O Projeto “Managing inflammation in diabetic retinopathy by adenosine A2A receptor blockade“, apresentado pela Doutora Raquel Santiago, ganhou o GOAP – Global Ophthalmology Awards Program, promovido pela Bayer HealthCare.
este projecto poderá contribuir para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para o tratamento da retinopatia diabética
A Excelência Portugal falou com a investigadora que nos transmitiu que a retinopatia diabética é uma das complicações mais frequentes da diabetes e que este projecto poderá contribuir para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para o tratamento da mesma.
De acordo com Raquel Santiago, as células da microglia em situações normais contribuem para a homeostasia do sistema nervoso central, nomeadamente da retina. Durante a diabetes, estas células tornam-se reactivas e podem conduzir à morte das células da retina. Resultados obtidos no seu laboratório e de outros grupos de investigação já mostraram que o bloqueio dos receptores A2A de adenosina consegue prevenir a reactividade destas células, com efeitos protectores para os neurónios. Com este projecto pretendem estudar se o controlo da neuroinflamação mediada pelas células da microglia através do bloqueio do receptor A2A de adenosina consegue prevenir as alterações na retina induzidas pela diabetes.
Raquel Santiago, pós-doc da FMUC no Retinal Dysfunction and Neuroinflammation Lab do IBILI, liderado pelo Inv. Doutor Francisco Ambrósio, irá a Nice em setembro, para receber o Prémio no valor de 50 mil dólares.
De acordo com dados de 2013, as mulheres criam 35% dos negócios em Portugal. Os dados são do Global Entrepreneurship Monitor 2013 e colocam Portugal acima da média europeia (33,3%).
Rita Cabral, 24 anos, é uma dessas mulheres que ousaram sair da sua zona de conforto e criar a sua própria Empresa. Natural do Porto, estudante de gestão pela Universidade Católica de Lisboa, é a CEO e co-founder da Tradeizi, uma startup que pretende aproximar compradores e vendedores, em diferentes geografias, através de uma inovadora plataforma B2B.
A Excelência Portugal visitou a Tradeizi e falou com a sua CEO.
O nosso objectivo é poder conciliar as vantagens dos serviços electrónicos com o atendimento personalizado
Como surgiu a ideia de negócio?
A ideia que depois dá origem à Tradeizi surge de um amigo meu, que quando volta de uma feira na China, percebe que não havia nenhum local onde em tempo real pudesse verificar que empresas compradoras existiam. No fundo seria uma espécie de “facebook para empresas”.
O modelo inicial de negócio sofreu alterações? Contaram com o apoio de algum programa de Aceleração da Startups?
O modelo inicial sofreu imensas alterações, aliás ainda agora sofre alterações. Cada vez que falamos com potenciais clientes surgem novas ideias. Talvez por acreditar que o cliente tem sempre razão, e que por essa razão só devemos ter “amor” ao nosso objetivo e visão, tudo o resto tem de se adaptar à realidade, e assim, o nosso modelo de negócios e até mesmo o serviço que oferecemos, vai sendo alterado.
Claro que estas alterações e mentalidade só surgiram com o tempo, mas posso dizer que foi graças ao programa da Beta-i o “Beta-start” que foi possível esta evolução mais rápida. Nestes programas, mais do que modelos de negócio, ensinam que não devemos ser obstinados, acreditar é uma coisa, teimosia é outra. Para mim o truque está em “ir”, ou seja, falar com o máximo de pessoas possível e fazer todas as perguntas que imaginemos. Sim, vamos ter respostas que não queríamos ouvir, mas são essas mesmo que nos ajudam a evoluir.
Como obtiveram financiamento e como está distribuído o capital da sociedade ?
Através de um dos clássicos 3F’s – “family”. Os meus pais financiaram-me e eu entrei com o capital social. Também por essa razão tenho a maioria do capital. O resto do capital está distribuído pelo Miguel Barbosa Viana e pela etNos. A etNos (www.etnos.co) é a empresa que desenvolve e faz o design da plataforma.
Quem é o cliente-alvo da Tradeizi?
