PARSUK lança a 4º Edição do programa PARSUK Xperience

parsukA PARSUK, Portuguese Association of Researchers and Students in the United Kingdom, lança agora a 4º Edição do programa PARSUK Xperience, em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, a Caixa Geral de Depósitos e com o apoio da Embaixada de Portugal no Reino Unido.

Este programa oferece, a alunos universitários de 1º e 2º Ciclo, a oportunidade de desenvolver um projeto de investigação numa universidade ou centro de investigação no Reino Unido, sob a orientação de um membro da associação. O programa desenvolve-se durante os meses de verão, com a duração de quatro semanas e os alunos são financiados com uma bolsa no valor de 1500 euros.

Este ano, a PARSUK disponibiliza 3 bolsas para projetos nas áreas da Biologia do Cancro, Engenharia Biomédica e Ciências Farmacêuticas e o concurso encontra-se aberto até dia 31 de Março.

A PARSUK é uma associação que representar e defende os interesses dos investigadores e estudantes Portugueses no Reino Unido, fortalecendo a sua integração e visibilidade.  Esta associação pretende fomentar a comunicação entre os investigadores e estudantes Portugueses no Reino Unido e as universidades, empresas e outras instituições.

A PARSUK promove o Programa Xperience desde 2013, e este ano alargou esta iniciativa a novas vertentes, através da criação dos programas Xpand PALOP, dedicado a alunos provenientes dos PALOP, e Xpand Oportunidades, dedicado a alunos oriundos de contextos económicos desfavorecidos, ambos em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian.

Toda a informação sobre os critérios de elegibilidade e de seleção dos candidatos encontra-se disponível no website da PARSUK.


Fonte: PARSUK
Foto: DR

Dor em Portugal: Bolsa atribui 10 mil euros a jovens investigadores

dorJá estão abertas as candidaturas à Bolsa para Jovens Investigadores em Dor 2016, uma iniciativa da Fundação Grünenthal, que pretende promover e incentivar jovens até aos 35 anos a realizar estudos relacionados com a temática da dor.

O Prémio Grünenthal DOR é um prémio anual, criado pela Fundação Grünenthal, destinado a galardoar trabalhos em Língua Portuguesa ou Inglesa, da autoria de médicos ou outros profissionais de saúde, sobre temas de investigação básica ou clínica relacionados com a dor e que tenham sido realizados em Portugal.

A Bolsa, no valor de 10 mil euros, será atribuída, este ano, a projetos de investigação básica. O investigador principal, dos trabalhos a concurso, não pode ter mais do que 35 anos de idade e deverá estar afiliado a uma universidade ou centro de investigação português.

Para avaliação dos projetos serão tidos em consideração os seguintes critérios: âmbito do projeto; originalidade da pergunta de investigação, incluindo a importância e possíveis repercussões científicas e sociais; e, qualidade do plano de investigação.

As candidaturas a esta Bolsa deverão ser enviadas, até 30 de abril de 2016, por correio eletrónico para : fundacaogrunenthal.pt@grunenthal.com

A Fundação Grünenthal é uma entidade sem fins lucrativos que tem por fim primordial a investigação e a cultura científica na área das ciências médicas, com particular dedicação ao âmbito da dor e respetivo tratamento.

Para mais informações consulte o regulamento da Bolsa em http://www.fundacaogrunenthal.pt/.

 

Fonte: Fundação Grünenthal
Foto: DR

Fundação Europeia para o Estudo da Diabetes financia investigação da UC

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A Fundação Europeia para o Estudo da Diabetes (FEED) atribuiu um financiamento de 100 mil euros a um grupo de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) para estudar feridas crónicas da diabetes que podem causar infeções graves e amputação, como é o caso do pé diabético.

Eugénia Carvalho, líder da equipa, explica que «vai ser investigado o contributo conjunto de pequenas moléculas e “peptídeos” nestas feridas, recorrendo a estudos in vitro e pré-clínicos, que nos possam conduzir a ensaios clínicos com humanos num futuro próximo.»

O financiamento da FEED significa «que nos encontramos a realizar investigação de grande importância para a saúde pública mundial, segundo os especialistas neste tema, caracterizada por ideias novas que recorrem a técnicas inovadoras», sublinha a investigadora.

«A distinção sai reforçada no atual quadro de financiamento para a investigação científica, quer a nível nacional quer a nível europeu, em que existe uma enorme competição nas verbas para as áreas da investigação biomédica», acrescenta Eugénia Carvalho.

