Investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência descobrem que o sistema imune afeta a evolução de bactérias do intestino

IGC-RodentFacility-14A nossa saúde depende fortemente da diversidade de bactérias que habitam o nosso intestino e da forma como o sistema imune tolera essa diversidade ou responde às bactérias patogénicas para prevenir doenças. Num estudo publicado esta semana na revista científicaNature Communications*, investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) descobriram que quando o sistema imune do hospedeiro é comprometido, a composição de bactérias do intestino muda, e o ritmo e a previsibilidade do processo de adaptação dessas bactérias são afetados.

Este estudo sugere que o tratamento de patologias intestinais que resultam de um sistema imunitário deficiente, tais como a doença inflamatória intestinal, pode requerer terapias baseadas em medicina personalizada que tenham em conta a composição individual das bactérias intestinais.

Esta investigação, liderada por Isabel Gordo e Jocelyne Demengeot, é o primeiro trabalho experimental que confirma a hipótese de que o sistema imune influencia a evolução das bactérias do intestino. O intestino é um ambiente altamente complexo, tendo as bactérias aí residentes de se adaptar e evoluir para lidarem de forma eficiente com os diferentes estímulos, incluindo a dieta diversificada que ingerimos todos os dias. Isto origina cada vez mais diversidade de bactérias, que necessitam de ser controladas pelo nosso mecanismo de vigilância, o sistema imunitário, de modo a evitar doenças. Já se sabia que surgem patologias quando o sistema imunitário falha e há disrupção na comunidade de bactérias do intestino. Mas uma ligação direta ou indireta entre o sistema imunitário e a evolução de bactérias ainda não tinha sido provada.

A equipa de cientistas do IGC investigou como é que a Escherichia coli (E. coli), uma das primeiras bactérias a colonizar o intestinodepois do nascimento, evolui em ratos saudáveis e em ratos que não possuem linfócitos, os glóbulos brancos do sistema imune.Enquanto em animais saudáveis são observadas rápidas adaptações metabólicas à dieta, as mudanças são mais lentas em ratosimunologicamente comprometidos, onde o sistema imune não funciona corretamente. Os investigadores observaram ainda que o mesmo tipo de adaptações benéficas ocorria em todos os ratos saudáveis que foram estudados. No entanto, nos animais que não possuemlinfócitos, foram observadas grandes variações entre indivíduos, tornando difícil prever o curso de evolução das bactérias naqueles animais. João Batista, estudante de doutoramento e primeiro autor do estudo, explica: “Nós observámos que esta característica se deve amudanças na composição da comunidade de bactérias no intestino, que é mais semelhante em indivíduos com um sistema imune saudável e bastante mais diversificada em animais com um sistema imune comprometido. ”

“Foi possível desenvolver este trabalho de investigação porque no IGC há um espírito de cooperação que junta grupos de investigação de diferentes áreas de ação. Assim, integrámos os nossos conhecimentos sobre evolução e imunologia para estudar as complexas interações existentes entre o sistema imune dos vertebrados, composto por inúmeras células diferentes, e a microbiota intestinal, tambémcomposta por inúmeras bactérias diferentes. Aprendemos que o sistema imune funciona como um normalizador da composição de bactérias do intestino”, comenta Jocelyne Demengeot.

Isabel Gordo acrescenta: “O nosso trabalho mostra que é possível prever a evolução das bactérias comensais em organismos saudáveis, mas o mesmo não acontece em organismos com problemas no seu sistema imune. Assim, o uso de terapias generalistas para tratar pessoas que sofrem de patologias intestinais resultantes de um sistema imunitário deficiente, como é o caso da doença inflamatória do intestino, pode não ser a melhor abordagem. Em vez disso, devem ser consideradas terapias baseadas em medicina personalizada, que tenham em conta a composição de bactérias do intestino de cada pessoa.”

Recentemente, o trabalho desenvolvido por esta equipa que antecedeu este estudo foi distinguido com o Prémio PLOS Genetics Research Award 2015. Este estudo foi financiado pelo Conselho de Investigação Europeu e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

 

* Barroso-Batista, J., Demengeot, J., and Gordo, I. (2015) Adaptive immunity increases the pace and predictability of evolutionary change in commensal gut bacteria. Nature Communications. DOI: 10.1038/ncomms9945

Créditos da fotografia: Roberto Keller (IGC).

Soraya Gadit, CEO da InoCrowd, agraciada com Prémio Femina 2015

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Soraya Gadit, fundadora e CEO da InoCrowd foi agraciada por ter contribuído para o prestígio de Portugal e da Lusofonia nas áreas do Empreendedorismo e da Inovação. 

O Prémio Femina foi criado em 2010, para agraciar as Notáveis Mulheres Portuguesas. Na celebração do Quinto Aniversário da sua fundação procedeu ao alargamento do âmbito das suas destinatárias, que serão as Notáveis Mulheres Portuguesas e da Lusofonia – oriundas de Portugal, dos Países de Expressão Portuguesa, das Comunidades Portuguesas e Lusófonas, e Luso-descendentes, que se tenham distinguido com mérito ao nível profissional, cultural e humanitário no Mundo, pelo Conhecimento e pelo seu relacionamento com outras Culturas. Foram sete as mulheres agraciadas com esta distinção.

A edição comemorativa do seu Quinto Aniversário foi realizada com jantar e cerimónia de entrega do Prémio Femina 2015, no dia 28 de Novembro de 2015, no Salão Macau do Museu do Oriente, em Lisboa, onde as agraciadas receberam o prémio pelos membros da Comissão de Honra (João Micael, Amadeu Leitão Nunes, Delmar Maia Gonçalves e Pedro Ferreira de Carvalho).

Receber este prémio significa o reconhecimento do meu trabalho e também é o resultado do sucesso da InoCrowd e da minha equipe. 

