Ester Alves a 40 dias de desafiar a mítica Marathon des Sables (entrevista)

ester-alves0235 anos, natural do Porto, formada em Biologia, Ester Alves concilia treinos e provas ao mais alto nível com a tese de doutoramento.

Em apenas cinco anos, a atleta da Salomon Suunto Portugal, tornou-se uma referência do trail-running nacional e internacional, tendo representado Portugal nos campeonatos do mundo de 2015 e 2016. No seu currículo incluem-se o 8ª lugar no Ultra Trail do Monte Branco e no Ultra Trail World Tour em 2014, a 6ª posição na Transgrancanária 2015, o 1º lugar do pódio na The Coastal Challenge 2016 e na Marathon Sierra Nevada 2016 e o recente 3º lugar na The Coastal Challenge 2017.

A 40 dias da partida para a Marathon Des Sables, que apelida como a mais “mítica, incrível e competitiva prova de etapas no deserto”, Ester Alves falou com a Excelência Portugal.

 

- Como chegas ao trail-running depois do remo e ciclismo? O que te atraiu?
Remei até 2008, integrei o programa Olímpico pela seleção de remo e depois disso descobri o ciclismo. Estive 3 anos numa equipa UCI  espanhola de ciclismo. Tive de deixar o projecto, porque fui admitida a doutoramento e não tinha disponibilidade para treinar 4-5 horas por dia de bicicleta. Já corria na pré época maratonas e, por convite de um amigo, decidi experimentar o trail. Fui ficando… e abandonando aos poucos a competição de ciclismo.

 

- Temos assistido a uma explosão da modalidade no nosso país. Que mudanças realças no panorama nacional, nestes cinco anos?
Surgiram imensas provas. Sobrevivem as que têm qualidade. As restantes, acabam por morrer. Acima de tudo, as organizações têm de gostar de trail e não organizar eventos por dinheiro.

 

- O trail-running “está na moda”?
Está na moda por ser uma forma desafiante de praticar desporto…fugir para a serra, fazer desnível. Voltar à serra acaba por ser uma forma natural de fugir ao stress das cidades e da rotina.

 

- Consideras que se verificam excessos a nível de provas? Existe sensibilidade para a preservação da natureza?
Existe um excesso de provas, mas finalmente começa a haver regulamentação e maior controlo sobre as organizações e preservação dos trilhos.

 

- Depois de repetir a The Coastal Challenge, estás em contagem decrescente para a Marathon des Sables. Que importância tem para ti este desafio e quais são as tuas expectativas?
A MDS é uma das provas mais cobiçadas do mundo. Por ser em auto-suficiência (a travessia do Sahara) e por ser em etapas. O que me encanta é ser competitiva. O Coastal Challenge obrigou-me a correr sob 35 graus e foi competitivo, espero ter conseguido a bagagem para a MDS. Falta um mês e ainda tenho muito trabalho pela frente. Mas sem dúvida estou motivadíssima.

 

- Estares integrada numa equipa da Salomon Suunto contribuiu para a tua evolução como atleta? Como é vista a equipa nacional pelas restantes equipas destas marcas?
A SALOMON SUUNTO é mais do que uma marca. É uma filosofia de vida e a equipa distingue-se porque levamos connosco a partilha e paixão pelo desafio e superação pessoal. As equipas e marcas que procuram apenas resultados tabelados acabam por desfalecer e morrer em pouco tempo. É uma honra fazer parte desta equipa. Agora em Portugal com Armando Teixeira, Romeu Gouveia e Miguel Reis. Todos partilhamos a paixão pela superação pessoal. É uma questão de atitude.

 

- O Gerês foi palco do último campeonato do mundo. Qual foi a sensação de correr em casa? 
Foi gratificante. A única pulseira que uso é a do Gerês, por levar comigo para todo o mundo Portugal. Representar o país foi sempre uma honra… um dever maior. Já o faço desde os 18 anos: representei as seleções de remo, ciclismo e trail… e vestir as cores do país é sempre uma imensa alegria e superação.

 

- Qual o desafio que mais te marcou até agora e porquê?
Talvez o UTMB. Por ser uma prova emblemática e a mais competitiva que conheci. O meu objectivo continua a ser baixar as 27 horas nos 168kms. E espero que em 2017 dê essa alegria a Portugal.

