Madeira: Grupo Pestana abre no final do mês o primeiro hotel da marca CR7

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O grupo Pestana vai abrir quatro novos hotéis em parceria com Cristiano Ronaldo, sob a marca CR7. O hotel CR7 no Funchal irá abrir já no final deste mês, e o hotel na Baixa de Lisboa será inaugurado ainda este ano. As cidades de Madrid e Nova Iorque também fazem parte dos projectos da marca que une o jogador de futebol do Real Madrid ao empresário Dionísio Pestana.

O Grupo Pestana apresentou em conferência de imprensa, no Pestana Palace Lisboa, uma síntese das duas décadas de internacionalização que se iniciaram em 1996 e dos seus planos de crescimento para os próximos anos.

O Administrador responsável pela área de desenvolvimento do Pestana Hotel Group, José Roquette, explicou qual o impacto da política de diversificação do investimento ao longo das últimas décadas, motor de crescimento desta multinacional hoteleira com origem em Portugal.

Além do reforço no território nacional e do incremento gradual da presença nas principais cidades europeias, destaca-se a aposta forte nos EUA , além da consolidação na América do Sul.

Foram destacados os futuros hotéis do Grupo em Manhattan, Newark, Amsterdão, Madrid, Marrakech e Rio de Janeiro (Barra da Tijuca), principais passos da expansão internacional, estendendo assim a presença já global da cadeia hoteleira a 15 Países em 3 continentes, abrindo desta forma novos mercados para afirmação da marca Pestana. Apesar desta ambiciosa agenda de internacionalização, evidencia-se um forte reforço na liderança em Portugal, com 10 novos projectos um pouco por todo o País.

Esta extraordinária parceria com Cristiano Ronaldo vai dar à marca Pestana uma grande visibilidade internacional e obrigou-nos a evoluir, também no sentido de nos repensarmos como grupo –  José Roquette, Administrador responsável pela área de desenvolvimento do Pestana Hotel Group

A par da constante preocupação de diversificação regional, expôs também a busca de novos modelos de negócio, bem como o lançamento da nova marca Pestana CR7 e ao reforço internacional da marca Pestana Collection.

Em conclusão, foram apresentadas as grandes prioridades estratégicas para o futuro que o Grupo deverá perseguir nas várias geografias, reafirmando a visão de Dionisio Pestana de atingir em breve a marca simbólica dos 100 hotéis, que deverá acontecer até 2020.

O Grupo Pestana ocupa a 125.ª posição no ranking de 2014 dos maiores grupos hoteleiros do mundo, segundo a conceituada lista anual da Hotels Magazine, publicação líder no setor da hotelaria a nível global. Na Europa, o grupo aparece ainda destacado em 31º lugar. Um percurso de sucesso em 3 continentes, 15 países, com 87 unidades, cerca de 11.000 quartos e mais de 7 mil colaboradores, permite ainda consolidar a posição de liderança em Portugal.

Com um volume de negócios atual na ordem dos 400 milhões de euros e 68,1% da atividade concentrada na hotelaria, o grupo gere ativos avaliados em 1,1 mil milhões de euros.

Foto: DR

Açores: “Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas” distinguido com o Prémio FAD de Arquitectura

centro_artes1O Prémio FAD de Arquitectura 2016 galardoou o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas localizado na Ribeira Grande, na ilha de São Miguel nos Açores, desenhado pelos Arquitectos: João Mendes Ribeiro e Menos é Mais Arquitectos – Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos.

Trata-se de um projecto ambicioso em termos arquitectónicos. A ampliação em dois volumes completa o edifício mantendo a coerência entre as novas construções e a pré-existência do século XIX, a antiga fábrica de álcool e de tabaco. A forma cuidada de utilizar e conjugar os materiais utilizados contribui para a subtil alquimia fazendo desta casa das artes um lugar acolhedor. A delicadeza que não põe em causa a complexa e forte identidade do lugar, e a recuperação da arte de construir são algumas questões que devem ser destacadas num projecto que devolve a presença do passado ao presente e ao futuro. Na cidade da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel – Açores, surge, assim, um pólo de criação e cultura, direccionado ao incentivo das residências artísticas nacionais e internacionais, articuladas com toda a comunidade – Arquitecto Moisés Gallego, presidente do júri

O Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas pretende ser um espaço de referência para a reflexão e o conhecimento aos níveis das diferentes áreas artísticas e, deste modo, criar uma variedade de públicos que sintam e se interessem pela arte e cultura contemporâneas, de acordo com a mutabilidade permanente que caracteriza a actual sociedade.