A Inocrowd é  uma Startup que visa estabelecer uma relação directa entre o mundo académico ou de alguém que tenha uma solução – Solver – e o mundo empresarial – Seeker, procurando diminuir o GAP / distanciamento existente entre ambos.

Soraya Gadit é uma das fundadoras da InoCrowd, que surgiu a 20 de janeiro de 2011. Soraya é formada em Ciências Farmacêuticas pela FFUL (Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa) e tem um MBA em Finanças e Gestão pela AESE.

Em declarações à Excelência Portugal, a empreendedora salientou que “receber um prémio que personagens tão ilustres como por exemplo a Dra. Manuela Ramalho Eanes, Dra. Maria Barroso, Dra. Maria de Belém e Professora Elvira Fortunato já receberam é para mim um enorme orgulho. Inspira-me e dá-me força para continuar a trabalhar de forma a valorizar ainda mais o conhecimento e promover a inovação das nossas empresas e universidades”.

Agraciadas com o Prémio Femina 2015 e a Comissão de Honra

Lista completa das agraciadas:

Prémio Femina de Honra
Georgina de Mello
Directora-Geral da CPLP

Por méritos relevantes na Excelência Profissional
Albina Assis Africano

Por mérito nas Letras: Literatura – Investigação e ensino de Literaturas Lusófonas
Inocência Mata

Por mérito nas Letras: Literatura – Poesia e ficção
Ana Mafalda Leite

Por mérito nas Ciências: Investigação relevante
Fátima Cardoso

Por méritos relevantes na Excelência Profissional, e, que tenha contribuído para o prestígio de Portugal e da Lusofonia: Empreendedorismo e inovação
Soraya Gadit

Pela Divulgação da Cultura de Matriz Portuguesa no estrangeiro e na Lusofonia
Sónia Matias

Fonte: Matriz Portuguesa/Prémio Femina
Fotos: DR/João de Sousa

 

Doctor Gummy – Guloseimas saudáveis

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A portuguesa Doctor Gummy preocupa-se com a saúde humana e quer ajudar na resolução da preocupante obesidade infantil. Esta empresa social  procura desenvolver soluções mais saudáveis do que aquelas que são disponibilizadas pelo mercado e fabrica guloseimas naturais e saudáveis.

Sugar Tax: esta é a mais recente campanha do famoso chef britânico Jamie Oliver que propôs ao seu Governo a imposição de um novo imposto específico para bebidas/alimentos com muito açúcar como os refrigerantes. Desta forma, os preços destes produtos subiriam levando a uma redução da sua compra e consumo. A ideia é, portanto, desencaminhar a população britânica do seu atual rumo em direção a doenças como a obesidade e diabetes devido a um consumo excessivo de açúcar.

No entanto, esta ideia foi recentemente rejeitada pelo Primeiro-ministro britânico que, segundo alguns, foi pressionado por lobbys da indústria alimentar para não aceitar a proposta. Mas porque é tão importante para a indústria alimentar manter o açúcar tão presente nas nossas vidas?

Já foi mostrado por muitos que o açúcar é viciante. Isto significa que alguns produtos são mais vendidos quando têm mais açúcar. Tirar ou reduzir o açúcar de determinados alimentos ou bebidas pode representar para algumas empresas perda de muito dinheiro. Assim, estas lucram à custa da saúde e bem-estar de muitos. Ao que isto já chegou.

Outro grande problema está relacionado com medicamentos para crianças aos quais é frequentemente adicionado açúcar (até 90%) para os tornar mais apetecíveis, já que por vezes é difícil convencer uma criança a tomar um medicamento cujo sabor não lhe agrada. O resultado da ingestão deste tipo de medicamentos é que, para resolver um problema de saúde, criamos outros como cáries, obesidade e diabetes infantil.

Tudo começou quando Nuno Santos, engenheiro químico, se deparou pela primeira vez com este problema enquanto trabalhou como voluntário com crianças às quais eram administrados medicamentos com grandes quantidades de açúcar, na Associação das Escolas Jesus, Maria, José no Porto. Decidiu então explorar novas ideias para tornar os medicamentos mais aliciantes para crianças sem a adição de açúcar. “Nenhuma criança gosta de medicamentos, mas todas gostam de guloseimas” diz o investigador ao P3 do Público. Depois de meia-dúzia de anos de experiências com folhas, cascas e raízes em diferentes laboratórios e universidades europeias, em 2014, o engenheiro químico Nuno Santos criou algo que “engana o cérebro e leva-o a acreditar que é doce” e pode finalmente concretizar esta ideia. Registou duas patentes nacionais e uma internacional.

Assim surgiu a Doctor Gummy que pretende ajudar na resolução desta epidemia de obesidade infantil. Esta empresa social portuguesa fabrica gomas, chupa-chupas, rebuçados, pastilhas e chocolates 100% naturais e saudáveis e com 0% de açúcar, adoçante, glúten, lactose, corantes, aromatizantes e conservantes artificiais.

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A empresa aposta simultaneamente em dois mercados: indústria alimentar, como guloseima saudável vendida em cadeias de supermercados, e na indústria farmacêutica sendo um medicamento um dos componentes das guloseimas.

A Doctor Gummy terá guloseimas para todos os gostos. Relativamente à gelatina usada no fabrico das suas gomas, por exemplo, haverão três formulações: gomas com gelatina de porco, gomas com gelatina de vaca (halal) e gomas com gelatina vegetal (para vegetarianos).

Outra grande vantagem é a ausência de corantes artificiais que são os principais responsáveis pela intolerância de muitas crianças à gelatina. A Doctor Gummy dá cor às suas guloseimas usando legumes e vegetais como a abóbora, a cenoura e os espinafres. Enquanto que a maioria das marcas tradicionais usam entre 1 e 3% de fruta, esta empresa portuguesa usa 20%.

