Raquel Ochoa – uma escritora invulgar (entrevista)

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Raquel Ochoa nasceu em 1980, em Lisboa, Licenciou-se em Direito, mas dedicou-se à literatura.

Em 2008 publicou duas obras, “O Vento dos Outros” – uma crónica de viagens à América do Sul e “Bana – Uma vida a cantar Cabo Verde”, a biografia do cantor. Em 2009 Raquel Ochoa foi vencedora do Prémio Agustina Bessa-Luís com o romance “A Casa-Comboio”, trazendo ao grande público a saga de uma família indo-portuguesa originária de Damão e a epopeia da desconhecida ou ignorada Índia Portuguesa, traduzido e publicado em Itália.

Em 2011 lançou a sua quarta obra, “A Infanta Rebelde”, a biografia da Infanta D. Maria Adelaide de Bragança, condecorada com a Ordem de Mérito Civil aos cem anos de idade. O seu segundo romance, “Sem Fim à Vista – A Viagem” chegou a público em Setembro de 2012 e relata a aventura de um personagem com graves problemas cardíacos que decide viajar até onde a resistência o permita.

Em Maio de 2014 publica “Mar Humano”, um romance histórico ao longo do século XX reflectindo sobre temas como a liberdade de imprensa e o jornalismo que se praticou e pratica em Portugal, misturando de forma original temas tão díspares como a longevidade da vida humana e o impacto da ciência na evolução da consciência.

Este ano é a vez de “As Noivas do Sultão”, um romance fascinante que tem por base um incidente diplomático entre Portugal e Marrocos.

Raquel Ochoa é formadora de escrita criativa e ministra vários cursos em Portugal e no estrangeiro.

A Excelência Portugal quis conhecer melhor esta invulgar escritora que se tem afirmado como um dos grandes nomes da literatura nacional da actualidade e entrevistou-a.Ochoa1a

Como nasceu a paixão pela escrita e onde se encaixa a licenciatura em Direito?

Escrevi a partir dos treze anos, mas a vontade de escrever e publicar aconteceu aos vinte e cinco, depois de uma grande aventura pela América do Sul que, em jeito de tratado da memória, decidi descrever. Acabou por se transformar n` “O Vento dos Outros”. O Direito foi apenas o curso em que me licenciei, nunca o usei directamente para nada.

A História, nomeadamente a nacional, sempre a seduziu? Alguma vez imaginou que poderia vir a “brincar” com ela?

Sempre, a nossa história é cheia de mitos, altos e baixos, grandes conquistas, grandes derrotas. O maior mito que podemos encontrar é a própria História. Porque foi escrita por homens com um contexto e um objectivo. A própria leitura que vamos fazendo dela vai-se modificando com a mudança das mentalidades.

Desde muito nova que leio Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós. O meu pai repetia aquele chavão constantemente: “Se não leres os clássicos portugueses não sabes nada.”

Daí, a ter passado a escrever estórias onde romanceio a História, foi um passo muito reflectido. O meu primeiro romance histórico foi o meu terceiro livro. Só aí me sentia preparada para tão grande empreendimento.

Há uma Raquel cronista de viagens, uma biógrafa e uma romancista? Qual delas se impõe mais actualmente?

Sou as três e tento progredir e fazer o melhor possível em cada género literário. Mas claramente a romancista agora fala mais alto e manda as outras de férias sempre que consegue.

Em 2009 venceu o Prémio Literário Revelação Augustina-Bessa Luís. Que impacto teve esta distinção na sua carreira ?

Ser premiada aos vinte e nove anos é um privilégio imenso. Dá força e responsabilidade. “A Casa-Comboio” foi um livro que escrevi sobre enormes sacrifícios numa fase profissional e pessoal bastante pesada. O prémio foi o alívio, a libertação.

Os seus romances têm uma base histórica verídica. Sente-se parte historiadora e parte escritora?

Reinvento a história do modo mais credível possível, mas está tudo dito: é ficção. Os meus livros baseiam-se quase sempre em histórias verídicas mas não hesito em transformar a trama agradável para que o leitor encontre evasão ou sonho naquele romance. Sou rigorosa mas isso não me torna historiadora.

