Cem engenheiros de todo o mundo combatem no Porto

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Sabe o que são redes mesh? Já teve problemas com a cobertura da rede Wi-Fi de sua casa? Alguma vez tentou fazer uma ligação wireless com os seus vizinhos? Sabia que é possível criar uma rede livre para uma cidade inteira usando apenas tecnologia wireless?

Cerca de 100 engenheiros informáticos e de telecomunicações de todo o mundo estarão na cidade do Porto, de 1 a 7 de maio, para participar na ‘Wireless Battle of the Mesh’, um evento anual que envolve a comunidade mundial na área das redes mesh sem fios e que tem como objectivo testar, comparar e melhorar o desempenho das redes mesh.

De acordo com Filipe Borges Teixeira, investigador do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), responsável pela organização do evento, as redes emalhadas sem fios (redes mesh), capazes de interligar milhares de equipamentos, são complexas e apresentam vários desafios tecnológicos.

Nesse sentido, e de forma a avaliar o desempenho de cada uma das soluções open source para criar e gerir este tipo de redes, realiza-se anualmente um encontro internacional para colocar à prova as soluções em ambiente real. A nona edição da “Wireless Battle of the Mesh” realiza-se pela primeira vez em Portugal, nas instalações da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

Apesar das redes sem fios terem uma importância cada vez maior nas nossas vidas, este acesso nem sempre é possível. Existem regiões onde por questões técnicas ou económicas o acesso à Internet é deficitário ou inexistente. Este é um dos cenários onde as redes comunitárias e as redes mesh podem assumir um papel fundamental, interligando os habitantes de zonas remotas. Estas redes podem, em ambiente urbano, permitir a criação de redes sem fios de larga escala, livres e autogeridas, como a rede guifi.net na Catalunha, com mais de 30 mil nós activos na rede - Filipe Borges Teixeira.

A “batalha” para melhorar estas redes vai reunir cerca de 100 engenheiros internacionais, que se vão juntar para testar e comparar o desempenho de protocolos de acesso à Internet sem fios existentes, utilizando uma rede de mais de 50 dispositivos, ou promover o desenvolvimento de novos protocolos.

A “Wireless Battle of the Mesh” vai receber wireless hackers, mesh developers, OpenWRT developers, WISP e comunidade Wi-Fi, assim como estudantes, académicos e entusiastas pela área vindos de todo o mundo.

O torneio, que tem um carácter social por promover a partilha de conhecimento entre participantes e a experimentação de novas ideias e tecnologias, vai ainda contemplar um conjunto de palestras e workshops, dados por vários especialistas na área, relacionados com as redes sem fios e o desenvolvimento de cada uma das soluções.

As edições anteriores da “batalha” realizaram-se em Paris (França), Bruxelas (Bélgica), Roma (Itália), Barcelona (Espanha), Atenas (Grécia), Aalborg (Dinamarca), Leipzig (Alemanha) e Maribor (Eslovénia).

A “Wireless Battle of the Mesh” é gratuita, mas sujeita a inscrição em: http://www.battlemesh.org/

Fonte: INESC TEC
Foto: DR

Açorianos criam aplicação educativa em forma de jogo

aventuranailhadaspalavras2aOs Açorianos Tânia Botelho e André Vieira lançaram, no dia 24 de Março, a aplicação jogável “Júlia e Gui – Uma aventura na ilha das palavras”.

Esta aplicação conta com vários jogos, acompanhados de instruções e de pistas dos personagens, para que as crianças possam aprender e/ou dominar competências ao nível da linguagem oral e escrita da forma que mais os agrada, a brincar.

Através da realização destes jogos, as crianças terão a oportunidade de otimizar competências do foro da consciência fonologia, discriminação auditiva e fala/discurso.

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A apresentação pública contou com a presença e participação da Dr.ª Cátia Silva, terapeuta da fala, que relatou a todos os presentes a sua experiência durante o período de ensaio desta aplicação e as conclusões bastante positivas retiradas da mesma.

