Marketing digital – A conversa entre as marcas e os clientes agora é outra

Digital-Marketing

Estar onde os clientes estão e falar com eles sobre os mesmos gostos e interesses. Esta é a premissa que tem orientado muitas das estratégias de marketing das empresas nos últimos anos. A captação e fidelização de clientes está cada vez mais dependente da elaboração de uma estratégia de comunicação eficaz não apenas nos meios tradicionais, mas também nos meios digitais.

O que antes era distante tornou-se próximo, o que era impensável transformou-se numa realidade e tudo graças às plataformas on-line que permitem oferecer as melhores experiências aos clientes, onde quer que estes estejam.

As mensagens na rádio, televisão, outdoors e nas prateleiras dos supermercados passaram a ser reforçadas com gostos, comentários, partilhas, tweets e até mesmo com pins. E o campeonato é feroz entre quem tem mais influência e mais seguidores nas redes sociais.

Por isso, não basta informar! As mensagens terão tanto ou mais sucesso quanto mais valor acrescentarem ao utilizador, seja em termos de utilidade ou de entretenimento. E para isso, as empresas contam com uma panóplia de métricas que lhes dão informação sobre o consumidor e que lhes permitem fazer campanhas muito mais personalizadas, com um alvo certeiro.

É neste palco, o das redes sociais, que as empresas e marcas estão agora dispostas a fazer tudo em troca de um novo cliente – diga-se, fã ou seguidor -, já que têm o espaço e as ferramentas adequadas para o fazer.

Porém, a regulação daquilo que as empresas e as marcas fazem nas redes sociais é um tema quente e que fica cada vez mais escaldante à medida que estes serviços ganham expressão. Seja qual for o caminho que escolherem, as marcas deixaram de ser apenas a voz para se tornarem também em ouvintes activos de quem as segue diariamente.

A prova disso são as tentativas e esforços nacionais que se aproximam – ainda que a um ritmo mais lento – das estratégias de comunicação internacionais. É disso exemplo a Portuguese Shoes TV online, uma plataforma online onde é possível encontrar todos os suportes digitais do sector do calçado português.

A Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele pretende, assim, tirar partido, através da produção de conteúdos próprios que estarão disponíveis nesta plataforma e da disponibilização de materiais digitais das empresas, de um veículo de promoção “out of the box” que projecta a imagem do sector do calçado português além-fronteiras.

Também a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) apostou em mostrar que a sua actuação vai muito além dos jogos e das causas sociais – as duas únicas áreas que, até 2011, tinham visibilidade -, e, por isso, nos últimos quatro anos criou um website, estabeleceu-se nas redes sociais (como o Twitter e o Facebook) e entrou nos festivais de música. A SCML quer mostrar que continua a respeitar a tradição de uma marca com mais de 500 anos, mas que não desperdiça a oportunidade de estar mais próxima do seu público, com novas estratégias de comunicação. Porque a altura assim o exige!

No entanto, estar onde os clientes estão também tem efeitos colaterais, já que estes estão mais críticos e exigentes com a informação que recebem, cabendo às empresas estar preparadas para o reverso da medalha. No ano passado a Olá esteve na mira das redes sociais por um erro ortográfico, depois de a marca de gelados ter colocado um hífen nas palavras “experimentaste” e “ganhaste”. Muitos foram os comentários que surgiram na página de Facebook da marca, que teve de retirar de circulação os cartazes e pedir desculpa pelo sucedido.

Tendo em conta este e outros cenários, a gestão de conteúdos de uma marca nas redes sociais não deve ser uma tarefa votada ao amadorismo. Uma má comunicação on-line pode infligir graves danos à reputação das marcas. Recorrer a especialistas é uma aposta inteligente e cada vez mais presente nas estratégias das empresas portuguesas.

Mas não são só as marcas e empresas que estão nas redes sociais. O presidente dos Estados Unidos recebe e responde a perguntas de internautas no Twitter e os astronautas da NASA usam a plataforma para partilhar fotos a partir da Estação Espacial Internacional. Em Portugal, os partidos que concorreram às eleições legislativas de 4 de Outubro tinham pelo menos uma coisa em comum: todos estavam presentes na Internet, com sites e páginas numa ou em mais redes sociais, demonstrando que a campanha também é digital.

Apesar de ser um fenómeno relativamente recente, já nenhum candidato ignora este novo meio de comunicação e, por isso, as redes sociais são hoje fundamentais quando se define qualquer estratégia de comunicação política eleitoral.

As vitórias e as derrotas no futebol também extrapolaram o físico e encetaram um caminho viral na Internet. Quem não se lembra da famosa dentada de Suarez a um jogador da equipa adversária no campeonato do mundo?

O comboio ainda agora vai a meio da viagem e quem não entrar na carruagem certa corre o risco de ficar pelo caminho. Queira-se ou não, este fenómeno continuará a ser alimentado todos os dias por milhões de cidadãos um pouco por todo o mundo, pelo que cabe às empresas adaptarem-se e entrarem também nesta conversa que os clientes não vão querer parar!


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Leonor Pipa é licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e Mestre em Ciências da Comunicação – Especialização em Estudos dos Media e Jornalismo pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Começou o seu percurso profissional no jornalismo, mas actualmente é Consultora de Marketing Digital da On-Fi.
A comunicação continua a ser a sua paixão, tendo desenvolvido nos últimos anos estratégias de comunicação digital para empresas no mercado nacional e angolano.

    Ilustração: businessideas.com.br

    BLC3: Incubadora de Oliveira do Hospital no Top 10 Europeu

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    A BLC3, de Oliveira do Hospital, acaba de ser distinguida com o prémio Top University Business Incubator numa competição que envolveu 117 incubadoras europeias. Com o nono lugar, a BLC3 foi a única incubadora portuguesa a aceder ao top ten deste ranking.