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O último livro revela uma história guardada durante 200 anos. Como se acende “o rastilho” do seu processo criativo?

222 anos mais precisamente! Tento ter sempre activo o meu faro para as boas histórias e quando as encontro esse rastilho já se acendeu inconscientemente, as personagens começam a delinear-se e a ter vontades, medos, vícios. Tento, acima de tudo, reconhecer o potencial das histórias. Normalmente avalio bem.

Voltando à nossa História, mas a um período mais recente, como interagiria com as últimas décadas e nomeadamente com os anos mais recentes? Não sente vontade de intervir através da escrita?

As últimas duas décadas foram as décadas em que me tornei mulher, uma vez que tenho 35 anos, ou seja, foi o período em que comecei a ter opinião, sentido crítico. Comecei a viajar incessantemente, a conhecer o mundo e a compará-lo com este nosso modo de estar português.

Gosto de Portugal. Gosto muito do meu país. Por mais que não tenhamos uma estratégia a longo prazo, por mais que a desresponsabilização da sociedade e dos agentes do poder seja evidente, eu trato de assumir as minhas. E intervenho com bastante afinco. Os meus livros são interventivos, e trazem uma certa interpretação da história que acho urgente. Entre outros, leia-se “Mar Humano”, há um profundo alerta para o que nos estamos a tornar. Acho urgente a geração pós-25 de Abril ter um papel activo em todas as áreas da sociedade.

Viajou por geografias carregadas de marcas da presença portuguesa. Como é Portugal visto nessas paragens?

De forma geral somos bem vistos em todo o lado. Claro que cada caso tem as suas particularidades, se falamos de ex-colónias já é mais complexo e delicado, mas somos sempre bem-vindos. Uma coisa é certa, neste mundo pós-11 de Setembro, enquanto viajante, é muito mais confortável ser português que americano ou inglês.

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Não obstante as dificuldades que atravessamos, somos um país de Excelência?

Falta muito para chegar à Excelência embora Portugal tenha tanta gente desse nível. Acho que somos um país de “boa-vontade”. Mas falta um projecto nacional, um debate nacional, um objectivo comum. Em que país queremos que os nossos filhos cresçam? Eu quero que seja neste, mas muito diferente deste (para melhor).

Fora da escrita quem é a Raquel Ochoa ? que outras actividades e hobbies tem (ouvi falar na prática de bodyboard)? que sonhos e projectos acalenta ?

Pratico bodyboard há 14 anos e yoga há 9. São grandes janelas para a cabeça, são uma forma de auto-superação que me ajuda muito na escrita, porque como explica Murakami naquela analogia entre o maratonista e o escritor, escrever necessita de um corpo e uma mente forte.

Escrever torna-se uma tarefa penosa quando nos habituamos a desistir, quando desistir passa a ser a regra. Estas actividades são extremas e fazem-nos lidar com a persistência como se fossemos irmãs, eu e ela, unha e carne.

Tenho tantos sonhos como dias de vida, e um deles é conhecer o mundo todo.

 

Fotos: Fernando Dinis

Vinho da Madeira para brindar acordo com Irão

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O acordo alcançado com o Irão esta semana foi celebrado pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o secretário da Energia, o luso-descendente Ernest Moniz, com uma garrafa de vinho da Madeira.

Segundo o jornal “The Washington Post” citado pelo Jornal i, a garrafa foi uma oferta do embaixador dos Estados Unidos em Portugal, Robert Sherman, a Ernest Moniz.

A jornalista Emily Heil, citada pelo referido jornal, refere ainda que “antes de Moniz regressar a Viena, o embaixador dos EUA em Portugal, Robert Sherman, deu-lhe uma garrafa especial de Madeira, numa alusão aos signatários da Declaração da Independência. Ele deu-lhe instruções para apenas a abrir depois de Kerry fechar o acordo com os iranianos”.

O vinho da Madeira tem tido um papel importante nos momentos históricos mais significativos dos EUA. Em 1776, os signatários da Declaração de Independência dos EUA, conhecidos como ‘Founding Fathers’ (pais fundadores), celebraram a ocasião com vinho da Madeira e o primeiro presidente norte-americano, George Washington, também o bebeu na sua tomada de posse em 1789.

