O projeto UIM foi criado em 2006 a partir da iniciativa conjunta da Universidade do Porto (Portugal) e da Universidade de Oviedo (Espanha), tendo sido posteriormente valorizado com a participação da Escola Naval. Estas três entidades trabalham em equipa num sentido único: o de proporcionar a jovens universitários uma experiência de formação rica e diversificada, envolvida num ambiente multidisciplinar e em cooperação, onde a componente principal é dar plena propriedade ao lema da UIM “Conhecimento e Aventura”.
O Curso da Universidade Itinerante desdobra-se em três ciclos principais: O Ciclo de Preparação, o Ciclo de Realização e o Ciclo de Conclusão. No Ciclo de Preparação efetuam-se não só encontros entre as três entidades organizadoras e os estudantes universitários, mas também ações de formação em ambiente académico; o Ciclo de Realização tem como principais componentes os momentos de Navegação e de Formação Académica quer a bordo do Navio, quer nos locais visitados quando atracados; o Ciclo da Conclusão caracteriza-se pelo desenvolvimento e apresentação de trabalhos/projetos realizados pelos alunos, de acordo com a temática anual de cada campanha da UIM. A avaliação positiva do projeto (analisada por um júri da UP) pode equivaler à creditação de 6 ECTS no currículo académico dos alunos das Universidades do Porto e Oviedo, ou nas demais instituições que validem o CURSO UIM.
Em 2015, a campanha da UIM é organizada pela U.Porto e pela Escola Naval e contempla dois cursos/rotas . A primeira “expedição” arrancou a 2 de agosto e, até 15 de agosto, vai passar pelo Porto, Berlengas, Porta Santo, Funchal e Lisboa. A segunda decorre entre 14 e 22 de agosto e fará o percurso Lisboa – Casablanca – Portimão.
Antes da partida do “Creoula“, os dez anos da Universidade Itinerante do Mar foram assinalados nesta sexta-feira, 31 de julho, no Novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões (APDL).
Portugal é o quinto país da membro da Agência Internacional da Energia (AIE) com maior percentagem de renováveis na sua produção de eletricidade. Segundo os dados da entidade, mais de 60% do total de energia que produzimos é verde.
O nosso país ocupa o quinto lugar entre os 29 países da AIE, só atrás de países como a Noruega, Áustria, Nova Zelândia e o Canadá.
Quanto à origem da energia produzida, cerca de 30% é gerada através de hídricas e cerca de 25% através de energia eólica. É de realçar que nesta categoria, apenas somos ultrapassados pela Dinamarca (com mais de 40%).
A energia eólica em Portugal não é uma realidade recente, embora na última década tenha sofrido um enorme crescimento. Este tipo de energia começou a ser aproveitada para geração de energia elétrica em 1986, quando foi construído o primeiro parque eólico do país, na ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira. Seguiram-se-lhe o Parque Eólico do Figueiral, na ilha de Santa Maria, nos Açores (1988) e, em Portugal Continental, o Parque Eólico de Sines (1992).
Fontes: Observador, wiki/Energia_eólica_em_Portugal e Parque Eólico de Sines Foto: Parque Eólico de Sines
Liliana Abreu, Mariana Pereira, Pedro Cecílio, Rosana Alves e Sofia Leite, todos elesgraduados pela Universidade do Porto, integram o lote de onze cientistas portugueses que, durante o ano letivo 2015/2016, vão ser financiados pelo Estado norte-americano para prosseguir os seus projetos de investigação nalgumas das mais prestigiadas universidades e centros de investigação dos Estados Unidos, ao abrigo do programa de bolsas atribuídas anualmente pela Comissão Fulbright.
As bolsas de estudo do Programa Fulbright, no valor máximo de 8 mil euros e com um duração que pode de quadro a nove meses, oferecem a estudantes e professores portugueses a oportunidade de estudar, leccionar ou fazer investigação nos Estados Unidos da América, bem como a estudantes e professores americanos a oportunidade de desenvolver o mesmo tipo de actividades em Portugal.
