Instituto de Design acolhe a estreia da START POINT em Guimarães

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A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), através do LIFTOFF -­‐ Gabinete do Empreendedor da AAUM, organiza em parceria com a Câmara Municipal de Guimarães, a STARTPOINT Ignition. Este evento realiza-­‐se pela primeira vez em Guimarães, tendo vindo a ser reconhecido como uma importante iniciativa para a promoção do empreendedorismo e da empregabilidade jovem. A versão Ignition da START POINT tem lugar no dia 27 de maio (quarta-­‐feira) nas instalações do Instituto de Design de Guimarães entre as 10h30 e as 20h.

Nas 3 edições anuais realizadas de Braga para a região, a START POINT conseguiu mobilizar mais de dez mil participantes. O evento tem sido um sucesso de ano para ano e prova disso mesmo é o leque de empresas inscritas para a START POINT Ignition (consultar anexo). A organização pretende assim replicar o êxito conseguido em anos transatos para outra cidade da região Minho onde a Universidade do Minho está implantada. A START POINT Ignition representa a edição de arranque da START POINT enquanto evento anual aglutinador de iniciativas e agentes fortemente relacionados com os temas da inovação, empreendedorismo e empregabilidade. O objectivo da realização desta iniciativa na Cidade Berço, é voltar a proporcionar o contacto direto entre os jovens/adultos e o mercado de trabalho, propiciando a divulgação de oportunidades profissionais, o desenvolvimento de competências e o networking dos participantes.

A START POINT Ignition em Guimarães vai ser um espaço de múltiplas atividades, composto por apoio técnico (na área do emprego e empreendedorismo) e atividades complementares como talks, formações e workshops. Durante esta iniciativa, as instalações do IDEGUI vão estar capacitadas para a realização de atividades em simultâneo, através dos seguintes espaços: Dot Conhecimento e Dot Oportunidades.

O evento voltará a assumir um formato inovador, funcionando de forma a que os seus intervenientes tenham um contacto mais pessoal e direto, numa relação de proximidade efetiva.

Para mais informações, consultar o endereço www.liftoff.aaum.pt.

 

Listagem de empresas presentes na STARTPOINT Ignition

  • ADRAVE | Agência de Desenvolvimento Regional
  • ALENTO Recursos Humanos e Consultoria Lda
  • Arts & Skills | Formação Consultoria e Inovação Lda
  • Associação Académica da Universidade do Minho
  • Associação de Antigos Estudantes da Universidade do Minho
  • Associação Industrial do Minho
  • Avepark | Parque de Ciência e Tecnologia SA
  • Banco ActivoBank SA
  • Bicminho | Oficina da Inovação – Empreendedorismo e Inovação Empresarial SA
  • Business Skills | Desenvolvimento Empresarial
  • Catim | Centro de apoio tecnológico à indústria metalomecânica
  • Centro de Negócios Ideia Atlântico
  • Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa
  • Creativesystems, SA
  • Danke Advertising
  • Delphi Automotive Systems
  • Direção Regional do Norte do Instituto Português do Desporto e Juventude
  • Divisão de Desenvolvimento Económico da CMGuimarães
  • EDIT VALUE® Consultoria Empresarial
  • EDIT VALUE® Formação Empresarial
  • Efacec
  • Euromex | Facility Services
  • Fábrica ASA
  • Fábrica de Startups
  • Gestamp Aveiro, SA
  • GetGreen
  • Grupo Casais
  • Grupo Pinto Brasil
  • IES Social Business School
  • Inova-Ria | Associação de Empresas para uma Rede de Inovação
  • IT Sector
  • Lion of Porches
  • McDonald’s
  • Megatrónica Lda
  • Millenniumbcp Microcrédito
  • Multitendas
  • Negócios na Hora
  • Novo Banco
  • Nutrium
  • Piep | Pólot de Inovação em Engenharia de Polímeros
  • SimHome
  • Startup Braga
  • The Talent City
  • Talent Search People
  • TecMinho
  • Tiffosi
  • The Factory Tribe, Lda
  • YUPI – Youth Union of People With Initiative
  • WiC

Robôs – os novos amigos dos agricultores do Douro

O projecto, coordenado pelo Professor Raul Morais da Escola de Ciências e Tecnologia da UTAD, pretende desenvolver um protótipo de robô móvel que consiga intervir nos terrenos mais acidentados, como os da região vinícola do Douro, como nos conta a revista técnico-científica agrícola, Agrotec.

