Bloomberg Business considera Lisboa a “São Francisco da Europa”

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Lisboa, a capital de Portugal, está a transformar-se. Quem diz é a “Bloomberg Business” de Nova Iorque, e compara-a a São Francisco.

É certo e sabido que temos uma ponte similar, os eléctricos, e os surfistas. Até agora, parecem ser a mesma cidade. Antes, faltava-nos a força tecnológica, mas a situação está a alterar-se e os investidores internacionais estão a dar pela mudança.

Carolyne Hyde, autora do artigo, começa por falar na Uniplaces, fundada há três anos e que tem como objectivo encontrar acomodação para estudantes, neste momento operando em 38 países. Ganhou apoios de, por exemplo, o fundador da Zoopla, Aliz Chestermane e de empresas de capital de risco como a Octupus Investments.

André Albuquerque, da Uniplaces, acha que o facto de se fazer uma comparação entre Lisboa e São Francisco é algo válido. Lisboa tem “um ambiente próspero ao crescimento e eu vejo muitas similaridades quanto à energia das pessoas que estão em ambas as cidades.”

O artigo fala também no facto de que “entretanto a Talkdesk – uma empresa de software para call centres – angariou milhões de investidores estratégicos, como a Salesforce.com, empresa de software americana. E a Google Ventures investiu dinheiro na tradutora de línguas Unbabel.”

“Todas as três startups portuguesas escolheram construir os seus negócios virados para o estrangeiro em Lisboa, em vez de se mudarem para núcleos tecnológicos mais desenvolvidos como Londres, Berlim ou Califórnia.” Pode ler-se no artigo da Bloomberg.

É de sublinhar também o facto de que não só estas empresas escolhem ficar em Lisboa mas como o facto de que começa a notar-se a crescente vinda de talento do exterior para Lisboa.

André diz: “Estamos a ver muitas pessoas a vir para Portugal de países estrangeiros, seja China ou Estados Unidos. (…) Estamos a ver toda a infraestrutura crescer e nascer no centro de Lisboa e a acomodar-se a esse crescimento.”

No topo disto tudo, mais boas notícias aparecem. O cenário do crescente aparecimento de start ups em Portugal vai ainda sofrer um boom quando Lisboa se tornar anfitriã do maior evento europeu de Start ups – o Web Summit, a partir de 2016.

As coisas aqueceram ainda mais, quando a Codacy – uma ferramenta automática de revisão de Code – sedeada em Lisboa ganhou a competição do último Web Summit. E assim, o evento que ao longo de 5 anos se realizou em Dublin, agora passa para Lisboa, e com isso a responsabilidade de receber cerca de 22.000 inovadores, investidores e media internacional.

“Eu acredito honestamente que Lisboa pode ser um dos canais de ligação entre a Europa e os E.U.A.” disse Alexandre Barbosa, um dos fundadores da investidora e incubadora Faber Ventures.

“Até ao momento, não existe nenhuma start up lisboeta que se tenha vendido a si própria a uma outra empresa de maior volume ou através de venda de acções.” “Lisboa precisa ainda de vendas do tipo que estimulam o crescimento continuo, como tem acontecido em Londres, e mais recentemente em Berlim”, escreve Carolyne.

É da opinião de muitos que, com as ambições em alta, existirão brevemente novas rondas de investimentos de elevados valores e que o Web Summit 2016 “será a plataforma perfeita para ver como é que a cidade se dá com a nova onda de talento tecnológico agora a rebentar na costa de Lisboa”.

Se a Excelência Portugal tem conseguido atingir os objectivos pretendidos, não teremos dificuldade em saber qual a conclusão a retirar deste conjunto de noticias: Os portugueses continuam a derrubar barreiras que ao longo do tempo foram criadas, na mente dos portugueses, mas também nas mentes daqueles que nos observam de fora e agora ficam cativados pelo nosso potencial.

 

Fonte: Bloomberg Business
Foto: flytacv

Jornal alemão fala de um “Milagre Português”, reconhecendo o esforço feito pelos empreendedores portugueses

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Há modas que vêm para ficar. Portugal está na moda, sim, mas creio que não só já o está há muito tempo, como que não vai embora assim tão cedo. Pois é, na verdade, o nosso país. Valioso, misterioso, surpreendente, bonito, histórico. Embora tente, Portugal é quase indiscritível. Mas o que é Portugal sem os portugueses? Os portugueses também são valiosos, e há que os reconhecer. E assim, por uma razão ou por outra, alguns o vão fazendo.

No passado dia 2 de Outubro, a edição online internacional do jornal alemão Der Spiegel escolheu falar de Portugal e dos portugueses. De como nós temos conseguido superar algumas das maiores dificuldades que um país pode passar, e o facto de que sabemos como dar a volta por cima. Helene Zuber, autora do artigo, diz mesmo: “A ressurgência da economia portuguesa é uma história de sucesso incrível.” Fala de como há agora toda uma nova geração de empreendedores e startups que renovam os espíritos de quem cá vive e ajuda a lutar contras as dificuldades que nos têm sido apresentadas.

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A Mónica e o João

Helene começa por descrever o que é estar na zona da Ribeira das Naus, onde observa os casais [que] se aconchegam nos bancos, um músico que toca melodia brasileiras no saxofone na rua, o rio Tejo que corre para sul e uma estátua gigante de Jesus que se consegue avistar na outra margem. Os turistas e locais põe os seus telemóveis no ar ao tentarem apanhar as melhores paisagens.” E neste ambiente em que se encontra, Helene diz que alguns vão ao tuk-tuk verde-lima de Mónica Santos e João Reis.