    O Top University Business Incubator é considerado o ranking de referência das melhores incubadoras de empresas ligadas ao meio universitário. O prémio de 2015 foi atribuído pela UBI Global e pela I3P – Incubadora de Empresas Inovadoras do Politécnico de Turim numa conferência internacional realizada a 26 e 27 de outubro em Turim, em Itália.

    Associação BLC3 – Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro, BLC3, é uma associação sem fins lucrativos, localizada em Oliveira do Hospital, que desenvolve atividades de (1) investigação e intensificação tecnológica de excelência, (2) incubação de ideias e empresas e (3) apoio ao tecido económico. about1[1]

    João Nunes, Engenheiro Mecânico, aos 28 anos teve a iniciativa de criar a BLC3 como medida de combate a desertificação e envelhecimento da população na região interior centro e em 2010 foi-lhe dada a possibilidade de avançar com o projeto. Esta é a primeira e única entidade em Portugal criada para o desenvolvimento e industrialização das Biorrefinarias (2ª e 3ª geração) e da Bioeconomia e “Smart Regions”. Atualmente com 33 anos, o João é o Presidente e CEO da entidade.

    A BLC3 funciona em duas valências: Centro de Tecnologia e Inovação e Incubadora de Empresas. A primeira remete para a valorização dos recursos endógenos através da tecnologia, contando com 22 projetos de I&DT (exemplo de alguns apresentado à frente), correspondendo à criação de 25 postos de trabalho (jovens investigadores com mestrado e doutoramento). No espaço da Incubadora, a BLC3 conta com 18 empresas/projetos incubados que correspondem a 31 postos de trabalho. É importante relembrar que o principal problema da região interior do país, está na fixação de jovens, uma vez que cada vez menos existem ofertas adequadas aos seus níveis de formação. A BLC3 contudo está a contrariar essa tendência e pretende continuar a captar jovens para as regiões mais periféricas.

    As linhas estratégicas da BLC3 pretendem promover o desenvolvimento da Bioeconomia e “Smart Regions”:

    • Desenvolver e ligar o conhecimento aos problemas e oportunidades dos territórios;
    • Fixar massa crítica e jovens;
    • Alavancar a atividade económica através dos seus recursos;
    • Melhorar a qualidade de vida das populações; e
    • Promover o uso sustentável do espaço territorial de forma SMART e eficiente.

    A BLC3 dispõe de uma estrutura e rede de excelência internacional composta por 55 entidades de 9 países europeus e mais de 115 investigadores e cientistas de excelência. Destaca-se, como por exemplo, o Conselho Superior de Investigação Científica de Espanha (CSIC), Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital, Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET), Instituto Superior de Ciência Sociais e Políticas, Instituto de Tecnologia Química e Tecnológica (ITQB), Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), Universidade de Coimbra, Universidade de Jaén, Universidade do Minho, Universidade do País Basco, National Research Council (CNR), entre muitas outras entidades tecnológicas e também empresarias.


    Estrutura e Operacionalização

     

    BLC3 | Centro Tecnológico e de Inovação

    A BLC3 desenvolve as suas principais atividades (investigação e intensificação tecnológica) no seu Centro Tecnológico e de Inovação (CTI). O CTI é constituído por 4 pilares de desenvolvimento de atividades de I&DT+i: (1) Cidadania; (2) Energia e Território; (3) Ambiente e Qualidade de Vida; e (4) Agricultura e Tecnologias Alimentares, com um vetor de base Bioeconomia e “Smart Regions”.

    BLC3 | Centro de Incubação de Ideias e Empresas

    No Centro de Incubação de Ideias e Empresas (CIE) existe a aposta de industrializar os conceitos investigados e desenvolvidos e de fixar massa crítica resultante da atividade do Centro Tecnológico e de Inovação. O CIE é constituído também por uma Incubadora de Ideias e Empresas, Incubadora | BLC3, para o apoio e dinamização do surgimento, fixação e desenvolvimento de novas ideias e empresas na região.

    A Incubadora|BLC3 está integrada na RIERC (Rede de Incubadoras de Empresas da Região Centro de Portugal), participa em redes nacionais de mentorismo de projetos de empreendedorismo e tem ligação a uma rede internacional de excelência ao nível da investigação e inovação criada pela BLC3.

    BLC3 | Centro de Apoio a Projetos e Ideias Inovadores

    O Centro de Apoio a Projetos e Ideias Inovadores (CAPI) apoia o desenvolvimento de projetos e ideias inovadores, dando suporte ao Centro Tecnológico e de Inovação e ao Centro de Incubação de Ideias e Empresas e articula a estrutura da BLC3 com as Áreas de Acolhimento Empresarial. É o principal elo de ligação entre a BLC3 e comunidade em geral. As principais atividades são a gestão de projetos, seleção e identificação de fontes de investimento e financiamento, promoção de fundos estruturais, de investimento e comunitários. Está integrado no CAPI o Departamento de Bioeconomia e de Apoio ao Tecido Económico e o Gabinete de Apoio à Propriedade Intelectual e Industrial (GABI).

    BLC3 | Área de Acolhimento Empresarial

    Fruto do forte caracter e missão de industrializar conhecimento e tecnologia, com foco para o mercado, a BLC3 apresenta como último pilar da plataforma, a ligação e articulação com as Área de Acolhimento Empresarial, para que seja possível promover aceleração e o “scale up” dos projetos do Centro Tecnológico e de Inovação e do Centro de Incubação de Ideias e Empresas. Por último, numa abordagem, de fora para dentro, apoia à dinamização de Área de Acolhimento Empresarial e promove a ligação e o contato entre BLC3/empresas, Empresas/Empresas e Regiões/Regiões.

