Melhor revisora do ano de jornal de alto impacto científico é portuguesa

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Melhor revisora do ano de  jornal de alto impacto científico é portuguesa

O processo de publicação de um artigo científico implica três grandes passos principais: 1) a escolha do jornal para onde enviar o trabalho desenvolvido (que se baseia nos objectivos do jornal, mas também na sua relevância – que é medida através do factor de impacto), 2) a primeira interacção com o editor, que pode recusar de imediato ou então enviar o trabalho para os revisores (passo 3) – que são, normalmente, cientistas cujo trabalho e mérito são reconhecidos pelos seus pares na área de trabalho. Embora esta metodologia esteja a ser cada vez mais questionada – sobretudo pela ausência de pagamento ao revisores/ tempos de resposta – continua a estar em vigor.

O jornal em causa é o “Omega, The International Journal of Management Science” da editora global Elsevier. O seu objectivo é o de dar a conhecer desenvolvimentos na área da gestão de projectos científicos, com destaque para resultados científicos inovadores e para aplicações. Pode ler-se no seu site, que o material publicado é de alta qualidade e relevância. Factos que são suportados pelo elevado factor de impacto do jornal: 3.5 – significa que em média cada artigo é referenciado por 3.2 artigos no espaço de dois anos após a sua publicação. Ora bem, esta mesma qualidade é assegurada exactamente pelos revisores, que, colocando questões, fazendo críticas, recusando artigos com pouca qualidade, permitem aumentar a qualidade e relevância do jornal.

O jornal Omega, atribuiu este ano, o prémio de melhor revisor de 2014 a onze cientistas. Desde o MIT, passando pela conceituada École Polytechnique, encontramos o nome da Professora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e cientista do grupo INESC TEC, Ana Camacho. Esta professora e investigadora é especializada na área da Data Envelopment Analysis e Performance Assessment, conta com inúmeros projectos de investigação, orientações de doutoramento e pós – doutoramento nas áreas da saúde, educação, retalho, indústria da construção, transportes, pescas, qualidade de vida e sustentabilidade a nível urbano e regional.

É o reconhecimento da excelência, não só no trabalho de investigação como no de revisor ou árbitro tão essencial ao escrutínio da qualidade científica dos trabalhos publicados.

 

foto: UP

Jovem Investigadora em Eletroquímica recebeu prémio da SPE 2014

diana1cA investigadora do REQUIMTE/LAQV, Diana Fernandes, venceu o prémio de Jovem Investigadora em Eletroquímica do ano com o seu pós-doutoramento no Departamento de Química e Bioquímica da FCUP.

Diana Fernandes nasceu em Barcelos, a 12 de Fevereiro de 1980, onde viveu até concluir o 12º ano. Terminado o ensino secundário ingressou na licenciatura  em Química da Universidade de Évora. Em 2006, através de uma bolsa de investigação, muda-se para a Universidade de Aveiro  e um ano depois inicia o seu doutoramento. Após 4 anos de doutoramento candidatou-se a uma bolsa de pós doutoramento para aUniversidade do Porto, onde está desde Abril de 2011. diana1a

Com que idade sentiste o apelo pela ciência?

Não posso dizer que tenha sentido um apelo pela ciência numa idade específica. Foi uma coisa que foi acontecendo aos poucos. O facto de ter escolhido química foi devido a uma professora de explicações de química que tive no 12º ano. Até então nem sequer gostava muito da disciplina pois tive uma péssima professora do 10 ao 12º ano. Depois durante o curso existiram vários professores que me foram despertando o interesse pela ciência, que ficou ainda mais forte no estágio curricular do curso que envolvia um ano de trabalho laboratorial. Mais tarde, em Aveiro, a Doutora Helena Carapuça incentivou-me a fazer um doutoramento o que contribuiu em grande parte para hoje estar na ciência.

- Ser investigadora era um sonho ou foi obra do tempo e do percurso?

Tal como disse anteriormente foi mais obra do tempo e do percurso até porque nunca me tinha passado pela cabeça ser investigadora. Depois de terminar o curso fui trabalhar para uma empresa mas como o trabalho era um pouco repetitivo e nada desafiante decidi tentar a investigação. Fui para Aveiro para uma bolsa de investigação e aí o interesse pela ciência cresceu.

- Em que consiste o projecto que estás a desenvolver no àmbito do pós-doutoramento no Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) ?

O projecto visa contribuir para as soluções para os actuais desafios globais de fornecimento de energia devido a graves problemas da mudança climática e da procura de novas fontes de energia renováveis. Neste contexto, o meu trabalho consiste no desenvolvimento de uma nova geração de híbridos eletrocatalisadores à base de materiais de carbono e polioxometalatos para aplicações relacionadas com a energia que incluem reacções electroquímicas relevantes como a decomposição da água nos seus constituintes O2 e H2, a redução do oxigénio para células de combustível e a reacção de redução do CO2 como uma estratégia para a redução electroquímica do efeito de estufa. Outra vertente é a aplicação destes materiais na construção de sensores para remoção de poluentes emergentes.

