shair – uma plataforma que revolucionou o negócio da arte

Shair3Mariana Gomes, 24 anos, é a CEO da shair, que desenvolveu a sua ideia inovadora e depois apresentou-a ao grupo bracarense dst. Embora com formação na área da Gestão e da Comunicação, Mariana esteve sempre envolvida no meio artístico.
A shair é uma plataforma online que dá visibilidade aos trabalhos dos novos artistas. Mas a shair não fica por aqui, a startup bracarense expõe fisicamente obras e possui acordos com galerias internacionais.

A Excelência Portugal visitou a shair e falou com Mariana Gomes.

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notei que o setor artístico estava ainda muito desligado do mundo virtual, e com os meios que temos hoje em dia para nos apoiarem numa decisão de compra online isto não fazia sentido

Com uma formação fora das artes, como lhe surgiu esta ideia de negócio?

Faz algum sentido que muitas ideias de negócio, aplicadas a determinado setor, tenham nascido a partir de pessoas com formação em áreas que à partida não têm nada a ver com esse setor. Isto porque são muitos os processos que podem ser replicados/adaptados de uma área de negócio para outra que até ao momento não tinham sido detectados como tal. No meu caso foi precisamente isto que aconteceu – notei que o setor artístico estava ainda muito desligado do mundo virtual, e com os meios que temos hoje em dia para nos apoiarem numa decisão de compra online isto não fazia sentido. O facto de ter muitos conhecidos ligados ao mundo das artes, maioritariamente artistas, também ajudou, pois notei que havia de facto uma necessidade de divulgação e comercialização dos seus trabalhos para além do circuito tradicional das galerias de arte, ainda muito elitista na sua seleção.

A Mariana foi a única mulher entre sete homens que representaram o programa Aceleração da StartUp Braga em Londres. Que papel teve o programa no desenvolvimento do vosso modelo de negócio?

O papel da StartUp Braga foi fundamental na redefinição do nosso modelo de negócio. Quando fomos selecionados para fazer parte deste programa, estávamos numa fase em que já existíamos no mercado e já tínhamos vendas, mas ainda nos faltava uma visão global para o futuro do projeto. Assim, foi a partir desta visão crítica que nasceu a ideia de incluirmos o segmento das galerias de arte na plataforma, assim como outras fontes de receita associadas à utilização da plataforma, muito para além da simples comissão de vendas.

Como funciona a plataforma? Como é que um artista submete as suas obras?

A plataforma é muito simples e fácil de utilizar. Para o artista, basta registar-se, criar um perfil e submeter as suas obras para aprovação. Após este processo de pré-seleção, as obras ficam disponíveis para venda e podem ser selecionadas para um dos nossos leilões especiais, normalmente associados a uma das exposições físicas. As galerias parceiras têm um processo de submissão semelhante, sendo que nestes casos aprovamos o perfil previamente, e a partir daí todas as obras que submetem ficam automaticamente disponíveis. Estas entidades também podem criar leilões especiais isolados dos que são promovidos por nós, associados por exemplo às suas próprias exposições. Para o apreciador de arte, basta explorar o website (temos imensos filtros de pesquisa que ajudam neste processo!) encontrar a sua obra favorita e proceder ao seu pagamento diretamente na plataforma. O valor que é apresentado ao cliente inclui portes de envio, que são calculados já com o seguro de transporte e tendo em conta as dimensões da obra e a morada do destinatário. Temos também uma série de funcionalidades que ajudam na tomada de decisão, como o nosso serviço de curadoria, onde fazemos uma seleção de obras de acordo com as necessidades do cliente, ou a possibilidade de solicitar arte por encomenda, onde o cliente pode pedir a um artista específico uma obra com determinadas características.

Que papel tem a galeria física no negócio? Que obras são seleccionadas para exposição e de que forma?

A galeria emergentes dst desempenha um papel fundamental na integração com o mundo real, que no fundo é aquilo que a shair tem de mais inovador. Já existiam plataformas de divulgação e venda de arte online, mas nenhuma que permitisse, pelo menos de forma tão aberta, que o artista se candidatasse com essas mesmas obras a um lugar real de exposição. Fazemos exposições de 2 em 2 meses, e selecionamos as obras mais votadas do website conjuntamente com uma “repescagem” da autoria de um especialista convidado por nós. As exposições físicas são a combinação destas duas formas de seleção, e temos normalmente espaço para cerca de 70 obras na galeria emergentes dst. Também já fizemos exposições noutros locais, não só em Braga, e o processo de seleção é semelhante.

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Já existem acordos com galerias internacionais. Têm permitido a venda de obras de artistas nacionais?