    Prémios:

    • 2013 – Prémio Excelência: Tecnologia e Inovação, atribuído pela Caixa de Crédito Agrícola de Oliveira do Hospital
    • 2014 – 2º lugar nacional nos Prémios Europeus de Promoção Empresarial (European Enterprise Promotion Awards – EEPA) na área de “Apoio ao desenvolvimento de mercados ecológicos e à eficiência de recursos”..
    • 2015 (Outubro): Top 10 University Business Incubator (Europe)
    • 2015 (Novembro) World Top 25 University Business Incubators

     

    Projetos:

    Centro Bio: Bioindústrias, Biorrefinarias e Bioprodutos (Infraestrutura Tecnológica)

    O projeto “Centro BIO: Bioindustrias, Biorrefinarias e Bioprodutos” consiste na criação de uma nova infraestrutura tecnológica numa área emergente a nível internacional e pioneira em Portugal – as Bioindústrias, Biorrefinarias e Bioprodutos.

    O projeto foi co-financiado pelo QREN, no âmbito do Programa Mais Centro e da União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, no valor de 3,019 milhões de euros.

    BioREFINA-TER (biorrefinação do Território)

    O BioREFINA-Ter é um projeto multidisciplinar de I&D que está desenhado para desenvolver, em rede, a adaptação de tecnologias avançadas para efetuar a conversão de resíduos de exploração florestal e agrícola, de solos sem aptidão agrícola, em biocombustíveis de 2ª geração substitutos do gasóleo e da gasolina.

    Já conseguiu congregar uma rede internacional de conhecimento composta por 32 entidades de I&D de cinco países europeus. Conta atualmente com uma rede de I&DT de 32 entidades de 5 países europeus.

    i-DUCA (Inovação Educacional para o Desenvolvimento Sustentável: infanto-juvenil)

    Assim o projeto pretende fomentar/contribuir para o desenvolvimento sustentável nos seus principais domínios (Económico, Social e Ambiental) preconizando: 1) a promoção do valor próprio, através da promoção do bem-estar (físico e mental) e competências, assim como, a estimulação e o desenvolvimento pessoal dos alunos tendo em consideração os valores da região onde são naturais: 2) valorização económica dos recursos endógenos, através da qualificação de capital humano; 3) fomentar nos jovens um espirito empreendedor e inovador, através da promoção da criatividade e outros mecanismos; 4) o recurso às tecnologias de informação/ informática com o objetivo de monitorizar/acompanhar o desenvolvimento das competências supracitadas e auxiliar no desenvolvimento de ferramentas e métodos para avaliar as mesmas e estimular os alunos.

    Wastewater-pro (aproveitamento e valorização de efluentes de queijarias)

    Os efluentes das queijarias são uma problemática e dificuldade existente e que muito preocupa todos os agentes económicos, diretos e indiretos, das zonas afetadas. Por um lado, as dificuldades em tratar e minimizar os impactes ambientais destes efluentes, e por outro, a significativa importância desta atividade para a região e sector primário.

    No seguimento de 2 anos de trabalho de investigação e estudo por parte de alguns colaboradores da BLC3 o projeto de aproveitamento e valorização dos efluentes das queijarias encontra-se em fase de patente, com potencial enorme para a região, quer ao nível da possibilidade de produção novos produtos, como da minimização muito significativa dos problemas ambientais originados por este tipo de efluentes, perspetivando-se uma melhoria na qualidade de vida das populações afetadas, dos recursos hídricos e dos solos.

    Projeto Jovens Agricultores

    Este projeto é o resultado do Clube de Jovens Agricultores criado no Centro Tecnológico e de Inovação. Até à data representa já um investimento de cerca de 1,7 milhões de euros e a plantação de aproximadamente 60 hectares de macieiras e pereiras de S. Bartolomeu. Representa a primeira estrutura profissional de jovens agricultores que se está a criar na região de Arganil, Oliveira do Hospital, Tábua e Seia.

    Fruit ECO-Drying Line (linha de desidratação automática e ecoeficiente de fruta)

    Numa altura em que o mundo revela uma grande apetência pelos frutos secos – altamente valorizados nos mercados internacionais –, o projeto da BLC3 visa inovar, com um novo “modus operandi”, e valorizar uma das maiores riquezas regionais da região: a pera de S. Bartolomeu, também conhecida por Pera Passa, que quase desapareceu por falta de investimento tecnológico. O projeto de I&DT, financiado pelos fundos comunitários e com um valor de investimento de 603.623,10 Euros prevê a criação de uma unidade piloto que descasca, desidrata, espalma e embala as peras, automatizando todo o circuito que vai desde a produção até à entrada na cadeia comercial, com o objetivo de tornar esta linha ecoeficiente, por forma a tornar o processo competitivo.

    Valor Queijo (valorização do queijo Serra da Estrela)

    O principal objetivo deste projeto de I&DT, com o apoio dos fundos estruturais QREN/MaisCentro e com um investimento total de 533.524,98 Euros, é a valorização de um queijo DOP, através do desenvolvimento de um projeto de investigação aplicada para a construção de um protótipo de fabrico de unidoses de queijo de pasta mole.

    Com a finalidade de valorizar a cadeia de valor, tanto para os produtores de leite como para as queijarias, que fabricam aquela iguaria serrana de Denominação de Origem Protegida a partir de leite de ovelha da raça Bordaleira Serra da Estrela, o projeto terá as seguintes fases: a) Criação de um “kit” analítico que diferencie o queijo produzido com o leite da raça Bordaleira Serra da Estrela daquele que incorpora leite importado de Espanha ou de raças de outras regiões geográficas; b) Eliminação dos bolores, que dificultam a conservação do queijo após os 35 a 40 dias de cura; c) Fatiagem do produto em doses individuais para responder aos novos padrões de consumo, com embalamento no auge da qualidade, através de uma embalagem que mantenha a textura da fatia e permita a sua conservação, sem bolores.