Raul Morais, doutorado em Engenharia Electrotécnica (área de microelectrónica) pela UTAD, já trabalha nesta área há muitos anos como nos apercebemos pela sua tese de doutoramento “Micro-interface Sensorial em Tecnologia CMOS com Transmissão de Dados por Rádio-frequência para Aplicações Agrícolas”, em 2004. Em 2006, conseguiu o financiamento para o projecto de recolha de dados para a vitivinicultura de precisão na Região Demarcada do Douro, projecto PTDC/EEA-ELC/73478/2006. Foi criando assim um caminho sustentado para este projecto mais recente.

Trata-se de um projecto multidisciplinar na área da Engenharia, visto incluir um vasto terreno de interesse para a instrumentação, electrónica, controlo de sistemas, tal como contou à Agrotec “a robótica móvel tem tido um maior destaque por ser uma área transversal e com aplicação em diversos campos, mas também por agregar um grande número de competências dos docentes dos cursos ancorados na Escola de Ciência e Tecnologia da UTAD. Assim, a nossa investigação nesta área tem sido direccionada para os aspectos que permitem a navegação autónoma de robôs, em terrenos de dificuldade acrescida, com o objectivo de, num futuro próximo, poder realizar operações de monitorização sensorial”. Importa referir que a vinha não é a única cultura que poderá beneficiar deste ajudante electrónico, mas também a agro-indústria, a floresta e agricultura de precisão.

Actualmente, o projecto conta já com um pequeno robô, todo-o-terreno. Este robô, equipado com várias ferramentas, desde GPS, câmaras, e outros sensores, que têm permitido, aos alunos de mestrado e doutoramento deste grupo, o desenvolvimento e optimização de diferentes algoritmos de detecção de obstáculos, trajectórias optimizadas.

Raul Morais termina, contando “Numa perspectiva de evolução a médio prazo, o passo natural é o de desenvolver ferramentas de actuação para robôs de maior porte, que possam realizar intervenções no campo sem recorrerem a operadores humanos como, por exemplo, a pulverização inteligente, o corte selectivo de matéria vegetal e a limpeza de ervas, entre outras tarefas de utilidade, nas mais variadas práticas agro-florestais”.

 

fonte: http://www.agrotec.pt/noticias/utad-desenvolve-robots-para-ajudar-agricultores-do-douro/.
foto: DR

EDP é a marca portuguesa mais valiosa

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A consultora Brand Finance divulgou há pouco o raking das 500 marcas mais valiosas do mundo. A única marca portuguesa que consta nesta lista é a EDP – Energia De Portugal. Se alargássemos a escala, veríamos também contempladas no ranking a Galp Energia, o Pingo Doce, o Millenium BCP e a CGD, por esta ordem.

 

A Brand Finance é a melhor consultora de avaliação de marcas e de estratégia, conhecida pela sua independência e transparência. Em fevereiro deste ano divulgou o seu relatório anual “Global 500, 2015” sobre as 500 marcas globais com mais valor. O relatório pode ser consultado na íntegra aqui (http://www.brandfinance.com/images/upload/brand_finance_global_500_2015.pdf).

O top é liderado pela Apple que vale 128,3 mil milhões de dólares, seguida da Samsung a valer 81,7 mil milhões de dólares. Como curiosidade deixo aqui o top 10.

Concentrando-nos em Portugal, a EDP consta em 499º lugar no ranking, tendo descido mais de 20 posições desde o ano passado, mas mantendo uma classificação de AA+ e estando avaliada em 3,146 milhões de dólares (1,3 milhões de euros). A empresa liderada por António Mexia vale mais do dobro da segunda marca portuguesa.

Esta é a Galp Energia. Apesar da queda em Bolsa, fruto da instabilidade dos preços do petróleo, a Galp Energia reforçou o valor financeiro em 2015. A empresa de Carlos Gomes da Silva vale agora 1,501 mil milhões de dólares (1,3 milhões de euros).

A marca de supermercados Pingo Doce do grupo Jerónimo Martins ocupa o 3.º posto. Para tal, muito contribuiu a aposta de Pedro Soares dos Santos numa estratégia de proximidade ao cliente e lançamento de promoções. Vale 807 milhões dólares (708 milhões de euros).

Três anos depois, o banco liderado por Nuno Amado, o Millenium BCP, regressou aos lucros – 70,4 milhões de euros nos primeiros três meses deste ano, depois de prejuízos de 40,7 milhões nos primeiros três meses de 2014. Vale 605 milhões dólares (531,4 milhões de euros).