O início

O artigo começa por dar destaque a estes dois portugueses que montaram o “Mariá Limão”, “uma pequena carrinha de comida que vende limonada caseira e crepes, em pleno Julho.” Originalmente, Mónica Santos, de 33 anos, tinha trabalhado como assistente social, mas perdeu o emprego durante a crise. O mesmo aconteceu a João, de 38 anos, que estudou Matemática e Marketing na faculdade. “Nenhum queria deixar o seu país, tal como muitos da sua geração fizeram.”

Como também não era uma opção a de desistir, e aceitar as coisas como estavam, o que eventualmente levaria a que voltassem a viver em casa dos pais, quando souberam que o governo português estava a permitir que as pessoas montassem negócios nos tuk-tuks, pediram um crédito de 30.000€ às suas famílias e ao banco. Daí, compraram a máquina que já faz quase parte da paisagem lisboeta e todo o equipamento de cozinha que precisavam. “Embora Mónica tenha sempre gostado de cozinhar, agora vê-se a passar 10 horas do seu dia de pé, alternando com o João no grelhador de crepes e a espremedora.”

Agora

A Mónica e João já recuperaram metade do seu investimento. Com as coisas a correrem tão bem, João está também a considerar montar uma segunda carrinha de comida na praia da sua terra de origem, na região do Algarve, pois “gostava de dar emprego aos amigos desempregados que lá vivem.”

Mas tal como diz a autora do artigo, e bem, “eles não foram os únicos a perder o emprego.” Referindo a existência de uma “energia empreendedora e um novo espírito” em Portugal, continua a falar daqueles que não chegaram a sair do país à procura de outras oportunidades, e que, em vez disso, procuraram-nas por cá.

Decidiram correr riscos e estabeleceram os seus próprios negócios, “reinventando os produtos tradicionais, abrindo hotéis com novas características e restaurante não usuais. Desenvolveram software e tornaram-se designers de moda.”

“Ao fazê-lo, transformaram Lisboa num dos mais famosos destinos de viagem ao mesmo tempo criando um crescimento económico”, diz a jornalista.

Para a segunda parte do artigo, saltamos para a Embaixada, que é descrito pela autora como “um palácio do século 18 que foi convertido num centro comercial chique no quarteirão histórico de Lisboa” e ainda que “serve como uma espécie de embaixada para os melhores produtos feitos em Portugal.” E é assim que passamos a conhecer a Raquel.

 

Raquel Guedes

O início

“Apenas sentada em casa, sem respostas” diz Raquel Guedes, de 29 anos, ao falar de como se sentia depois ter vivido vários anos da sua vida a substituir professoras que estivessem em licença de maternidade, na Faculdade de Farmácia. Mas eventualmente cansou-se desse estilo de vida, chegando à conclusão: “Se não consegues encontrar alguma coisa na tua área, então tens que ter mais alguma a acontecer [na tua vida].”

Agora

Decidiu então lançar a sua própria linha de roupa de criança. Hoje em dia, Raquel aluga a sua própria loja dentro da Embaixada.

 

Como outros exemplos de sucesso, Helene não deixou de referir os casos da incubadora Startup Lisboa, que rendeu mais 250 empreendedores e criou 800 novos empregos, e o facto do Comité de Regiões da EU distinguir Lisboa como “Região Europeia Empreendedora” de 2015. E que comparativamente com outros países e cidades europeias, embora os nossos salários sejam mais baixos, e que os financiamentos não necessitam de ser tão dispendiosos, estamos a superar rivais como Amsterdão e Barcelona. Escreve ainda sobre a mais recente notícia de que “Lisboa irá ser anfitriã, nos próximos 3 anos, do Web Summit, uma das maiores conferências do seu tipo para jovens empreendedores tecnológicos, com 40.000 convidados previstos.”

E assim, passamos para a terceira e última parte do artigo, em que nos são apresentados mais 3 grandes casos de sucessos de portugueses que tiveram que perseverar para prosperar.

 

Duarte D’Eça Leal

“A verdade é que a crise foi uma oportunidade”, diz Duarte. Tem apenas 30 anos mas gere um dos hotéis mais hip de Lisboa – um hostel de luxo que só o nome diz tudo: “Independente”.

O início

“Quando tinha 15 anos, Duarte foi para o colégio interno de Oxford e mais tarde para a faculdade na “London Business School”. Uma década depois, começou a sua carreira numa grande empresa imobiliária na Grã-Bretanha.” Ao falar desses tempos diz:“(…)Senti que me estava a faltar alguma coisa”. Decidiu que preferia investir o seu talento em Portugal e tentar implementar as suas ideias no seu local de origem. “Eu senti que Portugal tinha muito potencial”, diz Duarte D’Eça Leal. E assim, no final de 2011, ele e os irmãos renovaram o palácio localizado no Bairro Alto e abriram um hostel e suites para os viajantes.

Agora

Duarte é o dono de uma dúzia de quartos, com tudo desde beliches a quartos duplos e suites, preenchidos com mobília vintage e tecidos portugueses. Existem dois restaurantes que estão colocados dentro do “Independente”. Mesmo com o aumento de impostos, o hostel prosperou e hoje já tem mais um edifício vizinho, conseguindo empregar ao todo 120 colaboradores.

