PepFeed – Uma aplicação 100% Portuguesa a utilizar tecnologia inovadora

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PepFeed anuncia o lançamento de um assistente virtual de apoio à escolha de produtos tecnológicos. A aplicação permite ao utilizador aceder rapidamente a uma comparação de preços, análises e vídeos de mais de 10.000 produtos tecnológicos iniciando a sua consulta com uma simples fotografia.

A PepFeed é uma startup incubada na Startup Braga e que desenvolve soluções de software focadas em resolver soluções práticas para os consumidores. A empresa desenvolveu anteriormente uma extensão para navegadores Chrome e Firefox, o que possibilita a utilização do mesmo assistente em diferentes plataformas, podendo agora fazê-lo de forma sincronizada.

A PepFeed vem responder à necessidade de comparar preços, características e desempenho de equipamentos antes da compra. Atualmente, a maior parte das pesquisas de produto são feitas a partir de motores de busca, o que implica que o utilizador gaste bastante tempo à procura de informação relevante e fidedigna.

A aplicação PepFeed para iPhone oferece aos utilizadores acesso imediato a análises de produto especializadas, vídeos populares, assim como a indicação das lojas onde o produto pode ser comprado a um preço mais competitivo. Com a aplicação, tudo o que o utilizador tem de fazer é tirar uma fotografia ao nome do produto. A decisão de compra é tomada em tempo real e com plena autonomia.

Até à data, estão disponíveis conteúdos sobre mais de 10.000 produtos tecnológicos, cobrindo as principais lojas online nacionais e internacionais, sites de tecnologia especializados e plataformas de vídeo populares como o Youtube.

Principais Funcionalidades:

  • Tirar uma fotografia ao nome do produto e ter acesso automático a uma seleção das melhores análises, vídeos e preços de compra para esse dispositivo
  • Encontrar a melhor oferta para cada produto sem fazer pesquisas
  • Aceder a análises de produto e vídeos dos melhores websites de tecnologia
  • Guardar produtos como favoritos e acompanhar alterações de preço
  • Acesso rápido aos produtos mais populares

Disponibilidade e Preço:

A aplicação estará disponível para instalação gratuita a partir da App Store no dia 22 de Outubro de 2015.

Requisitos dos Dispositivos:

  • iPhone 4S ou mais recente
  • iOS 8 ou mais recente

 

Foto: DR

British Medical Journal e a lusa ITsector projetam Futuro da Medicina no Google Glass

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O British Medical Journal (BMJ) aliou-se à tecnológica portuguesa ITSector para projetar uma solução futurista no Google Glass que desvenda a forma como médicos, farmacêuticos e enfermeiros poderão vir a desenvolver a sua atividade nos próximos anos. O projeto consistiu no desenvolvimento da aplicação ‘VISION’ que combina, no Google Glass, os dicionários clínicos e boas práticas do BMJ (uma vasta compilação de conteúdos baseados em evidências médicas que inclui mais de 860 tópicos sobre patologias que reportam a mais de 70 especialidades) com os resumos dos processos clínicos dos pacientes.

O Google Glass é um dispositivo semelhante a um par de óculos que, fixados em um dos olhos, disponibiliza uma pequena tela acima do campo de visão. A pequena tela apresenta ao seu utilizador mapas, opções de música, previsão do tempo, rotas de mapas, e além disso, também é possível efetuar chamadas de vídeo ou tirar fotos de algo que se esteja a ver e compartilhar imediatamente através da internet. A lente de projeção do Google Glass não ocupa todo o campo de visão do utilizador e possui uma tecnologia de foco que permite ao observador ler o seu conteúdo sem a necessidade de mudar seu foco de visão. Todos esses cuidados garantem o conforto e a segurança da pessoa que utilizar a tecnologia.

Relativamente  às vantagens da utilização desta tecnologia na área da saúde, Orlando Rodrigues, Diretor da ITSector, explica: “Esta solução presta aos profissionais da área da saúde um importante apoio ao exercício da sua atividade, na medida em que, ao permitir a liberdade de movimentos das mãos, lhes confere mobilidade em ambientes críticos“. O mesmo responsável reforça que este avanço “oferece garantias no que respeita à segurança em ambiente estéril, possibilitando uma diminuição das infeções hospitalares“, ao mesmo tempo que “proporciona uma total interoperabilidade, através da ligação eficaz a todos os sistemas envolventes em uso no hospital“. Orlando Rodrigues acrescenta que o desafio lançado pelo BMJ revelou-se particularmente exigente, “sobretudo no que respeita à utilização da linguagem natural e ao tratamento da informação recebida, de forma a filtrar a informação relevante em cada momento exato em que é necessária ao clínico“.

Para o BMJ, que pela primeira vez, nos seus mais de 170 anos de história, colaborou com uma empresa portuguesa, o projeto ‘VISION’ representa uma demonstração de capacidade, que combina o melhor expertise do BMJ e da ITSector.  “A aceitação que a ITSector tem recebido pelas diversas soluções inovadoras que implementa na área da banca, nomeadamente em dispositivos como o Google Glass, levou-nos a, em conjunto, desenvolver este novo conceito, combinando a experiência da ITSector com os conteúdos do BMJ na área clínica“, refere Rita Marques, Business Development Manager e responsável por parcerias nacionais do BMJ.