O banco estatal reduziu o seu valor, sobretudo por causa da venda da Caixa Seguros-Saúde. Com um rating de AA+, a CGD, liderada por José de Matos, está em 53.º lugar na banca mundial. Vale 594 milhões dólares (522 milhões de euros).
Foto: DR

Barcelos – Rede de Pequenos cientistas promove o ensino da ciência

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Já imaginou como seria se todos os cientistas pudessem começar bem cedo? Logo a partir dos 4 anos de idade!

É esse o mote da Rede de Pequenos Cientistas, um movimento com o Alto Patrocino da Presidência da República, que visa promover e incentivar jovens com idades entre os 4 e os 17 anos a serem cientistas.

Este movimento foi criado por 3 professoras, como um clube numa escola de Barcelos, mas que entretanto se espalhou por todo o pais, transformando  jovens em verdadeiros cientistas, questionando tudo, motivando a curiosidade e o saber.

A Rede de Pequenos Cientistas conta como padrinhos o Nobel da Medicina de 2007, Professor Oliver Smithies e Renata Gomes, considerada pelo Jornal “i” como uma das 50 personalidades que deveria regressar a Portugal e uma das mais galardoadas jovens cientistas do Reino Unido.

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Para Renata Gomes, “A nossa função consiste em apoiar não só a rede, mas como também projectos dos jovens cientistas, oferecendo-lhes o nosso conhecimento e experiência, de forma a que estes pequenos grandes futuros possam desenvolver as suas ideias e projectos. Estes pequenos cientistas podem até ganhar a Imagine Cup da Microsoft, como aconteceu com uma jovem cientista da rede!”

Anualmente a Rede realiza um concurso, chamado de Grande Laboratório, entre todas as escolas aderentes a este programa, sendo que este ano o evento irá contar com as 3 Óscares da Ciência do Reino Unido e Militares Cientistas Portugueses e Ingleses!

A par do evento, a Rede de Pequenos Cientistas vai também oferecer Bolsas de Estudo, para patrocinar os estudos universitários destes pequenos jovens, facilitando o seu futuro como jovens cientistas que são.

 

Mais detalhes sobre a Rede de Pequenos Cientistas em: 

Website: http://redepequenoscientistas.com/ 

Facebook:https://www.facebook.com/RPcientistas

Fotos: DR

Manuel Ramos (Nelo) em entrevista

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Manuel Ramos, mais conhecido como Nelo, tal como os seus caiaques, foi o construtor mais medalhado nos jogos Olímpicos de Londres e é, também, considerado como o melhor construtor de caiaques do mundo.
A Excelência Portugal quis conhecer o homem e a empresa. Aqui fica a entrevista

 

Qual é a sua história com a canoagem?

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Eu fui atleta. Nasci em Angola e vim para Portugal em finais de 1975. Mais tarde, em Vila do Conde, fui para uma escola de canoagem – na altura em que ninguém conhecia a canoagem – mas na verdade fiz um bocado de uma auto-aprendizagem. Como nem havia canoagem organizada cá em Portugal comecei a competir em Espanha em ’76, até ser cá fundada a Federação Nacional de Canoagem e eu ser o primeiro campeão nacional (aí umas cinco vezes). Cheguei até a fazer um mundial e algumas provas internacionais de velocidade, que cá em Portugal não tínhamos.

A dada altura comecei a utilizar caiaques feitos por mim – comecei a trabalhar muito cedo: montei a empresa aí aos 17 ou 18 anos -, em poliéster e fibra de vidro. No início dos anos ’80 servi durante um tempo o crescimento da canoagem em Portugal já que pelo menos havia produção nacional a custos adequados ao bolso dos Portugueses.  A marca cresceu, mas como era uma modalidade curta na altura, sazonal e também porque o mercado nacional era um mercado exigente tentei fazer a minha aposta internacional. Passei por cima de Espanha para não estragar o mercado a um gestor com quem mantinha uma relação ou não baixar demasiado o preço, mas teria sido um mercado muito mais fácil já que a canoagem espanhola já tinha uma grande expressão, com provas com mais de cem anos, e havia proximidade.

