Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola 2017 lançado na AGRO

premioCCAMO Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola visa contribuir para a disseminação da cultura de empreendedorismo e inovação nos sectores agrícola, agroindustrial e florestal em Portugal. A edição de 2017  foi apresentada na AGRO, a maior feira do setor primário do Norte do país.

Esta edição do prémio vai focar-se nas fileiras estratégicas para Portugal, distinguindo e incentivando empresas e projetos que se destaquem nas categorias: Cereais, Floresta, Hortofruticultura, Produção Animal e Inovação em Colaboração.

O Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola 2017 e as condições para concorrer foram apresentadas durante a Grande Conferência da 50.ª AGRO. Organizada pela InvestBraga, com o apoio do Crédito Agrícola. Este evento trouxe a debate os temas-chave para o futuro do setor primário, dentre os quais se destacaram também o empreendedorismo e a inovação, num painel que contou com a participação da diretora da Startup Braga, Daniela Monteiro.

A AGRO decorreu entre os dias 23 e 26 de março, no Parque de Exposições de Braga. Considerada a maior feira do setor na região Norte de Portugal e uma das maiores a nível nacional, a AGRO é a única do país a integrar a Eurasco – European Federation of Agricultural Exhibitions and Show Organizers. A AGRO faz ainda parte das feiras acreditadas pela UFI – The Global Association of the Exhibition Industry, e a 50.ª edição do certame conta com a presença de um representante desta associação.

O Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola 2017 resulta de uma parceria entre a Caixa de Crédito Agrícola e a INOVISA.

Fonte: Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola
Foto: DR

“Tourism Train Experiences” promove Turismo Ferroviário e regiões com menor atração

train_experiences_vencedoresNo presente ano letivo, a Secretaria de Estado do Turismo, o Turismo de Portugal, I.P. e a Universidade Europeia organizaram a 2ª edição do projeto “Tourism Train Experiences”. Neste segundo ano, depois de uma incursão pelo corredor da linha da Beira Baixa, os projetos centram-se “nas áreas do Turismo militar, histórico, ferroviário, gastronómico, de natureza, lendas e tradições”. Tendo os alunos como mote a Beira Alta como região turística, e o tema: “Lendas e Tradições da Península Ibérica”, para desenvolver trabalhos.

O “Tourism Train Experiences” tem como objetivo “potenciar o Turismo ferroviário e as regiões portuguesas com menor crescimento turístico através de projetos de estudantes universitários que se destaquem pelo empreendedorismo e pela inovação”.

A Beira Alta, apesar dos recursos turísticos e únicos que apresenta, tem uma capacidade de atração relativamente reduzida. No ano 2015 o número de dormidas nestes concelhos situou-se nos 2.588 milhares que, no cômputo global do país, representa cerca de 9% do total de dormidas registadas.

Foram apresentados projetos sobre cada uma das regiões identificadas, nos quais participaram todas as equipas de trabalho constituídas para desenvolver estratégias de promoção e atração de novos públicos para cada uma das regiões.

Neste âmbito, foram realizadas paragens nas 7 estações situadas em locais com forte ligação a lendas e a tradições da Beira Alta. À chegada às estações, os viajantes deslocaram-se até um local com condições para apresentações, com pendor simbólico, onde apresentaram as suas ideias.

O Extraordinary fo(u)r taste e a escola EHT Douro-Lamego foram os grandes vencedores da 2ª edição do Tourism Train Experiencies. Este grupo é constituído pelos alunos André Sousa, Tiago Fonseca, Cristina Gonçalves, Ana Nunes, Bruno Correia e são todos alunos do curso de Gestão Hoteleira- Alojamento. A Excelência Portugal quis conhecer melhor o projeto e falou com o grupo vencedor.

Foi uma grande honra para nós ter participado num projeto desta dimensão, pois, esta experiência permitiu-nos crescer a nível pessoal e profissional sendo, certamente, uma mais-valia para o nosso futuro.

1) Em que consiste o projecto e qual a sua aplicação prática?

O projeto consistiu no aproveitamento de rota histórica e de património – rota de Cister- já existente e no desenvolvimento paralelo de uma rota gastronómica que aposta nos produtos locais como espumante, presunto, bola de lamego, etc.

