“Há ir e voltar” lança campanha de crowdfunding para construção de segunda escola no Quénia

hairevoltar1Diana Vasconcelos, 28 anos,  licenciada em Ciências da Comunicação, rumou ao Quénia, em 2014, com o seu projecto “Há ir e voltar“.  O objectivo era fazer trabalho voluntário durante um ano numa das maiores favelas do mundo, mas acabou por envolver-se intensamente na ajuda à população e na construção de uma escola. Agora, Diana pretende edificar outra escola.

Depois de trabalhar na área da comunicação em algumas agências, faltava algo para se sentir feliz. Diana chegou ao Quénia através do programa de Serviço Voluntário Europeu. A sua candidatura foi aceite num dia. O plano previa um ano de voluntariado no Gabinete de Comunicação da ONG Kenya Youth Foundation e no ensino de crianças.

Diana não se limitou ao estabelecido, começou a ajudar as pessoas e a planear a construção de uma escola em Kibera, o maior bairro de lata de África, nos subúrbios de Nairobi, capital do Quénia. A escola ficou concluída em 2015 e é frequentada por 75 alunos.

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Já arrecadei mais de três mil dólares (através da Internet) e pretendo chegar aos 20 mil para poder reconstruir esta escola que não tem condições, nesse momento, para abrigar as crianças – Diana Vasconcelos em declarações à Lusa

Agora, Diana quer reconstruir uma escola em Mathare, uma aterradora favela nos subúrbios de Nairobi, onde é impossível quantificar o número de pessoas que ali vive ou sobrevive. Não há censos nem registos de nascimento.

Muita desta gente vive com menos de 1 dólar por dia. Estima-se que 1 em cada 3 pessoas de Mathare esteja infectada com o HIV. A morte prematura, o crime, a prostituição, o alcoolismo e o vandalismo fazem parte do dia a dia desta comunidade.

A jovem portuguesa pretende deitar abaixo a escola utilizada pela Angel Girls Educational and Rehabilitation Center e reconstruí-la. Diana pensa nas 78 crianças, dos 3 aos 12 anos, que estudam numa escola que “não devia servir nem para criar animais”.

As turmas são combinadas entre vários anos porque não há salas para todas. E cada sala enche-se com muito mais meninas do que aquelas que qualquer um de nós, atrás destes computadores, poderia algum dia comportar. 

Diana lançou uma campanha de crowdfunding e pretende realizar outras iniciativas para angariar fundos e ajuda. A jovem de Amarante conta com a colaboração de 3 portuguesas (Francisca Oliveira, Diana Nicolau e Gisela Lourenço) que se conheceram em Nairobi e agora ajudam a partir de Portugal. “Somos 4, quase a conta que Deus fez, a rumar para o mesmo lado: o lado onde se constroem escolas e se transformam sonhos em realidade!” sublinha Diana.

Vamos deitar abaixo tudo isto e construir uma escola bonita. De pedra e com chão de cimento. Vamos ter paredes lisas e com cores, vamos fazer janelas para terem luz. Vamos construir dois andares para que cada menina tenha direito a um espaço para respirar sozinha. Vamos ter casas-de-banho com papel higiénico. Vamos ter móveis bonitos e confortáveis, onde vai dar gosto aprender. Vamos ter uma biblioteca com muitos livros.

Diana Vasconcelos não resiste à alegria e a esperança que vê nas caras das 78 meninas da Angel Girls. Vamos ajudar?

Fontes: Há ir e voltar; TVI 24; Notícias UP
Fotos: DR

Tripix Azores oferece actividades personalizadas nas ilhas do triângulo

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Um luso-italiano nascido em Angola e uma brasileira criaram a Tripix Azores, uma  empresa de serviços personalizados de animação turística com base na Ilha do Pico e com actividades que se estendem às outras ilhas do Triângulo Açoriano, as ilhas do Faial e São Jorge. Os clientes não poupam elogios ao serviço prestado, que elogiam, nos portais especializados, como “incrível”, “excepcional”, “fantástico”, entre outros adjectivos.

