Daniel Silva – Físico português pelo Mundo (a ganhar prémios!)

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O jovem físico português Daniel José da Silva ganhou mais um prémio (depois de ganhar o prémio Corbett, em Bolonha, 2013), desta vez atribuído pela conceituada editora científica Elsevier BV na 22ª conferência internacional de Análise de Feixes Iónicos – IBA 2015 – que decorreu no passado mês de Junho na cidade de Opatija na Croácia. O Físico português ganhou o prémio de “Melhor artigo escrito por um jovem cientista” nesta conceituada conferência que contou com a participação activa de mais de 60 palestrantes.

Daniel_SilvaO trabalho deste Físico promissor intitulava-se “Drawing the geometry of 3d transition metal-boron pairs in silicon from electron emission channeling experiments” e resultou de uma colaboração entre o seu instituto actual – o grupo de Física Nuclear do Estado Sólido da Universidade Católica de Leuven, que aliás já tinha publicado orgulhosamente esta notícia, o anterior grupo do Daniel, o IFIMUP-IN da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e ainda os centros: Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico e o Centro de Física Nuclear da Universidade de Lisboa.

O trabalho premiado foi dedicado ao estudo do Silício puro, que foi e continua a ser uma material-basilar para o desenvolvimento da micro-electrónica, e portanto de praticamente todos os materiais electrónicos com que vivemos hoje em dia. Tal como o Daniel e seus colegas explicam no seu trabalho, durante a produção de Silício é normal que outros elementos, em particular os chamados elementos de transição, se introduzam no Silício, contaminando-o e provocando alterações às propriedades fundamentais do Silício, comprometendo assim a a performance de um conjunto variado de dispositivos, mas com particulares efeitos nefastos nas células fotovoltaicas.

Tal como os autores referem existem técnicas que permitem minimizar estes contaminantes, como o chamado processo de “gettering”, onde camadas de átomos de Boro são introduzidas, uma vez que os átomos de Boro gostam de formar ligações químicas com estes contaminantes “aprisionando-os” na sua camada. Esta técnica já é aplicada há muitos anos, no entanto não são conhecidos com detalhe as geometrias destas ligações químicas. Foi este problema que o Daniel e sua equipa tentaram resolver, aplicando uma técnica de sonda local para um Silício com estes contaminantes, ficando assim a conhecer melhor qual a geometria atómica destas ligações.

 

Fotos: DR

Médico do Porto cria a primeira “app” de diagnóstico de doenças sexuais masculinas

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A primeira aplicação informática (app) que ajuda no diagnóstico e tratamento de doenças sexuais masculinas já chegou ao mercado, é gratuita e foi desenvolvida por Nuno Tomada, Professor de Urologia na Faculdade de Medicina do Porto e médico no Hospital de S.João.

O desenvolvimento desta “app” começou há cerca de um ano e tem como objectivo facilitar o acesso dos doentes a informação sobre questões como disfunção eréctil ou ejaculação prematura, entre outras. A nova ferramenta foi desenvolvida por Nuno Tomada, responsável da Unidade de Medicina Sexual do Serviço de Urologia do Hospital de S.João, no Porto, em parceria com colegas da especialidade de outros países, e tem duas versões: uma para profissionais de saúde e outra para doentes.

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Assim a Men’s Sexual Medicine PRO destina-se aos médicos e outros profissionais de saúde funciona como uma ferramenta de apoio à consulta e ao diagnóstico de várias patologias sexuais masculinas. Esta app aborda temas como a disfunção eréctil, diminuição da líbido, ejaculação prematura, sintomas urinários sugestivos de hiperplasia benigna da próstata e curvatura peniana.

Para os doentes, a Men’s Sexual Medicine disponibiliza um vasto conjunto de informação sobre o tema, oferecendo um questionário e ainda um plano alimentar e de exercício físico personalizado, mas, para o efeito, é necessário um código que deverá ser disponibilizado pelos médicos de família ou especialistas. Ambas as versões da “app” estão certificadas pela classe médica da especialidade.

