Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolvem programa focado no comportamento alimentar e regulação emocional

UC_CAREUma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra está a desenvolver o programa CARE, um programa focado no comportamento alimentar e regulação emocional.

O programa CARE visa «ajudar as participantes que experienciam estas dificuldades a desenvolverem novas formas de lidar com a sua alimentação, com o seu corpo e com as suas emoções, com vista a uma melhoria do seu bem-estar e a uma relação mais compassiva e equilibrada com elas mesmas – Cristiana Duarte, investigadora

Após o sucesso do programa BEfree (programa de intervenção em grupo para dificuldades do comportamento alimentar), uma equipa de investigadores do CINECC – Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) – está agora a desenvolver o programa CARE.

Este é um programa breve, de três semanas, focado no comportamento alimentar e regulação emocional, para realizar em casa através do suporte de materiais fornecidos pelos investigadores.

Rata-se de uma abordagem inovadora na qual os participantes vão contactar com práticas de meditação focadas na gestão equilibrada da alimentação e peso, na libertação de estados emocionais negativos e na promoção de bem-estar.

O programa aceita candidaturas de participantes do sexo feminino, com idades compreendidas entre 18 e 55 anos, que pretendam lidar com dificuldades relacionadas com o controlo do comportamento alimentar e com a sua imagem corporal.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do correio electrónico: estudocare@gmail.com

Fonte: UC
Foto: DR

INNOVMAR : CIIMAR conquista novo projeto NORTE2020

ciimar2INNOVMAR – Innovation and Sustainability in the Management and Exploitation of Marine Resources é o novo projeto de investigação científica do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR), com financiamento aprovado pelo Programa Operacional Regional do Norte (NORTE2020) através Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

O INNOVMAR procura identificar novos produtos marinhos com aplicações biotecnológicas; promover a inovação e valorização dos produtos do mar, em particular através da introdução de novas espécies de aquacultura e da avaliação da qualidade ambiental, vulnerabilidade e riscos para a gestão sustentável dos recursos naturais da costa NW e serviços dos ecossistemas – Vitor Vasconcelos, presidente da direção do CIIMAR

Constituído por três eixos de investigação distintos mas complementares: NOVELMAR – Novel marine products with biotechnological applications; INSEAFOOD – Innovation and valorization of seafood products: meeting local challenges and opportunities e ECOSERVICES – Assessing the environmental quality, vulnerability and risks for the sustainable management of NW coast natural resources and ecosystem service, o projeto pretende consolidar a investigação do CIIMAR e implementar ações estratégicas com impacto nacional e regional, contribuindo assim para o crescimento da economia azul.

O projeto, com a duração de três anos, recebeu um financiamento de cerca de 4.2 milhões de euros e prevê a contratação de 35 investigadores e técnicos.

Fonte: CIIMAR
Foto: DR

Dois cientistas do Instituto Gulbenkian de Ciência ganham bolsas de mais de 1 milhão de dólares

ig_bolseirosAna Domingos, investigadora principal do grupo de Obesidade e Ivo Telley, investigador principal do grupo de Princípios Físicos da Divisão Nuclear, no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC; Portugal), receberam agora bolsas de Jovem Investigadores do Programa Human Frontier, no valor de 1,05 e 1,35 milhões dólares respetivamente, por um período de 3 anos. Os projetos apresentados envolvem 3 ou 4 equipas de investigação de diferentes pontos do globo e são coordenados pelos cientistas em Portugal. Apenas 7 projetos Jovem Investigadores Human Frontier foram financiados este ano.

O programa internacional da organização Human Frontier, (International Human Frontier Science Program Organization –HFSPO) financia cientistas e projetos científicos de “investigação básica ou fundamental que tenham um potencial inovador excepcional e criativo, em diferentes áreas das ciências da vida”. Este financiamento é altamente competitivo, sendo a taxa de aprovação destas bolsas de apenas 3%.