A minha atitude foi aquela que acho se deve ter para se ser bom em tudo: dar passos grandes, necessariamente difíceis.  Fui para a Grã-Bretanha, onde comecei com um paleontólogo escocês que utilizava o caiaque para os seus trabalhos de investigação no Sena, Nilo, etc., e depois tentei conquistar o mercado de alta competição. Tive essa vontade: da mesma forma que competi, queria ser o melhor se estivesse nesta área. Para ser o melhor da minha zona não valeria a pena (risos). (…) Portugal é um país limitado, sem passado na canoagem, e era complicado para um gestor português impor-se num mercado em que outros países tinham expressão… mas foi essa dificuldade que me obrigou e à minha equipa a fazer um trabalho redobrado e de qualidade. Acabou por dar em chegarmos aos melhores do mundo. Foi difícil no início mas quando chegámos ao topo vínhamos com background, conhecimento, estrutura, know-how que os outros não tinham.

E como adquiriram esse conhecimento? Foi sempre por auto-aprendizagem?

Sim, sim. A grande vantagem da nossa marca é não andarmos atrás de ninguém. Naturalmente que no início tirámos ideias de outros, mas neste momento andamos à frente. Neste momento há 4, 5 fabricantes que fazem a diferença e depois há construtores que copiam os melhores barcos e os metem no mercado a um preço mais baixo.

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Que foi o que vocês se recusaram a fazer.

Naturalmente que no início copiei.  Mesmo nos primeiros Jogos Olímpicos em que ganhámos medalhas, em Atlanta, os barcos não foram desenhados por mim. Eu tinha tentado uma primeira abordagem de dois modelos que correram no Campeonato do Mundo de Maratona de Juniores – e até ganharam medalhas – mas que nos foram desautorizados no Campeonato do Mundo de Seniores porque a federação internacional entendeu que a parte de cima do barco beneficiava do vento traseiro. Acabei por ter de ganhar um pouco de arcaboiço. A seguir, nos Jogos de Sidney, já são modelos desenhados por nós que acabam por obrigar a federação internacional a mudar as regras. Fizemos 5 medalhas com barcos legais que ofereciam bastantes benefícios e obrigam à alteração da regulamentação.

E nos Jogos seguintes tornam-se fornecedores oficiais.

Somos fornecedores oficiais 4 anos depois, em Atenas – foi uma guerra tremenda com os outros fornecedores e até com a federação (…). Antes já éramos líderes em velocidade e maratona, mas com o resultado de 2004 (fomos o fabricante que mais medalhas conseguiu nuns Jogos) e tornámo-nos nos mais importantes. Depois, em Pequim, voltamos a ser fornecedores oficiais e conquistamos um número absurdo de medalhas (20 em 86). Voltamos a sê-lo em Londres e até em slalom, algo em que ninguém acreditaria porque andávamos há pouco tempo nisso (…). E tem sido esse, mais ou menos, o nosso trajecto.

Quais são as características que tornam os vossos barcos tão apreciados?  

Neste momento ganhamos praticamente tudo em caiaque, e no resto andamos taco-a-taco com outro fornecedor. Houve até uma série de finais em Londres em que só competiram barcos nossos. (…) O que nos diferencia é o conhecimento, o know-how, o serviço… uma série de circunstâncias. Fomos os primeiros a produzir barcos para todas as categorias de atletas. A nossa primeira encomenda foi para a seleção japonesa porque ninguém produzia barcos para atletas de 50kg. Haviam barcos para homens com mais de 75kg e para mulheres com menos de 75kg. Agora fazemos barcos para atletas de 50kg a 110kg, obviamente adaptados às suas características. Também fazemos um trabalho único de telemetria e um ajuste dos barcos aos atletas, razão pela qual cá temos vários centros de treino. A ideia inicial nem era essa, mas as seleções acharam a qualidade dos nossos centros tão elevada que optaram por vir para cá treinar e não só fazer ajustes. Continuamos a acompanhar as equipas que treinam noutros centros, mas só aqui vendemos 22 000 noites, o que dá para adquirir conhecimento, para recolher imensos dados de telemetria em tempo real, para fazer ajustes, para ajudar os treinadores e os atletas… É um trabalho que desenvolvemos ao longo do ano nas fases de preparação e competições (…) e que funciona como uma bola de neve. Hoje temos informação de todos os atletas que por cá passaram nos últimos 10 anos – atletas de topo- e que nas diversas competições têm acompanhamento nosso (…). Garantimos que podem estar perfeitamente descansados porque não lhes vai faltar nada. Com tudo isto garantimos que a nossa diferença para os outros é muito grande.

Falemos da modalidade em Portugal. O nosso país tem uma grande disponibilidade de recursos naturais e a fama dos desportos náuticos está a aumentar, em parte devido ao vosso contributo. Nesse cenário, prevê uma ascensão ainda maior dos atletas portugueses nos quadros internacionais?