Bolsas para Portugueses
As bolsas Fulbright destinam-se a estudantes licenciados e a professores e investigadores com doutoramento que pretendam estudar, fazer investigação ou leccionar em universidades nos Estados Unidos da América.
Bolsas para Mestrado, Doutoramento e Investigação
Bolsa Fulbright para Mestrado e Doutoramento
Bolsa Fulbright / Fundação Carmona e Costa para Mestrado em Belas Artes – Desenho
Bolsa Fulbright para Investigação
Bolsa Fulbright para Investigação em Saúde Pública
Bolsas de Viagem Fulbright
Bolsas para Professores e Investigadores Doutorados
Bolsa Fulbright para Professores e Investigadores Doutorados
Bolsa Fulbright / Camões, Instituto da Cooperação e da Língua para Professores e Investigadores Doutorados
Programas especiais
Summer 2015 Study of the U.S. Institutes for European Student Leaders
Foi inaugurado hoje o novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões. A estrutura foi projetada por Luís Pedro Silva – arquiteto e docente na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto-
O novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões é um dos grandes projetos promovidos pela APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, integrado no Plano Estratégico de Desenvolvimento do Porto de Leixões e que resulta de uma dinâmica de cooperação territorial, interligando dois principais objetivos: por um lado o de melhorar a eficácia comercial do porto, associada à atividade dos cruzeiros e, por outro lado, o de integração urbana, associado ao incremento da sociabilidade com a população envolvente.
O novo Terminal de Cruzeiros é o maior projeto de sempre de abertura do porto à cidade, fazendo do Porto de Leixões uma importante porta de entrada na região e impulsionando definitivamente o crescimento do número de navios de cruzeiro e de passageiros em Leixões, assumindo-se cada vez mais como um porto de cruzeiros.
Com a construção no novo cais com 340m de comprimento inaugurado em Abril de 2011, Leixões começou a poder receber os maiores navios de cruzeiro, acolhendo assim a maior parte dos navios de cruzeiro da atual frota mundial.
O novo Terminal localiza-se no Molhe Sul do Porto de Leixões, a apenas 3 Km da cidade do Porto e contempla:
Novo Cais para Cruzeiros
Comprimento do cais: 340 m
Fundos: – 10m (Z.H.L.)
Comprimento máximo dos navios: 300 m atracação
Pilotagem obrigatória (para entrada e saída)
Sem limites de estadia
Certificação conforme ISPS
Estação de Passageiros, situada no edifício central do complexo, com diversas valências para navios em escala, ou que efetuem embarque/desembarque de passageiros. Sem limite de capacidade para passageiros em transito e com capacidade para 2.500 passageiros em turnaround (embarque e desembarque);
Cais Fluvio-marítimo para acostagem de embarcações que proporcionem itinerários turísticos no rio Douro;
Porto de Recreio Náutico para 170 embarcações e respetivos serviços mínimos de apoio às embarcações, espaços de conveniência e funções de apoio aos tripulantes e navegantes;
Estacionamento para autocarros e viaturas ao longo do molhe e estacionamento interior.
O novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões alberga ainda Parque de Ciência e Tecnologias do Mar da Universidade do Porto e várias unidades de investigação com vocação marítima (da Biologia à Robótica), servindo especialmente de pólo de incubação de novas empresas que irão tirar proveito económico das inovações desenvolvidas na Universidade.
Para além disso, este novo edifício será também sede do CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha da Universidade do Porto, uma das mais relevantes unidades de investigação nacionais na área das Ciências Marinhas, integrado num dos únicos 25 Laboratórios Associados ao Estado do país. Para além do CIIMAR, outras unidades de investigação da Universidade do Porto com projetos ligados ao Mar, nomeadamente projetos de desenvolvimento de tecnologias subaquáticas (como veículos submarinos autónomos), vão passar a ter neste edifício espaços próprios para a realização de testes e experiências em ambiente marítimo.