É ainda de referir que a ITSector, que mantém parcerias estratégicas com algumas das mais conceituadas empresas mundiais de software, como a Microsoft, Google e IBM, desenvolveu já outros projetos na área da saúde, como APPs clínicas na área da imunohemoterapia, processos de ‘Big Data’ na área de Oncologia e diversos portais hospitalares.

Fundada em 2005 e com sede no Porto, a ITSector é uma empresa de base tecnológica, especialista no desenvolvimento de soluções de sistemas de informação para o setor financeiro.  Presente em Lisboa, Braga e em mercados como Polónia, França, Reino Unido, Moçambique e Angola, conta atualmente com mais de 300 colaboradores. Reconhecida como ‘PME Líder’ desde 2008, foi também reconhecida pela Deloitte, em 2011, como uma das 500 empresas com maior crescimento no espaço EMEA (Europa, Médio Oriente e África).

 

O video ilustrativo das funcionalidades da aplicação VISION para o Google Glass pode ser consultado em:

https://www.youtube.com/watch?v=j476oScv7t4

A informação relative ao Projeto Glass da Google pode ser consultada em:

Site Oficial do Projeto Glass:

http://www.google.com/glass/start/

URL no Google+

https://plus.google.com/+GoogleGlass/posts

Video official do Projeto Glass: https://www.youtube.com/embed/9c6W4CCU9M4?feature=player_embedded

Canal do YouTube do Projeto Glass:

https://www.youtube.com/user/googleglass

Universidade do Minho abre portas à região para a 4.ª edição da “STARTPOINT -­‐ Orienta o teu futuro”

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A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) promove a 4ª edição da STARTPOINT cuja coordenação está a cargo do LIFTOFF – Gabinete do Empreendedor da AAUM. O evento de comemoração do 5º aniversário do LIFTOFF decorre nos dias 10 e 11 de novembro (das 10.45h às 19h e das 11h às 18h, respetivamente) na Universidade do Minho (Campus de Gualtar).

O evento tem sido um sucesso de ano para ano e prova disso mesmo é o leque de empresas inscritas para a edição deste ano. A organização pretende assim repetir o êxito conseguido nos anos transatos. A edição 2015 da STARTPOINT pretende voltar a proporcionar o contacto direto entre os jovens/adultos e o mercado de trabalho, propiciando a divulgação de oportunidades profissionais, o desenvolvimento de competências e o networking dos participantes.

Inserida na agenda da “European SME Week 2015” (evento promovido pela Comissão Europeia), a STARTPOINT pretende ser um espaço de múltiplas atividades, composto por apoio técnico (na área do emprego e empreendedorismo) e atividades complementares como talks, formações e workshops.

Durante esta iniciativa, as instalações Universidade do Minho vão estar preparadas para a realização de atividades em simultâneo, através dos seguintes espaços: Dot Conhecimento e Dot Oportunidades.

A 4ªedição da “STARTPOINT” voltará a assumir um formato inovador, funcionando de forma a que os seus intervenientes tenham um contacto mais pessoal e direto, numa relação de proximidade efetiva.

Para mais informações, consultar o endereço www.liftoff.aaum.pt.

 

Fonte: LIFTOFF – Gabinete do Empreendedor da AAUM

UC e IBA desenvolvem novo processo de produção de isótopo para o diagnóstico de cancro

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O Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra (UC) e a Ion Beam Applications SA (IBA), empresa multinacional líder mundial no fabrico de ciclotrões, acabam de submeter conjuntamente o pedido de patente internacional para um novo processo de produção de Gálio-68, um isótopo fundamental no diagnóstico do cancro.

A invenção é da autoria dos investigadores do ICNAS, Antero Abrunhosa, Francisco Alves e Vítor Alves, que ao longo dos últimos dois anos desenvolveram um processo inovador de produção de isótopos para marcação de moléculas utilizadas em Tomografia de Emissão de Positrões (PET), essenciais para o diagnóstico e estadiamento de doenças oncológicas.

O método formulado pelos investigadores de Coimbra tem impacto significativo na realização de exames de PET para o diagnóstico de cancro uma vez que  “garante maior rendimento e tem um custo 10 vezes inferior ao atual, tornando assim o exame acessível a um maior número de doentes e promovendo o uso generalizado deste tipo de exame para o diagnóstico de tumores. Esta redução de custos terá também, sem dúvida, um impacto positivo no Sistema Nacional de Saúde, considerando que o atual método disponível no mercado é complexo e dispendioso”, reforçam Antero Abrunhosa, Francisco Alves e Vítor Alves. Os investigadores assinalam também a importância da transferência de tecnologia da Universidade para as empresas, com benefícios sociais e económicos, dado que “a IBA vai comercializar em todo o mundo as soluções criadas a partir desta patente. A solução desenvolvida no ICNAS terá uma escala global.”

No âmbito desta parceria, a IBA e a Universidade de Coimbra estabeleceram um protocolo de cooperação, assumindo a empresa o financiamento para continuar a pesquisa de soluções inovadoras para o diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas. O acordo vai ser assinado na próxima quinta-feira, dia 22 de outubro, pelo Reitor da UC, João Gabriel Silva, pelo Diretor do ICNAS, Miguel Castelo Branco e pelo Vice-Presidente da IBA, Bruno Scutnaire.

O Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) é uma unidade de investigação da UC dedicada à investigação básica e clínica na área da Imagem Médica e à produção de radiofármacos utilizados no diagnóstico PET em oncologia, cardiologia e doenças neurodegenerativas.

 

Fonte: Universidade de Coimbra
Foto: DR

 

 

 

De Portugal para o Mundo. Do Mundo para Marte.

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De Portugal para Marte. Esta é a frase que de uma forma bastante resumida pode descrever Nuno Silva. Aos 36 anos, o jovem engenheiro aeroespacial, que já trabalhou em países como França e Reino Unido, integra a equipa que prepara a expedição a Marte.

Já dura há sete anos o sonho de descobrir vida em Marte. O trabalho começou em 2008 e tem como objetivo enviar para Marte um robô europeu com o intuito de procurar sinais de vida neste planeta.

O jovem português, que se licenciou no Instituto Superior Técnico, começou por assumir a coordenação de uma equipa que desenvolveu a navegação autónoma do robô, tendo abandonado esse cargo e assumido funções de gestão dentro da Airbus.

Nuno Silva explica o que o fascina no mundo aeroespacial e todos os detalhes desta missão que pode mudar a forma como vemos o mundo.

Será que Marte está realmente morto? A resposta está para breve. Mas até lá, Nuno Silva esclarece alguns detalhes. Mais um projecto à escala mundial que conta com uma assinatura portuguesa.

 

Como é que começou esta paixão pelo universo aeroespacial?

A paixão sempre existiu e foi alimentada pelo cinema. Filmes e séries como Star Wars ou Star Trek alimentaram a paixão mas diria que já havia algo. No entanto penso que muitas pessoas terão motivações semelhantes. O que fez a diferença foi curiosamente a minha professora de Biologia no 12° ano. Perguntou o que queríamos seguir e eu já altura hesitava entre medicina, engenharia ou física (e provavelmente acabaria numa mistura de todos), mas sobretudo porque “sabia” que espaço era irrealista. Acabei por partilhar um bocado esse sentimento e foi ela quem me falou de engenharia aeroespacial no IST. E isso foi claramente o maior catalizador.
Durante o curso em Portugal e em França, a exposição à área apenas aumentou o meu interesse. O facto de acabar por estagiar na área foi o início de algo verdadeiramente real e concreto.

O que é que o fascinava (e fascina) nesta área?

O que me fascina é o desconhecido, a exploração, os desafios técnicos e o conhecimento que esta exploração traz.

Em Portugal esta é uma área pouco explorada? Como é ser português numa área em que as principais apostas e desenvolvimentos são internacionais?

Não é tanto que a área é pouco explorada mas mais que na realidade há pouco para explorar. É uma área política: não se investe em exploração espacial pelo lucro mas pelo conhecimento e tecnologia. A forma como funciona na prática é a consequência do “retorno justo” da agência espacial europeia: cada país membro recebe de volta um volume de trabalho proporcional ao investimento que o país faz na agência. Como o estado português contribui pouco, recebe pouco. Sendo uma área em que é preciso muito investimento para alcançar resultados de maior importância, os nossos resultados são pouco visíveis por natureza.

Nesta área como noutras temos de deixar de pensar em países, o estado de espírito é outro. Nesta área falamos de Europa, EUA, Rússia (sobretudo antiga URSS). Portanto é uma área europeia e só perdemos quando pensamos nas nossas fronteiras. O nível de investimento é tal que precisamos de todos. Sinto portanto bastando orgulho como Europeu que sou do que a Europa consegue alcançar com meios inferiores aos dos EUA por exemplo. Sinto-me portanto bastante integrado e ser Português é quase sempre um detalhe.
Há de facto algumas complicações porque esta área por vezes está ligada à defesa nacional de países mas essa é uma área em que a UE ainda não evolui suficientemente. Neste caso pode ser de facto complicado.

Foi preciso sair do país para estar exposto a maiores projetos e mais perto da realidade.
A minha nacionalidade foi inicialmente (e não só) um obstáculo e fui negado várias oportunidades baseado nisso. A razão é a que expliquei acima. (..) A formação em Portugal é boa academicamente mas falta um especto prático e pragmático que é indispensável na indústria. Precisamos de uma base teórica forte mas também precisamos de estar envolvidos com a indústria durante a formação.

Quais as principais dificuldades e os principais desafios que encontrou para entrar nesta área?

Várias… Foi preciso sair do país para estar exposto a maiores projetos e mais perto da realidade.
A minha nacionalidade foi inicialmente (e não só) um obstáculo e fui negado várias oportunidades baseado nisso. A razão é a que expliquei acima.
A formação em Portugal é boa academicamente mas falta um especto prático e pragmático que é indispensável na indústria. Precisamos de uma base teórica forte mas também precisamos de estar envolvidos com a indústria durante a formação. Por exemplo, com cadeiras e projectos da indústria.
A realidade desta indústria… Muito politizada, durações muito longas, montagens industriais ridículas, etc

Marte é agora um objectivo. Como começou todo este projecto da criação de um robot?