Foto: Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, I.P.
Fonte:  Jornal i

Investigadores da U.Porto levaram “Caravana do Coração” ao Brasil

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Uma equipa de investigadores da Universidade do Porto e do Instituto de Telecomunicações (IT) viajou recentemente até ao Brasil para participar na edição 2015 da “Caravana do Coração”, uma iniciativa de telemedicina que, durante 13 dias (29 de junho a 11 de julho), percorreu 13 cidades do estado de Paraíba, num total de mais de 2300 quilómetros, para realizar rastreios ao coração a cerca de 1000 crianças e mulheres grávidas de zonas mais desfavorecidas.

De acordo com o Notícias UP, a equipa foi liderada por Pedro Brandão, docente do Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e contou ainda com a participação de Ana Castro, investigadora de pós-doutoramento, e Pedro Gomes, estudante de doutoramento do MAP-i – Programa Doutoral em Informática das Universidades do Minho, Aveiro e Porto.  Estes três elementos foram integrar uma equipa multidisciplinar composta por 40 profissionais e tiveram como missão identificar patologias cardíacas junto das populações alvo, recorrendo para isso a quiosques de saúde e estetoscópios inteligentes.

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A equipa portuguesa com o brasileiro Artur Lucas (ilustrador da Célula C).

Do ponto de vista humano, penso que todos voltamos com uma perspectiva de vida diferente

Ana Castro falou com a Excelência Portugal e considerou que “foram duas semanas de trabalho muito gratificantes. Do ponto de vista profissional evoluímos bastante, pois tivemos a oportunidade de avaliar as necessidades deste tipo de iniciativas, e de que modo as ferramentas por nós desenvolvidas podem trazer uma mais-valia na colheita de dados, armazenamento, e apoio à decisão clínica. Do ponto de vista humano,  penso que todos voltamos com uma perspectiva de vida diferente”.

A”Caravana do Coração 2015″ integra a Rede de Telemedicina de Cardiologia Pediátrica Pernambuco-Paraíba e é liderada pela fundação “Círculo do Coração”, uma entidade criada em 1994 por membros do Real Hospital Português, com o objetivo de diagnosticar e viabilizar o tratamento de crianças necessitadas, portadoras de doença cardíaca.

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Fonte: http://noticias.up.pt
Fotos: DR

B.Kimo – Os Kimonos de Joana Sousa

 

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Joana Sousa , natural de Oeiras e com 24 anos de idade, é a criadora e rosto da B.Kimo, uma marca de Kimonos. Mas enganem-se os que a possam associar imediatamente às artes marciais, estes Kimonos são peças de vestuário/moda.

A Excelência Portugal falou com a sua criadora e ficou a conhecer melhor este projecto.

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Sinto enorme felicidade de poder ter tornado possível um projecto que sempre esteve dentro de mim, mesmo que eu não soubesse.

Quando começaste a sentir o apelo da moda ?

Desde miúda que ia das compras directa à costureira, para alterar determinado pormenor das peças que ia comprando, olhando para trás percebo que o bichinho da moda e da costura sempre fez parte do meu ser, mas estava longe de saber que ele estava a crescer e que no futuro só me sentiria plenamente feliz deixando-o eclodir.

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fui fazendo tops, calções, tudo o que me vinha à cabeça que eu quisesse vestir fazia-o eu em vez de ir comprar, até porque muitas vezes não havia o que eu tinha idealizado nas lojas

O teu percurso académico não apontava neste sentido. Como se deu a inversão ?

Tirei uma licenciatura em Sociologia no ISCTE e posteriormente uma pós graduação em Comunicação, também no ISCTE, no entanto sentia-me perdida e sem saber bem o que quereria fazer com esta formação. Como sempre fui muito senhora do meu nariz fui fazendo trabalhos para não ter que pedir dinheiro aos meus pais, até ter ido parar a uma loja de patchwork, que uma tia minha abriu, onde trabalhava a minha irmã. Conviver com elas e com os tecidos diariamente despertou em mim o tal bichinho (da moda/costura) adormecido até então. Comecei por fazer coisas pequenas (bolsinhas e bolsinhas – quem me conhece sabe que tenho bolsinhas para tudo) até começar a costurar melhor. Daí em diante, fui fazendo tops, calções, tudo o que me vinha à cabeça que eu quisesse vestir fazia-o eu em vez de ir comprar, até porque muitas vezes não havia o que eu tinha idealizado nas lojas (ainda hoje é assim – raramente vou às compras aos centros comerciais – vou às lojas de tecidos).