- Que aplicações práticas poderá ter o mesmo?

Podem existir várias. Por exemplo, o trabalho mais relacionado como os sensores poderá vir a contribuir para o desenvolvimento de uma nova geração de sistemas de tratamento de águas para consumo e residuais mais eficientes energeticamente e de menor custo. A outra parte do trabalho mais relacionada com a energia poderá vir a permitir a construção de um dispositivo para conversão eficiente de energia sem o recurso a metais nobres, baixando assim o seu custo.

- Que significado tem para ti este prémio? Pode aportar mais visibilidade e financiamento?

O prémio é importante não só porque é um reconhecimento do trabalho que desenvolvo mas também porque pode ser uma ajuda preciosa na progressão da carreira de investigação. Como é do conhecimento público, a ciência tem cada vez menos dinheiro e como consequência cada vez mais se vêem óptimos profissionais no desemprego por isso este prémio pode ter um peso significante quando concorrer a um lugar de investigador da FCT. É igualmente importante pois pode contribuir para aprovação de financiamento de projectos relacionados com o meu trabalho.

- Como encaras a investigação em Portugal? E o teu futuro?

A investigação científica já teve dias melhores pois a crise que se vive neste momento no nosso país também se estendeu à comunidade científica. Têm sido feitos cortes enormes no apoio às universidades e aos centros de investigação. São cada vez menos os projectos aprovados e além disso são atribuídas cada vez menos bolsas de doutoramento e pós-doutoramento, já para não falar nas posições como investigador. Hoje em dia é complicado fazer uma carreira científica em Portugal. Esquecendo a parte má a verdade é que aqueles que continuam a trabalhar na ciência desenvolvem trabalhos cada vez mais interessantes e importantes para a nossa sociedade. Além disso, o que se faz em Portugal em nada fica atrás do que está a ser feito fora do nosso país.

- Para além da paixão pela investigação, quais são os seus outros interesses?

Existem vários. Gosto de dedicar o pouco tempo livre que tenho ao convívio com as pessoas que me são mais próximas. Gosto também de fotografia, música, de praticar desporto, de ler e de estar envolvida em campanhas de ajuda animal.

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fotos: DR

 

Escola de Startups do UPTEC com candidaturas abertas até 31 de Março

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A Escola de Startups do UPTEC destina-se a empreendedores com projectos de negócio de base tecnológica, científica ou criativa, que desejam criar a sua própria empresa.

O programa da Escola de Startups pretende sensibilizar os novos empreendedores para os principais desafios no processo de criação e desenvolvimento de um projecto empresarial, bem como dar a conhecer ferramentas, conceitos, estruturas e pessoas que os ajudem a validar as suas ideias no mercado.

Durante seis meses, os participantes irão trabalhar na definição do modelo de negócio, identificação de clientes/ mercado(s), melhoria de processos de design e desenvolvimento de produto, compreensão da propriedade intelectual, gestão de equipas, oportunidades de financiamento, aspectos legais e financeiras, vendas e comunicação dos seus projectos empresariais.

Na Escola de Startups, as equipas participantes têm acesso a:(1) Workshops sobre diferentes aspectos da criação e desenvolvimento de negócios;

(2) Sessões de acompanhamento individual com os mentores UPTEC;

(3) Reuniões com empreendedores senior da rede UPTEC;

(4) Eventos de networking com parceiros externos;

(5) Treino de apresentação pública de projetos (pitch);

(6) Apresentação pública dos seus projectos, no Startup Pitch Day.

 

Candidaturas abertas até 31 de Março:
www.escoladestartups.org

 

IMPRIMIR a 360º

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Uma nova gráfica e uma forma revolucionária de imprimir nasceu no nosso país. A 360imprimir, empresa criada em Novembro de 2013, por 6 sócios, 3 engenheiros informáticos e 3 gestores veio repensar a impressão.

O grande problema das impressões é o desperdício de papel que surge e o pouco aproveitamento deste processo, encarecendo a maior parte das vezes o processo. Por isso, esta equipa desenvolve um novo software, este software pretende economizar tempo, espaço e agrupar, ao máximo, todas as encomendas feitas. Este processo permite reduzir os custos de impressão, em alguns casos até 80%.

Tudo isto é possível porque é a primeira gráfica online, o atendimento e apoio ao cliente é uma das maiores preocupações da empresa. Este processo online é o que permite à empresa agrupar vários pedidos e revolucionar este sistema.

A 360imprimir focalizou o mercado para pequenas e médias empresas, pois este processo só é eficiente com encomendas acima das 250 unidades (garantindo assim o offset). A empresa disponibiliza vários layouts e opções para que as empresas que encomendem não tenham de perder tempo com todos os passos do processo que normalmente são necessários para este tipo de situações.