A verdade é não estive envolvido no início. O projecto “final” é enviar seres humanos a Marte (como se foi à Lua). Para alcançar esse objectivo tem de se conhecer melhor o planeta, as condições na superfície, as zonas seguras e de interesse científico, desenvolver as tecnologias necessárias para ir a Marte em segurança, aterrar e regressar. Estamos na fase inicial desse objectivo.
Enquanto não for seguro para seres humanismo enviam-se máquinas inteligentes (satélites e robôs).
ExoMars corresponde portanto à primeira fase da ida do Homem a Marte. Começou em meados da década de 2000 criado pela agência espacial europeia (ESA).
Porquê ir a Marte? Para perceber melhor a origem do universo e da vida.

A missão de 2016 tem como objectivo demonstrar a capacidade da Europa em aterrar com sucesso em Marte.

Em que consiste esta expedição a Marte? (datas previstas, duração, meios envolvidos…)

O programa ExoMars é composto por duas missões: uma em 2016 e outra em 2018 (só se pode ir a Marte de 26 em 26 meses devido alinhamento relativo de Marte com a Terra). Inicialmente era apenas uma missão mas por várias razões que não vou detalhar foi preciso dividir em duas diferentes.

A missão de 2016 tem como objectivo demonstrar a capacidade da Europa em aterrar com sucesso em Marte. É também essencial porque também inclui o satélite que ficará à volta de Marte para garantir as comunicações do Roger em 2018 com a Terra (o Rover fala para o satélite e o satélite para a Terra, e vice-versa). Este satélite também inclui um instrumento para detectar metano na superfície: este gás é geralmente associado à vida porque uma das origens mais provável para o metano é como o resultado do metabolismo de seres vivos. Esta informação ajudará a decidir o local para aterrar e fazer a missão em 2018.

A missão de 2018 é a “joia da coroa”: um rover altamente autónomo e com instrumentos para detetar sinais de vida no passado ou no presente. Contém uma máquina de furar que conseguirá recolher amostras a 2m de profundidade e portanto ver o passado de Marte! O Rover é de facto um carro de 6 rodas mas bastante inteligente: na Terra os operadores apenas lhe dizem para onde querem que ela vá (coordenadas do destino) e o Rover encontra um caminho rápido e seguro até lá seguindo-o com grande precisão.

A missão na superfície é suposta furar pelo menos seis meses (por causa das estações em Marte no inverno não há energia que chegue e há demasiadas tempestades de areia para operar). No entanto é preciso lembrar que missões anteriores eram supostas durar 3meses e passados mais de 10 anos ainda operam na superfície (rover Opportunity da NASA). “Apenas” é preciso que o Rover “acorde” quando o inverno acabar mas isso é difícil de garantir.

A viagem para Marte para ambas as missões durará cerca de 9 meses. A de 2016 será lançada em Março se tudo correr bem e a de 2018 será lançada em Maio desse ano. O Rover deverá estar a explorar a superfície de Marte desde Janeiro de 2019.

Ambas as missões são lançadas por um foguetão Russo (Proton) dado que este é agora um programa conjunto entre as agências espaciais Europeias e Russas.
O centro de controlo para o Rover (ROCC: Rover Operations Control Centre) será em Turim em Itália e o centro de controlo para todos os outros elementos da missão será no ESOC (centro de controlo da ESA) perto de Frankfurt na Alemanha.

Desde há mais de um ano que coordeno o departamento que é responsável pela autonomia das veículos espaciais que fazemos no Reino Unido: o ExoMars Rover é o maior mas temos várias missões, todas elas muito interessantes.

Como é coordenar uma equipa de mais de 20 pessoas para um projecto tão ambicioso?

Desde há mais de um ano que coordeno o departamento que é responsável pela autonomia das veículos espaciais que fazemos no Reino Unido: o ExoMars Rover é o maior mas temos várias missões, todas elas muito interessantes. O projecto ExoMars em si, só na Airbus DS no Reino Unido tem cerca de 150 elementos!
Tenho portanto de coordenar cerca de 25 pessoas em vários projectos. É preciso uma estrutura com delegação de responsabilidades mas com boa comunicação nos dois sentidos. Faço a ponte entre as várias equipas e projectos para que todos beneficiem das experiências dos outros. É importante dar prioridades e preparar o futuro, por isso é uma “batalha” constante entre fazer o que é necessário nos projectos actuais mas investir tempo e recursos em tecnologia que nos permita fazer as missões do futuro.

Quais as diferenças desta expedição, relativamente às realizadas pela NASA?

Há diferenças técnicas (engenharia pura) e científicas. Os rovers da NASA desempenham sobretudo missões de geologia enquanto o nosso europeu (ExoMars) é uma missão também biológica, ie, equipada para detectar vida actual ou sinais de vida do passado. Os instrumentos de ExoMars são portanto o ideal quando se procura vida enquanto as missões de geologia estão mais focalizadas em perceber a formação dos planetas e do universo (e indiretamente da origem da vida). Um instrumento chave é a sofisticada máquina de furar que permite recolher amostras até 2m de profundidade e “viajar ao passado”.
Falando de engenharia, o nosso Rover é muito mais autónomo que os precedentes. Desde coisas simples como poder virar as seis rodas (andar de lado tipo caranguejo) ou mudar de direção ao mesmo tempo que se anda para a frente (os da NASA têm que parar para virar as rodas), a capacidade para calcular uma trajetória segura e eficaz assim como ser capaz de a seguir com grande precisão é muito maior que os predecessores da NASA. Apesar de ser uma diferença em engenharia, isto permite ao rover ir à locais até agora fora do alcance dos cientistas.

