Protótipo português para monitorizar oceanos em apresentação este sábado, no Porto

marineyeUm grupo de investigadores portugueses criou um sistema autónomo que monitoriza de forma integrada os oceanos, permitindo assim uma gestão mais sustentável dos recursos marinhos e uma redução dos impactos de riscos ambientais. É esse sistema que vai ser apresentado este sábado, às 16h00, no Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), que fica localizado no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

O conceito de monitorização integrada dos oceanos desenvolvido pelos investigadores do projeto MarinEye (um protótipo multitrófico para monitorização oceânica) vai fornecer ferramentas que permitem identificar alterações na biodiversidade.

A apresentação do sistema vai ser feita este sábado, a partir das 16h00, no Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do INESC TEC onde serão mostradas as diferentes tecnologias do sistema multitrófico.

O projeto, liderado pelo Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), foi desenvolvido em colaboração com vários grupos de investigação portugueses nomeadamente o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente – Politécnico de Leiria (MARE – IP Leiria).

O protótipo que vai ser apresentado é composto por vários módulos:

1)    Sistema de multisensores, que vai integrar diferentes sensores físico-químicos que vão medir, por exemplo, parâmetros como a temperatura, salinidade, oxigénio dissolvido, pH, entre outros, e uma plataforma de sensores óticos que vai ser validada para medição de dióxido de carbono dissolvido;

2)    Sistema de imagem de alta resolução, que recolhe imagens de fito e zooplâncton, para avaliar a sua abundância e biodiversidade;

3)    Sistema de acústica, com capacidade de fazer recolha de dados hidroacústicos, para recolher informação relativa à presença de mamíferos marinhos e estimativas de abundância de peixes;

4)    Sistema de filtração autónomo, desenvolvido para filtrar e preservar o DNA / RNA de diferentes classes de tamanho das comunidades de micro-organismos que habitam e representam a maior biomassa dos oceanos;

Todos os módulos foram conjugados num sistema integrado autónomo que culminou no protótipo MarinEye. O sistema inclui ainda uma plataforma de integração dos diferentes tipos de dados que vão ser gerados.

Associado a esta plataforma existe também um software que permite visualizar e sumariar os dados, além de desenvolver uma série de modelos cujo objetivo é integrar e identificar inter-relações entre os diferentes parâmetros químicos, físicos e biológicos obtidos através dos diversos módulos do MarinEye.

A habitabilidade do nosso planeta está dependente dos processos oceânicos, mas até à data não era viável observar e interpretar em simultâneo os diferentes componentes oceânicos, conjuntamente com diferentes níveis tróficos, desde microrganismos a mamíferos marinhos. “Estamos convictos que o conceito de monitorização integrada e sincronizada no tempo e espaço de parâmetros físicos, químicos e biológicos implementado no MarinEye, é essencial para o conhecimento da complexidade dos ecossistemas marinhos e será certamente, num futuro próximo implementado em diferentes observatórios oceânicos.”, referem Catarina Magalhães investigadora do

CIIMAR e coordenadora do projeto e Eduardo Silva, coordenador do Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do INESC TEC.

No futuro pretende-se operacionalizar esta tecnologia em contexto real e ainda integrar neste protótipo novas tecnologias, como por exemplo bio-sensores, no sentido de recolher o máximo de informação dos diferentes níveis do compartimento biológico in situ, referem os investigadores.

Os quatro parceiros nacionais que compõem a equipa do MarinEye tiveram diferentes papéis. O CIIMAR é o promotor do projeto e, juntamente com o IPMA e o MARE-Politécnico de Leiria, formaram uma equipa de biólogos e

químicos de diversas especialidades responsáveis pela validação das variáveis obtidas com os diferentes módulos do MarinEye. O INESC TEC incluiu uma equipa de investigadores na área da robótica, uma equipa especialista no desenvolvimento de sensores em fibra ótica e uma equipa de investigadores especialistas em análise de dados, responsáveis pelo desenvolvimento das componentes de robótica, sensores óticos e software de visualização e integração de dados, respetivamente.