A integração das galerias internacionais, para já, é mais uma forma de aumentarmos a nossa oferta, permitindo a apreciadores de arte de toda a Europa o acesso a obras às quais, de outra forma, não conseguiriam aceder. Obviamente que os próprios clientes dessas galerias poderão interessar-se em explorar a oferta da shair, incluindo as obras de artistas portugueses, que neste momento representam a maioria dos trabalhos que temos disponíveis.

Quantas pessoas estão envolvidas no projecto e em que áreas?

Neste momento, a equipa é constituída por 4 pessoas, com formação na área do design, marketing, comunicação e curadoria. A plataforma foi desenvolvida pela innovation point, uma das empresas na área de Ventures do grupo dst – que até foi onde iniciei o meu percurso neste grupo empresarial, na altura através de estágio.

Que outros serviços presta a shair e que eventos organiza?

Para além dos serviços que referi acima, que no fundo são formas de apoiarmos a decisão de compra online, temos também os cheques-prenda para ajudar os mais indecisos a oferecerem um presente original. Aos nossos artistas e galerias parceiras, damos também a possibilidade de subscreverem uma conta premium, que lhes permite destacarem as suas obras nas áreas da plataforma para este efeito, assim como acederem a estatísticas relativas aos seus visitantes, à popularidade das obras que constituem o seu portefólio, entre outros dados pertinentes para quem utiliza a plataforma como ferramenta de comercialização. É também pertinente referir que, no caso de venda, somos nós que tratamos de toda a logística associada ao processo de transporte, sendo que o artista ou a galeria só têm de se preocupar com a embalagem – e até fizemos um vídeo para ajudar neste processo! Quanto a eventos, tentamos promover outras formas de expressão artísticas nas inaugurações das nossas exposições, onde já tivemos concertos, performances, entre muitas outras iniciativas, sempre inseridas no âmbito artístico/ cultural.

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O negócio já é auto-sustentável? Quais são as fontes de receita da shair?

O negócio está perto de ser auto-sustentável, e as nossas fontes de receita passam pela comissão de 30% na venda de obras de artistas, sendo que no caso das galerias já temos uma percentagem de apenas 10%. As outras fontes de receita que nasceram sobretudo após o programa de aceleração da Startup Braga consistem na subscrição das contas premium por parte dos artistas e das galerias parceiras, e na adesão ao serviço de curadoria, ambas já referidas acima.

A shair pretende em termos físicos ficar por Braga, ou tem planos de expansão?

Temos planos de expansão para o Reino Unido, onde já abrimos atividade. Apesar de já termos algumas galerias internacionais inscritas na plataforma, o potencial de crescimento através de uma atuação presencial neste mercado é imenso, e vamos arrancar com este plano a partir de Setembro, através da presença em feiras de arte, por exemplo.

 

Fotos: DR

Bom Jesus de Braga candidato a Património da Humanidade

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A Câmara de Braga anunciou esta semana ter sido apresentada na segunda-feira, em Lisboa, a candidatura do Bom Jesus a Património Mundial da Humanidade na Comissão Nacional da Unesco.

Em comunicado, a autarquia acrescenta que o mesário da Confraria do Bom Jesus, Varilo Pereira, considerou que esta apresentação em Lisboa “foi um passo fundamental”, uma vez que permitiu demonstrar a real dimensão do Bom Jesus a quem analisa as candidaturas.

O Bom Jesus do Monte, recorde-se, é uma referência nacional, mas pode e deve, agora, ganhar uma dimensão internacional que poderá ser-lhe conferida por esta candidatura. Conhecido como ponto de turismo religioso, o Bom Jesus do Monte em Braga pretende ser também uma referência do turismo cultural, patrimonial e histórico.

O valor do santuário do Bom Jesus não é apenas arquitectónico ou religioso, havendo um potencial que deverá ser explorado e dinamizado.

Aponte-se o caso de locais de culto neste Bom jesus inspirados, e que são já património mundial, como o Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, no Brasil.

A candidatura conta também como o apoio do Eixo Atlântico que  já assumiu, em diferentes circunstâncias um papel muito activo no apoio de candidaturas de Guimarães e da Muralha de Lugo, que acabaram por ser classificadas como Património da Humanidade.

Fonte: C.M.Braga
Foto: Agência Ecclesia

 

Inaugurado hoje o novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões

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Foi inaugurado hoje o novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões. A estrutura foi projetada por Luís Pedro Silva – arquiteto e docente na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto-

O novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões é um dos grandes projetos promovidos pela APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, integrado no Plano Estratégico de Desenvolvimento do Porto de Leixões e que resulta de uma dinâmica de cooperação territorial, interligando dois principais objetivos: por um lado o de melhorar a eficácia comercial do porto, associada à atividade dos cruzeiros e, por outro lado, o de integração urbana, associado ao incremento da sociabilidade com a população envolvente.