Do ponto de vista de uma política cultural nacional e internacional centrada, primordialmente, na criação, difusão e produção artística, o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas pretende ser um “ponto de convergência” de diversas culturas assentes em quatro eixos geográficos: Ilhas Atlânticas, Américas, Europa e África, sem esquecer a importância da Diáspora.

centro_artesAvelino Meneses, Secretário Regional da Educação e Cultura, numa reacção à atribuição deste galardão de reconhecido prestígio internacional aos projectistas do Centro de Artes Contemporâneas, ocorrida no dia 8 de junho, em Barcelona, salientou que este prémio, à semelhança de um conjunto de outras distinções já alcançadas, coloca os Açores, ao nível das suas estruturas culturais, “num patamar de excelência”.

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O Prémio FAD de Arquitectura, fundado em 1958 pelo arquitecto Oriol Bohigas e concedido pela Foment de les Artes i el Disseny (FAD), de Barcelona, é considerado o prémio de arquitectura de referência para Portugal e Espanha, distinguindo obras localizadas na Península Ibérica e nas ilhas pertencentes aos dois países.

Na edição de 2016, o Prémio FAD contou com 416 candidaturas e, entre os 10 finalistas, estavam a concurso, para além do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, mais quatro projectos portugueses, nomeadamente o Museu Nacional dos Coches, dos arquitectos Paulo Mendes da Rocha e Ricardo Bak Gordon, o Mercado Municipal de Abrantes, da ARX – Portugal Arquitectos, a Casa de Oeiras, do arquitecto Pedro Domingos, e o Teatro-Auditório de Llinars del Valles, do arquitecto Álvaro Siza (com Aresta+GOP).

Fontes: GaCS/SREC ; Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas
Foto: José Campos

Bluepharma representa Portugal na final dos European Business Awards

bluepharma2A Bluepharma vai representar Portugal na Gala Final dos European Business Awards, a realizar-se no dia 17 de junho em Milão, Itália. A farmacêutica chegou à final depois de um processo de 16 meses, iniciado em 2015, com a inscrição de 32.000 empresas, das quais 678 foram nomeadas campeãs nacionais, em setembro de 2015.

Enquanto Campeã Nacional e após se submeter à votação do público, através da publicação de um vídeo institucional na página oficial da organização, a Bluepharma foi distinguida com o título de “Ruban d’Honneur” na categoria Importação/Exportação. A votação do público gerou, nesta edição, mais de 227.000 votos de todo o mundo.

Com mais de 70 medicamentos no mercado, a Bluepharma tem um laboratório próprio de Investigação e Desenvolvimento e é a primeira empresa do setor da indústria farmacêutica em Portugal com certificação da autoridade americana Food and Drug Administration (FDA). As exportações, para mais de 40 países, representam já mais de 85 por cento do volume de negócios da empresa.

A Gala, que irá decorrer no Hotel Marriott Milan, será antecedida pela conferência 100% Growth, na qual empresários terão a oportunidade de discutir e definir metodologias para duplicar a dimensão dos seus negócios. Está prevista a presença de personalidades do mundo académico, políticos, embaixadores e empresários das mais bem-sucedidas organizações da Europa, muitos dos quais integraram o painel de jurados dos European Business Awards.

Na edição de 2015/2016, todos os mercados membros da UE estiveram representados, além da Turquia, Noruega, Suíça, Sérvia e da Antiga República Jugoslava da Macedónia. O volume de negócios combinado ultrapassa € 1.2 triliões e empregam mais de 2.5 milhões de pessoas.

Os European Business Awards foram criados em 2007 com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de uma comunidade empresarial europeia mais forte e bem-sucedida.