 

- E quais os desafios que ainda te faltam cumprir?
Este ano vou estar em Itália, nos campeonatos do Mundo de Trail. Quero, juntamente com o meu treinador, fazer um bom resultado e depois… baixar as 27 horas no UTMB.
Em 2018 gostaria de tentar um bom resultado na BADWATER e tentar o que conseguiu o Carlos Sá em 2015, no Death Valley.

 

Foto: DR

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Energia hídrica vai desempenhar papel fundamental no sistema elétrico português

redes eletricasA energia hídrica vai desempenhar um papel fundamental no sistema elétrico português. Porquê? Porque vai servir como facilitador para atenuar a variabilidade eólica através do armazenamento de energia.

Hoje em dia, durante certos períodos, há um diferencial entre a disponibilidade da produção e o consumo. Esta diferença existe devido ao consumo reduzido e à existência de produção eólica em determinados momentos, denominados períodos de vazio, que correspondem à madrugada. Nestas situações, com o intuito de maximizar a penetração de fontes renováveis no sistema elétrico, o armazenamento de energia faz-se com o recurso a centrais hídricas reversíveis. É esta a ideia fundamental que levou ao desenvolvimento de uma nova tecnologia de máquinas reversíveis (podem funcionar como turbina ou como bomba).

Posteriormente, em horários de maior consumo, consegue fazer-se um aproveitamento da água armazenada para produzir energia elétrica de origem renovável, sem emissões de gases de efeito estufa.

A utilização de centrais hídricas com bombagem não é um conceito novo. Contudo, a tecnologia das máquinas que estas centrais tradicionalmente utilizam não permite que operem a potência variável em modo de bomba, fator que é indispensável para acomodar volumes crescentes de produção eólica onde a variabilidade e incerteza são mais elevadas.

“Por exemplo, na eventualidade de a produção eólica começar a diminuir num determinado instante, seria interessante do ponto de vista técnico que as bombas conseguissem igualmente reduzir a potência consumida para compensar a redução da produção eólica”, explica Bernardo Silva, investigador do Centro de Sistemas de Energia do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

O projeto europeu Hyperbole de €4,3M, que terminou este mês de fevereiro, teve como objetivo estudar o comportamento de centrais hídricas e os seus componentes durante a operação em regime parcial de carga e com variabilidade. Fizeram parte deste consórcio dez entidades europeias, pertencentes a seis países europeus – Portugal, Suíça, França, Áustria, Alemanha e Espanha.

A equipa multidisciplinar, que  constituiu o projeto, avaliou os efeitos da operação em regime parcial de carga em centrais hídricas na perspetiva de escoamento de fluídos, mecânica e elétrica.

O INESC TEC esteve envolvido na identificação e desenvolvimento de modelos de simulação dinâmica que permitissem representar os principais comportamentos deste tipo de centrais na perspetiva de estudo da rede elétrica.  Os modelos identificados permitiram ainda a elaboração de um estudo com diferentes níveis de integração de centrais hídricas de velocidade variável no sistema elétrico português de modo a avaliar os eventuais benefícios que poderiam advir da flexibilidade adicional que tais centrais representam para a controlabilidade do sistema elétrico numa perspetiva de resposta dinâmica do sistema. Por fim, foi também efetuada a avaliação técnico-económica da participação de centrais hídricas reversíveis de velocidade variável no mercado de eletricidade e serviços de sistemas.

Os resultados do projeto demonstraram que esta nova tecnologia permite reduzir a incerteza da produção de base eólica e os algoritmos de otimização desenvolvidos pelo INESC TEC permitem um aumento do lucro da participação no mercado em 12% quando comparadas com as tecnologias tradicionais de centrais hídricas reversíveis.

 “Neste projeto desenvolvemos modelos simplificados que vão permitir a um operador do sistema elétrico efetuar estudos de integração desse tipo de tecnologias no sistema elétrico para os próximos anos”, explica Bernardo Silva, investigador do INESC TEC.

Fonte: INESCTEC
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Empresa portuguesa desenvolve solução inovadora para cultivar alimentos frescos

coolfarmA empresa portuguesa CoolFarm vai apresentar na Alemanha um sistema integrado que permite cultivar alimentos frescos, nutritivos e deliciosos, em interior, durante todo o ano, sem desperdícios e com máxima segurança.