Estes são apenas alguns dos factos que convenceram os investidores a apostarem nesta ideia. O projeto recebeu um investimento direto no valor de 25.000€. Entretanto, já recebeu vários prémios, como o 2º lugar no prémio do jovem empreendedor da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE). Mais recentemente, arrecadou o primeiro prémio do concurso Creative Business Cup na área de Inovação na Saúde, em Copenhaga. Já se está também a discutir a possibilidade de apresentar a ideia em Sillicon Valley.

A Doctor Gummy ainda nem lançou o produto e já recebeu encomendas imensas como a de um distribuidor francês: 42 milhões de euros para vendar pela Europa. Estas guloseimas serão distribuídas em 132 países incluindo, claro, Portugal. A nível nacional poderá encontra-las em várias cadeias de supermercados a partir deste Natal.

Como se não bastasse, a Doctor Gummy é uma empresa social. Isto significa que os lucros serão reinvestidos no negócio ou entregues a organizações sociais de forma a promover valores sociais em cinco áreas: Saúde, Educação, Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade, tornando a DoctorGummy a primeira empresa certificada “Vitamina S”.

Por fim, Nuno Santos anunciou que pretende publicar em breve um livro que incentive o empreendedorismo social partilhando casos nacionais e conselhos práticos que aprendeu com a sua mais recente aventura.

Fontes:

http://www.bbc.com/news/health-34576006

http://www.dailymail.co.uk/news/article-3283760/Cameron-says-no-sugar-tax-PM-not-read-report-suggests-levy-tackle-obesity-crisis-critics-accuse-influenced-food-giants.html

http://p3.publico.pt/vicios/gula/18942/estas-gomas-saudaveis-sao-portuguesas-e-premiadas

http://www.creativebusinesscup.com/article/world-champ-creative-entrepreneurs-2015


Fotos: DR

Ana Ferraz vence Prémio Nação Inovadora

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O júri do Prémio Nação Inovadora escolheu a investigadora barcelense Ana Patrícia Ferraz como vencedora deste prémio promovido pela Audi e a SIC Notícias. O resultado foi divulgado esta segunda-feira. 

Após a primeira fase que contou com 25 candidatos, Ana Patrícia Ferraz chegou à final com Gonçalo Fortes, fundador e CEO da Prodsmart e Miguel Neiva, designer fundador da Color Add.

Fico muito satisfeita por terem reconhecido o meu trabalho. Foram oito anos de investigação, trabalho e dedicação para chegar a uma solução que poderá ajudar a salvar vidas – Ana Patrícia Ferraz

Inovar e construir algo diferente, que contribuísse para a qualidade de vida das pessoas. É o lema de Ana Patrícia Ferraz que a levou à conquista do campeonato nacional e mundial da Microsoft Imagine Cup, na Rússia, há dois anos (na categoria de cidadania). Sempre com com o foco firmemente colocado na área da saúde.

Foi durante a licenciatura em Informática para a Saúde do Instituto Politécnico do Cávado e  Ave (onde leccionou) que começou a desenvolver um protótipo de um sistema para a determinação de testes pré-transfusionais de sangue, que desempenham um papel essencial nas situações de emergência médica. O protótipo realiza em cerca de 5 minutos os testes ABO e Rh, permitindo que se administre sempre um tipo de sangue compatível quando se faz uma transfusão. Ana acredita vivamente que este sistema pode salvar vidas.

Atualmente encontra-se a concluir o doutoramento em Engenharia Electrónica e Computadores na Universidade do Minho, além de ser mestre em Bioinformática pela mesma Universidade. É autora e co-autora de 13 publicações internacionais em jornais e conferências da especialidade.

Fonte: Nação Inovadora
Foto: Licínio Almeida, da Audi, com Ana Patrícia Ferraz e Francisco Maria Balsemão, do grupo Impresa (DR)

Marketing digital – A conversa entre as marcas e os clientes agora é outra

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Estar onde os clientes estão e falar com eles sobre os mesmos gostos e interesses. Esta é a premissa que tem orientado muitas das estratégias de marketing das empresas nos últimos anos. A captação e fidelização de clientes está cada vez mais dependente da elaboração de uma estratégia de comunicação eficaz não apenas nos meios tradicionais, mas também nos meios digitais.

O que antes era distante tornou-se próximo, o que era impensável transformou-se numa realidade e tudo graças às plataformas on-line que permitem oferecer as melhores experiências aos clientes, onde quer que estes estejam.

As mensagens na rádio, televisão, outdoors e nas prateleiras dos supermercados passaram a ser reforçadas com gostos, comentários, partilhas, tweets e até mesmo com pins. E o campeonato é feroz entre quem tem mais influência e mais seguidores nas redes sociais.

Por isso, não basta informar! As mensagens terão tanto ou mais sucesso quanto mais valor acrescentarem ao utilizador, seja em termos de utilidade ou de entretenimento. E para isso, as empresas contam com uma panóplia de métricas que lhes dão informação sobre o consumidor e que lhes permitem fazer campanhas muito mais personalizadas, com um alvo certeiro.

É neste palco, o das redes sociais, que as empresas e marcas estão agora dispostas a fazer tudo em troca de um novo cliente – diga-se, fã ou seguidor -, já que têm o espaço e as ferramentas adequadas para o fazer.

Porém, a regulação daquilo que as empresas e as marcas fazem nas redes sociais é um tema quente e que fica cada vez mais escaldante à medida que estes serviços ganham expressão. Seja qual for o caminho que escolherem, as marcas deixaram de ser apenas a voz para se tornarem também em ouvintes activos de quem as segue diariamente.