A aplicação é relativamente “fácil” uma vez, que apenas exige a organização e realização de momentos/eventos gastronómicos nos locais históricos que integram a rota de Cister.

Acresce a este facto a possibilidade do acesso ferroviário se poder fazer usando duas linhas, a do Douro, a Norte e a da Beira Alta, a Sul.

2) Qual o feedback que tiveram relativamente ao mesmo?

O feedback foi bastante positivo quer dos parceiros locais que integram a rota de Cister quer do próprio setor da restauração local que facilmente aderiram à proposta de valor apresentada pelo projeto.

3) Quais as possibilidades reais de execução do mesmo?

Entendemos que dadas as caraterísticas operacionais do projeto e o seu pragmatismo a sua aplicabilidade sai reforçada e apta a ser operacionalizada num curto prazo de tempo.

4) Que significado teve o prémio?

Para além do reconhecimento interpares que significa um prémio como este, a motivação adicional para alunos participantes e não só conseguida é um fator de dinamização do ânimo da escola e da sua comunidade.

É mais um reforço e evidência da aplicação do lema da escola “Fazemos coisas simples, extraordinariamente bem!”.

Foto: DR

BTL: Visite os Açores sem sair de Lisboa

Azores_BTL_2017Os Açores voltam a marcar presença na BTL – Feira Internacional de Turismo, que decorre em Lisboa de 15 a 19 de março, convidando os visitantes a viajarem virtualmente até ao arquipélago.

Não somos, nem pretendemos ser, um destino de massas – Marta Guerreiro, Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, em entrevista à Excelência Portugal

De acordo com a Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, nesta edição da BTL, “pretende-se consolidar a transição para um tipo de natureza ativo e fortalecer a ligação entre a contemplação da paisagem e o usufruto de atividades de animação turística, permitindo evidenciar as inúmeras possibilidades existentes, em terra e no mar, em cada uma das nove ilhas do arquipélago, enquanto desafio de desenvolvimento do setor”.

A presença da Região neste certame inclui um stand com 720 metros quadrados, com cerca de 30 módulos de negócio para as empresas do setor, um trilho virtual e uma agenda com mais de 30 eventos, onde se destacam as atividades ao ar livre.

As ações e apresentações no stand dos Açores envolvem agentes públicos e privados articulados no desenvolvimento do setor. A tecnologia aliada à promoção turística é uma das grandes apostas, oferecendo aos visitantes uma ida aos Açores através de um trilho e de óculos virtuais disponíveis no local.

Os Açores lideram os crescimentos registados no setor do turismo nacional, que se refletiram em mais de 1,9 milhões de dormidas em 2016, já com os dados de todas as tipologias de alojamento apurados. Este valor traduz um aumento de 26% relativamente a 2015, num crescimento que se registou generalizadamente em todos os mercados de turistas que visitam o arquipélago.

O mercado nacional é um dos principais mercados emissores da Região (41% em 2016), no qual o Governo dos Açores continua focado em manter a sua atuação de acordo com o Plano Estratégico e de Marketing do Turismo.

“Free Running Azores” sorteia viagem, estadia e participação em prova do Azores Trail Run® 

O Azores Trail Run® e o Turismo dos Açores convidam a participar no “Free Running Azores”, a 18 de março, num percurso de 10 quilómetros no Parque das Nações.

O treino ligeiro é guiado pelo Azores Trail Run® para promover as provas de trail running que decorrem nos Açores. A primeira prova tem lugar em maio, na Ilha do Faial.

É um treino de aproximadamente 60 minutos, cuja partida e meta, se localiza na entrada da FIL, no Parque das Nações, onde decorre a BTL.

A participação é gratuita e a concentração está agendada para as 10h00, à entrada da Feira, altura em que serão registados os participantes, que serão presenteados com um buff e uma t-shirt técnica.  A partida deverá acontecer pelas 10h30.

Habilite-se a uma viagem real aos Açores!

