Empreendedorismo em debate no Business Networking International – Lisboa Líder

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O empreendedorismo foi o tema principal de um debate realizado na Estufa Real em Lisboa e que serviu para comemorar o sexto aniversário da Business Networking International (BNI) – Lisboa Líder. O foco esteve sobre o trabalho de equipa e os empresários presentes consideraram que os portugueses reagem positivamente quando se encontram em situações adversas.

Os oradores abordaram as razões do crescimento económico em Portugal, como levaram as empresas ao sucesso e a importância do networking. O CEO da Special Edition Holding, Tim Vieira, afirmou que “o empreendedor acredita que pode sempre fazer melhor”. A apresentadora Ana Rita Clara falou do projecto “Change It” para explicar que “a vontade de começar algo começa numa inquietude em nós”. No entanto, o membro do concurso Shark Tank destacou o papel das pessoas que trabalham à sua volta. A ideia foi corroborada pelos restantes convidados. O responsável da Mazars em Portugal, Luís Batista, acrescentou que “as pessoas são o cerne da nossa preocupação todos os dias”.

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A forma como os portugueses reagiram à crise mereceu um comentário de João Pedro Tavares. O Director da Accenture e Presidente da Junior Achievement em Portugal entende que “não podemos estar sempre a cair na lamentação”. A organização não-governamental promove o empreendedorismo jovem e a literacia financeira, além de criar espaço para os mais novos ganharem experiência num contexto protegido, o que significa aprender com os erros. Tim Vieira também considera que se “aprende quando as coisas correm mal”.
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Line Health entra no mercado americano

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A empresa portuguesa criou uma aplicação para garantir que os doentes tomem os medicamentos e evitar comportamentos negligentes. No próximo ano a companhia e o Neuro Texas Institute vão desenvolver um teste em doentes cardíacos para diminuir as readmissões nos hospitais em 30 dias.

Um teste piloto realizado em doentes cardíacos no próximo ano, que conta com o apoio do Neuro Texas Institute, marca o arranque da Line Health no plano internacional. O projecto iniciado em Abril de 2014 pela mão de Diogo Ortega e Sofia Simões de Almeida, começou por se chamar PharmAssistant, mas o lançamento de um novo produto obrigou a uma alteração de identidade. Sofia Simões de Almeida explicou ao Excelência Portugal que “o novo nome está relacionado com a perspectiva de ter a saúde dos doentes crónicos em linha, além de se adequar melhor aos nossos objectivos”. A equipa continua a ser composta por oito elementos.

A entrada no mercado norte-americano acontece num momento de implementação do Obamacare. O projecto idealizado pelo actual presidente dos Estados Unidos visa aumentar o envolvimento do doente no tratamento. A COO da empresa garante que “a parceria com a Universidade do Texas facilitou os contactos”. A Europa também faz parte das prioridades da empresa portuguesa através de um acordo com a farmacêutica Bayer.

O novo produto permite aos doentes crónicos tomarem o medicamento correcto na devida altura. A aplicação informa as pessoas quando têm de tomar o remédio, mas também aqueles cuja missão passa por acompanhar os doentes, registando o histórico da medicação. Os responsáveis consideram que a ferramenta tem as características ideais para vingar no mercado. Em primeiro lugar existe um algoritmo proprietário que revela o estado de saúde das pessoas. Em segundo permite adaptar às necessidades de cada doente. Por fim, integra com o dispensador inteligente da Line Health, mas também com qualquer software ou smart device das farmácias e hospitais.

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Olga Studios – Ambição e risco de três jovens que dominam a área da projecção de vídeo

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A Olga Studios nasceu da vontade de Rui Cardoso, Filipa Falcão e Ivo Peralta criarem uma empresa na área dos vídeos digitais, como são os vídeos a três dimensões e o vídeo mapping. Os três trabalharam juntos na mesma empresa durante quatro anos, mas as circunstâncias da vida originaram uma nova oportunidade em termos profissionais.

Há um ano foram contactados para fazer um trabalho para a Central de Cervejas e os resultados positivos valeram a criação da companhia localizada na baixa lisboeta. Rui Cardoso afirma que “não houve reuniões para montar o negócio”. A partir desse momento foi feito algum investimento que se tem mantido devido aos trabalhos que foram surgindo.