    Value MicotecTruf (cogumelos silvestres e truficultura)

    Explorar o potencial económico dos valores e dos co-produtos dos ecossistemas florestais é o objetivo do projeto biotecnológico que a BLC3 está a desenvolver conjuntamente com o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra e a Voz da Natureza – uma empresa incubada na BLC3 com atividade na área da investigação científica e tecnológica para o desenvolvimento de produtos inovadores.

    O projeto visa desenvolver, na região interior centro do país, a produção de cogumelos silvestres nativos e investigar as condições propícias para a produção de trufas – fungos do solo que formam cogumelos subterrâneos. Este projeto foi financiado pelos fundos comunitários e tem um investimento global de 465.554,18 Euros. A executar durante os próximos dois anos, o ValueMicotecTruf contribuirá não só para a fitossanidade dos ecossistemas, como permitirá diminuir o risco dos grandes incêndios.

    UpTextil

    O setor têxtil da região Beira Serra é um importante setor empregador e de atividade económica. Neste contexto, a BLC3 está a dinamizar um cluster têxtil para o a valorização do setor, para o desenvolvimento de novos produtos e ligação ao Sistema Científico e Tecnológico. Este cluster é composto por 9 empresas da região Centro

    Esta união permite que haja um aumento de capacidade de gerar valor acrescentado nas linhas de produção atual, pela produção de produtos com maior valor acrescentado.

    Projeto S-MOBIL (Mobilidade Elétrica)

    O S-MOBIL é um projeto de mobilidade elétrica assente em S pilares: “Smart”, “Small”, “Self”, “Security” e “Sustainable”. Este projeto encontra-se em fase de desenvolvimento piloto e está a criar um novo modelo de negócio de mobilidade elétrica “low cost” e com capacidade de responder aos desafios inerentes aos sistemas de mobilidade elétrica.


    Fotos:
    DR

     

     

    IKI MOBILE – a nova marca portuguesa de telemóveis

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    A IKI Mobile é a nova marca portuguesa de telemóveis, tablets e acessórios, que está pronta para conquistar o mercado português, apresenta smartphones de última geração, com um sistema operativo Android, a preços competitivos. A vasta gama estará disponível a preços que variam ente os 14,90€ e os 229,90€.

    A IKI Mobile foi apresentada oficialmente por Tito Cardoso, CEO, numa cerimónia realizada, no dia 18 de novembro, no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa onde foi revelado o showroom e a apresentação em primeira mão dos smartphones e smartwatchs da IKI, num grande evento de lançamento da autoria da PMP Produções. Foi neste dia, às 17h, que o site oficial ficou disponível com as gamas da marca e os respetivos preços.

    No que se refere à sua gama IKI Mobile apresenta um vasto leque de modelos que possibilita ao consumidor optar pelo produto que melhor se adapta ao seu estilo de vida.

    Quanto às especificações, a marca apostou na diversificação com processadores MTK Mediatek, do Dual Core ao Octa Core, Câmara com Resolução a variar até aos 13MP e outras características que combinadas oferecem ao cliente produtos direcionados, eficazes e fiáveis na utilização diária em ambiente profissional, lazer e pessoal. Com o slogan “IKI Mobile, o poder nas suas mãos” a empresa promete que todos os clientes poderão usufruir do poder das tecnologias mais avançadas que combinam com as melhores especificações, design e performance, sempre com um preço acessível e competitivo.

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    No seu discurso, Tito Cardoso explica o porquê desta aposta “conhecidos por criar e concretizar ideias, decidimos conceber uma linha de smarphones e acessórios transversais a todas as idades, géneros e culturas, apostando sempre na elegância” e seguidamente, refere o conceito da marca e da criação do logotipo que simboliza a comunicação entre duas pessoas “a IKI Mobile ao proporcionar o recurso à melhor tecnologia e ao design mais arrojado, torna a comunicação de tal forma fluída, segura e confiante que os intervenientes, os dois “i” e o próprio ato (comportamento) de comunicar se fundem num só “k”. Assim se criou o logotipo IKI.”

    Referente à expansão da marca o CEO afirma que “Portugal é símbolo de qualidade, temos tido provas disso em qualquer parte do mundo, pelo que criar uma marca com o símbolo nacional, não é apenas um orgulho enorme, é uma oportunidade. Dessa forma, a IKI Mobile, pretende que Portugal conquiste novamente o mundo. Tentaremos ter a mesma coragem, navegaremos os mesmos mares e, com orgulho, levaremos a marca de Portugal para os quatro cantos do mundo, através da tecnologia atual, os nossos telemóveis, os nossos acessórios, o nosso produto. Isto é a IKI Mobile.”

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    Equipa da UC recebe financiamento internacional para identificar mecanismo responsável pelo surgimento da doença de Alzheimer

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    A perda da memória na doença de Alzheimer resulta da deterioração da comunicação entre neurónios mas, até recentemente, não se sabia como ocorria esta deterioração. Foi agora descoberto que a degeneração e perda de memória dependem do ATP, que funciona como molécula energética no interior das células, mas é um sinal de perigo quando libertado pelas células.

    A descoberta é de uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), fruto de sucessivos estudos realizados ao longo da última década, tendo identificado um mecanismo celular ativado pelo ATP. Este mecanismo está presente durante o desenvolvimento neuronal e é anormalmente reativado em modelos animais de doença de Alzheimer, podendo estar na origem da perda de sinapses, que consistem na forma de comunicação entre neurónios e são essenciais para o correto funcionamento neuronal.

