Dois portugueses integram lista “30 under 30″ da Forbes

forbes30under30uniplacesMiguel Santo Amaro, cofundador da Uniplaces e Bruno Figueiredo, cofundador da Graphenest, integram a lista da Forbes 30 under 30, que distingue os 600 jovens mais bem-sucedidos do mundo, em 20 categorias.

Estes dois portugueses fundaram startups de sucesso que são referência a nível global.  A prestigiada revista Forbes elegeu-os como personalidades a ter em conta no universo do empreendedorismo e da tecnologia.

Miguel Santo Amaro, 27 anos, é distinguido, na categoria Tecnologia, em conjunto com os outros dois fundadores da Uniplaces, Ben Grech, inglês de 28 anos e Mariano Kostelec, esloveno de 28 anos. A revista refere que “os fundadores internacionais da Uniplaces angariaram 29 milhões de dólares para ajudar estudantes de todo o mundo a reservar alojamento de uma forma segura através da sua plataforma que junta estudantes e senhorios”.

Bruno Figueiredo, 29 anos, conquista o seu lugar nesta lista na categoria Indústria. A publicação elogia a startup lusa, que retende distribuir grafeno de baixo custo a nível global, pelo seu “método que envolve um processo termomecânico amigo do ambiente e simultaneamente melhora a eficiência e reduz os custos”.

Em 2016, Cristina Fonseca e Tiago Paiva, fundadores da startup Talkdesk, integraram a lista na categoria de tecnologia empresarial. No ano anterior, Cristiano Ronaldo, Vhils e a cientista Maria Pereira tinham feito parte desta conceituada lista.

Fonte: Forbes
Foto: Fundadores da Uniplaces (créditos: Uniplaces)

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ComparaJá.pt angaria 20 milhões de investimento

comparajaO ComparaJá.pt, plataforma gratuita de comparação de produtos financeiros, como Cartões de Crédito e Crédito Pessoal, concluiu com sucesso a sua primeira ronda de financiamento tendo garantido o acesso a 20 milhões de euros.

Os fundos foram levantados junto de grandes fundos de investimento como o ACE & Company, líder em private equity, a Nova Founders Capital, a SBI Holdings ou o Pacific Century Group, para além de reconhecidas personalidades  como Mark Pincus, fundador da Zynga ou Peter Thiel, fundador do Paypal.

Fundada no início de 2015 por Sérgio Pereira, numa parceria com o investidor Mads Faurholt-Jorgensen, o projeto que nasceu incubado na Startup Lisboa captou a atenção de reconhecidos nomes internacionais devido à sua abordagem disruptiva ao setor financeiro. Com recurso a um serviço de comparação inovador e 100% independente, o ComparaJá.pt quer revolucionar a forma como os portugueses comparam, selecionam e adquirem produtos e serviços dos setores da Banca, Seguros e Telecomunicações.

O Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, foi mentor desta empresa durante a sua fase de incubação na Startup Lisboa, tendo referido, quando da inauguração das suas instalações em Lisboa, no início de 2016, que “O crescimento que empresas como o Comparajá.pt conseguem ter a partir de Portugal, que são empresas disruptivas e inovadoras nos mercados onde operam – neste caso, nos setores bancário, segurador e das telecomunicações – vem comprovar que Portugal é cada vez mais um destino de referência para startups e empresas com modelos de negócio que dependem de recursos humanos altamente qualificados que se sintam bem no sítio onde trabalham, e de boas infra-estruturas tecnológicas e científicas”.

O mercado das Finanças Pessoais é, sem dúvida, uma oportunidade única com imenso espaço para o progresso tecnológico”.  O valor a que a startup vai ter acesso, obtido através da sua holding que agrega as restantes declinações de marca na Europa, vai ser alocado ao alargamento do seu portefólio de produtos, que atualmente inclui Cartões de Crédito e Crédito Pessoal, nomeadamente pela inclusão da comparação de Crédito à Habitação, Seguros e Telecomunicações, para além da melhoria da sua estrutura tecnológica.

