Pêra rocha à conquista de novos mercados

pera_rocha_final2aMéxico e Costa Rica serão países importadores de pêra rocha. Colômbia, que poderá também importar a fruta, já tem visita marcada de uma delegação aos pomares. Além disso, a Associação de Produtores investe um milhão de euros na promoção da fruta de denominação de origem controlada.

 

Os novos investimentos na “estrela da agricultura portuguesa”, conforme foi denonimada a pêra rocha pela ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, apostam na promoção e exportação do fruto. México, Costa Rica e Colômbia chegam como novos mercados e a Associação de Produtores de Pêra Rocha (ANP) investe um milhão de euros na promoção do fruto.

De acordo com o secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, o México é “um mercado extremamente importante, quer pela grande dimensão quer pela sua capacidade económica”, adianta ao Jornal de Notícias. Vieira e Brito acrescenta que, além deste, a Costa Rica poderá ser o próximo país para escoamento do fruto, em compensação do embargo da Rússia, em que se perdeu um mercado que valia 4,1 milhões de euros anuais.

O embargo da Rússia foi um dos factores que complicou a vida aos produtores. Os países que exportavam fruta para este país, ao verem-se proíbidos de o fazerem, viraram-se para o mercado europeu para escoarem o produto. Portugal foi um dos países que receberam esse grande fluxo de fruta a preços baixos. No fundo, foi a junção do aumento da oferta a baixos preços, aliado com a proibição da difenilamina, (um produto que ajuda na conservação da fruta durante mais tempo, e por sua vez permite vendê-la durante todo o ano), bem como uma grande produção de pêra rocha o ano passado, que causaram dores de cabeça aos produtores, que “pouco ou nada lucraram com a campanha, chegando mesmo a dar prejuízos a alguns e levando outros à falência” afirma José Pedro Leitão, presidente da direcção da Adega Cooperativa de Dois Portos e produtor de pêra rocha.

Contudo, este ano, o mercado deste fruto parece estar a mudar. “Aparentemente, o feedback que há é que a pêra este ano está a ser bem vendida e vai ser valorizada”, acrescenta Leitão.

Colômbia poderá também vir a ser outro destino para o escoamento da pêra. Uma delegação daquele país virá em Setembro visitar as explorações e organizações de produtores. Prevê-se a exportação também para esse território na próxima colheita, conforme adianta Vieira e Brito.

Para além dos novos destinos de escoamento, a ANP vai investir, até ao final do ano, um milhão de euros na promoção da fruta. A primeira estratégia passa pela visita de 20 jornalistas estrangeiros à região. A visita está “inserida num projecto que visa mostrar a região em que é produzida e a singularidade da pêra rocha”. Os jornalistas são depois convidados à divulgação do fruto nos países de origem através de artigos e publicações, explicou à Lusa Aristides Sécio, presidente da ANP. Ainda assim, a vinda dos jornalistas oriundos da Alemanha, Polónia, Reino Unido, Canadá e Brasil é apenas a primeira acção promocional que será financiada por fundos europeus.

Este financiamento será utilizado em “acções de promoção em pontos de venda, acções de rua, colocação de outdoors e outras formas de promover a pêra rocha, como um produto nacional, sem a associar a marcas”, acrescentou Aristides Sécio.

Ainda sobre o público-alvo, as campanhas incidirão, para já, nos principais países importadores de pêra, encabeçados pelo Reino Unido e Brasil, mas os resultados desta primeira acção chegarão a vários mercados como o americano, asiático (incluindo o médio oriente), australiano e neozelandês, através da Fruitnet, um grupo editorial com seis publicações especializadas em fruticultura.

Foto: DR/J.F.Landal

 

 

 

 

 

 

 

 

Embaixatriz dos EUA na shortlist dos prémios European Diversity Awards

kim

A embaixatriz dos Estados Unidos em Portugal, Kim Sherrie Sawyer, está nomeada para a categoria Campeão da Diversidade do Ano, pelos seus esforços com a iniciativa Connect to Success. Os prémios serão atribuídos no dia 30 de Setembro, em Londres, no Natural History Museum.

Kim Sawyer, coordenadora do projecto Connect to Success, concebido para apoiar empreendedoras que sejam gestoras e detentoras de pelo menos 50 por cento dos seus negócios, está na shortlist dos prémios European Diversity Awards (EDA). O galardão é responsável por “reconhecer o trabalho notável de indivíduos que têm defendido a igualdade, diversidade e inclusão nas suas organizações”.

Os EDA reconhecem a inovação, excelência, criatividade e compromisso com a igualdade, diversidade e inclusão por parte de organizações e indivíduos. Os prémios distinguem a excelência nas áreas do género, eficiência, orientação sexual, idade, raça, cultura e religião em toda a Europa. O trabalho dos EDA está vocacionado para o reconhecimento de todos os aspectos da diversidade em toda a Europa, bem como celebrar o melhor que se faz tanto a nível corporativo como em campanhas que promovam a diferença. As categorias são muitas e várias delas são apoiadas por grandes marcas como a Unilever, a Ambercrombie & Fitch, e o Barclays, que apadrinham os prémios Herói do Ano, Campanha de Marketing do Ano, e Activista do Ano, respectivamente. No fundo, poderíamos equiparar os prémios aos “Óscares da Diversidade”.

