Offline Portugal: Desintoxicação digital

offline_capaQuer ter umas férias sem o seu smartphone? Acha que é altura de desligar da internet e conectar com o mundo?
Está cansado das redes sociais e quer conhecer pessoas novas e reais? Então deve conhecer o Offline Portugal.

O Projecto Offline começou em Londres, onde Bárbara Miranda, 34 anos, e Rita Gomes, 36, estavam a residir desde 2010 e se conheceram.  Ainda em terras de Sua Majestade, a arquitecta e a psicóloga decidiram re-inventar as amizades e as actividades sócio-culturais sem o uso de smartphones e internet.

As promotoras do projecto resolveram implementar o Offline em Portugal e concorreram ao VEM, programa lançado pelo anterior Governo para incentivar o regresso de emigrantes a Portugal. O projecto de negócio foi seleccionado e recebeu um apoio de 20 mil euros, o incentivo máximo previsto.

DESCONECTAR para RECONECTAR” (com a vida real) tornou-se o mote do projecto e a “offline House” nasceu na praia da Arrifana, em Aljezur. Aqui, em plena Costa Vicentina, encontra o cenário perfeito para experienciar estar sem rede, socializar e participar do vasto leque de  actividades que são disponibilizadas.

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No fim-de-semana prolongado da Páscoa, a “Offline House” abriu as suas portas. E ao entrar a porta vai deparar com a primeira diferença face a outras formas de alojamento:  Aqui o cliente faz check-in e deixa computador, tablet e smartphone num cacifo até fazer o check-out.

Para combater os efeitos da abstinência dos seus gadgets pode optar por várias actividades, entre as quais,  aulas de surf (35€), sessões de ioga (10€) e  tours de bicicleta (48€) ou de mota (150€) .  Ao final do dia pode desfrutar de um tradicional jogo de tabuleiro ou da música que os elementos da casa proporcionam.

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As duas amigas e co-fundadoras do projecto vendem “TEMPO”. Tempo em que o cliente, ou participante como também referem, goza de uma pausa do mundo virtual, da vida frenética que caracteriza o dia-a-dia nas grandes cidades.

Esta filosofia é praticada pelas próprias que uma vez por semana desligam os seus telemóveis. Fazem-no de forma alternada pois necessitam de estar contactáveis para que o negócio “role”.

Agora que já conhece o Offline, desconecte para reconectar com a vida real!

As promotoras

offline_fundadoras_capa2Fotos: DR

Turismo garante 7,9% do emprego, o futuro promete, e 2016 não desilude

turismo_wttc2Não, a crise não acabou. Não, nem todos os problemas do país foram resolvidos. Mas não, não estamos pior. E, pelo menos no turismo português, o futuro é brilhante. Ora veja:

Os últimos anos de boom no Turismo já se fazem sentir ao nível do emprego. Há mais empresas no sector e o número de postos de trabalho não tem parado de aumentar.

As estatísticas do World Travel & Tourism Council (WTTC), atravessam 184 países e procura perceber o impacto económico da indústria do Turismo e Transportes nas várias economias a regiões – por exemplo, G20, aliança do Pacífico ou OCDE onde Portugal também se insere. A entidade salienta que o sector está a crescer a um ritmo superior ao das próprias economias há já cinco anos.

Segundo a organização, o turismo criou 284 milhões de empregos em todo o mundo e daqui a dez anos suportará 370 milhões. Em Portugal, daqui a dez anos, o sector poderá responder por mais de um milhão de empregos.

No final do ano passado, transportes e turismo eram responsáveis por 363 mil empregos: 7,9% do emprego em Portugal, de acordo com o WTTC. Em 2016, numa altura em que já se aponta para um novo ano de recorde, este organismo com mais de 25 anos, antevê que o número de pessoas empregadas nesta área possa subir para 441 mil (mais 4,6% do que o registado no ano passado).