A Sociedade Portuguesa de Neurociências (SPN) tem uma nova presidente. Como instituição que tem como principal objectivo a promoção e o desenvolvimento de investigação cientifica em Neurociências, tal como a disseminação da Cultura Científica, pessoas que estejam motivadas para estar à altura desses mesmos objectivos, são necessárias.
A curiosidade é o motor de tudo Ciência 2.0 (Dez.2012)
Isaura Tavares, professora e investigadora do Departamento de Biologia Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, é a nova presidente da SPN. Diz querer “garantir que os colegas mais novos têm perspectivas de futuro na investigação em Neurociências”. “Nestes tempos de restrições orçamentais, em que alguns desistem por falta de verbas, a SPN pode, através dos seus congéneres internacionais, proporcionar oportunidades interessantes para os mais novos”, explica a neurocientista.
Isaura Tavares iniciou a vida académica na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), onde se licenciou em Biologia. Em 1998 realizou Provas de Doutoramento em Biologia Humana na FMUP, tendo-se dedicado desde então à área das neurociências.
Orientou 15 teses, integrou diversas equipas de investigação, liderou 7 projetos científicos (alguns dos quais de dimensão internacional), assinou 60 publicações em revistas internacionais indexadas e foi premiada 15 vezes, entre 2004 e 2015. O último galardão foi-lhe atribuído pela Fundação Grünenthal, pelo trabalho intitulado “Dor em Doença de Alzheimer: pesquisa de um biomarcador para solucionar o problema da sua subavaliação” , que desenvolveu com cientistas da Universidade de Lisboa e do Hospital de Cascais.
Os portugueses são muito resignados … Ionline (Mar.2015)
Natural de Massarelos, a investigadora, que é também vice-presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), ocupou diversos cargos nos órgãos de gestão da FMUP, mantendo ainda o seu lugar (pelo terceiro mandato consecutivo) no Conselho Científico da FMUP.
A SPN trabalha proximamente com instituições como o Centro de Neurociências de Coimbra, o IBMC, IMIM, a Escola de Ciências da Saúde de Braga, a Universidade da Covilhã, a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, o Instituto Gulbenkian de Ciência e a Fundação Champalimaud. Trabalha ainda com outras instituições europeias.
Agora na frente da SPN, Isaura Tavares tem uma maior capacidade de alcance para que possa fazer mais de forma mais generalizada. Portugal e a Sociedade Portuguesa de Neurociências está agora no bom caminho para um maior desenvolvimento que nos poderá levar a grandes avanços e descobertas nesta área.
Mais um vez, Portugal e os portugueses mostram a sua capacidade de se desenvolverem e prosperarem, mostram mais de si e do seu valor imenso, mostram a sua capacidade de decisão e de comprometimento a uma causa em que acreditam. Que são capazes de atravessar fronteiras e de cooperar com os outros. Tal como Isaura Tavares, a SPN quer incentivar ao regresso de neurocientistas para Portugal e quer aumentar a divulgação cientifica para outros e para todos.
Segundo os utilizadores do TripAdvisor, dito o maior portal de opiniões de viajantes, o prémio Traveler’s Choice na categoria dos aquários vai para o oceanário de Lisboa. Um grande reconhecimento internacional e que vai com certeza atrair ainda mais turistas, facilitando o trabalho da gestão do oceanário, que este ano passou para a esfera privada.
Localizado no Parque das Nações, em Lisboa, o Oceanário foi inaugurado aquando da Expo 98, um grande marco no reencontro entre Portugal e a Política do Mar.
Já registou mais de 19 milhões de visitantes e conta com quase 11.000 avaliações no TripAdvisor, sendo que mais de 7.000 o declaram como “excelente”, o que coloca o Oceanário em primeiro lugar nos destinos mais populares de Lisboa no portal de viagens. A amostra é variada, em 2014 este recebeu turistas vindos de mais de 180 países diferentes!