A inovação portuguesa será apresentada, entre os dias 5 e 9 de março, na cidade alemã de Dusseldorf, na feira de comércio a retalho Euroshop 2017.

De acordo com a empresa, “O CoolFarm in/store é um sistema automático fechado e vertical, com um ambiente limpo e climatizado no interior, perfeito para o crescimento de vegetais de qualidade superior como alfaces, agriões, beterrabas, folhas verdes, ervas ou flores, e para a germinação de plantas. Esta nova solução de cultivo usa 90% menos água do que a agricultura tradicional e não necessita de pesticidas nem herbicidas”.

O equipamento é personalizável e composto por módulos que começam nos 100 metros quadrados de área de produção, mas que podem ser facilmente expandidos tanto vertical como horizontalmente, proporcionando um rápido retorno do investimento.

O sistema, inteligente e altamente intuitivo, tem duas colunas de tabuleiros móveis de cultivo hidropónico, um elevador central, um sistema de fertirrigação, sensores de qualidade superior para medir todas as variáveis ​​relativas às plantas, luzes de crescimento LED, um sistema de controlo e uma antecâmara.

Com esta inovação, a CoolFarm pretende proporcionar às pessoas, nomeadamente as que vivem nas grandes cidades, o fácil acesso a vegetais frescos de qualidade superior, quer através dos grandes hipermercados, como também dos restaurantes, hotéis e até hospitais. Por sua vez, o CoolFarm in/store irá permitir a estes locais de consumo menos desperdício de comida, total controlo sobre a produção da mesma e cortes totais nos custos de transporte.

A empresa CoolFarm nasceu em Coimbra há três anos, mas já é reconhecida mundialmente. Há dois anos criou um sistema de controlo inteligente, vocacionado para estufas ou armazéns de produção agrícola, que permite fazer crescer plantas, da forma mais saudável, eficaz e eficiente possível, através da sua capacidade de análise, inteligência artificial, ligação à cloud e interface intuitivo, adaptável a todos os suportes web e mobile.

Fonte: CoolFarm
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Lisboa recebe novo pólo para indústrias criativas

LACS2Lisbon Art Center & Studios (LACS) é o novo pólo de indústrias criativas da capital. O projecto terá o Rock in Rio como dinamizador e conta com um investimento de três milhões de euros para a reabilitação do edifício inserido no Porto de Lisboa.

Situado no Cais da Rocha de Conde de Óbidos, o edifício vai ter espaços de trabalho, studios, ateliers, uma escola, restaurante, live music bar, galeria de arte e design, bookstore & café e um rooftop lounge.

As portas deste cluster abrem em outubro e os criadores, empreendedores e empresas vão poder submeter as suas candidaturas de membership a partir de 2 de maio.

O LACS nasce de uma vontade de mudar a forma de trabalhar, e a forma como os profissionais encaram o trabalho e tudo aquilo que o rodeia – Gustavo Brito, co-responsável pelo projecto

O LACS pretende ser muito mais que um espaço de trabalho, quer ser “uma comunidade agregadora de talento que disponibiliza um vasto conjunto de serviços e ofertas, passando pelas áreas do ensino, gastronomia, entretenimento e lazer”. “Queremos oferecer um ambiente de trabalho diferenciador. Isto é, um ambiente capaz de estimular, só por si, a criatividade, o networking e, nessa sequência, a criação de novos projetos”, salienta Gustavo Brito.

No edifício de cinco pisos e 5.000m2, com vista privilegiada sobre o Tejo, haverá um restaurante, uma cafetaria e bookstore, um live music bar, studios, uma galeria de arte e design, um rooftop lounge e, ainda, uma escola. Espaços comuns que poderão ser frequentados, não só, pelos membros do LACS como, também, pelo público.

Fonte: LACS
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Dionísio Pestana distinguido com Prémio Excelência de Carreira

dionisio_pestanaDionísio Pestana, presidente do Pestana Hotel Group, foi distinguido esta quarta-feira com o Prémio Excelência de Carreira pela Travelstore American Express Global Business Travel.