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Como surge então a B.Kimo?

Conforme ia fazendo as peças, ia fotografando e pondo no Facebook e no Instagram e à medida que ia postando as fotografias comecei a receber pedidos de amigas para fazer peças iguais para elas, a peça que teve mais pedidos foi um Kimono, depois de algumas encomendas pensei, porque não criar uma marca? E foi neste momento que nasceu a B.Kimo.

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Porquê B-Kimo?

B, do verbo To Be, e Kimo, diminutivo de Kimono – que ao contrário do que muita gente pensa, quando digo que faço Kimonos, não existem apenas Kimonos para Artes Marciais. Os meus Kimonos são uma peça fundamental no guarda-roupa de qualquer mulher porque dão para todas as ocasiões, fazem a toilette e eu gosto muito de ver as mulheres a arranjarem-se cada vez mais e melhor. Claro que fico muito mais babada se o Kimono fizer parte de alguma das minhas colecções, sinto-me útil!

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Já conto com três colecções e todas elas correram/correm bem (a última ainda está disponível na página de Facebook da B.Kimo).

Quantas colecções já desenhaste? Quem colaborou no projecto?

Já conto com três colecções e todas elas correram/correm bem (a última ainda está disponível na página de Facebook da B.Kimo). Sempre idealizei as peças e as fiz, era eu, os tecidos, o tapete de corte e o cortador e a máquina de costura, mas nem tudo dá para fazer sozinha por isso contei desde a primeira colecção com o meu grupo de amigas a servir de modelos para as minhas peças, com o meu primo para fotografá-las e na última colecção, com a minha irmã para pentear as modelos enquanto eu coordenava, maquilhava e fotografava também. Só tenho a agradecer por tudo isto estar a correr tão bem.

Que outros projectos tem a Joana Sousa em mente?

Para complementar a minha formação inicial e poder continuar com este ou outros projectos que eventualmente surjam vou inscrever-me este ano no curso de Design de Moda da Faculdade de Arquitectura.

Fotos: Francisco Silva

Porto Santo revela o seu “segredo” em campanha de promoção

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A Câmara Municipal de Porto Santo lançou uma campanha, para lançar a ilha como uma marca de referência no setor do Turismo sob o mote “Porto Santo – O segredo mais bem guardado”.

A campanha pretende revelar ao público e potenciais visitantes os segredos mais bem guardados de Porto Santo. O Município refere no seu comunicado que “a praia paradisíaca, os nove quilómetros de areia com propriedades terapêuticas e a talassoterapia, a gastronomia, desportos marinhos, recursos naturais, Cultura, animação nocturna, segurança e a natural hospitalidade dos habitantes são algumas das características do Porto Santo, que se destaca ainda pela apresentação de produtos, serviços e profissionais de excelência”, acrescentando que o tema musical do vídeo de divulgação, inspirado na ilha, foi criado pelo guitarrista e compositor João Gil e pela cantora Celina da Piedade.

A campanha é lançada este verão e durará até ao final de 2015, procurando elevar a ilha a um destino turístico de eleição, tanto a nível nacional como internacional.

Para o edil, Filipe Menezes de Oliveira,  “com uma população que não ultrapassa os cinco mil habitantes, Porto Santo é a mais pequena ilha habitada do Arquipélago da Madeira. A ilha consegue viver de forma equilibrada nos meses de Verão, mas ressente-se no Inverno”. Assim, “impulsionar o turismo – especialmente durante os meses de Inverno -, promover e posicionar a marca ‘Porto Santo’ nos principais mercados de fluxo turístico, criar riqueza para a população através da oferta de serviços e preservar a cultura e o património da ilha são os principais objectivos deste projecto”.