Confirmações de presença para:
Eva Mota
E-mail: evamota@visitazores.travel
Telemóvel: 93 205 83 52

Fonte: GACS
Foto: DR

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Equipa internacional desenvolve “Órgão-num-chip” vascular para melhor testar células e medicamentos

João Ribas WebUma equipa internacional de investigadores, na qual participa o português João Ribas, do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), desenvolveu um novo dispositivo que replica a contração e distensão dos vasos sanguíneos que, além de acelerar a descoberta de doenças e medicamentos, permite reduzir a utilização de modelos animais em experiências.

O novo dispositivo, ou chip, concebido no âmbito de um estudo já publicado na revista científica Small, é feito de um material derivado do silicone utilizando várias técnicas de micro-fabricação. Quando as células estão neste ambiente dinâmico, as respostas são completamente diferentes das obtidas pelos dispositivos tradicionais porque as suas características assemelham-se às das células in vivo.

Apesar de um investimento enorme na pesquisa de novos fármacos na área cardiovascular, poucos são os que chegam ao mercado. A situação deve-se, em parte, à falta de modelos que reproduzam as condições do coração e vasos sanguíneos observadas no corpo humano, como o batimento cardíaco. Este estudo procurou desvendar que diferenças existem entre modelos que simulam as condições do corpo humano e modelos estáticos de cultura celular utilizados atualmente.

João Ribas, aluno do Programa Doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina do CNC, explica que «a solução criada resulta da combinação de várias técnicas de engenharia, biologia e medicina e poderá ser utilizada por centenas de laboratórios em todo o mundo, respondendo a várias linhas de investigação associadas a doença e envelhecimento vascular».

Este novo dispositivo demonstra a importância de replicar as condições do corpo humano de uma forma mais fiel. Com ele podemos agora replicar doenças vasculares e acelerar a descoberta de novos fármacos – João Ribas em declarações à Excelência Portugal

«Pensamos ainda que estas plataformas miniaturizadas representam uma solução acessível para testar condições de microgravidade no espaço e como estas afetam a saúde dos astronautas», realça o investigador.

No âmbito da investigação foi, também, utilizado um modelo celular de envelhecimento prematuro, com células provenientes de doentes. Os resultados obtidos mostram que o dispositivo permite estirar exageradamente estas células, obtendo-se vários marcadores de inflamação e doença vascular elevados.

Se as células «fossem manipuladas em culturas estáticas não se observariam estes marcadores. Contudo, sabe-se que esta inflamação acontece em doentes, sendo especialmente importante durante o processo de envelhecimento e necessitando de ser compreendida para que se possam descobrir fármacos adequados», esclarece João Ribas.

A investigação testou ainda alguns medicamentos que provam que o sistema funciona, podendo ser usado na descoberta e teste de novos fármacos para combater doenças e envelhecimento vascular.

Além do CNC, a pesquisa envolveu o Instituto de Investigação Interdisciplinar da UC, Brigham and Women’s Hospital – Harvard Medical School (EUA), Harvard-MIT Division of Health Sciences and Technology (EUA), e MIRA Institute for Biomedical Technology and Technical Medicine da Universidade de Twente (Holanda). O investigador João Ribas foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela Defense and Threat Reduction Agency (EUA).

Fonte: UC
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Energia hídrica vai desempenhar papel fundamental no sistema elétrico português

redes eletricasA energia hídrica vai desempenhar um papel fundamental no sistema elétrico português. Porquê? Porque vai servir como facilitador para atenuar a variabilidade eólica através do armazenamento de energia.

Hoje em dia, durante certos períodos, há um diferencial entre a disponibilidade da produção e o consumo. Esta diferença existe devido ao consumo reduzido e à existência de produção eólica em determinados momentos, denominados períodos de vazio, que correspondem à madrugada. Nestas situações, com o intuito de maximizar a penetração de fontes renováveis no sistema elétrico, o armazenamento de energia faz-se com o recurso a centrais hídricas reversíveis. É esta a ideia fundamental que levou ao desenvolvimento de uma nova tecnologia de máquinas reversíveis (podem funcionar como turbina ou como bomba).

Posteriormente, em horários de maior consumo, consegue fazer-se um aproveitamento da água armazenada para produzir energia elétrica de origem renovável, sem emissões de gases de efeito estufa.