O projeto MarinEye (PT02_Aviso4_0017) foi financiado pelo programa EEA Grants, em cerca de 400 mil euros.

Fonte: CIIMAR
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Primeira fábrica portuguesa especializada na produção de perfumes inaugurada em Braga

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Foi inaugurada na quinta-feira a primeira fábrica totalmente especializada na produção de perfumes. Resultante de um investimento de 2 milhões de euros, a fábrica da NORTEMPRESA produzirá perfumes recorrendo à mais alta tecnologia existente no mercado, colocando Portugal lado a lado com os maiores players europeus desta indústria.

Com uma capacidade de produção superior a 20 mil perfumes por dia, a unidade está preparada para desenvolver produtos “chave na mão”, com recurso a laboratório próprio, profissionais especializados e perfumistas de renome internacional, satisfazendo as necessidades das marcas próprias da NORTEMPRESA (YDENTIK e AIRQUALITY), mas também criando e produzindo perfumes para terceiros.

A InvestBraga acompanhou e apoiou as várias fases do projeto de investimento, desde a procura de espaços de localização da atividade, passando pelo apoio no acompanhamento aos processos de licenciamento e noutros aspetos relacionados com a atividade, como o registo de marcas, propriedade industrial, etc.

É muito importante para Braga a abertura desta fábrica inovadora e única no país, que vai criar postos de trabalho altamente qualificados e permitirá a Portugal entrar no mercado internacional da produção de perfumes, concorrendo com outros grandes players do setor na Europa -Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga

O projeto, cujos capitais próprios são 100% nacionais, conta com financiamento do Portugal 2020 e ainda com as colaborações da Universidade do Minho, do Instituto Politécnico de Bragança e do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, no âmbito da investigação e desenvolvimento.

Fonte: InvestBraga
Foto: DR

CIIMAR lidera projecto de 1.3 milhões para combater a obesidade

CIIMAR_obesidadeCYANOBESITY é o novo Projecto Europeu do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto que visa o desenvolvimento de novos compostos nutracêuticos extraídos de cianobactérias marinhas, fundamentais para melhorar a qualidade de vida de indivíduos com problemas de obesidade.

A obesidade é comprovadamente um risco para a saúde global associado a problemas como a hipertensão, colesterol alto, diabetes, doenças cardiovasculares, apneia do sono, problemas respiratórios (asma), doenças músculo-esqueléticas (artrite) e algumas formas de cancro. Nas últimas duas décadas, a percentagem de obesidade quase duplicou em muitos países europeus.

Ralph Urbatzka, investigador no CIIMAR e coordenador do projecto, refere que “ao longo dos anos diversos medicamentos têm sido produzidos para tratar ou prevenir a obesidade no entanto, muitos apresentam uma vasta gama de efeitos colaterais perigosos pelo que é urgente a procura de novos compostos anti-obesogénicos. As cianobactérias marinhas apresentam-se assim como uma excelente solução sendo uma fonte de moléculas naturais”.

As cianobactérias são uma fonte prolífera de novos compostos bioactivos estando já algumas estirpes comercialmente disponíveis devido às suas propriedades benéficas para a saúde humana. Um dos exemplos é o composto brentuximab vedotin, um fármaco anticancerígeno derivado de cianobactérias e aprovado pela FDA para o tratamento clínico de carcinoma.

O projecto terá início com a produção de biomassa de estirpes de cianobactérias seleccionadas da colecção de culturas do CIIMAR, a maior colecção portuguesa e inscrita no World Federation of Culture Collections, e serão realizados diferentes bioensaios em peixes zebra e em vários tipos de células adiposas (que acumulam gordura) e células hepáticas (presentes no fígado) permitindo o isolamento de compostos bioactivos, necessários para a elucidação da sua estrutura química.

Na fase final do CYANOBESITY, e de forma a comprovar que estes compostos reduzem a obesidade ou melhoram o metabolismo na obesidade, será efectuado um ensaio in vivo em ratinhos obesos.

