Start-ups tecnológicas nacionais partem à conquista de Espanha

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Dez empresas tecnológicas da região Norte de Portugal partem à procura do seu crescimento internacional, participando em encontro de negócios de grande escala do sector TIC: a FEIRA ACEINT – A tecnologia na nova economia.

Vinte imagens a cada vinte segundos. As imagens avançam automaticamente à medida que os empreendedores apresentam uma ideia, um projeto empresarial, uma oportunidade de negócio. São 400 segundos de uma apresentação cuidada, prática e apelativa com promessa de grandes negócios. As chamadas PechaKucha 20×20, apresentações de formato simples e direto que as tecnológicas portuguesas selecionadas pelo BICMINHO vão utilizar como estratégia para atacar o mercado mundial a partir da Galiza.

Tudo isto acontecerá durante a FEIRA ACEINT – “A tecnologia na nova economia”, que terá lugar no próximo dia 2 de outubro na Cidade da Cultura da Galiza, em Santiago de Compostela. Trata-se duma iniciativa promovida pelo IGAPE – Instituto Galego de Promoción Económica da Galiza, com o apoio da Universidade de Santiago de Compostela e do BICMINHO – Centro Europeu de Empresas e Inovação.

 

INDUSTRIA 4.0 – A NOVA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

O setor TIC está a mudar. E cada vez mais rapidamente. Por isso, para as start-ups tecnológicas, em especial as TIC aplicadas à indústria, a internacionalização é determinante para o sucesso empresarial na era da nova revolução industrial das fábricas do futuro e da Industria 4.0.Nuno Gomes, Administrador Executivo do BICMINHO

Um encontro de negócios ambicioso que vai incluir, para além das apresentações PechaKucha 20×20, workshops, encontros bilaterais e encontros com investidores dirigido exclusivamente a start-ups tecnológicas da Eurorregião Norte de Portugal-Galicia, do sector TIC, em especial as TIC aplicadas à biotecnologia, à indústria agroalimentar, ao têxtil, ao turismo, ao automóvel, entre outras indústrias.

Será um espaço networking, para observar e para mostrar. Pequenas ações podem ter grandes efeitos e há que ter capacidade de adaptação. É a nova economia, a nova sociedade, a nova indústria. Um sistema global onde a partilha de experiências e de conhecimento entre os negócios é a chave do sucesso.

Confirmada está já a presença de dez empresas tecnológicas portuguesas que, com a ajuda do BICMINHO, terão a oportunidade de estabelecer parcerias, atrair investidores e aumentar as suas vendas internacionais. NQDA- Negro Esquisso, Slim Business Solutions, Plako, Northweb, Digital Species, Scale2Go, Ludik 380, Displr e Design by Bessa constituem a delegação portuguesa que, no seu conjunto, empregam já 50 trabalhadores e atingiram em 2014 uma faturação superior a 1 milhão e meio de Euros, dos quais cerca de 20% foram para o mercado externo.

 

ACE INT – EMPREENDER SEM FRONTEIRAS

Esta FEIRA ACEint – “A tecnologia na nova economia” realiza-se no âmbito do projeto ACEint – Empreender sem fronteiras (www.aceint.eu), um projeto que tem como objetivo fomentar a criação e internacionalização de empresas TIC com forte impacto positivo setores estratégicos de especialização inteligente da Eurorregião Norte de Portugal-Galiza.

Para além das aceleradoras de modelos de negócio, financiamento e internacionalização (www.aceint.eu/aceleradora-6/), o projeto ACEint lançou já um sistema de alertas sobre oportunidades de negócio internacionais para o sector TIC (http://aceint.eu/vigilancia-2/) bem como a realização de Estudos sobre o sector TIC internacional (www.aceint.eu/publicados-novos-estudos-sobre-o-sector-de-tic-internacional ) e um primeiro fórum de investidores em empresas TIC (http://codigocero.com/Inaugurada-en-Compostela-a-Lonxa-de-Financiamento-ACEint).

Trata-se de um projeto de cooperação transfronteiriça com investimento total de 837.000 Euros, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) no valor de 627.750 Euros, ao abrigo do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP).