Em comunicado à agência Lusa, Nuno Tomada explica, “Decidimos construir uma aplicação informática que desse para ser facilmente descarregada para telemóveis e computadores portáteis e que permitisse, desde logo, a possibilidade aos doentes de acederem, de modo privado e discreto, a conteúdos que, geralmente por uma questão cultural, têm mais renitência em abordar e perguntar aos seus cuidadores de saúde, nomeadamente aos médicos, enfermeiros e farmacêuticos.” O Professor de Urologia acrescenta ainda que “há um certo constrangimento em os doentes abordarem estas questões da área sexual e quando abordam já vêm com muitos anos de evolução, muitos mitos e más concepções”. Todos estes fatores foram determinantes para o nascimento da ideia de “se desenvolver uma ferramenta não só capaz de fornecer informação aos doentes e à população em geral, mas também que fosse capaz de, mediantes as queixas apresentadas, indicar quais seriam os passos seguintes a tomar.”

Ainda de acordo com o especialista, a app “está desenvolvida para homens que tenham algumas queixas iniciais”, depois, o objetivo para por “perceber que existem diferentes níveis de severidade da mesma disfunção, porque tem questionários que podem usar para se auto-classificarem ao nível da sua disfunção, bem como fornecer os dados clínicos sobre eventuais doenças que tenham, medicação que façam, capacidade física, e tudo isto vai-nos permitir dizer-lhes e dar-lhes alguns conselhos sobre quais são as terapêuticas disponíveis, realçando sempre a importância do acompanhamento médico.”

 

A app é gratuita e encontra-se disponível na AppStore e no Google play.

Link para download na AppStore: https://itunes.apple.com/us/app/mens-sexual-medicine/id897444282?mt=8

Link para download no Google play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.mobilejazz.urologypro

 

Fontes: Lusa e Jornal Médico

 

Banco de Gorringe torna-se a primeira área marinha protegida da Rede Natura 2000

Lirios no Gorringe. Foto: D Abecasis CFRG/UAlg

Investigadores aplaudem a inclusão da maior montanha submarina portuguesa na Rede Natura 2000. Mas este é só um primeiro passo.

Ainda estão por descobrir todas as espécies existentes no maior monte submarino português, quais as que estão em risco, que outros factos e descobertas estão por ser revelados. Ainda há muitas perguntas sobre o Banco de Gorringe, que se ergue entre a costa Sul de Portugal e a Madeira, a Sudoeste do cabo de São Vicente. O Governo português deu agora um passo que pode conduzir os cientistas às respostas.

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O Gorringe foi descoberto, em 1875, por uma expedição americana (USS Gettysburg) comandada pelo capitão Henry Gorringe, de onde advém o nome deste monte submarino.

Os “valores naturais de elevada relevância protegidos pela Directiva Habitats da União Europeia” presentes nas montanhas submarinas que se elevam desde o leito marinho, a 5000 metros de profundidade, até 28 metros da superfície da água, levaram o Governo a incluí-las na Lista Nacional de Sítios, no final de Julho. O Gorringe torna-se assim a primeira área marinha protegida da Rede Natura 2000 inserida na zona económica exclusiva (ZEE) de Portugal continental.

“O Banco de Gorringe é um ecossistema muito especial”, resume Gonçalo Calado, biólogo e professor na Universidade Lusófona. Por ser o único monte submarino em águas portuguesas cujo cume está a menos de 30 metros da superfície e por se encontrar relativamente afastado da zona costeira, o Gorringe abriga uma comunidade biológica com características únicas.

A proposta de classificação como Sítio da Rede Natura 2000, elaborada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), sistematiza as características que tornam este banco digno de protecção. Por um lado, a existência de dois tipos de locais: “recifes” e “bancos de areia permanentemente cobertos por água do mar pouco profunda”. Por outro lado, a presença, pelo menos ocasional, de espécies protegidas. O Banco Gorringe é um local com elevada produtividade primária para um contexto oceânico e com um ecossistema único e, até ao momento, foram identificadas 862 espécies, mas ainda há muitas por estudar.