Com um site muito simples e intuitivo é muito fácil, em menos de uma semana, ter cartões de visita da empresa com o layout apelativo e impressões de qualidade premium. Basta seguir as indicações do site, escolher tudo o que se pretende e quantidades, a encomenda é pré-visualizada pelo cliente online e a encomenda é enviada para onde seja pretendida.

Jorge Correia, Managing Partner da empresa, explica que existem duas fases de desenvolvimento, pró-activa e reactiva. A fase pró-activa, em que o objectivo é uma educação do cliente, para a utilização dos produtos já desenvolvidos pela empresa e uma rápida utilização do produto. E uma fase reactiva, que já envolve uma análise a todas as encomendas, correcções e reimpressão do produto quando não tem os parâmetros de qualidade que a empresa impõe a si mesma.

O principal objectivo é optimizar todo este sistema moroso e juntar todos os processos que envolvem este tipo de produtos. Aqui o design, a impressão e a entrega estão todas agrupadas num só processo.

Apesar do seu início quase familiar, a empresa em menos de 1 ano e meio aumentou para 19 colaboradores, e em poucos meses pretende aumentar este número para 26. Espera também, no espaço de 2 meses, implementar o modelo de negócio no Brasil, onde já estão a montar uma fábrica, mas avisam que todo o processo anterior à impressão continuará a funcionar só aqui em Portugal.

Uma empresa nacional que começou a prosperar rapidamente, e que esse êxito se pode verificar a cada mês. Cada vez com mais encomendas, alargando os seus horizontes além fronteiras.

Visite a empresa em www.360imprimir.pt  


Foto:
DR

Lino da Costa Pereira ou o Professor mais novo da Katholieke Universiteit Leuven

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Lino da Costa Pereira nasceu em Barcelos há 29 anos, quando ainda não sonhava (ou já, a confirmar na entrevista em baixo) que viria a ser o Professor mais novo da Universidade Católica de Leuven (Katholieke Universiteit Leuven), na Bélgica.

Formado na FCUP (Faculdade de Ciências da Universidade do Porto) e mais tarde desenvolvendo trabalho no grupo IFIMUP (Instituto de Física de Materiais da Universidade do Porto), Lino terminou o seu doutoramento já em Leuven. Pelo caminho, acumulou uma extraordinária colecção de prémios nas mais reputadas conferências na sua área científica: semicondutores magnéticos. Fomos conversar com o Lino para conhecer melhor o seu percurso e perceber qual a sua visão do ensino e da investigação portuguesa e belga. Pena que não tenhamos espaço para mais perguntas porque estamos certos que mais respostas interessantes viriam.

E o plano é ficar pela Bélgica. A não ser que nos próximos anos se torne ainda mais difícil encontrar um bom expresso, e um dia de sol se torne ainda mais raro.


Lino, olhando para o passado recente, como vês o teu percurso ? Professor Universitário foi sempre um objectivo?

- Tem piada que em miúdo dizia que queria ser professor universitário, acho que porque gostava da escola, de aprender. Mais tarde, fui descobrindo a ciência, a física, e eventualmente a física da matéria condensada. É claro que pelo caminho experimentei outras coisas e considerei outras carreiras, em especial nos últimos anos, já que as chances de ganhar uma posição permanente são diminutas. Mas sim, sempre foi um objetivo. E atingi-lo devo-o muito a quem me apoiou pelo caminho, em particular a minha família e aqueles que mais que meus professores, foram meus mentores.

 

Como é ser o “mais novo” Professor de sempre na história da Universidade Católica de Leuven?

-  Bom, isso não é um dado oficial, foi algo que alguém conjeturou em minha defesa para a atribuição de um prémio científico. Tive de facto o privilégio de ganhar esta posição mais cedo do que é comum, graças a muita dedicação mas também à convergência de muitos outros fatores: muita sorte portanto. Foi também uma aposta do Conselho Scientífico da KU Leuven, que estou determinado a corresponder. Vê-se finalmente esta tendência a atribuir posições permanentes a investigadores mais jovens. O normal é ainda que um investigador tenha que passar por uma série de pós-doutoramentos, muitas vezes em vários países diferentes. Tem-se justificado isto com a importância da mobilidade, que é um argumento válido, mas muitas vezes levado ao exagero. Para se fixar mais talento em ciência, é preciso que haja melhores perspetivas de progressão de carreira. Isto é também, na minha opinião, uma das grandes barreiras à mulher cientista. Esta incerteza geográfica é uma dificuldade para quem tem família, em particular para a mulher. O argumento é discutível, mas o facto é inegável. A solução não passa necessariamente por criar mais posições de professor em universidades. Na França, por exemplo, o estatuto de investigador científico como posição permanente é tão comum como o de professor universitário. Em Portugal também existe, mas não o suficiente, pelo menos em áreas como Física. E na verdade, isto é um problema que afeta também a Bélgica.