A escolha do crédito, seguro ou pacote de telecomunicações mais adequado para as necessidades e perfil de cada consumidor é um processo complexo que leva a que muitos portugueses estejam a desperdiçar tempo e dinheiro – Sérgio Pereira, diretor geral do ComparaJá.pt

“Através da nossa plataforma, que facilita todo o processo de pesquisa, análise e aquisição dos diferentes produtos e serviços financeiros disponíveis no mercado, já ajudámos mais de 750.000 utilizadores. Com este financiamento vamos conseguir ajudar ainda mais pessoas”, salienta Sérgio Pereira.   Por sua vez, Mads Faurholt-Jorgensen, Managing Partner da Nova Founders Capital, sublinha que “Tanto os consumidores como as instituições financeiras, dos bancos às seguradoras, receberam o ComparaJá.pt com entusiasmo.

O objetivo do portal independente de comparação é ser a referência dos consumidores nacionais na hora de encontrar o produto financeiro mais indicado de forma prática e informada, permitindo poupanças significativas de tempo e dinheiro, à semelhança do que acontece com os comparadores de voos e hotéis, serviços que os portugueses já não dispensam.

Em linha com a sua ambiciosa estratégia de crescimento, o ComparaJá.pt também vai apostar no crescimento da sua equipa. Recentemente, a plataforma contou com dois importantes reforços na sua estrutura de gestão: José Figueiredo juntou-se ao projeto enquanto co-diretor geral, tendo como principal foco a área comercial. Também o experiente executivo da indústria seguradora, Miguel Mamede, que transitou da Ageas, veio assumir o cargo de Vice-Presidente para a área de Seguros da plataforma. O primeiro desafio deste profissional vai passar pelo lançamento, já nos próximos meses, do serviço de comparação de seguro automóvel.

Fonte: ComparaJá.pt
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ISWARI nomeada para os European Business Awards

iswariA Iswari, marca 100% portuguesa e líder de mercado em superalimentos, acaba de ser reconhecida pelos European Business Awards com a nomeação para o prestigiado RSM Entrepreneur of The Year, o galardão que distingue as marcas mais inspiradoras do continente europeu. O título de Campeão Nacional será disputado por sete empresas nacionais, numa votação que é pública e decorre até 1 de março.

Os European Business Awards promovem a gestão de excelência e implementação de melhores práticas no panorama empresarial europeu, distinguindo os princípios da Inovação, da Ética e do Sucesso Financeiro, visando o desenvolvimento de uma comunidade empresarial mais forte e bem-sucedida em toda a Europa.

Esta nomeação é especialmente gratificante pois significa o reconhecimento da nossa dedicação, do enorme investimento que temos feito, e do trabalho de excelência que temos desenvolvido em prol da saúde e do bem-estar do consumidor – Gonçalo Sardinha, CEO da Iswari

O sonho de Gonçalo Sardinha nasceu de uma forma mais artesanal, com produção familiar e com vendas para amigos. Com um investimento inicial de 50.000 euros, em 2010, a Iswari rapidamente conquistou mais de 18 países e um volume de faturação na ordem dos 4 milhões de euros.

Os European Business Awards são considerados a maior distinção empresarial da Europa e contam com o apoio de inúmeros influenciadores-chave do mundo dos negócios. A Iswari vai passar por um sistema de votação até ao próximo dia 1 de março, candidatando-se, assim, ao título de National Public Champions. Após o apuramento dos Campeões Nacionais, decorrerá uma segunda votação pública entre os vencedores de cada país para a atribuição do galardão europeu. Essa votação decorrerá entre os dias 6 de março e 27 de abril, e o resultado será anunciado na Gala dos European Business Awards, na primavera.

Fonte: Iswari
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Medicamento português demonstrou ser eficaz no combate ao cancro

moleculaO ensaio clínico de prova de conceito do primeiro medicamento oncológico português acaba de revelar resultados muito promissores no tratamento do cancro avançado da cabeça e do pescoço. 

“Nesta fase, o medicamento investigacional provou ser seguro, bem tolerado pelos doentes e eficaz no tratamento do cancro avançado da cabeça e pescoço”, revela Lúcio Lara Santos, oncologista cirúrgico do IPO-Porto. “A terapêutica fotodinâmica com Redaporfin demonstrou uma redução significativa do tecido tumoral, na área irradiada. Nos doentes tratados com uma dose única de 0.75mg/kg, a dose eficaz, os efeitos secundários observados foram controlados com medidas terapêuticas simples e, assim, não foram relevantes ”, acrescenta o oncologista.