Matteo Cordeiro e Rai Oliveira proporcionam uma oferta personalizada de serviços e organização de pacotes de actividades em grupos reduzidos, tais como a Subida à montanha / vulcão do Pico – com as opções diurna, nocturna e pernoita, Tours nas ilhas do Pico, Faial e São Jorge, Tours temáticos na Ilha do Pico como o Wine Tour e o Tour das Lagoas Secretas & Tubo de Lava, Treeking nas ilhas do Pico, Faial e São Jorge.

Este casal é completamente apaixonado pelos Açores e contagia os visitantes com este forte sentimento. Matteo ainda tem tempo para jogar futebol, como médio, no Futebol Clube da Madalena.

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Contamos com excelentes parceiros locais nas três ilhas, assegurando que a Tripix Azores é a melhor opção para a plena satisfação do visitante, com a garantia de que está a fornecer o melhor serviço local para os seus clientes

Os guias da empresa são “são certificados como Guias dos Parques Naturais dos Açores e Guia de Montanha do Pico e trabalham nas línguas inglesa, italiana, espanhola e portuguesa”, informa a empresa em comunicado.

Fontes: Tripix Azores; Tripadvisor; Azores Fixed; Publituris
Fotos: DR

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Dor em Portugal: Bolsa atribui 10 mil euros a jovens investigadores

dorJá estão abertas as candidaturas à Bolsa para Jovens Investigadores em Dor 2016, uma iniciativa da Fundação Grünenthal, que pretende promover e incentivar jovens até aos 35 anos a realizar estudos relacionados com a temática da dor.

O Prémio Grünenthal DOR é um prémio anual, criado pela Fundação Grünenthal, destinado a galardoar trabalhos em Língua Portuguesa ou Inglesa, da autoria de médicos ou outros profissionais de saúde, sobre temas de investigação básica ou clínica relacionados com a dor e que tenham sido realizados em Portugal.

A Bolsa, no valor de 10 mil euros, será atribuída, este ano, a projetos de investigação básica. O investigador principal, dos trabalhos a concurso, não pode ter mais do que 35 anos de idade e deverá estar afiliado a uma universidade ou centro de investigação português.

Para avaliação dos projetos serão tidos em consideração os seguintes critérios: âmbito do projeto; originalidade da pergunta de investigação, incluindo a importância e possíveis repercussões científicas e sociais; e, qualidade do plano de investigação.

As candidaturas a esta Bolsa deverão ser enviadas, até 30 de abril de 2016, por correio eletrónico para : fundacaogrunenthal.pt@grunenthal.com

A Fundação Grünenthal é uma entidade sem fins lucrativos que tem por fim primordial a investigação e a cultura científica na área das ciências médicas, com particular dedicação ao âmbito da dor e respetivo tratamento.

Para mais informações consulte o regulamento da Bolsa em http://www.fundacaogrunenthal.pt/.

 

Fonte: Fundação Grünenthal
Foto: DR

Surfada de Salvador Couto destacada pela Surfing Magazine

salvador_coutoA Surfing Magazine, publicação norte-americana de referência de surf, destacou, na sua página na rede social Facebook, uma fotografia do atleta Salvador Couto, esperança do surf nacional. O local pouco invulgar da surfada, um colossal tubo em Espinho, documenta a excelência a diversidade dos spots das praias portuguesas para a prática deste desporto.

A fotografia foi captada pela lente do fotógrafo To Mané, o mesmo que fotografou a famosa onda gigante de Mc Namara na Nazaré. O Post  já ultrapassou os 35000 likes e mais de 100 partilhas.

O atleta nortenho de 15 anos, a surfar desde os 9, está atualmente nomeado no “Moche Winter Waves”, que visa premiar as melhores ondas surfadas em Portugal durante o Inverno de 2015/2016.

Foto: To Mané

 

Presença dos Açores na BTL aposta no turismo de experiências

azores2Os Açores têm efectuado uma forte e consistente aposta na promoção turística do arquipélago e os resultados estão à vista. Para além das evidências estatísticas, a satisfação dos visitantes é o melhor indicador do sucesso da estratégia desenvolvida pelo Governo Regional da Região Autónoma.

