REALFEVR: Startup nacional quer mudar o universo das Fantasy Leagues em Portugal, e no mundo

gameqA REALFEVR é a primeira plataforma online de Fantasy Leagues com registo gratuito que permite o acesso a estatísticas em tempo real e a única que oferece a possibilidade de jogar, em simultâneo, e com um só registo, várias competições nacionais e internacionais. O sucesso deste projeto, desenhado por cinco jovens portugueses apaixonados por futebol e por tecnologia, valeu-lhes um investimento de 1 milhão de euros e um acordo exclusivo com o reconhecido jornal desportivo espanhol AS que aposta na internacionalização deste projeto para Espanha, América do Sul e Estados Unidos.

Liga Espanhola, Liga Portuguesa, Liga Europa e Champions League são algumas das competições que já estão disponíveis na plataforma REALFEVR, sendo que o plano de crescimento da empresa passa pela inclusão de outras competições e outros desportos, tais como o Surf, o Golf, o Rugby, o Basquete e a Fórmula 1, e também pela integração em boxes de televisão e em consolas de jogos. A aposta na informação estatística tem por objetivo, ainda, tornar a REALFEVR num agregador de conteúdos desportivos essenciais para inúmeros canais e empresas.

Queríamos criar algo que ainda não existia no mercado nacional, uma plataforma que concentrasse, num só local, todas as competições de relevo. Fomos mais longe na inovação e tornámos o acesso à plataforma gratuito, criámos uma app mobile de suporte ao website e uma parceria com uma das maiores empresas mundiais de estatísticas para oferecer informação relevante de apoio à decisão de jogo - Tiago Dias, sócio fundador da REALFEVR

A REALFEVR foi pensada para se adequar a todo o tipo de jogadores, dos mais “light” aos mais aficionados, pois disponibiliza vários modelos de jogo adequados às suas necessidades e vontades. Atualmente, a plataforma soma mais de 25.000 utilizadores registados, com uma taxa de fidelização na ordem dos 90%, e espera ultrapassar, em breve, os 250 mil utilizadores.

“É uma clara aproximação ao modelo de ligas de fantasia dos Estados Unidos, onde há diversos programas de televisão dedicados exclusivamente a estas ligas e uma infinidade de conteúdos online com milhões de visualizações”, referiu Tiago Dias.

Com a REALFEVR, os chamados “treinadores de bancada” têm uma oportunidade única para passarem da teoria à prática e desafiarem os seus amigos e colegas para verem quem consegue criar e gerir a melhor equipa de futebol.

Fonte: REALFEVR
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Startup Braga Bootcamp – dois dias para ajudar a desenvolver ideias tecnológicas

bootcampA Startup Braga realiza nos próximos dias 30 de setembro e 1 de outubro um bootcamp destinado a todos os que tenham ideias e projetos tecnológicos, e que precisam de apoio para compreender se estes se podem transformar em negócios, ou a quem queira simplesmente aprender.

O Startup Braga Bootcamp tem como objetivo capacitar inovadores de todas as idades, com enfoque nas ideias de base tecnológica, na área digital, médica ou da nanotecnologia. É uma excelente oportunidade para validar a possibilidade de transformar tecnologias em produtos e compreender a sua necessidade no mercado, ou simplesmente para aprender sobre este processo – Daniela Monteiro, da Startup Braga

Durante dois dias, os participantes vão usufruir de uma série de workshops essenciais para iniciar o processo de desenvolver uma ideia, transformando-a num negócio. Desta forma, vão perceber a necessidade do seu produto no mercado, compreender a proposta de valor para o cliente e desenvolver o seu modelo de negócio, trabalhando em conjunto com mentores.

O bootcamp não tem limite de idade, não requer experiência e mesmo quem não tem uma ideia pode inscrever-se e juntar-se a alguém que tenha.

O Startup Braga Bootcamp realiza-se nas instalações da incubadora.  As vagas são limitadas e, para participar, basta registar-se gratuitamente em www.eventbrite.com/e/startup-braga-bootcamp-tickets-27435583569.