O galardão premeia a dedicação e excelência do percurso profissional de Dionísio Pestana em 45 anos de actividade no Pestana Hotel Group, o maior grupo hoteleiro internacional de origem portuguesa, e o reconhecimento do seu contributo notável à economia nacional e à projecção internacional da excelência do turismo de Portugal.

O prémio foi atribuído na 9ª edição do Salão das Viagens e Negócios, um evento que reúne os principais actores da indústria do Turismo de negócios.  A principal finalidade desta iniciativa é contribuir para a profissionalização da indústria e com esse objectivo, reconhecer anualmente uma destacada personalidade do sector, atribuindo o “Prémio Excelência”.

“The Next 10 Years” foi o tema deste ano e o evento contou com a presença da Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, e intervenção de vários oradores de destaque, incluindo o Comissário da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas.

Quais as tendências de mercado que estão a moldar o sector das viagens de negócio, foi a proposta de reflexão do evento. Estiveram presentes mais de 30 empresas como expositoras no certame, entre hotéis, companhias aéreas, destinos para eventos e outras.

Fundado em 1972 o Pestana Hotel Group conta com 7 mil colaboradores em todo o mundo. Líder de mercado detém e gere 90 Hotéis, totalizando mais de 11.000 quartos em 15 países e 4 continentes. Com 1.1 milhões de euros em activos, irá ultrapassar a fasquia dos 100 hotéis até 2018.

Fonte: Pestana Hotel Group
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Experiências LisbonWeek estão de volta

Visitas Culturais LisbonWeekO evento que, desde 2012, dá a conhecer Lisboa de uma forma artística e cultural, chega ao Lumiar. Moda, arte pública, cinema, educação e urbanismo vão ser os temas fortes do LisbonWeek 2017, que decorre entre 25 de Março e 2 de Abril.

Já estão à venda os bilhetes para a quarta edição do LisbonWeek. Os interessados podem optar por bilhetes individuais para cada uma das actividades ou por um Passaporte LisbonWeek, que inclui três visitas-guiadas e uma quarta experiência à escolha.

No valor de €25, o Passaporte LisbonWeek inclui três visitas guiadas – “Palácios do Lumiar”, “Igrejas e Conventos” e “Quintas do Lumiar” – e uma quarta experiência à escolha: um circuito de arte urbana ou um percurso na natureza, no Parque Botânico do Monteiro-Mor.

Este Passaporte oferece uma poupança de 9€ a 12€ relativamente aos bilhetes comprados em separado, que custam entre €7 e €10 – consoante a visita seja feita de autocarro – com o apoio da Gray Line – ou a pé.

Para além das habituais visitas culturais ao património histórico, nesta edição os visitantes vão descobrir obras inéditas de arte urbana assinadas por diferentes artistas plásticos, que a convite do LisbonWeek ficarão de forma permanente nas ruas da freguesia do Lumiar.  Este evento é também uma oportunidade para dar a conhecer emblemáticos espaços, alguns deles geralmente fechados ao grande público, como é o caso da Ermida de São Sebastião e a Quinta dos Lilases.

O evento apresenta ainda outras iniciativas para viver e redescobrir o Lumiar. Ciclos de cinema, serões musicais, workshops hindus, exposições dedicadas ao traje e à fotografia, são algumas das propostas que integram a programação deste ano.

Sobre o LisbonWeek

Em cada edição o LisbonWeek convida o público, durante uma semana, a explorar um bairro da cidade. Um convite para descobrir não só o património material – através de visitas guiadas a espaços únicos – como também o património imaterial, através de abordagens multidisciplinares e criativas. A partir da dinâmica própria que caracteriza o bairro em destaque, a programação do LisbonWeek é construída para salientar o seu carácter e potencial diferenciador, oferecendo à cidade um produto cultural e artístico que aposta na pluralidade de experiências.

O LisbonWeek é uma produção da Actu – Associação Cultural e Turística Urbana com a coprodução da Câmara Municipal de Lisboa. Na edição de 2017 o evento conta ainda com a coprodução da Junta de Freguesia do Lumiar.

O Projecto educativo LisbonWeek 2017

Sensível à elevada concentração de instituições de ensino público e privado que se estabeleceram ao longo dos anos no bairro do Lumiar, a organização do evento criou um projecto educativo e convidou diversos organismos a juntarem-se à iniciativa. Envolvendo mais de 2 mil alunos, dos 6 aos 12 anos, a acção visou sensibilizar os mais novos para a diminuição acentuada do consumo do plástico, incentivando também à reciclagem e à transformação destes resíduos em arte.