Em termos de engenharia será um sucesso aterrar (responsabilidade da Rússia) e navegar autonomamente em Marte chegando a locais nunca antes explorados. Em termos de ciência sucesso será responder a perguntas ou até levantar novas questões quando se encontrar algo inesperado.

Quais são as expectativas (em termos de resultados) para esta expedição a Marte?

As expectativas são de sucesso! Muito, mas mesmo muito, pode correr mal numa aventura destas até à superfície de outro planeta. Neste domínio a Europa ainda não está ao nível dos EUA e esta missão servirá a passar à frente.
Em termos de engenharia será um sucesso aterrar (responsabilidade da Rússia) e navegar autonomamente em Marte chegando a locais nunca antes explorados. Em termos de ciência sucesso será responder a perguntas ou até levantar novas questões quando se encontrar algo inesperado.
Há outro tipo de sucesso… A sensibilização das pessoas para esta indústria e um melhor apoio.

Estará Marte realmente morto?

Talvez… Mas ninguém tem a certeza! E sobretudo ainda menos se sabe acerca do passado passado. Talvez esteja morto agora mas não tenha estado no passado. Responder a esta pergunta avançará a compreensão da origem da vida. Não porque a vida tenha vindo de Marte para a Terra como dizem algumas teorias mais exóticas, mas porque permitiria compreender e/ou comprovar os processos que dão origem à vida.
Mas é para responder a essa e a outras questões importantes que se enviará o ExoMars rover!

 

Foto: DR

Nasceu a colmeia inteligente

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Já está disponível em pré-venda a colmeia inteligente e o seu sistema de monitorização desenvolvidos pela Apis Technology

Com apenas 25 anos, o apicultor e engenheiro electrónico formado na Universidade de Aveiro (UA), Miguel Bento, quis combater a morte prematura das abelhas e criou a colmeia inteligente.
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Esta colmeia além de reduzir a morte prematura das abelhas, permite também que os apicultores façam uma gestão em tempo real e à distância das suas colónias. Sendo termicamente eficiente, faz com que nos meses mais frios, se diminua a morte das abelhas, promovendo o aumento da produção.

O jovem engenheiro apicultor (na foto) juntou-se a Joel Oliveira e André Oliveira, dois outros antigos alunos da UA das áreas de gestão e design de produto, e criou a Apis Technology.

 

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Como funciona este sistema de monitorização?

Possui um sistema de controlo e sensores (humidade, temperatura na câmara de criação, temperatura no exterior da colmeia, peso, fluxo de abelhas a entrar e a sair e GPS) colocados no seu interior, conectados a um sistema central que armazena os dados das colmeias, enviando-os para uma plataforma a que os apicultores terão acesso de forma rápida e em tempo real.

A Apis Technology dispõe de uma campanha de pré-venda na plataforma de crowdfunding Indiegogo onde qualquer um pode comprar o sistema ou apenas contribuir monetariamente.

Este projecto foi apoiado pela Incubadora de Empresas da UA.

 

Fonte: UA
Fotos: DR

 

A empresa portuguesa |create|it| é uma das duas finalistas nos prémios europeus SharePoint

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A empresa portuguesa |create|it| foi nomeada finalista para os prémios europeus da SharePoint na categoria “Most Innovative Cloud Solution” apenas com outra candidatura concorrente. Os dois finalistas foram seleccionados por especialistas de diferentes marcas da comunidade SharePoint e a votação final foi aberta a todos, tendo acabado no passado dia 30 de Setembro. Os vencedores serão anunciados na Conferência Europeia Sharepoint que tem lugar em Estocolmo e se realizará de 9 a 12 de Novembro.

Mas o que são os prémios SharePoint ? O SharePoint é um software dedicado a facilitar e optimizar o trabalho de equipa num ambiente empresarial, aliando opções de organização e gestão empresarial com opções ao estilo de rede social, como a partilha e a facilidade de contactar outros membros da mesma rede. Uma importante característica é o facto de ser programável, facilitando a criação de novos interfaces a qualquer programador e/ou web designer. De modo a trocarem experiências e ajudarem-se uns aos outros, os utilizadores deste software juntaram-se em comunidades nacionais um pouco por toda a Europa (a comunidade portuguesa chama-se “The Portuguese SharePoint Community (SPUGPT)” com o site http://www.sharepointpt.org/ – actualmente em construção). De modo semelhante criou-se a comunidade europeia, baseada na Irlanda cujos objectivos são os de organização da Conferência anual e a produção de conteúdos que possam ajudar a comunidade de usuários.