Connect to Success é um programa da embaixada dos Estados Unidos que nasceu em Julho de 2014, pelas mãos da embaixatriz norte americana, Kim Sawyer. O projecto tem como objectivo apoiar o crescimento das empresas pertencentes a mulheres, em Portugal. A iniciativa é composta de tutoria empresarial, consultoria MBA em tempo real, descontos em serviços profissionais e workshops orientados para os negócios.

O programa de orientação corporativa visa fornecer às empresárias informações valiosas para acelerar o potencial de crescimento das suas empresas. O programa fará ligação entre as empresárias e uma equipa de mentores corporativos, composta por executivos com um skill set variado. Através de um programa de um ano, que normalmente implica duas horas de orientação mensais, as mulheres portuguesas aumentarão o seu potencial de crescimento económico, ao mesmo tempo que ampliam o seu insight estratégico e de bases de negócios.

O programa de consultoria convida estudantes de MBA e de mestrado a envolver-se com a iniciativa, oferecendo simultaneamente às empresárias a oportunidade de enfrentarem os desafios nos seus negócios com o auxílio destes jovens, ao longo de um semestre.

A Connect to Success oferece também descontos em serviços profissionais, tais como contabilidade, consultoria jurídica e empresarial. Os descontos destinam-se a ajudar as empresárias a ganhar acesso a serviços profissionais necessários, que de outra forma seriam financeiramente inatingíveis.

As oficinas práticas incidem no desenvolvimento das habilidades comerciais tangíveis, necessárias para as empreendedoras maximizarem o seu potencial de crescimento. As matérias serão variadas e incluem temas como marketing e social media, inteligência competitiva, contabilidade básica e gestão operacional.

 

Foto: Embaixada dos EUA em Lisboa

José Neves é o português de Excelência do momento

JN

O CEO da Farfetch foi recentemente destacado pelo Financial Times, integrando a lista dos 50 melhores empreendedores europeus. Foi ainda galardoado com o Prémio Diáspora pela COTEC em Junho deste ano. O Diário Económico considerou-o na “selecção nacional de talentos” para a sua reportagem d’O Melhor de Portugal. José Neves está nas bocas do mundo como o incrivelmente bem-sucedido empreendedor português.

O CEO da Farfetch foi recentemente distinguido pela COTEC  e pelo jornal financeiro britânico Financial Times.  José Neves é um dos portugueses mais badalados no mundo do empreendedorismo. É compreensível, hoje a Farfetch está avaliada acima de mil milhões de euros  e faz parte do ‘The Billion Dollar Startup Club’ do Wall Street Journal.

Contudo, a start-up unicórnio não tenciona descansar nos louros. Este ano, José Neves prevê facturar mais de 600 milhões de dólares, “Estamos a crescer muito mais do que previsto”, conta o CEO ao Diário Económico. A nível europeu, a start-up é igualmente bem-sucedida, “há mais de cinco anos que a empresa é lucrativa na Europa”, adianta José Neves àquele jornal. A nível global, recorde-se que a Farfetch se encontra presente em praticamente todo o mundo, e depara-se com “uma fase de investimento muito forte”, diz ainda o empresário ao jornal financeiro.

A empresa que foi constituída em 2007, e que arrecadou um investimento de 176 milhões de euros de capitais de risco internacionais vocacionados para a expansão do negócio, foi fiel às origens e àqueles que considera de sua confiança. O empreendedor conta com a participação dos antigos sócios Cipriano Sousa e Gracinda Linhares, que conhece desde os tempos de faculdade e que hoje colaboram consigo na Farfetch.

Além dos sócios originais, José Neves mostra-se atento no que toca à logística da sua empresa e onde investe no seu capital humano e tecnológico. “Tudo o que puder ser feito em Portugal, nós fazemos em Portugal”, sublinha o fundador na entrevista ao diário. A Farfetch está sediada em Londres, mas 300 dos seus funcionários são portugueses. As instalações em Leça do Balio e Guimarães são responsáveis por desenvolver a tecnologia de ponta. José Neves compara os seus profissionais compatriotas com os que encontra no Reino Unido, “temos engenheiros informáticos com tanta qualidade como em Londres”, acrescenta.

O sucesso não é alcançado facilmente, mas faz parte das suas tarefas como CEO, “se não fosse lucrativo era despedido. Se não crescer, sou despedido”, admite José Neves ao Diário Económico.

José Neves acredita que a empresa será rentável em 2017. Por enquanto a empresa está no bom caminho para destronar a britânica Net-a-Porter, sendo esta a líder nesta actividade.

 

Foto: Robert Astley Sparke1
Artigos relacionados:

Fundador da Farfetch vence Prémio Diáspora da COTEC

Farfetch é uma “billion dollar company”