A Região volta a marcar presença na BTL – Feira Internacional de Turismo, que decorre, em Lisboa, de 2 a 6 de março, mantendo e reforçando a aposta no turismo de experiências.

O arquipélago estará em destaque no Pavilhão 1 da FIL com o stand que foi construído especificamente para este efeito e que é utilizado desde 2014, onde sobressai a utilização de materiais endógenos, convidando os visitantes a conhecer um arquipélago de descobertas num oceano de aventuras e dando destaque às emoções e experiências que os turistas podem usufruir em cada uma das nove ilhas, sempre em estreita ligação com a natureza que distingue os Açores.

A aposta na natureza é unânime entre os açorianos. De acordo com um estudo do IPDT – Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo feito a 1200 pessoas de todas as ilhas e divulgado em março de 2015, noventa e cinco por cento dos açorianos defende que a região deve apostar principalmente no turismo de natureza, seguindo-se o turismo náutico, cultural e paisagístico.

Ao longo dos próximos dias, o stand dos Açores na BTL será também palco para a apresentação das várias provas desportivas internacionais que decorrerão em 2016 no arquipélago, como é o caso do Azores Trail Run, do Red Bull Cliff Diving, do Azores Airlines Rallye, do Canyoning International Meeting in Azores ou do ISA World Junior Surfing Championship, entre outras.

Em 2015, o sector do turismo nos Açores teve o seu melhor ano de sempre, batemos recordes atrás de recordes e isto, naturalmente, não acontece por acaso – Vítor Fraga, Secretário Regional do Turismo e Transportes

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Mais de 55% das pessoas que visitam os Açores usufruem dos nossos trilhos pedestres e a aposta no Trail Run visa essencialmente qualificar e valorizar a nossa oferta – Vítor Fraga

Para promoção do Trail Running, a Azores Trail Run e a Correr na Cidade organizam, no domingo, pelas 16 horas, o “Free Running BTL“.Este soft trail terá uma distância de 10km e uma duração aproximada de 60 minutos. A partida terá lugar na entrada da BTL/FIL.

Os participantes serão brindados com uma t-shirt técnica e buff, podendo ainda ganhar um PACK COMPLETO com prova, deslocação e estadia para o Azores Trail Run (27 e 28 de Maio no Faial). No final haverá um abastecimento com produtos típicos dos Açores.

Vítor Fraga, que falava, no passado domingo, na cerimónia de entrega de prémios do ‘Columbus Trail Run’, afirmou que o Trail Run é “uma actividade que está claramente ligada a um dos nossos principais produtos turísticos, que são os trilhos pedestres”.

O Secretário Regional do Turismo e Transportes salientou também que o Trail Run foi introduzido nos Açores “com este Governo e com a ajuda preciosa de todos aqueles que têm contribuído com o seu trabalho voluntário para o desenvolvimento desta actividade”. Neste contexto,Vítor Fraga destacou o importante papel desempenhado por Mário Leal da Azores Trail Run.

Até ao encerramento desta feira, marcado para domingo, haverá espaço ainda para a apresentação de vários municípios açorianos, além de outros parceiros do sector do turismo.

O mercado nacional é um dos principais mercados emissores de turistas para o arquipélago, tendo vindo a revelar, após o trabalho de reposicionamento do destino efectuado pelos Açores.

Programa completo disponível em: http://btl.visitazores.com/

Fontes: Secretaria Regional do Turismo e Transportes/GaCS; IPDT
Fotos: EP

https://youtu.be/2WkWdwbxMpQ

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Fundação Europeia para o Estudo da Diabetes financia investigação da UC

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A Fundação Europeia para o Estudo da Diabetes (FEED) atribuiu um financiamento de 100 mil euros a um grupo de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) para estudar feridas crónicas da diabetes que podem causar infeções graves e amputação, como é o caso do pé diabético.

Eugénia Carvalho, líder da equipa, explica que «vai ser investigado o contributo conjunto de pequenas moléculas e “peptídeos” nestas feridas, recorrendo a estudos in vitro e pré-clínicos, que nos possam conduzir a ensaios clínicos com humanos num futuro próximo.»