O cliente-alvo são as pequenas empresas da indústria do vinho, sejam eles produtores, distribuidores, importadores, etc. No fundo são todas as empresas que querem vender e comprar vinho.
Quais as geografias onde maioritariamente procuram parceiros comerciais?
Estamos a dividir em duas partes, os produtores e os compradores. Relativamente aos produtores, queremos ajudar sobretudo os portugueses e os do Novo Mundo (Chile, Argentina, África do Sul, etc.). E estamos a procurar compradores de países em expansão, por exemplo China, Angola, Rússia.
Como funciona a plataforma? Que opções existem para o cliente e que serviços oferecem?
A plataforma funciona através de um sistema de subscrição mensal. O utilizador escolhe, dependendo das funcionalidades e o valor que pretende pagar, o pacote que mais se adequa à sua empresa. Claro que disponibilizamos uma modalidade gratuita para as empresas poderem testar algumas funcionalidades.
Oferecemos três tipos de serviços: um sistema de matchmaking, que de acordo com as características do produtor, seja o seu catálogo, quantidades produzidas, qualidade do produto e para onde pretende exportar, recomenda potenciais empresas compradoras;
Disponibiliza um guia de exportação, onde é feita uma análise dos principais procedimentos relacionados com o país de destino, seja a realidade económica com as oportunidades e obstáculos que a economia apresenta, os certificados e taxas envolvidas para exportar, contactos relevantes e outras informações importantes;
E ainda, de forma a optimizar a comunicação das marcas, desenvolvemos um business network onde as empresas podem partilhar informação para o mercado desejado, em tempo real. Quando ganham um prémio no seu produto, vão estar presentes numa feira ou mesmo quando têm um novo produto no catálogo.
o facto de nós sermos focados numa única indústria permite um acompanhamento e informação muito mais personalizada
O que distingue a Tradeizi de plataformas de terceiros, nomeadamente as ligadas ao sector bancário?
Confesso que não conheço bem as plataformas do sector bancário, mas o facto de nós sermos focados numa única indústria permite um acompanhamento e informação muito mais personalizada. Claro que nossas funcionalidades também são bastante diferentes das plataformas de e-commerce que existem no mercado. O nosso sistema de matching permite conhecer em tempo real quais os compradores mais indicados para cada produtor, e vice-versa.
A Tradeizi tem dado grande enfoque ao sector vinícola. A especialização nesta área é uma objectivo prioritário ou pretendem abordar o mercado de uma forma universal?
A especialização no sector vinícola neste momento é um objectivo prioritário. A nossa estratégia passa pelo profundo conhecimento do sector e onde os nossos serviços possam de facto fazer a diferença, e esta é uma indústria que demonstra poder beneficiar da Tradeizi.
A nossa visão a longo prazo é chegar a outras indústrias, queremos ajudar as pequenas empresas, e embora as realidades e dificuldades que cada indústria atravessa possam parecer muito diferentes, na verdade se olharmos num sentido mais macro é fácil identificar as semelhanças. Por esta razão, acreditamos poder crescer para mais sectores com alguma facilidade.
Quantas pessoas estão envolvidas no projecto e em que áreas?
Neste momento somos 5 pessoas, embora só 3 a tempo inteiro. Somos dois da área de gestão, responsáveis por todo o planeamento estratégico, de comunicação e área comercial; dois engenheiros informáticos, que desenvolvem tudo o que tenha a ver com a plataforma, website e outros desafios informáticos; e um designer, responsável por pôr as coisas apelativas.
Além dos serviços prestados de forma electrónica, a Tradeizi fornece ou pretende vir a disponibilizar algum serviço directo junto dos potenciais compradores ou fornecedores?
O nosso objectivo é poder conciliar as vantagens dos serviços electrónicos com o atendimento personalizado. Acreditamos ser crucial que as empresas vejam uma cara e que confiem em nós para os diversos desafios. Aliás, só através do contacto directo nos é possível melhorar e adaptar a plataforma à realidade.