A contribuição total será, no entanto, bem maior: 915 mil empregos suportados por esta indústria – 22% do emprego em Portugal repartido entre agências de viagens, hotéis, empresas de transporte (excepto transporte pendular), companhias aéreas, e negócios de lazer e entretenimento para turistas.

Portugal é, por isso, o 33º país onde o Turismo Viagens mais pesa para a criação de riqueza. Em 2015, o WTTC estima que o turismo e viagens tenham gerado 11,3 mil milhões de euros para o PIB (6,4% da riqueza). O valor, antecipam, deverá acelerar em 2016 para atingir 14,6 mil milhões.

Mesmo assim, Vítor Neto, antigo secretário de Estado do Turismo, e Presidente da Comissão Organizadora da Bolsa de Turismo de Lisboa, considera que hoje “não está a verificar-se mais investimento do que na década anterior. O que aconteceu é que o turismo urbano conheceu um crescimento muito forte”, especialmente “Lisboa e Porto que conheceram ritmos de crescimento mais elevados, por exemplo, que o Algarve”. Parece então que esta evolução tem estado a acontecer mesmo à nossa frente. Claro que estamos todos cientes da fama que o Algarve há muito tem, e que continua a ter. Mas parece também que são agora outras cidades, como Lisboa e Porto, que são também reconhecidas. As cidades onde tanto acontece e muito há para conhecer. Claramente há ainda muito por descobrir, e este crescimento do turismo demonstra-nos que há cada vez mais pessoas dispostas a fazê-lo.

E os dados são consistentes com as expectativas do sector: Depois dos conflitos no Norte da Europa e entre a Ucrânia e Rússia, Portugal poderá vir a beneficiar da instabilidade vivida no centro da Europa. Também o fluxo de turistas que até aqui procurava a Turquia poderá começar a olhar para destinos como Portugal ou Espanha, onde o clima é igualmente convidativo. Estamos perante uma situação que, embora seja lamentável, preocupante e desconcertante, os portugueses são capazes de manter-se fortes e receberem aqueles que procuram o lado positivo da vida. E “sempre que a procura aumenta, há necessidade de reforçar equipas. Este ano, no Algarve por exemplo, os operadores turísticos estão a reservar mais cedo e por mais tempo, indo além de Julho e Agosto. Isso significa que é possível estender a operação hoteleira, melhorar taxas de ocupação, e dessa forma, necessitaremos sempre de contratar pessoas”, explica Gonçalo Rebelo de Almeida administrador do Grupo Vila Galé.

A acompanhar o crescimento do sector está o investimento que, de acordo com os dados da WTTC, ascendeu a 2,4 mil milhões de euros em Portugal, no ano passado. Isto significa 8,9% do investimento feito em Portugal.

A Associação da Hotelaria de Portugal admite que ao longo deste ano possam abrir 29 novos hotéis. Mas, neste sector, há mais vida para além do número de aberturas. Há que planear reabilitações e remodelações de edifícios e negócios, cá, lá e em todo o lado. Claro que isto tem uma implicação óbvia: Investir e, geralmente, muito.

O desenvolvimento do produto e a inovação também têm grande foco. Talvez até com especial Nos transportes, por exemplo, a TAP leva a cabo uma nova reestruturação de frota na sua companhia principal: vai receber 53 novos aviões. E a TAP Express já começou a renovar a sua frota para receber aviões Embraer 190 e ATR 72.

O presidente da WTTC, David Scowsill, recorda a “natureza resiliente” do sector perante ataques terroristas, epidemias, variações cambiais e desafios geopolíticos como a questão dos refugiados. Espera-se que o sector cresça 3,5% em 2016.