A notícia da inclusão do Gorringe na Rede Natura 2000 foi recebida com aplausos: “Estas acções incentivam-nos a continuar a investigar os fundos marinhos de grande profundidade com o objectivo de identificar os locais que devem ser protegidos”, refere num comunicado o director-executivo da Oceana na Europa, Lasse Gustavsson.

A inclusão deste novo Sítio com cerca de 2288 mil hectares, em área exclusivamente marinha, vem, segundo o comunicado do Conselho de Ministros, «assegurar uma melhor representatividade dos valores naturais aos níveis nacional, europeu e biogeográfico, contribuindo para completar a Rede Natura 2000 em Portugal, e em particular no meio marinho».

Depois deste “primeiro passo”, falta saber que medidas ficarão definidas no plano de gestão e como serão aplicadas: A proposta do ICNF sugere medidas que minimizem a “perturbação, dano, destruição ou remoção de organismos marinhos e/ou partes do habitat”, impeçam o despejo de substâncias nocivas no local, regulamentem a pesca recreativa e comercial, garantindo o “bom estado ambiental do sítio”, condicionem a passagem de navios em trânsito e regulamentem o turismo subaquático. É também recomendada a adopção de medidas que permitam, incentivem e apoiem a investigação científica.

Gonçalo Calado defende a necessidade de realizar mais estudos e de aprofundar as pistas já recolhidas. “Num futuro ideal, em que tivéssemos estações de monitorização sistemáticas e permanentes ao longo da costa portuguesa, o Gorringe seria um óptimo candidato, caso existam meios para o fazer”, sugere.

E, partindo agora à descoberta, os investigadores vão poder mostrar a Portugal e ao mundo que há ainda muito por descobrir. Que temos muito por revelar e que não é só lá fora que podem existir mistérios e segredos não revelados. E com este reconhecimento há um maior estímulo à investigação, por algo ainda mais fundo, por algo imperceptível para aqueles que não se comprometem a descobrir e a mudar, para aqueles que não se dispõem a levar algo mais longe, para ir além dos limites que nos podem ser impostos.

 

Fontes: Público, Sul Informação e Histórias da Vida e da Terra
Fotos: Lirios no Gorringe (Foto: D Abecasis CFRG/UAlg) e Google

Próxima secretária-geral da União Astronómica Internacional será a Portuguesa e Professora Catedrática, Teresa Lago

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A Professora catedrática da Universidade do Porto, foi nomeada eleita para o cargo de secretária-geral da União Internacional de Astronomia (IAU), para um mandato de três anos, de 2018 a 2021. A sua eleição decorreu durante a última assembleia-geral desta organização mundial que ocorreu no dia 15 de Agosto no Hawai, Estados Unidos, tal como noticiado pelo Público e pelo site da IAU. A Professora Teresa Lago terá a companhia da holandesa, Ewine van Dishoeck que assumirá o cargo de Presidente, sucedendo assim à mexicana Silvia Torres-Peimbert e ao italiano Piero Benvenuti no conselho desta Organização.

Desta reunião surgiu uma outra novidade para Portugal. Assinaram-se acordos para a criação de cinco novos centros de educação para a astronomia, sendo que um deles ficará em Portugal e dedicar-se-á à divulgação científica na área da astronomia na língua portuguesa, em todos os países lusófonos. O futuro Centro da Língua Portuguesa será acolhido pelo Núcleo Interactivo de Astronomia (Nuclio), em colaboração com o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço.

A IAU foi fundada em 1919 e a sua missão é a de promover e salvaguardar a Astronomia como Ciência através da cooperação internacional. É composta por um grande conjunto de investigadores (11 265, mais especificamente,), na sua maioria doutorados, que desempenham um papel activo na investigação e na educação da Astronomia um pouco por todo o Mundo (96 países representados). A principal actividade da IAU prende-se com a organização de conferências científicas, patrocinando 9 conferências internacionais por ano. Para além desta nobre actividade, a IAU é também responsável pela definição das constantes fundamentais, da nomenclatura e desempenha um papel de consultoria na instalação de grandes projectos internacionais na área da Astronomia. Adicionalmente, é a IAU que certifica e reconhece o nome dos corpos celestiais, como os planetas, estrelas, cometas, etc..

