Miguel Reis e Silva conquistou o 21º lugar entre 2600 corredores na Marathon du Mont Blanc

mrs_columbusMiguel Reis e Silva (Salomon Suunto Portugal) alcançou o 16º lugar do seu escalão e 21º da geral nos 42 km da Marathon du Mont Blanc, entre os mais de 2600 corredores que participaram nesta clássica prova nos Alpes este fim de semana.

O primeiro lugar do pódio foi ocupado pelo campeão francês de maratonas de montanha, Cedric Fleureton, com 4h04’ e em segundo Xavier Thevenard, vencedor de várias provas do Ultra Trail du Mont Blanc, com 04h07.

Saí a bom ritmo mas a poupar-me uma vez que receava o efeito da falta de treinos nas semanas antes da prova. A parte mais difícil foi a subida de Tré Le Champ até a Flegere, pois já levamos muitas subidas e descidas nas pernas. Mais uma vez adorei o ambiente desta prova, há muita gente a assistir ao longo do percurso e os pontos de abastecimento eram autênticas festas.

Chamonix, na base do pico mais alto dos Alpes foi este fim de semana a capital do trail mundial. Se quisermos ser rigorosos, não foi só este fim de semana. Entre os meses de Junho e Setembro, o vestuário associado ao trail é tão comum como os jeans e t-shirts. Até o presidente da autarquia local, Eric Fournier, é um praticante da modalidade.

Na sexta feira foi dada a partida da primeira prova, os 80 km, de onde saíram 4 “finishers” portugueses. No sábado teve lugar a prova dos 23 km, com 3 “finishers” lusos, e finalmente no domingo a dos 42 km, que também contou com 3 finalistas nacionais, entre eles Miguel Reis e Silva.  O atleta da Salomon Suunto Portugal, cruzou a meta após 4h29’ em prova, 25 minutos depois do vencedor, alcançando a melhor classificação portuguesa (21º lugar da geral e 16º no seu escalão).

Esta foi a 3º participação de Miguel Reis e Silva nos 42 km da Marathon du Mont Blanc, e a sua melhor marca. O conhecimento do percurso foi uma mais valia para o atleta a par da boa gestão da alimentação na parte mais montanhosa.  

O atleta que divide o seu tempo entre o desporto e a medicina, prepara-se agora para os campeonatos do mundo de skyrunning, que terão lugar em julho nos Pirinéus espanhóis.

Pódios

Feminino:

  1. Ida Nilsson 04h46’18”
  2. Amandine Ferrato 04h57’07”
  3. Ekaterina Mityaeva 04h58’04”

Masculino:

  1. Cedric Fleureton 04h04’23”
  2. Xavier Thevenard 04h07’51”
  3. Matthieu Brignon 04h08’26”

Todos os resultados em: http://mbm.livetrail.net/classement

Foto: Miguel Reis e Silva no Azores Columbus Trail Run 2016 (MMH-EP)

Canoagem leva a bandeira de Portugal aos Jogos Olímpicos do Rio

canoagem_rioA Federação Portuguesa de Canoagem promoveu um concurso, com o objectivo encontrar a solução gráfica mais criativa para decorar as embarcações (canoas e kayaks) que os atletas nacionais irão utilizar nas próximas olimpíadas do Rio de Janeiro. A proposta vencedora foi introduzida nas embarcações, que no passado fim de semana já conquistaram 7 medalhas de ouro e prata no campeonato do mundo.

A Canoagem Portuguesa é, actualmente, uma referência do desporto Português e uma referência internacional.  Nos dois últimos ciclos olímpicos, a modalidade tem vindo a seguir um caminho de afirmação e sucesso, impar em Portugal. Quem não se recorda da nossa única medalha conquistada, em Londres 2012, por Fernando Pimenta e Emanuel Silva, na final de K2 1000 metros ?

A Federação Portuguesa de Canoagem (FPC) promoveu um concurso, com o objectivo de  encontrar a solução gráfica mais criativa para decorar as embarcações (canoas e kayaks) que os atletas nacionais irão utilizar nas próximas olimpíadas do Rio de Janeiro, contribuindo desta forma para a valorização da imagem da participação nacional.