Foto: Bluepharma

Embarcação tradicional ‘Bote Leão’ regressa a Alcochete

Contrucao_Bote_Leao_1_1280_720[1]O ‘Bote Leão’, uma das embarcações mais emblemáticas do Tejo e um exemplo dos botes rápidos utilizados em Alcochete nos séculos XVIII-XIX, realiza a sua viagem inaugural no dia 19 de junho, domingo, às 15h30, na ponte cais Alcochete.

Este barco tradicional, agora fabricado de acordo com as técnicas utilizadas na construção das antigas embarcações que navegavam no Tejo, permite realizar novos passeios turísticos no rio Tejo, com o objectivo de dar a conhecer o património natural e paisagístico que caracteriza a Região, designadamente a frente ribeirinha da vila de Alcochete, Reserva Natural do Estuário do Tejo, Sítio das Hortas, praia dos Moinhos e salinas do Samouco.

boteleao2Integrado no programa de regeneração urbana do Município, a aquisição do Bote Leão representa um investimento total de 369.000 €, cofinanciado pelo Fundo Europeu das Pescas, com um montante de subsídio não reembolsável de 120.000 €, na sequência da aprovação de uma candidatura à medida de desenvolvimento sustentável das zonas de pesca do programa PROMAR.

A par da promoção turística e da preservação das tradições marítimas locais, este projecto pretende também dar a conhecer as características das embarcações tradicionais e as antigas práticas de navegação.

O bote Leão faz a sua viagem inaugural desde o estaleiro onde foi construído até à ponte cais em Alcochete, num dia que se quer de festa e de reavivar de histórias que permanecem na memória dos que conheceram a embarcação original.

De forma a assinalar o regresso do “Rei dos Nordestes” ao Tejo, a Câmara Municipal de Alcochete promove um conjunto de iniciativas locais como ateliês infantis e actuações de ranchos folclóricos ao longo do dia da inauguração.

Fontes: C.M. Alcochete; Entidade Regional de Turismo de Região de Lisboa
Fotos: C.M. Alcochete

 

 

A guitarrista Marta Pereira da Costa lançou o seu álbum de estreia

mpc_1Marta Pereira da Costa é a única guitarrista profissional de fado em todo o mundo.  Licenciou-se em engenheira civil, fez investigação no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, mas a paixão pela guitarra venceu.

Gosto imenso de desafios e não tenho medo do desconhecido ou do não haver mulheres a tocar – Marta Pereira da Costa (Revista Executiva)

Marta Pereira da Costa cresceu com a música. Aos 4 anos iniciou-se no piano, aos 8 na guitarra clássica e aos 18 na guitarra portuguesa. O pai incentivou a aposta na tradicional guitarra portuguesa,  um “território” exclusivo dos homens, onde a filha teria oportunidade de se destacar.

O álbum de estreia da guitarrista Marta Pereira da Costa é um registo arriscado e fascinante na assunção da diferença. O álbum homónimo espelha a sua natureza e personalidade.

Marta propôs-se encontrar rumos por onde a Guitarra Portuguesa raramente tinha seguido, desde a sonoridade clássica ao Jazz e às várias abordagens da World Music, nunca descurando os ritmos e sons tradicionais portugueses e o próprio Fado – e até fundindo-se com estes – que estarão sempre subjacentes a todo o repertório, pois fazem parte do ADN do próprio instrumento.

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A guitarra abre-se ao mundo, escancara portas que ninguém tinha ainda ousado experimentar. Por duas simples razões: discos tradicionais de guitarradas já existem em número suficiente para que o mundo não esteja desesperadamente à espera que chegue mais um; e porque a natureza de Marta está longe de poder ser confinada a esse respeitável mas limitado universo sonoro.

Assim, através da sua abordagem feminina e toque pessoal, recupera temas tradicionais e acrescenta temas novos não só de sua autoria, contando com a participação de intérpretes de nomeada no panorama musical nacional e internacional.

