Protótipo português para monitorizar oceanos em apresentação este sábado, no Porto

marineyeUm grupo de investigadores portugueses criou um sistema autónomo que monitoriza de forma integrada os oceanos, permitindo assim uma gestão mais sustentável dos recursos marinhos e uma redução dos impactos de riscos ambientais. É esse sistema que vai ser apresentado este sábado, às 16h00, no Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), que fica localizado no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

O conceito de monitorização integrada dos oceanos desenvolvido pelos investigadores do projeto MarinEye (um protótipo multitrófico para monitorização oceânica) vai fornecer ferramentas que permitem identificar alterações na biodiversidade.

A apresentação do sistema vai ser feita este sábado, a partir das 16h00, no Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do INESC TEC onde serão mostradas as diferentes tecnologias do sistema multitrófico.

O projeto, liderado pelo Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), foi desenvolvido em colaboração com vários grupos de investigação portugueses nomeadamente o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente – Politécnico de Leiria (MARE – IP Leiria).

O protótipo que vai ser apresentado é composto por vários módulos:

1)    Sistema de multisensores, que vai integrar diferentes sensores físico-químicos que vão medir, por exemplo, parâmetros como a temperatura, salinidade, oxigénio dissolvido, pH, entre outros, e uma plataforma de sensores óticos que vai ser validada para medição de dióxido de carbono dissolvido;

2)    Sistema de imagem de alta resolução, que recolhe imagens de fito e zooplâncton, para avaliar a sua abundância e biodiversidade;

3)    Sistema de acústica, com capacidade de fazer recolha de dados hidroacústicos, para recolher informação relativa à presença de mamíferos marinhos e estimativas de abundância de peixes;

4)    Sistema de filtração autónomo, desenvolvido para filtrar e preservar o DNA / RNA de diferentes classes de tamanho das comunidades de micro-organismos que habitam e representam a maior biomassa dos oceanos;

Todos os módulos foram conjugados num sistema integrado autónomo que culminou no protótipo MarinEye. O sistema inclui ainda uma plataforma de integração dos diferentes tipos de dados que vão ser gerados.

Associado a esta plataforma existe também um software que permite visualizar e sumariar os dados, além de desenvolver uma série de modelos cujo objetivo é integrar e identificar inter-relações entre os diferentes parâmetros químicos, físicos e biológicos obtidos através dos diversos módulos do MarinEye.

A habitabilidade do nosso planeta está dependente dos processos oceânicos, mas até à data não era viável observar e interpretar em simultâneo os diferentes componentes oceânicos, conjuntamente com diferentes níveis tróficos, desde microrganismos a mamíferos marinhos. “Estamos convictos que o conceito de monitorização integrada e sincronizada no tempo e espaço de parâmetros físicos, químicos e biológicos implementado no MarinEye, é essencial para o conhecimento da complexidade dos ecossistemas marinhos e será certamente, num futuro próximo implementado em diferentes observatórios oceânicos.”, referem Catarina Magalhães investigadora do

CIIMAR e coordenadora do projeto e Eduardo Silva, coordenador do Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do INESC TEC.

No futuro pretende-se operacionalizar esta tecnologia em contexto real e ainda integrar neste protótipo novas tecnologias, como por exemplo bio-sensores, no sentido de recolher o máximo de informação dos diferentes níveis do compartimento biológico in situ, referem os investigadores.

Os quatro parceiros nacionais que compõem a equipa do MarinEye tiveram diferentes papéis. O CIIMAR é o promotor do projeto e, juntamente com o IPMA e o MARE-Politécnico de Leiria, formaram uma equipa de biólogos e

químicos de diversas especialidades responsáveis pela validação das variáveis obtidas com os diferentes módulos do MarinEye. O INESC TEC incluiu uma equipa de investigadores na área da robótica, uma equipa especialista no desenvolvimento de sensores em fibra ótica e uma equipa de investigadores especialistas em análise de dados, responsáveis pelo desenvolvimento das componentes de robótica, sensores óticos e software de visualização e integração de dados, respetivamente.

O projeto MarinEye (PT02_Aviso4_0017) foi financiado pelo programa EEA Grants, em cerca de 400 mil euros.