As propostas recebidas foram avaliadas por um jurí composto por atletas, por um representante da FPC e por um representante da empresa Nelo, empresa parceira da FPC e que será mais uma vez a fornecedora das embarcações para a equipa nacional portuguesa. O vencedor foi António Cruz.

Fontes: FPC; Cruz Graphic Design
Foto: DR

O melhor spa termal da Europa fica em Vidago

01_6110741715007d88c3852f1[1]O Vidago Palace Hotel tem o melhor spa de luxo com água mineral da Europa, distinção atribuída nos World Luxury Spa Awards, numa cerimónia que decorreu no passado sábado, na Suíça. Estes prémios internacionais são considerados os mais prestigiados na área da saúde e do bem-estar, com a votação a ser feita por clientes e especialistas de spa a nível mundial.

Este spa termal é exclusivo no uso da água 100% natural que é identificada pela origem, Vidago. Devido às suas propriedades terapêuticas de excelência, tornou-se famosa e transformou-se, no início do século XX, na principal estância turística de Portugal, entre as maiores da Península Ibérica.

Hoje, a água mineral de Vidago é usada em vários programas no spa termal do Vidago Palace, num ambiente que convida à harmonia e tranquilidade. Aí encontram-se disponíveis 20 salas para tratamento, relaxamento, bem-estar e beleza e, ainda, sauna, ginásio, piscina interior e exterior.

O espaço concebido pelo arquitecto Siza Vieira, aposta na melhor tecnologia para os seus tratamentos, do qual se destaca o Iyashi Dôme, a tecnologia nipónica que tem o enfoque na purificação, emagrecimento e regeneração celular, oferecendo assim resultados incomparável a nível da beleza e bem-estar, aos seus clientes.

O hotel projectado pelo Rei D. Carlos I, que almejava a construção de uma estância terapêutica de luxo com projecção internacional, foi fundado em 1910. Já nesta altura, as águas da Vila de Vidago eram consideradas benéficas para a saúde e de interesse nacional. O SPA, por sua vez foi inaugurado em 2010.

Fonte: UNICER
Foto: DR

Antigas alunas do Técnico lançam marca de roupa de praia com tecido revolucionário

coracaobobo1aSara Santos, Rafaela Monteiro e Daniela Francisco, antigas alunas de Arquitectura no Instituto Superior Técnico, lançaram a Coração Bobo, uma nova marca de fatos de banho com um tecido revolucionário que permite o bronzeado e não deixa marca.

As três antigas alunas do Técnico, que trabalham na área da sua formação, decidiram lançar a marca, dando resposta a uma aspiração de muitas mulheres: e se existisse um fato de banho que não deixasse marcas?

A solução foi encontrada num tecido composto por um fio especial de poliéster desenvolvido especificamente para controlar a transmissão dos raios solares. Funciona como um filtro selectivo dos raios UV, em que a quantidade pré-seleccionada de ambos os comprimentos de onda, UV-B e UV-A, resulta numa combinação perfeita que proporciona um bronzeado uniforme. Os UV-B, perigosos e cancerígenos, são absorvidos em cerca de 90% pelo fio. Os UV-A, menos nocivos e responsáveis pelo tom bronzeado da pele, são selectivamente transmitidos.

coracaobobo2aUltrapassada a questão técnica, as responsáveis pela marca apostaram no design, tendo em vista peças que realçassem a beleza feminina, sendo simultaneamente jovens, confortáveis e sensuais. Por outro lado, o principal objectivo esteve sempre muito presente, ao tentarem minimizar costuras, dobras e elásticos – elementos que dificultam a passagem dos raios solares.

A inovação está também patente nos padrões. A marca quis romper com os estampados correntes e introduzir novas cores, novos desenhos. Assim, os estampados são o resultado de um longo processo de experimentação, a partir de técnicas manuais, que permitiu explorar novas formas, cores e combinações.

Os novos fatos de banho estão, desde dia 29 de maio, à venda no site da marca e custam 55 euros cada.