A úlcera crónica do pé diabético ocorre em cerca de 20% dos doentes diabéticos, calculando-se que a diabetes poderá afetar cerca de 552 milhões de adultos em 2030, segundo a Federação Internacional da Diabetes. A infeção está relacionada com 85% das amputações e não existe, até ao momento, terapia adequada que elimine a necessidade de amputação.

O estudo do CNC vai ser realizado em colaboração com a Universidade de Roskilde, na Dinamarca

A FEED comprometeu-se em financiar investigação dos países europeus num valor que ascenderá a 100 milhões de euros, procurando alertar para a severidade e magnitude desta doença.

Fonte: UC
Foto: DR/comoemagrecer.co

 

 

Portugal está a desenvolver um protótipo para monitorizar oceanos e promover gestão sustentável

Seascape in the Indian OceanUm grupo de investigadores portugueses está a criar um sistema autónomo multitrófico que monitorize de forma integrada os oceanos, permitindo assim uma gestão mais sustentável dos recursos marinhos e uma redução dos impactos de riscos ambientais.

A vida no planeta está dependente de processos oceânicos, uma vez que são eles que produzem grande parte do oxigénio disponível na Terra, regulam o clima e fornecem vários recursos vivos e não vivos, como alimentos, energia, transporte ou medicamentos. Assim, torna-se imperativo que tenhamos um conhecimento cada vez mais profundo dos nossos oceanos e saibamos como é que os organismos marinhos interagem com o meio e entre si, de modo a compreendermos como é que estes processos influenciam a estabilidade global dos oceanos – Catarina Magalhães, investigadora do CIIMAR e coordenadora do projeto MarinEye

A monitorização integrada dos oceanos que os investigadores querem levar a cabo com o projeto MarinEye (um protótipo multitrófico para monitorização oceânica) vai fornecer informações que permitem identificar alterações na biodiversidade.

Até agora não era viável observar e interpretar os diferentes componentes oceânicos (físicos, químicos, bioquímicos e biológicos) ao mesmo tempo, conjuntamente com diferentes níveis tróficos, desde microrganismos a mamíferos marinhos. Com o MarinEye, através da utilização de tecnologia avançada, vai ser possível, de modo sincronizado em termos espaciais e temporais, analisar estas questões.

O projeto está a ser desenvolvido por vários grupos de investigação portugueses provenientes do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), líder do projeto, Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e Centro de Ciências do Mar e do Ambiente – Politécnico de Leiria (MARE – IP Leiria).

O projeto, que vai terminar em abril de 2017, terá vários módulos. O primeiro será um sistema de multisensores, que vai integrar diferentes sensores físico-químicos que vão medir, por exemplo, parâmetros como a temperatura, salinidade, oxigénio dissolvido, pH, entre outros, e uma plataforma de sensores óticos que vai ser validada para medição de dióxido de carbono dissolvido. O segundo módulo trata-se de um sistema de filtração autónomo, desenhado para filtrar água, retendo e preservando no filtro o DNA de diferentes classes de tamanho das comunidades de microrganismos que habitam e representam a maior biomassa dos oceanos. O terceiro módulo diz respeito a um sistema de imagem de alta resolução, que vai recolher imagens de fito e zooplâncton, para avaliar a sua abundância e biodiversidade. O último módulo trata-se de um sistema de acústica, com capacidade de fazer recolha de dados hidroacústicos, para recolher informação relativa à presença de mamíferos marinhos e estimativas de abundância de peixes.

Todos estes módulos vão depois ser conjugados num sistema integrado autónomo que vai produzir o protótipo MarinEye. Este sistema vai ainda incluir uma plataforma de integração dos diferentes tipos de dados que vão ser gerados. Associado a esta plataforma vai ainda existir um software que permitirá visualizar e sumariar os dados, além de desenvolver uma série de modelos cujo objetivo é integrar e identificar inter-relações entre os diferentes parâmetros químicos, físicos e biológicos obtidos através dos diversos módulos do MarinEye.

O tipo e a quantidade de informação que o MarinEye vai possibilitar aceder, poderá ser uma base para a construção de um sistema de gestão dos recursos marinhos mais eficiente, assegurando assim a proteção deste meio para as gerações presentes e futuras – Eduardo Silva, coordenador do Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do INESC TEC.