    A equipa de investigação, coordenada por Ricardo Rodrigues, acaba de ser distinguida com 100 mil dólares pela Alzheimer Association, uma organização voluntária norte-americana para a saúde, sediada em Chicago. A Alzheimer Association é líder mundial no apoio, tratamento e investigação em Alzheimer, quer no financiamento para a investigação para o combate a esta e outras formas de demência, quer no apoio aos doentes de Alzheimer.

    O financiamento atribuído à equipa de Ricardo Rodrigues vai permitir avaliar se este novo mecanismo contribui para a perda sináptica e de memória na fase inicial da doença de Alzheimer. “O ATP ativa um recetor na membrana dos neurónios, desencadeando uma cascata de eventos intracelulares que favorece a perda estrutural das sinapses. O recetor para o ATP que identificámos como estando envolvido neste processo degenerativo induz modificações na atividade de proteínas envolvidas na manutenção do esqueleto celular, comprometendo a estabilidade das sinapses”, explica Ricardo Rodrigues. O investigador refere ainda que, “com a demonstração de que o mecanismo agora identificado contribui para a perda das sinapses estaremos mais perto de identificar um alvo terapêutico que impeça o aparecimento da doença de Alzheimer.”

    Os investigadores acreditam que este mecanismo característico da fase de desenvolvimento neuronal é reativado em situações patológicas como uma tentativa frustrada de recuperar a normal função cerebral, mas que devido ao contexto inadequado torna-se prejudicial.

    Com o financiamento da Alzheimer Associationvamos testar em modelos animais (ratinhos) se o bloqueio deste recetor previne a degeneração sináptica e a perda de memória associada. Em linguagem simples, encontrar uma estratégia terapêutica que evite o surgimento da doença de Alzheimer”, realça o coordenador da pesquisa.

    Os investigadores do CNC acreditam ainda que se for determinada uma estratégia eficaz para a doença de Alzheimer, “também será para outras doenças neurodegenerativas, que deverão partilhar este mesmo mecanismo de degeneração e morte celular. No futuro, poderemos ter um único medicamento para tratar diversas patologias que afetam o sistema nervoso central.

    Fonte: UC
    Foto: DR

    O CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental) organiza dia aberto e gratuito com actividades para crianças, jovens e famílias

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    O CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental) vai celebrar no próximo dia 28 de novembro de 2015, no âmbito da Semana da Ciência e Tecnologia, um dia aberto e gratuito com actividades para crianças, jovens e famílias.

    O evento prevê a realização de actividades práticas, actividades experimentais, palestras e visita aos laboratórios do CIIMAR. Esta iniciativa visa assim contribuir para o aumento da educação e da literacia científica, despertar a curiosidade pelas Ciências Marinhas e Ambientais e proporcionar um contacto directo da população com a investigação desenvolvida num centro de investigação.

    A entrada no CIIMAR é livre e não sujeita a inscrição obrigatória.

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    Para mais informações contactar: ciimareventos@ciimar.up.pt

    Fotos: DR

    “Capital da Onda” – Entrevista a António José Correia (Presidente da Câmara Municipal de Peniche)

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    Nos tempos que correm o Concelho de Peniche tem vindo a afirmar-se cada vez mais como a “Capital da Onda”, sendo tal designação sustentada pelas inegáveis condições naturais proporcionadas pela diversidade de locais de excelência para a prática de desportos da fileira da onda e pela multiplicidade de eventos que anualmente são desenvolvidos com o apoio do Município.

    No passado mês de Outubro, as ondas de Peniche receberam alguns dos melhores surfistas do mundo no Rip Curl Pro Search, a 9ª etapa do ASP World Tour.

    A prática do Surf não é a única fonte de exploração das ondas de Peniche, existindo aproveitamento energético (Energia das Ondas) que constitui um contributo para o seu Desenvolvimento Sustentável. O Município de Peniche tem valorizado os seus recursos naturais e dado ênfase à sustentabilidade e qualidade ambiental.

    Perante esta rica conjuntura, foi feita uma entrevista ao Presidente da Câmara Municipal de Peniche, António José Correia, no sentido de nos esclarecer de que forma este Município tem beneficiado da mesma.peniche2

    Começando por Peniche, a meu ver é um Concelho de excelência.


    Boa tarde! Comecemos por falar sobre o Campeonato este ano?

    Bom, posso-lhe dizer que todos os anos existe uma nova história, tal como na nossa vida. Neste sábado fantástico em que estou aqui a ser entrevistado por si, o campeonato foi cancelado, proporcionando-nos a possibilidade de estar aqui a conversar sobre diversas temáticas em relação ao mesmo, de forma agradável e a aproveitar a tarde de sol.

    Estamos numa praia no mês de Outubro, com um clima muito favorável o que é uma dádiva, rodeados de muita gente e todos a torcermos pela luta acesa entre surfistas, tudo na maior e a correr bem. Este ano, consigo verificar que estamos a ter um campeonato muito disputado e com a sorte de estarmos com uma temperatura fantástica tanto para os surfistas como para quem nos vem visitar.

    Há sempre um micro clima que promove um desafio diário pela incerteza de como o mar poderá estar no dia seguinte. Um elemento de criação de expectativas e de imprevisibilidade.

    Sendo nós editores da Excelência de Portugal, o que acha que este campeonato traz de favorável para o nosso País?

    Começando por Peniche, a meu ver é um Concelho de excelência. A nível de praias, são de elevada qualidade, principalmente a praia dos Super Tubos que é de bandeira azul e com uma localização de fácil acesso. Temos 9 praias de água dourada, praias que há pelo menos 5 anos têm tido a qualidade da água excelente. Com estes elementos que transmitem uma elevada segurança, os turistas vêm ate nós não só pela questão das ondas que podemos oferecer mas por todas as condições que as nossas praias têm para lhes dar.