Para encontrar uma cura para a obesidade temos que estar na fronteira da investigação em obesidade o que muitas vezes requer interdisciplinaridade e estarmos dispostos a correr riscos – a Human Frontier apenas financia projetos que tenham estas características – Ana Domingos

Ana Domingos, Portuguesa, estuda os mecanismos neuronais responsáveis pela degradação da gordura. Recentemente, a equipa de investigação liderada por Ana Domingos publicou um estudo na prestigiante revista científica Cell onde estabelecendo, pela primeira vez, que o tecido adiposo é inervado. “Nós determinámos que a ativação de neurónios simpáticos entre adipócitos promove a degradação da gordura e consequentemente a perda de massa gorda. Este resultado representa uma nova estratégia para a indução da perda de gordura e em última instância, pode traduzir-se numa nova terapia anti-obesidade que poderia ultrapassar os problemas relacionados com o emprego de fármacos no cérebro”, refere Ana Domingos.

Este financiamento permite que o nosso grupo aqui no IGC e os três parceiros trabalhem num aspecto importante da biologia que não foi ainda abordado mas que sempre suscitou muito interesse. A nossa equipa oferece uma combinação perfeita de experiência para tornar este ambicioso projeto um sucesso. É uma grande honra ver esta ideia reconhecida e ter os meios para a testar - Ivo Telley

Ivo Telley, Suíço, estuda o posicionamento do núcleo e o papel que aí tem o esqueleto da célula, durante as primeiras fases do desenvolvimento da mosca da fruta. No projeto agora financiado, Ivo Telley propõe investigar o rearranjo espacial de diferentes moléculas dentro das células e o seu impacto durante o desenvolvimento do plano corporal do animal. Em particular, “estudamos como é que ocorre o seu posicionamento e porque é que as mesmas moléculas vão sempre para os mesmos locais, ou seja, como e porque é que o sistema é tão robusto”, explica Ivo Telley. A maior limitação para compreenderem estes mecanismos prende-se com a complexidade de uma célula ou organismo. Por isso, neste projeto, Ivo Telley junta forças com os grupos de Martin Loose (Institute of Science and Technology, Austria), Sebastian Maurer (Center for Genomic Regulation, Spain) e Timothy Saunders (Mechanobiology Institute, Singapore) para “reconstruir” bioquimicamente a organização espacial e temporal das moléculas numa célula artificial e visualizar o processo usando tecnologia de microscopia de ponta e de alta resolução.

Pode ler-se no comunicado da organização que a “International Human Frontier Science Program Organization (HFSP) irá atribuir cerca de 34 milhões de dólares para as 32 equipas de 2016. Os candidatos passaram por um rigoroso processo de seleção ao longo de um ano numa competição global que começou com 871 cartas de intenção envolvendo cientistas em 64 países diferentes em todo o mundo. Para além dos 7 financiamentos Jovens Investigadores (envolvendo 22 cientistas) foram atribuídas 25 financiamentos de programa (envolvendo 78 cientistas).”

O Programa Human Frontier:

O Programa Human Frontier é um programa internacional de apoio à investigação implementado pela International Human Frontier Science Program Organization (HFSPO), sediada em Estrasburgo (França). Este programa tem como objectivos promover a colaboração intercontinental e experiência em investigação interdisciplinar e de fronteira, focada nas ciências da vida. Esta organização recebe apoio financeiro dos governos ou conselhos da Austrália, Canadá, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, República da Coreia, Nova Zelândia, Noruega, Singapura, Suíça, Reino Unido, EUA e União Europeia.

Fonte/Texto: IGC
Fotos: Sandra Ribeiro

Açores: Fajãs de S. Jorge classificadas pela UNESCO como Reserva da Biosfera

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As Fajãs de São Jorge passam a integrar a Rede Mundial da UNESCO, na sequência da candidatura apresentada pelo Governo dos Açores.  O Conselho Internacional de Coordenação do Programa MaB – Man and the Biosphere (O Homem e a Biosfera) reunido no dia 19 de Março em Lima, no Perú, aprovou a classificação que contou com aclamação de todos os presentes. 