O optimismo espalha-se, mas é o tipo de optimismo baseado em factos reais, em acontecimentos verídicos, em feitos conseguidos. E contra factos, não há argumentos. Claro que o país não está no seu melhor. Mas, neste momento, são poucos os países que o estão. Mas Portugal, não só não está no seu pior, como está a lutar por sucesso, lançando-se mundo fora, sem que saia realmente do sítio. Aproveitamos, da melhor forma, os recursos que nos são disponibilizados, e há aqueles que se esforçam para que o sucesso seja possível. O emprego sobe, o investimento também. A pouco e pouco reconstruímos o que se perdeu, e no futuro reergueremos a confiança que uma vez detivemos e que outros depositaram em nós. Porque o futuro começou ontem, e já estamos quase no amanhã, começar a lutar por um país melhor é uma missão a que muitos já se aliaram. Resta saber se todos o sabem.

Fontes: Dinheiro vivo, Revista Sábado, wttc.org
Foto: DR

Universidade de Coimbra integra o top das melhores universidades na área do Direito

fducA FDUC é, de novo, reconhecida no plano internacional como uma das melhores Faculdades de Direito do mundo. O prestigiado QS World University Rankings by Subject inclui esta Instituição no top 200 das melhores escolas de direito, à semelhança do que vinha reconhecendo em edições anteriores deste estudo.

A Universidade de Harvard lidera a lista das melhores instituições de ensino na área do Direito, seguida da Universidade de Oxford e da Universidade de Cambridge. Na área jurídica (Law), a UC constitui a única Instituição portuguesa que figura na lista divulgada.

O QS World University Rankings by Subject 2016 é liderado por duas instituições norte-americanas ( Massachusetts Institute of Technology e Harvard University) e por uma inglesa (University of Cambridge).

No que concerne às universidades portuguesas, a mais bem colocada é a Universidade do Porto (308ª posição), seguida da Universidade Nova (351ª posição) e da Universidade de Coimbra (367ª posição). A Universidade de Lisboa integra a lista das 490 melhores instituições de ensino (481º- 490º lugar) e a Universidade Católica Portuguesa figura entre a 651ª e a 700ª posição.

O QS World University Rankings by Subject

Lançado em 2011, este estudo abrange 42 áreas do ensino. As instituições de ensino são avaliadas pelos pares, através de um questionário aplicado a peritos académicos, e pelos empregadores, também através de questionário. Acresce ainda uma avaliação relativa à prestação ao nível das publicações e citações.

Fontes: FDUC; udireito.com
Foto: DR

Surf: Impacto do Moche Rip Curl ultrapassou os 10 milhões de euros

90_grd[1]A edição de 2015 do Moche Rip Curl Pro Portugal, etapa do principal Circuito Mundial de Surf (WSL CT) realizada em Peniche, na praia de Supertubos, teve um impacto económico de 10,6 milhões de euros.

Peniche é um bom exemplo de como os desportos de ondas – e toda uma estrutura física, humana e políticatêm permitido desenvolver e valorizar a economia local e posicionar internacionalmente a cidade e o recurso mar

Segundo um estudo realizado pelo Núcleo de Investigação em Surfing do Grupo de Investigação em Turismo da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, a edição de 2015 gerou cerca de 1,3 milhões de euros em receita fiscal através de impostos indirectos e 9,3 milhões de euros de impacto directo. Estes valores reflectem as despesas realizadas pelos cerca de 100 mil visitantes que estiveram presentes em Peniche durante os 10 dias da prova. Os estrangeiros contribuíram com mais de 5 milhões de euros despendidos durante o evento.

Os números divulgados pelo estudo não incorporam nem o patrocínio dos sponsors nem o retorno em termos de projecção mediática.

O surf afirma-se, cada vez mais, como uma grande fonte de receitas no turismo. De acordo com um estudo da Associação Nacional de Surfistas (ANS), o impacto económico do surf em Portugal deverá atingir os 400 milhões de euros anuais. Este estudo citado pelo Expresso incorpora a indústria do surf , o turismo associado ao surf e o contributo dado pelos mais de 212 mil surfistas residentes no nosso país (dados de 2012).