Sim, sem dúvida. Neste momento, é provável que o desporto que mais sucesso tem seja a canoagem: nos últimos Jogos Olímpicos ganhamos uma medalha, no Campeonato da Europa do último fim-de-semana estivemos em 9 finais e arrancámos duas medalhas (…). A maior comitiva portuguesa dos próximos Jogos será a da canoagem, com certeza absoluta.

Muito graças ao vosso contributo.

Uma coisa é certa: estamos na canoagem há muitos anos, a nível internacional. Sabemos muito bem a realidade da Austrália, Japão, Alemanha, etc. e sabemos qual é o denominador comum do sucesso, que passa por massificação e objectividade. Os dirigentes portugueses absorvem um pouco do nosso conhecimento – em vez de andarem a fazer experiências têm alguma “ajuda” nossa, naturalmente. E depois, claro, ter uma empresa de renome internacional ajuda os atletas a acreditar que é possível.

Para terminarmos: quais são os projectos futuros da Nelo?

O nosso grande objectivo, obviamente, é continuarmos os melhores. Temos o nosso main business, em que somos mesmo bons, e queremos manter-nos a um grande nível, sempre inovadores, de modo a que nenhuma marca se chegue a nós. Aqui temos sempre projectos, ainda agora concluímos um no Rio de Janeiro e temos outros, pensados e solidificados, que não nos interessa largar. Depois temos projcetos em outras áreas, muitos em lume brando por levarem tempo a cimentar e por podermos não ter ainda capacidade produtiva. Estamos envolvidos no softski, no slalom e noutros em que estamos a negociar. Além do empenho na massificação da canoagem, queremos adquirir outras marcas para acrescentar valor de mercado e podermos entrar como os melhores e não como um produto de segunda escolha. Queremos ser sempre os melhores. Estamos a criar estruturas compostas pelas pessoas ligadas ao desporto. Paralelamente à formação dos colaboradores podemos adquirir estruturas já existentes. Estamos a negociar. Projectos não nos faltam, mas só avançamos com garantias de que tudo vai funcionar.

 

fotos: DR

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www.nelo.eu

4ªedição do Liftoff Working Ideas lança mais 6 negócios para o mercado!

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O Liftoff Working Ideas é um projeto inovador promovido pelo LIFTOFF -­‐ Gabinete do Empreendedor da Associação Académica da Universidade do Minho que já se encontra na sua 4.ª edição. Esta atividade impulsiona a conceção e desenvolvimento de ideias de negócio através de empreendedores organizados em equipa.

Num contexto de crise como o que o país atravessa, considera-­‐se fundamental fornecer ferramentas aos jovens estudantes universitários/recém-­‐graduados que os tornem capazes de explorar oportunidades, planificar e desenvolver um modelo de negócios, privilegiando a sua criatividade, investigação e capacidade de inovação em projetos de valor acrescentado, com o apoio de técnicos especialistas e empresários de renome.

Após um processo de candidatura e seleção e trabalho resultaram as seguintes ideias de negócio:

 

-­‐ Wic: 1º Market Place em Portugal de serviços e produtos que ajuda a criar um momento especial com amigos, família e crianças

-­‐   HHOenergy: Reaproveitamento energético de H2.

-­‐ Pocket Chef: App que gera a despesa, cria receitas de acordo com os produtos disponíveis na mesma e promove receitas de chefs de cozinha em ascensão.

-­‐ Zélia Maia: Marca de calçado com alma portuguesa que conjuga saberes ancestrais com tecnologia através de sapatos inspirados na guitarra portuguesa e no estilo barroco.

-­‐ Routefit: App de partilha de percursos interativos com experiências através da geolocalização.

-­‐ Look for it: Plataforma online de apresentação das cidades de Portugal através de vídeo, imagens e textos curtos.

 

Fonte: Liftoff

linkedcare – a plataforma digital que quer aproximar todos os intervenientes no sector da saúde.

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É portuguesa, nasceu em Abril de 2011 com o objectivo de criar novas pontes entre todos os agentes envolvidos na saúde – médicos, pacientes, enfermeiros, farmacêuticos. Contam já com mais de 2300 médicos, várias farmácias na região do Porto e Lisboa e já planeiam a internacionalização.
Pedimos a Miguel Filipe, chefe do departamento de desenvolvimento de negócio da linkedcare, que nos contasse um pouco mais da história promissora desta jovem empresa portuguesa.

 

No site da linkedcare, pode ler-se que esta começou em 2011 pelas mãos de Nuno Pacheco e Hans-Erhard Reiter. Como começou o vosso interesse por esta área? Qual a vossa motivação?