A partir de agora Portugal tem mais uma Reserva da Biosfera. A classificação, aprovada por unanimidade e aclamação, contempla áreas de núcleo, de transição e de tampão, abrangendo toda a ilha de S. Jorge e uma área marinha adjacente até três milhas da costa.

O processo de candidatura, desenvolvido em 2014 pela Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente, através da Direção Regional do Ambiente, e incluiu cerca de meia centena de cartas de apoio de outros países e regiões que possuem este estatuto.

O Governo Regional dos Açores congratula-se com o sucesso da candidatura açoriana e considera que o inegável valor do património natural e cultural de S. Jorge e das suas fajãs, em particular, é merecedor desta designação internacional da UNESCO, que reconheceu também a excelência da candidatura açoriana, defendendo que os relevantes valores naturais, paisagísticos e culturais presentes nestes territórios devem ser potenciados enquanto elementos incontornáveis da animação e a promoção turística da Região, enquanto Destino de Natureza.

É de salientar que a ilha de São Jorge possui mais de setenta fajãs – pequenas planícies junto ao mar que tiveram origem em desabamentos de terras ou lava – e que nos Açores encontram-se quatro das Reservas da Biosfera existentes em Portugal, nomeadamente as ilhas do Corvo, Flores e Graciosa e, a partir de agora, também as Fajãs de São Jorge.

De acordo com o comunicado do Governo Regional, “A crescente procura das áreas protegidas enquanto espaços privilegiados de atividades e de lazer representa novas oportunidades de negócio relacionadas com essa fruição e, ao mesmo tempo, acrescenta responsabilidade aos poderes públicos e aos cidadãos em geral na gestão sustentável desses recursos”.

As Reservas Mundiais da Biosfera são porções de ecossistemas terrestres, costeiros e marinhos ou costeiros onde se procuram meios de reconciliar a conservação da biodiversidade com o seu uso sustentável. São propostas pelos países-membros da UNESCO e, quando preenchem os critérios, são reconhecidas internacionalmente.

De realçar que os Açores são uma das duas únicas regiões do mundo que possuem todas as classificações atribuídas pela UNESCO, sendo a outra a região a de Jeju, na Coreia do Sul.

Dos 195 países membros da UNESCO, apenas três possuem o pleno das classificações atribuídas por esta organização das Nações Unidas, nomeadamente Património Mundial, Reserva da Biosfera e Geoparque, sendo que os Açores, além destas, também possuem a classificação internacional Ramsar, atribuída a zonas húmidas, a que a UNESCO está associada.

No que concerne ao Património Mundial, Cultural e Natural, nos Açores existem duas áreas classificadas como Património Mundial da UNESCO, que são o Centro Histórico de Angra do Heroísmo, na Terceira, e a Paisagem Protegida da Cultura da Vinha da Ilha do Pico.

Fonte: GaCS/SRAA
Foto: GaCS/SIARAM

Investigadores da Universidade de Coimbra identificam mecanismo que promove comunicação entre neurónios

neuronioUma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) desvendou que a “ubiquitina” organiza as proteínas que permitem aos neurónios trocar informação entre si.

O estudo publicado na revista científica Journal Of Cell Biology contraria a ideia geral de que a ubiquitina é apenas uma proteína que promove a destruição de proteínas danificadas ou com erros. Neste trabalho os autores descobriram que a ubiquitina atrai todos os recursos necessários à formação de novas sinapses, sendo essencial para a comunicação neuronal.

Maria Joana, primeira autora do artigo, sublinha que «algumas proteínas que se acumulam nos neurónios têm uma pequena “cauda” feita de várias ubiquitinas “atreladas”. Neste trabalho descobrimos que a acumulação destas proteínas contribui para a comunicação neuronal porque as suas “caudas” de ubiquitinas funcionam como um “íman”, os quais atraem e organizam corretamente os recursos dessa comunicação.»

Por seu lado, Ramiro Almeida, líder da equipa, explica que «decidimos arriscar uma abordagem pouco convencional e investigar o processo pelo qual a maquinaria de destruição das células contribui para o desenvolvimento do sistema nervoso. Surpreendentemente, à luz do conhecimento atual, observámos um aumento extraordinário do número de sinapses nos neurónios de ratos in vitro, em contexto de experimentação laboratorial.»

neuronio2O resultado obtido sugere que a ubiquitina, «para além da sua tarefa de degradação, tem um outro papel “construtivo” que explica o aumento de sinapses obtido», acrescenta o investigador.