Em entrevista ao jornal Público, a Professora Teresa Lago reagiu dizendo “Fiquei contente e surpreendida também” (…) “Não há muitas mulheres que tenham ocupado este lugar. Que me lembre, houve apenas uma secretária-geral, Jacqueline Bergeron. Sendo nós de um país muito pequeno e sendo este um convite pessoal, fiquei satisfeita.”

A Professora, M. Teresa V. T. Lago é Professora Catedrática (Astronomia) da Universidade do Porto, Faculdade de Ciências. Licenciou-se na Universidade do Porto (1971), obteve o “Master of Science” (1975) e o Ph.D (1979) em Astronomia na Universidade de Sussex (U.K.). Foi responsável pela criação na Universidade do Porto de: Licenciatura em Astronomia (1983) e pelo European Interuniversity Masters Degree (1994-1998) que envolveu seis universidades europeias, Programa Doutoral em Astronomia (2003-2010). Fundou o Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP)(1988) que dirigiu durante 18 anos. Elaborou a proposta de criação do Planetário do Porto/CAUP (1996), uma parceria entre a Universidade do Porto, a Câmara Municipal do Porto e o Ministério da Ciência e Tecnologia. Coordenou o Conselho Científico Nacional das “Ciências da Terra e do Espaço” (FCT) (2004-05). É “Associate” da Royal Astronomical Society (1990). Sendo que também já desempenhou funções administrativas fora do campo da Astronomia, como quando foi Presidente da Sociedade “Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura”.

Foto: Museu da Ciência da Universidade de Coimbra

Fundo Escolar BIO Somos Todos premeia pequenos heróis

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Depois de ganhar o duplo prémio internacional Terre de Femmes no passado mês de abril, a bióloga Milene Matos, da Universidade de Aveiro, reforça a intenção de devolver ao público, na forma de oportunidades educativas, o prémio que resultou da votação pública. Após o encerramento das candidaturas a uma bolsa de mestrado, em parceria com a Universidade de Aveiro, a bióloga anuncia agora a criação do Fundo Escolar BIO Somos Todos.

Este Fundo visa contribuir para a promoção da consciência ambiental e social em crianças portuguesas até aos 14 anos. Consiste num subsídio de regresso às aulas no valor de 200€ para crianças do 1º ciclo e 250€ para crianças do 2º ciclo, de modo a aliviar o regresso às aulas que infelizmente muitas famílias enfrentam com dificuldades.

Até 13 de setembro, as crianças terão de apresentar um projeto a desenvolver ao longo do ano letivo, que ajude o ambiente ou a sua comunidade, e o subsídio será entregue à(s) proposta(s) mais original(is). O júri é constituído pelo Prof. Doutor Amadeu Soares, diretor do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, pela bióloga Milene Matos e por Nelson Matos, responsável do Departamento Planeamento e Gestão Florestal e Ambiental da Fundação Mata do Buçaco.

Portanto se conhece uma criança dinâmica, solidária e empreendedora, incentive-a a apresentar um projeto. Desde plantar flores, apanhar lixo, poupar água ou distribuir livros, todas as ideias contam!

O regulamento está disponível em http://tinyurl.com/fundoBIO e as candidaturas apresentam-se no formulário disponível em http://tinyurl.com/formulario-FundoBIO. Mais informações poderão ser obtidas pelo email biosomostodos@gmail.com.

 

Foto: DR

Sociedade Americana de Física premeia o trabalho do Físico Português Nuno Loureiro

 

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Aconteceu já no final de Junho, mas nunca é demais sublinhar o feito do Físico Português Nuno Loureiro, investigador do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do Técnico: foi o vencedor do Prémio Thomas E. Stix para jovens cientistas na área da Física de Plasmas.  É sempre um orgulho, abrirmos o site da conceituada Sociedade Americana de Física (APS) – provavelmente a maior das Sociedades de Física e a responsável pela edição dos jornais com maior factor de impacto neste ramo das ciências naturais – e vermos esta notícia com a fotografia do Nuno Loureiro.