 

https://youtu.be/44zqehHXNpI
Fonte: Câmara Municipal de Porto Santo
Foto: DR

Prémio internacional atribuído a investigadora da UA transformado em Prémio “UA – BIO Somos Todos”

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“Achei que, tratando-se um dos prémios internacionais Terre de Femmes que me foram atribuídos de um prémio do público, faria sentido fazer reverter esse prémio novamente para o público através de oportunidades educativas”, explica Milene Matos, investigadora do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro (UA). Assim, através de uma parceria entre a UA e o projeto “BIO Somos Todos”, projeto de promoção dos valores naturais e da sustentabilidade coordenado por Milene Matos, o dinheiro do prémio garantirá a atribuição de uma bolsa que corresponde ao pagamento de propinas de um curso mestrado da UA, durante dois anos.

O Prémio “UA – BIO Somos Todos” visa contribuir para a promoção e o desenvolvimento da investigação científica no âmbito da sustentabilidade nas suas três componentes: ambiental, económica e social. Em concreto, distingue uma proposta de trabalho de investigação ao nível de mestrado, na área da sustentabilidade, que se evidencie “pelo seu caráter inovador, utilidade pública, benefícios ambientais e potencial de replicabilidade”.

Apesar de, para já, a bolsa apenas cobrir o valor de dois anos de propinas, Milene Matos espera poder vir a encontrar um mecenas que garanta a continuidade da iniciativa em anos posteriores.

O júri será presidido pelo Reitor, Manuel António Assunção, e integra Milene Matos e Carlos Fonseca, professor do Departamento de Biologia da UA.

As candidaturas estão abertas a propostas em qualquer área científica, de 15 de julho a 16 de agosto, e devem ser apresentadas em formulário próprio acessível através da página www.ua.pt/premios. Os interessados poderão obter mais informações sobre o prémio pelo e-mail biosomostodos@ua.pt .

 

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Prémio Terre de Femmes da Fundação Yves Rocher – Milene Matos é a representante portuguesa na final mundial de Paris

 

Fonte: http://uaonline.ua.pt
Foto: DR

Desafios Porto com videoclip de Miguel Araújo

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O músico Miguel Araújo está a ajudar a Câmara do Porto e quatro parceiros a desafiar a cidade. A ideia, lançada pela autarquia está explicada no site www.desafiosporto.pt e qualquer portuense pode participar, desafiando os empreendedores a encontrar soluções que serão financiadas pelas empresas que se juntaram ao desafio.

Entre os suportes de comunicação criados, está um videoclip que ilustra a música que João Salcedo concebeu e Miguel Araújo protagoniza e que foi oferecida ao projeto que conta já com centenas de contribuições de pessoas que desafiam a cidade a encontrar soluções para pequenos ou grandes problemas.

Segundo Filipe Araújo, vereador da Inovação da Câmara do Porto, a ideia é “melhorar o futuro do Porto, lançando desafios que podem ser ultrapassados de forma inovadora”, lembrando que “todos os dias vivemos desafios, no caminho para o emprego, no acesso a serviços da cidade e certamente já todos nos lembramos de problemas que gostaríamos de ver resolvidos”.

A Câmara do Porto, que conta conta neste programa com a parceria da NOS, da EDP, do CEIIA e da E&Y, permite que qualquer pessoa participe no Desafios Porto que, para o vereador “é também o estímulo que muitos dos empreendedores da nossa cidade necessitam para encontrarem as soluções e a impulsionar o ecossistema de empreendedorismo de inovação, criando emprego e desenvolvimento económico”.

Os desafios podem ser colocados à Câmara Municipal até dia 1 de agosto, no site do projeto, que serão processados e apresentados até ao dia 1 de Setembro. As soluções serão depois concebidas até 2 de novembro e apresentadas a 23 desse mesmo mês, publicamente. O desenvolvimento tecnológico das soluções, que serão colocadas em prática na cidade, acontecerá até 18 de abril de 2016.

A mecânica do programa está explicada em www.desafiosporto.pt.

Fonte: Câmara Municipal do Porto

Matilde Campilho foi quem mais vendeu livros no evento literário FLIP

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“Jóquei”, o primeiro livro de poesia da portuguesa Matilde Campilho foi o livro mais vendido na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP).  De acordo com a “Folha de São Paulo”, a poesia de Matilde Campilho arrebatou a audiência que se encontrava na Tenda dos Autores na passada quinta-feira.