Fonte: CIIMAR
Foto: DR

Primeira fábrica portuguesa especializada na produção de perfumes inaugurada em Braga

nortempresa
Foi inaugurada na quinta-feira a primeira fábrica totalmente especializada na produção de perfumes. Resultante de um investimento de 2 milhões de euros, a fábrica da NORTEMPRESA produzirá perfumes recorrendo à mais alta tecnologia existente no mercado, colocando Portugal lado a lado com os maiores players europeus desta indústria.

Com uma capacidade de produção superior a 20 mil perfumes por dia, a unidade está preparada para desenvolver produtos “chave na mão”, com recurso a laboratório próprio, profissionais especializados e perfumistas de renome internacional, satisfazendo as necessidades das marcas próprias da NORTEMPRESA (YDENTIK e AIRQUALITY), mas também criando e produzindo perfumes para terceiros.

A InvestBraga acompanhou e apoiou as várias fases do projeto de investimento, desde a procura de espaços de localização da atividade, passando pelo apoio no acompanhamento aos processos de licenciamento e noutros aspetos relacionados com a atividade, como o registo de marcas, propriedade industrial, etc.

É muito importante para Braga a abertura desta fábrica inovadora e única no país, que vai criar postos de trabalho altamente qualificados e permitirá a Portugal entrar no mercado internacional da produção de perfumes, concorrendo com outros grandes players do setor na Europa -Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga

O projeto, cujos capitais próprios são 100% nacionais, conta com financiamento do Portugal 2020 e ainda com as colaborações da Universidade do Minho, do Instituto Politécnico de Bragança e do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, no âmbito da investigação e desenvolvimento.

Fonte: InvestBraga
Foto: DR

Portugueses participam em projeto que torna comunicações espaciais mais eficientes

sateliteO projeto europeu “SCREEN – Space Cognitive Radio for Electromagnetic Environment maNagement” usou tecnologias já existentes e utilizadas em comunicações terrestres juntamente com o conceito de radiocomunicações cognitivas para melhorar as comunicações no espaço.  Do consórcio formado por quatro entidades europeias, duas são portuguesas – a TEKEVER ASDS (Aerospace, Defense and Security), líder do projeto, e o INESC TEC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência).

O objetivo do projeto, que contou com um apoio de um milhão de euros por parte da Comissão Europeia, permitiu melhorar as comunicações entre satélites e dos satélites para a Terra, diminuindo as interferências existentes.

A rádio cognitiva é uma forma de comunicação sem fios em que um transmissor consegue detetar, de forma inteligente, quais os canais que estão a ser utilizados e aqueles que não estão, permitindo instantaneamente ocupar os canais vagos – Luís Pessoa, investigador do Centro de Telecomunicações e Multimédia do INESC TEC

De acordo com o investigador, a grande inovação patente neste projeto foi a fase de implementação e teste das tecnologias. Tendo em conta os custos de lançamento elevados, são ainda poucas as tecnologias que são testadas no Espaço, pelo que os testes foram feitos nos laboratórios do INESC TEC, considerando sinais interferentes típicos de comunicações satélites.

“Utilizamos dois transceptores GAMALINK, que é uma plataforma da Tekever, e adicionamos alguma interferência à comunicação previamente estabelecida para avaliar a capacidade do sistema se adaptar de forma automática”, explica Luís Pessoa.

Está prevista a transferência de tecnologia para o mercado através da incorporação do módulo de rádio cognitivo que vai passar a ser uma funcionalidade adicional a incorporar na gama de produtos GAMALINK, já comercializada pela Tekever.

O INESC TEC desenvolveu ainda um simulador de redes satélite, que se encontra disponível para o público através de licença GPL em: https://github.com/Munich-Innovation-Labs/screen-visualization

O projeto SCREEN foi financiado pelo Programa Espacial da Comissão Europeia H2020, sob o acordo 640210. O projeto é financiamento no tópico “COMPET-6-2014: Tecnologias bottom-up de nível baixo de prontidão tecnológica”, envolvendo quatro parceiros e que começou no dia 1 de janeiro de 2015.

Fonte: INESC TEC
Foto: Pexel

CIIMAR lidera projecto de 1.3 milhões para combater a obesidade

CIIMAR_obesidadeCYANOBESITY é o novo Projecto Europeu do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto que visa o desenvolvimento de novos compostos nutracêuticos extraídos de cianobactérias marinhas, fundamentais para melhorar a qualidade de vida de indivíduos com problemas de obesidade.