Além de Camané, Marta chamou para cantar a seu lado duas vozes fundamentais na sua vida: Rui Veloso e Dulce Pontes. Ambos contribuem com temas originais (no caso de Veloso, música para uma letra de Manuela de Freitas) que reforçam a profunda marca portuguesa presente na música da guitarrista. E essa marca não desaparece, curiosamente, nas suas colaborações de absoluta surpresa: com a cantora iraniana Tara Tiba, que o violista Diogo Clemente encontrou num festival da Austrália e gravou num quarto de hotel, intuindo uma ligação especial entre duas mulheres que rompem as tradições musicais dos seus países (no Irão as mulheres não podem cantar a solo); e com o lendário baixista de jazz camaronês Richard Bona, que Marta conheceu numa masterclass em Lisboa, em 2014.

A tudo isto junta-se ainda o belíssimo diálogo para duas guitarras, “Ícaro”, Marta na portuguesa, Pedro Joia na clássica com travo a flamenco, e “Folia”, uma encomenda da guitarrista ao músico de jazz Mário Laginha. Familiarizado com a escrita para guitarra que desenvolve para o reportório do seu Novo Trio, Laginha apresentou a Marta um tema “dificílimo de tocar” que representou maior desafio interpretativo de todo o disco. Foram muitas horas de estudo para domar a música e a primeira vez que, no domínio da guitarra, teve de aprender uma composição através de partitura.

O álbum tem produção e direcção musical suas e do pianista Filipe Raposo, numa edição da Warner Music Portugal.

Fotos: DR

A Serra da Lousã prepara-se para receber 1000 atletas no próximo domingo dia 19 de junho para o Louzan Trail

Romeu Gouveia_Salomon-Suunto_editedÉ já no próximo domingo que o Montanha Clube da Lousã realiza a 4ª edição do LouzanTrail.  Este ano, o evento apresenta 4 novos trilhos e espera uma vez mais, surpreender os atletas com novos caminhos.

Com 3 provas (Ultra – 45 km; Trail Longo – 25 km e Mini Trail – 15 km) e uma caminhada solidária, o evento promete uma experiência de puro trail running. Os percursos foram traçados sobre os trilhos históricos da Serra da Lousã, que no passado faziam as ligações entre as Aldeias do Xisto e a Vila da Lousã e reúnem tudo o que todos os trailers gostam – desnível, paisagens deslumbrantes, convívio e superação.

A organização esgotou as inscrições e bateu o recorde de participantes – 1000 entre as 3 provas e a caminhada. No Louzan Trail vão marcar presença alguns dos melhores atletas nacionais, como Ester Alves e David Quelhas que são os padrinhos da prova, Jérôme Rodrigues, Ricardo Silva, Fernanda Verde, Tiago Aragão, Pedro Silva, Luis Mota, Vitorino Coragem, Nelson Graça, entre outros. Também o mais recente elemento da equipa Salomon Suunto Portugal, Romeu Gouveia (na foto), competirá nos 25 km. Esta será a 3ª participação do atleta de 20 anos, que elege o Louzan Trail como uma das provas mais divertidas, e onde faz questão de estar.

Qualquer uma das 3 provas exige uma boa preparação física, mas a mais desafiante será sem dúvida o Ultra Louzantrail de 45 km, com 3400 metros de desnível positivo, que irão levar os atletas aos sítios mais recônditos da serra, com passagem pelas aldeias que integram a rota das Aldeias do Xisto: Casal Novo, Talasnal, Vaqueirinho, Candal e Cerdeira. Pelo meio haverá 7 abastecimentos. A partida está marcada para as 7h30 junto à Pousada da Juventude na Vila da Lousã.

O Louzantrail Longo com 25 km e um desnível de 2000 metros também não será fácil, já que os atletas irão encontrar muitas subidas e descidas que os farão conhecer melhor os seus limites. Pelo caminho passarão pelos trilhos do Rochedo, Raposa, Javali e Cascata do Candal. A partida está marcada para as 8h30.

O Mini Louzantrail de 15 km foi pensado para quem se está a iniciar nos trilhos e tem todos os ingredientes para por à prova a capacidade dos atletas. Com um desnível positivo de 1200 metros, os atletas terão que enfrentar subidas exigentes e descidas técnicas para chegarem aos locais mais emblemáticos do percurso. A partida está marcada para as 9h30.