No início tiveram algum receio de apostar no projecto por causa da conjuntura no país. Filipa Falcão explicou que “sentimos menos disponibilidade das pessoas para gastar dinheiro no nosso tipo de trabalho”. No entanto, acreditam que as empresas irão investir em imagem e realizar mais eventos.

A ambição é a marca dos três jovens que pretendem crescer sustentadamente através da apresentação de vídeos em eventos corporate, mas também naqueles que são abertos ao público. A principal característica da Olga Studios é o seu site, bem como a qualidade que gera confiança no trabalho desenvolvido.

Os jovens consideram que o empreendedorismo jovem beneficia a economia do país. Ivo Peralta considera que “arriscar é positivo”. Por seu lado, Rui Cardoso tem a noção que a qualidade necessita de estar presente nas empresas que nascem em Portugal.

Fotos: DR

 

 

 

The Luxury Network Lisbon – A capacidade para atrair as melhores marcas de luxo para servir o consumidor português

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A The Luxury Network Lisbon foi lançada há seis meses em Portugal com a ajuda da embaixada do Reino Unido para atrair as grandes marcas de luxo mundiais. A plataforma de marketing de afinidade neste tipo de negócios está presente em 30 países nos diversos continentes. O nosso país foi a próxima aposta da empresa britânica devido ao clima económico que se tem vindo a verificar.

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O CEO da companhia, Nuno Duarte Lopes, explicou ao Excelência Portugal que o objectivo passa por “proporcionar às marcas uma plataforma para estarem à frente do cliente final”. No entanto, também existe o propósito das empresas de luxo “trabalharem umas com as outras”.

Nuno Duarte Lopes garante que “as nossas estratégias permitem às marcas acederem aos clientes de património elevado”. Neste clube privado só têm lugar os principais responsáveis das grandes marcas.

Os eventos realizados são essenciais para concretizar grandes negócios. Os clientes não são os VIPS, mas as pessoas de património elevado que têm capacidade para comprar os produtos. O CEO assegura que “só trabalhamos com clientes que podem consumir os artigos de luxo”.

Neste momento a empresa conta com 12 membros, mas Nuno Duarte Lopes pretende chegar aos cem. No mês de Outubro está agendado um evento que promete fazer crescer a rede de contactos e fornecer ao mercado português o melhor serviço nesta área.

A empresa surge em Portugal numa altura em que os indicadores económicos são positivos. A economia cresce e o desemprego é menor. Os motivos são suficientes para as pessoas comprarem mais produtos de luxo. Nuno Duarte Lopes considera que “a recuperação económica é mérito do governo e dos empresários”.

Joana Lobo Anta em entrevista

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A música e a pintura são as grandes paixões de Joana Lobo Anta. A artista tem tido sucesso nas duas actividades, mas a sua maior aposta é o jazz. O percurso na música já originou convites para actuar fora de Portugal. Na entrevista deixa um conselho aos mais novos para colocarem os pés na terra, mas também para não desistirem daquilo em que acreditam.

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Como nasceu o gosto pela pintura e música?

Com três anos decidi que queria ser artista plástica e aos 16 comecei a cantar. Nessa altura ainda duvidava das minhas capacidades, mas fui aperfeiçoando a minha voz. Canto dois estilos diferentes. Tenho um grupo que vai do Jazz ao Blues, mas também música electrónica.

Em que locais costuma actuar?

A minha carreira tem evoluído com pés firmes e humildes. Costumo cantar em eventos privados, hotéis de luxo, bares na área da grande Lisboa.

Neste momento qual é a actividade que dedica mais tempo?

No Verão aposto mais na música por questões logísticas. A partir dessa altura até ao Natal o ritmo é sempre mais acelerado. Neste momento não dedico muito tempo à pintura.

O Jazz tem tido receptividade por parte do público?

As pessoas são bastante receptivas em relação ao som porque gostam de Jazz. Não é o estilo mais comum na população portuguesa, mas é o que se adequa mais à minha voz.