A prova disso são as tentativas e esforços nacionais que se aproximam – ainda que a um ritmo mais lento – das estratégias de comunicação internacionais. É disso exemplo a Portuguese Shoes TV online, uma plataforma online onde é possível encontrar todos os suportes digitais do sector do calçado português.

A Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele pretende, assim, tirar partido, através da produção de conteúdos próprios que estarão disponíveis nesta plataforma e da disponibilização de materiais digitais das empresas, de um veículo de promoção “out of the box” que projecta a imagem do sector do calçado português além-fronteiras.

Também a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) apostou em mostrar que a sua actuação vai muito além dos jogos e das causas sociais – as duas únicas áreas que, até 2011, tinham visibilidade -, e, por isso, nos últimos quatro anos criou um website, estabeleceu-se nas redes sociais (como o Twitter e o Facebook) e entrou nos festivais de música. A SCML quer mostrar que continua a respeitar a tradição de uma marca com mais de 500 anos, mas que não desperdiça a oportunidade de estar mais próxima do seu público, com novas estratégias de comunicação. Porque a altura assim o exige!

No entanto, estar onde os clientes estão também tem efeitos colaterais, já que estes estão mais críticos e exigentes com a informação que recebem, cabendo às empresas estar preparadas para o reverso da medalha. No ano passado a Olá esteve na mira das redes sociais por um erro ortográfico, depois de a marca de gelados ter colocado um hífen nas palavras “experimentaste” e “ganhaste”. Muitos foram os comentários que surgiram na página de Facebook da marca, que teve de retirar de circulação os cartazes e pedir desculpa pelo sucedido.

Tendo em conta este e outros cenários, a gestão de conteúdos de uma marca nas redes sociais não deve ser uma tarefa votada ao amadorismo. Uma má comunicação on-line pode infligir graves danos à reputação das marcas. Recorrer a especialistas é uma aposta inteligente e cada vez mais presente nas estratégias das empresas portuguesas.

Mas não são só as marcas e empresas que estão nas redes sociais. O presidente dos Estados Unidos recebe e responde a perguntas de internautas no Twitter e os astronautas da NASA usam a plataforma para partilhar fotos a partir da Estação Espacial Internacional. Em Portugal, os partidos que concorreram às eleições legislativas de 4 de Outubro tinham pelo menos uma coisa em comum: todos estavam presentes na Internet, com sites e páginas numa ou em mais redes sociais, demonstrando que a campanha também é digital.

Apesar de ser um fenómeno relativamente recente, já nenhum candidato ignora este novo meio de comunicação e, por isso, as redes sociais são hoje fundamentais quando se define qualquer estratégia de comunicação política eleitoral.

As vitórias e as derrotas no futebol também extrapolaram o físico e encetaram um caminho viral na Internet. Quem não se lembra da famosa dentada de Suarez a um jogador da equipa adversária no campeonato do mundo?

O comboio ainda agora vai a meio da viagem e quem não entrar na carruagem certa corre o risco de ficar pelo caminho. Queira-se ou não, este fenómeno continuará a ser alimentado todos os dias por milhões de cidadãos um pouco por todo o mundo, pelo que cabe às empresas adaptarem-se e entrarem também nesta conversa que os clientes não vão querer parar!


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Leonor Pipa é licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e Mestre em Ciências da Comunicação – Especialização em Estudos dos Media e Jornalismo pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Começou o seu percurso profissional no jornalismo, mas actualmente é Consultora de Marketing Digital da On-Fi.
A comunicação continua a ser a sua paixão, tendo desenvolvido nos últimos anos estratégias de comunicação digital para empresas no mercado nacional e angolano.

    Ilustração: businessideas.com.br

    BLC3: Incubadora de Oliveira do Hospital no Top 10 Europeu

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    A BLC3, de Oliveira do Hospital, acaba de ser distinguida com o prémio Top University Business Incubator numa competição que envolveu 117 incubadoras europeias. Com o nono lugar, a BLC3 foi a única incubadora portuguesa a aceder ao top ten deste ranking.

    O Top University Business Incubator é considerado o ranking de referência das melhores incubadoras de empresas ligadas ao meio universitário. O prémio de 2015 foi atribuído pela UBI Global e pela I3P – Incubadora de Empresas Inovadoras do Politécnico de Turim numa conferência internacional realizada a 26 e 27 de outubro em Turim, em Itália.

    Associação BLC3 – Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro, BLC3, é uma associação sem fins lucrativos, localizada em Oliveira do Hospital, que desenvolve atividades de (1) investigação e intensificação tecnológica de excelência, (2) incubação de ideias e empresas e (3) apoio ao tecido económico. about1[1]

    João Nunes, Engenheiro Mecânico, aos 28 anos teve a iniciativa de criar a BLC3 como medida de combate a desertificação e envelhecimento da população na região interior centro e em 2010 foi-lhe dada a possibilidade de avançar com o projeto. Esta é a primeira e única entidade em Portugal criada para o desenvolvimento e industrialização das Biorrefinarias (2ª e 3ª geração) e da Bioeconomia e “Smart Regions”. Atualmente com 33 anos, o João é o Presidente e CEO da entidade.

    A BLC3 funciona em duas valências: Centro de Tecnologia e Inovação e Incubadora de Empresas. A primeira remete para a valorização dos recursos endógenos através da tecnologia, contando com 22 projetos de I&DT (exemplo de alguns apresentado à frente), correspondendo à criação de 25 postos de trabalho (jovens investigadores com mestrado e doutoramento). No espaço da Incubadora, a BLC3 conta com 18 empresas/projetos incubados que correspondem a 31 postos de trabalho. É importante relembrar que o principal problema da região interior do país, está na fixação de jovens, uma vez que cada vez menos existem ofertas adequadas aos seus níveis de formação. A BLC3 contudo está a contrariar essa tendência e pretende continuar a captar jovens para as regiões mais periféricas.