Tal como está descrito nesta página este prémio, com o nome do físico americano pioneiro do estudo da Física dos Plasmas nos anos 1960s, pretende distinguir os jovens Físicos (Físicos que terminaram o seu doutoramento há menos de dez anos) que, com o seu trabalho de investigação contribuíram para avanços significativos na área da física dos Plasmas – quer com trabalho teórico, experimental, ou dedicado a aparelhagem científica. O Prémio consiste num certificado e em 2000 dólares para o premiado e será entregue Divisão de Física dos Plasmas da APS a realizar em Novembro deste ano.

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Nuno Loureiro, terminou o seu pós-doutoramento na conceituada Universidade de Princeton, e no Centro para a Energia de Fusão de Culham, no Reino Unido, regressou a Portugal em 2008 para integrar o Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear no Instituto Superior Técnico, como se pode ler no jornal Público.

O seu trabalho tem-se focado no fenómeno de reconexão magnética. Dá-se este nome ao fenómeno de relaxação do campo magnético de um plasma (um estado de matéria, tal como o estado sólido, líquido e gasoso) quando este é sujeito a grandes tensões eléctricas – fenómeno análogo à relaxação elástica de um material (por exemplo uma borracha) quando sobre ela são aplicadas tensões mecânicas. Tal como numa borracha, que aquece liberta calor, aquecendo, neste processo de relaxação, também os plasmas libertam grandes quantidades de energia nestes processos podendo gerar explosões – como as que acontecem no Sol (onde existe muita matéria neste estado de plasma).

Fotos: DR

 

 

Cientistas portugueses descobrem mecanismo que permite à melatonina combater células cancerígenas

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Uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) descobriu de que modo a melatonina, uma hormona que regula o ciclo sono-vigília e intervém na regulação do sistema imunitário, pode combater células cancerígenas. Este grupo de investigação foca-se no estudo de células estaminais cancerígenas, células indiferenciadas que, uma vez induzidas à diferenciação, poderão estar na origem e reincidência de tumores.

As células estaminais cancerígenas utilizadas neste estudo foram células cancerígenas embrionárias estaminais, nas quais se procurou compreender o mecanismo que torna as células do cancro vulneráveis à melatonina. Segundo Ignácio Vega-Naredo, membro da equipa que desenvolveu este estudo e investigador do CNC, as células estaminais cancerígenas “são ótimas para realizar investigação sobre possíveis tratamentos devido à sua capacidade de escaparem às terapias, algo que pode explicar o ressurgimento dos tumores”

Os resultados do estudo, publicado na revista Oncotarget, sugerem que o sucesso de um tratamento à base da melatonina depende da atividade das mitocôndrias da célula cancerígena, as quais são responsáveis pela produção da energia da célula. Deste modo, células que apresentem um metabolismo mitocondrial ativo serão mais suscétiveis aos efeitos anti-proliferativos da melatonina. Por outro lado, a atividade energética da célula também depende do seu estado de evolução, o que significa que a melatonina só será eficaz num determinado estado evolutivo da célula cancerígena. Ignacio Vega-Naredo, explica: “Descobrimos que a melatonina matava as células cancerígenas através de uma via mitocondrial. Quando as mitocôndrias das células cancerígenas estavam ativas, a melatonina diminuía a proliferação dessas células e impedia a produção da energia que elas necessitavam. O nosso estudo apresenta o tratamento com melatonina como uma estratégia promissora no tratamento de tumores, atacando células estaminais cancerígenas responsáveis pela sua reincidência.”

Esta publicação abre caminhos na investigação do cancro ao alertar para a necessidade da criação de tratamentos adequados ao estado evolutivo e energético da célula cancerígena. Deste modo, será possível evitar, num futuro próximo, a aplicação de terapias não específicas que podem danificar células importantes ou não apresentar qualquer efeito terapêutico.