    Há sempre um micro clima que promove um desafio diário pela incerteza de como o mar poderá estar no dia seguinte. Um elemento de criação de expectativas e de imprevisibilidade.

    De que forma acha que este campeonato beneficiou o seu Concelho?

    Beneficiou em diversos sentidos, porque fez com que tivéssemos em atenção um maior conjunto de preocupações, na direcção de melhorar o sítio onde vivemos em diversos aspectos. Este ‘ abre olhos’ permitiu o aparecimento de investimentos de excelência no nosso Concelho.

    Um deles, que considero importante referir, é o MH Hotel, com 10 milhões de euros de investimento e com uma abordagem muito interessante por parte do seu promotor. Este percebeu que a fidelização do destino pelos turistas é directamente proporcional à forma como podem integrar, interagir e identificarem-se com as experiências que o mesmo tem para lhes oferecer. Um misto de sustentabilidade ambiental, arte ancestral, renda de bilros (…) fez do hotel um criador de experiências aos que o escolhem como sítio para ficar.

    Fomos também surpreendidos pelo lançamento da primeira pedra de um empreendimento privado, uma loja bandeira europeia da Rip Curl que vai criar mais um enorme motivo de interesse para os surfistas e que me leva a afirmar que Peniche tem vindo a verificar um acréscimo de atractividade.

    Em suma, temos vindo a crescer ao nível de todos os indicadores, das múltiplas pessoas que vêm ate nós, do volume de negócios que durante o campeonato aumenta exponencialmente, de investimentos de nacionais e ainda de internacionais. Neste momento, até temos inquiridores da Escola Superior de Turismo para actualizar os nossos dados económicos, o que nos está a permitir verificar que o volume de facturação continua a aumentar.

    Importante dizer, que mesmo os apoios que o Estado nos concede através do Turismo de Portugal ou do Centro, têm um retorno superior em termos de impostos e de uma forma quase imediata. Fora todos os outros benefícios como a sazonalidade estar a ser esbatida o que leva o turismo a não estar confinado aos meses de Verão.

    Fotos: DR

     

    Entrevista – Patrícia Augusta apresentou a sua primeira colecção no Portugal Fashion

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    A jovem arouquense Patrícia Augusta apresentou a sua primeira colecção na 37ª edição do Portugal Fashion, evento nacional de moda que teve lugar no Porto, no final do mês de outubro.

    O Portugal Fashion inclui, desde 2010, o espaço Bloom – Jovens Criadores, com o propósito de dar palco às criações de jovens promessas do mundo da moda. Foi neste espaço que a jovem criadora deu a conhecer o seu trabalho.

    A Excelência Portugal esteve à conversa com esta promissora designer que nos deu a conhecer a sua colecção, as suas fontes de inspiração e os seus projectos futuros.

    Trend me too | Patricia Augusta | Portugal Fashion Bloom - Celebration SS16

    - A tua primeira colecção foi apresentada no Portugal Fashion. Que importância teve esta estreia num certame de tão grande relevo?

    Foi importante para mim porque foi a primeira oportunidade que tive para mostrar algo que produzi, para um público com uma dimensão maior. Foram muitas horas de trabalho ao longo do processo e no fim, acabou por ser recompensado todo o esforço e todo o trabalho. Isto é muito reconfortante depois de tanta entrega e dedicação. Quando falo em esforço refiro-me não ao sentido negativo da palavra. Nesta área é preciso seguirmos um fio condutor e temos sempre que nos tentar equilibrar, para que tudo faça sentido e no fim funcione tudo de maneira harmoniosa. Por isso é importante para nós fazermos esse esforço que nos mantém focados e a aprendermos constantemente, a ficarmos mais metódicos e práticos. É uma pressão positiva.

    - Que feedback recolheste da apresentação?

    No geral correu tudo como o planeado, ou seja, bem. Para mim é muito importante saber o que as pessoas pensam do meu trabalho. É uma aprendizagem e tento sempre evoluir com as minhas escolhas sendo elas incorretas ou corretas. Porque acho que temos sempre como evoluir e temos que nos esforçar para o fazer. Em suma, penso que as pessoas gostaram, mas mesmo assim e fazendo autocrítica ao meu trabalho, acho que podia ter ido mais longe.

    - Esta colecção representa o teu trabalho final do curso de Design de Moda do Modatex Porto. O que te inspirou na concepção da mesma?

    Abandonei, não na totalidade, as referências que fui formando ao longo do curso e foquei-me mais naquilo que eu quero fazer como designer. Foi um trabalho totalmente livre. Eu gosto de trabalhar com volumes e dar-lhes uma nova reinterpretação. Mesmo que use o mesmo molde, posso fazer o impossível com ele. Eu quero testar os meus limites e penso que chegou a altura de o fazer. Nesta coleção como queria explorar mais os volumes, as trilobites começaram por ser a minha inspiração central, sendo que depois no processo natural de pesquisa cheguei ao livro de ilustrações Kunstformen der natur, do biólogo alemão Ernst Haeckel, que acabou por dar o nome à coleção. Fazia todo o sentido que fosse assim. Fui fazendo a seleção das ilustrações que mais me identifiquei e a partir daí desenvolvi silhuetas e trabalhei sobre elas. Acabei também por trabalhar muito em busto, sendo que a coleção acabou por se desenvolver mais na vertente da experimentação. Claro que o livro de ilustrações é muito mais que as ilustrações, é tudo o que o envolve, os sentimentos que me transmite, aquilo que eu retiro dele, principalmente a ligação ao mar e às formas marinhas.

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    - Que materiais escolheste para a confecção?

