Um caminho de ferro na Madeira? Sim, a ilha já teve uma ferrovia de via única que ligava o Pombal, no Funchal, ao Terreiro da Luta, no Monte, numa extensão 3,911 km. O percurso do Caminho de Ferro do Monte (também conhecido como Comboio do Monte ou Elevador do Monte) vai ser palco de uma corrida organizada pela Associação de Atletismo da Região Autónoma da Madeira (AARAM).
Os estudos para o Comboio do Monte foram feitos em 1886, pelo engenheiro Raúl Masnier Ponsard, responsável, entre outros, pelo elevador de Santa Justa, em Lisboa. A linha férrea foi a principal responsável pelo desenvolvimento da freguesia do Monte, que viria a tornar-se a mais conhecida estância turística da ilha.
Em termos históricos, segundo o site da CMF, o primeiro troço, entre o Pombal e a Levada de Santa Luzia, foi inaugurado a 16 Julho de 1893. Com uma paragem à porta do Monte Palace Hotel, o comboio continuava até ao apeadeiro do Largo da Fonte, que era o fim da linha. Posteriormente, a linha-férrea expandiu-se até ao Terreiro da Luta.
Devido a dificuldades financeiras da companhia proprietária, este transporte foi encerrado em Abril de 1943.
A reconstrução do Caminho de Ferro do Monte já foi objecto de estudos e de um concurso internacional, mas as dificuldades financeiras inviabilizaram a iniciativa. Recentemente, a Câmara Municipal do Funchal adquiriu e vai recuperar a antiga estação do comboio no Monte, para tornar o edifício num espaço de “evocação de memória histórica”.
Para o edil funchalense, Paulo Cafôfo, “o Monte é sempre visto como a Sintra madeirense”. Com uma beleza natural invejável e uma carga histórica, cujo maior peso advém do imperador Carlos da Áustria, que ali viveu e morreu, o Monte é um requintado cartão de visita do Funchal.
A AARAM tem vindo a conjugar a história e a corrida, como já referimos no artigo sobre os Caminhos Reais da Madeira. Desta vez, o histórico Comboio do Monte é o mote para a corrida “Caminho de Ferro do Monte”, cuja primeira edição tem lugar a 30 de Julho.
Quem conhece o percurso, sabe que até os motores dos carros reclamam da inclinação. O trajecto rectilíneo, consequência da antiga linha férrea, torna também a locomoção pedestre bastante penosa na subida.
Quanto à corrida, a AARAM promete mais detalhes para breve.
Fontes: CMG;AARAM
Foto: DR
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A recém-constituída
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