A obesidade é comprovadamente um risco para a saúde global associado a problemas como a hipertensão, colesterol alto, diabetes, doenças cardiovasculares, apneia do sono, problemas respiratórios (asma), doenças músculo-esqueléticas (artrite) e algumas formas de cancro. Nas últimas duas décadas, a percentagem de obesidade quase duplicou em muitos países europeus.

Ralph Urbatzka, investigador no CIIMAR e coordenador do projecto, refere que “ao longo dos anos diversos medicamentos têm sido produzidos para tratar ou prevenir a obesidade no entanto, muitos apresentam uma vasta gama de efeitos colaterais perigosos pelo que é urgente a procura de novos compostos anti-obesogénicos. As cianobactérias marinhas apresentam-se assim como uma excelente solução sendo uma fonte de moléculas naturais”.

As cianobactérias são uma fonte prolífera de novos compostos bioactivos estando já algumas estirpes comercialmente disponíveis devido às suas propriedades benéficas para a saúde humana. Um dos exemplos é o composto brentuximab vedotin, um fármaco anticancerígeno derivado de cianobactérias e aprovado pela FDA para o tratamento clínico de carcinoma.

O projecto terá início com a produção de biomassa de estirpes de cianobactérias seleccionadas da colecção de culturas do CIIMAR, a maior colecção portuguesa e inscrita no World Federation of Culture Collections, e serão realizados diferentes bioensaios em peixes zebra e em vários tipos de células adiposas (que acumulam gordura) e células hepáticas (presentes no fígado) permitindo o isolamento de compostos bioactivos, necessários para a elucidação da sua estrutura química.

Na fase final do CYANOBESITY, e de forma a comprovar que estes compostos reduzem a obesidade ou melhoram o metabolismo na obesidade, será efectuado um ensaio in vivo em ratinhos obesos.

O isolamento destas moléculas bioativas permite obter, na fase final, um composto puro que pode ser administrado sob a forma de um produto nutracêutico ou uma dieta suplementar, não sendo misturado com outros metabolitos, reduzindo assim efeitos secundários potencialmente indesejados.

Este projecto, co-financiado pela Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT) no âmbito da ERA-MarineBiotech, tem a duração de cerca de 3 anos e reúne um consórcio de 4 países: Portugal, Suécia, Alemanha e Islândia.

Fonte: CIIMAR
Foto: DR

Equipa internacional desenvolve “Órgão-num-chip” vascular para melhor testar células e medicamentos

João Ribas WebUma equipa internacional de investigadores, na qual participa o português João Ribas, do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), desenvolveu um novo dispositivo que replica a contração e distensão dos vasos sanguíneos que, além de acelerar a descoberta de doenças e medicamentos, permite reduzir a utilização de modelos animais em experiências.

O novo dispositivo, ou chip, concebido no âmbito de um estudo já publicado na revista científica Small, é feito de um material derivado do silicone utilizando várias técnicas de micro-fabricação. Quando as células estão neste ambiente dinâmico, as respostas são completamente diferentes das obtidas pelos dispositivos tradicionais porque as suas características assemelham-se às das células in vivo.

Apesar de um investimento enorme na pesquisa de novos fármacos na área cardiovascular, poucos são os que chegam ao mercado. A situação deve-se, em parte, à falta de modelos que reproduzam as condições do coração e vasos sanguíneos observadas no corpo humano, como o batimento cardíaco. Este estudo procurou desvendar que diferenças existem entre modelos que simulam as condições do corpo humano e modelos estáticos de cultura celular utilizados atualmente.

João Ribas, aluno do Programa Doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina do CNC, explica que «a solução criada resulta da combinação de várias técnicas de engenharia, biologia e medicina e poderá ser utilizada por centenas de laboratórios em todo o mundo, respondendo a várias linhas de investigação associadas a doença e envelhecimento vascular».

Este novo dispositivo demonstra a importância de replicar as condições do corpo humano de uma forma mais fiel. Com ele podemos agora replicar doenças vasculares e acelerar a descoberta de novos fármacos – João Ribas em declarações à Excelência Portugal

«Pensamos ainda que estas plataformas miniaturizadas representam uma solução acessível para testar condições de microgravidade no espaço e como estas afetam a saúde dos astronautas», realça o investigador.