A linkedcare nasceu em abril de 2011, fundada por Hans-Erhard Reiter e por Nuno Pacheco. O interesse e motivação iniciais dos fundadores é bastante anterior a 2011 e era na altura mais focado na área dos dispositivos de mHealth (mobile health). Após uma análise mais aprofundada dos problemas do sector da saúde em todo o mundo, a conclusão foi que há uma necessidade de soluções que vão muito para além dos dispositivos, daí o desenvolvimento da linkedcare.

 

O principal produto da linkedcare é uma aplicação para médicos e pacientes com o objetivo de manter o histórico, agendar consultas, prescrever medicamentos, entre outras atividades, correto?

A linkedcare tem como objetivo desenvolver o primeiro verdadeiro ecossistema digital na área da saúde a nível mundial, tendo começado por ligar médicos e cidadãos. Através da sua aplicação segura e de acesso gratuito (prolinkedcare para os profissionais de saúde e mylinkedcare para os cidadãos), a linkedcare permite aos médicos gerir toda a sua prática médica de forma integrada, ao mesmo tempo que ficam mais próximos dos seus pacientes, possibilitando aos cidadãos terem uma participação mais ativa na gestão da sua própria saúde e bem-estar.

 

O objetivo passa também por interligar as farmácias, nesta plataforma, certo?

O objetivo é ligar todos os intervenientes que atuem na área da saúde. Isso inclui, naturalmente, as farmácias. Nesse sentido, no início deste ano de 2015, lançámos o resultado de uma parceria com farmácias nas regiões de Lisboa e Porto. Através da aplicação mylinkedcare, o utilizador pode facilmente enviar um pedido de encomenda à farmácia e beneficiar de uma entrega rápida e, na maior parte dos casos, gratuita. Os medicamentos ou outros produtos de farmácia são entregues na morada que indicar (ex: residência, local de trabalho), podendo inclusivamente a entrega ser efetuada no próprio dia (dependendo da hora e do local). Adicionalmente, uma vez que as farmácias parceiras têm uma disponibilidade muito acima da média dos medicamentos mais requisitados, de uma forma geral os utilizadores mylinkedcare beneficiam também das suas receitas serem aviadas na totalidade numa só entrega.

 

Pretendem que a linkedcare seja utilizada também no Serviço Nacional de Saúde? E outros serviços de seguros de saúde?

Em relação à aplicação prolinkedcare para médicos, o nosso foco começou e continua a ser os médicos com prática privada e que têm a possibilidade de escolher a aplicação que desejam como a melhor para gerir esse mesma prática. A possibilidade da aplicação vir a ser utilizada no SNS ou em grandes grupos privados é algo que consideramos como uma possibilidade a médio-prazo, dependendo sempre das condições de mercado e também da estratégia global da linkedcare.

 

No vosso site, podemos ler que em Novembro de 2014 já contavam com 2300 profissionais de saúde. Como tem sido a avaliação dada pelos utilizadores?

Trabalham em contacto direto com eles?

Os números continuam a crescer a um ritmo que supera as nossas melhores expectativas iniciais e a avaliação por parte dos utilizadores continua a ser excelente a todos os níveis. A aplicação tem espaços para que os médicos possam diretamente partilhar as suas sugestões de melhoria e, em complemento, trabalhamos em contacto direto com muitos dos nossos utilizadores no sentido de melhor compreender a sua prática e de como evoluir no sentido de facilitar o seu dia-a-dia e a interação com os seus pacientes.

 

Até onde acham que podem chegar a nível de mercado?

A linkedcare tem como objetivo desenvolver o primeiro verdadeiro ecossistema digital na área da saúde a nível mundial. Quer no que diz respeito aos profissionais de saúde quer em relação aos cidadãos, não nos colocamos nenhum limite em termos de ambição. Acreditamos que uma aplicação como a linkedcare trará tanto mais valor para todos os envolvidos quanto maior for a sua adopção e utilização.

 

O futuro da linkedcare passará também pela internacionalização?

Sem dúvida. O nosso projecto foi desenvolvido desde o início com uma perspectiva global e em 2016 deveremos lançar as nossas operações também nos EUA.

 

A linkedcare pretende desenvolver mais aplicações na área da saúde?

Desenvolvemos essencialmente a aplicação linkedcare, ou seja, um ecossistema de aplicações linkedcare (para os profissionais de saúde, para os cidadãos, etc.).