“O sucesso de Duarte é o produto da sua própria iniciativa criativa.”

 

Filipa Neto

Com apenas 25 anos, Filipa poderia ter escolhido estabelecer o seu negócio em qualquer lugar da Europa, mas ela e os seus 13 colaboradores estão instalados em Lisboa.

O início

Filipa defende que quer ficar em Portugal e ajudar a trabalhar na sua parte, promovendo o crescimento do seu país. Há um ano e meio atrás, Filipa estabeleceu a start-up “Chic by Choice”, uma empresa que disponibiliza roupas de luxo para alugar online. Em primeiro lugar, conseguiu meio milhão de euros em capital de risco para lançar a empresa, “uma grande responsabilidade para uma jovem” diz Helene. E depois disso, foi trabalhar para alcançar os seus objectivos.

Agora

Do seu escritório em Lisboa, os colaboradores da “Chic by Choice” compram e enviam Haute Couture para toda a Europa. “A empresa é tão bem sucedida que Filipa quer contratar duas novas pessoas a cada mês. E não é tudo, ela diz com um sorriso: Em Agosto, ela adquiriu um concorrente alemão.”

Talvez os portugueses comecem a perceber. Ou melhor, a aperceber. A aperceberem-se da excelência que é Portugal, que são os portugueses, das suas excelentes capacidades e que, com ou sem obstáculos, por mais difíceis que sejam, conseguimos ultrapassá-los e prosperar. É importante que percebamos aquilo que se passa à nossa volta. É importante acreditar em nós e nos outros. Somos excelentes, e podemos começar a ouvir isso de americanos, alemães, ou de pessoas de qualquer outra nacionalidade, mas por que não começar a ouvir isso de portugueses?

 

Fontes: Spiegel.de
Fotos: DR

Portugal é a jóia mais recente da Europa, diz o New York Post

murracao3Parece que Portugal está na moda. Se calhar, já estava há mais tempo, mas só agora é que muitos se têm vindo a aperceber da sua existência e do seu potencial. Pois foi no dia 21 de Setembro que foi publicado um artigo no New York Post, com o título: “10 razões pelas quais Portugal é a jóia mais recente da Europa”.

Jessie Knadler, uma escritora originária de Virgínia, Estados Unidos, depois de uma visita a Portugal, decidiu escrever este artigo dando ênfase à zona centro do nosso país. Isto porque, reconhece que já têm fama zonas como o Algarve e mesmo o Alentejo, para não falar dos destinos de vinhos localizados maioritariamente no norte.

Decidida a dar a conhecer toda a área entre Lisboa e Porto, desde o litoral até à fronteira partilhada com a Espanha, elaborou uma lista que apresenta as 10 razões para passar por Portugal.

Começando por apontar que esta zona de Portugal está cheia de maravilhas históricas, paisagens surpreendentes, comida fantástica, e a presença de uma vida vivida a um passo mais calmo, a lista começa com a afirmação: “Luxo que pode comprar”. Com isto a autora do artigo revela que perto do mar ou em regiões montanhosas encontram-se vários esconderijos luxuosos. Desde hotéis com terraços com vista para o mar ou casas de pedra localizadas em zonas em que a história exubera.

Jessie continua a lista partilhando a sua experiência na Festa de São João do Porto, fazendo referência à tradição de andar com martelos de plástico para bater nas cabeças daqueles que passam, das “milhares de pessoas que se espalham pelas ruas ao longo do rio Douro para dançar, observar o fogo de artificio e lançar os balões de ar quente pelo ar que se enche do odor a sardinha”.

O terceiro ponto da lista faz referência à variedade e quantidade de bebidas que os portugueses estão acostumados a beber. Tem, no entanto, o cuidado de chamar à atenção que, lá por termos o hábito de beber, não quer dizer que sejamos uma cultura bêbeda. Escrevendo: “Faça a sua escolha desde um leve e refrescante vinho verde, um vinho do porto do Vale do Douro encorpado ao shot do doce licor Ginja servido num copo de chocolate na cidade de Óbidos.” Parece ter também ficado impressionada com o facto de se poder pedir um copo vinho na “estação de serviço mais próxima” – já que todos têm bar.

Passando para o número quatro, a escritora chama-lhe “A doce e amarga ‘rivalidade’ entre Lisboa e Porto”. Este parágrafo serve para destacar os pontos fortes de cada cidade, a nível gastronómico. Sabe que o prato nacional é o bacalhau mas que segundo os locais, Lisboa é conhecida maioritariamente pelos seus doces: os famosos pastéis de nata, e que experimentá-los nos Pastéis de Belém, é uma “experiência religiosa”. Já no Porto, existe a famosa francesinha, como nós sabemos, mas que à autora do artigo não passou despercebida.

Em quinto da lista, o Palácio da Pena em Sintra é caracterizado como o “castelo mais colorido que alguma vez verá”. Jessie Knadler escreve: “Esqueça aquelas ideias de coisas austeras e fortificadas, os portugueses sabem como fazer castelos – é tudo à volta do esplendor.

O pão vem em sexto, que segundo a autora, aquele que for apresentado no cesto num restaurante diz muito sobre um país. E assim, aconselha que nenhum que se sente à nossa mesa dispense o pão antes da refeição e que, se tiverem a oportunidade, o mergulhem no azeite.

