Juliana Oliveira – “Sou CEO de uma start-up de metalomecânica”

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“Como?” “Desculpa?” “Jura??!!” ou uma bela gargalhada, são só algumas das reações que ouço quando digo qual a minha ocupação profissional. Ora… Aqui temos três questões: 1. Sou mulher; 2. Sou CEO de uma start-up; 3. Além de ser mulher, a minha start-up é de metalomecânica!

“Uauuuu… Mas o que é que se passou na cabeça desta miúda?! Despediu-se de uma multinacional, vestia fato com camisa branca, era a “Sra. Dra.” sentada numa secretaria limpa, para criar a sua própria empresa, calçar umas botas de biqueira de aço e subir a camiões do lixo para perceber se o cilindro hidráulico está com fugas de óleo ou não?!”

Pois é! A minha start-up até podia ser um blog sobre alimentação saudável ou viagens; uma empresa de organização de eventos, um hotel ou um restaurante na baixa do Porto; uma nova marca de fatos de banho, toalhas de praia ou almofadas; uma loja de decoração ou uma aplicação sobre exercício físico! Isso sim, era feminino!

Para além do lado pouco feminino da metalomecânica… start-up que é start-up tem que ter uma “app”; start-up produz bens transaccionáveis com uma forte componente tecnológica; start-up cria postos de trabalho de mão-de-obra qualificada; start-up de sucesso é notícia quando nasce!

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Então e se uma empresa fundada em 2016 (start-up, certo?) não tiver uma “app”, porque simplesmente não faz sentido?

Se essa empresa vender serviços, num sector estável, onde está a dar que falar (em Portugal e na Europa) pela excelência do serviço prestado, não é inovadora? Qual é o nome que podemos dar à arte de transformar um sector totalmente tradicional no mercado, se não “inovação”?

E se essa empresa contratar mão-de-obra que apesar de não ser “qualificada” é altamente motivada, porque acredita no projecto de uma mulher que (imagine-se!!!) criou uma empresa de metalomecânica. Essa mulher que está a criar postos de trabalho para pessoas que com 50 anos estariam no desemprego e sem perspectivas de futuro ou reforma; ou para pessoas com 30 anos, o 9º ano (feito nas novas oportunidades) e um histórico complicado de vida; ou para desempregados de longa-duração com 3 filhos para sustentar?  Isso não merecia ser notícia??!!

Não!! Então? Falta a “app”, o produto “inovador”, desenvolvido pela mão-de-obra qualificada!

Sou orgulhosamente CEO de uma empresa fundada em 2016 na área da metalomecânica! A minha start-up não é de todo convencional no mundo inconvencional das start-ups (ninguém diria mas já nasceu inovadora).

Mas o que importa? O sector no qual trabalhamos? Qual o nosso género? O que importa é sermos felizes, é a vontade com que saímos da cama de manhã para fazer aquilo que gostamos, tornar o mundo dos que nos rodeiam melhor, fazer do nosso dia um dia de conquistas e luta! e no final vencer!

Se não vencermos? Vencemos sempre! Nem que seja aprendendo aquilo que não se faz! Sim! Porque não temos que nos queixar, não temos que lamentar, temos que agir! Quando fazemos o que amamos e quando acreditamos naquilo que fazemos, tudo vai correr como desejamos (ou melhor ainda)!

Acredito na sorte, mas acredito mais no trabalho! E quando digo que tenho uma empresa de metalomecânica, normalmente desejam-me sorte! Mas que sorte?! Eu lá ganho dinheiro com sorte?!! Desejem-me trabalho! Muito trabalho! Muito óleo para me sujar, muitas pessoas para contratar, muitas reuniões para ter, muitos equipamentos para comprar, é isso que quero que me desejem! Trabalho para mim e para os que estão comigo!

E quando me virem com olheiras, cansada, suja com óleo, tinta e afins, por favor não digam “estavas tão bem na multinacional! Não te chateavas e tinhas o teu horário!”. Não se preocupem, que como mulher que sou, tenho um bom corrector de olheiras e o perfume Chanel na carteira!

Foto: DR

Juliana Oliveira é CEO da OLIMEC

 

Portugal em destaque nos ISA World Surfing Games

selecao2surfA Selecção Nacional de Surf destacou-se no primeiro dia dos ISA World Surfing Games (ontem), a decorrer na Praia de Jacó (Costa Rica).

Estas são as primeiras provas e os nossos surfistas estão a começar muito bem – João Aranha, Presidente da Federação Portuguesa de Surf

Os atletas que estão a competir por Portugal entraram bem nas primeiras provas disputadas. A primeira prova iniciou-se às 8h00 locais, 15h00 em Lisboa, e Eduardo Fernandes foi o primeiro português a alcançar um lugar cimeiro com um total de 13.27 pontos. Seguiram-se Guilherme Fonseca, Pedro Henrique e Jácome Correia. Com excepção do último, que se ficou pelo 4º lugar e agora está na primeira ronda de repescagem da competição, todos os surfistas lusos venceram a sua bateria.

A armada lusa entrou em grande, o que parece ser um bom prenúncio.

Seguir-se-ão as provas femininas nas quais Carolina Henrique e Teresa Bonvalot serão as protagonistas com a camisola das quinas vestida.

O Campeonato Mundial de Surf termina no dia 14 de agosto.

Foto: DR

Olimpíadas Rio 2016: Navio escola Sagres chegou hoje ao Rio de Janeiro

sagres_rioA Marinha e o Comité Olímpico de Portugal (COP) estabeleceram um protocolo de cooperação que visou intitular o Navio escola Sagres (NRP Sagres), enquanto embaixada nacional itinerante, a Casa de Portugal no Rio de Janeiro, apoiando o COP, os atletas portugueses e as todas as empresas nacionais interessadas, durante o período dos Jogos Olímpicos, em Agosto de 2016. Após 43 dias de viagem o NRP Sagres atracou hoje no Cais da Portuguesa – Rio de Janeiro, onde vai permanecer até 21 de agosto.

No primeiro dia da sua visita oficial ao Brasil, o Presidente da República foi recebido a bordo do NRP Sagres. Marcelo Rebelo de Sousa entregou a bandeira portuguesa que será usada na cerimónia de abertura dos Jogos ao atleta João Rodrigues, velejador e porta-estandarte de Portugal.

A velejadora Joana Pratas, que representou Portugal em três olimpíadas (Atlanta, Sydney e Atenas), integrou, em representação do COP, os 179 tripulantes que realizaram a travessia do Atlântico até ao Rio de Janeiro.

A Casa de Portugal no Rio de Janeiro pretende ser um espaço de promoção de Portugal, da língua portuguesa e da sua cultura, assim como uma plataforma de divulgação da excelência do tecido empresarial nacional, através da promoção das empresas e dos produtos nacionais. Desta forma, está prevista a realização diária de eventos, assim como a presença regular de atletas da Missão Olímpica Portuguesa para convívio com os visitantes da Casa de Portugal e simultaneamente para contactos entre eles e a comunicação social lusa que fará a cobertura mediática dos Jogos Olímpicos.

Esta é uma oportunidade única de promoção do país e da nossa língua naquela que será a primeira edição de sempre de uns Jogos Olímpicos numa nação de língua oficial portuguesa.

Fonte: COP
Foto: Joana Prata