Os quatro parceiros nacionais que compõem a equipa do MarinEye têm diferentes papéis. O CIIMAR é o promotor do projeto e, juntamente com o IPMA e o MARE-Politécnico de Leiria, forma uma equipa de biólogos e químicos de diversas especialidades responsáveis pela validação das variáveis obtidas com os diferentes módulos do MarinEye. O INESC TEC inclui uma equipa de investigadores na área da robótica, uma equipa especialista no desenvolvimento de sensores em fibra ótica e uma equipa de investigadores especialistas em análise de dados, que vão ser responsáveis pelo desenvolvimento das componentes de robótica, sensores óticos e software de visualização e integração de dados, respetivamente.

O projeto MarinEye (PT02_Aviso4_0017) é financiado pelo programa EEA Grants (http://www.eeagrants.gov.pt/), em cerca de 400 mil euros.

Fontes: CIIMAR e INESC TEC
Foto: globaloceancommission.org

Livro “250 Anos de Histórias” da Quinta Nova premiado com IF Design Award

quinta_nova“250 Anos de Histórias” é vencedor no iF Design Award, um dos principais concursos de design a nível mundial. O livro – criado e produzido pela agência Omdesign para a Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo – integra a lista de vencedores desta relevante competição internacional.

Luisa Amorim destaca “este é um prémio que nos enche de orgulho pois valoriza o livro criado para divulgar a magnífica e muito rica história da Quinta Nova”. “Partilhamos este prémio com José Braga-Amaral e a Omdesign, porque acreditaram no nosso projeto e deram um relevante contributo para a criação desta obra” acrescenta a mesma responsável.

É consensual referir-se, nos dias de hoje, que as quintas do Douro são os pilares de toda a estrutura económica e social do Alto Douro Vinhateiro, mas nem sempre foi assim. No livro que comemora os 250 anos da adega da Quinta Nova (1764, uma das mais antigas do Douro), são relatadas várias histórias de um Douro antigo, de difícil acesso e anterior às exportações de vinho para o mercado britânico e por isso, muito ligado à agricultura de subsistência, produzindo até ao século XVII azeites e frutas e, depois da crise da filoxera, tabaco e sumagre destinado à curtição de peles, traduzindo bem a arte e o engenho humano, numa terra inóspita e isolada de todos.

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Esta obra traduz bem a importância da navegabilidade do rio Douro e as turbulentas viagens dos barcos rabelos, anteriores à construção das barragens, que encontravam pontos perigosos, construindo por isso capelas e pequenos santuários junto às margens, como é o caso da Capela de Nossa Senhora do Carmo.

«É assim que nasce um nome histórico, uma marca de vinhos de nome muito comprido, de uma das quintas mais emblemáticas da região – Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo», refere Luisa Amorim. «Mesmo que se produza vinho há mais de 2000 anos na região, há um Douro que poucos conhecem e que é muito anterior ao tempo do “Port wine”, durante o qual se transportavam nos barcos rabelos, rio abaixo, vários produtos agrícolas e, rio acima, se regressava com mantimentos e iguarias como o sal e o peixe do mar».

Mas esta quinta é muito anterior a 1764 e a pesquisa histórica confirma-a como uma grande terra pertencente à Casa Real Portuguesa, tendo sido identificado o seu primeiro proprietário em 1725. A investigação provou igualmente que a adega vinificava mais de 3.500 pipas de vinho, de parcelas e quintas vizinhas, tendo sido logo «integrada na primeira demarcação da região».

A obra foi selecionada de um grupo de 5 mil projetos inscritos, promovidos por 50 países. A cerimónia de entrega de prémios será realizada no próximo dia 26 de fevereiro, em Munique, no emblemático BMW Welt, integrada no “Munich Creative Business Week”, contando com a participação de 2 mil convidados, provenientes de mais de 20 países.

O livro “250 Anos de Histórias”, da autoria de José Braga-Amaral e prefácio de Bento Amaral, já tinha sido distinguido, em 2015, noutros dois concursos internacionais de renome, com Ouro no Creativity International Graphic Design Awards e Prata no International Design Awards.

Fonte: Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo
Foto:
DR

Hospital de Guimarães inova no tratamento Aneurismas da Aorta Abdominal

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O Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital da Senhora da Oliveira, em Guimarães, acaba de colocar, pela primeira vez em Portugal, um sistema de fixação adicional numa prótese endovascular para tratar um aneurisma da aorta abdominal (AAA). Este sistema de fixação inovador permite evitar fugas de sangue, diminuindo assim um dos principais riscos associados à técnica.