“A vida é uma praia.” (“Life’s a beach”) é como o sétimo ponto da lista é intitulado. Mesmo que o seu objectivo era focar-se apenas na região centro, aqui arrisca-se a ir duas horas a sul de Lisboa. A escritora fala da Comporta como a zona “in” onde os media se concentram e o local que os surfistas muito frequentam. Segundo a sua experiência, escreve que aqui não há muito que fazer além de relaxar nas praias de areia branca e conviver, mas que não é por isso que deixa de gostar menos, antes pelo contrário.

“Perder-se numa das cidades universitárias mais antigas do mundo.” Quando chegamos ao número oito, Coimbra vem ao de cima. Chamando-lhe a versão portuguesa de Oxford, a autora do artigo fala da cidade que é Património Mundial da UNESCO, da biblioteca barroca que nela existe, que por sua vez alberga mais de 2 milhões de títulos. Aconselha ainda deambular pelas ruas antigas e parar para provar os petiscos.

Já quase no fim da lista, a escritora fala das aldeias históricas cheias de castelos em ruínas, das estradas estreitas e sinuosas e as paredes em pedra que as percorrem. Caracteriza a zona perto da fronteira com Espanha como uma oportunidade de regressar à época medieval.

Por último, no décimo da lista, Jessie assegura que “pode dar boleia a desconhecidos sem [correr o risco de] ser assassinado. Dado que se atreveu a fazê-lo, culpou as provas de vinho do Porto, mas que acabou por ter uma experiência positiva. E termina com a recomendação de alugar o próprio carro para percorrer o Douro Vinhateiro e que mesmo que se perca, vale a pena a aventura.

Quando escolhemos escrever este artigo, não foi com o intuito de darmos a conhecer aquilo que muitos, senão todos nós conhecemos, isso foi o trabalho de Jessie Knadler. O objectivo é fazer chegar aos portugueses a informação de que somos falados lá fora. Mais do que isso, somos elogiados. Visitam-nos e são surpreendidos. Portugal tem valor e esse valor é reconhecido, num dia pelo New York Post, noutro, quem sabe.

 

Fontes: New York Post e Observador
Foto: algarvepromotion.pt

 

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Portugal é cada vez mais conhecido e reconhecido. A sua beleza bastante ou pouco evidente, a sua longa história, orgulho de todos os portugueses, a sua imensa cultura e o povo que sempre se abriu ao exterior falam por si próprios. Desta vez, foi o “El Huffington Post”, edição espanhola do conceituado jornal online que decidiu dar a conhecer melhor o país que cada vez menos precisa de introdução.
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Existe um Portugal chique que não conhece. Se é um daqueles que pensa que Portugal deixa muito a desejar em termos de bom gosto e de estar na moda, tem que tentar novamente diz o jornalista Gonzalo Teúbal Rodriguez

“Cada vez conheço mais espanhóis que se aventuram para o desconhecido, e depois de terem percorrido metade do continente asiático e parte do estrangeiro (desde a Jordânia, passando pelo Vietnam ou Zanzibar, por exemplo), agora decidiram explorar o oeste e descobriram que há vida para além de Mérida”, acrescenta.

Neste artigo, o jornalista não se acanha para falar do que mais gosta em Portugal, mas também não esconde aquilo de que menos gosta quando o visita. É desta forma que se prepara para revelar alguns dos costumes e curiosidades mais chocantes, sabendo bem que possa vir a ser acusado de exagerar na sua caracterização. Ao que posso acrescentar que, há que admitir, qualquer um pode se deixar levar quando fala daquilo que sente.

“Há silêncio em todo o lado.” Identificando-nos como pessoas que falam baixo, surpreende-se ao saber que, perguntando aos portugueses se acham os espanhóis barulhentos, maior parte responde que apenas nos parecem engraçados e alegres. Interpreta a resposta como uma visão de olhar o “copo meio cheio”, pois não se deixa enganar pela realidade que conhece.

“Uma forma diferente de entender a condução.” O autor deste artigo defende que, por detrás do eufemismo, se esconde uma realidade quando se diz, em relação à condução dos portugueses: “Conduzem como loucos”. “Embora possa parecer que é de impulso que se pensa isto, começo a reparar que é um facto cultural. (…) Em Portugal ou se conduz com iniciativa, ou não se conduz.” Acrescenta que cá se age primeiro e só depois se olha e, uma vez entendendo isto e com um bom seguro, tudo é mais fácil.

“A maioria das praias não estão destruídas pela construção destravada.” Gonzalo Rodriguez refere que teve a oportunidade de ver praias que nunca acreditaria ver por estas bandas. Adjectivando as praias da costa do Atlântico como um luxo, sabe que há uma distinção clara entre as praias do Algarve e as restantes praias portuguesas, no entanto, não deixa de ignorar o encanto destas.

Fala ainda do facto de se ter surpreendido pela arquitectura dos prédios modernos, dos acabamentos feitos nas casas mais modestas, e nas varandas que são frequentemente avistadas. Não deixa de fazer um apontamento quanto à ocasional presença de um “aroma decadente” notado em algumas cidades, mas que qualquer viajante se encantará pelo nosso gosto de ter as coisas bem feitas e a elegância presente nos restaurantes e lojas.