“Júlia e Gui – Uma aventura na ilha das palavras” encontra-se disponível no Google Play e na AppStore e está destinada a smartphones e tablets com sistema operativo Android, IOS e Windows Phone.

A faixa etária recomendada situa-se entre os 2 e 12 anos de idade, sendo que, este limite pode ser alargado para crianças maiores de 12 anos devido ao caráter de intervenção que os seus conteúdos também assumem.

Fonte: Uma aventura na ilha das palavras
Fotos: DR

Girls in ICT Day potencia mais e melhores competências no sector das TIC…começando pelas jovens mulheres

girlsinictCelebra-se em Abril de 2016 o “Girls in ICT Day”, uma iniciativa de União Internacional das Telecomunicações, com o objectivo de aumentar a consciencialização das jovens mulheres sobre as oportunidades de carreiras na área das Tecnologias da Informação e das Comunicações (TIC).

No dia 8 de Abril de 2011, pela resolução 70 da UIT – União Internacional de Telecomunicações, e com o objectivo de defender os interesses e oportunidades das jovens mulheres e incentivá-las a escolher uma carreira profissional neste sector, a UIT estabeleceu o “ GIRLS in ICT Day” (Dia das Jovens Mulheres nas TIC), a ser comemorado todos os anos e mundialmente, na quarta quinta-feira do mês de Abril.

Este Dia foi estabelecido tendo presente a antevisão da crescente necessidade de profissionais no sector das tecnologias de informação e comunicação nos próximos dez anos e a constatação que a escolha da carreira profissional nas TIC era maioritariamente feita por homens, visando assim promover a paridade entre os géneros nas TIC e o crescimento sustentável deste sector. “There are many new interesting, fun, creative hybrid jobs that combine ICT with business in every imaginable field,” disse Brahima Sanou, Director responsável pela área de desenvolvimento das Telecomunicações da UIT.

Entende-se ser imprescindível encorajar e motivar, através de exemplos e modelos, mais jovens mulheres a optarem profissionalmente por ter competências neste sector de grande crescimento e que se interliga com todas as demais áreas de conhecimento.

A Fundação Portuguesa das Comunicações (FPC) associa-se a esta importante iniciativa desenvolvendo alguns eventos e acções, desde logo convidando as escolas/universidades a reflectirem sobre esta temática chamando-as ao desafio de lançarem um projecto, junto da generalidade dos seus alunos, de elaboração de uma peça em suporte digital e participação num debate que ocorrerá na FPC.

Os trabalhos apresentados serão submetidos à avaliação de um júri, e terão direito a um prémio, atribuído pelos patrocinadores que pode incluir um estágio não remunerado numa das empresas que nos apoiam, um presente que faça sentido aos patrocinadores oferecer, por exemplo um artigo, produto ou equipamento que comercializem e gostem de divulgar junto deste publico, de todos envolvidos  e da UIT.

Acresce referir que a FPC dará conhecimento de todas estas actividades à supra mencionada área da UIT, demonstrando que Portugal e todas as organizações envolvidas no projecto estão no caminho do futuro.

A FPC lançou um desafio dirigido a escolas/universidades para, por grupos (mistos: mulheres e homens!), elaborarem um poster em suporte digital que transpareça a necessidade  de existirem mais competências em TIC, designadamente girls, por ser o segmento em que existe maior carência e como tal maiores oportunidades de recrutamento. Para apoiar essa elaboração, lançam dois teasers todos os anos. Os deste ano são os seguintes:

  1. a) “Somos todos digitais?”;
  2. b) “Que Professor no futuro?”

Os posters digitais serão divulgados na página do facebook a 28 de Abril e sujeitos a votação pelo público em geral e por um júri de patrocinadores.