O financiamento da FEED significa «que nos encontramos a realizar investigação de grande importância para a saúde pública mundial, segundo os especialistas neste tema, caracterizada por ideias novas que recorrem a técnicas inovadoras», sublinha a investigadora.

«A distinção sai reforçada no atual quadro de financiamento para a investigação científica, quer a nível nacional quer a nível europeu, em que existe uma enorme competição nas verbas para as áreas da investigação biomédica», acrescenta Eugénia Carvalho.

A úlcera crónica do pé diabético ocorre em cerca de 20% dos doentes diabéticos, calculando-se que a diabetes poderá afetar cerca de 552 milhões de adultos em 2030, segundo a Federação Internacional da Diabetes. A infeção está relacionada com 85% das amputações e não existe, até ao momento, terapia adequada que elimine a necessidade de amputação.

O estudo do CNC vai ser realizado em colaboração com a Universidade de Roskilde, na Dinamarca

A FEED comprometeu-se em financiar investigação dos países europeus num valor que ascenderá a 100 milhões de euros, procurando alertar para a severidade e magnitude desta doença.

Fonte: UC
Foto: DR/comoemagrecer.co

 

 

App LisboaHorizontal facilita e promover a circulação de bicicletas na capital com o cloud da IBM Softlayer

home_header_2[1]Os criadores da aplicação LisboaHorizontal querem tornar a capital mais plana. Kobe, Pedro e Diogo desejam que mais pessoas andem pela cidade de bicicleta e desenvolveram uma aplicação móvel com um mapa das melhores rotas para ciclistas.
Por forma a aumentar e melhorar a sua capacidade de lidar com o crescente número de clientes e transações, a IBM Portugal e a LisboaHorizontal acabam de assinar um protocolo de cooperação na área de cloud. Esta parceria prevê a utilização da plataforma cloud da IBM Softlayer, mantendo a arquitetura e os ambientes de TI da startup.

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A LisboaHorizontal é uma aplicação GPS a ser lançada na próxima Primavera e que tem por funcionalidade ajudar e aconselhar o utilizador sobre o melhor percurso para ciclistas (amadores e profissionais) dentro da cidade de Lisboa. Ao definir o trajeto mais fácil, rápido e plano, de acordo com o ponto de partida e o destino, permitindo ainda a conexão com os transportes públicos, a nova app facilita o uso da bicicleta na cidade de Lisboa, procurando evitar as famosas 7 colinas, ao mesmo tempo que promove a sustentabilidade económica e ambiental da cidade.

A ideia de negócio dos 3 empreendedores conquistou o primeiro lugar do concurso BIG Smart Cities, ou seja, 10 mil euros de investimento e um período de incubação no Vodafone Power Lab. 

O acordo inclui o acesso à plataforma cloud da IBM Softlayer, permitindo utilizar os servidores e a arquitetura da LisboaHorizontal sem qualquer impacto e sem a necessidade de proceder a alterações nas cargas/ambiente de trabalho.  Ao invés, esta passagem para a IBM Softlayer continua a respeitar a arquitetura existente, permitindo uma maior capacidade de escalabilidade, fornecendo à startup uma oportunidade de maior crescimento e uma experiência mais integrada, inovadora e personalizada para os seus utilizadores.

“Como trabalhamos com ficheiros de informação muito grandes, necessitamos de capacidades extraordinárias ao nível da CPU e da Memória Gráfica. Os Poderosos Servidores da IBM, permitem-nos reduzir o tempo de modelação e cálculo 3D da informação, de 2 meses para 2 semanas, permitindo-nos ainda em simultâneo aumentar a dimensão das áreas estudadas”, sublinha Pedro Simões Fernandes, da LisboaHorizontal.