“Os empregados de mesa podem demorar a servir”, o que, embora possa ser aborrecido, o jornalista defende que tudo é compensado pelo facto de haver uma simpatia generalizada e, mais importante, pela alta qualidade da comida que, segundo o autor, “satisfaz qualquer paladar”.

“Não há rastos de ´antispañolismo´”. Sabe que pelo facto de Portugal ter estado sob o poder espanhol, por estar em desvantagem geográfica, dado que é bem menor que Espanha, que sempre houve a sensação de que poderia ser feita uma invasão, fosse pelas armas ou culturalmente. No entanto, não deu pela presença de um comportamento cauteloso em relação aos espanhóis. “Se existir, não é visível”, escreve, defendendo a teoria de que os movimentos “ronaldistas e ikeristas”, também têm feito a sua parte para o apaziguamento dessa atitude.

Talvez seja pela nossa evolução e aumento do orgulho português, pelo reconhecimento ao valor que temos, que deixamos de nos sentir ameaçados pelo nosso país vizinho.

Este artigo, que partilha a experiência de um jornalista espanhol nas várias visitas feitas a Portugal, ao longo dos anos, termina com este a dar algumas pistas rápidas para os espanhóis aventureiros, e a qualquer outro a que chegue o seu testemunho:

  • “Não peça uma bica no Porto, ou um fino em Lisboa, mas sim o contrário.”
  • “É barato, mas não tanto.”
  • “Quase todos os Portugueses o vão entender enquanto falar espanhol, mas não vai entender quase nada quando ouvir falar português (muitos falam espanhol, e orgulham-se de o fazer).”
  • “Não se esqueça de experimentar o vinho local. Enquanto o tempo dos nossos pais que era difícil encontrar vinhos interessantes sobre. Há muito boa e certamente barato.”
  • “Se passar pela linha da fronteira, não perca as cidades fronteiriças de Espanha e Portugal, a partir de Tui para Olivença, Tavira, Sanlúcar de Guadiana e Alcoutim, para Aldea del Obispo ou Elvas, muitas destas com fortalezas que representam o medo que ambas as partes tinham.”

Apenas nos resta dizer de que aqueles que não sabem dos nossos tesouros, menos ou mais conhecidos, óbvios ou não tanto, é por demonstrações como esta que os espanhóis ou pessoas de qualquer outra nacionalidade vão passar a saber deles. Há então que os saber estimar, não só pelos outros, mas por nós também, já que são eles que formam o país em que vivemos e do qual nos devemos orgulhar.

 

 

Fonte: El Huffington Post
Fotos: DR

Zomato escolhe Lisboa para sede da empresa na Europa

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A empresa detentora da aplicação Zomato escolheu Lisboa como sua sede europeia e o português Miguel Ribeiro, que lançou a aplicação em Portugal, torna-se agora responsável pelos mercados europeus. A Zomato está agora à procura de um líder para as operações em Portugal.

A Zomato é já bastante conhecida e utilizada em Portugal. É uma aplicação usada para poder encontrar os restaurantes e informação relativa aos mesmos, que correspondam aos critérios do próprio utilizador, sejam estes uma determinada localização, o tipo de cozinha que confecciona, ou a avaliação que os clientes dão, entre outros.

O facto de Portugal ser um país com uma forte vertente tecnológica, onde as pessoas aderem com entusiasmo a novas aplicações, foi um dos factores decisivos para a escolha de Lisboa  diz Miguel Ribeiro num comunicado enviado às redacções.

“A localização geográfica e os fáceis acessos aos principais aeroportos europeus tornam Portugal num país apetecível para investir”, acrescentou o agora responsável pelas áreas de vendas, marketing e operações em Portugal, Reino Unido, Itália, Irlanda, República Checa, Eslováquia e Polónia, bem como a expansão para outros países da Europa.

A empresa multinacional indiana não só achou Lisboa como o local certo para assentar as suas raízes, mas acredita que é aqui que irá encontrar bons candidatos para ocupar o lugar de líder para a equipa que conta com 45 colaboradores em Lisboa e no Porto, sendo este “alguém inspirador, que arregace as mangas e se foque nos resultados e crescimento da Zomato em Portugal”.

A Zomato é uma aplicação para smartphones que disponibiliza informação sobre mais de um milhão de restaurantes em 22 países e tem mais de 80 milhões de visitas por mês. É por isso um marco importante e relevante, o de concentrarem as suas atenções agora na nossa capital.

Foto: DR

 

A start-up portuguesa Xhockware lançou uma inovadora aplicação de retalho que reduz o tempo de espera à saída dos supermercados

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A start-up portuguesa Xhockware desenvolveu uma aplicação para smartphones (Android e iOS) com o nome de YouBeep, que permite aos consumidores gerir todo o processo de compra, “tornando a experiência mais divertida, personalizada e conveniente.”

Em casa, os consumidores podem criar listas de compras baseadas em promoções, e sincronizá-la com outros. Se estiver noutro local da cidade, poderão encontrar quais os supermercados mais próximos da sua localização, conseguir recompensas apenas por entrar na loja e beneficiar de descontos baseados na localização. Na loja, os clientes apenas têm de adicionar os produtos directamente da prateleira. “O YouBeep é muito simples de utilizar porque permite que o cliente registe os produtos à medida que os vai colocando no carrinho, tenha acesso ao valor final da conta e processe o seu pagamento junto a uma caixa registadora”, comenta João Paulo Rodrigues, CEO da Xhockware.