 

Licenciaste-te e mais tarde realizaste parcialmente o doutoramento na FCUP (no grupo IFIMUP-IN), como achas que a tua formação influenciou o teu percurso?

- A minha licenciatura na FCUP, e em particular a projeto de final de curso no IFIMUP, foram determinantes, como é natural. Foi no IFIMUP que descobri que o meu lugar era em física da matéria condensada e física experimental. E devo-o muito ao Prof. João Pedro Araújo, um desses meus mentores de que falei antes. Foi ele quem me introduziu ao trabalho que instituições portugueses desenvolvem no ISOLDE, no CERN, em particular por intermédio do Dr. Ulrich Wahl e do Dr. Guilherme Correia do Instituto Tecnológico e Nuclear, entretanto parte do Técnico, em Lisboa. Eles são exemplo da ciência de alto nível que se faz em Portugal apesar do parco financiamento e instabilidade. Na verdade, ter conseguido esta posição em Leuven deve-se em grande parte a ter sido orientado por estas três pessoas, no seio de uma colaboração internacional e infraestrutura que criaram e mantêm através de muito esforço e dedicação. Isto sem esquecer as duas outras personalidades da ciência em Portugal que os precederam: o Prof. José Carvalho Soares em Lisboa e o Prof. João Bessa e Sousa no Porto, se bem que meu conterrâneo, de Barcelos.

 

Comparando os dois sistemas de ensino superior, o português e o belga, quais as principais diferenças (positivas e negativas) que destacas?

- Essa é uma pergunta muito difícil. Em todo o lado vive-se em clima de reforma constante, fica difícil comparar. O que te posso dizer é que no essencial são semelhantes, e que em Portugal formam-se profissionais do mais alto nível. Não sei se é mérito do sistema educativo, ou da tradição de rigor em algumas instituições de ensino, ou simplesmente do esforço de alguns professores, pais e alunos. Mas é um facto.

 

Relativamente aos dois sistemas científicos, como os comparas ao nível do trabalho prático, organização, o sistema de financiamento, entre outros aspectos?

- São semelhantes. E em ambos os países há quem faça ciência ao melhor nível. A grande diferença é o financiamento disponível. O parco financiamento em Portugal é simplesmente asfixiante. Ironicamente isto leva a que o sistema esteja sob uma pressão tal, que acaba muitas vez por levar à má gestão de um orçamento já diminuto. E a área da física tem sofrido muito particularmente nos últimos anos. Houve um série de medidas simplesmente destruidoras do tecido científico português em física. Tenho a maior admiração por quem consegue construir uma carreira científica de sucesso em Portugal. É claro que em grande parte isto se reduz a um problema económico, o qual não posso dizer saber como resolver. Mas há outras áreas onde o caminho de progresso é óbvio. Por exemplo, os sistemas de administração e burocracia portugueses são em geral demasiado pesados. Talvez tenha sido um mecanismo de proteção que foi crescendo em reação ao favorecimento e ao desleixe. Mas a verdade é que este peso nos atrasa. E dou-te um exemplo muito concreto: quando tentamos assinar acordos bilaterais entre duas universidades, uma portuguesa e uma estrangeira. Em Leuven negoceio os detalhes do acordo com um funcionário administrativo a quem foram dadas diretivas muito claras e uma margem razoável para tomar decisões além dessas diretivas. Em Portugal negoceio com juristas que se vêm obrigados a mergulhar num mar de regulamentação a cada iteração da redação do acordo. Resultado: a demora do lado português atrasa imenso ou mesmo inviabiliza o processo. Não há espaço para isto numa sociedade competitiva.

 

Pessoalmente, como é conciliar as duas tarefas, a de Professor e a de Investigador e líder de grupo ?

- Estão naturalmente ligadas. As cadeiras que dou e darei para já, a nível de mestrado e doutoramento, são muito relacionadas com a investigação que faço. Estão tão ligadas que o gabinete que ocupava antes deste período na ANU partilhava-o com alguns dos alunos que orientava; e a sala de aula, onde lecionei a minha primeira cadeira no semestre passado, era simplesmente do outro lado do corredor. Há quem investigue sem ensinar e quem ensine sem investigar, mas eu pessoalmente gosto de poder combinar as duas atividades. De qualquer das formas, a minha posição é uma “research professorship” o que significa que nos primeiros 10 anos tenho menos obrigações didáticas, podendo dedicar-me mais a desenvolver um grupo e uma linha de investigação independente. É claro que há dias muito longos e muitas semanas de sete dias, mas ninguém segue uma carreira científica para ter um emprego das 9-às-5. É como dizem: quando fazes o que gostas, não trabalhas um dia da tua vida.