Claro que o serviço informático tem muitas vantagens, não só permite ao cliente obter a informação com mais rapidez, como também nos permite escalar o serviço e poder alcançar mais empresas.
A Tradeizi tem planos de expansão/internacionalização?
Claro que sim.
Estamos a começar com produtores portugueses, mas já temos contactos de muitas outras empresas interessadas, em países como Chile, Argentina, EUA, Brasil, Austrália, entre outros. Estes contactos são tanto do lado do produtor como importadores/exportadores.
O projeto UIM foi criado em 2006 a partir da iniciativa conjunta da Universidade do Porto (Portugal) e da Universidade de Oviedo (Espanha), tendo sido posteriormente valorizado com a participação da Escola Naval. Estas três entidades trabalham em equipa num sentido único: o de proporcionar a jovens universitários uma experiência de formação rica e diversificada, envolvida num ambiente multidisciplinar e em cooperação, onde a componente principal é dar plena propriedade ao lema da UIM “Conhecimento e Aventura”.
O Curso da Universidade Itinerante desdobra-se em três ciclos principais: O Ciclo de Preparação, o Ciclo de Realização e o Ciclo de Conclusão. No Ciclo de Preparação efetuam-se não só encontros entre as três entidades organizadoras e os estudantes universitários, mas também ações de formação em ambiente académico; o Ciclo de Realização tem como principais componentes os momentos de Navegação e de Formação Académica quer a bordo do Navio, quer nos locais visitados quando atracados; o Ciclo da Conclusão caracteriza-se pelo desenvolvimento e apresentação de trabalhos/projetos realizados pelos alunos, de acordo com a temática anual de cada campanha da UIM. A avaliação positiva do projeto (analisada por um júri da UP) pode equivaler à creditação de 6 ECTS no currículo académico dos alunos das Universidades do Porto e Oviedo, ou nas demais instituições que validem o CURSO UIM.
Em 2015, a campanha da UIM é organizada pela U.Porto e pela Escola Naval e contempla dois cursos/rotas . A primeira “expedição” arrancou a 2 de agosto e, até 15 de agosto, vai passar pelo Porto, Berlengas, Porta Santo, Funchal e Lisboa. A segunda decorre entre 14 e 22 de agosto e fará o percurso Lisboa – Casablanca – Portimão.
Antes da partida do “Creoula“, os dez anos da Universidade Itinerante do Mar foram assinalados nesta sexta-feira, 31 de julho, no Novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões (APDL).
Portugal é o quinto país da membro da Agência Internacional da Energia (AIE) com maior percentagem de renováveis na sua produção de eletricidade. Segundo os dados da entidade, mais de 60% do total de energia que produzimos é verde.
O nosso país ocupa o quinto lugar entre os 29 países da AIE, só atrás de países como a Noruega, Áustria, Nova Zelândia e o Canadá.
Quanto à origem da energia produzida, cerca de 30% é gerada através de hídricas e cerca de 25% através de energia eólica. É de realçar que nesta categoria, apenas somos ultrapassados pela Dinamarca (com mais de 40%).
A energia eólica em Portugal não é uma realidade recente, embora na última década tenha sofrido um enorme crescimento. Este tipo de energia começou a ser aproveitada para geração de energia elétrica em 1986, quando foi construído o primeiro parque eólico do país, na ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira. Seguiram-se-lhe o Parque Eólico do Figueiral, na ilha de Santa Maria, nos Açores (1988) e, em Portugal Continental, o Parque Eólico de Sines (1992).
Fontes: Observador, wiki/Energia_eólica_em_Portugal e Parque Eólico de Sines Foto: Parque Eólico de Sines
“Dream and Dare Yourself, With Class” é o conceito principal do projecto Chewing Gum que possui acessórios para a cabeça, ombros, tronco, braços, mãos, barriga, pernas, tornozelos, pés e orelhas. Nenhuma parte do corpo é deixada ao acaso por esta marca. Uma marca de acessórios que contempla o corpo como base de trabalho e em que todas as peças pretendem complementar e embelezar as linhas do corpo.