Fotos: DR

Madeira: Grupo Pestana abre no final do mês o primeiro hotel da marca CR7

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O grupo Pestana vai abrir quatro novos hotéis em parceria com Cristiano Ronaldo, sob a marca CR7. O hotel CR7 no Funchal irá abrir já no final deste mês, e o hotel na Baixa de Lisboa será inaugurado ainda este ano. As cidades de Madrid e Nova Iorque também fazem parte dos projectos da marca que une o jogador de futebol do Real Madrid ao empresário Dionísio Pestana.

O Grupo Pestana apresentou em conferência de imprensa, no Pestana Palace Lisboa, uma síntese das duas décadas de internacionalização que se iniciaram em 1996 e dos seus planos de crescimento para os próximos anos.

O Administrador responsável pela área de desenvolvimento do Pestana Hotel Group, José Roquette, explicou qual o impacto da política de diversificação do investimento ao longo das últimas décadas, motor de crescimento desta multinacional hoteleira com origem em Portugal.

Além do reforço no território nacional e do incremento gradual da presença nas principais cidades europeias, destaca-se a aposta forte nos EUA , além da consolidação na América do Sul.

Foram destacados os futuros hotéis do Grupo em Manhattan, Newark, Amsterdão, Madrid, Marrakech e Rio de Janeiro (Barra da Tijuca), principais passos da expansão internacional, estendendo assim a presença já global da cadeia hoteleira a 15 Países em 3 continentes, abrindo desta forma novos mercados para afirmação da marca Pestana. Apesar desta ambiciosa agenda de internacionalização, evidencia-se um forte reforço na liderança em Portugal, com 10 novos projectos um pouco por todo o País.

Esta extraordinária parceria com Cristiano Ronaldo vai dar à marca Pestana uma grande visibilidade internacional e obrigou-nos a evoluir, também no sentido de nos repensarmos como grupo –  José Roquette, Administrador responsável pela área de desenvolvimento do Pestana Hotel Group

A par da constante preocupação de diversificação regional, expôs também a busca de novos modelos de negócio, bem como o lançamento da nova marca Pestana CR7 e ao reforço internacional da marca Pestana Collection.

Em conclusão, foram apresentadas as grandes prioridades estratégicas para o futuro que o Grupo deverá perseguir nas várias geografias, reafirmando a visão de Dionisio Pestana de atingir em breve a marca simbólica dos 100 hotéis, que deverá acontecer até 2020.

O Grupo Pestana ocupa a 125.ª posição no ranking de 2014 dos maiores grupos hoteleiros do mundo, segundo a conceituada lista anual da Hotels Magazine, publicação líder no setor da hotelaria a nível global. Na Europa, o grupo aparece ainda destacado em 31º lugar. Um percurso de sucesso em 3 continentes, 15 países, com 87 unidades, cerca de 11.000 quartos e mais de 7 mil colaboradores, permite ainda consolidar a posição de liderança em Portugal.

Com um volume de negócios atual na ordem dos 400 milhões de euros e 68,1% da atividade concentrada na hotelaria, o grupo gere ativos avaliados em 1,1 mil milhões de euros.

Foto: DR

Açores: “Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas” distinguido com o Prémio FAD de Arquitectura

centro_artes1O Prémio FAD de Arquitectura 2016 galardoou o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas localizado na Ribeira Grande, na ilha de São Miguel nos Açores, desenhado pelos Arquitectos: João Mendes Ribeiro e Menos é Mais Arquitectos – Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos.

Trata-se de um projecto ambicioso em termos arquitectónicos. A ampliação em dois volumes completa o edifício mantendo a coerência entre as novas construções e a pré-existência do século XIX, a antiga fábrica de álcool e de tabaco. A forma cuidada de utilizar e conjugar os materiais utilizados contribui para a subtil alquimia fazendo desta casa das artes um lugar acolhedor. A delicadeza que não põe em causa a complexa e forte identidade do lugar, e a recuperação da arte de construir são algumas questões que devem ser destacadas num projecto que devolve a presença do passado ao presente e ao futuro. Na cidade da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel – Açores, surge, assim, um pólo de criação e cultura, direccionado ao incentivo das residências artísticas nacionais e internacionais, articuladas com toda a comunidade – Arquitecto Moisés Gallego, presidente do júri

O Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas pretende ser um espaço de referência para a reflexão e o conhecimento aos níveis das diferentes áreas artísticas e, deste modo, criar uma variedade de públicos que sintam e se interessem pela arte e cultura contemporâneas, de acordo com a mutabilidade permanente que caracteriza a actual sociedade.