Fonte: Startup Braga
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Juliana Oliveira – “Sou CEO de uma start-up de metalomecânica”

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“Como?” “Desculpa?” “Jura??!!” ou uma bela gargalhada, são só algumas das reações que ouço quando digo qual a minha ocupação profissional. Ora… Aqui temos três questões: 1. Sou mulher; 2. Sou CEO de uma start-up; 3. Além de ser mulher, a minha start-up é de metalomecânica!

“Uauuuu… Mas o que é que se passou na cabeça desta miúda?! Despediu-se de uma multinacional, vestia fato com camisa branca, era a “Sra. Dra.” sentada numa secretaria limpa, para criar a sua própria empresa, calçar umas botas de biqueira de aço e subir a camiões do lixo para perceber se o cilindro hidráulico está com fugas de óleo ou não?!”

Pois é! A minha start-up até podia ser um blog sobre alimentação saudável ou viagens; uma empresa de organização de eventos, um hotel ou um restaurante na baixa do Porto; uma nova marca de fatos de banho, toalhas de praia ou almofadas; uma loja de decoração ou uma aplicação sobre exercício físico! Isso sim, era feminino!

Para além do lado pouco feminino da metalomecânica… start-up que é start-up tem que ter uma “app”; start-up produz bens transaccionáveis com uma forte componente tecnológica; start-up cria postos de trabalho de mão-de-obra qualificada; start-up de sucesso é notícia quando nasce!

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Então e se uma empresa fundada em 2016 (start-up, certo?) não tiver uma “app”, porque simplesmente não faz sentido?

Se essa empresa vender serviços, num sector estável, onde está a dar que falar (em Portugal e na Europa) pela excelência do serviço prestado, não é inovadora? Qual é o nome que podemos dar à arte de transformar um sector totalmente tradicional no mercado, se não “inovação”?

E se essa empresa contratar mão-de-obra que apesar de não ser “qualificada” é altamente motivada, porque acredita no projecto de uma mulher que (imagine-se!!!) criou uma empresa de metalomecânica. Essa mulher que está a criar postos de trabalho para pessoas que com 50 anos estariam no desemprego e sem perspectivas de futuro ou reforma; ou para pessoas com 30 anos, o 9º ano (feito nas novas oportunidades) e um histórico complicado de vida; ou para desempregados de longa-duração com 3 filhos para sustentar?  Isso não merecia ser notícia??!!

Não!! Então? Falta a “app”, o produto “inovador”, desenvolvido pela mão-de-obra qualificada!

Sou orgulhosamente CEO de uma empresa fundada em 2016 na área da metalomecânica! A minha start-up não é de todo convencional no mundo inconvencional das start-ups (ninguém diria mas já nasceu inovadora).

Mas o que importa? O sector no qual trabalhamos? Qual o nosso género? O que importa é sermos felizes, é a vontade com que saímos da cama de manhã para fazer aquilo que gostamos, tornar o mundo dos que nos rodeiam melhor, fazer do nosso dia um dia de conquistas e luta! e no final vencer!

Se não vencermos? Vencemos sempre! Nem que seja aprendendo aquilo que não se faz! Sim! Porque não temos que nos queixar, não temos que lamentar, temos que agir! Quando fazemos o que amamos e quando acreditamos naquilo que fazemos, tudo vai correr como desejamos (ou melhor ainda)!

Acredito na sorte, mas acredito mais no trabalho! E quando digo que tenho uma empresa de metalomecânica, normalmente desejam-me sorte! Mas que sorte?! Eu lá ganho dinheiro com sorte?!! Desejem-me trabalho! Muito trabalho! Muito óleo para me sujar, muitas pessoas para contratar, muitas reuniões para ter, muitos equipamentos para comprar, é isso que quero que me desejem! Trabalho para mim e para os que estão comigo!