Peças exclusivas, arrojadas e inovadoras feitas à mão desde a concepção gráfica às produções fotográficas que associam design, arte, moda e joalharia e embelezam as linhas do corpo.
A Chewingum nasceu em 2012 da vontade de duas amigas em concretizar ideias e conciliar a enorme paixão de ambas pelas áreas de moda, design, fotografia, joalharia e vídeo, entre muitas outras paixões. Foi a primeira marca em Portugal a criar peças exclusivas para todas as partes do corpo, as conhecidas ‘bodychains’.
“muitas ideias, muita vontade de as pôr em prática e uma sensação que não diminuía, pelo contrário só crescia, era como… uma pastilha elástica! “Chewingum! É isso!” É como as nossas ideias: momentâneas, consumíveis, divertidas… e foi assim. A ideia principal por trás do nome é que tudo é efémero, principalmente na área da moda, da criação”
A Chewingum ambiciona sempre criar peças novas para mulheres “novas”. Há um fascínio e uma procura enorme pelo novo, pelo arrojado, pelo trabalho de autor, pelo único… São aceites encomendas especiais, conforme o pedido do cliente.
Colecção exclusiva em prata. (Modelo: Raquel Fontes)
Muito em breve será lançada uma colecção exclusiva em prata cujo catálogo será protagonizado pela lindíssima modelo Raquel Fontes.
A colecção de Verão’15 da Chewingum, SEA SHELL – Summer Collection, representa a paixão pela Costa Portuguesa e foi inspirada no mar, nas nossas paisagens e nas formas orgânicas que nos rodeiam.
A sessão foi fotografada pela Marta Cabral na Praia da Ribeiro do Cavalo, em Sesimbra. Esta Produção Fotográfica não poderia ter sido realizada noutro local, a paisagem paradisíaca representa tudo o que as responsáveis da marca queriam transmitir com esta nova Colecção, o cenário perfeito.
Cada vez que lançam uma colecção querem sempre alterar um pouco os materiais de trabalho e explorar outras coisas, têm sempre o objectivo de apresentar algo realmente diferente do que fizeram anteriormente.
Liliana Abreu, Mariana Pereira, Pedro Cecílio, Rosana Alves e Sofia Leite, todos elesgraduados pela Universidade do Porto, integram o lote de onze cientistas portugueses que, durante o ano letivo 2015/2016, vão ser financiados pelo Estado norte-americano para prosseguir os seus projetos de investigação nalgumas das mais prestigiadas universidades e centros de investigação dos Estados Unidos, ao abrigo do programa de bolsas atribuídas anualmente pela Comissão Fulbright.
As bolsas de estudo do Programa Fulbright, no valor máximo de 8 mil euros e com um duração que pode de quadro a nove meses, oferecem a estudantes e professores portugueses a oportunidade de estudar, leccionar ou fazer investigação nos Estados Unidos da América, bem como a estudantes e professores americanos a oportunidade de desenvolver o mesmo tipo de actividades em Portugal.
Bolsas para Portugueses
As bolsas Fulbright destinam-se a estudantes licenciados e a professores e investigadores com doutoramento que pretendam estudar, fazer investigação ou leccionar em universidades nos Estados Unidos da América.
Bolsas para Mestrado, Doutoramento e Investigação
Bolsa Fulbright para Mestrado e Doutoramento
Bolsa Fulbright / Fundação Carmona e Costa para Mestrado em Belas Artes – Desenho
Bolsa Fulbright para Investigação
Bolsa Fulbright para Investigação em Saúde Pública
Bolsas de Viagem Fulbright
Bolsas para Professores e Investigadores Doutorados
Bolsa Fulbright para Professores e Investigadores Doutorados
Bolsa Fulbright / Camões, Instituto da Cooperação e da Língua para Professores e Investigadores Doutorados
Programas especiais
Summer 2015 Study of the U.S. Institutes for European Student Leaders
Mariana Gomes, 24 anos, é a CEO da shair, que desenvolveu a sua ideia inovadora e depois apresentou-a ao grupo bracarense dst. Embora com formação na área da Gestão e da Comunicação, Mariana esteve sempre envolvida no meio artístico.