Esta foi a primeira participação de Matilde Campilho neste certame literário e foi considerada um sucesso. Matilde Campilho, a única presença portuguesa, conseguiu repetir o feito alcançado por Valter Hugo Mãe que em 2011 também foi o autor que registou mais vendas na FLIP.

O segundo e terceiro lugar couberam respectivamente a Mário Andrade (homenageado desta edição) com uma caixa de três livros e a Sidarta Ribeiro com “Límiar”.

Matilde Campilho nasceu em Lisboa em 1982. Em 2010 foi viver para o Brasil, e desde então mora entre o Rio de Janeiro e Lisboa. Publicou poemas nos jornais brasileiros A Folha de São Paulo e O Globo, assim como em algumas revistas online. “Jóquei” é o seu primeiro livro.

Matilde Campilho já fez 1001 coisas, todas ligadas à escrita. Em entrevista ao Jornal i, em Julho de 2014, afirmava que “”É bom poder dizer que adoro o meu trabalho. Ser poeta é do cacete”.

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Autora: Matilde Campilho
Editora: Tinta da China
N.º de páginas: 135.
ISBN: 978-989-671-213-6.
Ano de publicação: 2014

 

 


Assista ao Retrato de Matilde Campilho por Clara Cavour

 

Fotos: DR

Teresa Almeida vai realizar circuito mundial de Bodyboard da APB

image2(2)A atleta portuguesa que conquistou, a 12 de Dezembro de 2014, a medalha de ouro no Campeonato do Mundo de Bodyboard da ISA realizado no Chile, regressa agora a este país da América do Sul para a 1ª etapa feminina do APB World Bodyboard Tour 2015.

Teresa Almeida falou com a Excelência Portugal e deu-nos a conhecer os seus projectos para este ano. A atleta do Clube de Desportos Alternativos da Nazaré vai realizar na íntegra o circuito mundial da APB (que inclui 2 provas em território nacional – Sintra e Nazaré). No plano nacional quer lutar pelo título e ser seleccionada para representar o nosso país, no campeonato da ISA, de forma a defender o título conquistado em 2014. Só Dora Gomes havia arrecadado o mesmo título em 1999.

Teresa Almeida foi distinguida, em Junho, pelo CNID (Associação de Jornalistas de Desporto) , nos prémios com que distingue jornalistas, atletas, treinadores e equipas que se destacaram ao longo da época.  A Campeã Mundial de Bodyboard foi galardoada na categoria “Atletas do ano”.

11377215_817530328325182_1393440787268269938_n[1]Conheça o perfil da campeã:

Nome: Teresa Almeida
Data de nascimento: 21.05.1992
Naturalidade: Alcobaça
Praias/ondas preferidas: Praia do Norte – Nazaré
Formação académica: Licenciada em Ciências do Desporto
Tempo de Bodyboard: 9 anos
Clube: Clube de Desportos Alternativos da Nazaré
Melhor classificaçação no circuito nacional: Campeã nacional Sub 18 (2010) e Vice-campeã nacional open (2013)
Melhor classificaçação europeia: Vice-campeã europeia júnior (2011) e Vice-campeã europeia open (2014)
Melhor classificaçação mundial: Campeã mundial ISA (2014)
Viagens realizadas: Açores, Madeira, Espanha, França, Marrocos, Indonésia e Chile
Patrocínios: Crédito Agrícola, Ekena Bay, Boogie Chicks, JANGAWETSUITS, e  CC BOARDCENTER

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Teresa Almeida distinguida como Atleta do Ano pelos prémios CNID

Teresa Almeida: “Somos realmente um país de excelência !”

 

Fotos: DR

NOS Alive’15 financia bolsas de investigação na área do Cancro e da Biodiversidade

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O NOS Alive’15 volta a associar a Ciência à Música. No âmbito da parceria estabelecida com o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), a Everything is New vai financiar mais duas bolsas de investigação científica, nas áreas da Genética do Cancro e Biodiversidade. Este ano, as bolsas NOS Alive-IGC’15 alargam pela primeira vez o seu raio de atuação à área de investigação do Cancro. Uma vez mais, os festivaleiros podem conhecer mais informações sobre estas bolsas no espaço do IGC no NOS Alive.