O projecto educativo LisbonWeek – que conta com o patrocínio da EMEL e do Santander Totta, e com o apoio do Oceanário de Lisboa, da ValorSul e da Sociedade Ponto Verde – começou em outubro e só terminará no final do evento, no dia 2 de abril. Mais de 2000 alunos, e respectivos professores, de 13 escolas e colégios desta Freguesia, entre eles, a Escola Básica 1 de Telheiras, Escola Básica São Vicente, Real Colégio, Escola Alemã e Colégio São João de Brito participaram nesta iniciativa. A 1ª fase do projecto, coordenada por Ana Salcedo Guimarães do LisbonWeek, em parceria com o Oceanário de Lisboa, incluiu visitas às escolas onde foram apresentadas acções de sensibilização que referem as causas e consequências do lixo marinho para o ecossistema, complementadas por um conjunto de exemplos práticos do quotidiano.

Fonte: LisbonWeek
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Cientistas do CIIMAR desenvolvem Base de Dados Mundial inovadora no combate ao Vírus Ébola

ebolaInvestigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto desenvolveram a primeira base de dados a nível mundial para facilitar o desenvolvimento de métodos de identificação e tratamento da doença causada pelo vírus Ébola. 

A plataforma EBOLAID desenvolvida por Filipe Pereira e João Carneiro do CIIMAR permite comparar e organizar estatisticamente dezenas de oligonucleótidos já descritos na literatura e que se ligam ao genoma do vírus Ébola de forma a inibir a sua replicação ou permitir a sua deteção. Com esta nova ferramenta, cientistas e empresas farmacêuticas podem, a partir deste momento, identificar e desenvolver mais facilmente novas abordagens para a deteção e/ou tratamento do vírus Ébola.

Partindo de uma análise de mais de 200 genomas de vírus Ébola provenientes dos vários surtos, que desde 1976 vitimaram milhares de pessoas em África, a plataforma permite ainda identificar as regiões mais conservadas do genoma do Ébola, que são as mais indicadas para o desenho de novos métodos de combate a futuras epidemias de Ébola.

As constantes mutações (alterações na sequência do genoma) em novas estirpes do vírus podem dificultar a ação de novos métodos de tratamento e diagnóstico, pelo que foi fundamental a identificação destas zonas do genoma onde é menos provável que elas surjam. ”Espera-se assim que esta plataforma contribua no futuro para o desenvolvimento de novos medicamentos e métodos de deteção e combate a um dos vírus mais mortais para o ser humano”, refere Filipe Pereira.

A doença causada por este vírus tem uma elevada taxa de mortalidade, não existindo atualmente nenhuma vacina específica comercialmente disponível. A mais recente epidemia de Ébola na África Ocidental vitimou 11.323 pessoas entre mais de 28.000 infetados pelo vírus.

A base de dados EbolaID disponibiliza toda a informação de forma gratuita para toda a comunidade científica e médica. Os resultados obtidos pelos investigadores do CIIMAR e publicados na revista PLOS Neglected Tropical Diseases poderão ser também úteis em estudos de epidemiologia, filogenia, evolução, entre outros.

Fonte: CIIMAR
Foto: DR

Saiba mais sobre o Ébola no site da DGS
Ébola. O que é?

2016 com maior crescimento de sempre nos aeroportos portugueses

aero_lisOs aeroportos portugueses registaram o maior crescimento de sempre em 2016, com um crescimento global de 14,2% face ao ano anterior, totalizando 44,7 milhões de passageiros.

2016 foi mais um ano de recordes para os aeroportos portugueses. Todos os aeroportos cresceram relativamente ao ano anterior. O Aeroporto de Faro liderou o crescimento com uma subida de 18,5%.

O aeroporto da capital foi o que processou o maior número de passageiros, tendo atingido 22,4 milhões de passageiros, o que representa um crescimento de 11,7% face a 2015. De salientar que ao longo de 2016, todos os meses foram de recordes de passageiros no Aeroporto Humberto Delgado.