A empresa Xhockware foi fundada no Porto, em Fevereiro de 2014 e é especializada em tecnologias de retalho. A empresa tem como principal objectivo criar soluções inovadoras para problemas deste sector, para as queixas mais comuns acerca das compras em supermercados ou mercearias. Para, desta forma, melhorar a experiência de “ir às compras” por parte dos consumidores e diminuir os custos para os retalhistas. É esta combinação software-hardware que confere à tecnologia vantagem competitiva, já que permite que seja utilizada por qualquer retalhista do mundo e por qualquer utilizador com smartphone.

A aplicação permite reduzir o tempo de checkout em 50% e já se encontra implementada em 5 lojas nas zonas de Cascais, Lisboa, Porto e Torres Vedras. Em cada loja onde se encontra já se encontra em utilização por mais de 10% dos clientes.” O YouBeep está actualmente a ser testado na cadeia de supermercados Lidl e Pingo Doce, com resultados iniciais a ultrapassarem as expectativas.

Este projecto proporciona benefícios para todos aqueles que estejam envolvidos na actividade. Ideias como esta permitem facilitar o dia-a-dia, fazendo com que sejam eliminados certos obstáculos que nos podem incomodar, tornando certo tipo de tarefas menos desagradáveis. Saber utilizar as tecnologias a que hoje temos acesso e direccioná-las para resolver problemas ainda não resolvidos é algo precioso e é bom reconhecer que temos portugueses que o sabem fazer.

 

Como usar a YouBeep

1) O utilizador entra na aplicação, selecciona o botão de compras e faz scan ao código QR à entrada da loja.

2) Para fazer compras o utilizador só tem de ler os códigos de barras dos produtos antes de os arrumar no carrinho de compras.

3) O checkout pode ser feito numa caixa disponível para utilizadores YouBeep. Para finalizar as compras basta ler o código QR.

4) Os pagamentos podem ser feitos através das modalidades habituais em cadeias de retalho.

 

Fontes: European Market Magazine, Telemoveis.com e Xockware.com
Foto: DR

A revista Forbes reconheceu Portugal como o país que mais recentemente descobriu o seu espírito empreendedor

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A revista Forbes reconheceu Portugal como o país que mais recentemente descobriu o seu espírito empreendedor. É certo e sabido que nos últimos anos, em que a crise na Europa tem estado presente, que as medidas de austeridade aplicadas alteraram o nosso modo de viver. Talvez o primeiro pensamento que nos venha à cabeça é de que complica tudo. No entanto, tem-se verificado um outro cenário, talvez menos provável: há a criação de oportunidades a muitas pessoas para criarem os seus próprios negócios, “que servem de combustível ao crescimento de incubadoras e aceleradores tecnológicos.”

“Não há outro lugar onde a transformação tenha sido tão impressionante como em Portugal, um país famoso pelos seus exploradores marítimos, rico em História e em cultura e, agora, inspirador na maneira como acolhe as empresas”, escreve a Forbes.

Uma mente empreendedora sabe aproveitar as lacunas existentes no mercado, colocando-se em vantagem em relação aos outros, e tal como diz a jornalista Alison Coleman, os empreendedores portugueses souberam usar a sua “criatividade engenhosa” para as preencher. “A revista destaca ainda o apoio do governo ao empreendedorismo, com a aposta na agência Portugal Ventures e o seu fundo de 450 milhões de euros para apoio a startups inovadoras e também focadas nos sectores económicos mais tradicionais.”

O nascimento de incubadoras como a Startup Lisboa e de eventos ligados ao empreendedorismo, tais como o Lisbon Challenge, têm também ajudado na construção deste novo espírito de descobridores. As incubadoras, têm providenciado um maior boost, oferecendo às empresas inexperientes os espaços para os escritórios que sejam necessários e o apoio empresarial que estas necessitam para que consigam “levantar voo”. No caso dos aceleradores tecnológicos, permitem que sejam dados a conhecer mais rapidamente e a um maior número e variedade de pessoas e de empresas, os negócios que estão em fase de lançamento e que podem necessitar de investimentos para um maior desenvolvimento do projecto.

Este rápido desenvolvimento do empreendedorismo português, pode parecer vir de surpresa, mas é facilmente explicado pelo facto de que já faz algum tempo desde que as empresas prometedoras têm vindo a ganhar fundos e a lançar os seus produtos a nível internacional. A reportagem diz que esta evolução tem vindo a ser disfarçada pela questão de que este é um comportamento generalizado pelos países Europa e pelo facto de haverem outros países que tem tido um desenvolvimento mais rápido, levando a que os resultados finais impressionantes do nosso país possam surpreender alguns.

Não deverá, no entanto, ser surpresa para aqueles que já são capazes de reconhecer o valor que Portugal tem e que sempre teve, seja desde a época dos descobrimentos ou nos dias de hoje.

 

Fontes: Dinheiro Vivo, Forbes
Foto: DR

Banco de Gorringe torna-se a primeira área marinha protegida da Rede Natura 2000

Lirios no Gorringe. Foto: D Abecasis CFRG/UAlg

Investigadores aplaudem a inclusão da maior montanha submarina portuguesa na Rede Natura 2000. Mas este é só um primeiro passo.