Do ponto de vista de uma política cultural nacional e internacional centrada, primordialmente, na criação, difusão e produção artística, o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas pretende ser um “ponto de convergência” de diversas culturas assentes em quatro eixos geográficos: Ilhas Atlânticas, Américas, Europa e África, sem esquecer a importância da Diáspora.

centro_artesAvelino Meneses, Secretário Regional da Educação e Cultura, numa reacção à atribuição deste galardão de reconhecido prestígio internacional aos projectistas do Centro de Artes Contemporâneas, ocorrida no dia 8 de junho, em Barcelona, salientou que este prémio, à semelhança de um conjunto de outras distinções já alcançadas, coloca os Açores, ao nível das suas estruturas culturais, “num patamar de excelência”.

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O Prémio FAD de Arquitectura, fundado em 1958 pelo arquitecto Oriol Bohigas e concedido pela Foment de les Artes i el Disseny (FAD), de Barcelona, é considerado o prémio de arquitectura de referência para Portugal e Espanha, distinguindo obras localizadas na Península Ibérica e nas ilhas pertencentes aos dois países.

Na edição de 2016, o Prémio FAD contou com 416 candidaturas e, entre os 10 finalistas, estavam a concurso, para além do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, mais quatro projectos portugueses, nomeadamente o Museu Nacional dos Coches, dos arquitectos Paulo Mendes da Rocha e Ricardo Bak Gordon, o Mercado Municipal de Abrantes, da ARX – Portugal Arquitectos, a Casa de Oeiras, do arquitecto Pedro Domingos, e o Teatro-Auditório de Llinars del Valles, do arquitecto Álvaro Siza (com Aresta+GOP).

Fontes: GaCS/SREC ; Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas
Foto: José Campos

Bluepharma representa Portugal na final dos European Business Awards

bluepharma2A Bluepharma vai representar Portugal na Gala Final dos European Business Awards, a realizar-se no dia 17 de junho em Milão, Itália. A farmacêutica chegou à final depois de um processo de 16 meses, iniciado em 2015, com a inscrição de 32.000 empresas, das quais 678 foram nomeadas campeãs nacionais, em setembro de 2015.

Enquanto Campeã Nacional e após se submeter à votação do público, através da publicação de um vídeo institucional na página oficial da organização, a Bluepharma foi distinguida com o título de “Ruban d’Honneur” na categoria Importação/Exportação. A votação do público gerou, nesta edição, mais de 227.000 votos de todo o mundo.

Com mais de 70 medicamentos no mercado, a Bluepharma tem um laboratório próprio de Investigação e Desenvolvimento e é a primeira empresa do setor da indústria farmacêutica em Portugal com certificação da autoridade americana Food and Drug Administration (FDA). As exportações, para mais de 40 países, representam já mais de 85 por cento do volume de negócios da empresa.

A Gala, que irá decorrer no Hotel Marriott Milan, será antecedida pela conferência 100% Growth, na qual empresários terão a oportunidade de discutir e definir metodologias para duplicar a dimensão dos seus negócios. Está prevista a presença de personalidades do mundo académico, políticos, embaixadores e empresários das mais bem-sucedidas organizações da Europa, muitos dos quais integraram o painel de jurados dos European Business Awards.

Na edição de 2015/2016, todos os mercados membros da UE estiveram representados, além da Turquia, Noruega, Suíça, Sérvia e da Antiga República Jugoslava da Macedónia. O volume de negócios combinado ultrapassa € 1.2 triliões e empregam mais de 2.5 milhões de pessoas.

Os European Business Awards foram criados em 2007 com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de uma comunidade empresarial europeia mais forte e bem-sucedida.