E quando me virem com olheiras, cansada, suja com óleo, tinta e afins, por favor não digam “estavas tão bem na multinacional! Não te chateavas e tinhas o teu horário!”. Não se preocupem, que como mulher que sou, tenho um bom corrector de olheiras e o perfume Chanel na carteira!

Foto: DR

Juliana Oliveira é CEO da OLIMEC

 

A Noocity venceu a 8.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas

noocity_premioA Noocity dedica-se ao desenvolvimento de soluções práticas e eficientes para a agricultura urbana.O objectivo da startup portuense é incentivar a prática de hábitos e rotinas mais ecológicos e saudáveis, tornando o dia a dia dos cidadãos urbanos modernos mais fácil e agradável.

As soluções da startup permitem a qualquer pessoa o cultivo do seu próprio alimento saudável. Apresenta, designadamente, a Noocity Growbed, uma cama de cultivo com sistema de autorrega, fácil de montar e de baixa manutenção, onde se pode plantar, em qualquer lugar, uma grande variedade de legumes, frutos e ervas. Interpretando uma das tendências mais positivas do mercado global, a Noocity – Urban Ecology foi anunciada nesta quarta-feira, no Super Bock CLAB, em Lisboa, como a grande vencedora da 8.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas.

A ideia surgiu na primavera de 2013 quando os amigos José Ruivo, Pedro Monteiro e Samuel Rodrigues resolveram montar uma horta num pátio de um prédio no centro da cidade do Porto.  Por não encontrarem produtos adequados para agricultura urbana decidiram cultivar os seus próprios alimentos, juntaram esforços e experiências em arquitectura e permacultura e resolveram construir os seus equipamentos.

No verão do mesmo ano já partilhavam legumes e ervas aromáticas que cresciam aos montes numa série de caixas e sistemas onde antes só havia cimento. Os protótipos foram evoluindo e os três perceberam que poderiam transformá-los em produtos, a ideia amadureceu, tomou forma e em Setembro do mesmo ano nasce oficialmente a Noocity Ecologia Urbana.

O nome Noocity surge da mistura entre o prefixo NOO que representa a consciência colectiva e a palavra CITY que faz referencia ao universo urbano. A empresa quer ajudar a trazer a produção de alimentos para dentro de casa, desenvolvendo equipamentos eficientes e acessíveis que permitem que as pessoas produzam comida nas cidades de forma simples e ecológica.

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A Noocity para mim, tem sido sobretudo um desafio, um projecto em que acredito bastante, por se tratar, em certa medida, de um novo tipo de indústria, mais sustentável. Tem sido um prazer e é um orgulho fazer parte deste projecto inteiramente desenvolvido em Portugal.

– Leonor Babo (Responsável pela área de comunicação)


Ao conquistar o galardão principal, a Noocity recebe 25 mil euros para investir no desenvolvimento do seu projecto. Torna-se também a representante de Portugal na Creative Business Cup. Realizada anualmente, esta competição internacional das indústrias criativas reúne os projectos vencedores de concursos de âmbito nacional realizados nos respectivos países de origem.

A 8.ª edição do Prémio, uma iniciativa da Unicer com a Fundação de Serralves, fica também marcada pela atribuição de uma Menção Especial à Bio Boards. O júri do concurso quis, deste modo, reconhecer um projecto que assume o desafio de produzir skates, pranchas de surf e outros produtos com o mínimo impacto ambiental. A configuração única de uma das suas criações, que permite sensações reais de surf em terra, e a opção pela cortiça portuguesa são aspectos que diferenciam a Bio Boards.

Das quatro categorias a concurso, o júri decidiu também atribuir o Prémio Conteúdos e Novos Media à Book in Loop, uma plataforma online, suportada por uma rede de postos com dispersão nacional, que otimiza o tempo de vida dos livros escolares. Permite reduzir o impacto financeiro do arranque do ano escolar nos orçamentos familiares; reduzir o impacto ambiental da utilização de livros escolares e educar os jovens para os valores da poupança e da boa gestão dos recursos.