Fontes: Louzan Trail; Salomon Suunto Portugal
Foto: Fotos do Zé

Mimi at Sea – Aprender (N)o Mar

mimiatsea2A Emília (Mimi) tem 16 anos e quer viver 6 meses a bordo de um navio à vela.  A jovem residente na Horta, ilha do Faial, é apaixonada pelo mar e está a recolher apoios para literalmente embarcar no projecto School at Sea.

Preciso do vosso apoio para içar a vela e pôr este grande sonho a navegar!

O projecto School at Sea tem sede na Holanda e possibilita a jovens com idades compreendidas entre os 14 e os 17 anos de fazerem uma parte do ano lectivo a bordo de um navio à vela, conciliando a escola com a vida a bordo.

Este projecto educativo revolucionário tem como lema “You Sail, You Learn”. Educação pela experiência, responsabilização e conhecimento do mundo são as três ideias fortes do projecto.

Esta iniciativa, organizada pela holandesa School at Sea Foundation, proporciona a 34  alunos, entre os 14 e os 17 anos, uma oportunidade de conciliar a vertente académica com a exploração de diversas culturas e países, a bordo do “Regina Maris“, um veleiro de 50 metros.

Toda esta vertente de interculturalidade está associada à vida num navio, dificuldades a ela inerentes e necessária relação e interacção com os restantes alunos, professores e tripulação a bordo do navio.

mimiatsea3O “Regina Maris” parte da Holanda, navega para sul ao longo das costas europeia e africana. Após uma paragem em Cabo Verde, atravessa o Atlântico e explora o fantástico mar das Caraíbas. Depois das Bermudas ruma aos Açores, última paragem de intercâmbio antes de Amesterdão.

A Mimi frequenta o 11º ano (ciências e tecnologias), gosta de ler e escrever e adora a natureza e o mar. Durante vários anos praticou vela e há alguns meses apaixonou-se pelo mergulho subaquático.

Quero desafiar-me, jogar em equipa, conhecer-me melhor, quero mar, aventura e multiculturalidade.

O maior obstáculo ao ingresso no School at Sea são as propinas mensais de 3.602 € (21.612 € no total). De forma a concretizar este enorme sonho, a Emília está a desenvolver um processo de angariação de fundos e parceiros. Além do apoio de algumas empresas e instituições, a jovem aspirante a navegadora recorreu ao crowdfunding para angariar o valor de uma das propinas.

A Mimi quer conhecer o mundo e ser do mundo.  Fique a saber mais no seu website (Mimi at Sea).
Fotos: DR

“THE LOVE FOOD – a gula deixou de ser um pecado”

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O conceito passou de blogue a negócio, e assim surge a primeira empresa inovadora de comida saudável 100% vegetal, ecológica e BIO, com fábrica de pastelaria e salgados, serviços de catering, consultoria e workshops. 

Há seis anos, Maria de Oliveira Dias mudou-se para uma quinta, meteu as mão na terra e criou a sua primeira horta. Não foi o primeiro passo para uma vida saudável – é vegana há quase 20 anos e Health Coach pelo Institute for Integrative Nutrition NY -, mas foi o ponto de viragem. Desencantada com a comida vegetariana e vegana disponível no mercado, criou o blogue “The Love Food”, com mais de um milhão de visualizações, e, 4 anos depois, a empresa com o mesmo nome que fabrica todos os dias várias delicias, disponíveis agora em várias e conceituadas lojas do país.

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A primeira empresa portuguesa de comida saudável ecológica, 100% vegetal e BIO, com fábrica de pastelaria e salgados, e opções sem açúcar e sem glúten, nasceu assim e vai além da produção. Com o intuito de ensinar os portugueses e de os levar a comer melhor e de forma saudável e saborosa, o “The Love Food” aposta em consultoria para particulares e empresas, workshops de comida saudável e catering para eventos. Os contactos podem ser feitos através do site da marca: www.thelovefood.pt, que faz entregas ao domicilio para Lisboa, Cascais e Sintra.