No âmbito da investigação foi, também, utilizado um modelo celular de envelhecimento prematuro, com células provenientes de doentes. Os resultados obtidos mostram que o dispositivo permite estirar exageradamente estas células, obtendo-se vários marcadores de inflamação e doença vascular elevados.

Se as células «fossem manipuladas em culturas estáticas não se observariam estes marcadores. Contudo, sabe-se que esta inflamação acontece em doentes, sendo especialmente importante durante o processo de envelhecimento e necessitando de ser compreendida para que se possam descobrir fármacos adequados», esclarece João Ribas.

A investigação testou ainda alguns medicamentos que provam que o sistema funciona, podendo ser usado na descoberta e teste de novos fármacos para combater doenças e envelhecimento vascular.

Além do CNC, a pesquisa envolveu o Instituto de Investigação Interdisciplinar da UC, Brigham and Women’s Hospital – Harvard Medical School (EUA), Harvard-MIT Division of Health Sciences and Technology (EUA), e MIRA Institute for Biomedical Technology and Technical Medicine da Universidade de Twente (Holanda). O investigador João Ribas foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela Defense and Threat Reduction Agency (EUA).

Fonte: UC
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Energia hídrica vai desempenhar papel fundamental no sistema elétrico português

redes eletricasA energia hídrica vai desempenhar um papel fundamental no sistema elétrico português. Porquê? Porque vai servir como facilitador para atenuar a variabilidade eólica através do armazenamento de energia.

Hoje em dia, durante certos períodos, há um diferencial entre a disponibilidade da produção e o consumo. Esta diferença existe devido ao consumo reduzido e à existência de produção eólica em determinados momentos, denominados períodos de vazio, que correspondem à madrugada. Nestas situações, com o intuito de maximizar a penetração de fontes renováveis no sistema elétrico, o armazenamento de energia faz-se com o recurso a centrais hídricas reversíveis. É esta a ideia fundamental que levou ao desenvolvimento de uma nova tecnologia de máquinas reversíveis (podem funcionar como turbina ou como bomba).

Posteriormente, em horários de maior consumo, consegue fazer-se um aproveitamento da água armazenada para produzir energia elétrica de origem renovável, sem emissões de gases de efeito estufa.

A utilização de centrais hídricas com bombagem não é um conceito novo. Contudo, a tecnologia das máquinas que estas centrais tradicionalmente utilizam não permite que operem a potência variável em modo de bomba, fator que é indispensável para acomodar volumes crescentes de produção eólica onde a variabilidade e incerteza são mais elevadas.

“Por exemplo, na eventualidade de a produção eólica começar a diminuir num determinado instante, seria interessante do ponto de vista técnico que as bombas conseguissem igualmente reduzir a potência consumida para compensar a redução da produção eólica”, explica Bernardo Silva, investigador do Centro de Sistemas de Energia do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

O projeto europeu Hyperbole de €4,3M, que terminou este mês de fevereiro, teve como objetivo estudar o comportamento de centrais hídricas e os seus componentes durante a operação em regime parcial de carga e com variabilidade. Fizeram parte deste consórcio dez entidades europeias, pertencentes a seis países europeus – Portugal, Suíça, França, Áustria, Alemanha e Espanha.

A equipa multidisciplinar, que  constituiu o projeto, avaliou os efeitos da operação em regime parcial de carga em centrais hídricas na perspetiva de escoamento de fluídos, mecânica e elétrica.

O INESC TEC esteve envolvido na identificação e desenvolvimento de modelos de simulação dinâmica que permitissem representar os principais comportamentos deste tipo de centrais na perspetiva de estudo da rede elétrica.  Os modelos identificados permitiram ainda a elaboração de um estudo com diferentes níveis de integração de centrais hídricas de velocidade variável no sistema elétrico português de modo a avaliar os eventuais benefícios que poderiam advir da flexibilidade adicional que tais centrais representam para a controlabilidade do sistema elétrico numa perspetiva de resposta dinâmica do sistema. Por fim, foi também efetuada a avaliação técnico-económica da participação de centrais hídricas reversíveis de velocidade variável no mercado de eletricidade e serviços de sistemas.

Os resultados do projeto demonstraram que esta nova tecnologia permite reduzir a incerteza da produção de base eólica e os algoritmos de otimização desenvolvidos pelo INESC TEC permitem um aumento do lucro da participação no mercado em 12% quando comparadas com as tecnologias tradicionais de centrais hídricas reversíveis.