 

Sobre o BICMINHO

O BICMINHO – CENTRO EUROPEU DE EMPRESAS E INOVAÇÃO é uma instituição sem fins lucrativos, certificada pela União Europeia com o EU-BIC para a promoção do Empreendedorismo e da Inovação, através do apoio à criação de novas empresas e à modernização e internacionalização das PME.

Com 15 anos de atividade, o BICMINHO atua ao serviço do interesse público da região e do país, tendo já apoiado a criação de mais de 200 novas empresas, com uma taxa de sucesso de 93%, responsáveis pela criação de mais de 2.500 novos empregos e de um volume de negócios global em 2014 superior a 30 milhões de euros. Na área da Inovação Empresarial e Internacionalização o BICMINHO apoiou mais de 500 PME, que empregam mais de 8.000 trabalhadores em termos globais representam mais de 650 milhões de euros de volume de negócios, das quais 150 foram apoiadas ao nível da internacionalização.

O conceito EU-BIC (European Union Business and Innovation Centre) são um caso de sucesso com mais de 30 anos da intervenção da União Europeia. Criados em meados da década de 80 pela DG REGIO (então DG XVI), os EU-BIC promovem a criação de novas empresas inovadoras e ajudam as PME a inovar, através do apoio à inovação, incubação e internacionalização, promovendo o desenvolvimento económico das regiões, criando novos empregos e desenvolvendo novas ou PME existentes, atuando como um importante agente de desenvolvimento regional.

Os EU-BIC são um exemplo clássico de como as atividades financiadas pela União Europeia podem e devem ter um impacto concreto no crescimento económico e no aumenta da competitividade europeia. Em termos globais, os mais de 150 EU-BIC criaram milhares de novos negócios e dezenas de milhares de novos empregos qualificados e sustentáveis.

Em 2013, os mais de 150 EU-BIC apoiaram em termos globais 12.300 empreendedores que deram origem à criação de 3.000 novas empresas, com uma taxa de sucesso de 90%, e ajudaram a captar cerca de 284 milhões de euros em investimento, incluindo financiamento público, bancário e de risco. Geraram cerca de 13.000 novos empregos em start-ups e PME, com um investimento público muito eficiente de cerca de 8.800 euros por cada emprego criado.

Fonte: BICMINHO

Santa Bárbara Eco-Beach Resort – Recanto açoriano de excelência

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Nascido numa das nove ilhas do Arquipélago dos Açores, mais precisamente em São Miguel, o Santa Bárbara Eco-Beach Resort, idealizado por Rodrigo Herédia, elegeu como localização uma das praias mais conhecidas da região.

Situado em Santa Bárbara, mais de um quilómetro de areal banhado por grandes ondas do lado Norte da ilha, o resort tem como paisagem frontal um mar denso e sem fim. De costas para montes e vales de diferentes tonalidades de verde, as villas foram construídas em socalcos de forma a estarem em harmonia perfeita com a paisagem.

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O espaço encontra-se minuciosamente pensado e decorado para que não existam discrepâncias entre o natural e o arquitectonicamente pensado. Maioritariamente revestido em Madeira Criptoméria, com bambu como adereço, o resort revela-se um espaço de conforto e relaxe inacreditável. As villas estão divididas por sete T2 e sete T3, dotadas de todas as utilidades para quem quer desfrutar de uns dias bem passados. A referir, a piscina com vista para o mar e as suas camas dentro de água, dão o toque final às nossas férias.

O Eco-Beach Resort, para além de alojamento, também oferece a possibilidade aos hóspedes e convidados de desfrutarem do seu restaurante e bar de praia. Ambos com a mesma vista para o azul do Oceano Atlântico e com comida deliciosa a preços acessíveis. No restaurante podemos encontrar uma conjugação entre alimentos regionais, cozinha moderna e sushi com o peixe fresco que os Açores nos podem proporcionar. O bar de praia, por sua vez, apostou em comidas mais leves para quem está de passagem a caminho dos raios de sol.

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Na encosta foram criadas escadas em madeira para que seja possível o acesso directo à praia, proporcionando assim a conjugação de um dia de praia com aquilo que o Resort tem para oferecer. Também é possível alugar material de surf, paddle, kaykac e snorkling, havendo a opção de aulas com profissionais para os mais curiosos e desportistas!