    As linhas estratégicas da BLC3 pretendem promover o desenvolvimento da Bioeconomia e “Smart Regions”:

    • Desenvolver e ligar o conhecimento aos problemas e oportunidades dos territórios;
    • Fixar massa crítica e jovens;
    • Alavancar a atividade económica através dos seus recursos;
    • Melhorar a qualidade de vida das populações; e
    • Promover o uso sustentável do espaço territorial de forma SMART e eficiente.

    A BLC3 dispõe de uma estrutura e rede de excelência internacional composta por 55 entidades de 9 países europeus e mais de 115 investigadores e cientistas de excelência. Destaca-se, como por exemplo, o Conselho Superior de Investigação Científica de Espanha (CSIC), Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital, Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET), Instituto Superior de Ciência Sociais e Políticas, Instituto de Tecnologia Química e Tecnológica (ITQB), Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), Universidade de Coimbra, Universidade de Jaén, Universidade do Minho, Universidade do País Basco, National Research Council (CNR), entre muitas outras entidades tecnológicas e também empresarias.


    Estrutura e Operacionalização

     

    BLC3 | Centro Tecnológico e de Inovação

    A BLC3 desenvolve as suas principais atividades (investigação e intensificação tecnológica) no seu Centro Tecnológico e de Inovação (CTI). O CTI é constituído por 4 pilares de desenvolvimento de atividades de I&DT+i: (1) Cidadania; (2) Energia e Território; (3) Ambiente e Qualidade de Vida; e (4) Agricultura e Tecnologias Alimentares, com um vetor de base Bioeconomia e “Smart Regions”.

    BLC3 | Centro de Incubação de Ideias e Empresas

    No Centro de Incubação de Ideias e Empresas (CIE) existe a aposta de industrializar os conceitos investigados e desenvolvidos e de fixar massa crítica resultante da atividade do Centro Tecnológico e de Inovação. O CIE é constituído também por uma Incubadora de Ideias e Empresas, Incubadora | BLC3, para o apoio e dinamização do surgimento, fixação e desenvolvimento de novas ideias e empresas na região.

    A Incubadora|BLC3 está integrada na RIERC (Rede de Incubadoras de Empresas da Região Centro de Portugal), participa em redes nacionais de mentorismo de projetos de empreendedorismo e tem ligação a uma rede internacional de excelência ao nível da investigação e inovação criada pela BLC3.

    BLC3 | Centro de Apoio a Projetos e Ideias Inovadores

    O Centro de Apoio a Projetos e Ideias Inovadores (CAPI) apoia o desenvolvimento de projetos e ideias inovadores, dando suporte ao Centro Tecnológico e de Inovação e ao Centro de Incubação de Ideias e Empresas e articula a estrutura da BLC3 com as Áreas de Acolhimento Empresarial. É o principal elo de ligação entre a BLC3 e comunidade em geral. As principais atividades são a gestão de projetos, seleção e identificação de fontes de investimento e financiamento, promoção de fundos estruturais, de investimento e comunitários. Está integrado no CAPI o Departamento de Bioeconomia e de Apoio ao Tecido Económico e o Gabinete de Apoio à Propriedade Intelectual e Industrial (GABI).

    BLC3 | Área de Acolhimento Empresarial

    Fruto do forte caracter e missão de industrializar conhecimento e tecnologia, com foco para o mercado, a BLC3 apresenta como último pilar da plataforma, a ligação e articulação com as Área de Acolhimento Empresarial, para que seja possível promover aceleração e o “scale up” dos projetos do Centro Tecnológico e de Inovação e do Centro de Incubação de Ideias e Empresas. Por último, numa abordagem, de fora para dentro, apoia à dinamização de Área de Acolhimento Empresarial e promove a ligação e o contato entre BLC3/empresas, Empresas/Empresas e Regiões/Regiões.

    Prémios:

    • 2013 – Prémio Excelência: Tecnologia e Inovação, atribuído pela Caixa de Crédito Agrícola de Oliveira do Hospital
    • 2014 – 2º lugar nacional nos Prémios Europeus de Promoção Empresarial (European Enterprise Promotion Awards – EEPA) na área de “Apoio ao desenvolvimento de mercados ecológicos e à eficiência de recursos”..
    • 2015 (Outubro): Top 10 University Business Incubator (Europe)
    • 2015 (Novembro) World Top 25 University Business Incubators

     

    Projetos:

    Centro Bio: Bioindústrias, Biorrefinarias e Bioprodutos (Infraestrutura Tecnológica)

    O projeto “Centro BIO: Bioindustrias, Biorrefinarias e Bioprodutos” consiste na criação de uma nova infraestrutura tecnológica numa área emergente a nível internacional e pioneira em Portugal – as Bioindústrias, Biorrefinarias e Bioprodutos.

    O projeto foi co-financiado pelo QREN, no âmbito do Programa Mais Centro e da União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, no valor de 3,019 milhões de euros.

    BioREFINA-TER (biorrefinação do Território)

    O BioREFINA-Ter é um projeto multidisciplinar de I&D que está desenhado para desenvolver, em rede, a adaptação de tecnologias avançadas para efetuar a conversão de resíduos de exploração florestal e agrícola, de solos sem aptidão agrícola, em biocombustíveis de 2ª geração substitutos do gasóleo e da gasolina.