A |create|it| foi criada em 2001 por um conjunto de pessoas com experiência profissional comprovada e know-how em áreas como Desenvolvimento Web, Integração de Sistemas, Gestão de Projetos e Usabilidade, tal como se pode ler no seu site:

Hoje em dia faz uso das mais recentes tecnologias da Microsoft, projeta e desenvolve projetos em áreas como Portais e Colaboração, Desenvolvimento Web e Integração de Sistemas. A sua carteira de clientes encontra-se em vários ramos de actividade como: as Telecomunicações, o Sector Financeiro, a Indústria, Distribuição, o Sector do Turismo e o Sector Público.  Foi precisamente com um trabalho feito para o Sector do Turismo, em particular para o Grupo Pestana, que se apresentaram neste concurso e que já lhes valeu um lugar no pódio desta competição. Para este projecto quiseram responder ao repto lançado pelo Grupo Pestana de “criar o melhor e mais inovador site de uma cadeia de hotéis”, onde usaram o software SharePoint e a plataforma Azure, ambos da Microsoft. O resultado pode ser apreciado aqui: http://www.pestana.com/pt.

Foto: DR

TechMatch Global: Glexyz, Lapa, Movvo, Stuk.io e Wiseconnect vão a Bratislava

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A ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários acaba de anunciar as cinco startups portuguesas selecionadas para representar Portugal no TechMatch Global, um encontro mundial de investidores e empreendedores que se realiza em Bratislava, entre os dias 12 e 16 de outubro. Glexyz, Lapa, Movvo, Stuk.io e Wiseconnect (com o produto WiseCrop) são os finalistas nacionais escolhidos pelo painel de experts de Silicon Valley que avaliou os 15 projetos de negócio propostos pela ANJE.
Na capital da Eslováquia, as cinco equipas terão a oportunidade de integrar um conjunto de 60 startups internacionais eleito para um “match” com um grupo de classe mundial em matéria de investimento e mentoring: 20 investidores corporativos, cinco multinacionais e cinco “venture capitals” de Silicon Valley.
Convidada para parceira portuguesa da iniciativa, a ANJE foi responsável pela primeira triagem das melhores tecnológicas portuguesas. A qualidade dessas 15 startups justificou a criação de uma vaga extra, visto que as regras ditavam a seleção de apenas quatro empresas. A tecnologia, a inovação e a disrupção são ponto comum entre os empreendedores desta representação lusa, sendo que os projetos distinguem-se pela incorporação de soluções tecnológicas em diferentes áreas. A Glexyz é talvez o mais transversal dos negócios: possui uma plataforma virtual integrada, assente na cloud, que permite testar e otimizar produtos de forma rápida. Com projetos desenvolvidos à escala nacional e europeia, apresenta soluções aplicáveis a indústrias tão diversas como a aeroespacial, a automóvel ou a biomédica. A Lapa, por seu turno, dedica-se a produtos e serviços de proximidade com base na tecnologia Bluetooth, entre os quais um dispositivo que permite localizar objetos, colando-se a eles tal como uma verdadeira lapa. Já tem clientes em 60 países, já conquistou investidores e garante ter oportunidades de investimento para entidades ligadas às áreas de telecomunicações, internet das coisas, “wearables” e “hardware”.
Já a Movvo aposta na incorporação de tecnologia no universo do retalho, visto que apresenta uma ferramenta que funciona como um Google Analytics offline para os retalhistas. Com uma solução única de “indoor tracking”, a startup analisa a dimensão comportamental dos consumidores em espaços comerciais. Já trabalha com o Continente e com o Primavera Sound. A Stuk.io, por sua vez, insere-se no domínio da programação, apresentando uma biblioteca de formação para “software developers” que converte informação pré-existente em cursos online. Tem registado um crescimento mensal de vendas superior a 100%, contando com mais de 10 mil clientes, oriundos de mais de 100 países diferentes. Por fim, a Wiseconnect está no mercado com a marca Wise Crop e diferencia-se pela incorporação de tecnologia no setor primário, dispondo de um interface de ferramentas eco-friendly para produtores agrícolas, focadas na redução de custos operacionais e no aumento da produtividade.
“Estamos certos de que Portugal estará bem representado no TechMatch Global. Foi sem surpresas que a confirmarmos, com este processo de seleção, que Portugal tem vindo a percorrer um valoroso caminho na área do empreendedorismo tecnológico. Temos, de facto, um significativo conjunto de empresas que nos podem orgulhar do que tem sido feito. Este nível qualitativo é fruto do ecossistema que constituímos e que beneficia da ação cada vez mais concertada de agentes como universidades, centros de transferência de conhecimento, incubadoras, entre outros players de apoio à iniciativa empresarial, ao empreendedorismo e à inovação. Agentes que envolvemos desde o início neste processo de escolha dos negócios”, afirma o Presidente da ANJE, João Rafael Koehler. “Encontramos negócios de vocação global, com visão de mercado e com tecnologias verdadeiramente disruptivas. Foi difícil reduzir a nossa escolha a um grupo de 15 startups e foi com orgulho que assistimos à criação de uma vaga extra por parte da organização do TechMatch Global. Não temos dúvidas de que muitas outras teriam potencial para estar neste programa, mas estamos plenamente confiantes nesta seleção: estas empresas vão ombrear com os demais empreendedores representados e, certamente, fazer sucesso entre os investidores”, acrescenta o mesmo responsável.
Na mira de gigantes como Adobe, PayPal, Dell ou Sony 
Esta será a primeira vez que Portugal estará representado no TechMatch Global, sendo também a estreia da iniciativa fora de Silicon Valley. Como parceira convidada, a ANJE foi responsável pela primeira etapa de seleção e foi na sede nacional da associação que aconteceu o pitch final de seleção dos finalistas, bem como sessões prévias de coaching e preparação. A lista apurada pela ANJE era também composta pelas empresas Tradiio, Tuizzi, Line Health (PharmAssistant), Muzzley, Cuckuu, Tripaya, Facestore, iClio, Quidbox e GetSocial. Conjunto de startups que, apesarem de não passarem à fase seguinte, beneficiaram já de uma oportunidade única  de aprendizagem, networking e visibilidade. Isto porque o pitching que aconteceu na terça-feira, 21 de setembro, na presença de um expert norte-americano foi igualmente transmitido em direto para um grupo de investidores sediado em Silicon Valley. Venture capitalists que, de resto, contribuiram para a decisão final.
O TechMatch arranca com um prémio de 300 mil dólares, ao qual os participantes ficam desde logo habilitados. Durante as cinco jornadas, as 60 melhores tecnológicas participarão num programa dedicado, que envolve sessões de pitch com experts de Silicon Valley, uma mostra de tecnologia, encontros “b2b” e ainda um “demo day” com interação direta com representantes corporativos. A lista de participantes corporativos com presença confirmada inclui multinacionais e empresas de investimento tão conceituadas como: Adobe, Cisco, DoCoMo Ventures, Fujitsu, Honda, LG, Oracle, Salesforce, SanDisk, Sony, Citrix, Band of Angels, Hyundai Ventures, PayPal, AIG, Dell, SAP, Sales Force, First Focus – Learning Systems, Cogniance, TIBC, SVB, Sand Hill Angels, First Capital, Venrock, DFJ, Garage – Technology Ventures e Soft Ventures. Os projetos chegarão de países tão diversos como Espanha, Inglaterra, França, Itália ou até de algumas nações asiáticas.
Fonte: ANJE
Foto: DR