O sistema de fixação consiste na colocação de uma espécie de “parafuso” que prende a endoprótese à parede da aorta, evitando assim fugas de sangue e necessidade de reintervenção em caso de movimentação do local de posicionamento original da prótese - Amílcar Mesquita, cirurgião vascular e Diretor do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital de Guimarães

O sistema de fixação foi colocado pela primeira vez em Portugal no Hospital de Guimarães numa mulher de 85 anos e com um aneurisma de 8 cm em perigo de ruptura.

O AAA é uma doença grave, sem sintomas, que se carateriza por uma dilatação lenta e progressiva da aorta, a maior artéria do organismo que, quando rompe, origina uma perda de sangue muito grave que pode resultar em morte súbita. Estima-se que, na Europa, 80 milhões de pessoas com mais de 65 anos estejam em risco de desenvolver um AAA.

Os indivíduos com idade superior a 60 anos, do sexo masculino, fumadores ou ex-fumadores, com hipertensão arterial, colesterol elevado, doença cardiovascular ou doença pulmonar obstrutiva crónica correm mais riscos de sofrer de um AAA.

O tratamento endovascular é uma forma menos invasiva de tratamento do AAA que a cirurgia convencional. Através de uma cirurgia minimamente invasiva, a endoprótese é colocada para reforçar a parede da aorta e ajudar a impedir que a área lesionada se rompa.

Fonte: Hospital de Guimarães
Foto: Município de Guimarães

CIIMAR certifica pescadores para realizarem amostragens científicas

cientamostra1aO CIIMAR, Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, em parceria com a Associação Pró-Maior – Segurança dos Homens no Mar – certificou recentemente, de forma gratuita e no âmbito do projeto CientAmostra, 21 pescadores profissionais do Alto Minho para a realização de campanhas de amostragem científicas.

Ao longo de várias sessões, profissionais de pesca de Castelo de Neiva e da Apúlia receberam informação teórica e prática sobre campanhas de amostragem científicas, tendo oportunidade de aprender a operar equipamentos especializados para a recolha de dados científicos. Deste modo, os pescadores certificados poderão ser futuramente contratados por diversas entidades ligadas ao ambiente, para a realização de campanhas de amostragem científica, alargando assim as suas fontes de rendimento.

O projeto CientAmostra (31-04-01-FEP0237- Certificação científica para a realização de campanhas de amostragem) foi co-financiado pelo PROMAR e pelo Grupo de Ação Costeira do Alto Minho e “nasceu da necessidade de diversificar e reestruturar as atividades económicas e sociais dos profissionais de pesca, identificado como uma das linhas prioritárias para o sector”, refere a investigadora Sandra Ramos, líder do projeto.

Os profissionais de pesca certificados estão integrados numa base de dados e poderão ser contatados e contratados através do site wwww.ciimar.up.pt/cientamostra.

Fonte: CIIMAR
Foto: usgs.gov

 

KPMG distingue a portuguesa ebankIT como uma das 10 “estrelas emergentes” no mercado global

kpmgA portuguesa ebankIT, fintech com sede no Porto e especialista no desenvolvimento de soluções tecnológicas orientadas para o setor financeiro, foi distinguida em Londres, pela consultora KPMG, como uma das 10 “estrelas emergentes” no mercado global.

Em conjunto com a empresa de investimentos H2 Ventures, a KPMG começou por elaborar um relatório, publicado em dezembro último, no qual escolheu a ebankIT para figurar na lista das 50 fintech a acompanhar no mercado internacional.

A seleção final das 10 “estrelas emergentes”, revelada no decorrer da cerimónia de entrega de prémios ‘Fintech 100 Awards Ceremony’, realizada em Londres a 9 de fevereiro, voltou a contemplar a ebankIT, que recebeu um galardão que a classifica como membro do restrito lote “Top 10 Global Emerging Stars in “KPMG – H2 Ventures Fintech 100″ 2015/16”.

“Este prémio prestigiante revela-se um grande feito para a empresa, provando uma vez mais a qualidade das soluções omnicanal inovadoras que desenvolvemos. O nosso foco passa por, diariamente, procurar simplificar cada vez mais a interação entre os bancos e os cidadãos e é reconfortante ver a ebankIT ser descrita como uma das 10 fintechs em todo o mundo com as ideias mais ousadas e disruptivas”, refere João Lima Pinto, CEO da ebankIT.