    Já conseguiu congregar uma rede internacional de conhecimento composta por 32 entidades de I&D de cinco países europeus. Conta atualmente com uma rede de I&DT de 32 entidades de 5 países europeus.

    i-DUCA (Inovação Educacional para o Desenvolvimento Sustentável: infanto-juvenil)

    Assim o projeto pretende fomentar/contribuir para o desenvolvimento sustentável nos seus principais domínios (Económico, Social e Ambiental) preconizando: 1) a promoção do valor próprio, através da promoção do bem-estar (físico e mental) e competências, assim como, a estimulação e o desenvolvimento pessoal dos alunos tendo em consideração os valores da região onde são naturais: 2) valorização económica dos recursos endógenos, através da qualificação de capital humano; 3) fomentar nos jovens um espirito empreendedor e inovador, através da promoção da criatividade e outros mecanismos; 4) o recurso às tecnologias de informação/ informática com o objetivo de monitorizar/acompanhar o desenvolvimento das competências supracitadas e auxiliar no desenvolvimento de ferramentas e métodos para avaliar as mesmas e estimular os alunos.

    Wastewater-pro (aproveitamento e valorização de efluentes de queijarias)

    Os efluentes das queijarias são uma problemática e dificuldade existente e que muito preocupa todos os agentes económicos, diretos e indiretos, das zonas afetadas. Por um lado, as dificuldades em tratar e minimizar os impactes ambientais destes efluentes, e por outro, a significativa importância desta atividade para a região e sector primário.

    No seguimento de 2 anos de trabalho de investigação e estudo por parte de alguns colaboradores da BLC3 o projeto de aproveitamento e valorização dos efluentes das queijarias encontra-se em fase de patente, com potencial enorme para a região, quer ao nível da possibilidade de produção novos produtos, como da minimização muito significativa dos problemas ambientais originados por este tipo de efluentes, perspetivando-se uma melhoria na qualidade de vida das populações afetadas, dos recursos hídricos e dos solos.

    Projeto Jovens Agricultores

    Este projeto é o resultado do Clube de Jovens Agricultores criado no Centro Tecnológico e de Inovação. Até à data representa já um investimento de cerca de 1,7 milhões de euros e a plantação de aproximadamente 60 hectares de macieiras e pereiras de S. Bartolomeu. Representa a primeira estrutura profissional de jovens agricultores que se está a criar na região de Arganil, Oliveira do Hospital, Tábua e Seia.

    Fruit ECO-Drying Line (linha de desidratação automática e ecoeficiente de fruta)

    Numa altura em que o mundo revela uma grande apetência pelos frutos secos – altamente valorizados nos mercados internacionais –, o projeto da BLC3 visa inovar, com um novo “modus operandi”, e valorizar uma das maiores riquezas regionais da região: a pera de S. Bartolomeu, também conhecida por Pera Passa, que quase desapareceu por falta de investimento tecnológico. O projeto de I&DT, financiado pelos fundos comunitários e com um valor de investimento de 603.623,10 Euros prevê a criação de uma unidade piloto que descasca, desidrata, espalma e embala as peras, automatizando todo o circuito que vai desde a produção até à entrada na cadeia comercial, com o objetivo de tornar esta linha ecoeficiente, por forma a tornar o processo competitivo.

    Valor Queijo (valorização do queijo Serra da Estrela)

    O principal objetivo deste projeto de I&DT, com o apoio dos fundos estruturais QREN/MaisCentro e com um investimento total de 533.524,98 Euros, é a valorização de um queijo DOP, através do desenvolvimento de um projeto de investigação aplicada para a construção de um protótipo de fabrico de unidoses de queijo de pasta mole.

    Com a finalidade de valorizar a cadeia de valor, tanto para os produtores de leite como para as queijarias, que fabricam aquela iguaria serrana de Denominação de Origem Protegida a partir de leite de ovelha da raça Bordaleira Serra da Estrela, o projeto terá as seguintes fases: a) Criação de um “kit” analítico que diferencie o queijo produzido com o leite da raça Bordaleira Serra da Estrela daquele que incorpora leite importado de Espanha ou de raças de outras regiões geográficas; b) Eliminação dos bolores, que dificultam a conservação do queijo após os 35 a 40 dias de cura; c) Fatiagem do produto em doses individuais para responder aos novos padrões de consumo, com embalamento no auge da qualidade, através de uma embalagem que mantenha a textura da fatia e permita a sua conservação, sem bolores.

    Value MicotecTruf (cogumelos silvestres e truficultura)

    Explorar o potencial económico dos valores e dos co-produtos dos ecossistemas florestais é o objetivo do projeto biotecnológico que a BLC3 está a desenvolver conjuntamente com o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra e a Voz da Natureza – uma empresa incubada na BLC3 com atividade na área da investigação científica e tecnológica para o desenvolvimento de produtos inovadores.

    O projeto visa desenvolver, na região interior centro do país, a produção de cogumelos silvestres nativos e investigar as condições propícias para a produção de trufas – fungos do solo que formam cogumelos subterrâneos. Este projeto foi financiado pelos fundos comunitários e tem um investimento global de 465.554,18 Euros. A executar durante os próximos dois anos, o ValueMicotecTruf contribuirá não só para a fitossanidade dos ecossistemas, como permitirá diminuir o risco dos grandes incêndios.

    UpTextil

    O setor têxtil da região Beira Serra é um importante setor empregador e de atividade económica. Neste contexto, a BLC3 está a dinamizar um cluster têxtil para o a valorização do setor, para o desenvolvimento de novos produtos e ligação ao Sistema Científico e Tecnológico. Este cluster é composto por 9 empresas da região Centro

    Esta união permite que haja um aumento de capacidade de gerar valor acrescentado nas linhas de produção atual, pela produção de produtos com maior valor acrescentado.

    Projeto S-MOBIL (Mobilidade Elétrica)

    O S-MOBIL é um projeto de mobilidade elétrica assente em S pilares: “Smart”, “Small”, “Self”, “Security” e “Sustainable”. Este projeto encontra-se em fase de desenvolvimento piloto e está a criar um novo modelo de negócio de mobilidade elétrica “low cost” e com capacidade de responder aos desafios inerentes aos sistemas de mobilidade elétrica.