 “Neste projeto desenvolvemos modelos simplificados que vão permitir a um operador do sistema elétrico efetuar estudos de integração desse tipo de tecnologias no sistema elétrico para os próximos anos”, explica Bernardo Silva, investigador do INESC TEC.

Fonte: INESCTEC
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As aplicações já chegaram às Juntas de Freguesia

juntarajuntaCom a vontade de que o voto de qualquer cidadão não seja apenas de quatro em quatro anos, três jovens de Braga desenvolveram a app “Juntar a Junta” que pretende envolver os cidadãos em volta da sua junta de freguesia.

A Juntar a Junta é uma aplicação para, como o próprio nome indica, juntar e envolver os cidadãos em volta da junta. A aplicação permite que os cidadãos reportem directamente à sua junta uma ocorrência ou uma sugestão através de uma foto, comentário e localização dos mesmos.  A junta tem acesso imediato a essa informação e pode actuar de acordo com o necessário.

Desde o lançamento, em 31 de Janeiro, já tivemos 997 cidadãos a pedir a aplicação para a sua junta e cerca de 10 Juntas de Freguesia a aderir e a requisitar a aplicação – Miguel Novais, co-responsável do projecto

As Juntas de Freguesia podem também obter em tempo real a opinião dos seus cidadãos em questões de orçamento participativo ou outras questões, através de inquéritos.

Um caso de destaque é a Junta de Freguesia de Tenões, distrito de Braga, onde vai ser levado a cabo, junto das escolas, acções de sensibilização cívica para que as crianças através da aplicação possam sugerir mudanças na própria freguesia.

Fonte: JaJ
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COHiTEC 2017 forma novos empreendedores

cohitecA COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação lançou uma nova edição do programa de apoio à formação de empreendedores envolvidos no desenvolvimento de novas tecnologias.

O COHiTEC 2017 dirige-se a investigadores, tecnólogos e colaboradores de instituições de I&D nacionais (universidades, institutos politécnicos, centros de investigação, empresas, etc.), que pretendam adquirir competências em empreendedorismo e comercialização de tecnologias, bem como realizar uma análise da viabilidade comercial das mesmas.

Com a formação, que decorre durante quatro meses e envolve docentes da Porto Business School, da Nova School of Business and Economics e das universidades norte-americanas de North Carolina State, Brown e Rutgers, os novos empreendedores vão elaborar um projecto de negócios para um produto gerado pela tecnologia previamente avaliada.

As candidaturas ao COHiTEC 2017,um programa apoiado pelo NORTE 2020, no contexto dos apoios do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, decorrem até 20 de fevereiro. Para mais informações sobre o programa (consulte o calendário aqui).

Fonte: COTEC Portugal
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Dois portugueses integram lista “30 under 30″ da Forbes

forbes30under30uniplacesMiguel Santo Amaro, cofundador da Uniplaces e Bruno Figueiredo, cofundador da Graphenest, integram a lista da Forbes 30 under 30, que distingue os 600 jovens mais bem-sucedidos do mundo, em 20 categorias.

Estes dois portugueses fundaram startups de sucesso que são referência a nível global.  A prestigiada revista Forbes elegeu-os como personalidades a ter em conta no universo do empreendedorismo e da tecnologia.

Miguel Santo Amaro, 27 anos, é distinguido, na categoria Tecnologia, em conjunto com os outros dois fundadores da Uniplaces, Ben Grech, inglês de 28 anos e Mariano Kostelec, esloveno de 28 anos. A revista refere que “os fundadores internacionais da Uniplaces angariaram 29 milhões de dólares para ajudar estudantes de todo o mundo a reservar alojamento de uma forma segura através da sua plataforma que junta estudantes e senhorios”.

Bruno Figueiredo, 29 anos, conquista o seu lugar nesta lista na categoria Indústria. A publicação elogia a startup lusa, que retende distribuir grafeno de baixo custo a nível global, pelo seu “método que envolve um processo termomecânico amigo do ambiente e simultaneamente melhora a eficiência e reduz os custos”.

Em 2016, Cristina Fonseca e Tiago Paiva, fundadores da startup Talkdesk, integraram a lista na categoria de tecnologia empresarial. No ano anterior, Cristiano Ronaldo, Vhils e a cientista Maria Pereira tinham feito parte desta conceituada lista.