Foto: C.M.Peniche

Dois cientistas do Instituto Gulbenkian de Ciência ganham bolsas de mais de 1 milhão de dólares

ig_bolseirosAna Domingos, investigadora principal do grupo de Obesidade e Ivo Telley, investigador principal do grupo de Princípios Físicos da Divisão Nuclear, no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC; Portugal), receberam agora bolsas de Jovem Investigadores do Programa Human Frontier, no valor de 1,05 e 1,35 milhões dólares respetivamente, por um período de 3 anos. Os projetos apresentados envolvem 3 ou 4 equipas de investigação de diferentes pontos do globo e são coordenados pelos cientistas em Portugal. Apenas 7 projetos Jovem Investigadores Human Frontier foram financiados este ano.

O programa internacional da organização Human Frontier, (International Human Frontier Science Program Organization –HFSPO) financia cientistas e projetos científicos de “investigação básica ou fundamental que tenham um potencial inovador excepcional e criativo, em diferentes áreas das ciências da vida”. Este financiamento é altamente competitivo, sendo a taxa de aprovação destas bolsas de apenas 3%.

Para encontrar uma cura para a obesidade temos que estar na fronteira da investigação em obesidade o que muitas vezes requer interdisciplinaridade e estarmos dispostos a correr riscos – a Human Frontier apenas financia projetos que tenham estas características – Ana Domingos

Ana Domingos, Portuguesa, estuda os mecanismos neuronais responsáveis pela degradação da gordura. Recentemente, a equipa de investigação liderada por Ana Domingos publicou um estudo na prestigiante revista científica Cell onde estabelecendo, pela primeira vez, que o tecido adiposo é inervado. “Nós determinámos que a ativação de neurónios simpáticos entre adipócitos promove a degradação da gordura e consequentemente a perda de massa gorda. Este resultado representa uma nova estratégia para a indução da perda de gordura e em última instância, pode traduzir-se numa nova terapia anti-obesidade que poderia ultrapassar os problemas relacionados com o emprego de fármacos no cérebro”, refere Ana Domingos.

Este financiamento permite que o nosso grupo aqui no IGC e os três parceiros trabalhem num aspecto importante da biologia que não foi ainda abordado mas que sempre suscitou muito interesse. A nossa equipa oferece uma combinação perfeita de experiência para tornar este ambicioso projeto um sucesso. É uma grande honra ver esta ideia reconhecida e ter os meios para a testar - Ivo Telley

Ivo Telley, Suíço, estuda o posicionamento do núcleo e o papel que aí tem o esqueleto da célula, durante as primeiras fases do desenvolvimento da mosca da fruta. No projeto agora financiado, Ivo Telley propõe investigar o rearranjo espacial de diferentes moléculas dentro das células e o seu impacto durante o desenvolvimento do plano corporal do animal. Em particular, “estudamos como é que ocorre o seu posicionamento e porque é que as mesmas moléculas vão sempre para os mesmos locais, ou seja, como e porque é que o sistema é tão robusto”, explica Ivo Telley. A maior limitação para compreenderem estes mecanismos prende-se com a complexidade de uma célula ou organismo. Por isso, neste projeto, Ivo Telley junta forças com os grupos de Martin Loose (Institute of Science and Technology, Austria), Sebastian Maurer (Center for Genomic Regulation, Spain) e Timothy Saunders (Mechanobiology Institute, Singapore) para “reconstruir” bioquimicamente a organização espacial e temporal das moléculas numa célula artificial e visualizar o processo usando tecnologia de microscopia de ponta e de alta resolução.

Pode ler-se no comunicado da organização que a “International Human Frontier Science Program Organization (HFSP) irá atribuir cerca de 34 milhões de dólares para as 32 equipas de 2016. Os candidatos passaram por um rigoroso processo de seleção ao longo de um ano numa competição global que começou com 871 cartas de intenção envolvendo cientistas em 64 países diferentes em todo o mundo. Para além dos 7 financiamentos Jovens Investigadores (envolvendo 22 cientistas) foram atribuídas 25 financiamentos de programa (envolvendo 78 cientistas).”