Após a organização do desafio, terá lugar um debate, motivador e inspirador para os jovens e que os possa cativar para este sector e para a importância que a transformação digital (operada por este sector) está a trazer a ritmos crescente para a vida de todos: girls & boys.

Dada a relevância desta iniciativa, a Excelência Portugal associa-se à mesma como parceiro.

Sobre as TIC e as jovens mulheres no nosso país

O mais recente relatório sobre cibercompetências (e-skills) em Portugal prevê que em 2020 faltarão cerca de 15 000 profissionais qualificados na área das TIC. Esta carência estende-se a nível mundial, e na Europa estima-se faltarem actualmente cerca de meio milhão de profissionais nesta área. As TIC constituem assim uma oportunidade para as jovens mulheres aplicarem a sua criatividade em novos modelos de trabalho e emprego.

Estes modelos colocam desafios que estimulam as competências de aprendizagem e interacção social, e actualmente, muitas empresas e organizações incentivam já a empregabilidade de mulheres em posições de topo, tendo vindo a demonstrar melhorias inclusive no desempenho. Apesar das muitas vantagens, e do uso crescente da tecnologia em todas as áreas,muitas raparigas nem consideram a possibilidade de uma carreira em TIC.

Fontes: FPC e Girls in ICT @Ciências.ULisboa
Foto: DR

 

No dia Mundial da Poesia, Poeta artificial desenvolvido em Coimbra chega ao Twitter

poesiaLembra-se do PoeTryMe, o poeta artificial apresentado em 2014 por Hugo Oliveira, investigador do Centro de Informática e Sistemas (CISUC) da Universidade de Coimbra (UC)?

O Twitter é uma autêntica montra para sistemas que brincam com o texto e o objectivo do PoeTryMe é precisamente brincar com as palavras – Hugo Oliveira

Este sistema de criatividade computacional evoluiu e chega agora ao Twitter, onde gera, com regularidade, um poema inspirado nos assuntos mais comentados nesta rede social.

Twitter.com/poetartificial é a conta do PoeTryMe. Basicamente, explica o seu criador, Hugo Oliveira, «o sistema começa por obter os últimos tweets que mencionam um assunto muito comentado no Twitter. A partir daí, efectua uma contagem das palavras mais usadas, retira o que considera ruído e utiliza os substantivos, verbos e adjectivos mais frequentes como ponto de partida para gerar novos poemas, de forma completamente automática.»

«Testar os limites do sistema e encontrar uma forma automática de criar poemas a partir de diferentes fontes de inspiração virtual» foi a motivação do investigador da UC para alargar o âmbito de actuação do PoeTryMe.

«Até que ponto esta conta atingirá um grande número de seguidores, interessados nas novas criações do PoeTryMe? É outra pergunta a que queremos responder», refere o investigador.

Mas há mais novidades. Já é possível experimentar uma versão simplificada desta plataforma inteligente, através da secção “TryMe”, disponível em http://poetryme.dei.uc.pt/.  Além da geração automática de poesia, o PoeTryMe também o pode surpreender com a geração de letras para músicas.

Fonte: UC
Foto: DR

7th Symposium on Bioengineering discute futuro da Engenharia Biomédica, Engenharia Biológica e Biotecnologia Molecular

7simpNos dias 22 e 23 de Abril decorrerá o 7th Symposium on Bioengineering no Auditório da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). Neste evento será apresentado o FUTURO, desde a oncologia à alimentação e ao empreendedorismo, nascido da combinação das ciências da vida e da engenharia. A organização está a cargo do Núcleo de Estudantes de Bioengenharia da FEUP e do Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar.

O 7th Symposium on Bioengineering consistirá num conjunto de palestras onde serão discutidas diferentes áreas da Engenharia Biomédica, Engenharia Biológica e Biotecnologia Molecular. Adicionalmente, também contará com um “Poster Contest” bem como sessões de “Speed Dating”, nas quais os participantes terão a oportunidade de conhecer os oradores (empresários e investigadores).