O novo Terminal de Cruzeiros é o maior projeto de sempre de abertura do porto à cidade, fazendo do Porto de Leixões uma importante porta de entrada na região e impulsionando definitivamente o crescimento do número de navios de cruzeiro e de passageiros em Leixões, assumindo-se cada vez mais como um porto de cruzeiros.

Com a construção no novo cais com 340m de comprimento inaugurado em Abril de 2011, Leixões começou a poder receber os maiores navios de cruzeiro, acolhendo assim a maior parte dos navios de cruzeiro da atual frota mundial.

 

O novo Terminal localiza-se no Molhe Sul do Porto de Leixões, a apenas 3 Km da cidade do Porto e contempla:

 

  • Novo Cais para Cruzeiros
    Comprimento do cais: 340 m
    Fundos: – 10m (Z.H.L.)
    Comprimento máximo dos navios: 300 m atracação
    Pilotagem obrigatória (para entrada e saída)
    Sem limites de estadia
    Certificação conforme ISPS
  • Estação de Passageiros, situada no edifício central do complexo, com diversas valências para navios em escala, ou que efetuem embarque/desembarque de passageiros. Sem limite de capacidade para passageiros em transito e com capacidade para 2.500 passageiros em turnaround (embarque e desembarque);
  • Cais Fluvio-marítimo para acostagem de embarcações que proporcionem itinerários turísticos no rio Douro;
  • Porto de Recreio Náutico para 170 embarcações e respetivos serviços mínimos de apoio às embarcações, espaços de conveniência e funções de apoio aos tripulantes e navegantes;
  • Estacionamento para autocarros e viaturas ao longo do molhe e estacionamento interior.

 

O novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões alberga ainda Parque de Ciência e Tecnologias do Mar da Universidade do Porto e várias unidades de investigação com vocação marítima (da Biologia à Robótica), servindo especialmente de pólo de incubação de novas empresas que irão tirar proveito económico das inovações desenvolvidas na Universidade.

 

Para além disso, este novo edifício será também sede do CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha da Universidade do Porto, uma das mais relevantes unidades de investigação nacionais na área das Ciências Marinhas, integrado num dos únicos 25 Laboratórios Associados ao Estado do país. Para além do CIIMAR, outras unidades de investigação da Universidade do Porto com projetos ligados ao Mar, nomeadamente projetos de desenvolvimento de tecnologias subaquáticas (como veículos submarinos autónomos), vão passar a ter neste edifício espaços próprios para a realização de testes e experiências em ambiente marítimo.

 

Fotos: oceano21.org e APDL
Fonte: APDL

Professora da FMUP preside à Sociedade Portuguesa de Neurociências

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A Sociedade Portuguesa de Neurociências (SPN) tem uma nova presidente. Como instituição que tem como principal objectivo a promoção e o desenvolvimento de investigação cientifica em Neurociências, tal como a disseminação da Cultura Científica, pessoas que estejam motivadas para estar à altura desses mesmos objectivos, são necessárias.

A curiosidade é o motor de tudo  Ciência 2.0 (Dez.2012)

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Isaura Tavares,
professora e investigadora do Departamento de Biologia Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, é a nova presidente da SPN. Diz querer “garantir que os colegas mais novos têm perspectivas de futuro na investigação em Neurociências”. “Nestes tempos de restrições orçamentais, em que alguns desistem por falta de verbas, a SPN pode, através dos seus congéneres internacionais, proporcionar oportunidades interessantes para os mais novos”, explica a neurocientista.

Isaura Tavares iniciou a vida académica na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), onde se licenciou em Biologia. Em 1998 realizou Provas de Doutoramento em Biologia Humana na FMUP, tendo-se dedicado desde então à área das neurociências.

Orientou 15 teses, integrou diversas equipas de investigação, liderou 7 projetos científicos (alguns dos quais de dimensão internacional), assinou 60 publicações em revistas internacionais indexadas e foi premiada 15 vezes, entre 2004 e 2015. O último galardão foi-lhe atribuído pela Fundação Grünenthal, pelo trabalho intitulado “Dor em Doença de Alzheimer: pesquisa de um biomarcador para solucionar o problema da sua subavaliação” , que desenvolveu com cientistas da Universidade de Lisboa e do Hospital de Cascais.

Os portugueses são muito resignados … Ionline (Mar.2015)

Natural de Massarelos, a investigadora, que é também vice-presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), ocupou diversos cargos nos órgãos de gestão da FMUP, mantendo ainda o seu lugar (pelo terceiro mandato consecutivo) no Conselho Científico da FMUP.