Investigação desenvolvida na UC torna o setor dos moldes mais competitivo e mais verde

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Uma equipa de investigadores do Centro de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra (CEMUC), em parceria com uma empresa de moldes, aplicou com sucesso a tecnologia aditiva ao fabrico de componentes metálicos, permitindo melhorar significativamente o ciclo de produção.

Considerada a “Nova Revolução Industrial”, a técnica de fabricação por processos aditivos de metais «permite criar geometrias inimagináveis, impossíveis de alcançar por outros métodos. Os processos aditivos possibilitam liberdade total na criação de formas complexas, com consequências no desenvolvimento do futuro da engenharia», explica Teresa Vieira, coordenadora da investigação e docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Financiado em meio milhão de euros pelo COMPETE – Programa Operacional Fatores de Competitividade – e coordenado pela ANI – Agência Nacional de Inovação, o projeto Two in One (dois em um) foi desenvolvido em parceria com a FAMOLDE, uma empresa especializada na fabricação de moldes de pequenas e médias dimensões destinados essencialmente às indústrias eletrónica e automóvel.

Os processos aditivos são o futuro da indústria. Além de permitir melhorar todo o ciclo de produção, trazendo vantagens competitivas, é uma técnica muito mais sustentável e ecológica. Não há desperdícios porque as sobras são utilizadas na produção de novas peças -Teresa Vieira.

Os resultados da investigação e os benefícios da aplicação desta técnica para a indústria em geral, técnica já bastante utilizada no setor aeroespacial, nomeadamente pela NASA, vão ser apresentados, amanhã, dia 25 de setembro, pelas 18 horas, em Coimbra, nas instalações da Ordem dos Engenheiros (Rua Antero de Quental).

Subordinada ao tema “Fabricação Aditiva de Metais – A Nova Revolução Industrial. Desafios e soluções“, a sessão visa explicar que «a fabricação aditiva em geral e a de metais e ligas metálicas em particular assume hoje em dia uma importância vital, devido à possibilidade de produzir componentes metálicos de pequena série e geometria muito complexa, associado à sua apetência para reduzir significativamente a produção de resíduos, contribuindo para uma solução industrial sustentável», acentua a catedrática da FCTUC.

 

Fonte: UC
Foto: DR

Start-ups tecnológicas nacionais partem à conquista de Espanha

aceint

Dez empresas tecnológicas da região Norte de Portugal partem à procura do seu crescimento internacional, participando em encontro de negócios de grande escala do sector TIC: a FEIRA ACEINT – A tecnologia na nova economia.

Vinte imagens a cada vinte segundos. As imagens avançam automaticamente à medida que os empreendedores apresentam uma ideia, um projeto empresarial, uma oportunidade de negócio. São 400 segundos de uma apresentação cuidada, prática e apelativa com promessa de grandes negócios. As chamadas PechaKucha 20×20, apresentações de formato simples e direto que as tecnológicas portuguesas selecionadas pelo BICMINHO vão utilizar como estratégia para atacar o mercado mundial a partir da Galiza.

Tudo isto acontecerá durante a FEIRA ACEINT – “A tecnologia na nova economia”, que terá lugar no próximo dia 2 de outubro na Cidade da Cultura da Galiza, em Santiago de Compostela. Trata-se duma iniciativa promovida pelo IGAPE – Instituto Galego de Promoción Económica da Galiza, com o apoio da Universidade de Santiago de Compostela e do BICMINHO – Centro Europeu de Empresas e Inovação.