 

No primeiro dia do festival, 9 de julho, inicia-se o período de candidaturas às bolsas NOS Alive–IGC’15 que se prolonga até 11 de setembro. Jovens recém-licenciados têm a oportunidade de, durante um ano, integrarem uma equipa de investigação no IGC e desenvolverem um dos dois projetos de investigação a concurso.

O primeiro, na área da Genética do Cancro, foca-se um gene que regula o esqueleto da célula e procura investigar o papel que diferentes alterações nesse gene podem desempenhar na progressão do cancro da mama. Este projeto será desenvolvido no IGC em colaboração com um laboratório no Reino Unido.

O segundo projeto, na área da Biodiversidade, Genética de Populações e da Conservação de Espécies, tem como objetivo compreender como é que a fragmentação das florestas e perda de habitat afecta a estrutura social e diversidade genética de várias espécies de lémures e pequenos vertebrados de Madagáscar. O bolseiro que integrar este projeto poderá realizar trabalho de campo em Madagáscar ou trabalho computacional em França.

Quem quiser saber mais sobre estes projetos e a investigação que se faz no Instituto Gulbenkian de Ciência pode passar pelo espaço do IGC no NOS Alive’15 e participar em atividades científicas. Estas incluem um Quiz da Biodiversidade e um Game of Tumours, além do já conhecido speed-dating com cientistas. Os bolseiros NOS Alive das edições anteriores também estarão presentes para falar sobre a investigação que têm estado a desenvolver. Os festivaleiros podem ainda ver como se pode transformar um telemóvel num microscópio e experimentar comida molecular preparada pelo Cooking Lab.

As bolsas NOS Alive-IGC, tiveram início em 2008 e foram já atribuídas a 10 jovens. Os bolseiros das edições anteriores continuam a desenvolver projetos de investigação científica, quer em centros de investigação Portugueses (incluindo o IGC) quer no estrangeiro. Os primeiros bolseiros, João Alves e Alexandre Leitão, já concluíram o seu doutoramento e encontram-se atualmente a fazer um pós-doutoramento em Vigo, Espanha, e em Cambridge, Reino Unido, respetivamente.

O projeto de responsabilidade social que a Everything is New tem com o Instituto Gulbenkian de Ciência promove uma maior aproximação e interação entre os centros de investigação e a sociedade Portuguesa, estabelecendo formas alternativas de financiamentos para a investigação científica em Portugal que permitam a recém-licenciados iniciarem uma carreira em investigação científica.

 

Legenda: O bolseiro Gonçalo Matos a realizar trabalho laboratorial no Instituto Gulbenkian de Ciência. Créditos: Catarina Júlio, IGC.

Informação suplementar: Período de candidatura para as Bolsas de Investigação NOS Alive – Instituto Gulbenkian de Ciência: entre 9 de Julho a 11 de Setembro de 2014.

Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) é um dos principais institutos de investigação biomédica em Portugal. Foi fundado pela Fundação Calouste Gulbenkian com o objetivo de desenvolver investigação biomédica e ensino pós-graduado no país. O IGC funciona como instituição de acolhimento a grupos de investigação, liderados por cientistas nacionais e internacionais, possibilitando que esses desenvolvam os seus projetos autonomamente, usufruindo de instalações e serviços de excelência. Desde 1993 que o IGC desenvolve um programa intensivo de ensino pós-graduado e desde há alguns anos que tem apostado na comunicação de ciência e promoção da cultura científica em Portugal.

NOS Alive’15 tem data marcada para 9, 10 e 11 de julho, no Passeio Marítimo de Algés.

Site Oficiais

www.igc.gulbenkian.pt

http://nosalive.com/pt/

www.everythingisnew.pt

Vídeo Bolsas NOS Alive/IGC:

Contactos: Ana Mena | Comunicação de Ciência | Instituto Gulbenkian de Ciência | Tel. 21 440 7959 | anamena@igc.gulbenkian.pt