A SPN trabalha proximamente com instituições como o Centro de Neurociências de Coimbra, o IBMC, IMIM, a Escola de Ciências da Saúde de Braga, a Universidade da Covilhã, a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, o Instituto Gulbenkian de Ciência e a Fundação Champalimaud. Trabalha ainda com outras instituições europeias.

Agora na frente da SPN, Isaura Tavares tem uma maior capacidade de alcance para que possa fazer mais de forma mais generalizada. Portugal e a Sociedade Portuguesa de Neurociências está agora no bom caminho para um maior desenvolvimento que nos poderá levar a grandes avanços e descobertas nesta área.

Mais um vez, Portugal e os portugueses mostram a sua capacidade de se desenvolverem e prosperarem, mostram mais de si e do seu valor imenso, mostram a sua capacidade de decisão e de comprometimento a uma causa em que acreditam. Que são capazes de atravessar fronteiras e de cooperar com os outros. Tal como Isaura Tavares, a SPN quer incentivar ao regresso de neurocientistas para Portugal e quer aumentar a divulgação cientifica para outros e para todos.

Fonte: UP

Mel de Eucalipto da Lousamel conquista Medalha de Bronze no Concurso Nacional de Mel

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Ana Paula Sançana, responsável da Cooperativa Lousamel, afirma que tem sido um ano excepcional para a Cooperativa que dirige. Certa que quem não concorre, não ganha prémios e existem infindáveis produtos de qualidade pelo nosso Portugal fora, Ana Paula acredita que os seus produtos são excepcionais heart emoticon.

O que fazemos, fazemos bem, mas bem!

Desta vez, com a mais recente linha de mel, criada para escoar o néctar dos seus produtores das zonas mais a litoral, Mel de Eucalipto. Ganharam a Medalha de Bronze no Concurso Nacional de Mel, mas a responsável deixa o compromisso “de fazermos as nossas abelhas voar para o ano conquistarmos a medalha de ouro”.

De acordo com a Agronegócios, ao contrário da tendência mundial, a apicultura é um sector que regista crescimento em Portugal. Em 2015, a Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP) prevê um aumento de produção entre 10% e 12%, ou seja, quase o triplo da média dos últimos anos.

O preço pago ao produtor tem vindo a subir, na ordem dos 15% ao ano, devido à escassez do produto no mercado, o que tem incentivado os apicultores a aumentarem a sua actividade. A estrutura de produção em Portugal também é muito competitiva, com um apicultor profissional a ter uma média de 350 colmeias, enquanto ao nível europeu, este número é de 150, salienta a FNAP. Contudo, «é necessário investir no sector, no sentido de o mel não ser vendido a granel, mas sim, depois de transformado, aumentando, desta forma, muito o seu valor e a rentabilidade dos produtores». O valor do sector apícola em Portugal está calculado em 50 milhões de euros, de acordo com dados da FNAP.

A tendência mundial é, por seu turno, de queda, com os EUA a perderam, nos últimos dez anos, mais de metade do número de colónias. Em França, este número é de 40%, o que tem levado à elaboração de vários estudos científicos, que têm identificado os pesticidas da família dos neonicotinóides como responsáveis, existindo, mesmo, já, legislação europeia para restringir o seu uso.

Fonte: Lousamel e Agronegocios.eu

 

E o melhor oceanário do mundo vai para…Lisboa

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Segundo os utilizadores do TripAdvisor, dito o maior portal de opiniões de viajantes, ­­ o prémio Traveler’s Choice na categoria dos aquários vai para o oceanário de Lisboa. Um grande reconhecimento internacional e que vai com certeza atrair ainda mais turistas, facilitando o trabalho da gestão do oceanário, que este ano passou para a esfera privada.

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Localizado no Parque das Nações, em Lisboa, o Oceanário foi inaugurado aquando da Expo 98, um grande marco no reencontro entre Portugal e a Política do Mar.

Já registou mais de 19 milhões de visitantes e conta com quase 11.000 avaliações no TripAdvisor, sendo que mais de 7.000 o declaram como “excelente”, o que coloca o Oceanário em primeiro lugar nos destinos mais populares de Lisboa no portal de viagens. A amostra é variada, em 2014 este recebeu turistas vindos de mais de 180 países diferentes!

Para João Falcato, administrador do Oceanário de Lisboa, o “reconhecimento atribuído” pelos visitantes é “um grande orgulho”. “Sentimos que a nossa missão de promover a literacia azul e de sensibilizar para a conservação dos ecossistemas marinhos, atravessa todos os oceanos e é reconhecida mundialmente”, referiu em comunicado o administrador do aquário.

