Kinematix ajuda a avaliar desportistas de topo

WALKiNSENSEA Kinematix desenvolve dispositivos inteligentes que permitem extrair conhecimento acerca do movimento e postura para melhorar o funcionamento do corpo, a performance dos atletas e/ou evitar lesões. A tecnologia desta startup portuense já foi utilizada pelo Chelsea FC para avaliar o seu plantel.

A empresa comercializa quatro dispositivos/produtos:

FITiNSENSE – mede a pressão da planta do pé, fornecendo ao mesmo tempo imagens em tempo real acerca dos movimentos e posição corporais dos utilizadores. Com a informação adquirida, este sistema inovador faculta relatórios personalizados que permitirão ajustar o calçado a cada cliente, melhorando a experiência de compra;

WALKiNSENSE – monitoriza em ambiente real os movimentos dos membros inferiores do corpo relativamente à distribuição do peso na planta do pé. Este dispositivo permite quantificar o tempo que os jogadores passam em acções repetitivas para se poder mudar os planos de treino, bem como detectar problemas que podem ser resolvidos através da costumização das palmilhas das botas, por exemplo, para aliviar a dor ou tentar equilibrar diferenças biomecânicas entre uma perna e outra;

MOViNSENSE – mede a posição e o tempo dos doentes acamados, evitando feridas ou queda. auxiliando as equipas de enfermagem a prevenir o aparecimento das úlceras de pressão;

 

ORTHOMONiTOR – dispositivo wearable que, inserido em ortóteses e próteses, faz uma análise contínua acerca da atividade dos pacientes. Este dispositivo permite ter acesso a novas opções e conhecimento útil para o tratamento de úlceras causadas pelo pé diabético, reabilitação após um AVC e outras disfunções ao nível da postura e mobilidade.

O desenvolvimento é feito, quase na totalidade, no Porto e o hardware é produzido na Polónia, Portugal, Espanha e China. Sediada em Portugal, a empresa tem subsidiárias nos Estados Unidos e no Reino Unido, assim como um escritório na Holanda.

A Kinematix (ex-Tomorrow Options) foi incubada em 2007 pelo INESC Porto e pela FEUP, e criada no âmbito do MIETE – Mestrado em Inovação e Empreendedorismo Tecnológico, que resulta de uma parceria entre as Faculdades de Engenharia e Economia da Universidade do Porto (FEUP e FEP).

 

fontes: Kinemarix, Notícias UP e Negócios
fotos: DR

Ecossistemas empreendedores no IEMinho, dia 22 de janeiro

Ecossistemas

Silicon Valley, Tel Aviv e São Paulo são os três ecossistemas empreendedores que estarão em análise no IEMinho, em Vila Verde, no próximo dia 22 de janeiro. O seminário internacional “Ecossistemas empreendedores” debaterá ainda as oportunidades de empreendedorismo na Nanotecnologia, assim como o empreendedorismo de base tecnológica.

Dispensando apresentações, Silicon Valley é de longe o maior, mais importante e influente ecossistema empreendedor, servindo de referência a todos os outros. Greg Horowitt, cofundador da T2 Venture Creation, uma empresa americana com foco na inovação de alto impacto nos setores de tecnologia e saúde é coautor do livro best-seller, “The Rainforest: the Secret to Building the Next Silicon Valley”, que analisa a dinâmica e drivers dos ecossistemas de inovação, com base na análise de mais de uma dezena de países em todo o mundo. “O segredo dos novos Silicon Valley” será o tema da intervenção de Greg Horowitt. No mesmo painel “Revolução empreendedora ou evolução empresarial?”, Omer Pomerantz, mentor, consultor e antigo CTO da Oracle Java Mobile e Embedded Solutions, em Tel Aviv, dará a conhecer o ecossistema israelita: background, política, números e tendências. Tel Aviv é o segundo maior ecossistema de empreendedorismo fora da Silicon Valley. Mas em termos de empreendedores per capita, está muito à frente dos EUA, tendo um ecossistema de financiamento altamente desenvolvido e uma forte cultura empreendedora. Israel tem a maior densidade de startups tecnológicas do mundo, onde quase todas as grandes empresas de tecnologia têm uma filial. O painel fica completo com a intervenção do diretor geral da Endeavor Brasil, Juliano Seabra, que mostrará como “Criar um ecossistema do zero: empreendedorismo de alto impacto no Brasil”. São Paulo é de longe o maior ecossistema startup no Brasil, com uma distribuição saudável de startups ao longo das diferentes etapas do seu ciclo de vida. A comunidade empresarial sul-americana está agora a ser descrita como os TechnoLatinas. A Endeavor é a organização mais importante de promoção da cultura empreendedora no mundo, lidera o movimento mundial de empreendedorismo de alto impacto e está presente no Brasil desde 2000. No período da tarde, o diretor do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia e o fundador e CEO da Edigma integrarão o painel “Na senda de um mundo empreendedor”. Lars Montelius abordará as oportunidades de inovação e empreendedorismo existentes na Nanotecnologia; enquanto Miguel Oliveira falará sobre o empreendedorismo de base tecnológica. O painel encerra com o coordenador do IEMinho, Rui Fernandes, a apresentar os estudos de benchmarking internacional sobre práticas de empreendedorismo, elaborados pelo IEMinho, no âmbito do projeto “Improving Talent”.