Fontes: Noocity; Prémio Nacional Indústrias Criativas
Fotos: DR

https://youtu.be/dUX1aGdADb4

 

The Europas : Melhor startup europeia na categoria de moda é portuguesa

chicbychoice_startupsA Chic by Choice venceu o prémio The Europas, na categoria de moda. Esta distinção vem juntar-se a outras,  como o bronze conquistado há um mês, em Barcelona, na 6ª Edição dos Prémios Europeus de E-commerce.

Filipa Neto e Lara Vidreiro, fundadoras do projecto, conseguiram, no espaço de dois ano, grandes feitos, entre eles a conquista da liderança do mercado europeu. Hoje têm no seu portefólio a compra de uma empresa alemã e dos activos de uma outra inglesa.

A Excelência Portugal esteve à conversa com Filipa Neto, co-fundadora do projecto, do qual se sente muito orgulhosa, e com razão, as conquistas já são muitas. A empreendedora orgulha-se sobretudo de “num espaço tão curto de tempo terem validado todos os pontos do negócio com que se tinham comprometido com os investidores” e de ter “uma equipa fantástica, em que de facto conseguem estabelecer objectivos e executá-los”.

Filipa conta-nos os esforços que a empresa tem feito, “a Chic by Choice fez um grande trabalho no primeiro ano, ao nível de ir captar o mercado de aluguer e de convencer as pessoas a deixarem de comprar para irem alugar, ou a usarem em vez de fornecedor a que estavam habituadas a usar para alugar e passarem a transferir esses alugueres para a Chic by Choice. E acho que aí conseguimos fazer um bom trabalho pela questão da marca, do serviço, do próprio produto que temos online”.

O objectivo da Chic by Choice está distribuido em dois pontos-chave. Por um lado, quer resolver todos os problemas de excesso de inventário dos retalhistas, ou seja, pretende ser a solução dos retalhistas quando estes se deparam na situação de não conseguirem escoar o excesso de inventário. Filipa espera que “não fiquem com as mãos na cabeça, quando pensarem, «tenho 20 por cento de excesso de inventário, como é que eu me vou livrar dele?»”. A ideia é, portanto, oferecer “uma boa solução que lhes dê muito maior retorno do que alternativas que eles têm hoje, que é venderem as peças com descontos muito pesados”. Por outro lado, a Chic by Choice almeja oferecer uma boa experiência ao utilizador, diz esperar que “os clientes tenham gosto pela experiência e o acesso a estes artigos fantásticos, mas não tenham necessidade de os ter no armário”, anuncia Filipa.

É nesta mudança de paradigma, a aquisição vs experiência, que assenta toda a sharing economy e na qual a Chic by Choice participa e acredita. Neto resume as suas ambições para o futuro da empresa em 2025: “por um lado, espero termos revolucionado toda a dimensão dos retalhistas, e por outro lado, espero que os clientes se entusiasmem cada vez com a posse dos itens, e mais com a experiência de os ter um bocadinho seus, e depois ter uma coisa nova no dia a seguir. Acho que também é um estilo de vida muito interessante”.

Foto: DR
Entrevista: Carlota Perestrello

 

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Antigas alunas do Técnico lançam marca de roupa de praia com tecido revolucionário

coracaobobo1aSara Santos, Rafaela Monteiro e Daniela Francisco, antigas alunas de Arquitectura no Instituto Superior Técnico, lançaram a Coração Bobo, uma nova marca de fatos de banho com um tecido revolucionário que permite o bronzeado e não deixa marca.

As três antigas alunas do Técnico, que trabalham na área da sua formação, decidiram lançar a marca, dando resposta a uma aspiração de muitas mulheres: e se existisse um fato de banho que não deixasse marcas?