Para João Falcato, administrador do Oceanário de Lisboa, o “reconhecimento atribuído” pelos visitantes é “um grande orgulho”. “Sentimos que a nossa missão de promover a literacia azul e de sensibilizar para a conservação dos ecossistemas marinhos, atravessa todos os oceanos e é reconhecida mundialmente”, referiu em comunicado o administrador do aquário.
Na lista dos 25 melhores aquários do mundo, o Oceanário de Lisboa partilha o top cinco com os norte-americanos Georgia Aquarium, Montery Bay Aquarium, Ripley’s Aquarium of the Smokies Exterior e o espanhol Oceanografic. O Aquário Vasco da Gama, em Algés, surge também na lista, na 17ª posição.
Pode consultar a lista do TripAdvisor aqui: http://www.tripadvisor.com/TravelersChoice-Attractions-cAquariums-g1
Com a crescente evolução positiva da qualidade do trabalho português, dos esforços que alguns de nós fazem para que o país e o mundo em que vivemos seja cada vez um sítio melhor, o reconhecimento do mesmo é também necessário. Incentivos a que se faça mais e melhor é um dos passos a dar para que a evolução continue.
Os Prémios Saúde Sustentável são uma iniciativa do jornal “Negócios” e da Sanofi que visa tudo isto, focando-se nas boas práticas e sustentabilidade da saúde em Portugal. Ou seja, “tem como objectivo distinguir e premiar entidades, individuais ou colectivas, públicas ou privadas, prestadoras de cuidados de saúde – hospitalares, cuidados primários ou cuidados continuados – que se tenham destacado por promover e implementar princípios e acções de sustentabilidade com impacto tangível na saúde.”
A 7 de Julho, no Hotel Ritz em Lisboa, na 4ª Edição desta cerimónia, uma vez feita a avaliação às candidaturas submetidas, foram eleitos, como vencedores:
Cuidados Primários: Unidade Local de Saúde do Nordeste
Cuidados Continuados: AMETIC – Apoio Móvel Especial à Terceira Idade e Convalescentes
Cuidados Hospitalares: Hospital de Braga
Outras Categorias: Associação Nacional de Farmácias
É ainda de sublinhar a atribuição do Prémio Saúde Sustentável a Manuel Sobrinho Simões, director do IPATIMUP, Instituto de Patologia e Imunologia Molecular do Porto, como personalidade que mais se destacou na promoção das chamadas “boas práticas”.
Foram ainda distinguidas com menções honrosas:
Responsabilidade Ambiental: UCC – Unidade Convalescença Bella Vida Viana
Sustentabilidade Económico-Financeira: Centro Hospitalar do Porto – Serviço de Ortopedia
Qualidade Clínica e Resultados em Saúde: APDP – Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal
Experiência do Utente: UMAD – Unidade Móvel de Apoio Domiciliário do Centro Hospitalar do Alto Ave
Inovação e Tecnologias na Saúde: Centro Hospitalar Cova da Beira
Os critérios de avaliação passaram pela qualidade clínica e resultados em saúde, pela experiência do utente, pela atenção à responsabilidade ambiental e sustentabilidade ambiental e sustentabilidade económico-financeira e pela inovação tecnológica dos serviços em causa.
Manuel Sobrinho Simões, ao receber o prémio, resumiu o sentimento de muitos em poucas palavras: “Não há coisa melhor do que fazer a nossa obrigação e ter um prémio disso”.
A Saúde é uma parte das muitas que compõem o nosso país e a forma como agimos nele poderá ditar o nosso futuro como povo e comunidade. Para que esta possa sobreviver e viver, há que saber como preservá-la e alimentá-la. Fazer com que cresça e floresça. A área da Saúde requer um desenvolvimento contínuo e, por isso, reconhecemos o esforço que todos os envolvidos fazem para que tal se proporcione. Um obrigado a todos.