Os ingredientes utilizados são sempre frescos e sazonais. Corantes, conservantes ou químicos com nomes impronunciáveis ficam de fora. Nos bolos, biscoitos e bolachas sem açúcar são usadas geleias naturais, como a de agave ou arroz, em alternativa, o que os torna adequados para diabéticos ou simplesmente para aqueles que querem deliciar-se sem arruinar a linha. Daí a origem do lema da empresa e do blogue: “A Gula Deixou de Ser Pecado”.

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Entre os produtos mais procurados destacam-se o Decadente bolo de chocolate, as barras de aveia, a Granola com açúcar de coco e óleo de coco, os Donuts sem glúten feitos no forno e baixos em gordura (são usados purés de fruta para substituir a gordura), a Mousse de chia e framboesa sem açúcar, os brownies adoçados com tâmaras e sem glúten e os Queques de beterraba com cobertura de chocolate, ideais para as crianças que torcem o nariz aos vegetais. Já nos salgados,  as massas são elaboradas com azeite, cúrcuma e farinhas integrais, preparadas no forno, com um único objetivo: que tudo seja irresistível e incrivelmente delicioso. A mais recente aposta de catering são os brunchs, com um custo de 35 euros, para 4 pessoas, ou 65 euros, para 8 pessoas, compostos por papas de aveia, panquecas, granola, barras de cereais e outros deleites sem glúten ou açúcares.

E porque não basta partilhar, é preciso ensinar, o “The Love Food” disponibiliza serviços de consultoria, para empresas e particulares, onde são trabalhadas receitas à medida, analises nutricionais, e até são planeadas idas ao supermercado. Nos workshops são partilhados e postos em prática alguns dos ensinamentos do blogue e do conceito da marca, também numa vertente infantil, com workshops para crianças, nas escolas, onde estas podem colocar as mão na massa e aprender alternativas saudáveis para as suas refeições, snacks e pequenos-almoços.

Os produtos e serviços do “The Love Food” podem ser vistos e encomendados no site oficial, www.thelovefood.pt, bem como nos já muitos pontos de venda: Biomercado (Lisboa), Mercearia 29 (Carcavelos), Horta do Bairro (Campo de Ourique), Pomarinho da Várzea (Sintra), Juicefood by L&E (Almada Fórum), Maria Granel (Lisboa), Miosótis (Lisboa), Green Store (Braga), Villa Bio (Lisboa), Be U (Ericeira), Mio Super Natural (Santarém) e Terra Pura (Amoreiras Shopping Center e Colombo, Lisboa), entre outros.

Fonte: thelovefood
Fotos: DR

Vinhos de Portugal à conquista do Canadá

Os Vinhos de Portugal viajam para o Canadá com vista à promoção neste mercado que constitui o 8º destino de vinhos portugueses e regista bons crescimentos sucessivos, tendo terminado 2015 com um crescimento em valor acima dos 14%. A ViniPortugal organiza duas Grandes Provas dos Vinhos de Portugal nos dias 20 e 22 de junho, em Calgary e Montreal.  

A promoção dos vinhos portugueses no mercado canadiano aposta numa maior extensão territorial e aproximação a novos mercados regionais, designadamente Calgary na província de Alberta. O Canadá é um dos 12 mercados prioritários para a promoção dos Vinhos de Portugal. Um mercado muito relevante, dado que importa a maioria dos vinhos consumidos, sendo o Québec, Ontário e a British Columbia (BC) os maiores consumidores, representando no seu conjunto mais de 75% do consumo de vinho do Canadá. Os vinhos portugueses em 2015 conquistaram uma quota de mercado de 2.5%, posicionando Portugal no 9º lugar tanto em volume como em valor – Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal

Na Grande Prova dos Vinhos de Portugal em Calgary – a terceira maior cidade do Canadá localizada na província de Alberta – participam 33 produtores nacionais. O programa será iniciado por um seminário focado na diversidade dos vinhos portugueses, conduzido por Sofia Salvador, Wine Educator da Viniportugal, dirigido a 40 profissionais de trade. Serão apresentados 10 vinhos com o objetivo de aprofundar o conhecimento dos vinhos nacionais e valorizar as suas características diferenciadoras. Após o seminário será realizada a prova, dedicada exclusivamente a 150 profissionais de trade do sector.