A inovação é algo essencial e está no centro de uma empresa como a linkedcare; os nossos profissionais estão sempre em busca de novas soluções que possam conduzir a uma melhor saúde, a todos os níveis.

 

Como imaginam que a relação médico-doente vá evoluir durante os próximos, digamos, dez anos?

Esta é uma relação que nos últimos anos tem vindo a evoluir a uma enorme velocidade. As próprias tecnologias de informação e comunicação tem vindo a influir decisivamente nas mudanças que vamos verificando. Num futuro próximo, estamos certos que a relação médico-doente se irá fortalecer, especialmente se apoiadas em conceitos como os desenvolvidos pela linkedcare. Acreditamos que o médico passará a ter um acompanhamento mais próximo da saúde dos seus pacientes (para além do contacto presencial), criando relações de maior continuidade e valor para ambas as partes.

 

fotos: DR

Drones mãos livres ou os Portugueses que controlam drones através das ondas do cérebro

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Foi no passado dia 20 que uma equipa de investigadores portugueses conseguiu controlar o voo de um drone nos céus de Lisboa directamente através das ondas cerebrais de um controlador. Claro que, todos os drones são controlados por ondas cerebrais, no entanto, o controlador em vez de comandar o drone através de um comando, fê-lo directamente a partir das ondas cerebrais – captadas por um conjunto de eléctrodos colocados directamente sobre a sua cabeça. “Esta é a primeira demonstração pública de um voo real, completamente inédito” contou Ricardo Mendes, coordenador do projecto por parte da empresa Tekever Brainflight.

Nuno Loureiro foi o “piloto” responsável por este voo inaugural. Nuno Loureiro é investigador da Fundação Champalimaud contou à euronews “Idealmente isto (o controlo) não deverá ser muito difícil. Com mais treino seremos capazes de fazer mais e o controlo deverá ficar mais intuitivo” (http://www.euronews.com/2015/04/20/portuguese-researchers-discover-the-secret-of-mind-control/#.VTtxf4vYr60.facebook)

Assim, este projecto, que já tinha impressionado com o seu voo simulado directamente controlado por ondas cerebrais há um ano atrás (http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/projecto-europeu-mostra-aviao-controlado-pelo-cerebro-humano-1637987), volta a impressionar e foi já destaque de várias publicações internacionais como a revista “How it works”, e os canais “Fox Business Network” e BBC. Esta tecnologia é baseada numa interface cérebro-máquina –  sistema composto por eléctrodos que são aplicados directamente numa touca que é colocada na cabeça do “piloto”. Através de software, também desenvolvido por esta equipa, os investigadores conseguem “ler” a mente do “piloto” e posteriormente codificar e emitir as ondas rádio que irão ser recebidas pelo drone.

“Em princípio, qualquer pessoa pode aprender a controlar o drone, mas claro que o controlo depende das capacidades de aprendizagem de cada pessoa” contou Rui Costa, da Fundação Champalimaud.

Estes progressos foram feitos no âmbito de um projecto europeu do qual fazem parte estas duas instituições portuguesas: a Fundação Champalimaud e a companhia Tekever (que recentemente foi notícia por ter adquirido uma parte  significativa do grupo Santos Lab, o principal produtor de sistemas aéreos não tripulados) e a Eagle Science e a Universidade de Munique – http://cordis.europa.eu/result/rcn/147263_en.html. Tal como se pode ler na apresentação deste projecto, as vantagens de tal projecto são: diminuir a carga física a que um piloto está sujeito e, desta forma, não excluir as pessoas com certas deficiências físicas deste trabalho. Ricardo Mendes, acrescentou ainda horizontes mais vastos para esta tecnologia, como a aplicação em cadeiras de rodas, ou mesmo para controlar os vários equipamentos domésticos em casa.

Que continuem os grandes voos!

 

fotos: DR

FMUP avalia os benefícios do gérmen de trigo e recruta participantes

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Um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) vai dar início a um projeto inovador, intitulado The Effect of Wheat Germ on Gastrointestinal Discomfort, Blood Cholesterol and Postprandial Glycaemic Response (Efeito do gérmen de trigo no desconforto gastrointestinal, colesterol e glicemia), que pretende avaliar o efeito do consumo de pão de trigo enriquecido com gérmen de trigo na redução do desconforto gastrointestinal, colesterol e glicemia em indivíduos saudáveis.

Ao refinar o trigo, da qual resultam as farinhas brancas para a panificação, é eliminado o gérmen de trigo, ou seja, o embrião. No entanto, o gérmen de trigo é altamente concentrado em nutrientes, vitaminas, minerais e uma boa fonte de fibra e proteína. Por esse motivo, pretende-se avaliar se a adição de gérmen de trigo ao pão de trigo traz benefícios para a população saudável.