A utilização de centrais hídricas com bombagem não é um conceito novo. Contudo, a tecnologia das máquinas que estas centrais tradicionalmente utilizam não permite que operem a potência variável em modo de bomba, fator que é indispensável para acomodar volumes crescentes de produção eólica onde a variabilidade e incerteza são mais elevadas.

“Por exemplo, na eventualidade de a produção eólica começar a diminuir num determinado instante, seria interessante do ponto de vista técnico que as bombas conseguissem igualmente reduzir a potência consumida para compensar a redução da produção eólica”, explica Bernardo Silva, investigador do Centro de Sistemas de Energia do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

O projeto europeu Hyperbole de €4,3M, que terminou este mês de fevereiro, teve como objetivo estudar o comportamento de centrais hídricas e os seus componentes durante a operação em regime parcial de carga e com variabilidade. Fizeram parte deste consórcio dez entidades europeias, pertencentes a seis países europeus – Portugal, Suíça, França, Áustria, Alemanha e Espanha.

A equipa multidisciplinar, que  constituiu o projeto, avaliou os efeitos da operação em regime parcial de carga em centrais hídricas na perspetiva de escoamento de fluídos, mecânica e elétrica.

O INESC TEC esteve envolvido na identificação e desenvolvimento de modelos de simulação dinâmica que permitissem representar os principais comportamentos deste tipo de centrais na perspetiva de estudo da rede elétrica.  Os modelos identificados permitiram ainda a elaboração de um estudo com diferentes níveis de integração de centrais hídricas de velocidade variável no sistema elétrico português de modo a avaliar os eventuais benefícios que poderiam advir da flexibilidade adicional que tais centrais representam para a controlabilidade do sistema elétrico numa perspetiva de resposta dinâmica do sistema. Por fim, foi também efetuada a avaliação técnico-económica da participação de centrais hídricas reversíveis de velocidade variável no mercado de eletricidade e serviços de sistemas.

Os resultados do projeto demonstraram que esta nova tecnologia permite reduzir a incerteza da produção de base eólica e os algoritmos de otimização desenvolvidos pelo INESC TEC permitem um aumento do lucro da participação no mercado em 12% quando comparadas com as tecnologias tradicionais de centrais hídricas reversíveis.

 “Neste projeto desenvolvemos modelos simplificados que vão permitir a um operador do sistema elétrico efetuar estudos de integração desse tipo de tecnologias no sistema elétrico para os próximos anos”, explica Bernardo Silva, investigador do INESC TEC.

Fonte: INESCTEC
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Empresa portuguesa desenvolve solução inovadora para cultivar alimentos frescos

coolfarmA empresa portuguesa CoolFarm vai apresentar na Alemanha um sistema integrado que permite cultivar alimentos frescos, nutritivos e deliciosos, em interior, durante todo o ano, sem desperdícios e com máxima segurança.

A inovação portuguesa será apresentada, entre os dias 5 e 9 de março, na cidade alemã de Dusseldorf, na feira de comércio a retalho Euroshop 2017.

De acordo com a empresa, “O CoolFarm in/store é um sistema automático fechado e vertical, com um ambiente limpo e climatizado no interior, perfeito para o crescimento de vegetais de qualidade superior como alfaces, agriões, beterrabas, folhas verdes, ervas ou flores, e para a germinação de plantas. Esta nova solução de cultivo usa 90% menos água do que a agricultura tradicional e não necessita de pesticidas nem herbicidas”.

O equipamento é personalizável e composto por módulos que começam nos 100 metros quadrados de área de produção, mas que podem ser facilmente expandidos tanto vertical como horizontalmente, proporcionando um rápido retorno do investimento.

O sistema, inteligente e altamente intuitivo, tem duas colunas de tabuleiros móveis de cultivo hidropónico, um elevador central, um sistema de fertirrigação, sensores de qualidade superior para medir todas as variáveis ​​relativas às plantas, luzes de crescimento LED, um sistema de controlo e uma antecâmara.