No dia 22 de junho será realizada a Grande Prova dos Vinhos de Portugal em Montreal – maior cidade da província canadiana de Quebec -, que contará com a presença de 43 produtores e integrará dois seminários sobre a diversidade dos Vinhos Portugueses. Serão ambos apresentados por uma dupla de oradores composta pela reconhecida Sommelier Canadiana Veronique Rivest e pela Wine Educator da Viniportugal, Sofia Salvador. Em cada seminário serão apresentados 10 vinhos, dirigidos a 40 profissionais de trade e 40 Product Consultantes da SAQ, respectivamente.

A Grande Prova de Montreal contempla um período dedicado exclusivamente a 250 profissionais de trade do sector, seguindo-se um período aberto a consumidores finais sendo esperados um total 500 convidados.viniportugal

Fonte: ViniPortugal
Foto: DR

 

Investigadores da UC desenvolvem protótipo de dispositivo médico inovador para apoio à cirurgia da catarata

catarata1Uma equipa multidisciplinar de investigadores do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) e Instituto de Telecomunicações da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um protótipo de um dispositivo médico para apoio à cirurgia da catarata, uma das cirurgias mais realizadas no mundo.

A catarata é uma doença ocular associada essencialmente ao envelhecimento e caracteriza-se pelo desenvolvimento de opacidade no cristalino (lente) do olho, podendo provocar a perda de visão. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2020 esta condição afete 40 milhões de pessoas em todo o mundo.

O dispositivo, que se encontra em fase de protótipo e já com registo provisório de patente, foi desenvolvido no âmbito de um projeto de investigação financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Tem por objetivo apoiar o diagnóstico da catarata, através da sua deteção precoce e caracterização, indicando a sua localização e extensão no cristalino. Permite também classificar o seu grau de severidade e estimar a sua dureza de modo automático.

Esta nova tecnologia baseada em ultrassons de alta frequência, usando sondas oftalmológicas, é capaz de «avaliar a progressão da doença, cuja informação é essencial para a decisão clínica», explica o coordenador do projeto, Jaime dos Santos.

O dispositivo médico a desenvolver, com base neste protótipo, pretende ser uma ferramenta de diagnóstico simples, robusta e de baixo custo, que terá grande impacto nos serviços de saúde, nomeadamente «na gestão clínica dos doentes com catarata. Os clínicos passarão a ter acesso a dados objetivos que contribuirão para um diagnóstico e uma decisão da necessidade de cirurgia mais suportados», afirma Miguel Caixinha, investigador da equipa.

Outra vantagem do dispositivo criado pela equipa da FCTUC é o facto de recorrer a técnicas não invasivas para estimar a dureza da catarata. Assim, «em tempo real é possível identificar o tipo de catarata, caracterizar o seu grau de severidade, e estimar a sua dureza e dimensão», explicam os investigadores.

A tecnologia permite ainda minimizar o risco de complicações no pós-operatório porque, apesar de segura, a cirurgia da catarata tem de ser muito precisa. É necessário «substituir o cristalino por uma nova lente intraocular sem danificar a sua cápsula posterior e a córnea, nem causar lesões na retina. Fazendo uma analogia, é como ter de implodir um prédio sem danificar o museu de arte que está à sua volta», ilustra Miguel Caixinha. É nesta perspetiva que o conhecimento da dureza da catarata a ser extraída representará uma informação valiosa na seleção adequada da energia a usar na cirurgia de facoemulsificação.

Das experiências realizadas in vitro em cristalinos de suíno e in vivo em olhos de rato (modelos animais) com diferentes tipos de cataratas, verificou-se uma taxa de sucesso de 99.7% na caraterização automática da catarata e estimação da sua dureza.

A equipa está agora na fase da realização de ensaios clínicos e procura de parcerias para futura comercialização do dispositivo. Os investigadores estão bastante otimistas: «se no olho de um ratinho conseguimos contornar os vários obstáculos que surgiram relacionados com a dimensão extremamente pequena do olho, ao passar para os ensaios clínicos o processo será muito mais simples porque a dimensão do olho humano é muito maior».

Fonte: UC
Foto: DR