A shair é uma plataforma online que dá visibilidade aos trabalhos dos novos artistas. Mas a shair não fica por aqui, a startup bracarense expõe fisicamente obras e possui acordos com galerias internacionais.
A Excelência Portugal visitou a shair e falou com Mariana Gomes.
notei que o setor artístico estava ainda muito desligado do mundo virtual, e com os meios que temos hoje em dia para nos apoiarem numa decisão de compra online isto não fazia sentido
Com uma formação fora das artes, como lhe surgiu esta ideia de negócio?
Faz algum sentido que muitas ideias de negócio, aplicadas a determinado setor, tenham nascido a partir de pessoas com formação em áreas que à partida não têm nada a ver com esse setor. Isto porque são muitos os processos que podem ser replicados/adaptados de uma área de negócio para outra que até ao momento não tinham sido detectados como tal. No meu caso foi precisamente isto que aconteceu – notei que o setor artístico estava ainda muito desligado do mundo virtual, e com os meios que temos hoje em dia para nos apoiarem numa decisão de compra online isto não fazia sentido. O facto de ter muitos conhecidos ligados ao mundo das artes, maioritariamente artistas, também ajudou, pois notei que havia de facto uma necessidade de divulgação e comercialização dos seus trabalhos para além do circuito tradicional das galerias de arte, ainda muito elitista na sua seleção.
A Mariana foi a única mulher entre sete homens que representaram o programa Aceleração da StartUp Braga em Londres. Que papel teve o programa no desenvolvimento do vosso modelo de negócio?
O papel da StartUp Braga foi fundamental na redefinição do nosso modelo de negócio. Quando fomos selecionados para fazer parte deste programa, estávamos numa fase em que já existíamos no mercado e já tínhamos vendas, mas ainda nos faltava uma visão global para o futuro do projeto. Assim, foi a partir desta visão crítica que nasceu a ideia de incluirmos o segmento das galerias de arte na plataforma, assim como outras fontes de receita associadas à utilização da plataforma, muito para além da simples comissão de vendas.
Como funciona a plataforma? Como é que um artista submete as suas obras?
A plataforma é muito simples e fácil de utilizar. Para o artista, basta registar-se, criar um perfil e submeter as suas obras para aprovação. Após este processo de pré-seleção, as obras ficam disponíveis para venda e podem ser selecionadas para um dos nossos leilões especiais, normalmente associados a uma das exposições físicas. As galerias parceiras têm um processo de submissão semelhante, sendo que nestes casos aprovamos o perfil previamente, e a partir daí todas as obras que submetem ficam automaticamente disponíveis. Estas entidades também podem criar leilões especiais isolados dos que são promovidos por nós, associados por exemplo às suas próprias exposições. Para o apreciador de arte, basta explorar o website (temos imensos filtros de pesquisa que ajudam neste processo!) encontrar a sua obra favorita e proceder ao seu pagamento diretamente na plataforma. O valor que é apresentado ao cliente inclui portes de envio, que são calculados já com o seguro de transporte e tendo em conta as dimensões da obra e a morada do destinatário. Temos também uma série de funcionalidades que ajudam na tomada de decisão, como o nosso serviço de curadoria, onde fazemos uma seleção de obras de acordo com as necessidades do cliente, ou a possibilidade de solicitar arte por encomenda, onde o cliente pode pedir a um artista específico uma obra com determinadas características.
Que papel tem a galeria física no negócio? Que obras são seleccionadas para exposição e de que forma?
A galeria emergentes dst desempenha um papel fundamental na integração com o mundo real, que no fundo é aquilo que a shair tem de mais inovador. Já existiam plataformas de divulgação e venda de arte online, mas nenhuma que permitisse, pelo menos de forma tão aberta, que o artista se candidatasse com essas mesmas obras a um lugar real de exposição. Fazemos exposições de 2 em 2 meses, e selecionamos as obras mais votadas do website conjuntamente com uma “repescagem” da autoria de um especialista convidado por nós. As exposições físicas são a combinação destas duas formas de seleção, e temos normalmente espaço para cerca de 70 obras na galeria emergentes dst. Também já fizemos exposições noutros locais, não só em Braga, e o processo de seleção é semelhante.