    Os materiais assim como as cores remetem para o fundo do mar e tudo o que lá podemos encontrar. Acabei por contrabalançar entre os materiais mais rígidos, como a tela, um tule estruturado e uma organza changeant semitransparente, com plissado cristal. As cores andam entre o preto, branco com apontamentos de bordeaux e cinza.

    - Depois do Portugal Fashion, onde vai ser agora apresentada a colecção?

    Depois de esta ter sido apresentada no Portugal Fashion e na exposição Class of’15, nas Galerias Península, no Porto, vou apresentar a minha coleção numa exposição em Arouca. Trata-se da localidade de onde sou natural, fato que muito me orgulha pois vou ter a oportunidade de apresentar a minha coleção a todos os meus amigos, à minha família e a toda a gente do local onde passei grande parte da minha vida. Foi uma oportunidade que a Câmara Municipal me deu e que aproveito uma vez mais para agradecer. Vai ser inaugurada em dezembro e vai durar cerca de um mês. Convido todos a visitarem-na.

    - Além da moda, tens outras fortes apetências pela arte. Queres revelar um pouco?

    O meu curso é muito completo e dá-nos a oportunidade de explorarmos áreas ligadas a este mundo e que servem para sermos mais versáteis no mercado de trabalho. Foi no curso que comecei a gostar de explorar a vertente mais artística da fotografia, que é mais uma das áreas onde quase não há limites e que gostaria de explorar cada vez mais. Eu realmente acredito que não há limites neste mundo e quero, não provar, mas contribuir para a moda de alguma forma. Neste momento estou a estagiar na Azta Group, uma empresa de desenvolvimento de produto. Trata-se de uma realidade diferente, mas onde também posso e quero evoluir muito. Noutra vertente, quem sabe não posso utilizar a moda também para ajudar os outros, até porque o voluntariado é uma ideia que tenho sempre presente. Aliás nesse ponto acho fundamental para a nossa evolução, vermos uma realidade diferente e usarmos os nossos recursos para fazermos alguém feliz ou contribuir para a evolução da mesma. Porque o voluntariado é uma troca de experiências fantástica. Tenho neste momento um primo a fazer voluntariado e ele parece-me espontaneamente feliz, para mim é também motivo de orgulho e claro, também uma inspiração.

    Por fim, claro que como consumidora de arte, sou muito sensível à literatura, em especial à poesia, à música e ao cinema

    - Que outros projectos tens em curso? Já estás a trabalhar na próxima colecção?

    Tenho em curso a execução de uma nova colecção, tenho pensado muito nela, mas ainda não tenho nada concreto. Sobre esse ponto não quero neste momento adiantar muito, apenas posso dizer que será uma surpresa, como sempre.

    Fotos: 
    Backstage: Trend Me Too
    Desfile: Portugal Fashion

     

    Forte de Nossa Senhora da Graça, em Elvas, abre ao público após obras de requalificação

    Fotografia0141O Forte de Nossa Senhora da Graça, em Elvas, abre as suas portas ao público na próxima sexta-feira, a partir das 14.00 horas, após a inauguração das obras de requalificação deste monumento nacional. 

    O presidente da Câmara de Elvas garante que o forte é “o maior perímetro fortificado do mundo” e que as autoridades quiseram “preservar a memória” nesta remodelação. O forte passa a ter várias funcionalidades além de captar turistas portugueses e espanhóis. O edil garantiu que a estrutura vai permitir a realização de “casamentos na capela, encontros de empresas, workshops, exposições, além de também estar pensado para acolher serviços educativos”.

    O monumento foi reabilitado para ser considerado um dos espaços mais emblemáticos, apesar da vasta oferta que a cidade pode oferecer aos turistas em termos culturais.

    A tecnologia também vai ajudar aqueles que não podem visitar algumas partes do monumento através de uma aplicação móvel. As estimativas apontam para 100 mil visitas durante 365 dias.

    A reabilitação do monumento surge numa altura em que a cidade de Elvas integra o projecto Euro-cidades com a vizinha Badajoz para construir uma rede cultural cujo objectivo passa por agarrar os turistas durante vários dias na região. O responsável pelo município explica que “queremos ser um destino e não um local de visita temporário”.

    A obra foi possível no âmbito do protocolo de transferência assinado entre a Autarquia e o Governo, em 2014, de cerca de 30 prédios militares, localizados em Elvas, do Estado para o município, sendo o Forte da Graça o mais emblemático.

    A intervenção, orçada em cerca de 6,1 milhões de euros, vai ter uma segunda fase que se traduz na adaptação do mesmo para actividades culturais, que será também, alvo de candidatura a fundos comunitários.

    Foto: DR

    Nota Histórico-Artistica (in http://www.patrimoniocultural.pt/)

    O Forte da Graça foi mandado construir por D. José I, no monte onde se encontrava a antiga capela de Nossa Senhora da Graça. O monte da Graça é um dos pontos mais altos da região, constituindo portanto um local de grande importância estratégica. Durante o cerco de Elvas (1658-1659), no contexto da Guerra da Restauração, o exército espanhol tomou o local e nele instalou uma posição de artilharia, a partir da qual atacou severamente a cidade. A situação repetiu-se em 1762, durante a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), quando Elvas foi novamente sitiada. Finalmente, e logo em 1763, D. José I determinou a construção de uma fortaleza que permitisse completar o circuito defensivo da cidade. Do seu planeamento foi encarregado o Marechal Wilhelm von Schaumburg-Lippe, mais conhecido como Conde de Lippe, que viera de Inglaterra no ano anterior, para dirigir a defesa do reino.