A solução foi encontrada num tecido composto por um fio especial de poliéster desenvolvido especificamente para controlar a transmissão dos raios solares. Funciona como um filtro selectivo dos raios UV, em que a quantidade pré-seleccionada de ambos os comprimentos de onda, UV-B e UV-A, resulta numa combinação perfeita que proporciona um bronzeado uniforme. Os UV-B, perigosos e cancerígenos, são absorvidos em cerca de 90% pelo fio. Os UV-A, menos nocivos e responsáveis pelo tom bronzeado da pele, são selectivamente transmitidos.

coracaobobo2aUltrapassada a questão técnica, as responsáveis pela marca apostaram no design, tendo em vista peças que realçassem a beleza feminina, sendo simultaneamente jovens, confortáveis e sensuais. Por outro lado, o principal objectivo esteve sempre muito presente, ao tentarem minimizar costuras, dobras e elásticos – elementos que dificultam a passagem dos raios solares.

A inovação está também patente nos padrões. A marca quis romper com os estampados correntes e introduzir novas cores, novos desenhos. Assim, os estampados são o resultado de um longo processo de experimentação, a partir de técnicas manuais, que permitiu explorar novas formas, cores e combinações.

Os novos fatos de banho estão, desde dia 29 de maio, à venda no site da marca e custam 55 euros cada.

Fotos: DR

Investigadores da UC desenvolvem protótipo de dispositivo médico inovador para apoio à cirurgia da catarata

catarata1Uma equipa multidisciplinar de investigadores do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) e Instituto de Telecomunicações da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um protótipo de um dispositivo médico para apoio à cirurgia da catarata, uma das cirurgias mais realizadas no mundo.

A catarata é uma doença ocular associada essencialmente ao envelhecimento e caracteriza-se pelo desenvolvimento de opacidade no cristalino (lente) do olho, podendo provocar a perda de visão. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2020 esta condição afete 40 milhões de pessoas em todo o mundo.

O dispositivo, que se encontra em fase de protótipo e já com registo provisório de patente, foi desenvolvido no âmbito de um projeto de investigação financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Tem por objetivo apoiar o diagnóstico da catarata, através da sua deteção precoce e caracterização, indicando a sua localização e extensão no cristalino. Permite também classificar o seu grau de severidade e estimar a sua dureza de modo automático.

Esta nova tecnologia baseada em ultrassons de alta frequência, usando sondas oftalmológicas, é capaz de «avaliar a progressão da doença, cuja informação é essencial para a decisão clínica», explica o coordenador do projeto, Jaime dos Santos.

O dispositivo médico a desenvolver, com base neste protótipo, pretende ser uma ferramenta de diagnóstico simples, robusta e de baixo custo, que terá grande impacto nos serviços de saúde, nomeadamente «na gestão clínica dos doentes com catarata. Os clínicos passarão a ter acesso a dados objetivos que contribuirão para um diagnóstico e uma decisão da necessidade de cirurgia mais suportados», afirma Miguel Caixinha, investigador da equipa.

Outra vantagem do dispositivo criado pela equipa da FCTUC é o facto de recorrer a técnicas não invasivas para estimar a dureza da catarata. Assim, «em tempo real é possível identificar o tipo de catarata, caracterizar o seu grau de severidade, e estimar a sua dureza e dimensão», explicam os investigadores.

A tecnologia permite ainda minimizar o risco de complicações no pós-operatório porque, apesar de segura, a cirurgia da catarata tem de ser muito precisa. É necessário «substituir o cristalino por uma nova lente intraocular sem danificar a sua cápsula posterior e a córnea, nem causar lesões na retina. Fazendo uma analogia, é como ter de implodir um prédio sem danificar o museu de arte que está à sua volta», ilustra Miguel Caixinha. É nesta perspetiva que o conhecimento da dureza da catarata a ser extraída representará uma informação valiosa na seleção adequada da energia a usar na cirurgia de facoemulsificação.

Das experiências realizadas in vitro em cristalinos de suíno e in vivo em olhos de rato (modelos animais) com diferentes tipos de cataratas, verificou-se uma taxa de sucesso de 99.7% na caraterização automática da catarata e estimação da sua dureza.