Sobre o CNC

O Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) é um Instituto de Investigação dedicado à excelência em Biociências e Biomedicina. O CNC foi o primeiro Laboratório Associado português, e é parte da rede Europeia de Institutos de Neurociências (ENI). Estáigualmentge envolvido em colaborações entre o governo português e o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Harvard Medical School (HMS). As colaborações internacionais com instituições de topo de todo o mundo são uma das características da investigação realizada no CNC.

O CNC junta investigadores das Faculdades de Ciências e Tecnologia, Farmácia e Medicina da Universidade de Coimbra, bem como dos Hospitais da Universidade (HUC). As diferentes formações e perspectivas, bem como a chegada constante de novos líderes de grupo e o potencial para colaborações, têm sido fundamentais na inovação, quer em investigação básica quer translacional, ancorada em conhecimento de ponta em ciências biológicas e médicas.
O objectivo é utilizar investigação fundamental de alta qualidade no desenvolvimento de novas aplicações clínicas, de modo a melhorar diagnósticos e intervenções terapêuticas.

Fonte: UC/CNC
Foto: CNC

 

 

Ministério da Economia do Cantão do Jura, na Suíça, entrega Prémio da Inovação a José Demétrio, CEO da Geosatis

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Nos dias de hoje o sucesso português já não deverá ser uma surpresa para muitos. Temos pois, mais uma prova do mesmo. Não que sejam necessárias provas, mas nunca será demais divulgar as ideias e feitos dos portugueses, para que o reconhecimento seja cada vez maior e para que todos não se esqueçam de que são conseguidas várias vitórias todos os dias que, muitas vezes, passam despercebidas ou não lhes é dada a devida importância.

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Desta vez, na área da tecnologia e telecomunicações, assistiu-se a um acto de reconhecimento por parte do Ministério da Economia do Cantão do Jura, na Suíça, com a entrega do Prémio da Inovação a José Demétrio, CEO da Geosatis. Foi por causa da criação de uma pulseira electrónica, que faz com que as capacidades desta tecnologia levem a um maior controlo, e a uma maior eficácia, por parte das autoridades. Isto é possível através de uma pulseira que é seguida em permanência através de um sistema de geolocalização e que dá informações mais detalhadas e em tempo real às autoridades. Informações estas que podem passar por saber se a pessoa que está a utilizá-la está acordada ou a dormir, ou qual o seu ritmo cardíaco.

Esta será mais utilizada em casos de prisão domiciliária, mas também poderá estar destinada a pessoas que já cumpriram a sua pena, mas têm de continuar a ser vigiadas. O produto terá incorporado um alarme, enviado à polícia, que os notifica que a pessoa que está a utilizar a pulseira está a entrar em zonas proibidas pelo juiz ou procurador, por exemplo, e daí dando mais eficácia aos serviços policiais.

Esta ideia já havia sido apresentada antes de entrar na fase de comercialização, e primeiramente encomendada pelas autoridades sul-africanas. Sendo considerado, pelo CEO, o ponto em que o produto “andou para a frente.”

José Demétrio teve a sua formação na área das telecomunicações, na Suíça. Além da pulseira electrónica, a empresa de José desenvolve outras ideias como aplicações para smartphones e carregadores móveis, por exemplo.

É portanto, na área da tecnologia, que agora temos mais uma vitória portuguesa, reconhecida por outros que não nós, portugueses. É mais uma área em que podemos dizer que fomos bem sucedidos. É mais um português que prova o nosso valor. Podemos apenas acrescentar que esperamos que a inovação se mantenha nas nossas mentes, tal como que cresça a nossa vontade de melhorar e que decresça o nosso receio.

Pois com vitórias como estas vem um mundo, um país, uma sociedade melhor.