Para a ANA, o crescimento resulta de vários fatores, “através dos esforços conjuntos das equipas de marketing da VINCI Airports e da ANA para atração de novas companhias aéreas, novas rotas, chegar a mais destinos e, ao mesmo tempo, na aposta em melhorar o serviço ao cliente nos aeroportos, tanto do ponto de vista operacional como do ponto de vista do utilizador, melhorando condições, criando novos serviços e novas áreas que permitem uma experiência de utilização cada vez com mais qualidade”.

Em 2016, a concessionária investiu 69,2 milhões de euros de forma a melhorar a experiência dos passageiros. 71,1 milhões de euros é o montante a ser investido este ano.

A solução Montijo para suportar o crescimento de tráfego em Lisboa

O Acordo de Concessão entre o Governo e a ANA prevê o início do processo de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa.

No âmbito deste contrato, a ANA sugeriu uma alternativa para desenvolver a capacidade do aeroporto de Lisboa. O processo de pedido e atribuição de slots em Lisboa faz prever a continuação de forte crescimento em 2017, sustentando a urgência na expansão da capacidade aeroportuária.

Neste sentido, foi assinado, na quarta-feira,  o Memorando de Entendimento entre o Governo e a ANA que “estabelece uma solução integrada que inclui um novo Plano Diretor para o aeroporto Humberto Delgado poder atingir a sua capacidade máxima e permitir a sua competitividade enquanto hub internacional e a utilização para voos civis da Base Aérea do Montijo como capacidade complementar”.

Segundo nota da Concessionária, o Governo considera o Montijo como a solução mais vantajosa para a capacidade aeroportuária adicional e esta compromete-se a realizar  os estudos adicionais necessários, em colaboração com as diversas entidades, como os municípios e a Força Aérea.

A necessidade de garantir o uso militar e civil, a análise dos impactos ambientais e a identificação das necessárias acessibilidades para garantir a correta integração da infraestrutura, serão objeto de estudo.

Todos os estudos já realizados, incluindo os estudos técnicos encomendados pela ANA ou NAV, concluíram pelas vantagens da solução Montijo em relação às opções alternativas. Um grupo de trabalho criado pelo Governo concluiu também a favor da validade e capacidade desta solução em termos de navegação aérea civil.

Elevado crescimento em todos os aeroportos

2016_aeroO ano de 2016 terminou com 66 companhias aéreas a operar nos aeroportos portugueses, face às 58 registadas no final de 2015. O número de destinos foi de 149 e foram criadas 27 novas rotas.

Fonte: ANA
Foto e infografia: ANA

Um comboio cheio de criatividade parte amanhã rumo à Beira Alta

train_20172Tourism Train Experiences 2017

Da teoria à prática uma proposta de valorização do interior

Numa sociedade onde os jovens vivem a vida ao minuto, gerindo tetra bytes de informação, impera ajustar o modelo de educação à sua realidade. Por todo o mundo novos modelos de desenvolvimento de educação e formação dos jovens são discutidos, proatividade, ação e dinamismo são as palavras de ordem. A Universidade Europeia decidiu abraçar este desafio propiciando aos seus estudantes uma formação ativa baseada no estudo de casos práticos em estreita colaboração com o setor.

O Tourism Train Experiences é isso mesmo, uma experiência educativa plena, onde quase duas centenas de estudantes de várias escolas/universidades em diferentes contextos regionais concorrem entre si. Em concurso estão as Escolas de turismo de Coimbra e de Douro Lamego, a Universidade de Coimbra, o Instituto Politécnico da Guarda e a Universidade Europeia. Escolas com um denominador comum – formar jovens capazes de marcar o desenvolvimento turístico do país e quiçá do mundo.

E se é para o fazer, alimentando um modelo de educação proactivo, que se empreste às regiões com menores níveis de desenvolvimento, o entusiasmo e a energia contagiante desta nova geração. Devolvendo às gentes beirãs a esperança, que parece esvanecida. No âmbito duma investigação desenvolvida por uma aluna de mestrado da Universidade Europeia revela bem, o desalento que estas gentes vivem “ ai menina, o turismo era bom para a gente trazia novas pessoas para aqui, mas já não acredito.”

O comboio que parte, já no dia 17 de fevereiro, leva a bordo quase duas centenas de estudantes, entidades e professores que querem e podem devolver a esperança num desenvolvimento turístico que tanto almejam, mas que receiam acreditar.