Ainda estão por descobrir todas as espécies existentes no maior monte submarino português, quais as que estão em risco, que outros factos e descobertas estão por ser revelados. Ainda há muitas perguntas sobre o Banco de Gorringe, que se ergue entre a costa Sul de Portugal e a Madeira, a Sudoeste do cabo de São Vicente. O Governo português deu agora um passo que pode conduzir os cientistas às respostas.

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O Gorringe foi descoberto, em 1875, por uma expedição americana (USS Gettysburg) comandada pelo capitão Henry Gorringe, de onde advém o nome deste monte submarino.

Os “valores naturais de elevada relevância protegidos pela Directiva Habitats da União Europeia” presentes nas montanhas submarinas que se elevam desde o leito marinho, a 5000 metros de profundidade, até 28 metros da superfície da água, levaram o Governo a incluí-las na Lista Nacional de Sítios, no final de Julho. O Gorringe torna-se assim a primeira área marinha protegida da Rede Natura 2000 inserida na zona económica exclusiva (ZEE) de Portugal continental.

“O Banco de Gorringe é um ecossistema muito especial”, resume Gonçalo Calado, biólogo e professor na Universidade Lusófona. Por ser o único monte submarino em águas portuguesas cujo cume está a menos de 30 metros da superfície e por se encontrar relativamente afastado da zona costeira, o Gorringe abriga uma comunidade biológica com características únicas.

A proposta de classificação como Sítio da Rede Natura 2000, elaborada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), sistematiza as características que tornam este banco digno de protecção. Por um lado, a existência de dois tipos de locais: “recifes” e “bancos de areia permanentemente cobertos por água do mar pouco profunda”. Por outro lado, a presença, pelo menos ocasional, de espécies protegidas. O Banco Gorringe é um local com elevada produtividade primária para um contexto oceânico e com um ecossistema único e, até ao momento, foram identificadas 862 espécies, mas ainda há muitas por estudar.

A notícia da inclusão do Gorringe na Rede Natura 2000 foi recebida com aplausos: “Estas acções incentivam-nos a continuar a investigar os fundos marinhos de grande profundidade com o objectivo de identificar os locais que devem ser protegidos”, refere num comunicado o director-executivo da Oceana na Europa, Lasse Gustavsson.

A inclusão deste novo Sítio com cerca de 2288 mil hectares, em área exclusivamente marinha, vem, segundo o comunicado do Conselho de Ministros, «assegurar uma melhor representatividade dos valores naturais aos níveis nacional, europeu e biogeográfico, contribuindo para completar a Rede Natura 2000 em Portugal, e em particular no meio marinho».

Depois deste “primeiro passo”, falta saber que medidas ficarão definidas no plano de gestão e como serão aplicadas: A proposta do ICNF sugere medidas que minimizem a “perturbação, dano, destruição ou remoção de organismos marinhos e/ou partes do habitat”, impeçam o despejo de substâncias nocivas no local, regulamentem a pesca recreativa e comercial, garantindo o “bom estado ambiental do sítio”, condicionem a passagem de navios em trânsito e regulamentem o turismo subaquático. É também recomendada a adopção de medidas que permitam, incentivem e apoiem a investigação científica.

Gonçalo Calado defende a necessidade de realizar mais estudos e de aprofundar as pistas já recolhidas. “Num futuro ideal, em que tivéssemos estações de monitorização sistemáticas e permanentes ao longo da costa portuguesa, o Gorringe seria um óptimo candidato, caso existam meios para o fazer”, sugere.

E, partindo agora à descoberta, os investigadores vão poder mostrar a Portugal e ao mundo que há ainda muito por descobrir. Que temos muito por revelar e que não é só lá fora que podem existir mistérios e segredos não revelados. E com este reconhecimento há um maior estímulo à investigação, por algo ainda mais fundo, por algo imperceptível para aqueles que não se comprometem a descobrir e a mudar, para aqueles que não se dispõem a levar algo mais longe, para ir além dos limites que nos podem ser impostos.

 

Fontes: Público, Sul Informação e Histórias da Vida e da Terra
Fotos: Lirios no Gorringe (Foto: D Abecasis CFRG/UAlg) e Google

Josefinas lançou edição especial para ajudar a organização de mulheres Women for Women International

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Marca portuguesa Josefinas lançou uma edição especial de dois pares de sabrinas, vendidos em conjunto, para ajudar a organização de mulheres Women for Women International.

A marca nacional Josefinas associou-se à Women for Women International (WFWI), uma organização global que transforma a vida de mulheres oriundas de países em guerra e conflito iminente, que se encontram em situação de risco. Os lucros da marca revertem para ajudar uma destas mulheres. Além de protecção, a WFWI garante-lhes os meios necessários para começarem um pequeno negócio ou aprenderem um novo ofício, para se poderem tornar independentes.  Esta ajuda inclui também apoio na alimentação e medicamentos, educação para os filhos, apoio financeiro e emocional, e consciência dos direitos.

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“Acreditamos no Women Empowerment”, destaca Filipa Júlio, criadora das Josefinas, num comunicado enviado às redacções. Filipa apoia e admira a intervenção da WFWI, dado que é uma organização de mulheres, feita por mulheres, que apoia tantas outras, como sugere o mesmo comunicado. Acrescenta ainda: “Acredito num mundo com mulheres proactivas, solidárias e que façam a diferença”.