Fotos: Geosatis e Rezonance.ch

 

Bayer atribui prémio na área da Oftalmologia à Doutora Raquel Santiago

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O Projeto  “Managing inflammation in diabetic retinopathy by adenosine A2A receptor blockade“, apresentado pela Doutora Raquel Santiago, ganhou o GOAPGlobal Ophthalmology Awards Program, promovido pela Bayer HealthCare.

este projecto poderá contribuir para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para o tratamento da retinopatia diabética

A Excelência Portugal falou com a investigadora que nos transmitiu que a retinopatia diabética é uma das complicações mais frequentes da diabetes e que este projecto poderá contribuir para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para o tratamento da mesma.

De acordo com Raquel Santiago,  as células da microglia em situações normais contribuem para a homeostasia do sistema nervoso central, nomeadamente da retina. Durante a diabetes, estas células tornam-se reactivas e podem conduzir à morte das células da retina. Resultados obtidos no seu laboratório e de outros grupos de investigação já mostraram que o bloqueio dos receptores A2A de adenosina consegue prevenir a reactividade destas células, com efeitos protectores para os neurónios. Com este projecto pretendem estudar se o controlo da neuroinflamação mediada pelas células da microglia através do bloqueio do receptor A2A de adenosina consegue prevenir as alterações na retina induzidas pela diabetes.

Raquel Santiago, pós-doc da FMUC no Retinal Dysfunction and Neuroinflammation Lab do IBILI, liderado pelo Inv. Doutor Francisco Ambrósio, irá a Nice em setembro, para receber o Prémio no valor de 50 mil dólares.

Foto: @FMUC

 

Laboratório de Investigação Pedagógico da Liga Portuguesa Contra o Cancro

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O Laboratório de Investigação Pedagógico (LIP) é um projeto que surgiu da necessidade de fomentar a consciencialização, formação e prevenção do cancro na população jovem, nomeadamente em jovens a frequentar a escolaridade obrigatória. Esta iniciativa partiu do Departamento de Investigação da Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Norte (LPCC – NRN) e conta com o apoio de vários investigadores e Bolseiros da Instituição da área do cancro para dar formação aos alunos das escolas da região Norte de Portugal.

Esta formação tem em consideração os programas de educação para a saúde das escolas, bem como pedidos efetuados por parte das mesmas, de modo a conseguir responder às necessidades dos alunos. Deste modo, as atividades do LIP podem ser divididas em três modalidades:

  • Os “Sábados Científicos” , que consistem na deslocação dos jovens à LPCC-NRN, de forma autónoma, durante três sábados para obterem uma mini-formação na área da oncobiologia;
  • A “Escola vai ao LIP”, que consiste na deslocação dos jovens à LPCC-NRN, durante a semana, para realizar atividades laboratoriais na área da oncobiologia, assistir a uma palestra sobre diversos temas relacionados com o cancro e visitar da LPCC-NRN, nomeadamente a Unidade de Rastreio de Cancro da Mama entre outros;
  • O “LIP vai à escola” , que consiste na deslocação dos investigadores às escolas a fim de realizar palestras e atividades no contexto escolar.

Em funcionamento deste 25 de Janeiro de 2014, o LIP já contribuiu para a formação de cerca de 1786 jovens e este ano tornou-se parceiro oficial do projeto “Universidade Júnior”, da responsabilidade da Universidade do Porto. A “Universidade Júnior” é, atualmente, o maior programa nacional de iniciação de jovens ao ambiente universitário e este ano contou com a participação de mais 5500 jovens, durante o mês de Julho. A LPCC-NRN associou-se a este projeto, abrindo as portas do LIP para receber 64 jovens nas 4 semanas de atividade. A atividade realizada teve como título “ Porque somos todos diferentes? Dá célula normal à célula tumoral…!” e permitiu aos alunos a realização de trabalhos experimentais que tinham como objetivo a melhor compreensão dos mecanismos subjacentes ao funcionamento do organismo humano e a sua relação com os processos inerentes ao desenvolvimento de cancro.

O LIP possui um blogue (http://liplpcc.blogspot.pt/ ) e uma página de facebook (https://www.facebook.com/lip.lpcc) onde se encontram divulgadas todas as atividades realizadas e as escolas que estiverem interessadas em desenvolver atividades em conjunto podem entrar em contacto através do email: liplpcc@gmail.com.