Esta parceria surge no âmbito do Programa IBM Global Entrepreneur for Cloud Startups, lançado recentemente pela Companhia, e que tem por objetivo ajudar startups e empreendedores de todo o mundo a aproveitar o poder da cloud e da rede global da IBM, com acesso privilegiado a clientes corporativos, consultores e centros de inovação. A IBM compromete-se assim a proporcionar às startups as ferramentas necessárias para que possam criar, lançar e capitalizar o seu negócio e a próxima geração de aplicações na cloud.

7-Navegao-Detalhe
“Esta colaboração com a LisboaHorizontal é um claro exemplo de como a utilização do programa IBM Global Entrepreneur para startups pode ajudá-las a dar um passo em frente no seu início de vida, e representa, mais uma vez, o investimento que a IBM continua a fazer em Portugal, promovendo o crescimento da economia digital nacional.
Este programa terá sucesso na medida em que as startups que apoiamos tenham elas próprias sucesso, e contamos, com este anúncio, contribuir para a criação e o crescimento de ainda mais empresas portuguesas”, sustenta Gonçalo Costa Andrade, Diretor da Divisão de Cloud da IBM Portugal.

Sobre a IBM Cloud
A IBM Cloud oferece o maior portefólio de software, serviços, soluções de datacenter e consultoria da indústria para ambientes de cloud privada, pública e híbrida.
As receitas da divisão IBM Cloud totalizaram os 10,2 mil milhões de dólares em 2015. Seja através da Plataforma como um Serviço Bluemix da IBM, da plataforma de desenvolvimento de aplicações móveis, o IBM MobileFirst, ou da rede global de datacenters IBM SoftLayer – entre outras ofertas – a IBM está a apoiar empresas de todo o mundo e de todos os tamanhos a adotar, gerir e beneficiar das tecnologias de open cloud.

 

Sobre a LisboaHorizontal
A LisboaHorizontal é uma startup portuguesa que acredita na bicicleta como um meio de transporte alternativo, viável e promotor de Felicidade Individual e Coletiva, promovendo a Sustentabilidade Económica e Ambiental das Sociedades.
Mais do que a utilização das bicicletas de forma lúdica ou recreativa, o Projeto Lisboa Horizontal visa criar condições físicas e exequíveis que promovam a circulação de bicicletas na cidade de Lisboa, numa ótica utilitária e pragmática, abrangendo de forma massiva públicos-alvo que vão desde as pessoas que trabalham em Lisboa, aos turistas, passando pelos estudantes. A originalidade da ideia surge da forma como define os percursos tendo em conta a topografia da cidade e a sua interligação com os transportes públicos, tendo por base princípios de eficiência e conveniência objetiva nas deslocações dentro da cidade. A APP “Lisboa Horizontal” venceu o Concurso VODAFONE Bigsmartcities. 

Fonte: IBM
Fotos: DR

 

Portugal está a desenvolver um protótipo para monitorizar oceanos e promover gestão sustentável

Seascape in the Indian OceanUm grupo de investigadores portugueses está a criar um sistema autónomo multitrófico que monitorize de forma integrada os oceanos, permitindo assim uma gestão mais sustentável dos recursos marinhos e uma redução dos impactos de riscos ambientais.

A vida no planeta está dependente de processos oceânicos, uma vez que são eles que produzem grande parte do oxigénio disponível na Terra, regulam o clima e fornecem vários recursos vivos e não vivos, como alimentos, energia, transporte ou medicamentos. Assim, torna-se imperativo que tenhamos um conhecimento cada vez mais profundo dos nossos oceanos e saibamos como é que os organismos marinhos interagem com o meio e entre si, de modo a compreendermos como é que estes processos influenciam a estabilidade global dos oceanos – Catarina Magalhães, investigadora do CIIMAR e coordenadora do projeto MarinEye

A monitorização integrada dos oceanos que os investigadores querem levar a cabo com o projeto MarinEye (um protótipo multitrófico para monitorização oceânica) vai fornecer informações que permitem identificar alterações na biodiversidade.

Até agora não era viável observar e interpretar os diferentes componentes oceânicos (físicos, químicos, bioquímicos e biológicos) ao mesmo tempo, conjuntamente com diferentes níveis tróficos, desde microrganismos a mamíferos marinhos. Com o MarinEye, através da utilização de tecnologia avançada, vai ser possível, de modo sincronizado em termos espaciais e temporais, analisar estas questões.