Já existem acordos com galerias internacionais. Têm permitido a venda de obras de artistas nacionais?
A integração das galerias internacionais, para já, é mais uma forma de aumentarmos a nossa oferta, permitindo a apreciadores de arte de toda a Europa o acesso a obras às quais, de outra forma, não conseguiriam aceder. Obviamente que os próprios clientes dessas galerias poderão interessar-se em explorar a oferta da shair, incluindo as obras de artistas portugueses, que neste momento representam a maioria dos trabalhos que temos disponíveis.
Quantas pessoas estão envolvidas no projecto e em que áreas?
Neste momento, a equipa é constituída por 4 pessoas, com formação na área do design, marketing, comunicação e curadoria. A plataforma foi desenvolvida pela innovation point, uma das empresas na área de Ventures do grupo dst – que até foi onde iniciei o meu percurso neste grupo empresarial, na altura através de estágio.
Que outros serviços presta a shair e que eventos organiza?
Para além dos serviços que referi acima, que no fundo são formas de apoiarmos a decisão de compra online, temos também os cheques-prenda para ajudar os mais indecisos a oferecerem um presente original. Aos nossos artistas e galerias parceiras, damos também a possibilidade de subscreverem uma conta premium, que lhes permite destacarem as suas obras nas áreas da plataforma para este efeito, assim como acederem a estatísticas relativas aos seus visitantes, à popularidade das obras que constituem o seu portefólio, entre outros dados pertinentes para quem utiliza a plataforma como ferramenta de comercialização. É também pertinente referir que, no caso de venda, somos nós que tratamos de toda a logística associada ao processo de transporte, sendo que o artista ou a galeria só têm de se preocupar com a embalagem – e até fizemos um vídeo para ajudar neste processo! Quanto a eventos, tentamos promover outras formas de expressão artísticas nas inaugurações das nossas exposições, onde já tivemos concertos, performances, entre muitas outras iniciativas, sempre inseridas no âmbito artístico/ cultural.
O negócio já é auto-sustentável? Quais são as fontes de receita da shair?
O negócio está perto de ser auto-sustentável, e as nossas fontes de receita passam pela comissão de 30% na venda de obras de artistas, sendo que no caso das galerias já temos uma percentagem de apenas 10%. As outras fontes de receita que nasceram sobretudo após o programa de aceleração da Startup Braga consistem na subscrição das contas premium por parte dos artistas e das galerias parceiras, e na adesão ao serviço de curadoria, ambas já referidas acima.
A shair pretende em termos físicos ficar por Braga, ou tem planos de expansão?
Temos planos de expansão para o Reino Unido, onde já abrimos atividade. Apesar de já termos algumas galerias internacionais inscritas na plataforma, o potencial de crescimento através de uma atuação presencial neste mercado é imenso, e vamos arrancar com este plano a partir de Setembro, através da presença em feiras de arte, por exemplo.
A Câmara de Braga anunciou esta semana ter sido apresentada na segunda-feira, em Lisboa, a candidatura do Bom Jesus a Património Mundial da Humanidade na Comissão Nacional da Unesco.
Em comunicado, a autarquia acrescenta que o mesário da Confraria do Bom Jesus, Varilo Pereira, considerou que esta apresentação em Lisboa “foi um passo fundamental”, uma vez que permitiu demonstrar a real dimensão do Bom Jesus a quem analisa as candidaturas.
O Bom Jesus do Monte, recorde-se, é uma referência nacional, mas pode e deve, agora, ganhar uma dimensão internacional que poderá ser-lhe conferida por esta candidatura. Conhecido como ponto de turismo religioso, o Bom Jesus do Monte em Braga pretende ser também uma referência do turismo cultural, patrimonial e histórico.
O valor do santuário do Bom Jesus não é apenas arquitectónico ou religioso, havendo um potencial que deverá ser explorado e dinamizado.
