
A empresa portuguesa criou uma aplicação para garantir que os doentes tomem os medicamentos e evitar comportamentos negligentes. No próximo ano a companhia e o Neuro Texas Institute vão desenvolver um teste em doentes cardíacos para diminuir as readmissões nos hospitais em 30 dias.
Um teste piloto realizado em doentes cardíacos no próximo ano, que conta com o apoio do Neuro Texas Institute, marca o arranque da Line Health no plano internacional. O projecto iniciado em Abril de 2014 pela mão de Diogo Ortega e Sofia Simões de Almeida, começou por se chamar PharmAssistant, mas o lançamento de um novo produto obrigou a uma alteração de identidade. Sofia Simões de Almeida explicou ao Excelência Portugal que “o novo nome está relacionado com a perspectiva de ter a saúde dos doentes crónicos em linha, além de se adequar melhor aos nossos objectivos”. A equipa continua a ser composta por oito elementos.
A entrada no mercado norte-americano acontece num momento de implementação do Obamacare. O projecto idealizado pelo actual presidente dos Estados Unidos visa aumentar o envolvimento do doente no tratamento. A COO da empresa garante que “a parceria com a Universidade do Texas facilitou os contactos”. A Europa também faz parte das prioridades da empresa portuguesa através de um acordo com a farmacêutica Bayer.
O novo produto permite aos doentes crónicos tomarem o medicamento correcto na devida altura. A aplicação informa as pessoas quando têm de tomar o remédio, mas também aqueles cuja missão passa por acompanhar os doentes, registando o histórico da medicação. Os responsáveis consideram que a ferramenta tem as características ideais para vingar no mercado. Em primeiro lugar existe um algoritmo proprietário que revela o estado de saúde das pessoas. Em segundo permite adaptar às necessidades de cada doente. Por fim, integra com o dispensador inteligente da Line Health, mas também com qualquer software ou smart device das farmácias e hospitais.
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