Com o rápido aumento do turismo nos Açores, este empreendimento tem sido uma mais-valia para a ilha, primando pela originalidade e bom gosto.  A localização e a excelência dos serviços prestados têm proporcionado feedbacks extremamente positivos.

No final desta reflexão, considero que estamos perante um resort de interesse para todos os amantes de mar e natureza, sendo impossível não nos apaixonarmos por este recanto.

Fotos: DR

Line Health entra no mercado americano

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A empresa portuguesa criou uma aplicação para garantir que os doentes tomem os medicamentos e evitar comportamentos negligentes. No próximo ano a companhia e o Neuro Texas Institute vão desenvolver um teste em doentes cardíacos para diminuir as readmissões nos hospitais em 30 dias.

Um teste piloto realizado em doentes cardíacos no próximo ano, que conta com o apoio do Neuro Texas Institute, marca o arranque da Line Health no plano internacional. O projecto iniciado em Abril de 2014 pela mão de Diogo Ortega e Sofia Simões de Almeida, começou por se chamar PharmAssistant, mas o lançamento de um novo produto obrigou a uma alteração de identidade. Sofia Simões de Almeida explicou ao Excelência Portugal que “o novo nome está relacionado com a perspectiva de ter a saúde dos doentes crónicos em linha, além de se adequar melhor aos nossos objectivos”. A equipa continua a ser composta por oito elementos.

A entrada no mercado norte-americano acontece num momento de implementação do Obamacare. O projecto idealizado pelo actual presidente dos Estados Unidos visa aumentar o envolvimento do doente no tratamento. A COO da empresa garante que “a parceria com a Universidade do Texas facilitou os contactos”. A Europa também faz parte das prioridades da empresa portuguesa através de um acordo com a farmacêutica Bayer.

O novo produto permite aos doentes crónicos tomarem o medicamento correcto na devida altura. A aplicação informa as pessoas quando têm de tomar o remédio, mas também aqueles cuja missão passa por acompanhar os doentes, registando o histórico da medicação. Os responsáveis consideram que a ferramenta tem as características ideais para vingar no mercado. Em primeiro lugar existe um algoritmo proprietário que revela o estado de saúde das pessoas. Em segundo permite adaptar às necessidades de cada doente. Por fim, integra com o dispensador inteligente da Line Health, mas também com qualquer software ou smart device das farmácias e hospitais.

Foto: DR

 

 

 

 

UP Awards- agora já pode votar no empreendedorismo

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Pela primeira vez os prémios UP vão estar nas suas mãos, ou melhor, no seu voto. A votação para escolher os empreendedores está agora aberta ao público.

Conhece algum projecto que gera valor? E pessoas que se destacam pela rede de contactos, o conhecido “networking”? Então esta pode ser a oportunidade de os premiar, começando por nomeá-los para os prémios UP, organizados pela Portugal Startups.

Os UP Awards são uma iniciativa do PortugalStartups.com que pretende celebrar o sucesso e reforçar a visibilidade do empreendedorismo nacional envolvendo o país de Norte a Sul e funcionando como elemento agregador de todas as entidades em Portugal in comunicado de imprensa

A fase de nomeações começou no início do mês e terminou no dia 27. No dia 5 de outubro serão anunciadas as shortlists e aberta a votação para os vencedores em dez áreas distintas, entre as quais estão categorias como a “Incubadora do ano”, “Acelerador do ano”, “Startup B2C do Ano”, “Startup B2B do Ano”, “Fundador do Ano”, “Universidade Mais Empreendedora” e “Jornalista de Startups do Ano”.

O concurso trata-se de uma iniciativa da Portugal Startups, numa parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, a SAGE e a Microsoft, e pretende reconhecer aquilo que de melhor é feito no universo do empreendedorismo em Portugal, destacando não só organizações, mas também pessoas de relevância neste domínio.

Após a selecção dos nomeados feita pelo público, vão ser anunciados os finalistas (dia 5 de outubro) que estarão sujeitos a votação até dia 26 de Outubro. No dia seguinte a fecharem as votações serão anunciados os finalistas das diversas categorias. Os vencedores apenas serão divulgados um mês mais tarde, numa gala comemorativa destes prémios.