O Programa Human Frontier:

O Programa Human Frontier é um programa internacional de apoio à investigação implementado pela International Human Frontier Science Program Organization (HFSPO), sediada em Estrasburgo (França). Este programa tem como objectivos promover a colaboração intercontinental e experiência em investigação interdisciplinar e de fronteira, focada nas ciências da vida. Esta organização recebe apoio financeiro dos governos ou conselhos da Austrália, Canadá, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, República da Coreia, Nova Zelândia, Noruega, Singapura, Suíça, Reino Unido, EUA e União Europeia.

Fonte/Texto: IGC
Fotos: Sandra Ribeiro

Açorianos criam aplicação educativa em forma de jogo

aventuranailhadaspalavras2aOs Açorianos Tânia Botelho e André Vieira lançaram, no dia 24 de Março, a aplicação jogável “Júlia e Gui – Uma aventura na ilha das palavras”.

Esta aplicação conta com vários jogos, acompanhados de instruções e de pistas dos personagens, para que as crianças possam aprender e/ou dominar competências ao nível da linguagem oral e escrita da forma que mais os agrada, a brincar.

Através da realização destes jogos, as crianças terão a oportunidade de otimizar competências do foro da consciência fonologia, discriminação auditiva e fala/discurso.

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A apresentação pública contou com a presença e participação da Dr.ª Cátia Silva, terapeuta da fala, que relatou a todos os presentes a sua experiência durante o período de ensaio desta aplicação e as conclusões bastante positivas retiradas da mesma.

“Júlia e Gui – Uma aventura na ilha das palavras” encontra-se disponível no Google Play e na AppStore e está destinada a smartphones e tablets com sistema operativo Android, IOS e Windows Phone.

A faixa etária recomendada situa-se entre os 2 e 12 anos de idade, sendo que, este limite pode ser alargado para crianças maiores de 12 anos devido ao caráter de intervenção que os seus conteúdos também assumem.

Fonte: Uma aventura na ilha das palavras
Fotos: DR

Imprensa canadiana visita Região dos Vinhos Verdes

vinhoverdeA Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes recebe, entre 29 de março e 2 de abril, um grupo de 12 jornalistas canadianos que se deslocam à Região dos Vinhos Verdes para visitar nove produtores.

Vindos de Ontário e do Quebéc, os jornalistas especializados em gastronomia e vinhos vêm a Portugal para recolher dados sobre a marca “Vinho Verde” que, nos últimos dez anos, registou um crescimento de 115 por cento em volume e 165 por cento em valor nas exportações para o Canadá.

O grupo de jornalistas cumprirá um programa de cinco dias que inclui formação e provas sobre as castas autóctones da Região dos Vinhos Verdes, harmonizações com Vinhos Verdes e gastronomia internacional e exploração do património histórico, natural e enoturístico da Região.

A região dos Vinhos Verdes/Minho é a maior zona vitícola portuguesa e situa-se no noroeste do país, coincidindo com a região não vitícola designada por Entre Douro e Minho.

Fonte: CVRVV / AICEP
Foto: DR

Açores: Fajãs de S. Jorge classificadas pela UNESCO como Reserva da Biosfera

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As Fajãs de São Jorge passam a integrar a Rede Mundial da UNESCO, na sequência da candidatura apresentada pelo Governo dos Açores.  O Conselho Internacional de Coordenação do Programa MaB – Man and the Biosphere (O Homem e a Biosfera) reunido no dia 19 de Março em Lima, no Perú, aprovou a classificação que contou com aclamação de todos os presentes. 