Conscientes de que a ciência não é um fim por si só, o Symposium on Bioengineering associa-se, pela primeira vez, a uma instituição de solidariedade social, a Acreditar (Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro).

Encontram-se abertas as inscrições Early Bird para o 7th Symposium on Bioengineering, que se realizará no Grande Auditório da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto nos dias 22 e 23 de Abril. Para estudantes o preço é de 16eur e de 25eur para não estudantes.

Sob o lema “Solving Tomorrow, Today”, mais de 30 oradores de 5 países diferentes vêm mostrar de que é feito o futuro da oncologia, da medicina regenerativa, da simulação computacional da vida, da neuroengenharia, da alimentação, da bioenergética e muito mais! Alguns oradores desta edição:

► Maria Pereira, Head of Research da Gecko Biomedical (Paris, França), uma companhia dedicada ao desenvolvimento e comercialização de soluções inovadoras para o fecho de feridas;

► Ryan Pandya, Fundador/CEO da Muufri (San Francisco, USA), uma empresa a desenvolver leite sem animais;

► Alejandro Frangi, diretor do Center for Computational Imaging and Simulation Technologies in Biomedicine (Sheffield, UK);

► e muitos outros!

De forma a facilitar a deslocação dos participantes de fora do Porto, foi estabelecida uma parceria com a CP, com a oferta de preços especiais.

Para mais informações:
https://www.facebook.com/symposiumbioengineering
http://www.symposium.nebfeupicbas.pt

Startup da Universidade de Coimbra alia-se à Prosegur

dognaA Dognaedis, Startup da Universidade de Coimbra (UC) especializada em segurança da informação, acaba de entrar no grupo Prosegur, referência mundial no sector da segurança privada.

A entrada da Dognædis no grupo Prosegur marca uma nova fase da vida da empresa, que nos permitirá abraçar novos desafios e negócios. Teremos uma capacidade operacional completamente diferente, fazendo parte de uma rede de SOC (Security Operation Centers) espalhada pelo mundo capaz de aumentar ainda mais a qualidade dos serviços que prestamos – Francisco Rente, director executivo da Dognaedis

A Prosegur comprou a totalidade do capital da portuguesa Dognaedis. Fundada por um grupo de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC,  esta startup presta serviços de protecção de dados e cibersegurança a clientes do setor financeiro e das telecomunicações, bem como a entidades públicas em vários países.

Com sede em Coimbra e uma subsidiária no Reino Unido, a startup destaca-se em auditorias e consultoria de segurança a infraestruturas e a software, monitorização e gestão de incidentes de segurança e protecção de informação sensível.

Em comunicado, o responsável da Dognædis salienta que «apesar de não ter sido a primeira abordagem de investimento externo que a Dognædis teve, a proposta da Prosegur foi a única que se preocupou realmente com a sinergia de estratégias, vontades e objectivos. Embora com o alinhamento necessário, a Dognaedis vai manter a mesma estrutura e equipa.»

O comunicado refere ainda que a Dognaedis e a Prosegur partilham a mesma filosofia e metodologias de trabalho. Ambas as empresas aplicam sistemas de gestão da segurança da informação que contam com a certificação UNE-ISSO/IEC 27001 e equipas CERT (Computer Emergency Response Team). Com esta aquisição, o Security Operation Center (SOC) da Dognaedis junta-se às equipas de cibersegurança que a Prosegur já tem em Espanha, Paraguai e Colômbia.

A Prossegur, com presença nos cinco continentes, conta actualmente com uma equipa de quase 160.000 colaboradores.

Fonte: UC
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Startup Simplex: Tem ideias para revolucionar o sector público?

simplexSe pensa ter uma boa ideia de serviço ou produto para melhorar a relação dos cidadãos e das empresas com os serviços da Administração Pública, poderá vir a vê-la tornada realidade e implementada como medida do novo Simplex.