 

Actualmente, quais são os temas de investigação a que mais te tens dedicado? Como vês a evolução da investigação científica na área dos novos materiais e quais os principais desafios que esta atravessa?

- O meu foco de momento são fenómenos que emergem de eletrões relativistas em sólidos, o que em termos de materiais envolve por exemplo isoladores topológicos e o famoso grafeno. É provavelmente o tema mais quente de momento em física da matéria condensada, pelo riqueza que representa em termos de física fundamental, assim como o potencial de aplicação em novos paradigmas de eletrónica. E isto liga à outra questão que pões: os desafios. Acho que estavas a falar de desafios científicos e técnicos. Mas deixa-me dizer qualquer coisa sobre o grande desafio que este tipo de ciência defronta hoje. Estamos a falar de ciência essencialmente fundamental. O potencial para aplicação existe, mas a física destes fenómenos é demasiado jovem para se pensar realisticamente em aplicações. O problema de que falo é que a opinião pública e as políticas governamentais por todo mundo têm evoluído numa direção que cria cada vez mais dificuldades à investigação fundamental. Há esta filosofia de utilitarismo da ciência. Sim, todos temos uma responsabilidade para com os desafios com que a humanidade se defronta, mas ciência não se pode reger unicamente com base nisso. Tem que haver, como sempre houve na história humana, espaço para a pura curiosidade científica: explicar o inexplicável. E sim, pelo caminho, vamos fazendo descobertas que encontram aplicação em novas tecnologias, melhorando a nossa qualidade de vida. Mas isso é apenas uma dimensão da atividade científica. A inexistência de uma perspetiva de aplicação, não pode ser um obstáculo a ciência que é por definição fundamental.
Quais as expectativas para o futuro ?

- Continuar a fazer a ciência e a contribuir para a formação de profissionais de alto nível, não só cientistas. Isto é talvez uma dimensão menos conhecida, ou menos compreendida, da investigação científica em universidades. Mestrados e doutoramentos em ciências exatas preparam muitas das mentes e líderes que determinam o nosso futuro, nos sectores público e privado.

E o plano é ficar pela Bélgica. A não ser que nos próximos anos se torne ainda mais difícil encontrar um bom expresso, e um dia de sol se torne ainda mais raro. Mas com o aquecimento global e a moda dos baristas, acho que estou para ficar.

 

foto: DR

Projecto ITER: A Fusão nuclear a dar energia às empresas Portuguesas

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Como se pode ler no site oficial, o ITER (http://www.iter.org/proj/itermission), é uma experiência de larga-escala (parece modesto e por isso acrescentamos o adjectivo gigante) com o objectivo de demonstrar a possibilidade de gerar energia através do processo de fusão nuclear. O seu objectivo prático é: produzir até 10 vezes mais energia do que aquela que necessita para funcionar.

- A fissão nuclear, tecnologia usada nos reactors nucleares actualmente, é a divisão de um único átomo em dois (ou mais) átomos, mais pequenos, enquanto que a fusão, tecnologia que irá ser testada no ITER, é exactamente a junção de dois átomos mais pequenos num átomo maior -

O ITER quer simular o ambiente no interior do Sol, com temperaturas extremamente altas, de tal forma que os electrões são separados do núcleo dos átomos e começam a formar um meio chamado de plasma. Este é o meio ideal para elementos leves se fundirem e, no processo, gerarem energia.

Começou a ser construído na região da Provence-Alpes-Côte d’Azur, no sul de França, em 2010 e estima-se que esteja terminado em 2019, quando começarão os primeiros testes.

 Uma das maiores experiências científicas, conta com o apoio das grandes nações (e conjuntos) do Mundo: União Europeia, a China, India, Japão, Coreia do Sul, Rússia e Estados Unidos da América.

Para conhecermos mais sobre este projecto e em particular sobre o impacto que tem e ainda pode vir a ter na economia portuguesa, entrevistamos o Dr. Bruno Gonçalves, Presidente do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear e Industrial Liaison Officer para o ITER.

 

- É o coordenador do contacto para apoio às empresas que queiram participar no projecto ITER, Já existem contactos celebrados com empresas portuguesas?

Desde que iniciei a actividade que tenho tentado informar regularmente as empresas das oportunidades que existem no ITER. Algumas empresas já tiveram contratos para actividades de Engenharia no âmbito do ITER  (Active Space Technologies, Fibersensing). Recentemente a ASilva Matos concluiu com sucesso um contrato para o fornecimento de tanques de Hélio para o dispositivo japonês JT60-SA também inserido no âmbito da colaboração internacional para o ITER e o ISQ celebrou há cerca de um mês um contrato de consultoria na área da qualidade.

- Como tem sido feita a divulgação deste projecto a nível nacional?