A partir de agora Portugal tem mais uma Reserva da Biosfera. A classificação, aprovada por unanimidade e aclamação, contempla áreas de núcleo, de transição e de tampão, abrangendo toda a ilha de S. Jorge e uma área marinha adjacente até três milhas da costa.

O processo de candidatura, desenvolvido em 2014 pela Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente, através da Direção Regional do Ambiente, e incluiu cerca de meia centena de cartas de apoio de outros países e regiões que possuem este estatuto.

O Governo Regional dos Açores congratula-se com o sucesso da candidatura açoriana e considera que o inegável valor do património natural e cultural de S. Jorge e das suas fajãs, em particular, é merecedor desta designação internacional da UNESCO, que reconheceu também a excelência da candidatura açoriana, defendendo que os relevantes valores naturais, paisagísticos e culturais presentes nestes territórios devem ser potenciados enquanto elementos incontornáveis da animação e a promoção turística da Região, enquanto Destino de Natureza.

É de salientar que a ilha de São Jorge possui mais de setenta fajãs – pequenas planícies junto ao mar que tiveram origem em desabamentos de terras ou lava – e que nos Açores encontram-se quatro das Reservas da Biosfera existentes em Portugal, nomeadamente as ilhas do Corvo, Flores e Graciosa e, a partir de agora, também as Fajãs de São Jorge.

De acordo com o comunicado do Governo Regional, “A crescente procura das áreas protegidas enquanto espaços privilegiados de atividades e de lazer representa novas oportunidades de negócio relacionadas com essa fruição e, ao mesmo tempo, acrescenta responsabilidade aos poderes públicos e aos cidadãos em geral na gestão sustentável desses recursos”.

As Reservas Mundiais da Biosfera são porções de ecossistemas terrestres, costeiros e marinhos ou costeiros onde se procuram meios de reconciliar a conservação da biodiversidade com o seu uso sustentável. São propostas pelos países-membros da UNESCO e, quando preenchem os critérios, são reconhecidas internacionalmente.

De realçar que os Açores são uma das duas únicas regiões do mundo que possuem todas as classificações atribuídas pela UNESCO, sendo a outra a região a de Jeju, na Coreia do Sul.

Dos 195 países membros da UNESCO, apenas três possuem o pleno das classificações atribuídas por esta organização das Nações Unidas, nomeadamente Património Mundial, Reserva da Biosfera e Geoparque, sendo que os Açores, além destas, também possuem a classificação internacional Ramsar, atribuída a zonas húmidas, a que a UNESCO está associada.

No que concerne ao Património Mundial, Cultural e Natural, nos Açores existem duas áreas classificadas como Património Mundial da UNESCO, que são o Centro Histórico de Angra do Heroísmo, na Terceira, e a Paisagem Protegida da Cultura da Vinha da Ilha do Pico.

Fonte: GaCS/SRAA
Foto: GaCS/SIARAM

Pestana Hotel Group foi eleito Marca de Confiança 2016

pestana_marca_confiancaO Pestana Hotel Group acaba de ser eleito Marca de Confiança, na edição 2016 do conceituado estudo da Selecções Readers Digest que inquiriu 13.200 pessoas a nivel nacional, com representatividade estatistica da população portuguesa (com taxa de resposta acima dos 8%).

O Pestana Hotel Group atribui um enorme valor a esta eleição dos Portugueses, que reflecte o reconhecimento que a marca Pestana tem no seu país de origem e que é desde sempre um mercado ao qual nos temos dedicado com muito empenho. O ser a 1ª marca eleita, no 1º ano em que este estudo testa um atributo de tanto valor como a “confiança”, consideramos este um duplo prémio. Nenhuma marca pode liderar nada, sem a confiança dos seus clientes e stakeholders – Nuno Ferreira Pires, responsável pelo pelouro de Marketing & Vendas

Este inquérito, realizado a nível europeu, existe há 16 anos em Portugal, mas é a primeira vez que a Categoria “Hotéis” é analisada.