As conclusões desta investigação, desenvolvida ao longo de quatro anos, contribuem para a compreensão dos mecanismos de formação de sinapses, a estrutura responsável pela passagem de informação no sistema nervoso, e poderão auxiliar a comunidade científica a encontrar novas abordagens para os casos de autismo, esquizofrenia, atrofia muscular espinhal e principalmente síndrome de Angelman.

O estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela União Europeia através das iniciativas Marie Skłodowska-Curie.

Fonte: UC
Fotos: (1) interactive-biology.com; (2)UC

Primeiro estudo clínico em Portugal sobre o impacto da quimioterapia no fígado de doentes com metástases de Cancro Colorretal

 

Por que razão a quimioterapia causa lesões no fígado de doentes com metástases de Cancro Colorretal? A quimioterapia é responsável pela principal lesão? E qual é o padrão de incidência das lesões?

Estas questões surgiram na prática clínica, mais concretamente nos Serviços de Cirurgia A e de Anatomia Patológica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC). Os médicos foram procurar respostas na ciência.

Em colaboração com a Clínica Universitária de Cirurgia III da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), um grupo de investigadores, coordenado pelo cirurgião Henrique Alexandrino, realizou o primeiro estudo clínico em Portugal focado em investigar as consequências da quimioterapia sobre o fígado dos doentes com metástases de Cancro Colorretal e o seu impacto sobre as complicações pós-operatórias. As metástases são uma das principais causas de morte por Cancro Colorretal, surgindo em cerca de 60 por cento dos casos, sendo que o fígado é um dos órgãos mais afetados pela disseminação (metastização) deste tipo de tumor. A cura pode passar pela ressecção cirúrgica, ou seja, pela remoção de parte do órgão. No entanto, só 20 por cento dos pacientes são candidatos a cirurgia desde o início. Os restantes têm de efetuar primeiro quimioterapia. E aqui aparece o grande problema. Se por um lado a quimioterapia aumenta bastante a possibilidade de cirurgia, por outro pode causar lesões graves no tecido hepático, desencadeando um conjunto de complicações pós-operatórias, tais como insuficiência hepática.

Henrique Alexandrino

O estudo, já publicado no European Journal of Surgical Oncology, foi tema de duas teses de Mestrado Integrado de Medicina da FMUC e envolveu 140 doentes seguidos no CHUC. A equipa “verificou que a lesão mais frequentemente provocada pela quimioterapia no tecido hepático, Síndrome de Obstrução Sinusoidal (SOS), é responsável pelo aumento do risco de complicações pós-operatórias, impedindo a regeneração do fígado. No entanto, observou-se que nem todos os doentes desenvolvem esta lesão”, explica o coordenador da investigação, distinguida com o prémio “Melhor Comunicação” no XXXVI Congresso Nacional de Cirurgia, realizado recentemente na Figueira da Foz. A chave para resolver o problema, acredita Henrique Alexandrino, “poderá estar na mitocôndria, organelo celular responsável pela produção de energia. As mitocôndrias são fundamentais para a regeneração do fígado mas podem estar a ser prejudicadas pela lesão do tipo SOS, impedindo assim a adequada recuperação do fígado e do doente.”

Perceber como a lesão SOS condiciona a função das mitocôndrias é o próximo passo da investigação, estando já em curso experiências em modelos animais, no Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). Os resultados obtidos noutros estudos clínicos realizados “são muito promissores. Além de revelarem a importância das mitocôndrias na regeneração do fígado, abrem caminho não só para o desenvolvimento de novos fármacos para melhorar a regeneração hepática, como também para o avanço de novas estratégias cirúrgicas, aperfeiçoando técnicas que possibilitem aumentar o número de pacientes candidatos à cirurgia hepática, assegurando uma recuperação eficaz”, salienta o também investigador da FMUC.