A equipa está agora na fase da realização de ensaios clínicos e procura de parcerias para futura comercialização do dispositivo. Os investigadores estão bastante otimistas: «se no olho de um ratinho conseguimos contornar os vários obstáculos que surgiram relacionados com a dimensão extremamente pequena do olho, ao passar para os ensaios clínicos o processo será muito mais simples porque a dimensão do olho humano é muito maior».

Fonte: UC
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Jovens lançam solução inovadora para idosos e familiares

onecaredoriOneCare Dori é uma solução tecnológica proposta por quatro jovens de Coimbra para apoiar os idosos a tomarem a medicação de forma correcta, fornecendo informação e alertas em tempo-real aos seus cuidadores ou familiares, e que acaba de ser lançada a uma escala mundial, através de uma campanha de Crowdfunding, com o objectivo de angariar os 15 mil euros necessários para concluir o processo de desenvolvimento do produto.  

Acreditamos que esta solução contribui para o aumento da condição de bem-estar e retardamento da deterioração do estado de saúde de milhares de idosos, apoiando ainda os seus cuidadores que sentem normalmente a pesada responsabilidade de cuidar de alguém mais fragilizado, no mundo acelerado e agitado dos dias de hoje

Por todo o mundo, milhares de idosos têm a necessidade de tomar medicação de forma regular, medir a tensão arterial, controlar a diabetes, entre outros. Quando estas tarefas críticas são esquecidas ou descuradas, o estado de saúde do idoso fica gravemente comprometido a curto prazo. Se somarmos a isto o facto dos respectivos cuidadores ou familiares terem hoje em dia um estilo de vida bastante activo, que não lhes permite estar presentes da forma como gostariam, esta questão assume proporções e consequências maiores e mais nocivas.

Perante este problema social, estes jovens, decidiram colocar “mãos à obra” e criar uma solução que conseguisse actuar de forma preventiva. “Fizemos um ‘cocktail de tecnologias’ que permite a utilização simplificada do sistema por parte dos idosos e dos seus cuidadores. Os lembretes interactivos são accionados automaticamente no formato de uma chamada de voz personalizada para o telefone fixo ou móvel do idoso enquanto o cuidador recebe as notificações e alertas no smartphone em tempo-real. Os mais velhos, em geral, estão habituados a usar o telefone-fixo, ao contrário dos smartphones que são utilizados tipicamente por gerações mais novas – os seus cuidadores ou familiares”, explica a equipa composta por Diogo Bhovan, Mário Pereira, Marisa Malva e Marta Pinto.

O sistema permite ainda “utilizar a rotina diária do idoso ou o manuseamento da caixa de medicamentos, para desencadear automaticamente os lembretes interactivos. Todas estas informações podem ser personalizadas e acompanhadas em tempo-real pelo cuidador através do seu smartphone”.   Para concretizar o desenvolvimento do OneCare Dori foi lançada, na plataforma Indiegogo, uma campanha de Crowdfunding (angariação de fundos) a decorrer até 6 de julho: “qualquer pessoa pode apoiar este projeto através da compra antecipada do OneCare Dori a preços exclusivos, ou através de um donativo simbólico (mínimo 1€). Tudo isto pode ser feito em www.dori.pt onde consta a explicação detalhada sobre o produto e funcionamento do mesmo”, esclarecem os jovens.

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Do IT, Girls! acolhe 200 estudantes universitárias na Microsoft

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A Microsoft Portugal apresenta amanhã, dia 28 de Abril, o “Do IT, Girls!”, um evento onde estudantes universitárias podem ficar a saber mais sobre a indústria tecnológica e os seus casos de sucesso.

Esta iniciativa tem por objectivo inspirar mais mulheres na área das IT, capacitá-las e dar-lhes um espaço de visibilidade dentro de um programa de mentoria na Microsoft, com possível recrutamento para a empresa. Este programa pretende a contrariar a tendência identificada pelo Fórum Económico Mundial, que estima que a diferença de género nas carreiras não acabará antes de 2133.