O isolamento destas moléculas bioativas permite obter, na fase final, um composto puro que pode ser administrado sob a forma de um produto nutracêutico ou uma dieta suplementar, não sendo misturado com outros metabolitos, reduzindo assim efeitos secundários potencialmente indesejados.

Este projecto, co-financiado pela Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT) no âmbito da ERA-MarineBiotech, tem a duração de cerca de 3 anos e reúne um consórcio de 4 países: Portugal, Suécia, Alemanha e Islândia.

Fonte: CIIMAR
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Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola 2017 lançado na AGRO

premioCCAMO Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola visa contribuir para a disseminação da cultura de empreendedorismo e inovação nos sectores agrícola, agroindustrial e florestal em Portugal. A edição de 2017  foi apresentada na AGRO, a maior feira do setor primário do Norte do país.

Esta edição do prémio vai focar-se nas fileiras estratégicas para Portugal, distinguindo e incentivando empresas e projetos que se destaquem nas categorias: Cereais, Floresta, Hortofruticultura, Produção Animal e Inovação em Colaboração.

O Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola 2017 e as condições para concorrer foram apresentadas durante a Grande Conferência da 50.ª AGRO. Organizada pela InvestBraga, com o apoio do Crédito Agrícola. Este evento trouxe a debate os temas-chave para o futuro do setor primário, dentre os quais se destacaram também o empreendedorismo e a inovação, num painel que contou com a participação da diretora da Startup Braga, Daniela Monteiro.

A AGRO decorreu entre os dias 23 e 26 de março, no Parque de Exposições de Braga. Considerada a maior feira do setor na região Norte de Portugal e uma das maiores a nível nacional, a AGRO é a única do país a integrar a Eurasco – European Federation of Agricultural Exhibitions and Show Organizers. A AGRO faz ainda parte das feiras acreditadas pela UFI – The Global Association of the Exhibition Industry, e a 50.ª edição do certame conta com a presença de um representante desta associação.

O Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola 2017 resulta de uma parceria entre a Caixa de Crédito Agrícola e a INOVISA.

Fonte: Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola
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Equipa internacional desenvolve “Órgão-num-chip” vascular para melhor testar células e medicamentos

João Ribas WebUma equipa internacional de investigadores, na qual participa o português João Ribas, do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), desenvolveu um novo dispositivo que replica a contração e distensão dos vasos sanguíneos que, além de acelerar a descoberta de doenças e medicamentos, permite reduzir a utilização de modelos animais em experiências.

O novo dispositivo, ou chip, concebido no âmbito de um estudo já publicado na revista científica Small, é feito de um material derivado do silicone utilizando várias técnicas de micro-fabricação. Quando as células estão neste ambiente dinâmico, as respostas são completamente diferentes das obtidas pelos dispositivos tradicionais porque as suas características assemelham-se às das células in vivo.

Apesar de um investimento enorme na pesquisa de novos fármacos na área cardiovascular, poucos são os que chegam ao mercado. A situação deve-se, em parte, à falta de modelos que reproduzam as condições do coração e vasos sanguíneos observadas no corpo humano, como o batimento cardíaco. Este estudo procurou desvendar que diferenças existem entre modelos que simulam as condições do corpo humano e modelos estáticos de cultura celular utilizados atualmente.

João Ribas, aluno do Programa Doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina do CNC, explica que «a solução criada resulta da combinação de várias técnicas de engenharia, biologia e medicina e poderá ser utilizada por centenas de laboratórios em todo o mundo, respondendo a várias linhas de investigação associadas a doença e envelhecimento vascular».

Este novo dispositivo demonstra a importância de replicar as condições do corpo humano de uma forma mais fiel. Com ele podemos agora replicar doenças vasculares e acelerar a descoberta de novos fármacos – João Ribas em declarações à Excelência Portugal

«Pensamos ainda que estas plataformas miniaturizadas representam uma solução acessível para testar condições de microgravidade no espaço e como estas afetam a saúde dos astronautas», realça o investigador.

No âmbito da investigação foi, também, utilizado um modelo celular de envelhecimento prematuro, com células provenientes de doentes. Os resultados obtidos mostram que o dispositivo permite estirar exageradamente estas células, obtendo-se vários marcadores de inflamação e doença vascular elevados.