Na lista dos 25 melhores aquários do mundo, o Oceanário de Lisboa partilha o top cinco com os norte-americanos Georgia Aquarium, Montery Bay Aquarium, Ripley’s Aquarium of the Smokies Exterior e o espanhol Oceanografic. O Aquário Vasco da Gama, em Algés, surge também na lista, na 17ª posição.

 

Pode consultar a lista do TripAdvisor aqui: http://www.tripadvisor.com/TravelersChoice-Attractions-cAquariums-g1

Fotos: DR

Prémio Saúde Sustentável 2015

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Com a crescente evolução positiva da qualidade do trabalho português, dos esforços que alguns de nós fazem para que o país e o mundo em que vivemos seja cada vez um sítio melhor, o reconhecimento do mesmo é também necessário. Incentivos a que se faça mais e melhor é um dos passos a dar para que a evolução continue.

Os Prémios Saúde Sustentável são uma iniciativa do jornal “Negócios” e da Sanofi que visa tudo isto, focando-se nas boas práticas e sustentabilidade da saúde em Portugal. Ou seja, “tem como objectivo distinguir e premiar entidades, individuais ou colectivas, públicas ou privadas, prestadoras de cuidados de saúde – hospitalares, cuidados primários ou cuidados continuados – que se tenham destacado por promover e implementar princípios e acções de sustentabilidade com impacto tangível na saúde.”

 

A 7 de Julho, no Hotel Ritz em Lisboa, na 4ª Edição desta cerimónia, uma vez feita a avaliação às candidaturas submetidas, foram eleitos, como vencedores:

Cuidados Primários: Unidade Local de Saúde do Nordeste

Cuidados Continuados: AMETIC – Apoio Móvel Especial à Terceira Idade e Convalescentes

Cuidados Hospitalares: Hospital de Braga

Outras Categorias: Associação Nacional de Farmácias

É ainda de sublinhar a atribuição do Prémio Saúde Sustentável a Manuel Sobrinho Simões, director do IPATIMUP, Instituto de Patologia e Imunologia Molecular do Porto, como personalidade que mais se destacou na promoção das chamadas “boas práticas”.

Foram ainda distinguidas com menções honrosas:

Responsabilidade Ambiental: UCC – Unidade Convalescença Bella Vida Viana

Sustentabilidade Económico-Financeira: Centro Hospitalar do Porto – Serviço de Ortopedia

Qualidade Clínica e Resultados em Saúde: APDP – Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal

Experiência do Utente: UMAD – Unidade Móvel de Apoio Domiciliário do Centro Hospitalar do Alto Ave

Inovação e Tecnologias na Saúde: Centro Hospitalar Cova da Beira

 

Os critérios de avaliação passaram pela qualidade clínica e resultados em saúde, pela experiência do utente, pela atenção à responsabilidade ambiental e sustentabilidade ambiental e sustentabilidade económico-financeira e pela inovação tecnológica dos serviços em causa.

Manuel Sobrinho Simões, ao receber o prémio, resumiu o sentimento de muitos em poucas palavras: “Não há coisa melhor do que fazer a nossa obrigação e ter um prémio disso”.

A Saúde é uma parte das muitas que compõem o nosso país e a forma como agimos nele poderá ditar o nosso futuro como povo e comunidade. Para que esta possa sobreviver e viver, há que saber como preservá-la e alimentá-la. Fazer com que cresça e floresça. A área da Saúde requer um desenvolvimento contínuo e, por isso, reconhecemos o esforço que todos os envolvidos fazem para que tal se proporcione. Um obrigado a todos.

 

Fotos: DR

Photo-à-Porter – “Uma imagem vale mais que mil palavras”

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“Uma imagem vale mais do que mil palavras”… um cliché [?], no entanto, Ana Isabel e Paula Barbosa conheceram-se através do interesse pela escrita. Mas curiosamente foi na fotografia que se encontraram, em sentido literal, numa mesma linguagem. A Excelência Portugal pediu às duas mentoras que o apresentassem.

O projeto Photo-à-Porter tem como objetivo a divulgação de uma paixão comum – a fotografia. A cidade de Lisboa serviu-nos de inspiração para o nosso primeiro projeto do Photo-à-Porter <<Lisboa às Cores>> inaugurado em março de 2014, na Galeria Maria Lucília Cruz, no Bairro Alto.

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Painel Misto com as várias fotografias de azulejos e portas da cidade de Lisboa. Desde o Largo do Carmo, as ruas paralelas às Escadinhas do Duque, Bairro Alto, Cais do Sodré, Rua de S. Paulo, Praça da Figueira, Bica, Intendente, Alfama…

As fachadas e as portas de madeira esquecidas, assim como os azulejos, considerados um belíssimo património secular, foram os temas escolhidos para o nosso primeiro trabalho em conjunto. Foi utilizada uma técnica manual de impressão por transferência, dando assim uma nova dimensão às fotografias, transferindo-as para diferentes suportes, como a madeira e o azulejo, mas mantendo o mesmo secretismo que é “ser” Lisboa. A originalidade deste trabalho esteve no suporte de impressão, “abandonámos” o papel e escolhemos a madeira para imprimir as fotografias dos azulejos e as fotografias das portas de madeira foram impressas em azulejo, ambos os trabalhos em 14×14.