Uma equipa de investigadores da Universidade do Porto e do Instituto de Telecomunicações (IT) viajou recentemente até ao Brasil para participar na edição 2015 da “Caravana do Coração”, uma iniciativa de telemedicina que, durante 13 dias (29 de junho a 11 de julho), percorreu 13 cidades do estado de Paraíba, num total de mais de 2300 quilómetros, para realizar rastreios ao coração a cerca de 1000 crianças e mulheres grávidas de zonas mais desfavorecidas.
De acordo com o Notícias UP, a equipa foi liderada por Pedro Brandão, docente do Departamento de Ciência de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e contou ainda com a participação de Ana Castro, investigadora de pós-doutoramento, e Pedro Gomes, estudante de doutoramento do MAP-i – Programa Doutoral em Informática das Universidades do Minho, Aveiro e Porto. Estes três elementos foram integrar uma equipa multidisciplinar composta por 40 profissionais e tiveram como missão identificar patologias cardíacas junto das populações alvo, recorrendo para isso a quiosques de saúde e estetoscópios inteligentes.
A equipa portuguesa com o brasileiro Artur Lucas (ilustrador da Célula C).
Do ponto de vista humano, penso que todos voltamos com uma perspectiva de vida diferente
Ana Castro falou com a Excelência Portugal e considerou que “foram duas semanas de trabalho muito gratificantes. Do ponto de vista profissional evoluímos bastante, pois tivemos a oportunidade de avaliar as necessidades deste tipo de iniciativas, e de que modo as ferramentas por nós desenvolvidas podem trazer uma mais-valia na colheita de dados, armazenamento, e apoio à decisão clínica. Do ponto de vista humano, penso que todos voltamos com uma perspectiva de vida diferente”.
A”Caravana do Coração 2015″ integra a Rede de Telemedicina de Cardiologia Pediátrica Pernambuco-Paraíba e é liderada pela fundação “Círculo do Coração”, uma entidade criada em 1994 por membros do Real Hospital Português, com o objetivo de diagnosticar e viabilizar o tratamento de crianças necessitadas, portadoras de doença cardíaca.
“Achei que, tratando-se um dos prémios internacionais Terre de Femmes que me foram atribuídos de um prémio do público, faria sentido fazer reverter esse prémio novamente para o público através de oportunidades educativas”, explica Milene Matos, investigadora do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro (UA). Assim, através de uma parceria entre a UA e o projeto “BIO Somos Todos”, projeto de promoção dos valores naturais e da sustentabilidade coordenado por Milene Matos, o dinheiro do prémio garantirá a atribuição de uma bolsa que corresponde ao pagamento de propinas de um curso mestrado da UA, durante dois anos.
O Prémio “UA – BIO Somos Todos” visa contribuir para a promoção e o desenvolvimento da investigação científica no âmbito da sustentabilidade nas suas três componentes: ambiental, económica e social. Em concreto, distingue uma proposta de trabalho de investigação ao nível de mestrado, na área da sustentabilidade, que se evidencie “pelo seu caráter inovador, utilidade pública, benefícios ambientais e potencial de replicabilidade”.
Apesar de, para já, a bolsa apenas cobrir o valor de dois anos de propinas, Milene Matos espera poder vir a encontrar um mecenas que garanta a continuidade da iniciativa em anos posteriores.
O júri será presidido pelo Reitor, Manuel António Assunção, e integra Milene Matos e Carlos Fonseca, professor do Departamento de Biologia da UA.
As candidaturas estão abertas a propostas em qualquer área científica, de 15 de julho a 16 de agosto, e devem ser apresentadas em formulário próprio acessível através da página www.ua.pt/premios. Os interessados poderão obter mais informações sobre o prémio pelo e-mail biosomostodos@ua.pt .
Native Scientist (NS) é uma organização sem fins lucrativos que nasceu no Reino Unido e espalha-se agora por outros países da Europa.
O projecto consiste na proximidade entre cientistas e alunos portugueses nas escolas do Reino Unido onde, em conjunto, partilham experiências e conhecimentos.
