um património arbóreo e arbustivo composto por sensivelmente 200 espécies e variedade de plantas autóctones e exóticas ornamentais. Além disso, os jardins e o parque são também cenário museográfico: numa visita ao parque poderá conhecer as esculturas – expostas em permanência – que são obras da Colecção da Fundação de Serralves.
 
 
fonte: Serralves
fotos: DR