 

INDUSTRIA 4.0 – A NOVA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

O setor TIC está a mudar. E cada vez mais rapidamente. Por isso, para as start-ups tecnológicas, em especial as TIC aplicadas à indústria, a internacionalização é determinante para o sucesso empresarial na era da nova revolução industrial das fábricas do futuro e da Industria 4.0.Nuno Gomes, Administrador Executivo do BICMINHO

Um encontro de negócios ambicioso que vai incluir, para além das apresentações PechaKucha 20×20, workshops, encontros bilaterais e encontros com investidores dirigido exclusivamente a start-ups tecnológicas da Eurorregião Norte de Portugal-Galicia, do sector TIC, em especial as TIC aplicadas à biotecnologia, à indústria agroalimentar, ao têxtil, ao turismo, ao automóvel, entre outras indústrias.

Será um espaço networking, para observar e para mostrar. Pequenas ações podem ter grandes efeitos e há que ter capacidade de adaptação. É a nova economia, a nova sociedade, a nova indústria. Um sistema global onde a partilha de experiências e de conhecimento entre os negócios é a chave do sucesso.

Confirmada está já a presença de dez empresas tecnológicas portuguesas que, com a ajuda do BICMINHO, terão a oportunidade de estabelecer parcerias, atrair investidores e aumentar as suas vendas internacionais. NQDA- Negro Esquisso, Slim Business Solutions, Plako, Northweb, Digital Species, Scale2Go, Ludik 380, Displr e Design by Bessa constituem a delegação portuguesa que, no seu conjunto, empregam já 50 trabalhadores e atingiram em 2014 uma faturação superior a 1 milhão e meio de Euros, dos quais cerca de 20% foram para o mercado externo.

 

ACE INT – EMPREENDER SEM FRONTEIRAS

Esta FEIRA ACEint – “A tecnologia na nova economia” realiza-se no âmbito do projeto ACEint – Empreender sem fronteiras (www.aceint.eu), um projeto que tem como objetivo fomentar a criação e internacionalização de empresas TIC com forte impacto positivo setores estratégicos de especialização inteligente da Eurorregião Norte de Portugal-Galiza.

Para além das aceleradoras de modelos de negócio, financiamento e internacionalização (www.aceint.eu/aceleradora-6/), o projeto ACEint lançou já um sistema de alertas sobre oportunidades de negócio internacionais para o sector TIC (http://aceint.eu/vigilancia-2/) bem como a realização de Estudos sobre o sector TIC internacional (www.aceint.eu/publicados-novos-estudos-sobre-o-sector-de-tic-internacional ) e um primeiro fórum de investidores em empresas TIC (http://codigocero.com/Inaugurada-en-Compostela-a-Lonxa-de-Financiamento-ACEint).

Trata-se de um projeto de cooperação transfronteiriça com investimento total de 837.000 Euros, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) no valor de 627.750 Euros, ao abrigo do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP).

 

Sobre o BICMINHO

O BICMINHO – CENTRO EUROPEU DE EMPRESAS E INOVAÇÃO é uma instituição sem fins lucrativos, certificada pela União Europeia com o EU-BIC para a promoção do Empreendedorismo e da Inovação, através do apoio à criação de novas empresas e à modernização e internacionalização das PME.

Com 15 anos de atividade, o BICMINHO atua ao serviço do interesse público da região e do país, tendo já apoiado a criação de mais de 200 novas empresas, com uma taxa de sucesso de 93%, responsáveis pela criação de mais de 2.500 novos empregos e de um volume de negócios global em 2014 superior a 30 milhões de euros. Na área da Inovação Empresarial e Internacionalização o BICMINHO apoiou mais de 500 PME, que empregam mais de 8.000 trabalhadores em termos globais representam mais de 650 milhões de euros de volume de negócios, das quais 150 foram apoiadas ao nível da internacionalização.

O conceito EU-BIC (European Union Business and Innovation Centre) são um caso de sucesso com mais de 30 anos da intervenção da União Europeia. Criados em meados da década de 80 pela DG REGIO (então DG XVI), os EU-BIC promovem a criação de novas empresas inovadoras e ajudam as PME a inovar, através do apoio à inovação, incubação e internacionalização, promovendo o desenvolvimento económico das regiões, criando novos empregos e desenvolvendo novas ou PME existentes, atuando como um importante agente de desenvolvimento regional.

Os EU-BIC são um exemplo clássico de como as atividades financiadas pela União Europeia podem e devem ter um impacto concreto no crescimento económico e no aumenta da competitividade europeia. Em termos globais, os mais de 150 EU-BIC criaram milhares de novos negócios e dezenas de milhares de novos empregos qualificados e sustentáveis.

Em 2013, os mais de 150 EU-BIC apoiaram em termos globais 12.300 empreendedores que deram origem à criação de 3.000 novas empresas, com uma taxa de sucesso de 90%, e ajudaram a captar cerca de 284 milhões de euros em investimento, incluindo financiamento público, bancário e de risco. Geraram cerca de 13.000 novos empregos em start-ups e PME, com um investimento público muito eficiente de cerca de 8.800 euros por cada emprego criado.

Fonte: BICMINHO