Fonte: Portugal Startups
Foto: DR

Um português entre os 100 mais influentes da tecnologia financeira mundial

Feedzai_Sebastiao_FEU2014_stage[1]É português, chama-se Nuno Sebastião e é CEO da Feedzai. Mas a estes dados pessoais e profissionais, acrescenta-se agora o facto de estar entre os 100 líderes mais influentes do mundo em tecnologia financeira. A nomeação foi feita pela Hot Topics, plataforma online de partilha de histórias do mundo tecnológico .

O português figura ao lado de nomes de importantes empreendedores de empresas como a Apple, Mastercard ou Microsoft. No processo de selecção, segundo revela o comunicado da empresa, estiveram presentes três critérios fundamentais: lançaram uma start-up ou negócio inovadores que abriram um precedente para a restante indústria,utilizam a tecnologia em benefício do sistema financeiro e são uma força motriz na sua evolução.

Fundada há quatro anos em Coimbra, a startup Feedzai liderada por Nuno, desenvolve processos que articulam inteligência artificial e machine learning no processo de análise de dados. No fundo, a empresa pretende desenvolver padrões de comportamento do consumidor nas compras que realizam, procurando assim minimizar os riscos, tanto online como offline.

Portugal foi apenas o ponto de partida para a empresa, que em pouco tempo se expandiu para os Estados Unidos, onde conta com uma vasta carteira de clientes, entre os quais a Vodafone, a Deloitte e a Ericsson.

Fontes: Feedzai e Dinheiro Vivo
Foto: finovate

 

Equipa portuguesa conquistou uma medalha de ouro e duas de prata nas Olimpíadas Ibero-americanas de Física

Equipa portuguesa arrecadou cinco prémios na Bolívia: uma medalha de ouro, duas medalhas de prata, uma menção honrosa e o prémio especial para a  melhor prova teórica.

Esta competição teve lugar em Cochabamba (Bolívia), de 6 a 13 de setembro e contou com a participação de 69 estudantes finalistas do ensino secundário de 19 países do espaço ibero-americano. Esta Olimpíada, que vai já na XX edição, é uma competição anual onde jovens estudantes pré-universitários são convidados a demonstrar a sua preparação em Física em dois longos e difíceis exames (um teórico e um experimental). O nível de conhecimentos requeridos para realizar estas provas vai para além do programa de Física do ensino secundário, envolvendo por parte dos estudantes imenso esforço e dedicação durante a fase de preparação. O vencedor absoluto desta olimpíada, que obteve a melhor classificação no conjunto dos dois testes, foi um estudante de El Salvador, Rene Villela Escalante.

Os team-leaders que acompanharam a delegação a Cochabamba, Fernando Nogueira e Orlando Oliveira, da Universidade de Coimbra (UC), fazem um balanço muito positivo da prestação portuguesa: A prestação global dos nossos estudantes foi muito boa: três dos alunos portugueses obtiveram classificações acima dos 40 pontos em 50 possíveis. Um deles, Paulo Mourão, foi mesmo a melhor prova teórica da competição. Merece também destaque o facto de todos os alunos terem obtido mais de 15 pontos em 20 possíveis na prova experimental, algo inédito na história da participação portuguesa nas olimpíadas internacionais.”

Os docentes da Universidade de Coimbra salientam que  “a prova experimental exigia grande destreza experimental para conseguir recolher todos os dados necessários. O trabalho de preparação dos alunos ao longo do ano, individualmente, nas suas  escolas, e nas sessões que decorreram na Universidade de Coimbra, foi essencial. Os professores destes alunos tiveram também um papel de extrema importância, visto que a preparação experimental foi feita com eles, nas escolas e fora do horário normal. A muito deficiente componente experimental dos programas ministrados no nosso ensino dificulta enormemente o trabalho de preparação, exigindo muito esforço da parte dos alunos para compensar o seu pouco à vontade num laboratório de Física..

A lista dos estudantes portugueses premiados é a seguinte:

- Paulo Duarte Mourão (Escola Secundária c/ 2º e 3º ciclos de Santa Maria da Feira), medalha de ouro

- Gonçalo Eduardo Cascalho Raposo (Escola Secundária Manuel da Fonseca, Santiago do Cacém),medalha de prata

- Carlos Alberto Rebelo Couto (Agrupamento de Escolas de Penalva do Castelo), medalha de prata

- João Francisco Lopes Cruz de Carvalho (Escola Secundária de Viriato, Viseu), menção honrosa

As Olimpíadas de Física são uma atividade promovida pela Sociedade Portuguesa de Física com o patrocínio do Ministério da Educação e da Ciência, da Agência Ciência Viva, da Fundação EDP e da Fundação Calouste Gulbenkian. O treino da equipa decorreu no Departamento de Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, integrado nas atividades da escola Quark! de Física para jovens.