O projeto está a ser desenvolvido por vários grupos de investigação portugueses provenientes do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), líder do projeto, Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e Centro de Ciências do Mar e do Ambiente – Politécnico de Leiria (MARE – IP Leiria).

O projeto, que vai terminar em abril de 2017, terá vários módulos. O primeiro será um sistema de multisensores, que vai integrar diferentes sensores físico-químicos que vão medir, por exemplo, parâmetros como a temperatura, salinidade, oxigénio dissolvido, pH, entre outros, e uma plataforma de sensores óticos que vai ser validada para medição de dióxido de carbono dissolvido. O segundo módulo trata-se de um sistema de filtração autónomo, desenhado para filtrar água, retendo e preservando no filtro o DNA de diferentes classes de tamanho das comunidades de microrganismos que habitam e representam a maior biomassa dos oceanos. O terceiro módulo diz respeito a um sistema de imagem de alta resolução, que vai recolher imagens de fito e zooplâncton, para avaliar a sua abundância e biodiversidade. O último módulo trata-se de um sistema de acústica, com capacidade de fazer recolha de dados hidroacústicos, para recolher informação relativa à presença de mamíferos marinhos e estimativas de abundância de peixes.

Todos estes módulos vão depois ser conjugados num sistema integrado autónomo que vai produzir o protótipo MarinEye. Este sistema vai ainda incluir uma plataforma de integração dos diferentes tipos de dados que vão ser gerados. Associado a esta plataforma vai ainda existir um software que permitirá visualizar e sumariar os dados, além de desenvolver uma série de modelos cujo objetivo é integrar e identificar inter-relações entre os diferentes parâmetros químicos, físicos e biológicos obtidos através dos diversos módulos do MarinEye.

O tipo e a quantidade de informação que o MarinEye vai possibilitar aceder, poderá ser uma base para a construção de um sistema de gestão dos recursos marinhos mais eficiente, assegurando assim a proteção deste meio para as gerações presentes e futuras – Eduardo Silva, coordenador do Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do INESC TEC.

Os quatro parceiros nacionais que compõem a equipa do MarinEye têm diferentes papéis. O CIIMAR é o promotor do projeto e, juntamente com o IPMA e o MARE-Politécnico de Leiria, forma uma equipa de biólogos e químicos de diversas especialidades responsáveis pela validação das variáveis obtidas com os diferentes módulos do MarinEye. O INESC TEC inclui uma equipa de investigadores na área da robótica, uma equipa especialista no desenvolvimento de sensores em fibra ótica e uma equipa de investigadores especialistas em análise de dados, que vão ser responsáveis pelo desenvolvimento das componentes de robótica, sensores óticos e software de visualização e integração de dados, respetivamente.

O projeto MarinEye (PT02_Aviso4_0017) é financiado pelo programa EEA Grants (http://www.eeagrants.gov.pt/), em cerca de 400 mil euros.

Fontes: CIIMAR e INESC TEC
Foto: globaloceancommission.org

Livro “250 Anos de Histórias” da Quinta Nova premiado com IF Design Award

quinta_nova“250 Anos de Histórias” é vencedor no iF Design Award, um dos principais concursos de design a nível mundial. O livro – criado e produzido pela agência Omdesign para a Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo – integra a lista de vencedores desta relevante competição internacional.

Luisa Amorim destaca “este é um prémio que nos enche de orgulho pois valoriza o livro criado para divulgar a magnífica e muito rica história da Quinta Nova”. “Partilhamos este prémio com José Braga-Amaral e a Omdesign, porque acreditaram no nosso projeto e deram um relevante contributo para a criação desta obra” acrescenta a mesma responsável.