Fotografia impressa em azulejo 14x14 [Porta do largo do Carmo]

Fotografia impressa em azulejo 14×14 [Porta do largo do Carmo]

Em abril de 2015, juntámos o gosto da escrita à paixão pela fotografia inaugurando uma exposição que explora o universo feminino <<trapézio>>. O Trapézio começou por ser um conjunto de pequenos textos. Uma mão cheia de todas as Mulheres que habitam em nós.
derreto[-me][,] nas tuas mãos. sabes quando parar? guardo o tesouro que sou [eu]. quero [ter] os desejos errados. retornar à vida que é ser Mulher...

derreto[-me][,] nas tuas mãos. sabes quando parar? guardo o tesouro que sou [eu]. quero [ter] os desejos errados. retornar à vida que é ser Mulher…

De uma forma ou de outra, todas as Mulheres vivem num trapézio [diário]. Mais tarde juntámos as imagens e tentámos verbalizar essas personagens através da fotografia, reunindo duas paixões: a escrita e a fotografia. Surge assim a exposição «trapézio» uma exposição de fotografia composta também por 14 estórias, todas elas representadas numa imagem [ou personagem] feminina.A nossa intenção foi revelar os vários estados de alma a que “sobrevivemos”, nisto, na transparente solidão de ser Mulher.
padeço de uma tenebrosa soledade ao me ensaiar em auto-retratos, denunciando uma singular pagã. a intensidade visceral com que me descrevo... a ti não te servirá de [+] nada... hoje voltei-te as costas e ao virar-me para mim, compreendi [por fim] o que era [o teu] "não sentir" nada.

padeço de uma tenebrosa soledade ao me ensaiar em autorretratos, denunciando uma singular pagã. a intensidade visceral com que me descrevo… a ti não te servirá de [+] nada… hoje voltei-te as costas e ao virar-me para mim, compreendi [por fim] o que era [o teu] “não sentir” nada.

Trabalhamos pontualmente para o Teatro Villaret, onde fotografamos e elaboramos os cartazes para os espetáculos. E temos tido a sorte de fotografar Mulheres fantásticas como a Raquel Ochoa e a Marta Gautier.

O nosso próximo trabalho tem como protagonista, uma vez mais, a cidade mais bela do mundo… a nossa!

Mas ficamos por aqui!

Exposições de Fotografia:

<<Lisboa às Cores>>, março de 2014 na Galeria Maria Lucília Cruz em Bairro Alto, Lisboa.
<<Trapézio>>, abril de 2015 na Fabrica da Pólvora em Tercena, Barcarena. 

 

 As mentoras

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Paula Barbosa
nasceu em Lisboa em 1973, iniciou em 1990 na ETIC o seu percurso na área da Fotografia, mantendo ainda hoje a cidade de Lisboa com o seu “laboratório de quimeras”.

Procura integrar o seu trabalho de fotografia, designer e de instalações num determinado Tempo, Movimento, Ambiente e/ou Espaço.

Experienciar o Não-Lugar, em locais esquecidos ou abandonados… que nos oferecem as suas próprias qualidades, a sua própria identidade histórica/social, nas suas diferentes dimensões… numa poesia visível ou invisível.

Fundou em Maio de 2013 o 2MW Collective com a artística plástica Ângela Menezes, [Too Many Walls, Too Many Words, Too Many Worlds, Too Many Wonders], um projeto colaborativo de Arte Urbana “situado” entre a pintura, a literatura e a fotografia

Em 2014 cria um novo projeto de fotografia, o Photo-à-Porter,  com Ana Isabel.

Em 2015 surge o Trapézio, um projeto de Escrita [uma das suas paixões] e Fotografia, um retrato escrito de todas as Mulheres que habitam em nós…

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Ana Isabel
nasceu em 1975 nas belas planícies alentejanas. Tradutora de profissão, a sua paixão pela Fotografia como modo de não esquecer o que a memória teima em apagar nasceu muito antes, ao folhear os álbuns de família, mas foi com as viagens para outros países que a Fotografia se tornou essencial para ver o que está para além do olhar.

Viajante sempre com o próximo destino em mente (?), Ana Isabel já percorreu as distantes montanhas do Butão, Chile, Cuba, Tanzânia, Usbequistão e fotografou outros destinos como China, Japão, Nepal, Tailândia, Estados Unidos, Ucrânia, Escócia, Espanha.