Fonte: UC
Foto: DR

Estudantes de Coimbra realizam filme solidário para apoiar a Maratona da Saúde dedicada às Doenças Neurodegenerativas

funky_videoVídeo “Funky Infection” com Flash Mob solidário pretende apoiar a investigação biomédica na área das doenças neurodegenerativas em Portugal através do número das suas visualizações.

Estudantes do Mestrado de Biologia Celular e Molecular (MBCM) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (http://cnc.cj.uc.pt/msbiocel/) realizaram um vídeo para apoiar, através da Maratona da Saúde (www.maratonadasaude.pt), a investigação científica em Portugal na área das doenças neurodegenerativas como o Alzheimer, Parkinson, Esclerose Múltipla, E.L.A., Paramiloidose, entre outras. O objetivo desta iniciativa é atingir 4000 visualizações do vídeo “Funky Infection”.

A Maratona da Saúde (www.maratonadasaude.pt) é uma associação sem fins lucrativos que em parceria com a RTP tem como missão sensibilizar para várias doenças e financiar a investigação científica pioneira na área da saúde em Portugal, mostrando que a ciência é uma fonte de esperança.

Todos os anos esta instituição escolhe um tema diferente relacionado com uma doença e as verbas angariadas são aplicadas na sensibilização e em projectos de investigação biomédica a serem desenvolvidos por cientistas portugueses ou estrangeiros, em instituições nacionais.

As duas primeiras edições foram dedicadas ao cancro e à diabetes, respetivamente, e os dois espetáculos solidários e outras iniciativas locais já permitiram à Maratona da Saúde angariar mais de 250 mil euros que já estão a financiar a sensibilização e a investigação em Portugal nestas duas áreas, através dos Prémios Maratona da Saúde em Investigação Biomédica. Este ano a edição é dedicada às doenças neurodegenerativas e os alunos de MBCM não ficaram indiferentes, tendo organizado esta iniciativa.

Foto: DR

Vinho mais antigo do mundo é um “Madeira”

madeirawineSe até 1999 se julgava que o mais antigo vinho encontrado era um Tokay húngaro do séc.XVII,  pesquisas científicas confirmaram que afinal o recorde pertencia a Portugal, com a descoberta de uma garrafa de “Madeira” original de 1679.

Num contexto em que se acabara de viver um período extremo com o governo republicano protestante (1642-1660), gera-se uma reacção directa ao puritanismo da época, em prol da expressão social, das actividades lúdicas e das actividades culturais até então desencorajadas. Após o terminus do referido governo restaura-se a monarquia e com ela um contentamento generalizado da população.

A dança em praça pública, o gosto pelo espectáculo ou pelo teatro desenvolvem-se a par com o crescente número de espaços propícios para o convívio e para a bebida – as tradicionais tabernas – e restantes lugares comuns predominam a partir de 1660 com bastante diversidade.

A importação do recém descoberto vinho da Madeira – agora o vinho mais velho encontrado – era parte desta enorme expansão do hábito da bebida e de um nível de vida mais sofisticado enquanto reacção à repressão imposta em meados do século XVII  – David Keys, especialista em arqueologia do “The Independent”,em exclusivo para o Público

A garrafa, ainda selada e com o vinho bem preservado no interior, data de cerca de 1679 e foi encontrada quando uma equipa de arqueólogos escavavam, junto à Torre de Londres, uma garrafeira de um militar britânico do século XVII. O vinho pertencia ao artilheiro-mor de Inglaterra e outrora oficial da Torre de Londres, cuja casa fora demolida na segunda metade do século XVII. Foi durante a respectiva demolição que a velha garrafeira ficou desactivada, ocultando no seu interior dois raros exemplares, um deles ainda selado. Segundo os especialistas, estima-se que o nível de álcool do vinho tenha descido consideravelmente, no entanto, o respectivo gosto e textura preservam-se até aos dias de hoje, ainda que por lá já tenham passado 320 anos.