A participação neste seminário é gratuita, mediante inscrição prévia no website do IEMinho, em www.ieminho.pt

Sistema wi-fi a bordo dos STCP elogiado por revista do MIT

STCP wifi

Um sistema inovador, totalmente desenvolvido em Portugal, transformou a STCP no primeiro operador de transportes públicos rodoviários na Europa a disponibilizar cobertura WiFi a bordo dos seus autocarros.

Este serviço considerado sofisticado foi notícia na revista do MIT e no site especializado em tecnologia Mashable.

Esta tecnologia única vai permitir que milhares de utilizadores dos autocarros da STCP tenham acesso gratuito à internet durante os seus percursos, dentro da cidade do Porto apenas. O serviço, agora lançado por um período experimental de seis meses, está disponível em mais de 400 autocarros STCP (a quase totalidade da frota da empresa), que circulam na cidade do Porto. Para os mais de 300 mil clientes diários da STCP, este serviço é totalmente livre e gratuito.

Este sistema de comunicação aplicado à escala urbana resulta de um trabalho de cinco anos que tem vindo a ser desenvolvido pelas universidades de Aveiro e Porto, no âmbito de projetos financiados pela FCT, Comissão Europeia, QREN e pelo programa Carnegie Mellon Portugal. O serviço tem ainda como antecedente o projeto SITMe, liderado pelo INESC Porto, em parceria com a STCP.

A aplicação deste projeto tem como objetivo não apenas a extensão e cobertura da rede WiFi da cidade do Porto mas também a recolha de grandes quantidades de dados científicos que, no âmbito do projeto Future Cities, serão utilizados para criar conhecimento em torno da internet do futuro.

Este projeto resulta de uma parceria entre várias instituições como a STCP, Porto Digital, Veniam’Works, NOS, Universidade do Porto e Universidade de Aveiro e é desenvolvido no âmbito do projeto Future Cities.

Projeto Future Cities

O Future Cities é um projeto europeu liderado pelo Centro de Competências para as Cidades do Futuro da Universidade do Porto que está a transformar a cidade do Porto num “laboratório vivo” à escala urbana, com o objetivo de ajudar a colocar a cidade invicta entre as cidades mais inovadoras da Europa.

No âmbito deste projeto, e recorrendo a tecnologias de comunicação entre veículos, está já instalada na cidade aquela que é a maior plataforma de redes veiculares do mundo e que integra mais de 600 veículos interligados entre si, incluindo autocarros e veículos de serviço da Câmara Municipal do Porto. É composta por centenas de veículos, incluindo a quase totalidade da frota de autocarros da STCP, ligados em rede. São mais de 400 autocarros da STCP ligados em rede que, além de oferecer WiFi, recolhem dados da cidade para melhorar consumos energéticos, impacto ambiental, gestão das vias e transportes públicos.

O projeto Future Cities decorre entre 2013 e 2015 e totaliza um financiamento de €2,3m, dos quais 1,6 milhões de euros oriundos da Comissão Europeia (FP7-Capacities) e €700k do QREN (através do projeto I-CITY, Future Mobility e Future Health). Assenta num conceito multidisciplinar, interligando várias áreas como as TIC, psicologia, urbanismo, engenharia civil, entre muitas outras.

fonte/foto: STCP

Portugal já tem 43 cidades inteligentes

Cidades inteligentes

Portugal conta já com 43 cidades inteligentes, que abrangem 45% da população e 17% do território nacional. Segundo o Diário Económico, a conquista foi feita à custa de fundos europeus, que pretendem tornar as cidades mais eficientes e ao serviço dos cidadãos.

Tal conseguiu-se à custa de fundos vindos da Comissão Europeia e está a ser projetado para usufruir do próximo quadro comunitário, o Portugal 2020.

Mas em que consistem as cidades inteligentes? Em Viseu, por exemplo, vão ser instalados, a partir do início do ano, contadores de água inteligentes que medem o consumo à distância, em tempo real, e que têm a capacidade de alertar o cliente caso este se esqueça, por exemplo, de uma torneira aberta em casa.

No Porto, por sua vez, serão instalados chips nos contentores do lixo e ecopontos, de forma a indicar quando estes estão cheios e quando é preciso que haja recolha.

Mais a sul, Cascais foi o primeiro concelho do país a ter toda a rede de semáforos com sistemas LED, que permitem uma poupança de anual de 50 mil euros na fatura de eletricidade e que permitiu reduzir o consumo em 80%, de acordo com o presidente da Rener, Almeida Henriques. “Não é ficção”, garante o autarca de Viseu.

fonte: Diário Económico
foto: http://ec.europa.eu/digital-agenda/sites/digital-agenda