O maior grupo hoteleiro internacional de origem portuguesa orgulha-se de ter alcançado a liderança destacada. O 1.º lugar, uma estreia vencedora como marca de maior confiança entre a população portuguesa, foi alcançado fundamentalmente devido aos 2 atributos melhor classificados – Qualidade e Percepção das Necessidades dos seus clientes.

Criado em 2001, o estudo tem como objectivo medir o grau de confiança que os consumidores depositam nas marcas.

O Pestana Hotel Group:

O Pestana Hotel Group comemorou em 2012 os 40 anos. Com um percurso de quatro décadas de sucesso, o Grupo tem e gere 87 unidades em Portugal e no estrangeiro, e ainda seis campos de golfe, dois casinos, três empreendimentos de imobiliário turístico, 13 empreendimentos Vacation Club, uma companhia de aviação charter e um operador turístico, com o objetivo de oferecer produtos completos e mais atrativos. Na indústria e nos serviços, o grupo de Dionísio Pestana participa na Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, gestora do Centro Internacional de Negócios da Madeira e na Empresa de Cervejas da Madeira. Ao todo são nove as áreas de negócio onde opera: hotelaria, golfe, casinos, imobiliário turístico, aviação, distribuição turística, Vacation Club, indústria e serviços.

Na hotelaria, o seu principal negócio, o grupo opera com três marcas: Pestana Hotels & Resorts, Pestana Collection Hotels e Pestana Pousadas de Portugal, cuja gestão da rede assumiu em 2003. Presente em 15 países, tem cerca de 11.000 quartos disponíveis na Europa, África e América e cerca de sete mil colaboradores. Em 2015 as receitas atingem os 400 milhões de Euros.

Fonte: Pestana Hotel Group
Foto: DR

Investigadores da Universidade de Coimbra identificam mecanismo que promove comunicação entre neurónios

neuronioUma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) desvendou que a “ubiquitina” organiza as proteínas que permitem aos neurónios trocar informação entre si.

O estudo publicado na revista científica Journal Of Cell Biology contraria a ideia geral de que a ubiquitina é apenas uma proteína que promove a destruição de proteínas danificadas ou com erros. Neste trabalho os autores descobriram que a ubiquitina atrai todos os recursos necessários à formação de novas sinapses, sendo essencial para a comunicação neuronal.

Maria Joana, primeira autora do artigo, sublinha que «algumas proteínas que se acumulam nos neurónios têm uma pequena “cauda” feita de várias ubiquitinas “atreladas”. Neste trabalho descobrimos que a acumulação destas proteínas contribui para a comunicação neuronal porque as suas “caudas” de ubiquitinas funcionam como um “íman”, os quais atraem e organizam corretamente os recursos dessa comunicação.»

Por seu lado, Ramiro Almeida, líder da equipa, explica que «decidimos arriscar uma abordagem pouco convencional e investigar o processo pelo qual a maquinaria de destruição das células contribui para o desenvolvimento do sistema nervoso. Surpreendentemente, à luz do conhecimento atual, observámos um aumento extraordinário do número de sinapses nos neurónios de ratos in vitro, em contexto de experimentação laboratorial.»

neuronio2O resultado obtido sugere que a ubiquitina, «para além da sua tarefa de degradação, tem um outro papel “construtivo” que explica o aumento de sinapses obtido», acrescenta o investigador.

As conclusões desta investigação, desenvolvida ao longo de quatro anos, contribuem para a compreensão dos mecanismos de formação de sinapses, a estrutura responsável pela passagem de informação no sistema nervoso, e poderão auxiliar a comunidade científica a encontrar novas abordagens para os casos de autismo, esquizofrenia, atrofia muscular espinhal e principalmente síndrome de Angelman.

O estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela União Europeia através das iniciativas Marie Skłodowska-Curie.

Fonte: UC
Fotos: (1) interactive-biology.com; (2)UC