 

Fonte: UC

Foto: Da esquerda para a direita: Carlos Couto (Agrupamento de Escolas de Penalva do Castelo, medalha de prata), Paulo Mourão (Escola Secundária de Santa Maria da Feira, medalha de ouro e melhor prova teórica), João Carvalho (Escola Secundária de Viriato, Viseu, menção honrosa) e Gonçalo Raposo (Escola Secundária Manuel da Fonseca, Santiago do Cacém, medalha de prata).

Açores reforça aposta no Surf com os World Surfing Games em 2016

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Este sábado, depois de terminado o SATA Azores Pro, foi anunciado por Vítor Fraga, Secretário Regional do Turismo e Transportes,  a realização nos Açores, em 2016, dos World Surfing Games, para além de mais uma edição desta etapa do mundial profissional.

Vítor Fraga, que falava aos jornalistas na praia de Santa Bárbara, após a entrega de prémios do SATA Airlines Azores Pro, salientou que os World Surfing Games são “os jogos olímpicos do surf”, acrescentando que a presença de mais de 600 atletas oriundos de 42 países “dá mostra da dimensão que uma prova desta natureza tem e da projecção que ela trará à Região em termos daquilo que é o surf nos Açores e das potencialidades que temos para a prática desta actividade e para o desenvolvimento de um produto turístico que é o Surf hoje”.

Os Açores assumem-se como um destino de surf, um destino de qualidade, e estes eventos servem também para isso, não só numa óptica de captação de fluxos directamente associados ao próprio evento, mas também numa óptica de promoção e de projecção da Região e de mostrarmos a qualidade que temos enquanto destino de surf

O titular da pasta do Turismo salientou ainda que o SATA Airlines Azores Pro, cuja sétima edição terminou hoje, é um evento “onde se maximiza claramente o retorno”, frisando que este ano “atingiu mais de 200 milhões de lares, para termos uma ideia da dimensão e projecção que a Região tem com uma prova deste nível, onde estiveram envolvidas cerca de uma dezena e meia de cadeias de televisão à escala global”.

Nesse sentido, Vítor Fraga afirmou que o objectivo“é continuar a apostar na prova”, já que a sua dimensão e qualidade “dá uma projecção muito grande à Região e à qualidade das nossas ondas para a prática de todas as modalidades associadas às ondas, não só ao nível do surf, mas também ao nível do bodyboard”.

Fonte: Governo Regional
Foto: DR

 

 

Chic by Choice de olhos postos no futuro

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Filipa Neto e Lara Vidreiro, fundadoras do projecto, conseguiram, no espaço de um ano, grandes feitos, entre eles a conquista da liderança do mercado europeu. Hoje, além de terem no seu portefólio a compra de uma empresa alemã e dos activos de uma outra inglesa, têm 15 países para os quais enviam os seus vestidos de luxo.

A Excelência Portugal esteve à conversa com Filipa Neto, co-fundadora do projecto, do qual se sente muito orgulhosa, e com razão, as conquistas já são muitas. A empreendedora orgulha-se sobretudo de “num espaço tão curto de tempo [terem] validado todos os pontos do negócio com que [se] tinham comprometido com os investidores” e de ter “uma equipa fantástica, em que de facto [conseguem] estabelecer objectivos e executá-los”.

Filipa conta-nos os esforços que a empresa tem feito, “a Chic by Choice fez um grande trabalho no primeiro ano, ao nível de ir captar o mercado de aluguer e de convencer as pessoas a deixarem de comprar para irem alugar, ou a usarem em vez de fornecedor a que estavam habituadas a usar para alugar e passarem a transferir esses alugueres para a Chic by Choice. E acho que aí conseguimos fazer um bom trabalho pela questão da marca, do serviço, do próprio produto que temos online”.