Actualmente a divulgação tem sido feita directamente junto das empresas com as quais tenho contacto (enquanto Industrial Liaison Officer para o ITER) e que demonstraram interesse no projecto e também para associações empresariais através dos emails que se encontram nas nossas bases de dados

- Como tomamos conhecimento, a construção do complexo Tokamak começou em 2013  – existem empresas portuguesas envolvidas na construção do complexo?

Que eu tenha conhecimento não existem empresas portuguesas envolvidas na construção. Creio que o facto do ITER estar a ser construído em França e ser uma instalação nuclear constitui um forte entrave à entrada das empresas nacionais na construção do complexo

- Quais considera serem as principais oportunidades para as empresas portuguesas neste projecto?

As principais oportunidades são sobretudo ao nível da engenharia nas áreas de  consultoria e serviços . Mas o sucesso da ASilva Matos demonstrou também que existem outras áreas (por exemplo, metalo-mecânica) onde Portugal pode ser competitivo

- Relativamente a equipas de investigação científica, tem conhecimento de algum grupo português envolvido? Em que área?

O Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN), a unidade de investigação que dirijo,  tem também tido um sucesso considerável na obtenção de contratos. Temos três contratos para I&D na área de diagnósticos (no valor de 11M€), desenvolvemos um protótipo de um sistema de controlo rápido, colaboramos com Indra num contrato de consultoria de Engenharia na área de instrumentação e tivemos alguns projecto na área de manipulação remota. Nestes contratos temos envolvido outras Unidades de Investigação nacionais (por exemplo, INOV e IT)

- Este é um projecto que promete revolucionar a forma como obtemos energia, Quais são as suas expectativas?

O ITER tem como objectivo provar a viabilidade científica e técnica da produção de energia eléctrica com base em processos de fusão nuclear. O projecto visa demonstrar um factor de amplificação de energia de 10 (produzir 10 vezes mais energia que a consumida para iniciar a reacção). É um passo essencial para que possamos avançar para o protótipo de um reactor comercial com capacidade para produzir e injectar electricidade na rede. As minhas expectativas são que o projecto seja um sucesso e o passo necessário para resolver os problemas energéticos da humanidade.

As vantagens da fusão nuclear (não produz CO2, combustível é abundante, segurança, custo, resíduos reduzidos) são inquestionáveis. Como em qualquer projecto de investigação existem riscos e dificuldades mas é um investimento que se pode transformar num inquestionável benefício para humanidade.

 

fotos:  DR

Águas de Portugal vence prémio internacional de inovação

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A AdP desenvolveu um projeto designado por Redes Neuronais Artificiais, baseado em modelos inspirados no funcionamento do cérebro humano, que procura aumentar a produção de energia em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Este projeto mereceu um prémio de inovação em Istambul na área da água e energia.

Os WEX Global Awards são atribuídos anualmente no âmbito da conferência internacional Water and Energy Exchange (WEX) Global. A edição de 2015 decorreu de 23 a 25 de fevereiro em Istambul, na Turquia, com o tema “Water, Energy, and the Zero Waste Society”, e Portugal trouxe um prémio para casa.

Tecnicamente falando, este projeto, denominado Neural AD (Neural Networks + Anaerobic Digestion), visa a otimização da produção de energia a partir de biogás resultante do processo de Digestão Anaeróbica das lamas produzidas nas ETAR, na medida em que permite melhor predizer o comportamento do processo em diferentes condições operacionais.

O Neural AD foi concebido pela Águas de Portugal mas também contou com a contribuição de quatro instituições de ensino portuguesas: o Instituto Superior de Engenharia do Porto, que se juntou logo em 2013 ao projeto, e em 2014 juntou-se o Instituto Superior Técnico, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a Universidade do Minho. Claro que também contou com o apoio da AdP Serviços e de empresas do Grupo com operação de sistemas de saneamento, como a Simtejo e a Sanest.

Neste momento, o projeto encontra-se em fase experimental em seis ETAR do Grupo AdP, e prevê-se a extensão do projeto a mais sistemas de cogeração de biogás de lamas de ETAR do Grupo.

Afonso Lobato de Faria, presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal, destaca não só o reconhecimento internacional que este prémio alberga, “especialmente gratificante porque competimos com os grandes players internacionais” mas também o sucesso da parceria entre empresas do Grupo e o meio académico.

O Grupo Águas de Portugal integra um conjunto de empresas nacionais que operam e exploram infraestruturas de abastecimento de água, de saneamento de águas residuais e de tratamento e valorização de resíduos que servem cerca de 80% da população do território continental, nomeadamente 179 Estações de Tratamento de Água (ETA), 967 Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e uma extensão de redes de abastecimento e de saneamento de cerca de 20 mil quilómetros, entre outras.