A ideia é aproximar os jovens empresários do sector público e colocar as ideias de negócio ao serviço das pessoas. Hoje, existe uma enorme desconfiança dos mais jovens face aos decisores e esse é um dos grandes défices que temos de tratar de combater – Graça, Fonseca, Secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa

As candidaturas ao Startup Simplex estão abertas entre 8 de março e 20 de abril. Esta iniciativa foi definida pelo Primeiro-Ministro António Costa como «um convite a todos os empreendedores que queiram desenvolver projectos ou aplicações que permitam servir a Administração Pública na sua relação com os cidadãos e com as empresas com o objectivo de incorporar a inovação no funcionamento da Administração Pública, quando esteve presente na Volta Nacional Simplex em Aveiro, em 17 de fevereiro.

A Secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, Graça, Fonseca, explicou, na mesma sessão de auscultação dos cidadãos sobre as medidas de simplificação, que «procuramos boas ideias de serviços e produtos para simplificar a vida dos cidadãos e das empresas na sua relação com os serviços públicos».

O Governo espera «conseguir recolher as melhores ideias para soluções» através da contribuição da rede de incubadoras de empresas, que será chamada a participar no concurso.

«Queremos cruzar startups com este esforço de simplificação de processos, já que se tratam de universos muito diferentes», disse Graça Fonseca, acrescentando que «isto pode ser algo muito útil para o Estado e para quem quer criar novos negócios».

Concurso

Ao concurso do Start up Simplex serão submetidos projectos (sejam ideias por desenvolver ou plataformas ou aplicações que já existam) para modernização e a simplificação de processos da Administração Pública.

Os projectos apresentados serão sujeitos a uma avaliação da qual sairão 10 finalistas. Estes finalistas do Start up Simplex serão avaliados por um júri, que incluirá responsáveis da Administração e responsáveis empresariais, tais como fundadores de startups e responsáveis de incubadoras de empresas.

As 3 melhores ideias serão inscritas no Programa Simplex 2016 e serão desenvolvidas e implementadas com o nosso apoio – Graça Fonseca

O jurí do concurso é presidido por João Tiago Silveira, ex-Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e da Justiça, responsável pelos projectos Empresa na Hora e Casa Pronta, e integra Paulo Pereira da Silva, CEO da Renova, Manuela Tavares de Sousa, CEO da Imperial, Vasco Barbosa, CTO da Jack The Maker, Cristina Fonseca, Co-fundadora da Talkdesk, e Celso Carvalho, Director-Geral da Incubadora de Empresas da Universidade de Aveiro.

As candidaturas podem ser submetidas em www.startup.simplex.gov.pt, onde se encontra também toda a informação necessária.

Fonte: MPMA
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Portugal conquista centro mundial de suporte da Microsoft

msf2Portugal foi escolhido para receber um dos sete centros de suporte empresarial da Microsoft, que representa um investimento de 21 milhões de euros. Este centro, que já existia na subsidiária portuguesa, quase triplicou em dois anos, passando para 230 profissionais, que prestam suporte a clientes empresariais na Europa ocidental e de leste e África.

Este investimento é extremamente importante para a Microsoft Portugal e para o nosso País, que se posiciona como um centro de nearshore num contexto europeu ou mesmo mundial, extremamente atractivo para este tipo de investimentos - João Couto, director geral da Microsoft Portugal

O nosso país foi escolhido para sedear um dos sete centros mundiais de suporte da Microsoft, prestando serviço em tecnologias Cloud para toda a Europa ocidental e de leste e África. A localização deste centro em Lisboa, na sede da subsidiária portuguesa da multinacional, representa um investimento de 21 milhões de euros por parte da Microsoft Corporation. A aposta em Portugal surge depois de um processo de reorganização e consolidação dos centros de suporte da Microsoft a nível mundial, que passaram de vinte e um para sete. As razões para a escolha do país são a qualidade e capacidade dos seus recursos humanos, e também uma boa relação de produtividade no contexto qualidade-custo.