Gostava de cantar fora de Portugal?

Estou a trabalhar em contactos para actuar lá fora. Os sítios onde gostaria de cantar são Estados Unidos, Dubai e África do Sul.

Como analista o estado da cultura no nosso país?

As pessoas queixam-se que há falta de cultura, mas existe pouca iniciativa para procurar. Há cada vez mais artistas, ideias, sendo que não é difícil de lhes aceder. O problema é que não temos um ministério activo e não haver verbas.

Existem condições para ser artista em Portugal?

Há muito pouco apoio, mesmo por parte dos privados.

Quais são as características necessárias para ser boa pintora e cantora?

Trabalhar e estudar. Na música aprendi com as bandas e os músicos que fui ouvindo. Na pintura e na música é necessário treinar e não ter medo de fracassar, além de ter uma boa cultura visual e auditiva.

O talento também é imprescindível?

Também é preciso ter talento. Isso significa meter alma e paixão naquilo que se faz porque o resto vai sendo delapidado.

Como avalia a música em Portugal?

Está cada vez melhor nos diversos estilos. Tem bastante qualidade.

Costuma cantar em português ou inglês?

O inglês é a forma de que gosto mais de me exprimir porque desde pequenina sempre me habituei a ouvir música estrangeira.

Que conselhos dá aos mais jovens que se iniciam nestas duas áreas?

Tem a ver com a forma como nos apresentamos. Escolher as músicas que mais se adaptam ao registo vocal. A imagem é importante. Ter um bom vídeo, logotipo. É preciso bater as portas. Nunca desvalorizar os sítios onde actuamos porque pode nascer um novo contacto rumo ao próximo passo. Na pintura aprender novas técnicas, soltar mais o traço. Os jovens devem fazer aquilo que entenderem porque nunca se cai. No entanto, devem ter sempre os pés assentes na terra e não pensar que alguém lhes vai levar o barco a bom porto. Têm de remar muito para conseguirem os objectivos.

Prefere tratar da sua carreira ou ter uma equipa?

Eu sou manager e agente. Trato dos contactos com os clientes, da facturação, dos músicos que vão trabalhar comigo, da imagem gráfica e também faço os cartazes. Tenho agentes que trabalham comigo, mas não exclusivamente. Faço grande parte dos contactos.

Qual a sua opinião relativamente aos concursos televisivos?

Quando participei no Factor X percebi que estamos perante um escrutínio muito pesado. As imagens são manipuladas. Há promessas em relação ao que irão fazer com os artistas. Não vejo a máquina operar da mesma forma que acontece no Reino Unido ou nos Estados Unidos.

Acha que os grandes nomes da música portuguesa vão deixar de ter sucesso?

Não. Isto é um círculo onde se entra e sai rapidamente. O público está mais receptível à música nacional porque o género de som das bandas nacionais está mais diversificado. Hoje em dia temos grandes produções.

Um cantor deve apostar em vários géneros?

Um músico deve tornar-se fiel a um registo. Um bom exemplo é a Ana Moura. No entanto, passei por vários estilos vocais. Não consigo ser sempre a mesma coisa.

Qual é o seu registo na pintura?

Não consigo ser abstracta. Adoro a figura humana. É um estilo associado à pop-art.

Qual das duas actividades exige mais perfeccionismo?

A pintura porque gosto das coisas feitas com rigor.

Em qual costuma ter mais ideias?

Na pintura gosto de experimentar mais coisas. Se pudesse ficava durante várias horas a pintar. A música também tem o efeito de improvisar, em particular os Live Act de música electrónica. Costumam sair momentos inspiradores. A música é mais fácil porque sai tudo de imediato.

Uma artista consegue viver exclusivamente do seu trabalho?

É preciso ter nervos de aço para viver da arte. Não é fácil porque se trata de uma profissão instável. Grande parte do meu tempo é absorvida pelas minhas actividades. Tudo vale a pena porque o mundo precisa de artistas. Quem quiser ser artista tem de se informar junto das pessoas certas e ter uma atitude inteligente.

 

Fotos: 1) Paulo Segadães 2) Maria Rita