Se as células «fossem manipuladas em culturas estáticas não se observariam estes marcadores. Contudo, sabe-se que esta inflamação acontece em doentes, sendo especialmente importante durante o processo de envelhecimento e necessitando de ser compreendida para que se possam descobrir fármacos adequados», esclarece João Ribas.

A investigação testou ainda alguns medicamentos que provam que o sistema funciona, podendo ser usado na descoberta e teste de novos fármacos para combater doenças e envelhecimento vascular.

Além do CNC, a pesquisa envolveu o Instituto de Investigação Interdisciplinar da UC, Brigham and Women’s Hospital – Harvard Medical School (EUA), Harvard-MIT Division of Health Sciences and Technology (EUA), e MIRA Institute for Biomedical Technology and Technical Medicine da Universidade de Twente (Holanda). O investigador João Ribas foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela Defense and Threat Reduction Agency (EUA).

Fonte: UC
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A Red Bull Air Race está de volta a Portugal

redbullairraceA mais importante competição internacional de aviões regressa em setembro de 2017 às margens do rio Douro. O anúncio do calendário oficial de 2017 vem confirmar um regresso há muito aguardado e acontece precisamente dez anos depois da estreia da competição no nosso país.

Red Bull Air Race regressa às paisagens do Douro nos dias 2 e 3 de setembro, com o Porto a corresponder à sexta e antepenúltima etapa do calendário. A etapa ficou na história do desporto português, com um recorde de público que ultrapassou um milhão de espectadores nas margens do Porto e de Vila Nova de Gaia.

O Director Geral da Red Bull Air Race GmbH, o austríaco Erich Wolf, não esconde o seu entusiasmo perante uma das mais sonantes novidades da décima temporada do Campeonato do Mundo; “Estamos muito animados com o regresso da Red Bull Air Race a Portugal, que é uma das etapas preferidas do público e dos pilotos. Este ano o calendário vai evoluir de sucesso em sucesso, com cada etapa a adquirir um significado especial, seja pelo histórico do desporto ou por se tratar de uma estreia num cenário único. Estamos especialmente orgulhosos por trazer de volta ao rio Douro esta corrida de alta velocidade a baixa altitude e estou certo que cada piloto e cada equipa tudo farão para ser coroados no Porto perante os aplausos de milhares de fãs”.

A Red Bull Air Race é um evento consensual e transversal que toca públicos muito diversificados. É, por isso, uma grande conquista para a cidade voltar a receber em festa esta prova que traz um enorme retorno económico directo à cidade, à região e a Portugal –  Dr. Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto

O Presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Dr. Melchior Moreira, reforça que “os números estão aí para confirmar a potencialidade turística de um destino: quase 7 milhões de dormidas no final de 2016 e a importância cada vez mais crescente deste sector para a economia nacional. Nem questiono a importância que os grandes eventos internacionais assumem nestes resultados. Somos hoje reconhecidamente um palco de grandes eventos internacionais que nos trazem um retorno imensurável.  Ter no nosso território a Red Bull Air Race é a garantia de uma excelente promoção turística que vai muito além dos milhares de espectadores que se esperam nas margens do Porto e de Vila Nova de Gaia: são as imagens que serão difundidas pelo mundo, as impressões que os visitantes vão levar, a dinâmica da qual todo o destino acabará por usufruir, a certeza que quem nos vai visitar agora vai querer voltar noutra altura do ano, a actividade turística que se estenderá muito para lá dos dois municípios envolvidos… este é o trabalho do Turismo do Porto e Norte de Portugal”.

A Red Bull Air Race estreou-se em Portugal em 2007, mantendo-se no calendário até 2009. Durante esse período fez história no desporto português, afirmando-se como o evento com maior presença de público de sempre – mais de um milhão de espectadores em dois dias de acção que deixaram uma forte marca na região e no país. Entre o pelotão, há apenas dois pilotos actuais que subiram ao pódio no Porto – o norte-americano Kirby Chambliss e o australiano Matt Hall. No entanto, não há um único piloto no activo que tenha conseguido alcançar aqui uma vitória.