Este centro de suporte empresarial (Customer Support Center) já existia em Portugal, mas quase triplicou a sua dimensão nos últimos dois anos, e a tendência é para continuar a crescer a um ritmo acelerado, uma vez que presta serviço de apoio à tecnologia Cloud – Office 365 e Azure – aquela que mais cresce em Portugal e no mundo.

Em dezembro de 2013, a Microsoft contratou 25 técnicos altamente especializados, crescendo o centro de então para 110 pessoas; em julho de 2014 a equipa foi reforçada com 15 recém-licenciados e em outubro de 2014 a Microsoft Portugal assinou um Memorando de Entendimento com a AICEP e Ministério da Economia, tendo assumido o compromisso formal de fazer crescer o centro para 200 pessoas, o que levou à contratação de mais 50 profissionais; agora, a Microsoft acaba de concluir mais uma expansão, com a contratação de mais 30 técnicos.

Na opinião de João Couto, director geral da Microsoft Portugal, ‘“o potencial de crescimento deste tipo de serviços é muito elevado, por mérito próprio do nosso contexto económico-social, mas também porque estamos a trabalhar as tecnologias mais promissoras para a empresa. Por isso, estamos muito optimistas para que no futuro possamos continuar a actual rota de crescimento da importância dos serviços de alta qualidade que se prestam em e a partir de Portugal”.

Fonte: Microsoft Portugal
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PARSUK lança a 4º Edição do programa PARSUK Xperience

parsukA PARSUK, Portuguese Association of Researchers and Students in the United Kingdom, lança agora a 4º Edição do programa PARSUK Xperience, em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, a Caixa Geral de Depósitos e com o apoio da Embaixada de Portugal no Reino Unido.

Este programa oferece, a alunos universitários de 1º e 2º Ciclo, a oportunidade de desenvolver um projeto de investigação numa universidade ou centro de investigação no Reino Unido, sob a orientação de um membro da associação. O programa desenvolve-se durante os meses de verão, com a duração de quatro semanas e os alunos são financiados com uma bolsa no valor de 1500 euros.

Este ano, a PARSUK disponibiliza 3 bolsas para projetos nas áreas da Biologia do Cancro, Engenharia Biomédica e Ciências Farmacêuticas e o concurso encontra-se aberto até dia 31 de Março.

A PARSUK é uma associação que representar e defende os interesses dos investigadores e estudantes Portugueses no Reino Unido, fortalecendo a sua integração e visibilidade.  Esta associação pretende fomentar a comunicação entre os investigadores e estudantes Portugueses no Reino Unido e as universidades, empresas e outras instituições.

A PARSUK promove o Programa Xperience desde 2013, e este ano alargou esta iniciativa a novas vertentes, através da criação dos programas Xpand PALOP, dedicado a alunos provenientes dos PALOP, e Xpand Oportunidades, dedicado a alunos oriundos de contextos económicos desfavorecidos, ambos em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian.

Toda a informação sobre os critérios de elegibilidade e de seleção dos candidatos encontra-se disponível no website da PARSUK.


Fonte: PARSUK
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Portugal está a desenvolver um protótipo para monitorizar oceanos e promover gestão sustentável

Seascape in the Indian OceanUm grupo de investigadores portugueses está a criar um sistema autónomo multitrófico que monitorize de forma integrada os oceanos, permitindo assim uma gestão mais sustentável dos recursos marinhos e uma redução dos impactos de riscos ambientais.