As “Josefinas Women for Women”, lançadas, contemplam “dois pares de Josefinas iguais, de pontas cravadas com cristais. Quando ambos os pares se unem, frente a frente, os cristais dão origem a um círculo perfeito, símbolo do universo da amizade no feminino”, explica a criadora da marca.

Foi em 2012 que Filipa Júlio concretizou o seu sonho: “criar um calçado prático, elegante, que honrasse o [seu] passado de bailarina e o futuro de mulher moderna portuguesa”. Mas para Filipa não poderiam ser umas sabrinas quaisquer, “teriam de ter personalidade, representar o que de bom fazem as mãos dos artesãos [de Portugal] e, acima de tudo, dar a uma mulher a elegância e confiança que uns sapatos podem trazer à sua vida.” Inspirou-se no nome da avó para baptizar a marca com o nome “Josefinas”.

Filipa Júlio deixa como desejo a todas as donas de umas ou mais Josefinas: “Espero que estas sabrinas inspirem o caminho de muitas outras mulheres, directamente para a concretização dos seus sonhos, tal como me inspiraram a mim!”

No último ano, a marca portuguesa já ajudou três mulheres do Ruanda em situação de risco – e as histórias de Providence Uwamariya, Emilienne Muragijimana e Devothe Niyigena são possíveis de conhecer no site da marca.

 

Por cada dez edições de sabrinas vendidas, a marca ajuda uma mulher, durante um ano. Mas também é possível ajudar através das redes sociais: por cada 20 mil partilhas da página, a Josefinas ajuda outra mulher.

 

Fontes: Público, Notícias ao minuto, Josefinas.pt

Walkin’Sagres conquista 1º lugar no concurso “Awards Natural.PT”

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A Walkin’Sagres, empresa de passeios pedestres guiados, sediada no concelho de Vila do Bispo, conquistou o primeiro lugar no concurso “Awards Natural.PT”, numa cerimónia que decorreu no dia 24 de Julho, no Palácio da Vila, em Sintra.

Mais um caso em que o esforço de portugueses foi reconhecido, desta vez pela Natural.PT. Neste concurso tem-se como objectivo reconhecer as boas práticas em iniciativas que promovam um desenvolvimento sustentável na Rede Nacional de Área Protegidas (RNAP). Este é em si mesmo, uma boa forma de estimular a criação de actividades das próprias empresas que adoptem ou mantenham as “boas práticas”. E, ao mesmo tempo, foca-se na sustentabilidade dos negócios, ajudando também na saúde do planeta. Este concurso foi uma iniciativa do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia (MAOTE), através do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, com o apoio da WWF Portugal e financiado pelo EEA Grants.

A Walkin’Sagres foi criada por Ana Carla Cabrita, natural de Sagres e Guia de Natureza. É também uma das duas autoras do guia «200 Plantas do SW Alentejano&Costa Vicentina», lançado em Janeiro passado. “É um orgulho receber o 1º Prémio, do 1º Concurso Natural.PT, pelo reconhecimento do projeto (…)! É o reconhecimento de que faz toda a diferença e vale a pena seguirmos por bons caminhos. E acreditar com força naquilo que fazemos e nos valores pelos quais nos batemos”, comentou. O projeto Walkin’Sagres visa a sustentabilidade e um desenvolvimento que não coloque em causa os valores naturais e culturais desta área protegida, onde para o efeito trabalha apenas com grupos pequenos, oferecendo um produto personalizado.

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Os prémios foram entregues durante a Feira Natural.PT, que decorreu no Palácio da Vila, em Sintra, tendo a cerimónia contado com a presença do secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Miguel Castro Neto. Cada premiado recebeu uma pedra de calçada, em calcário, da Serra D’Aire e Candeeiros, uma das áreas protegidas nacionais.

Os objetivos desta iniciativa são também os de consciencializar a Sociedade Civil para a importância do desenvolvimento numa óptica de equilíbrio ambiental, económico e social; dar visibilidade às entidades, empresas, pessoas e/ou instituições que identificaram uma oportunidade nas áreas protegidas e que atuaram positivamente na construção do desenvolvimento sustentável; envolver os jovens, tanto a nível individual como a nível associativo, condicionando os seus comportamentos e atitudes, adotando e criando práticas sustentáveis e reforçar a sustentabilidade com vista a uma repercussão positiva no comportamento dos cidadãos e decisores em geral, fazendo da inovação e eficácia um caminho para a sustentabilidade.

À Walkin’Sagres foram reconhecidos todos estes valores e o seu bom desempenho na divulgação de boas práticas na área do Turismo de Natureza.

 

Lista de premiados na primeira edição do Natural.PT Awards 2015:

1º Prémio – Walkin’ Sagres (Vila do Bispo)

2º Prémio – Portugal Green Walks (Braga)

3º Prémio – Birds and Nature (Lisboa)

Menção honrosa 1 – Centro Ambiental Luso-Espanhol (Miranda do Douro)

Menção honrosa 2 – Azeitona Verde (Marvão)

Este foi a primeira edição do concurso daquilo que se espera que venha ser uma cadeia delas, já que são iniciativas como estas que podem vir a incentivar a que as empresas, pequenas ou grandes, novas ou não, tenham entre os seus principais objectivos a sustentabilidade do negócio tendo os olhos postos no futuro da Terra e no futuro das pessoas. Já a Walkin’ Sagres faz agora parte das empresas das quais podemos seguir o exemplo.

 

Fontes: Sul Informação e Natural.PT