A Terapia Fotodinâmica é uma técnica extremamente promissora no tratamento do cancro. Consiste na administração de um composto sensível à luz (fotossensibilizador), seguida da sua fotoativação apenas no local onde se deseja verificar o seu efeito, isto é o tumor. A fotoativação é feita através de uma luz laser que tem um comprimento de onda que é específico para o composto. Após a sua ativação, onde se pretende que atue, as células do tumor são destruídas. Os efeitos adversos no restante organismo são mínimos, o que é uma enorme vantagem em relação a muitos outros tratamentos do cancro.

Os resultados permitem prever que esta terapêutica será muito útil no tratamento dos tumores da cabeça e pescoço, associados ou não a outros medicamentos anti-oncológicos, seja a quimioterapia ou os novos medicamentos como a imuno-oncologia, e ainda nos tumores resistentes às terapêuticas comuns.

O Redaporfin é desenvolvido pela Luzitin, uma empresa farmacêutica portuguesa focada na investigação e no desenvolvimento de compostos inovadores para a Terapia Fotodinâmica e Fotodiagnóstico do cancro e outras doenças, assim contribuindo para o bem-estar do ser humano. Fundada em 2010, a Luzitin surge de uma parceria entre a Universidade de Coimbra e a Bluepharma Indústria Farmacêutica.

O medicamento passou uma das fases mais arriscadas do seu desenvolvimento, a entrada no homem, e a regressão do tumor, verificada na sequência do tratamento, abre o leque de opções terapêuticas dos doentes que já estavam em fase de cuidados paliativos. Os resultados parecem ainda demonstrar que esta terapêutica pode vir a ser favorável no tratamento de outros tumores sólidos, o que representa um avanço enorme para o nosso país e uma nova esperança para milhares de doentes – Sérgio Simões, presidente da Luzitin

Os próximos passos do desenvolvimento da Redaporfin envolvem a realização de um ensaio clinico pivotal, em Colangiocarcinoma, um tipo raro de cancro, geralmente diagnosticado numa fase muito tardia da doença, com um prognóstico muito reservado e que tem vindo a aumentar em Portugal e no mundo.

Na sequência deste novo ensaio clinico, em 2021, poderá ser possível falar numa submissão de pedido de autorização de introdução ao mercado, à EMA (Agência Europeia de Medicamentos), e obter a respetiva aprovação do medicamento Redaporfin para a sua comercialização na Europa.

Fonte: Bluepharma
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Startups portuguesas angariam 1,6 milhões de euros através da Seedrs em 2016

seedrs_finalAs startups portuguesas obtiveram aproximadamente 2 milhões de euros através da Seedrs em 2016. A maior plataforma europeia de equity crowdfunding permitiu a realização de nove campanhas de financiamento de empresas portuguesas durante o ano passado e o montante total poderá aumentar, dado que ainda estão a decorrer rondas de startups nacionais. 

Em 2016 foram realizadas nove campanhas portuguesas na Seedrs, das quais quatro foram concluídas com sucesso. Além da Tradiio, que foi responsável por aquela que é, até agora, a maior campanha portuguesa de sempre, também a Climber Hotel, a eSolidar e a Agroop fecharam com sucesso as suas rondas de financiamento.

Os números do ano passado são um bom reflexo do interesse cada vez maior, quer das empresas portuguesas quer dos investidores, em recorrer ao equity crowdfunding como fonte alternativa e eficaz de financiamento – Filipe Portela, diretor de desenvolvimento de negócios da Seedrs

Wine With Spirit, OncoStats e a Marmita têm ainda operações a decorrer na plataforma de equity crowdfunding, enquanto duas campanhas de startups portuguesas acabaram por não se conseguir financiar em 2016.

O montante financiado total das campanhas portuguesas atingiu os 1,6 milhões de euros. Deste, 1,08 milhões são relativos ao encaixe realizado pelas campanhas concluídas com sucesso e os restantes 520 mil euros às campanhas que ainda estão a decorrer. Isto permite que o valor final financiado possa aumentar quando terminarem as rondas de financiamento em curso.

Fonte: Seedrs
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Universidade de Coimbra participa em consórcio europeu que está a desenvolver nova geração de robôs para a indústria

robo_UCA partir do próximo mês de fevereiro, as empresas Thales Alenia Space, indústria aeroespacial de produção de satélites, e Renault, do sector automóvel, vão testar um protótipo do ColRobot, um robô de última geração que está a ser desenvolvido por um consórcio europeu do qual faz parte uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Com um orçamento global de mais de quatro milhões de euros, financiados pela União Europeia através do Programa Horizon 2020, o consórcio é liderado pela École Nationale Supérieure d’Arts et Métiers – ENSAM ParisTech, em França, e reúne 11 parceiros de universidades, centros tecnológicos e empresas.