    Fotos:
    DR

     

     

    IKI MOBILE – a nova marca portuguesa de telemóveis

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    A IKI Mobile é a nova marca portuguesa de telemóveis, tablets e acessórios, que está pronta para conquistar o mercado português, apresenta smartphones de última geração, com um sistema operativo Android, a preços competitivos. A vasta gama estará disponível a preços que variam ente os 14,90€ e os 229,90€.

    A IKI Mobile foi apresentada oficialmente por Tito Cardoso, CEO, numa cerimónia realizada, no dia 18 de novembro, no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa onde foi revelado o showroom e a apresentação em primeira mão dos smartphones e smartwatchs da IKI, num grande evento de lançamento da autoria da PMP Produções. Foi neste dia, às 17h, que o site oficial ficou disponível com as gamas da marca e os respetivos preços.

    No que se refere à sua gama IKI Mobile apresenta um vasto leque de modelos que possibilita ao consumidor optar pelo produto que melhor se adapta ao seu estilo de vida.

    Quanto às especificações, a marca apostou na diversificação com processadores MTK Mediatek, do Dual Core ao Octa Core, Câmara com Resolução a variar até aos 13MP e outras características que combinadas oferecem ao cliente produtos direcionados, eficazes e fiáveis na utilização diária em ambiente profissional, lazer e pessoal. Com o slogan “IKI Mobile, o poder nas suas mãos” a empresa promete que todos os clientes poderão usufruir do poder das tecnologias mais avançadas que combinam com as melhores especificações, design e performance, sempre com um preço acessível e competitivo.

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    No seu discurso, Tito Cardoso explica o porquê desta aposta “conhecidos por criar e concretizar ideias, decidimos conceber uma linha de smarphones e acessórios transversais a todas as idades, géneros e culturas, apostando sempre na elegância” e seguidamente, refere o conceito da marca e da criação do logotipo que simboliza a comunicação entre duas pessoas “a IKI Mobile ao proporcionar o recurso à melhor tecnologia e ao design mais arrojado, torna a comunicação de tal forma fluída, segura e confiante que os intervenientes, os dois “i” e o próprio ato (comportamento) de comunicar se fundem num só “k”. Assim se criou o logotipo IKI.”

    Referente à expansão da marca o CEO afirma que “Portugal é símbolo de qualidade, temos tido provas disso em qualquer parte do mundo, pelo que criar uma marca com o símbolo nacional, não é apenas um orgulho enorme, é uma oportunidade. Dessa forma, a IKI Mobile, pretende que Portugal conquiste novamente o mundo. Tentaremos ter a mesma coragem, navegaremos os mesmos mares e, com orgulho, levaremos a marca de Portugal para os quatro cantos do mundo, através da tecnologia atual, os nossos telemóveis, os nossos acessórios, o nosso produto. Isto é a IKI Mobile.”

    12238432_1489358641369981_4104718340833585570_oFotos: DR

    Equipa da UC recebe financiamento internacional para identificar mecanismo responsável pelo surgimento da doença de Alzheimer

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    A perda da memória na doença de Alzheimer resulta da deterioração da comunicação entre neurónios mas, até recentemente, não se sabia como ocorria esta deterioração. Foi agora descoberto que a degeneração e perda de memória dependem do ATP, que funciona como molécula energética no interior das células, mas é um sinal de perigo quando libertado pelas células.

    A descoberta é de uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), fruto de sucessivos estudos realizados ao longo da última década, tendo identificado um mecanismo celular ativado pelo ATP. Este mecanismo está presente durante o desenvolvimento neuronal e é anormalmente reativado em modelos animais de doença de Alzheimer, podendo estar na origem da perda de sinapses, que consistem na forma de comunicação entre neurónios e são essenciais para o correto funcionamento neuronal.

    A equipa de investigação, coordenada por Ricardo Rodrigues, acaba de ser distinguida com 100 mil dólares pela Alzheimer Association, uma organização voluntária norte-americana para a saúde, sediada em Chicago. A Alzheimer Association é líder mundial no apoio, tratamento e investigação em Alzheimer, quer no financiamento para a investigação para o combate a esta e outras formas de demência, quer no apoio aos doentes de Alzheimer.

    O financiamento atribuído à equipa de Ricardo Rodrigues vai permitir avaliar se este novo mecanismo contribui para a perda sináptica e de memória na fase inicial da doença de Alzheimer. “O ATP ativa um recetor na membrana dos neurónios, desencadeando uma cascata de eventos intracelulares que favorece a perda estrutural das sinapses. O recetor para o ATP que identificámos como estando envolvido neste processo degenerativo induz modificações na atividade de proteínas envolvidas na manutenção do esqueleto celular, comprometendo a estabilidade das sinapses”, explica Ricardo Rodrigues. O investigador refere ainda que, “com a demonstração de que o mecanismo agora identificado contribui para a perda das sinapses estaremos mais perto de identificar um alvo terapêutico que impeça o aparecimento da doença de Alzheimer.”

    Os investigadores acreditam que este mecanismo característico da fase de desenvolvimento neuronal é reativado em situações patológicas como uma tentativa frustrada de recuperar a normal função cerebral, mas que devido ao contexto inadequado torna-se prejudicial.

    Com o financiamento da Alzheimer Associationvamos testar em modelos animais (ratinhos) se o bloqueio deste recetor previne a degeneração sináptica e a perda de memória associada. Em linguagem simples, encontrar uma estratégia terapêutica que evite o surgimento da doença de Alzheimer”, realça o coordenador da pesquisa.

    Os investigadores do CNC acreditam ainda que se for determinada uma estratégia eficaz para a doença de Alzheimer, “também será para outras doenças neurodegenerativas, que deverão partilhar este mesmo mecanismo de degeneração e morte celular. No futuro, poderemos ter um único medicamento para tratar diversas patologias que afetam o sistema nervoso central.