      A ermida de Santa Maria da Graça foi destruída, tendo a imagem da Virgem que guardava transitado para a capela do forte, donde veio a desaparecer mais tarde com as invasões francesas. A obra foi muito exigente para a região, tendo nela trabalhado 3 a 4 mil homens, entre 1763 e 1792. O forte ficou de imediato conhecido como Forte de Lippe, e mais tarde, em 1777, por ordem de D. Maria I, por Forte de Nossa Senhora da Graça. A edificação resistiu ao ataque das tropas espanholas durante a Guerra das Laranjas (1801), e ao bombardeamento infligido pelas tropas francesas do general Soult, no contexto da Guerra Peninsular (1811).

        O forte é uma obra-prima da arquitectura militar europeia do século XVIII, tanto pela originalidade das soluções aí apresentadas, como pela sua monumentalidade. É constituído por três linhas de defesa. A obra mais exterior consta de um caminho coberto, defendido por canhoeiras, um hornaveque(do alemão hornwerk), composto por dois meios-baluartes ligados por uma cortina, e por um fosso seco, com 10 metros de largo. Segue-se uma estrutura quadrangular com 150 m de lado, com quatro baluartes nos vértices. Os panos de muralha, ou cortinas, são cobertos por revelins e rasgados pela porta principal, denominada Porta do Dragão, a Sul, e por “portas posteriores” ou poternas, protegidas por canhoeiras. Entre as cortinas e o segundo fosso desenvolvem-se inúmeras dependências, incluindo casernas e outras edificações. O reduto propriamente dito é uma torre de planta octogonal, com pisos abobadados, constando de capela no piso térreo e Casa do Governador nos pisos nobres. Por baixo da capela existe uma notável cisterna. O reduto é defendido por três ordens de baterias em casamatas, com canhoneiras. SML

        Nota: A Excelência Portugal efectuou visita ao Forte da Graça a convite da Câmara Municipal de Elvas

        Seringa a laser: Startup da Universidade de Coimbra lança primeiro produto

        2fe421bc-3780-43c8-964e-39cb85f2274c[1]No próximo sábado, dia 28 de novembro, a LaserLeap, uma das mais recentes Startups da Universidade de Coimbra (UC), vai lançar no mercado o seu primeiro produto. A cerimónia tem lugar na Quinta das Lágrimas, pelas 18h30m.

        Fundada por um grupo de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), a LaserLeap Technologies é uma Startup de base tecnológica incubada no Instituto Pedro Nunes (IPN), centrada no desenvolvimento de uma tecnologia, já patenteada, de administração transdérmica e de dispositivos médicos.

        A solução LaserLeap (seringa a laser) que agora vai ser lançada no mercado permite a administração rápida e eficaz de fármacos através da pele sem utilização de seringas tradicionais.

        Trata-se de uma tecnologia de baixo custo que «assegura a entrega eficiente de cosméticos e medicamentos através da pele, sem dor e sem irritação. Baseia-se na geração de ultrassons de alta frequência, utilizando um laser portátil e um pequeno dispositivo que converte eficientemente os pulsos de luz em ondas de pressão», explica Gonçalo Sá, um dos responsáveis da Startup.

        Fonte: UC
        Foto: DR

        Portuguesa recebe €1,5M para estudar fundamentos de um novo paradigma de sistemas de redes

        Alexandra-Silva-01[1]Alexandra Martins da Silva, investigadora do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e professora associada na University College London, recebeu um financiamento de €1,5M do Conselho Europeu de Investigação para programar sistemas de redes complexos, uma área de estudo ligada à engenharia de software.

        O trabalho que Alexandra Silva vai desenvolver nos próximos cinco anos tem como objetivo projetar novas ideias provenientes de programação, lógica e verificação para a programação de redes. A bolsa do European Research Council (ERC) providencia os meios para formar um grupo de investigação composto por dois investigadores pós-doutorados e dois doutorandos.

        “O mundo está cada vez mais conectado e com redes mais complexas, pelo que aquilo que pretendemos fazer no longo prazo é facilitar as tarefas diárias das pessoas e oferecer garantias de confiabilidade dos sistemas usados”, explica a investigadora do Laboratório de Software Confiável (HASLab), o centro de I&D do INESC TEC com sede na Universidade do Minho.

        A Engenharia de Software é uma área da computação que lida com tecnologias e práticas que envolvem linguagem de programação, bancos de dados, bibliotecas, ferramentas, plataformas, padrões, processos e questões relacionadas com a qualidade de software.

        Do ponto de vista científico, esta área engloba o uso de modelos precisos e abstratos. Alexandra Silva dedica-se ao estudo de modelos abstratos, mais precisamente na área dos métodos formais que tem como objetivo especificar, desenvolver e verificar sistemas software e hardwares confiáveis.

        Todos os anos o Conselho Europeu de Investigação financia projetos de investigação que considere de excelência em qualquer disciplina científica, que tenha como objetivo alargar os conhecimentos científicos e tecnológicos, desde que os projetos venham a ser desenvolvidos numa instituição sediada na Europa, sejam inovadores e de vanguarda nas áreas científica e tecnológica e que apresentem excelência científica.

        Alexandra Silva vai desenvolver o seu projeto na University College London.

        Já em 2013, a investigadora do INESC TEC tinha sido a primeira mulher a vencer o Prémio Científico IBM com o trabalho “Coálgebra de Kleene”, onde generalizava, numa extensão nunca anteriormente pensada, um dos maiores resultados das Ciências da Computação – o teorema de Kleene. Com este trabalho, Alexandra Silva criou linguagens de especificação rigorosas para descrever/prescrever e verificar o comportamento de vários modelos de computação.

        Alexandra Silva, de 31 anos, licenciou-se em 2006 em Matemática e Ciências da Computação na Universidade do Minho e doutorou-se com distinção “cum laude” – atribuída apenas em 5% dos casos – na Universidade de Nijmegen, Holanda. Atualmente Alexandra é investigadora do INESC TEC e professora associada na University College London.

        Fonte: INESC TEC
        Foto: DR