Pretende-se que os humanos possam interagir com estes robôs colaborativos da mesma maneira como interagem uns com os outros, de uma forma intuitiva, por exemplo usando gestos. Assim, exploramos o melhor dos humanos e das máquinas, ou seja, as capacidades cognitivas e de coordenação dos humanos, e a capacidade das máquinas de produzir trabalho monótono e preciso – Pedro Neto, líder da equipa da Universidade de Coimbra

A equipa da Universidade de Coimbra (UC) é responsável pela interação homem-robô, promovendo a colaboração e partilha de tarefas entre humanos e robôs. Pedro Neto, investigador e líder da equipa, explica que o grande objectivo do ColRobot (Collaborative Robotics for Assembly and Kitting in Smart Manufacturing) passa pelo «desenvolvimento de robôs colaborativos que possam trabalhar lado-a-lado com os humanos.

Actualmente, sublinha Pedro Neto, «os robôs existentes nas nossas indústrias trabalham dentro de jaulas, sem interagirem com os humanos». Por isso, nota, «o ColRobot significa uma mudança de paradigma, em que os robôs colaboram com os seres humanos, tirando o melhor de cada parceiro».

«Prevê-se que os robôs colaborativos tragam vantagens competitivas muito importantes para a indústria Europeia, podendo ser operados por humanos sem conhecimentos técnicos, realizar tarefas ergonomicamente inconvenientes para os humanos, aumentar a flexibilidade produtiva e reduzir custos de produção», conclui o também docente do Departamento de Engenharia Mecânica da UC.

Fonte: UC
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Universidade de Coimbra e Active Space Technologies desenvolvem veículo autónomo para a indústria 4.0

ActiveONE_home-2A Active Space Technologies, em colaboração com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), desenvolveu um inovador veículo de condução autónoma (AGV, Automated Guided Vehicle) por forma a revolucionar a fábrica do futuro.

O AGV foi desenvolvido pela empresa Active Space Technologies para apoiar a designada indústria 4.0, caracterizada por uma grande flexibilidade e ritmos de produção muito elevados.

Com a Active Space Technologies trabalha uma equipa de seis investigadores do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da FCTUC, que está a desenvolver um sistema de posicionamento (algo semelhante a um GPS indoor) para o AGV, baseado numa tecnologia vanguardista. Este sistema será integrado no AGV num futuro próximo.

O novo veículo, que já está a ser utilizado pela Autoeuropa, foi apresentado na EMAF – Feira Internacional de Máquinas, Equipamentos e Serviços para a Indústria, que teve lugar no final de novembro, na Exponor, Feira Internacional no Porto.

Este AGV tem um nível de flexibilidade bastante elevado, adaptando-se às estruturas existentes nas fábricas actuais, o que permite ganhos significativos em todo o processo de produção – Luís Coelho, Responsável da Indústria da Active Space Technologies

Com uma arquitectura inovadora, este veículo sem condutor integra diversos componentes «que o orientam em percursos preestabelecidos, de forma autónoma e rápida, e tem uma capacidade de carga muito elevada, de 800 Kg», explica Luís Coelho.

O novo veículo foi desenvolvido no âmbito de um projeto de investigação financiado pelo Programa Comunitário Horizonte 2020 e já se encontra em fase de comercialização. No entanto, a equipa vai prosseguir com os estudos com o objetivo de tornar este veículo omnidirecional, dando mais flexibilidade ao produto.

Fonte: UC
Foto: DR

GraPE 2016: Graduados portugueses no estrangeiro vão “Pensar Portugal em Territórios do Futuro”

grape_GCOs graduados portugueses no estrangeiro reúnem-se anualmente em Portugal para pensar o nosso país. A época natalícia é a escolhida para a realização destes fóruns, dado que a maioria se encontra na sua terra natal . A Excelência Portugal marcou presença na edição de 2015 e faz aqui uma breve antevisão da edição deste ano.