 

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Engage SKA – Consórcio português no primeiro telescópio transcontinental

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    O SKA é o “Square Kilometre Array (SKA)” (Matriz de um quilómetro quadrado) é o projecto internacional para a construção do maior telescópio dedicado às ondas rádio. Constituído por uma matriz de detectores que cobrem uma área de um quilómetro quadrado, a escala do SKA representa um “salto de gigante” no desenvolvimento estrutural e científico actual.

O SKA usará centenas de milhares de telescópios-rádio, em três configurações diferentes. Esta matriz de telescópios permitirá monitorizar o céu com um detalhe que até aqui era impossível (50 vezes superior ao do telescópio Hubble) e de forma muito mais rápida (milhares de vezes mais rápida, pode ler-se no site).

Na verdade são dois os SKAs que irão ser construídos: um em África (no deserto Karoo na África do Sul) e um na Austrália (região de Murchison). O primeiro ficará responsável pela recepção das frequências altas e médias (dos 3MHz até aos 20GHz), enquanto o segundo ficará responsável pelas frequências mais baixas (abaixo dos MHz) e por albergar a maioria da instrumentação de análise de dados.

Este projecto pretende ajudar a encontrar respostas sobre as principais questões da astronomia moderna: Como evoluem as galáxias ? O que é a matéria e a energia escura? Qual a origem e como se deu a evolução do magnetismo cósmico? Entre outras.

De acordo com o projecto, os trabalhos nos terrenos já começaram, assim como a verificação e testes dos dispositivos, estando prevista uma primeira matriz de sistemas protótipo para o próximo ano, 2016. Finalmente, a construção da versão-final das matrizes de telescópios começará em 2018 e deverá estender-se até 2023, embora em 2020 já se esperam os primeiros resultados científicos.

Este projecto resultará de um esforço mundial no qual estão directamente envolvidas 100 organizações de 20 países diferentes. Não é para menos dada a tarefa colossal de transferência, armazenamento e análise dos dados recebidos, que irá ultrapassar a quantidade total de dados que são transferidos actualmente na internet.

 

- Os dados recolhidos pelo SKA num único dia precisariam de dois milhões de anos, aproximadamente, para serem reproduzidos por um iPod.-

 

Apesar de Portugal ainda não ser um dos onze países membros da SKA Organisation, quer ajudar de forma significativa no desenvolvimento dos telescópios rádio. A EngageSKA é o nome do consórcio português composto por cinco instituições ligadas ao mundo académico (Instituto de Telecomunicações, as universidades de Aveiro, do Porto e de Évora e o Instituto Politécnico de Beja) e por sete empresas (Martifer Solar, Critical Software, Active Space Technologies, LC Technologies, Portugal Telecom, Coriant e a Visabeira), coordenado por Domingos Barbosa, do Instituto de Telecomunicações em Aveiro. Os objectivos fundamentais do EngageSKA estão relacionados com o desenvolvimento estrutural, sobretudo no desenvolvimento das infra-estruturas necessárias e dos protótipos baseados nos “Aperture Arrays” que irão ser instalados em Moura. A investigação da radioastronomia fundamental também faz parte do objectivo deste consórcio, através da criação e teste de desenvolvimento de modelos usando computadores de alta performance, entre outros objectivos.

 

Este, é sem dúvida, um projecto a seguir. Uma ambição a nível mundial que nos permitirá abrir a janela dos sentidos para o Universo (ainda) escondido.

 

fotos: DR
fnte: UA e  http://unitedkingdom.skatelescope.org/ska-project/

NOOCITY – “Uma horta em qualquer lugar”

FotoEquipe

A Noocity é uma empresa dedicada ao desenvolvimento de soluções práticas e eficientes para a agricultura urbana.  O objectivo desta startup portuense é incentivar a práctica de hábitos e rotinas mais ecológicos e saudáveis, tornando o dia a dia dos cidadãos urbanos modernos mais fácil e agradável.

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a Noocity para mim, tem sido sobretudo um desafio, um projecto em que acredito bastante, por se tratar, em certa medida, de um novo tipo de indústria, mais sustentável. Tem sido um prazer e é um orgulho fazer parte deste projecto inteiramente desenvolvido em Portugal.

– Leonor Babo (Responsável pela área de comunicação)

A ideia surgiu na primavera de 2013 quando os amigos José Ruivo, Pedro Monteiro e Samuel Rodrigues resolveram montar uma horta num pátio de um prédio no centro da cidade do Porto.  Por não encontrarem produtos adequados para agricultura urbana decidiram cultivar os seus próprios alimentos, juntaram esforços e experiências em arquitectura e permacultura e resolveram construir os seus equipamentos.

No verão do mesmo ano já partilhavam legumes e ervas aromáticas que cresciam aos montes numa série de caixas e sistemas onde antes só havia cimento. Os protótipos foram evoluindo e os três perceberam que poderiam transformá-los em produtos, a ideia amadureceu, tomou forma e em Setembro do mesmo ano nasce oficialmente a Noocity Ecologia Urbana.