Com esta inovação, a CoolFarm pretende proporcionar às pessoas, nomeadamente as que vivem nas grandes cidades, o fácil acesso a vegetais frescos de qualidade superior, quer através dos grandes hipermercados, como também dos restaurantes, hotéis e até hospitais. Por sua vez, o CoolFarm in/store irá permitir a estes locais de consumo menos desperdício de comida, total controlo sobre a produção da mesma e cortes totais nos custos de transporte.

A empresa CoolFarm nasceu em Coimbra há três anos, mas já é reconhecida mundialmente. Há dois anos criou um sistema de controlo inteligente, vocacionado para estufas ou armazéns de produção agrícola, que permite fazer crescer plantas, da forma mais saudável, eficaz e eficiente possível, através da sua capacidade de análise, inteligência artificial, ligação à cloud e interface intuitivo, adaptável a todos os suportes web e mobile.

Fonte: CoolFarm
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Lisboa recebe novo pólo para indústrias criativas

LACS2Lisbon Art Center & Studios (LACS) é o novo pólo de indústrias criativas da capital. O projecto terá o Rock in Rio como dinamizador e conta com um investimento de três milhões de euros para a reabilitação do edifício inserido no Porto de Lisboa.

Situado no Cais da Rocha de Conde de Óbidos, o edifício vai ter espaços de trabalho, studios, ateliers, uma escola, restaurante, live music bar, galeria de arte e design, bookstore & café e um rooftop lounge.

As portas deste cluster abrem em outubro e os criadores, empreendedores e empresas vão poder submeter as suas candidaturas de membership a partir de 2 de maio.

O LACS nasce de uma vontade de mudar a forma de trabalhar, e a forma como os profissionais encaram o trabalho e tudo aquilo que o rodeia – Gustavo Brito, co-responsável pelo projecto

O LACS pretende ser muito mais que um espaço de trabalho, quer ser “uma comunidade agregadora de talento que disponibiliza um vasto conjunto de serviços e ofertas, passando pelas áreas do ensino, gastronomia, entretenimento e lazer”. “Queremos oferecer um ambiente de trabalho diferenciador. Isto é, um ambiente capaz de estimular, só por si, a criatividade, o networking e, nessa sequência, a criação de novos projetos”, salienta Gustavo Brito.

No edifício de cinco pisos e 5.000m2, com vista privilegiada sobre o Tejo, haverá um restaurante, uma cafetaria e bookstore, um live music bar, studios, uma galeria de arte e design, um rooftop lounge e, ainda, uma escola. Espaços comuns que poderão ser frequentados, não só, pelos membros do LACS como, também, pelo público.

Fonte: LACS
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Cientistas do CIIMAR desenvolvem Base de Dados Mundial inovadora no combate ao Vírus Ébola

ebolaInvestigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto desenvolveram a primeira base de dados a nível mundial para facilitar o desenvolvimento de métodos de identificação e tratamento da doença causada pelo vírus Ébola. 

A plataforma EBOLAID desenvolvida por Filipe Pereira e João Carneiro do CIIMAR permite comparar e organizar estatisticamente dezenas de oligonucleótidos já descritos na literatura e que se ligam ao genoma do vírus Ébola de forma a inibir a sua replicação ou permitir a sua deteção. Com esta nova ferramenta, cientistas e empresas farmacêuticas podem, a partir deste momento, identificar e desenvolver mais facilmente novas abordagens para a deteção e/ou tratamento do vírus Ébola.

Partindo de uma análise de mais de 200 genomas de vírus Ébola provenientes dos vários surtos, que desde 1976 vitimaram milhares de pessoas em África, a plataforma permite ainda identificar as regiões mais conservadas do genoma do Ébola, que são as mais indicadas para o desenho de novos métodos de combate a futuras epidemias de Ébola.

As constantes mutações (alterações na sequência do genoma) em novas estirpes do vírus podem dificultar a ação de novos métodos de tratamento e diagnóstico, pelo que foi fundamental a identificação destas zonas do genoma onde é menos provável que elas surjam. ”Espera-se assim que esta plataforma contribua no futuro para o desenvolvimento de novos medicamentos e métodos de deteção e combate a um dos vírus mais mortais para o ser humano”, refere Filipe Pereira.