Em 2013 expõe as primeiras fotografias no projeto conjunto de vários artistas “XS Art, Arte em Pequeno”, na Galeria Maria Lucília Cruz e em 2014 cria com Paula Barbosa o projeto Photo-à-Porter.

Em 2015 participa no projeto de Paula Barbosa, Trapézio, numa combinação da Fotografia com a Escrita.

 

Fotos: DR

Sogrape eleita como melhor empresa vitivinícola

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A Sogrape Vinhos, a empresa de vinhos de Avintes, foi eleita pela Associação Mundial de Críticos e Jornalistas de Vinhos e Bebidas Espirituosas a melhor empresa produtora de vinho do mundo. A associação escolhe todos os anos as 100 melhores empresas produtoras de vinhos, a nível mundial, baseando-­‐se em critérios como os prémios conquistados por cada produtor em concursos internacionais realizados ao longo do ano. Neste concursos a Sogrape Vinhos arrecadou “131 prémios, num total de mais de 3.000 pontos calculados de acordo com a importância das medalhas em causa”, informa a produtora em comunicado. 1

Em 2014 a Sogrape Vinhos já tinha conquistado um excelente quarto lugar sendo que este ano a detentora de marcas como Mateus Rosé ou Gazela, chega ao primeiro lugar do pódio o “que mostra o reconhecimento internacional pelo caminho que temos prosseguido nos últimos anos e ser uma referencia ibérica de vinhos de qualidade” disse o presidente da empresa Fernando da Cunha Guedes. A Sogrape Vinho produz vinhos na Argentina, Chile, Espanha e Nova Zelândia e é presença assídua nas regiões vitivinícolas portuguesas exportando para mais de 120 mercados. 2

Na lista dos 100 melhores produtores de vinho de 2015, existem mais cinco empresa a representar Portugal, Symington Family Estates (14º), a Casa Ermelinda Freitas (22.º), a Casa Santos Lima (57.º), a Adega Cooperativa de Cantanhede (89.º) e a Companhia das Quintas (99.º). 3

 

Fontes: 1/2/3 : informações veiculadas pela Lusa
Fotos: DR

Raquel Ochoa – uma escritora invulgar (entrevista)

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Raquel Ochoa nasceu em 1980, em Lisboa, Licenciou-se em Direito, mas dedicou-se à literatura.

Em 2008 publicou duas obras, “O Vento dos Outros” – uma crónica de viagens à América do Sul e “Bana – Uma vida a cantar Cabo Verde”, a biografia do cantor. Em 2009 Raquel Ochoa foi vencedora do Prémio Agustina Bessa-Luís com o romance “A Casa-Comboio”, trazendo ao grande público a saga de uma família indo-portuguesa originária de Damão e a epopeia da desconhecida ou ignorada Índia Portuguesa, traduzido e publicado em Itália.

Em 2011 lançou a sua quarta obra, “A Infanta Rebelde”, a biografia da Infanta D. Maria Adelaide de Bragança, condecorada com a Ordem de Mérito Civil aos cem anos de idade. O seu segundo romance, “Sem Fim à Vista – A Viagem” chegou a público em Setembro de 2012 e relata a aventura de um personagem com graves problemas cardíacos que decide viajar até onde a resistência o permita.

Em Maio de 2014 publica “Mar Humano”, um romance histórico ao longo do século XX reflectindo sobre temas como a liberdade de imprensa e o jornalismo que se praticou e pratica em Portugal, misturando de forma original temas tão díspares como a longevidade da vida humana e o impacto da ciência na evolução da consciência.

Este ano é a vez de “As Noivas do Sultão”, um romance fascinante que tem por base um incidente diplomático entre Portugal e Marrocos.

Raquel Ochoa é formadora de escrita criativa e ministra vários cursos em Portugal e no estrangeiro.

A Excelência Portugal quis conhecer melhor esta invulgar escritora que se tem afirmado como um dos grandes nomes da literatura nacional da actualidade e entrevistou-a.Ochoa1a

Como nasceu a paixão pela escrita e onde se encaixa a licenciatura em Direito?

Escrevi a partir dos treze anos, mas a vontade de escrever e publicar aconteceu aos vinte e cinco, depois de uma grande aventura pela América do Sul que, em jeito de tratado da memória, decidi descrever. Acabou por se transformar n` “O Vento dos Outros”. O Direito foi apenas o curso em que me licenciei, nunca o usei directamente para nada.

A História, nomeadamente a nacional, sempre a seduziu? Alguma vez imaginou que poderia vir a “brincar” com ela?