    Fonte: UC
    Foto: DR

    O CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental) organiza dia aberto e gratuito com actividades para crianças, jovens e famílias

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    O CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental) vai celebrar no próximo dia 28 de novembro de 2015, no âmbito da Semana da Ciência e Tecnologia, um dia aberto e gratuito com actividades para crianças, jovens e famílias.

    O evento prevê a realização de actividades práticas, actividades experimentais, palestras e visita aos laboratórios do CIIMAR. Esta iniciativa visa assim contribuir para o aumento da educação e da literacia científica, despertar a curiosidade pelas Ciências Marinhas e Ambientais e proporcionar um contacto directo da população com a investigação desenvolvida num centro de investigação.

    A entrada no CIIMAR é livre e não sujeita a inscrição obrigatória.

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    Para mais informações contactar: ciimareventos@ciimar.up.pt

    Fotos: DR

    “Capital da Onda” – Entrevista a António José Correia (Presidente da Câmara Municipal de Peniche)

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    Nos tempos que correm o Concelho de Peniche tem vindo a afirmar-se cada vez mais como a “Capital da Onda”, sendo tal designação sustentada pelas inegáveis condições naturais proporcionadas pela diversidade de locais de excelência para a prática de desportos da fileira da onda e pela multiplicidade de eventos que anualmente são desenvolvidos com o apoio do Município.

    No passado mês de Outubro, as ondas de Peniche receberam alguns dos melhores surfistas do mundo no Rip Curl Pro Search, a 9ª etapa do ASP World Tour.

    A prática do Surf não é a única fonte de exploração das ondas de Peniche, existindo aproveitamento energético (Energia das Ondas) que constitui um contributo para o seu Desenvolvimento Sustentável. O Município de Peniche tem valorizado os seus recursos naturais e dado ênfase à sustentabilidade e qualidade ambiental.

    Perante esta rica conjuntura, foi feita uma entrevista ao Presidente da Câmara Municipal de Peniche, António José Correia, no sentido de nos esclarecer de que forma este Município tem beneficiado da mesma.peniche2

    Começando por Peniche, a meu ver é um Concelho de excelência.


    Boa tarde! Comecemos por falar sobre o Campeonato este ano?

    Bom, posso-lhe dizer que todos os anos existe uma nova história, tal como na nossa vida. Neste sábado fantástico em que estou aqui a ser entrevistado por si, o campeonato foi cancelado, proporcionando-nos a possibilidade de estar aqui a conversar sobre diversas temáticas em relação ao mesmo, de forma agradável e a aproveitar a tarde de sol.

    Estamos numa praia no mês de Outubro, com um clima muito favorável o que é uma dádiva, rodeados de muita gente e todos a torcermos pela luta acesa entre surfistas, tudo na maior e a correr bem. Este ano, consigo verificar que estamos a ter um campeonato muito disputado e com a sorte de estarmos com uma temperatura fantástica tanto para os surfistas como para quem nos vem visitar.

    Há sempre um micro clima que promove um desafio diário pela incerteza de como o mar poderá estar no dia seguinte. Um elemento de criação de expectativas e de imprevisibilidade.

    Sendo nós editores da Excelência de Portugal, o que acha que este campeonato traz de favorável para o nosso País?

    Começando por Peniche, a meu ver é um Concelho de excelência. A nível de praias, são de elevada qualidade, principalmente a praia dos Super Tubos que é de bandeira azul e com uma localização de fácil acesso. Temos 9 praias de água dourada, praias que há pelo menos 5 anos têm tido a qualidade da água excelente. Com estes elementos que transmitem uma elevada segurança, os turistas vêm ate nós não só pela questão das ondas que podemos oferecer mas por todas as condições que as nossas praias têm para lhes dar.

    Há sempre um micro clima que promove um desafio diário pela incerteza de como o mar poderá estar no dia seguinte. Um elemento de criação de expectativas e de imprevisibilidade.

    De que forma acha que este campeonato beneficiou o seu Concelho?

    Beneficiou em diversos sentidos, porque fez com que tivéssemos em atenção um maior conjunto de preocupações, na direcção de melhorar o sítio onde vivemos em diversos aspectos. Este ‘ abre olhos’ permitiu o aparecimento de investimentos de excelência no nosso Concelho.

    Um deles, que considero importante referir, é o MH Hotel, com 10 milhões de euros de investimento e com uma abordagem muito interessante por parte do seu promotor. Este percebeu que a fidelização do destino pelos turistas é directamente proporcional à forma como podem integrar, interagir e identificarem-se com as experiências que o mesmo tem para lhes oferecer. Um misto de sustentabilidade ambiental, arte ancestral, renda de bilros (…) fez do hotel um criador de experiências aos que o escolhem como sítio para ficar.

    Fomos também surpreendidos pelo lançamento da primeira pedra de um empreendimento privado, uma loja bandeira europeia da Rip Curl que vai criar mais um enorme motivo de interesse para os surfistas e que me leva a afirmar que Peniche tem vindo a verificar um acréscimo de atractividade.

    Em suma, temos vindo a crescer ao nível de todos os indicadores, das múltiplas pessoas que vêm ate nós, do volume de negócios que durante o campeonato aumenta exponencialmente, de investimentos de nacionais e ainda de internacionais. Neste momento, até temos inquiridores da Escola Superior de Turismo para actualizar os nossos dados económicos, o que nos está a permitir verificar que o volume de facturação continua a aumentar.

    Importante dizer, que mesmo os apoios que o Estado nos concede através do Turismo de Portugal ou do Centro, têm um retorno superior em termos de impostos e de uma forma quase imediata. Fora todos os outros benefícios como a sazonalidade estar a ser esbatida o que leva o turismo a não estar confinado aos meses de Verão.

    Fotos: DR