Aponte-se o caso de locais de culto neste Bom jesus inspirados, e que são já património mundial, como o Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, no Brasil.
A candidatura conta também como o apoio do Eixo Atlântico que já assumiu, em diferentes circunstâncias um papel muito activo no apoio de candidaturas de Guimarães e da Muralha de Lugo, que acabaram por ser classificadas como Património da Humanidade.
Ana Paula Sançana, responsável da Cooperativa Lousamel, afirma que tem sido um ano excepcional para a Cooperativa que dirige. Certa que quem não concorre, não ganha prémios e existem infindáveis produtos de qualidade pelo nosso Portugal fora, Ana Paula acredita que os seus produtos são excepcionais heart emoticon.
O que fazemos, fazemos bem, mas bem!
Desta vez, com a mais recente linha de mel, criada para escoar o néctar dos seus produtores das zonas mais a litoral, Mel de Eucalipto. Ganharam a Medalha de Bronze no Concurso Nacional de Mel, mas a responsável deixa o compromisso “de fazermos as nossas abelhas voar para o ano conquistarmos a medalha de ouro”.
De acordo com a Agronegócios, ao contrário da tendência mundial, a apicultura é um sector que regista crescimento em Portugal. Em 2015, a Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP) prevê um aumento de produção entre 10% e 12%, ou seja, quase o triplo da média dos últimos anos.
O preço pago ao produtor tem vindo a subir, na ordem dos 15% ao ano, devido à escassez do produto no mercado, o que tem incentivado os apicultores a aumentarem a sua actividade. A estrutura de produção em Portugal também é muito competitiva, com um apicultor profissional a ter uma média de 350 colmeias, enquanto ao nível europeu, este número é de 150, salienta a FNAP. Contudo, «é necessário investir no sector, no sentido de o mel não ser vendido a granel, mas sim, depois de transformado, aumentando, desta forma, muito o seu valor e a rentabilidade dos produtores». O valor do sector apícola em Portugal está calculado em 50 milhões de euros, de acordo com dados da FNAP.
A tendência mundial é, por seu turno, de queda, com os EUA a perderam, nos últimos dez anos, mais de metade do número de colónias. Em França, este número é de 40%, o que tem levado à elaboração de vários estudos científicos, que têm identificado os pesticidas da família dos neonicotinóides como responsáveis, existindo, mesmo, já, legislação europeia para restringir o seu uso.
“Uma imagem vale mais do que mil palavras”… um cliché [?], no entanto, Ana Isabel e Paula Barbosa conheceram-se através do interesse pela escrita. Mas curiosamente foi na fotografia que se encontraram, em sentido literal, numa mesma linguagem. A Excelência Portugal pediu às duas mentoras que o apresentassem.
O projeto Photo-à-Porter tem como objetivo a divulgação de uma paixão comum – a fotografia. A cidade de Lisboa serviu-nos de inspiração para o nosso primeiro projeto do Photo-à-Porter <<Lisboa às Cores>> inaugurado em março de 2014, na Galeria Maria Lucília Cruz, no Bairro Alto.
Painel Misto com as várias fotografias de azulejos e portas da cidade de Lisboa. Desde o Largo do Carmo, as ruas paralelas às Escadinhas do Duque, Bairro Alto, Cais do Sodré, Rua de S. Paulo, Praça da Figueira, Bica, Intendente, Alfama…
As fachadas e as portas de madeira esquecidas, assim como os azulejos, considerados um belíssimo património secular, foram os temas escolhidos para o nosso primeiro trabalho em conjunto. Foi utilizada uma técnica manual de impressão por transferência, dando assim uma nova dimensão às fotografias, transferindo-as para diferentes suportes, como a madeira e o azulejo, mas mantendo o mesmo secretismo que é “ser” Lisboa. A originalidade deste trabalho esteve no suporte de impressão, “abandonámos” o papel e escolhemos a madeira para imprimir as fotografias dos azulejos e as fotografias das portas de madeira foram impressas em azulejo, ambos os trabalhos em 14×14.