A doença causada por este vírus tem uma elevada taxa de mortalidade, não existindo atualmente nenhuma vacina específica comercialmente disponível. A mais recente epidemia de Ébola na África Ocidental vitimou 11.323 pessoas entre mais de 28.000 infetados pelo vírus.

A base de dados EbolaID disponibiliza toda a informação de forma gratuita para toda a comunidade científica e médica. Os resultados obtidos pelos investigadores do CIIMAR e publicados na revista PLOS Neglected Tropical Diseases poderão ser também úteis em estudos de epidemiologia, filogenia, evolução, entre outros.

Fonte: CIIMAR
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Saiba mais sobre o Ébola no site da DGS
Ébola. O que é?

Um comboio cheio de criatividade parte amanhã rumo à Beira Alta

train_20172Tourism Train Experiences 2017

Da teoria à prática uma proposta de valorização do interior

Numa sociedade onde os jovens vivem a vida ao minuto, gerindo tetra bytes de informação, impera ajustar o modelo de educação à sua realidade. Por todo o mundo novos modelos de desenvolvimento de educação e formação dos jovens são discutidos, proatividade, ação e dinamismo são as palavras de ordem. A Universidade Europeia decidiu abraçar este desafio propiciando aos seus estudantes uma formação ativa baseada no estudo de casos práticos em estreita colaboração com o setor.

O Tourism Train Experiences é isso mesmo, uma experiência educativa plena, onde quase duas centenas de estudantes de várias escolas/universidades em diferentes contextos regionais concorrem entre si. Em concurso estão as Escolas de turismo de Coimbra e de Douro Lamego, a Universidade de Coimbra, o Instituto Politécnico da Guarda e a Universidade Europeia. Escolas com um denominador comum – formar jovens capazes de marcar o desenvolvimento turístico do país e quiçá do mundo.

E se é para o fazer, alimentando um modelo de educação proactivo, que se empreste às regiões com menores níveis de desenvolvimento, o entusiasmo e a energia contagiante desta nova geração. Devolvendo às gentes beirãs a esperança, que parece esvanecida. No âmbito duma investigação desenvolvida por uma aluna de mestrado da Universidade Europeia revela bem, o desalento que estas gentes vivem “ ai menina, o turismo era bom para a gente trazia novas pessoas para aqui, mas já não acredito.”

O comboio que parte, já no dia 17 de fevereiro, leva a bordo quase duas centenas de estudantes, entidades e professores que querem e podem devolver a esperança num desenvolvimento turístico que tanto almejam, mas que receiam acreditar.

Carruagens carregadas de ideias inovadoras, criatividade e solidariedade movem este comboio que parte da estação de Santa Apolónia às 8.00 da manhã, com paragem no entroncamento, Coimbra, Mangualde, Vilar Formoso e Nelas. Paragens onde Turismo gastronómico, militar, ferroviário, de natureza e ferroviário são apontados como possíveis potenciadores do turismo nesta região.

A bordo do comboio e, com o objetivo de promover o turismo ferroviário, surgem propostas que transformam este meio de transporte num meio de alojamento temático, num espaço onde mostras de produtos regionais e feiras, com paragem obrigatória num museu onde a reabilitação do património arquitetónico é estratégico. Em movimento, ou parado são os Cantares e sabores gastronómicos que movem este comboio com paragem obrigatória no Entroncamento, no dia 17 de fevereiro onde as ideias dos alunos, da Universidade Europeia, da Escola de Turismo de Coimbra, da Universidade de Coimbra e do Instituto Politécnico da Guarda, serão apresentadas.

O turismo militar é abordado duma forma lúdica e recreativa, numa simbiose transfronteiriça que junta no circuito Almeida e Ciudad Rodrigo, atividades de team building e boot camp, recriações da historia da península ibérica no século XXI, ou reproduções das invasões francesas. Quatro projetos foram selecionados neste domínio, a escola de turismo de Coimbra e a Universidade europeia lideram esta temática, que será apresentada em Vilar Formoso no dia 18 de fevereiro.