Em 2017 a competição segue os moldes originais – qualificações num dia e corrida no outro – embora os motivos de interesse tenham sido largamente ampliados. Reconhecida pela Federação Aeronáutica Internacional (FAI) como o Campeonato do Mundo da aviação desportiva, esta competição evoluiu significativamente nos últimos anos. Neste campo destaque para a existência de duas classes, uma para pilotos consagrados (Master Class) e outra para novos talentos (Challenger Class). É nesta última que se estreou no ano passado a primeira mulher a alinhar na Red Bull Air Race, a francesa Mélanie Astles. Ao todo são 23 pilotos em representação de 15 países, sendo o actual detentor do título o alemão Mathias Dolderer.

Fonte: Red Bull Air Race
Foto: AP Images/Red Bull Content Pool

Cientistas do CIIMAR desenvolvem Base de Dados Mundial inovadora no combate ao Vírus Ébola

ebolaInvestigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto desenvolveram a primeira base de dados a nível mundial para facilitar o desenvolvimento de métodos de identificação e tratamento da doença causada pelo vírus Ébola. 

A plataforma EBOLAID desenvolvida por Filipe Pereira e João Carneiro do CIIMAR permite comparar e organizar estatisticamente dezenas de oligonucleótidos já descritos na literatura e que se ligam ao genoma do vírus Ébola de forma a inibir a sua replicação ou permitir a sua deteção. Com esta nova ferramenta, cientistas e empresas farmacêuticas podem, a partir deste momento, identificar e desenvolver mais facilmente novas abordagens para a deteção e/ou tratamento do vírus Ébola.

Partindo de uma análise de mais de 200 genomas de vírus Ébola provenientes dos vários surtos, que desde 1976 vitimaram milhares de pessoas em África, a plataforma permite ainda identificar as regiões mais conservadas do genoma do Ébola, que são as mais indicadas para o desenho de novos métodos de combate a futuras epidemias de Ébola.

As constantes mutações (alterações na sequência do genoma) em novas estirpes do vírus podem dificultar a ação de novos métodos de tratamento e diagnóstico, pelo que foi fundamental a identificação destas zonas do genoma onde é menos provável que elas surjam. ”Espera-se assim que esta plataforma contribua no futuro para o desenvolvimento de novos medicamentos e métodos de deteção e combate a um dos vírus mais mortais para o ser humano”, refere Filipe Pereira.

A doença causada por este vírus tem uma elevada taxa de mortalidade, não existindo atualmente nenhuma vacina específica comercialmente disponível. A mais recente epidemia de Ébola na África Ocidental vitimou 11.323 pessoas entre mais de 28.000 infetados pelo vírus.

A base de dados EbolaID disponibiliza toda a informação de forma gratuita para toda a comunidade científica e médica. Os resultados obtidos pelos investigadores do CIIMAR e publicados na revista PLOS Neglected Tropical Diseases poderão ser também úteis em estudos de epidemiologia, filogenia, evolução, entre outros.

Fonte: CIIMAR
Foto: DR

Saiba mais sobre o Ébola no site da DGS
Ébola. O que é?

Porto eleito como Melhor Destino Europeu 2017

porto42aA cidade do Porto volta a superar a concorrência de outros 19 destinos e conquista esta importante distinção pelo terceiro ano e com um recorde de 138 mil votos contabilizados.

O Porto continua a ser a única cidade portuguesa a conquistar o primeiro lugar no “European Best Destinations“, e a primeira a conquistá-lo por mais do que uma vez (2012, 2014, 2017).

Em segundo e terceiro lugar ficaram, respectivamente, as cidades de Milão (Itália) e Gdansk (Polónia).

Para a autarquia, a conquista deste deste galardão é “uma vitória de todos aqueles que demonstraram o máximo empenho e envolvimento no projecto, que uniu a cidade e reforçou o posicionamento do País na questão da atractividade turística do destino”.