Entre as mais recentes novidades que a empresa apresentou na última semana em Londres, na FINOVATE Europe, a maior feira mundial de soluções tecnológicas para o setor financeiro, destaque para um sistema de reconhecimento visual e por voz que permite a realização de transferências bancárias, bem como uma assistente virtual que funciona no Apple Watch.

Fundada em 2014, com sede no Porto e escritórios em Londres, a ebankIT  foi criada  com base nos quadros técnicos e nos produtos inovadores para o setor financeiro da empresa ITSector, sua principal acionista.

Fonte: KMPG
Foto: KPMG

A Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem

nazare1O filme “The Nazaré Wave” é o principal resultado do projecto “A Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem”. Este projecto tem como objectivo contribuir para a literacia sobre os Oceanos e cativar a atenção do público em idade escolar para a importância da integração do conhecimento científico na gestão sustentável dos Oceanos.

Este projecto foi desenvolvido no âmbito das actividades de outreach promovidas pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e foi financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu no âmbito do Programa PT02 – Gestão Integrada das Águas Marinhas e Costeiras.

A excelência Portugal quis conhecer melhor este projecto e falou com a sua principal mentora, Mafalda Carapuço, que nos concedeu esta entrevista.

Visita de estudo à Nazaré

Visita de estudo à Nazaré

- Como começou este projecto?

O projecto “A Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem” começou no âmbito da iniciativa “Semana Ciência e Tecnologia: Um planeta, a nossa casa”, promovida pelo Programa Ciência Viva. No decorrer desta iniciativa tive a possibilidade de fazer uma apresentação na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), sobre a onda da Nazaré. No seguimento desta apresentação, o Prof. Adérito Cunha da Escola Básica e Secundária de Gama Barros (EBSGB), convidou-me para ir à escola fazer esta mesma apresentação. Os alunos gostaram do tema e do formato da apresentação que era suportada em curtas-metragens de animação científica que ilustravam os processos físicos associados à geração, propagação e rebentação das ondas. Nesta sessão, perguntei-lhes ainda assim o que deveria ser feito para melhorar a apresentação – os alunos sugeriram a introdução de mais animações e manifestaram vontade em contribuírem para a apresentação. Nasceu assim o projecto “A Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem”.

- Como foi constituída a equipa?

A equipa do projecto foi, numa primeira fase, constituída por quatro pessoas. Por mim, aluna de doutoramento em geologia da FCUL, onde tenho desenvolvido a minha investigação na área da transferência do conhecimento científico entre os cientistas e a sociedade. Pelos meus orientadores, professores Rui Taborda e César Andrade da FCUL responsáveis pela coordenação científica do projecto. Pelo Prof. Adérito Cunha enquanto responsável pela coordenação das actividades ligadas com a EBSGB.

Com o desenvolvimento do projecto a equipa cresceu substancialmente e juntaram-se à equipa inicial as professoras Sandra Lobo e Lúcia Jorge, os alunos das turmas 10ºCT1 e 10ºCT2 EBSGB (2015/2016) e Rui Pereira na elaboração das curtas-metragens de animação científica.

- Qual a motivação inicial?

A motivação inicial foi potenciar a transferência do conhecimento científico e investigar de que forma temas com maior mediatismo e disponibilizados de uma forma apelativa – como o filme sobre a Onda da Nazaré – poderiam ser importantes em estimular a vontade de aprender ciência. E, consequentemente, que os jovens sentissem que o conhecimento científico lhes permite terem um papel mais activo na sociedade. Mas, confesso, que com o passar do tempo e ao estabelecer uma relação de maior proximidade com os alunos, a motivação ficou também [muito] condicionada com a vontade de fazer com que os alunos acreditassem que os sonhos podem de facto ser concretizados quando existe determinação e dedicação. E espero ter conseguido transmitir esta mensagem porque, no fundo, foi também o que aconteceu comigo ao longo deste processo.

Filmagens

Filmagens

- Porquê a Nazaré?

Não há assim tantos exemplos como o caso da Nazaré.  A Onda funciona bem, graças ao seu mediatismo e capta o interesse dos alunos.

- Garret McNamara tornou-se um mediático embaixadora da Onda da Nazaré. Como conseguiram a sua participação?

No filme “The Nazaré Wave”, e graças ao apoio do Município da Nazaré, conseguimos contar com a participação dos surfistas Garrett McNamara, Carlos Brule e Maya Gabeira. É impossível não destacar a disponibilidade do Garrett McNamara para participar numa “conversa” via skype com os alunos no dia das filmagens em estúdio.