O objectivo da Chic by Choice está distribuido em dois pontos-chave. Por um lado, quer resolver todos os problemas de excesso de inventário dos retalhistas, ou seja, pretende ser a solução dos retalhistas quando estes se deparam na situação de não conseguirem escoar o excesso de inventário. Filipa espera que “não fiquem com as mãos na cabeça, quando pensarem, «tenho 20 por cento de excesso de inventário, como é que eu me vou livrar dele?»”. A ideia é, portanto, oferecer “uma boa solução que lhes dê muito maior retorno do que alternativas que eles têm hoje, que é venderem as peças com descontos muito pesados”. Por outro lado, a Chic by Choice almeja oferecer uma boa experiência ao utilizador, diz esperar que “os clientes tenham gosto pela experiência e o acesso a estes artigos fantásticos, mas não tenham necessidade de os ter no armário”, anuncia Filipa.

É nesta mudança de paradigma, a aquisição vs experiência, que assenta toda a sharing economy e na qual a Chic by Choice participa e acredita. Neto resume as suas ambições para o futuro da empresa em 2025: “por um lado, espero termos revolucionado toda a dimensão dos retalhistas, e por outro lado, espero que os clientes se entusiasmem cada vez com a posse dos itens, e mais com a experiência de os ter um bocadinho seus, e depois ter uma coisa nova no dia a seguir. Acho que também é um estilo de vida muito interessante.”

Foto: DR

 

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Brandit à conquista dos EUA

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Fundada em 2007, a Brandit trabalha com marcas como a Sony, a Apple, a Unicef, a Nike e o Real Madrid, desenvolveu a aplicação de treino de José Mourinho e criou o site de Cristiano Ronaldo. Em Portugal já trabalhou com as 500 maiores empresas. Com escritórios em Barcelos e em Lisboa, a Brandit, empresa de digital e social media, acaba de abrir escritório nos EUA, mais concretamente em Park Avenue, na cidade de Nova Iorque.

O CEO da empresa, Pedro Araújo, explica que se trata “de um passo natural da estratégia de internacionalização do negócio” e “uma forma de assegurar uma presença ainda mais ativa junto dos clientes”. A trabalhar com o mercado americano desde 2011, altura em que a Brandit teve como primeiro cliente a National Soccer Coaches Association of America Home, a empresa portuguesa prepara-se para lançar, em parceria com a National Federation of State High School Associations (NFHS), o Tactical Boards Soccer.

“Trata-se de um produto especialmente desenvolvido para este mercado e que é destinado a professores, treinadores, pais e atletas” e que conta com o apoio da NFHS, aquela que é “a mais importante associação nacional de desporto escolar dos EUA, presente em todos os 50 estados, em mais de 19000 escolas e conta com 11 milhões de participantes nos seus programas anuais”, refere o mesmo responsável.

 

Foto: Pedro Araújo e António Martins, fundadores da Brandit

Portugal é a jóia mais recente da Europa, diz o New York Post

murracao3Parece que Portugal está na moda. Se calhar, já estava há mais tempo, mas só agora é que muitos se têm vindo a aperceber da sua existência e do seu potencial. Pois foi no dia 21 de Setembro que foi publicado um artigo no New York Post, com o título: “10 razões pelas quais Portugal é a jóia mais recente da Europa”.

Jessie Knadler, uma escritora originária de Virgínia, Estados Unidos, depois de uma visita a Portugal, decidiu escrever este artigo dando ênfase à zona centro do nosso país. Isto porque, reconhece que já têm fama zonas como o Algarve e mesmo o Alentejo, para não falar dos destinos de vinhos localizados maioritariamente no norte.

Decidida a dar a conhecer toda a área entre Lisboa e Porto, desde o litoral até à fronteira partilhada com a Espanha, elaborou uma lista que apresenta as 10 razões para passar por Portugal.

Começando por apontar que esta zona de Portugal está cheia de maravilhas históricas, paisagens surpreendentes, comida fantástica, e a presença de uma vida vivida a um passo mais calmo, a lista começa com a afirmação: “Luxo que pode comprar”. Com isto a autora do artigo revela que perto do mar ou em regiões montanhosas encontram-se vários esconderijos luxuosos. Desde hotéis com terraços com vista para o mar ou casas de pedra localizadas em zonas em que a história exubera.