Os resultados deste estudo são de extrema importância para ajudar os profissionais de saúde a compreender eventuais efeitos metabólicos do consumo do gérmen de trigo. Consequentemente, estes contribuirão para um maior conhecimento da potencial importância biológica do gérmen de trigo na redução do risco de doença, e na otimização doestado de saúde, com potencial impacto no desenho de estratégias de saúde pública mais assertivas e eficazes.

Os investigadores da FMUP procuram incluir cerca de cinco dezenas de voluntários saudáveis entre os 18 e os 60 anos de idade, que queiram colaborar neste estudo clínico.

A colaboração no projeto não implica a toma de qualquer medicamento, apenas o consumo diário do pão em estudo, durante dois meses, com um mês de intervalo.
Os participantes serão avaliados por um profissional de saúde no início e durante o decorrer do estudo, devendo preencher um diário relativo ao desconforto gastrointestinal e efetuar análises de sangue e de fezes (todas as análises são da responsabilidade da equipa de investigação). Os sintomas e os valores analíticos apresentados pelos voluntários serão avaliados antes e depois do consumo do pão em estudo. Esses dados serão depois comparados e a eficácia da ingestão do pão contendo gérmen de trigo aferida.
Participar neste estudo é uma oportunidade rara de contribuir para o conhecimento do papel dos alimentos funcionais na redução do risco de doença. Estes resultados contribuirão para uma nutrição e uma medicina mais adequadamente baseadas na melhor evidência científica disponível.

O estudo deverá ter início no dia 4 de maio de 2015.

A intenção de participação neste estudo deverá chegar aos investigadores até dia 4 de maio de 2015.

Inscrições via Telefone: 225 513 622/936266179
Inscrições via Email: ccalhau@med.up.pt e andrerosario@med.up.pt

InvestPorto criada para atrair investimento para a cidade do Porto

No passado dia 16 foi apresentada a InvestPorto, a entidade directamente do Presidente da Câmara do Porto cujo objectivo principal é atrair investimento para a cidade do Porto. O  Presidente da Câmara, Rui Moreira afirmou “a InvestPorto visa contribuir para a criação de um ambiente de negócios mais propício ao investimento, tendo também a responsabilidade de acompanhar o investidor durante todas as fases do processo de investimento” tentando capitalizar as “vantagens competitivas da cidade do Porto como destino favorável à atração de investimento direto, nacional e estrangeiro”, como pode ler-se no site da CMP (http://www.porto.pt/noticias/camara-quer-atrair-mais-investimento-para-a-cidade-com-a-criacao-da-investporto)

Liderada por Ana Teresa Lehmann, a InvestPorto conta já com 22 acordos assinados com diferentes entidades como, Portugal Foods, CEIIA – Centro de Excelência da Indústria Automóvel, Produtech – Pólo das Tecnologias de Produção, Pólo da Moda, Universidade do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Universidade Católica, Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas, Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense, Instituto Politécnico do Porto, Associação Empresarial de Portugal, Agência nacional de Inovação e a Britsh Portuguese Chamber of Commerce.

No caso concreto da U.Porto, o seu papel será o de “promover a interação entre o sistema científico e tecnológico e o tecido empresarial, potenciando a transferência de conhecimento e tecnologia de suporte à criação de novas dinâmicas de negócio, com vista ao reforço da competitividade e atratividade da cidade do Porto, a nível internacional”. A Universidade compromete-se ainda a “estimular e apoiar o tecido empresarial local no desenvolvimento da inovação de uma forma sistemática e sustentada, designadamente através da sua rede de partilha de conhecimento focada na I&DT, e de outras atividades direcionadas para a valorização do conhecimento e a inovação empresarial”, como ficou registado no site da UP (http://noticias.up.pt/universidade-vai-ajudar-a-trazer-mais-investimento-para-o-porto/). Estão previstas as realizações de conferências, seminários, encontros temáticos, business forums e outras “iniciativas que promovam o estímulo ao desenvolvimento empresarial”, bem como a participação em” projetos que promovam a atração de atividades de elevado valor acrescentado para a economia local, intensivas em conhecimento e inovação e com forte interação com entidades do sistema científico e tecnológico”. Ana Lehman, acrescentou ainda que a agência já foi contactada por “um número significativo de investidores nacionais e internacionais”(…)”com necessidades para daqui a dois anos”.