Fonte: Forbes
Foto: Fundadores da Uniplaces (créditos: Uniplaces)

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ComparaJá.pt angaria 20 milhões de investimento

comparajaO ComparaJá.pt, plataforma gratuita de comparação de produtos financeiros, como Cartões de Crédito e Crédito Pessoal, concluiu com sucesso a sua primeira ronda de financiamento tendo garantido o acesso a 20 milhões de euros.

Os fundos foram levantados junto de grandes fundos de investimento como o ACE & Company, líder em private equity, a Nova Founders Capital, a SBI Holdings ou o Pacific Century Group, para além de reconhecidas personalidades  como Mark Pincus, fundador da Zynga ou Peter Thiel, fundador do Paypal.

Fundada no início de 2015 por Sérgio Pereira, numa parceria com o investidor Mads Faurholt-Jorgensen, o projeto que nasceu incubado na Startup Lisboa captou a atenção de reconhecidos nomes internacionais devido à sua abordagem disruptiva ao setor financeiro. Com recurso a um serviço de comparação inovador e 100% independente, o ComparaJá.pt quer revolucionar a forma como os portugueses comparam, selecionam e adquirem produtos e serviços dos setores da Banca, Seguros e Telecomunicações.

O Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, foi mentor desta empresa durante a sua fase de incubação na Startup Lisboa, tendo referido, quando da inauguração das suas instalações em Lisboa, no início de 2016, que “O crescimento que empresas como o Comparajá.pt conseguem ter a partir de Portugal, que são empresas disruptivas e inovadoras nos mercados onde operam – neste caso, nos setores bancário, segurador e das telecomunicações – vem comprovar que Portugal é cada vez mais um destino de referência para startups e empresas com modelos de negócio que dependem de recursos humanos altamente qualificados que se sintam bem no sítio onde trabalham, e de boas infra-estruturas tecnológicas e científicas”.

O mercado das Finanças Pessoais é, sem dúvida, uma oportunidade única com imenso espaço para o progresso tecnológico”.  O valor a que a startup vai ter acesso, obtido através da sua holding que agrega as restantes declinações de marca na Europa, vai ser alocado ao alargamento do seu portefólio de produtos, que atualmente inclui Cartões de Crédito e Crédito Pessoal, nomeadamente pela inclusão da comparação de Crédito à Habitação, Seguros e Telecomunicações, para além da melhoria da sua estrutura tecnológica.

A escolha do crédito, seguro ou pacote de telecomunicações mais adequado para as necessidades e perfil de cada consumidor é um processo complexo que leva a que muitos portugueses estejam a desperdiçar tempo e dinheiro – Sérgio Pereira, diretor geral do ComparaJá.pt

“Através da nossa plataforma, que facilita todo o processo de pesquisa, análise e aquisição dos diferentes produtos e serviços financeiros disponíveis no mercado, já ajudámos mais de 750.000 utilizadores. Com este financiamento vamos conseguir ajudar ainda mais pessoas”, salienta Sérgio Pereira.   Por sua vez, Mads Faurholt-Jorgensen, Managing Partner da Nova Founders Capital, sublinha que “Tanto os consumidores como as instituições financeiras, dos bancos às seguradoras, receberam o ComparaJá.pt com entusiasmo.

O objetivo do portal independente de comparação é ser a referência dos consumidores nacionais na hora de encontrar o produto financeiro mais indicado de forma prática e informada, permitindo poupanças significativas de tempo e dinheiro, à semelhança do que acontece com os comparadores de voos e hotéis, serviços que os portugueses já não dispensam.

Em linha com a sua ambiciosa estratégia de crescimento, o ComparaJá.pt também vai apostar no crescimento da sua equipa. Recentemente, a plataforma contou com dois importantes reforços na sua estrutura de gestão: José Figueiredo juntou-se ao projeto enquanto co-diretor geral, tendo como principal foco a área comercial. Também o experiente executivo da indústria seguradora, Miguel Mamede, que transitou da Ageas, veio assumir o cargo de Vice-Presidente para a área de Seguros da plataforma. O primeiro desafio deste profissional vai passar pelo lançamento, já nos próximos meses, do serviço de comparação de seguro automóvel.

Fonte: ComparaJá.pt
Foto: DR