Sendo este projeto liderado por estudantes, o Turismo Universitário era inevitável, centralizado na Universidade de Coimbra apresentam-se projetos que recuperam as inspirações da autora do Harry Potter, itinerários pela cidade ou festas académicas temáticas, sempre com três objetivos – promover a frequência de cursos universitários, internacionalizar a oferta académica e reter turistas em Coimbra. Esta triologia é abordada no dia 17 de fevereiro em Coimbra, por seis grupos constituídos por alunos de todas as universidades e escolas que integraram este projeto.

Turismo de natureza e gastronómico surgem numa simbiose perfeita entre atividades desportivas e os bons hábitos alimentares que a dieta beirã oferece. Ciclismo, reabilitação de ciclovias e viadutos abandonados, digital detox e atividades de outdoor são algumas das propostas que serão apresentadas em Mangualde e na Guarda, no dia 17 e 18 de fevereiro, pelos grupos selecionados da Universidade Europeia, da Universidade de Coimbra e da Escola de Turismo de Coimbra.

Conscientes da relevância desta iniciativa, e da relevância estratégica destas regiões para o turismo português, e com a pretensão de poder de contribuir para o desenvolvimento turístico destas terras – o Turismo de Portugal lançou um programa de valorização do interior que pretende potenciar o turismo na região. A Universidade Europeia candidata a este programa ideou e coordenou este projeto com o apoio do Turismo de Portugal, também ele a bordo deste comboio… que se propõe fazer brilhar as regiões onde as assimetrias são mais proeminentes e que promete não parar tão cedo…

Licenciada e Mestre em Gestão, Doutorada em Economia Aplicada e Agregada em Economia do Turismo pela Universidade do Algarve leciona e investiga neste domínio há mais de 25 anos, a nível internacional é reconhecida como uma das responsáveis pelo posicionamento e a afirmação de Portugal na investigação cientifica internacional. A Profª Antónia Correia é docente e Dean da Escola de Turismo, Desporto e Hospitalidade da Universidade Europeia.

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Cascais vai receber Wine Summit inédito no mundo

Rotwein FlascheDe 7 a 9 de junho, o Centro de Congressos do Estoril acolhe os especialistas de vinhos mais influentes do mundo. O Must Fermenting Ideas – Wine Summit vai juntar oradores, produtores, jornalistas, entre outros profissionais, que chegam do Brasil, Canadá, China, África do Sul ou de países de leste.

É o primeiro Wine Summit, com este formato, alguma vez feito em todo o mundo – Paulo Salvador, jornalista e promotor do Wine Summit

Esta cimeira internacional dedicada ao presente e ao futuro da indústria do vinho “vai debater o que mais preocupa o universo vinícola. Os temas de conferências e debates vão desde o enoturismo à comunicação, do marketing à produção ou às tendências da evolução dos vinhos”, revelou Paulo Salvador na apresentação do evento, na passada quarta-feira, em Cascais.

A iniciativa deste Wine Summit partiu de Paulo Salvador e de Rui Falcão. O crítico de vinhos avançou o nome de alguns participantes, entre os quais Felicity Carter, editora da Meininger’s Wine Business International e “uma das mulheres mais poderosas do mundo do vinho”; Mariette du Toit-Helmbold, “uma das maiores especialistas em enoturismo”, responsável pela estratégia criada para a região do Cabo, na África do Sul; Michelle Boufard, especialista no ice wine produzido no Canadá; Paul Symington, CEO do grupo Symington, do Douro.

Cascais é um lugar para mil sensações. Os eventos desta natureza são importantes para o município, na componente do turismo. Sabemos que em 10 turistas há pelo menos dois que têm nas suas prioridades a componente da gastronomia e do próprio vinho – Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais
Os principais oradores vão estar pela primeira vez em Portugal. “Indiretamente é uma forma de divulgar também as riquezas vinícolas do concelho, a começar pelo vinho de Carcavelos. Portanto, ter especialistas deste calibre em Cascais, num evento deste nível, é um pouco como ter a final da Liga dos Campeões durante três dias seguidos”, concluiu Paulo Salvador.

Fonte: CMC
Foto: DR