O GraPE2016, 5º Fórum Anual de Graduados Portugueses no Estrangeiro, tem como principal objectivo promover a interacção e discussão entre os graduados portugueses no estrangeiro e em Portugal. Este evento proporciona uma oportunidade única para o estabelecimento de novos contactos e fortalecimento dos existentes no seio desta comunidade, e surge como um fórum de discussão sobre i) a progressão das carreiras profissionais e académicas, dentro e fora de Portugal, ii) a comunidade portuguesa fora do país e iii) a sociedade portuguesa em geral.

A edição deste ano ‘GraPE2016 – Pensar Portugal em Territórios do Futuro’ surge na sequência dos colóquios anteriores, nomeadamente: ‘Percursos em Ciência: Diversidade contra a Adversidade’ (Lisboa, 2012), ‘Migrações Científicas: Ir e Voltar’ (Porto, 2013), “Portugueses sem Fronteiras: Criatividade e Inovacão” (Lisboa, 2014) e ‘RE: inventar portugal – Portugueses dentro e fora’(Guimarães, 2015).

As edições anteriores contaram com oradores ilustres em áreas como a ciência – António Coutinho, Carlos Fiolhais, Nuno Sousa e Miguel Seabra; a política – Nuno Crato, Maria da Graça Carvalho, Jorge Portugal e Manuel V. Heitor, artes e cultura – Joana Ricou e Gonçalo Cadilhe e o empreendedorismo – Rui Paiva, Luís Ferreira e Clara Gonçalves.

À semelhança dos anos anteriores, o GraPE pretende promover a reflexão e discussão sobre as perspectivas nacionais e internacionais disponíveis aos portugueses graduados, no panorama actual e antecipando o futuro do mercado de trabalho. Esta edição contará, entre outras, com intervenções especiais do Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Professor Doutor Manuel Heitor e do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Professor Doutor Augusto Santos Silva.

Este evento, de dinâmica internacional, é uma iniciativa única em Portugal, que reúne portugueses graduados distribuídos pelo mundo convidando-os a partilhar experiências profissionais e a trocar ideias que contribuam para que o nosso país cresça em novas oportunidades.

A organização está a cargo das seguintes associações: AGRAFr (Association des Diplômés Portugais en France) em França, a ASPPA (Associação de Pós-Graduados Portugueses na Alemanha) na Alemanha, a PAPS (Portuguese American Postgraduate Society) nos EUA e Canadá, e a PARSUK (Portuguese Association of Researchers and Students in the United Kingdom) no Reino Unido.

Fonte: GraPE
Foto: DR

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Tradiio concretiza maior campanha portuguesa de ‘equity crowdfunding’

tradiio2Startup portuguesa concluiu a maior campanha de investimento de uma empresa portuguesa feita até agora através da Seedrs. Campanha da Tradiio entrou em overfunding a uma semana do fim.

A Tradiio, plataforma portuguesa de streaming de música, tornou-se na quinta empresa portuguesa a conseguir captar investimento de vários investidores de todo o mundo através da Internet ao fechar aquela que é, até agora, a maior operação de financiamento de sempre feita por empresas portuguesas na Seedrs, a maior plataforma de equity crowdfunding europeia.

A Tradiio atingiu o objectivo pretendido ao angariar 600.000 euros por 13% do seu capital, avaliando a empresa em 4 milhões de euros, numa ronda de financiamento que juntou mais de 120 investidores. A campanha, que atingiu 37% do objectivo logo no primeiro dia, entrou em overfunding e vai manter-se activa até à próxima semana.

O encaixe da operação realizada na Seedrs, a maior plataforma europeia de equity crowdfunding co-fundada e presidida pelo português Carlos Silva, vai permitir à Tradiio avançar com o seu processo de internacionalização nos Estados Unidos e escalar o modelo a milhões de artistas.

é motivo de satisfação ter conseguido concluir com sucesso aquela que é a maior campanha de financiamento através do modelo de crowdfunding e de ter conquistado tanto interesse na comunidade de investidores em todo o mundo. Agora vamos dar seguimento ao plano de internacionalização da Tradiio nos Estados Unidos a partir de Los Angeles – Álvaro Gomez, CEO da Tradiio

A Tradiio é uma plataforma portuguesa de descoberta e lançamento de novos projectos musicais, permitindo-lhes ganhar vida e financiamento, e que conta no seu catálogo com mais de 42 mil artistas emergentes registados, de uma centena de países. A plataforma permite aos utilizadores subscreverem diretamente os artistas, através de um determinado valor mensal, para ajudar os projectos musicais que gostam a atingirem um objectivo predefinido e, em troca, terem acesso a conteúdo exclusivo.