Sempre, a nossa história é cheia de mitos, altos e baixos, grandes conquistas, grandes derrotas. O maior mito que podemos encontrar é a própria História. Porque foi escrita por homens com um contexto e um objectivo. A própria leitura que vamos fazendo dela vai-se modificando com a mudança das mentalidades.

Desde muito nova que leio Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós. O meu pai repetia aquele chavão constantemente: “Se não leres os clássicos portugueses não sabes nada.”

Daí, a ter passado a escrever estórias onde romanceio a História, foi um passo muito reflectido. O meu primeiro romance histórico foi o meu terceiro livro. Só aí me sentia preparada para tão grande empreendimento.

Há uma Raquel cronista de viagens, uma biógrafa e uma romancista? Qual delas se impõe mais actualmente?

Sou as três e tento progredir e fazer o melhor possível em cada género literário. Mas claramente a romancista agora fala mais alto e manda as outras de férias sempre que consegue.

Em 2009 venceu o Prémio Literário Revelação Augustina-Bessa Luís. Que impacto teve esta distinção na sua carreira ?

Ser premiada aos vinte e nove anos é um privilégio imenso. Dá força e responsabilidade. “A Casa-Comboio” foi um livro que escrevi sobre enormes sacrifícios numa fase profissional e pessoal bastante pesada. O prémio foi o alívio, a libertação.

Os seus romances têm uma base histórica verídica. Sente-se parte historiadora e parte escritora?

Reinvento a história do modo mais credível possível, mas está tudo dito: é ficção. Os meus livros baseiam-se quase sempre em histórias verídicas mas não hesito em transformar a trama agradável para que o leitor encontre evasão ou sonho naquele romance. Sou rigorosa mas isso não me torna historiadora.

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O último livro revela uma história guardada durante 200 anos. Como se acende “o rastilho” do seu processo criativo?

222 anos mais precisamente! Tento ter sempre activo o meu faro para as boas histórias e quando as encontro esse rastilho já se acendeu inconscientemente, as personagens começam a delinear-se e a ter vontades, medos, vícios. Tento, acima de tudo, reconhecer o potencial das histórias. Normalmente avalio bem.

Voltando à nossa História, mas a um período mais recente, como interagiria com as últimas décadas e nomeadamente com os anos mais recentes? Não sente vontade de intervir através da escrita?

As últimas duas décadas foram as décadas em que me tornei mulher, uma vez que tenho 35 anos, ou seja, foi o período em que comecei a ter opinião, sentido crítico. Comecei a viajar incessantemente, a conhecer o mundo e a compará-lo com este nosso modo de estar português.

Gosto de Portugal. Gosto muito do meu país. Por mais que não tenhamos uma estratégia a longo prazo, por mais que a desresponsabilização da sociedade e dos agentes do poder seja evidente, eu trato de assumir as minhas. E intervenho com bastante afinco. Os meus livros são interventivos, e trazem uma certa interpretação da história que acho urgente. Entre outros, leia-se “Mar Humano”, há um profundo alerta para o que nos estamos a tornar. Acho urgente a geração pós-25 de Abril ter um papel activo em todas as áreas da sociedade.

Viajou por geografias carregadas de marcas da presença portuguesa. Como é Portugal visto nessas paragens?

De forma geral somos bem vistos em todo o lado. Claro que cada caso tem as suas particularidades, se falamos de ex-colónias já é mais complexo e delicado, mas somos sempre bem-vindos. Uma coisa é certa, neste mundo pós-11 de Setembro, enquanto viajante, é muito mais confortável ser português que americano ou inglês.

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Não obstante as dificuldades que atravessamos, somos um país de Excelência?

Falta muito para chegar à Excelência embora Portugal tenha tanta gente desse nível. Acho que somos um país de “boa-vontade”. Mas falta um projecto nacional, um debate nacional, um objectivo comum. Em que país queremos que os nossos filhos cresçam? Eu quero que seja neste, mas muito diferente deste (para melhor).

Fora da escrita quem é a Raquel Ochoa ? que outras actividades e hobbies tem (ouvi falar na prática de bodyboard)? que sonhos e projectos acalenta ?

Pratico bodyboard há 14 anos e yoga há 9. São grandes janelas para a cabeça, são uma forma de auto-superação que me ajuda muito na escrita, porque como explica Murakami naquela analogia entre o maratonista e o escritor, escrever necessita de um corpo e uma mente forte.

Escrever torna-se uma tarefa penosa quando nos habituamos a desistir, quando desistir passa a ser a regra. Estas actividades são extremas e fazem-nos lidar com a persistência como se fossemos irmãs, eu e ela, unha e carne.

Tenho tantos sonhos como dias de vida, e um deles é conhecer o mundo todo.

 

Fotos: Fernando Dinis