“É esta forma única de os madeirenses produzirem o seu vinho que o preservou durante tanto tempo”, Geoffrey Taylor da empresa Corkwise, aludindo ao método de produção exclusivo da Madeira que adiciona ácido tartárico como meio de conservação do vinho. Com algum pesar, não se crê que esta seja ou alguma vez tenha sido uma bebida agradável, pelo menos de acordo com os nossos parâmetros actuais.

Fonte: Público
Foto: Associação de Promoção da Madeira

7th Symposium on Bioengineering discute futuro da Engenharia Biomédica, Engenharia Biológica e Biotecnologia Molecular

7simpNos dias 22 e 23 de Abril decorrerá o 7th Symposium on Bioengineering no Auditório da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). Neste evento será apresentado o FUTURO, desde a oncologia à alimentação e ao empreendedorismo, nascido da combinação das ciências da vida e da engenharia. A organização está a cargo do Núcleo de Estudantes de Bioengenharia da FEUP e do Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar.

O 7th Symposium on Bioengineering consistirá num conjunto de palestras onde serão discutidas diferentes áreas da Engenharia Biomédica, Engenharia Biológica e Biotecnologia Molecular. Adicionalmente, também contará com um “Poster Contest” bem como sessões de “Speed Dating”, nas quais os participantes terão a oportunidade de conhecer os oradores (empresários e investigadores).

Conscientes de que a ciência não é um fim por si só, o Symposium on Bioengineering associa-se, pela primeira vez, a uma instituição de solidariedade social, a Acreditar (Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro).

Encontram-se abertas as inscrições Early Bird para o 7th Symposium on Bioengineering, que se realizará no Grande Auditório da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto nos dias 22 e 23 de Abril. Para estudantes o preço é de 16eur e de 25eur para não estudantes.

Sob o lema “Solving Tomorrow, Today”, mais de 30 oradores de 5 países diferentes vêm mostrar de que é feito o futuro da oncologia, da medicina regenerativa, da simulação computacional da vida, da neuroengenharia, da alimentação, da bioenergética e muito mais! Alguns oradores desta edição:

► Maria Pereira, Head of Research da Gecko Biomedical (Paris, França), uma companhia dedicada ao desenvolvimento e comercialização de soluções inovadoras para o fecho de feridas;

► Ryan Pandya, Fundador/CEO da Muufri (San Francisco, USA), uma empresa a desenvolver leite sem animais;

► Alejandro Frangi, diretor do Center for Computational Imaging and Simulation Technologies in Biomedicine (Sheffield, UK);

► e muitos outros!

De forma a facilitar a deslocação dos participantes de fora do Porto, foi estabelecida uma parceria com a CP, com a oferta de preços especiais.

Para mais informações:
https://www.facebook.com/symposiumbioengineering
http://www.symposium.nebfeupicbas.pt

Super Aid – o spray que estanca hemorragias

hemorregiaO Super Aid é um spray ou uma pomada que servirá para estancar hemorragias de forma simples e rápida. O projecto de Coimbra foi uma das ideias apoiadas pelo programa de aceleração Ineo Start – que decorreu até o passado 11 de Março.

A ideia surgiu de resultados promissores feitos na UC, sendo que o produto tem sido pensado para entrar nas unidades de emergência e para os praticantes de desportos radicais.

O programa de aceleração Ineo Start resulta de uma parceria entre a empresa junior jeKnowledge da Faculdade de Ciências, o Instituto Pedro Nunes e a Universidade de Coimbra. Desde 2010 já envolveu mais de 1000 pessoas, 200 delas empreendedores e 85 projectos, registando uma taxa de sobrevivência de 75%.

Neste programa foram apresentadas outras ideias, como a de uma plataforma de prevenção da depressão pós-parto (numa equipa de psicólogos e informáticos) e de uma start-up de compra e vendas de manuais escolares online.

Muitas destas ideias são trabalhos desenvolvidos em investigação. Está a ser desenvolvido um “rato sensorizado” que será capaz de monitorizar as capacidades cognitivas como o stress ou a perda de memória dos trabalhadores seniores.

Fontes: Público; netcentro; Revista Port
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