A startup portuguesa, fundada em 2014 por Álvaro Gomez, André Moniz e Miguel Leite, tem por missão descobrir e apoiar a melhor música, oferecendo ao talento musical emergente a hipótese de ganhar credibilidade e exposição. A empresa tem operado em Portugal, Brasil e Inglaterra e prepara-se agora para lançar o modelo nos Estados Unidos e mudar a vida de milhões de artistas em todo o mundo.

Recorde-se que a Tradiio foi considerada como uma das melhores startups da Europa pela Wired. Já no início do ano foi considerada a décima startup mais disruptiva do mundo, segundo o ranking da Disrupt 100 que distingue os negócios com maior potencial para modificar ou inovar, ou até mesmo criar novos mercados.

Esta campanha veio demonstrar e comprovar que o interesse dos investidores em startups é cada vez maior e expressivo, assim como o interesse de empresas portuguesas em captar financiamento através do equity crowdfunding. Estamos confiantes que mais empresas se seguirão em 2017 – Filipe Portela, director de desenvolvimento de negócios da Seedrs

A Tradiio passa a fazer parte das empresas portuguesas que já conseguiram completar com sucesso campanhas de financiamento na Seedrs, juntando-se à lista onde estão a Coacher, a Agroop, a Climber Hotel e a eSolidar.

Fonte: Seedrs
Foto: DR

Cientista da Universidade de Coimbra laureado com o prestigiado Prigogine Gold Medal

UC_CAREJoão Carlos Marques, Professor Catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), é o primeiro cientista português a ser laureado com o prestigiado prémio internacional Prigogine Gold Medal, atribuído pela Universidade de Siena e pelo Wessex Institute of Technology.

Criado em 2004 em honra da memória de Ilya Prigogine, químico russo naturalizado belga, Prémio Nobel da Química em 1977, devido ao seu trabalho em Termodinâmica que lançou as bases da moderna investigação em teoria dos sistemas ecológicos, o Prigogine Gold Medal é atribuído anualmente a cientistas internacionalmente reconhecidos como líderes na área da Ecologia de Sistemas que, na sua investigação, utilizem os princípios da Termodinâmica dos Processos Irreversíveis em desenvolvimentos teóricos.

Foi com surpresa que o Catedrático da FCTUC recebeu a notícia. João Carlos Marques confessa, «sem falsas modéstias, que não estava à espera. Julgo que o prémio me terá sido atribuído, sobretudo, pelo trabalho desenvolvido durante a segunda metade da década de 1990 e primeira metade da década de 2000, em que foquei muito a minha atenção sobre a compreensão do funcionamento dos sistemas ecológicos à luz dos conceitos da termodinâmica dos processos irreversíveis. Colaborei e desenvolvi então investigação em ecologia teórica com alguns dos anteriores laureados o que, devo dizer, exerceu profunda influência sobre o meu próprio pensamento científico».

O também investigador do MARE – Centro de Ciências do MAR e Ambiente da UC – espera que este reconhecimento internacional «possa dar mais visibilidade ao trabalho desenvolvido, por mim e, sobretudo, por todos os que nele se envolveram de forma profunda, nomeadamente muitos estudantes de doutoramento e de pós-doutoramento, jovens e muito inteligentes. Sem eles não teriam sido possíveis alguns dos avanços e resultados mais interessantes».

Por outro lado, sublinha, «espero também que possa dar impulso adicional e mais força anímica a novos projetos recentemente iniciados, como seja o do recentemente criado Laboratório MAREFOZ, a cujo planeamento e objetivos não são alheios muitos dos conceitos da teoria dos sistemas ecológicos».

Com formação de base em biologia marinha, João Carlos Marques foca a sua investigação em problemas relacionados com a avaliação e gestão da qualidade ambiental de ecossistemas aquáticos, «com ênfase em ecossistemas estuarinos e costeiros, envolvendo modelação ecológica e o desenvolvimento e aplicação de indicadores ecológicos. Em função do trabalho desenvolvido, fui convidado e aceitei recentemente assumir o cargo de Editor-in-Chief do Ecological Indicators Journal, uma revista internacional especializada sobre esta temática da Elsevier».

Fonte/Texto: UC
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