A vida no planeta está dependente de processos oceânicos, uma vez que são eles que produzem grande parte do oxigénio disponível na Terra, regulam o clima e fornecem vários recursos vivos e não vivos, como alimentos, energia, transporte ou medicamentos. Assim, torna-se imperativo que tenhamos um conhecimento cada vez mais profundo dos nossos oceanos e saibamos como é que os organismos marinhos interagem com o meio e entre si, de modo a compreendermos como é que estes processos influenciam a estabilidade global dos oceanos – Catarina Magalhães, investigadora do CIIMAR e coordenadora do projeto MarinEye

A monitorização integrada dos oceanos que os investigadores querem levar a cabo com o projeto MarinEye (um protótipo multitrófico para monitorização oceânica) vai fornecer informações que permitem identificar alterações na biodiversidade.

Até agora não era viável observar e interpretar os diferentes componentes oceânicos (físicos, químicos, bioquímicos e biológicos) ao mesmo tempo, conjuntamente com diferentes níveis tróficos, desde microrganismos a mamíferos marinhos. Com o MarinEye, através da utilização de tecnologia avançada, vai ser possível, de modo sincronizado em termos espaciais e temporais, analisar estas questões.

O projeto está a ser desenvolvido por vários grupos de investigação portugueses provenientes do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), líder do projeto, Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e Centro de Ciências do Mar e do Ambiente – Politécnico de Leiria (MARE – IP Leiria).

O projeto, que vai terminar em abril de 2017, terá vários módulos. O primeiro será um sistema de multisensores, que vai integrar diferentes sensores físico-químicos que vão medir, por exemplo, parâmetros como a temperatura, salinidade, oxigénio dissolvido, pH, entre outros, e uma plataforma de sensores óticos que vai ser validada para medição de dióxido de carbono dissolvido. O segundo módulo trata-se de um sistema de filtração autónomo, desenhado para filtrar água, retendo e preservando no filtro o DNA de diferentes classes de tamanho das comunidades de microrganismos que habitam e representam a maior biomassa dos oceanos. O terceiro módulo diz respeito a um sistema de imagem de alta resolução, que vai recolher imagens de fito e zooplâncton, para avaliar a sua abundância e biodiversidade. O último módulo trata-se de um sistema de acústica, com capacidade de fazer recolha de dados hidroacústicos, para recolher informação relativa à presença de mamíferos marinhos e estimativas de abundância de peixes.

Todos estes módulos vão depois ser conjugados num sistema integrado autónomo que vai produzir o protótipo MarinEye. Este sistema vai ainda incluir uma plataforma de integração dos diferentes tipos de dados que vão ser gerados. Associado a esta plataforma vai ainda existir um software que permitirá visualizar e sumariar os dados, além de desenvolver uma série de modelos cujo objetivo é integrar e identificar inter-relações entre os diferentes parâmetros químicos, físicos e biológicos obtidos através dos diversos módulos do MarinEye.

O tipo e a quantidade de informação que o MarinEye vai possibilitar aceder, poderá ser uma base para a construção de um sistema de gestão dos recursos marinhos mais eficiente, assegurando assim a proteção deste meio para as gerações presentes e futuras – Eduardo Silva, coordenador do Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do INESC TEC.

Os quatro parceiros nacionais que compõem a equipa do MarinEye têm diferentes papéis. O CIIMAR é o promotor do projeto e, juntamente com o IPMA e o MARE-Politécnico de Leiria, forma uma equipa de biólogos e químicos de diversas especialidades responsáveis pela validação das variáveis obtidas com os diferentes módulos do MarinEye. O INESC TEC inclui uma equipa de investigadores na área da robótica, uma equipa especialista no desenvolvimento de sensores em fibra ótica e uma equipa de investigadores especialistas em análise de dados, que vão ser responsáveis pelo desenvolvimento das componentes de robótica, sensores óticos e software de visualização e integração de dados, respetivamente.

O projeto MarinEye (PT02_Aviso4_0017) é financiado pelo programa EEA Grants (http://www.eeagrants.gov.pt/), em cerca de 400 mil euros.

Fontes: CIIMAR e INESC TEC
Foto: globaloceancommission.org