É consensual referir-se, nos dias de hoje, que as quintas do Douro são os pilares de toda a estrutura económica e social do Alto Douro Vinhateiro, mas nem sempre foi assim. No livro que comemora os 250 anos da adega da Quinta Nova (1764, uma das mais antigas do Douro), são relatadas várias histórias de um Douro antigo, de difícil acesso e anterior às exportações de vinho para o mercado britânico e por isso, muito ligado à agricultura de subsistência, produzindo até ao século XVII azeites e frutas e, depois da crise da filoxera, tabaco e sumagre destinado à curtição de peles, traduzindo bem a arte e o engenho humano, numa terra inóspita e isolada de todos.

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Esta obra traduz bem a importância da navegabilidade do rio Douro e as turbulentas viagens dos barcos rabelos, anteriores à construção das barragens, que encontravam pontos perigosos, construindo por isso capelas e pequenos santuários junto às margens, como é o caso da Capela de Nossa Senhora do Carmo.

«É assim que nasce um nome histórico, uma marca de vinhos de nome muito comprido, de uma das quintas mais emblemáticas da região – Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo», refere Luisa Amorim. «Mesmo que se produza vinho há mais de 2000 anos na região, há um Douro que poucos conhecem e que é muito anterior ao tempo do “Port wine”, durante o qual se transportavam nos barcos rabelos, rio abaixo, vários produtos agrícolas e, rio acima, se regressava com mantimentos e iguarias como o sal e o peixe do mar».

Mas esta quinta é muito anterior a 1764 e a pesquisa histórica confirma-a como uma grande terra pertencente à Casa Real Portuguesa, tendo sido identificado o seu primeiro proprietário em 1725. A investigação provou igualmente que a adega vinificava mais de 3.500 pipas de vinho, de parcelas e quintas vizinhas, tendo sido logo «integrada na primeira demarcação da região».

A obra foi selecionada de um grupo de 5 mil projetos inscritos, promovidos por 50 países. A cerimónia de entrega de prémios será realizada no próximo dia 26 de fevereiro, em Munique, no emblemático BMW Welt, integrada no “Munich Creative Business Week”, contando com a participação de 2 mil convidados, provenientes de mais de 20 países.

O livro “250 Anos de Histórias”, da autoria de José Braga-Amaral e prefácio de Bento Amaral, já tinha sido distinguido, em 2015, noutros dois concursos internacionais de renome, com Ouro no Creativity International Graphic Design Awards e Prata no International Design Awards.

Fonte: Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo
Foto:
DR

Hospital de Guimarães inova no tratamento Aneurismas da Aorta Abdominal

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O Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital da Senhora da Oliveira, em Guimarães, acaba de colocar, pela primeira vez em Portugal, um sistema de fixação adicional numa prótese endovascular para tratar um aneurisma da aorta abdominal (AAA). Este sistema de fixação inovador permite evitar fugas de sangue, diminuindo assim um dos principais riscos associados à técnica.

O sistema de fixação consiste na colocação de uma espécie de “parafuso” que prende a endoprótese à parede da aorta, evitando assim fugas de sangue e necessidade de reintervenção em caso de movimentação do local de posicionamento original da prótese - Amílcar Mesquita, cirurgião vascular e Diretor do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital de Guimarães

O sistema de fixação foi colocado pela primeira vez em Portugal no Hospital de Guimarães numa mulher de 85 anos e com um aneurisma de 8 cm em perigo de ruptura.

O AAA é uma doença grave, sem sintomas, que se carateriza por uma dilatação lenta e progressiva da aorta, a maior artéria do organismo que, quando rompe, origina uma perda de sangue muito grave que pode resultar em morte súbita. Estima-se que, na Europa, 80 milhões de pessoas com mais de 65 anos estejam em risco de desenvolver um AAA.

Os indivíduos com idade superior a 60 anos, do sexo masculino, fumadores ou ex-fumadores, com hipertensão arterial, colesterol elevado, doença cardiovascular ou doença pulmonar obstrutiva crónica correm mais riscos de sofrer de um AAA.

O tratamento endovascular é uma forma menos invasiva de tratamento do AAA que a cirurgia convencional. Através de uma cirurgia minimamente invasiva, a endoprótese é colocada para reforçar a parede da aorta e ajudar a impedir que a área lesionada se rompa.

Fonte: Hospital de Guimarães
Foto: Município de Guimarães