As fundadoras da organização, Joana Moscoso e Tatiana Correia, apresentam a missão do projeto em três pilares:
aproximar pessoas altamente qualificadas de crianças bilingue
encorajar a aprendizagem e o aperfeiçoamento da língua portuguesa
despertar a atenção dos mais jovens para a importância da ciência e melhorar a sua performance escolar.
Um milhão de alunos no Reino Unido aprendem inglês nas escolas e comunicam através de outra língua em casa. Apesar de conhecidas as vantagens da aprendizagem de duas línguas, há um desafio que se impõe à integração social destes alunos na comunidade escolar. O reconhecimento deste problema e a necessidade de facilitar a integração destes alunos são a filosofia da NS.
Tatiana Correia (à esquerda na foto) doutorou-se na Universidade de Cranfield e é actualmente gestora tecnológica para a Nanotecnologia e Metrologia, na agência de inovação do Reino Unido, The Knowledge Transfer Network. Joana Moscoso (à direita) é investigadora no Imperial College London na área da Microbiologia Molecular e juntas abraçaram este projecto.
Joana conta à Excelência Portugal que a ideia
surgiu quando eu e a Tatiana, juntamente com mais 7 colegas investigadores portugueses no Reino Unido, organizávamos o LUSO 2012, que é o encontro anual da PARSUK (Portuguese Association of Researchers and Students in the United Kingdom). A Tatiana, investigadora na área da física, tinha algum contacto com as crianças da comunidade de emigrantes portugueses em Londres e eu costumava voluntariar-me em escolas inglesas para falar sobre microbiologia, a área em que faço investigação. Juntas, apercebemo-nos que as crianças portuguesas a viver cá fora podiam beneficiar do contacto com cientistas.
A Tatiana conta-nos a experiência positiva de uma primeira iniciativa, ainda fora do âmbito da NS, em que “9 cientistas portugueses falaram e demonstraram algumas atividades relacionadas com o seu trabalho a 25 crianças lusodescentes. A recetividade ao projeto por parte dos alunos, cientistas e professores foi excelente e por isso decidimos repetir”.
A Native Scientist surge então em 2013, após as duas Joana e Tatiana terem vencido um prémio de empreendedorismo social, do Imperial College e UnLtd, para desenvolver o projeto.
Ambas as fundadoras fazem questão de referir o papel fundamental dos voluntários na organização que exige de todos “muita disciplina”. Relembram ainda a especial importância de “7 colaboradoras, também voluntárias, que nos ajudam a coordenar a marcação das sessões, a ida às escolas e o conteúdo nos social media.”
A Joana acrescenta ainda que
o coração da NS são de facto os cientistas, que disponibilizam parte do seu tempo para irem às escolas partilhar a sua experiência e assim, inspirar as crianças portuguesas cá fora, não só a aprenderem ciência, mas também, a usarem a língua portuguesa e manter viva a conexão com Portugal.
Confessa ainda que uma razão para a disponibilidade de tantos voluntários é que “ao contrário de outras oportunidades de voluntariado que existem, a NS proporciona uma experiência que é educativa e que apela ao elo de ligação cultural.”
O projeto inspirou não só cientistas portugueses mas também cientistas de outras nacionalidades: “ houve uma reação inesperada a este projeto por parte de outras comunidades no Reino Unido, como por exemplo a espanhola, francesa e alemã. Encaramos esta reação como uma oportunidade para aumentar o impacto da NS na integração e desenvolvimento social das comunidades emigrantes no Reino Unido.”
As fundadoras desenvolvem agora planos para a expandir o projeto nas comunidades portuguesas doutros países.
Queremos crescer. O nosso plano é crescer nas comunidades portuguesas lá fora e replicar o projeto noutros países. Este ano fomos para França. Para o ano queremos começar na Alemanha. Para além disso, queremos também crescer no Reino Unido, dando especial atenção às comunidades minoritárias.