O “Do IT, Girls!” insere-se no âmbito da campanha corporativa internacional da Microsoft #Makewhatsnext , que visa alertar para a diferença de género nas carreiras.

O evento decorre na sede da Microsoft Portugal no Parque das Nações, com a presença de Albertina Jordão, Gestora de Programas do Centro Regional de Informação das Nações Unidas, Catarina Marcelino, Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, João Couto, Director Geral da Microsoft Portugal, bem como os responsáveis de várias empresas tecnológicas a operar em Portugal.

O painel de oradores inclui responsáveis de startups nacionais de sucesso como Filipa Neto, Co-Fundadora da Chic by Choice e Filipa Larangeira, Directora de Recursos Humanos na Uniplaces.

Agenda:

9h30: Sessão de Abertura

  • João Couto, Director Geral na Microsoft Portugal
  • Albertina Jordão, Gestora de Programas UNRIC/OIT Lisboa
  • Catarina Marcelino, Secretária de Estado da Cidadania e Igualdade

10h00: Keynote: How I’ve built a tech company without a tech background? 

  • Filipa Neto, Co-Fundadora da Chic by Choice

10h30: Mesa Redonda: As carreiras têm sexo? Moderadora:  Marisa Figueiredo, jornalista

  • Paula Panarra, Directora de Marketing e Operações na Microsoft Portugal
  • Manuel Beja, Director de Recursos Humanos na Novabase
  • Filipa Larangeira, Directora de Recursos Humanos na Uniplaces
  • Ana Teresa Freitas, Professora do Instituto Superior Técnico e Directora Geral na Heartgenetics
  • Sofia Tenreiro, Directora Geral na Cisco
  • Moderadora:  Marisa Figueiredo, jornalista

14h30: Speed Dating com mentores: Desenvolvimento de Carreira

15h15: Workshop: Marca pessoal no Linkedin

  • Clara Celestino, Manager de Recursos Humanos na Microsoft Portugal

16h00: Programas para recém-licenciados e jovens talentos

  • Clara Celestino, Manager de Recursos Humanos e Lara Próspero, CSS EMEA MACH Lead

16h30: Encerramento

  • Vânia Neto, Diretora para Educação e Responsabilidade Social na Microsoft Portugal, e Roberta Cocco, National Plan Director na Microsoft Western Europe

Fonte e foto: Microsoft Portugal

INNOVMAR : CIIMAR conquista novo projeto NORTE2020

ciimar2INNOVMAR – Innovation and Sustainability in the Management and Exploitation of Marine Resources é o novo projeto de investigação científica do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR), com financiamento aprovado pelo Programa Operacional Regional do Norte (NORTE2020) através Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

O INNOVMAR procura identificar novos produtos marinhos com aplicações biotecnológicas; promover a inovação e valorização dos produtos do mar, em particular através da introdução de novas espécies de aquacultura e da avaliação da qualidade ambiental, vulnerabilidade e riscos para a gestão sustentável dos recursos naturais da costa NW e serviços dos ecossistemas – Vitor Vasconcelos, presidente da direção do CIIMAR

Constituído por três eixos de investigação distintos mas complementares: NOVELMAR – Novel marine products with biotechnological applications; INSEAFOOD – Innovation and valorization of seafood products: meeting local challenges and opportunities e ECOSERVICES – Assessing the environmental quality, vulnerability and risks for the sustainable management of NW coast natural resources and ecosystem service, o projeto pretende consolidar a investigação do CIIMAR e implementar ações estratégicas com impacto nacional e regional, contribuindo assim para o crescimento da economia azul.

O projeto, com a duração de três anos, recebeu um financiamento de cerca de 4.2 milhões de euros e prevê a contratação de 35 investigadores e técnicos.

Fonte: CIIMAR
Foto: DR