Jessie continua a lista partilhando a sua experiência na Festa de São João do Porto, fazendo referência à tradição de andar com martelos de plástico para bater nas cabeças daqueles que passam, das “milhares de pessoas que se espalham pelas ruas ao longo do rio Douro para dançar, observar o fogo de artificio e lançar os balões de ar quente pelo ar que se enche do odor a sardinha”.

O terceiro ponto da lista faz referência à variedade e quantidade de bebidas que os portugueses estão acostumados a beber. Tem, no entanto, o cuidado de chamar à atenção que, lá por termos o hábito de beber, não quer dizer que sejamos uma cultura bêbeda. Escrevendo: “Faça a sua escolha desde um leve e refrescante vinho verde, um vinho do porto do Vale do Douro encorpado ao shot do doce licor Ginja servido num copo de chocolate na cidade de Óbidos.” Parece ter também ficado impressionada com o facto de se poder pedir um copo vinho na “estação de serviço mais próxima” – já que todos têm bar.

Passando para o número quatro, a escritora chama-lhe “A doce e amarga ‘rivalidade’ entre Lisboa e Porto”. Este parágrafo serve para destacar os pontos fortes de cada cidade, a nível gastronómico. Sabe que o prato nacional é o bacalhau mas que segundo os locais, Lisboa é conhecida maioritariamente pelos seus doces: os famosos pastéis de nata, e que experimentá-los nos Pastéis de Belém, é uma “experiência religiosa”. Já no Porto, existe a famosa francesinha, como nós sabemos, mas que à autora do artigo não passou despercebida.

Em quinto da lista, o Palácio da Pena em Sintra é caracterizado como o “castelo mais colorido que alguma vez verá”. Jessie Knadler escreve: “Esqueça aquelas ideias de coisas austeras e fortificadas, os portugueses sabem como fazer castelos – é tudo à volta do esplendor.

O pão vem em sexto, que segundo a autora, aquele que for apresentado no cesto num restaurante diz muito sobre um país. E assim, aconselha que nenhum que se sente à nossa mesa dispense o pão antes da refeição e que, se tiverem a oportunidade, o mergulhem no azeite.

“A vida é uma praia.” (“Life’s a beach”) é como o sétimo ponto da lista é intitulado. Mesmo que o seu objectivo era focar-se apenas na região centro, aqui arrisca-se a ir duas horas a sul de Lisboa. A escritora fala da Comporta como a zona “in” onde os media se concentram e o local que os surfistas muito frequentam. Segundo a sua experiência, escreve que aqui não há muito que fazer além de relaxar nas praias de areia branca e conviver, mas que não é por isso que deixa de gostar menos, antes pelo contrário.

“Perder-se numa das cidades universitárias mais antigas do mundo.” Quando chegamos ao número oito, Coimbra vem ao de cima. Chamando-lhe a versão portuguesa de Oxford, a autora do artigo fala da cidade que é Património Mundial da UNESCO, da biblioteca barroca que nela existe, que por sua vez alberga mais de 2 milhões de títulos. Aconselha ainda deambular pelas ruas antigas e parar para provar os petiscos.

Já quase no fim da lista, a escritora fala das aldeias históricas cheias de castelos em ruínas, das estradas estreitas e sinuosas e as paredes em pedra que as percorrem. Caracteriza a zona perto da fronteira com Espanha como uma oportunidade de regressar à época medieval.

Por último, no décimo da lista, Jessie assegura que “pode dar boleia a desconhecidos sem [correr o risco de] ser assassinado. Dado que se atreveu a fazê-lo, culpou as provas de vinho do Porto, mas que acabou por ter uma experiência positiva. E termina com a recomendação de alugar o próprio carro para percorrer o Douro Vinhateiro e que mesmo que se perca, vale a pena a aventura.

Quando escolhemos escrever este artigo, não foi com o intuito de darmos a conhecer aquilo que muitos, senão todos nós conhecemos, isso foi o trabalho de Jessie Knadler. O objectivo é fazer chegar aos portugueses a informação de que somos falados lá fora. Mais do que isso, somos elogiados. Visitam-nos e são surpreendidos. Portugal tem valor e esse valor é reconhecido, num dia pelo New York Post, noutro, quem sabe.

 

Fontes: New York Post e Observador
Foto: algarvepromotion.pt

 

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