Neste mesmo dia o Presidente da Câmara da Nazaré, Dr. Walter Chicharro, teve igualmente a simpatia de nos visitar e dar uma palavra de apoio aos alunos e ao projecto. O autarca salientou “a importância da presença da onda da Nazaré numa iniciativa que vai no sentido da aprendizagem das ciências”, ambas de grande relevância para a própria “economia do país”.

- Que importância tem a participação no Ocean Science Meeting?

As ondas da Nazaré vão ser um dos temas do Ocean Sciences Meeting 2016, um congresso que irá debater vários temas ligados às ciências, de 21 e 26 de fevereiro de 2016, em New Orleans (Estados Unidos).

A tipologia dos produtos finais do projecto “A Onda da Nazaré: um estímulo para a aprendizagem” concorre para que o impacto do projecto tenha continuidade para além do seu encerramento formal. Neste sentido, a divulgação do projecto, e em particular do filme “A Onda da Nazaré” em diferente contextos é da maior importância. A participação no 2016 Ocean Science Meeting é muito motivador uma vez que se trata de um fórum de excelência em tópicos relacionados com os Oceanos e com grande enfoque nas áreas das educação e outreach.

nazare2

Ante-estreia

Fotos: DR


Mais informações sobre o projecto em:
website do projeto: http://nazarewave.fc.ul.pt/links.html
página de facebookhttps://www.facebook.com/nazarewaveproject

 

Estudo em que participou a Universidade de Coimbra revela que é possível reverter alguns comportamentos ligados ao autismo

autismo2Um estudo em que participou o Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), publicado hoje na conceituada “Nature”*, revela que é possível reverter alguns comportamentos ligados ao autismo, na fase adulta.

Uma equipa de cientistas norte-americanos e uma portuguesa, Patrícia Monteiro, investigou o gene Shank3, um dos genes implicados no autismo, patologia sem cura que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o Mundo. Em Portugal estima-se que a prevalência seja de 1 caso em cada 1000 crianças em idade escolar.

Apesar da origem do autismo ser bastante variável, o gene Shank3 está associado a uma forma monogénica da patologia. Quando surge uma mutação, a proteína resultante deste gene – que funciona como um “andaime” que dá acesso à comunicação entre neurónios – deixa de suportar a estrutura, causando danos no circuito neuronal.

Sendo o autismo uma doença neuropsiquiátrica que compromete o normal desenvolvimento da criança e que permanece durante toda a vida, a equipa, através de uma abordagem pioneira, quis perceber se valia a pena apostar em terapias direcionadas para a fase adulta dos doentes.

Experiências realizadas durante quatro anos em ratinhos adultos sujeitos à mutação do gene mostraram, pela primeira vez, ser possível reverter dois dos principais sintomas do autismo: ausência de interação social e comportamentos repetitivos.

Ou seja, os investigadores conseguiram consertar o “andaime” e restabelecer a comunicação na estrutura «durante a fase de vida adulta desses ratinhos, demonstrando que é possível reverter as alterações bioquímicas, problemas de comunicação neuronal e mesmo melhorar as interações sociais e comportamentos repetitivos», descreve Patrícia Monteiro, que participou no estudo ao abrigo do Programa Doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina do CNC em parceria com o MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Esta descoberta abre portas para a criação dos primeiros medicamentos eficazes no tratamento da doença. Estes resultados indicam que, embora o autismo seja uma perturbação do desenvolvimento, é possível intervir na sua fase adulta – Patrícia Monteiro

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«Ainda que estas experiências em ratinhos não tenham aplicação direta nos humanos», Patrícia Monteiro realça que o estudo «ajuda a compreender o conjunto de alterações biológicas presentes no autismo e abre portas para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas, como por exemplo estratégias direcionadas para a melhoria de certas alterações comportamentais passíveis de serem revertidas em fase adulta e não para o quadro de alterações comportamentais do autismo como um todo.»

* A participação portuguesa foi financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). As entidades norte-americanas que financiaram o estudo foram: Poitras Center for Affective Disorders Research at MIT, Stanley Center for Psychiatric Research at Broad Institute of MIT and Harvard, National Institute of Health, Nancy Lurie Marks Family Foundation, Simons Foundation Autism Research Initiative (SFARI) e Simons Center for the Social Brain at MIT.

Fonte: UC
Fotos: madisonhouseautism.org;UC