Foto: Bluepharma

Embarcação tradicional ‘Bote Leão’ regressa a Alcochete

Contrucao_Bote_Leao_1_1280_720[1]O ‘Bote Leão’, uma das embarcações mais emblemáticas do Tejo e um exemplo dos botes rápidos utilizados em Alcochete nos séculos XVIII-XIX, realiza a sua viagem inaugural no dia 19 de junho, domingo, às 15h30, na ponte cais Alcochete.

Este barco tradicional, agora fabricado de acordo com as técnicas utilizadas na construção das antigas embarcações que navegavam no Tejo, permite realizar novos passeios turísticos no rio Tejo, com o objectivo de dar a conhecer o património natural e paisagístico que caracteriza a Região, designadamente a frente ribeirinha da vila de Alcochete, Reserva Natural do Estuário do Tejo, Sítio das Hortas, praia dos Moinhos e salinas do Samouco.

boteleao2Integrado no programa de regeneração urbana do Município, a aquisição do Bote Leão representa um investimento total de 369.000 €, cofinanciado pelo Fundo Europeu das Pescas, com um montante de subsídio não reembolsável de 120.000 €, na sequência da aprovação de uma candidatura à medida de desenvolvimento sustentável das zonas de pesca do programa PROMAR.

A par da promoção turística e da preservação das tradições marítimas locais, este projecto pretende também dar a conhecer as características das embarcações tradicionais e as antigas práticas de navegação.

O bote Leão faz a sua viagem inaugural desde o estaleiro onde foi construído até à ponte cais em Alcochete, num dia que se quer de festa e de reavivar de histórias que permanecem na memória dos que conheceram a embarcação original.

De forma a assinalar o regresso do “Rei dos Nordestes” ao Tejo, a Câmara Municipal de Alcochete promove um conjunto de iniciativas locais como ateliês infantis e actuações de ranchos folclóricos ao longo do dia da inauguração.

Fontes: C.M. Alcochete; Entidade Regional de Turismo de Região de Lisboa
Fotos: C.M. Alcochete

 

 

A guitarrista Marta Pereira da Costa lançou o seu álbum de estreia

mpc_1Marta Pereira da Costa é a única guitarrista profissional de fado em todo o mundo.  Licenciou-se em engenheira civil, fez investigação no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, mas a paixão pela guitarra venceu.

Gosto imenso de desafios e não tenho medo do desconhecido ou do não haver mulheres a tocar – Marta Pereira da Costa (Revista Executiva)

Marta Pereira da Costa cresceu com a música. Aos 4 anos iniciou-se no piano, aos 8 na guitarra clássica e aos 18 na guitarra portuguesa. O pai incentivou a aposta na tradicional guitarra portuguesa,  um “território” exclusivo dos homens, onde a filha teria oportunidade de se destacar.

O álbum de estreia da guitarrista Marta Pereira da Costa é um registo arriscado e fascinante na assunção da diferença. O álbum homónimo espelha a sua natureza e personalidade.

Marta propôs-se encontrar rumos por onde a Guitarra Portuguesa raramente tinha seguido, desde a sonoridade clássica ao Jazz e às várias abordagens da World Music, nunca descurando os ritmos e sons tradicionais portugueses e o próprio Fado – e até fundindo-se com estes – que estarão sempre subjacentes a todo o repertório, pois fazem parte do ADN do próprio instrumento.

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A guitarra abre-se ao mundo, escancara portas que ninguém tinha ainda ousado experimentar. Por duas simples razões: discos tradicionais de guitarradas já existem em número suficiente para que o mundo não esteja desesperadamente à espera que chegue mais um; e porque a natureza de Marta está longe de poder ser confinada a esse respeitável mas limitado universo sonoro.

Assim, através da sua abordagem feminina e toque pessoal, recupera temas tradicionais e acrescenta temas novos não só de sua autoria, contando com a participação de intérpretes de nomeada no panorama musical nacional e internacional.