Fotografia impressa em azulejo 14×14 [Porta do largo do Carmo]
Em abril de 2015, juntámos o gosto da escrita à paixão pela fotografia inaugurando uma exposição que explora o universo feminino <<trapézio>>. O Trapézio começou por ser um conjunto de pequenos textos. Uma mão cheia de todas as Mulheres que habitam em nós.
derreto[-me][,] nas tuas mãos. sabes quando parar? guardo o tesouro que sou [eu]. quero [ter] os desejos errados. retornar à vida que é ser Mulher…
De uma forma ou de outra, todas as Mulheres vivem num trapézio [diário]. Mais tarde juntámos as imagens e tentámos verbalizar essas personagens através da fotografia, reunindo duas paixões: a escrita e a fotografia. Surge assim a exposição «trapézio» uma exposição de fotografia composta também por 14 estórias, todas elas representadas numa imagem [ou personagem] feminina.A nossa intenção foi revelar os vários estados de alma a que “sobrevivemos”, nisto, na transparente solidão de ser Mulher.
padeço de uma tenebrosa soledade ao me ensaiar em autorretratos, denunciando uma singular pagã. a intensidade visceral com que me descrevo… a ti não te servirá de [+] nada… hoje voltei-te as costas e ao virar-me para mim, compreendi [por fim] o que era [o teu] “não sentir” nada.
Trabalhamos pontualmente para o Teatro Villaret, onde fotografamos e elaboramos os cartazes para os espetáculos. E temos tido a sorte de fotografar Mulheres fantásticas como a Raquel Ochoa e a Marta Gautier.
O nosso próximo trabalho tem como protagonista, uma vez mais, a cidade mais bela do mundo… a nossa!
Mas ficamos por aqui!
Exposições de Fotografia:
<<Lisboa às Cores>>, março de 2014 na Galeria Maria Lucília Cruz em Bairro Alto, Lisboa. <<Trapézio>>, abril de 2015 na Fabrica da Pólvora em Tercena, Barcarena.
As mentoras
Paula Barbosa nasceu em Lisboa em 1973, iniciou em 1990 na ETIC o seu percurso na área da Fotografia, mantendo ainda hoje a cidade de Lisboa com o seu “laboratório de quimeras”.
Procura integrar o seu trabalho de fotografia, designer e de instalações num determinado Tempo, Movimento, Ambiente e/ou Espaço.
Experienciar o Não-Lugar, em locais esquecidos ou abandonados… que nos oferecem as suas próprias qualidades, a sua própria identidade histórica/social, nas suas diferentes dimensões… numa poesia visível ou invisível.
Fundou em Maio de 2013 o 2MW Collective com a artística plástica Ângela Menezes, [Too Many Walls, Too Many Words, Too Many Worlds, Too Many Wonders], um projeto colaborativo de Arte Urbana “situado” entre a pintura, a literatura e a fotografia
Em 2014 cria um novo projeto de fotografia, o Photo-à-Porter, com Ana Isabel.
Em 2015 surge o Trapézio, um projeto de Escrita [uma das suas paixões] e Fotografia, um retrato escrito de todas as Mulheres que habitam em nós…
Ana Isabel nasceu em 1975 nas belas planícies alentejanas. Tradutora de profissão, a sua paixão pela Fotografia como modo de não esquecer o que a memória teima em apagar nasceu muito antes, ao folhear os álbuns de família, mas foi com as viagens para outros países que a Fotografia se tornou essencial para ver o que está para além do olhar.
Viajante sempre com o próximo destino em mente (?), Ana Isabel já percorreu as distantes montanhas do Butão, Chile, Cuba, Tanzânia, Usbequistão e fotografou outros destinos como China, Japão, Nepal, Tailândia, Estados Unidos, Ucrânia, Escócia, Espanha.
Em 2013 expõe as primeiras fotografias no projeto conjunto de vários artistas “XS Art, Arte em Pequeno”, na Galeria Maria Lucília Cruz e em 2014 cria com Paula Barbosa o projeto Photo-à-Porter.
Em 2015 participa no projeto de Paula Barbosa, Trapézio, numa combinação da Fotografia com a Escrita.