Carruagens carregadas de ideias inovadoras, criatividade e solidariedade movem este comboio que parte da estação de Santa Apolónia às 8.00 da manhã, com paragem no entroncamento, Coimbra, Mangualde, Vilar Formoso e Nelas. Paragens onde Turismo gastronómico, militar, ferroviário, de natureza e ferroviário são apontados como possíveis potenciadores do turismo nesta região.

A bordo do comboio e, com o objetivo de promover o turismo ferroviário, surgem propostas que transformam este meio de transporte num meio de alojamento temático, num espaço onde mostras de produtos regionais e feiras, com paragem obrigatória num museu onde a reabilitação do património arquitetónico é estratégico. Em movimento, ou parado são os Cantares e sabores gastronómicos que movem este comboio com paragem obrigatória no Entroncamento, no dia 17 de fevereiro onde as ideias dos alunos, da Universidade Europeia, da Escola de Turismo de Coimbra, da Universidade de Coimbra e do Instituto Politécnico da Guarda, serão apresentadas.

O turismo militar é abordado duma forma lúdica e recreativa, numa simbiose transfronteiriça que junta no circuito Almeida e Ciudad Rodrigo, atividades de team building e boot camp, recriações da historia da península ibérica no século XXI, ou reproduções das invasões francesas. Quatro projetos foram selecionados neste domínio, a escola de turismo de Coimbra e a Universidade europeia lideram esta temática, que será apresentada em Vilar Formoso no dia 18 de fevereiro.

Sendo este projeto liderado por estudantes, o Turismo Universitário era inevitável, centralizado na Universidade de Coimbra apresentam-se projetos que recuperam as inspirações da autora do Harry Potter, itinerários pela cidade ou festas académicas temáticas, sempre com três objetivos – promover a frequência de cursos universitários, internacionalizar a oferta académica e reter turistas em Coimbra. Esta triologia é abordada no dia 17 de fevereiro em Coimbra, por seis grupos constituídos por alunos de todas as universidades e escolas que integraram este projeto.

Turismo de natureza e gastronómico surgem numa simbiose perfeita entre atividades desportivas e os bons hábitos alimentares que a dieta beirã oferece. Ciclismo, reabilitação de ciclovias e viadutos abandonados, digital detox e atividades de outdoor são algumas das propostas que serão apresentadas em Mangualde e na Guarda, no dia 17 e 18 de fevereiro, pelos grupos selecionados da Universidade Europeia, da Universidade de Coimbra e da Escola de Turismo de Coimbra.

Conscientes da relevância desta iniciativa, e da relevância estratégica destas regiões para o turismo português, e com a pretensão de poder de contribuir para o desenvolvimento turístico destas terras – o Turismo de Portugal lançou um programa de valorização do interior que pretende potenciar o turismo na região. A Universidade Europeia candidata a este programa ideou e coordenou este projeto com o apoio do Turismo de Portugal, também ele a bordo deste comboio… que se propõe fazer brilhar as regiões onde as assimetrias são mais proeminentes e que promete não parar tão cedo…

Licenciada e Mestre em Gestão, Doutorada em Economia Aplicada e Agregada em Economia do Turismo pela Universidade do Algarve leciona e investiga neste domínio há mais de 25 anos, a nível internacional é reconhecida como uma das responsáveis pelo posicionamento e a afirmação de Portugal na investigação cientifica internacional. A Profª Antónia Correia é docente e Dean da Escola de Turismo, Desporto e Hospitalidade da Universidade Europeia.

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O amor esteve a bordo da SATA

sata_namorados2A pensar no dia de São Valentim, a SATA surpreendeu os seus passageiros com uma mensagem especial nos encostos de cabeça. ”Queres viajar comigo para o resto da tua vida?” foi o desafio lançado pela companhia aérea açoriana para os voos do dia de hoje.

A SATA preparou os seus aviões com uma mensagem a pensar no “dia dos namorados”. Os encostos foram pensados para os passageiros poderem levar e  convidar a sua cara metade a viajar e de preferência a bordo da companhia. Em simultâneo foram oferecidos chocolates na refeição.

É caso para afirmar que o amor esteve no ar.

Foto: Paulo Costa