Além de Camané, Marta chamou para cantar a seu lado duas vozes fundamentais na sua vida: Rui Veloso e Dulce Pontes. Ambos contribuem com temas originais (no caso de Veloso, música para uma letra de Manuela de Freitas) que reforçam a profunda marca portuguesa presente na música da guitarrista. E essa marca não desaparece, curiosamente, nas suas colaborações de absoluta surpresa: com a cantora iraniana Tara Tiba, que o violista Diogo Clemente encontrou num festival da Austrália e gravou num quarto de hotel, intuindo uma ligação especial entre duas mulheres que rompem as tradições musicais dos seus países (no Irão as mulheres não podem cantar a solo); e com o lendário baixista de jazz camaronês Richard Bona, que Marta conheceu numa masterclass em Lisboa, em 2014.

A tudo isto junta-se ainda o belíssimo diálogo para duas guitarras, “Ícaro”, Marta na portuguesa, Pedro Joia na clássica com travo a flamenco, e “Folia”, uma encomenda da guitarrista ao músico de jazz Mário Laginha. Familiarizado com a escrita para guitarra que desenvolve para o reportório do seu Novo Trio, Laginha apresentou a Marta um tema “dificílimo de tocar” que representou maior desafio interpretativo de todo o disco. Foram muitas horas de estudo para domar a música e a primeira vez que, no domínio da guitarra, teve de aprender uma composição através de partitura.

O álbum tem produção e direcção musical suas e do pianista Filipe Raposo, numa edição da Warner Music Portugal.

Fotos: DR

A Serra da Lousã prepara-se para receber 1000 atletas no próximo domingo dia 19 de junho para o Louzan Trail

Romeu Gouveia_Salomon-Suunto_editedÉ já no próximo domingo que o Montanha Clube da Lousã realiza a 4ª edição do LouzanTrail.  Este ano, o evento apresenta 4 novos trilhos e espera uma vez mais, surpreender os atletas com novos caminhos.

Com 3 provas (Ultra – 45 km; Trail Longo – 25 km e Mini Trail – 15 km) e uma caminhada solidária, o evento promete uma experiência de puro trail running. Os percursos foram traçados sobre os trilhos históricos da Serra da Lousã, que no passado faziam as ligações entre as Aldeias do Xisto e a Vila da Lousã e reúnem tudo o que todos os trailers gostam – desnível, paisagens deslumbrantes, convívio e superação.

A organização esgotou as inscrições e bateu o recorde de participantes – 1000 entre as 3 provas e a caminhada. No Louzan Trail vão marcar presença alguns dos melhores atletas nacionais, como Ester Alves e David Quelhas que são os padrinhos da prova, Jérôme Rodrigues, Ricardo Silva, Fernanda Verde, Tiago Aragão, Pedro Silva, Luis Mota, Vitorino Coragem, Nelson Graça, entre outros. Também o mais recente elemento da equipa Salomon Suunto Portugal, Romeu Gouveia (na foto), competirá nos 25 km. Esta será a 3ª participação do atleta de 20 anos, que elege o Louzan Trail como uma das provas mais divertidas, e onde faz questão de estar.

Qualquer uma das 3 provas exige uma boa preparação física, mas a mais desafiante será sem dúvida o Ultra Louzantrail de 45 km, com 3400 metros de desnível positivo, que irão levar os atletas aos sítios mais recônditos da serra, com passagem pelas aldeias que integram a rota das Aldeias do Xisto: Casal Novo, Talasnal, Vaqueirinho, Candal e Cerdeira. Pelo meio haverá 7 abastecimentos. A partida está marcada para as 7h30 junto à Pousada da Juventude na Vila da Lousã.

O Louzantrail Longo com 25 km e um desnível de 2000 metros também não será fácil, já que os atletas irão encontrar muitas subidas e descidas que os farão conhecer melhor os seus limites. Pelo caminho passarão pelos trilhos do Rochedo, Raposa, Javali e Cascata do Candal. A partida está marcada para as 8h30.

O Mini Louzantrail de 15 km foi pensado para quem se está a iniciar nos trilhos e tem todos os ingredientes para por à prova a capacidade dos atletas. Com um desnível positivo de 1200 metros, os atletas terão que enfrentar subidas exigentes e descidas técnicas para chegarem aos locais mais emblemáticos do percurso. A partida está marcada para as 9h30.

Fontes: Louzan Trail; Salomon Suunto Portugal
Foto: Fotos do Zé