O nome Noocity surge da mistura entre o prefixo NOO que representa a consciência colectiva e a palavra CITY que faz referencia ao universo urbano. A empresa quer ajudar a trazer a produção de alimentos para dentro de casa, desenvolvendo equipamentos eficientes e acessíveis que permitem que as pessoas produzam comida nas cidades de forma simples e ecológica.

O objectivo da Noocity é contribuir para uma sociedade cada vez mais consciente e autónoma, fornecendo as ferramentas necessárias para agir reorganizando a paisagem urbana, a relação com a alimentação e a vida em comunidade.

Os produtos da Noocity funcionam com base num sistema de subirrigação, que reduz o consumo de água (menos 80% do que os sistemas convencionais) e se adequa às necessidades da espécie plantada. Esta técnica facilita o trabalho a utilizadores menos familiarizados com a actividade hortícola. A própria montagem dos produtos é simples e não requer ferramentas extra. Os materiais utilizados possuem, ainda, um certificado de não-toxicidade. A Growbed vem em três dimensões (S, M e L) e permite múltiplas configurações mediante o espaço a ocupar. A Growpocket foi pensada para o cultivo vertical, pelo que é colocada sobretudo em superfícies como paredes e muros.

Para financiar a primeira produção em grande escala, a Noocity iniciou, em finais de Fevereiro,, a sua primeira campanha de crowdfunding.  A fasquia inicial de 30 mil euros (num mês) foi ultrapassada em menos de uma semana. O objectivo está, agora,fixado nos  70 mi euros, o que pode vir a permitir a integração um sistema de compostagem na Growbed. Cada donativo, dependendo do seu valor, corresponde a uma recompensa dentro da gama Noocity.

http://youtu.be/dUX1aGdADb4

Depois de Espanha e Italia, a Noocity chegou agora a São Paulo. Numa das cidades mais densas e pulsantes da América Latina, existe agora uma novidade verde. Num dos seus bairros mais “descolados”, a Vila Madalena, e bem perto do já conhecido “Beco do Batman”, há um novo oásis da sustentabilidade, o Ecobeco. O Ecobeco é, para aempresa, a plataforma ideal, um espaço de convívio e aprendizagem, com atelier, oficina e horta comunitária, a casa que faltava à Noocity para se dedicar de corpo e alma ao mercado brasileiro.

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fotos: DR
http://www.noocity.com

Farfetch é uma “billion dollar company”

A Farfetch anunciou o financiamento de 76 milhões de euros (85 milhões de dólares) na quinta ronda de investimento liderada pela DST Global. Este novo investimento avalia a empresa luso-britânica em 894 milhões de euros (mil milhões de dólares).

JN

José Neves (fundador da Farfetch) foto: Robert Astley Sparke

O fundo será usado especificamente  na expansão internacional com novos sites de idiomas locais, incluindo alemão, coreano e espanhol (para Espanha e América Latina); abrir novos escritórios em mercados globais estratégicos; também aproximar-se dos novos mercados Japão e Austrália devido à procura/potrncial nestas praças. O investimento também irá acelerar o crescimento dos serviços omni-channel da empresa e ofertas aos clientes, incluindo entrega em um dia útil em vários mercados globais, além do contínuo crescimento dos programas VIP e de fidelidade para consumidores da Farfetch em 180 países.

José Neves, fundador e CEO da Farfetch, comentou: “Tivemos uma jornada incrível até agora e é óptimo adicionar a DST Global para o nosso já fantástico grupo de investidores para a próxima fase de crescimento da Farfetch. O desafio agora é continuar a inovar e focar na criação de uma marca global duradoura”.

A Farfetch é uma forma revolucionária de comprar moda. O site pioneiro reúne mais de 300 das melhores boutiques de designers independentes do mundo, desde Paris, Nova York e Milão até Bucareste, Kuwait e Tóquio. As boutiques parceiras Farfetch ocupam um total de 1 milhão de metros quadrados de espaço de venda a retalho em 30 países. Permitem que os clientes Farfetch, através de 180 países em todo o mundo, possam fazer compras de uma gama incomparável de marcas e peças únicas.

As lojas parceiras foram cuidadosamente selecionadas pela sua abordagem única, com visão de futuro, atitude e diversidade, e incluem boutiques de renome como Browns em Londres, L’Eclaireur em Paris, H. Lorenzo em LA, Fivestory em Nova York e Smets no Luxemburgo.

Fundada em 2008 pelo empresário português José Neves, a Farfetch oferece a estas boutiques físicas a oportunidade de competir com os principais players do reatalho online. E, para os amantes da moda, oferece a oportunidade de comprar pelo mundo.  A Farfetch é uma empresa luso-britânica, mas a tecnologia da Farfetch é 100% portuguesa, desenvolvida em Leça da Palmeira.