Fonte: Informação da CMP via Porto.pt
Foto: DR

Vinhos portugueses no Top 100 e Top 100 Values da Wine Spectator

uvas_portugalA qualidade dos vinhos portugueses voltou a ser reconhecida pela Wine Spectator nas suas listas de “melhores do ano” e que resultam dos milhares de vinhos de todo o mundo provados ao longo do ano. 

Este reconhecimento é fundamental para que os profissionais, sejam importadores, distribuidores ou restaurantes, se mostrem cada vez mais abertos a incluírem nas suas listas os Vinhos de Portugal. Apesar deste reconhecimento pela revistas da especialidade o caminho junto dos decisores de compra não é fácil e é ainda longo  – Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal

A mais prestigiada revista norte-americana Wine Spectator incluiu quatro vinhos na lista Top 100 (os melhores) publicada em Dezembro de 2016 e outros quatro na mais recente lista Top 100 Values (um equivalente “às melhores compras”), na edição de Janeiro/Fevereiro de 2017.

Numa análise global do ano de 2016, (incluindo as diversas classificações) o editor Mich Frank da Wine Spectator realça Portugal, referindo que “dos 473 vinhos de Portugal provados, 43% foram classificados com 90 pontos ou mais, testemunho da crescente qualidade dos vinhos de mesa.” De notar que dos 18.055 vinhos provados apenas 1% foram considerados “outstanding” quando Portugal teve 3% daqueles 473.  Na segunda categoria “classic” a média foi de 35%, mas com Portugal a obter 40% ficando ao nível da França e apenas ultrapassado pela Áustria e Alemanha.

Os quatro vinhos portugueses incluídos na lista Top 100 foram avaliados com pontuação entre os 90 e os 94 pontos.

Na lista Top 100 Values, em que o critério base é a relação preço/qualidade, foram classificados 1236 vinhos com 90 ou mais pontos mas um custo abaixo de US$30. Nesta lista 6% (78 vinhos) são vinhos portugueses, encontrando-se Portugal à frente de países como Argentina, Chile ou até mesmo a Nova Zelândia.

Quanto à lista do Top 100 Values a Wine Spectator explica “Porque os editores da Wine Spectator provam de forma cega, avaliam a qualidade sem qualquer conhecimento do preço. Adoram encontrar excelentes vinhos e ainda mais descobrir que esses vinhos são acessíveis. Uma das nossas principais tarefas é sugerir aos nossos leitores vinhos de alta qualidade a bons preços e destacamos estes vinhos de muitas maneiras ao longo do ano”.

Fonte: ViniPortugal
Foto: visitportugal.com

Lisboa eleita a melhor cidade do mundo pela revista Wallpaper

wallpaper_lxJá foram revelados os vencedores dos Design Awards 2017 da prestigiada revista Wallpaper e há um vencedor nacional. Lisboa conquistou o galardão de melhor cidade.

A Wallpaper, conceituada revista na área do design, elege anualmente os melhores em 11 categorias. O nosso país contou com duas nomeações: Lisboa integrava a lista de cinco cidades nomeadas na categoria ‘Melhor cidade’ e o Palácio Chiado fazia parte dos cinco nomeados para ‘Melhor novo restaurante’.

Lisboa arrecadou o importante galardão numa “disputa” com as cidades norte-americanas de São Francisco e Washignton DC, a chinesa Shenzgen e Viena de Áustria.

A revista destacou o grande “programa de regeneração da capital que se estende desde o Terreiro do Paço até à orla da Baixa”, o novo Terminal de Cruzeiros de João Luís Carrilho da Graça e o “novo ícone contemporâneo para a cidade”, o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Amanda Levete (MAAT).  Estes devem ter sido argumentos fortes na escolha do júri composto por Ronan & Erwan Bouroullec (designers), Laetitia Casta (actriz e modelo), Tom Sachs (artista plástico), Ramdane Touhami (fashion designer) e Amanda Levete (arquitecta).

Os vencedores dos Design Awards 2017 foram conhecidos a 12 de janeiro.

Fonte: Wallpaper
Foto: José Nunes