Oiôba – Os biquínis desenhados por arquitectos portuenses

carlotasardinhacapaJá ouviu falar de arquitectos que desenham biquínis e fatos de banho ?  Sim, existem, são portugueses e criaram uma marca com um espírito positivo, divertido e colorido.

É uma marca positiva , natural e divertida. Pretendemos transmitir uma ideologia saudável , vibrante e alegre. Desenvolvemos produtos com cortes básicos mas que de destacam pela cor e criatividade. Tentamos introduzir sempre na nossa marca uma vertente cultural e artística , tanto pela comunicação/marketing que usamos como na criação de parcerias com jovens artistas. A cultura também está presente nos eventos que promovemos – Pedro Sousa, co-fundador da Oiôba

inespaisO início desta aventura masculina no mundo do beachwear feminino remonta a 2011. Após um intercâmbio no Brasil, os arquitectos Pedro Sousa e Rui Roncha criaram a marca “Oibiquini”. Nesta fase, as peças eram produzidas na cidade maravilhosa e comercializadas através de uma página pessoal no Facebook.

carlotasardina2Em 2015, os jovens arquitectos formados na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto “mergulham” a fundo no projecto, criam a nova marca “Oiôba”,  Vladimiro Leopoldo (mais um arquitecto) entra “a bordo” e as peças passam a ser confecionadas a 100% em Portugal.

A marca  só era vendida através do  website  mas, este verão, abriu a sua primeira loja física, nas Galerias Lumière, na Baixa do Porto.

oioba3aSurpreendido? A história não termina aqui, a marca vai lançar uma coleção de fitness a 15 de setembro.

Fonte: Oiôba
Fotos: DR

Loja
Galerias Lumière, na Rua José Falcão, 157
4050-317
Porto

Website
http://oioba.com

Facebook
https://www.facebook.com/oibiquini

 

Na primeira pessoa: a paixão de Madalena pelo vinho

madalena_vidigal1Chamo-me Madalena Vidigal e nasci em Lisboa num ano de bons Porto Vintage, 1985. Sou licenciada em Gestão Hoteleira, pois sempre adorei turismo e viagens, e o vinho foi uma descoberta mais recente que mudou totalmente o rumo da minha vida!

O meu avô trabalhou no Instituto da Vinha e do Vinho (na altura, Junta do Vinho) e o meu pai é um grande apreciador de vinho, mas o vinho nunca me tinha entusiasmado. Ironicamente, foi preciso ir passar uma temporada a Moçambique, para provar pela primeira vez um vinho sul africano e achar que afinal valia a pena dar uma oportunidade a este néctar!

A partir desse momento, fazer workshops, frequentar feiras de vinho e passar horas em garrafeiras tornaram-se o meu passatempo favorito!

Uma vez que estava na área de turismo e o vinho ganhava maior importância na minha vida, decidi mais tarde fazer uma Pós-graduação em Enoturismo. Com este curso, descobri que o vinho move gente de todo o mundo e por todo o mundo, aproxima as pessoas à natureza e proporciona-lhes experiências inesquecíveis.

Até que surgiu na família a ideia de plantar uma vinha e essa ideia concretizou-se em Évora: sem história ou herança vitivinícola, a vinha nasceu do zero! Nessa altura, despedir-me do emprego e trocar o fato e os saltos altos de Assistente do Direcção de F&B num hotel de cinco estrelas em Cascais, por galochas e tesoura de poda numa vinha em Évora, foi uma decisão muito fácil!

Os 3 hectares de vinha foram plantados em 2013 e desde aí que me tenho dedicado a cuidá-la, vê-la crescer e desenvolver-se de ano para ano, com a ajuda de técnicos e agricultores da região. O entusiasmo e a vontade de saber mais, fizeram-me “voltar à escola”, mais concretamente à Universidade de Évora onde estou a estudar Viticultura.

Costumo dizer que os meus dias agora são passados “entre vinhas”, entre a minha e muitas outras. Sou uma viajante do vinho, uma enoturista imparável que adora descobrir as diferentes regiões por este mundo fora.

Além de percorrer o país dos Vinhos Verdes ao Algarve e ilhas, também já me aventurei pelas vinhas de Napa Valley, Bordéus, Chile e Rioja e criei o meu próprio blog – Entre Vinhas. Assim partilho as minhas experiências como enoturista para mostrar que o vinho é acessível a qualquer um e, acima de tudo, é uma excelente desculpa para sair de casa e passar uns dias no sossego do campo!

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Quanto ao meu vinho, ainda é cedo para ser dado a conhecer. A vinha precisa de mais uns anos para nos dar as uvas que queremos para produzir um néctar de excelência. Até lá vou acompanhando as minhas plantas nas suas diferentes fases, com toda a calma e paciência, porque a natureza não se apressa e um bom vinho, precisa de tempo para se revelar!

Em relação ao futuro, sou muito optimista! Perguntam-me muitas vezes se não tenho medo das modas e de que o vinho, que agora preenche redes sociais, salas de eventos e até mesmo bares e discotecas, um dia perca o encanto e seja ultrapassado pelos gins e cocktails. Penso que não, uma bebida com uma tradição de mais de 2000 anos em Portugal não vai passar de moda, e a prova sou eu e tantos outros jovens produtores de vinho que acreditam no seu valor e dão continuidade a este nosso património vitícola.

É verdade que o vinho português ainda não tem o lugar de destaque nos mercados estrangeiros como se desejava, mas devemos pensar que a produção de vinho de qualidade (à excepção do vinho do Porto) é algo relativamente recente no nosso país. O reconhecimento e distinção demoram a conquistar e ainda há muito trabalho a fazer.

Também não acho que seja uma questão de quantidades e que por isso não somos um mercado competitivo em relação a grandes países produtores. Apenas temos que encontrar lugar nos mercados que dão valor a produtos exclusivos, a vinhos com história produzidos em família, a uma enorme variedade de castas e sabores e centenas de anos de experiência. Tudo leva o seu tempo e as mentalidades (fora e dentro de Portugal) ainda estão a mudar. Por isso acredito mesmo que Portugal está no bom caminho!

Fotos: DR

Juliana Oliveira – “Sou CEO de uma start-up de metalomecânica”

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“Como?” “Desculpa?” “Jura??!!” ou uma bela gargalhada, são só algumas das reações que ouço quando digo qual a minha ocupação profissional. Ora… Aqui temos três questões: 1. Sou mulher; 2. Sou CEO de uma start-up; 3. Além de ser mulher, a minha start-up é de metalomecânica!

“Uauuuu… Mas o que é que se passou na cabeça desta miúda?! Despediu-se de uma multinacional, vestia fato com camisa branca, era a “Sra. Dra.” sentada numa secretaria limpa, para criar a sua própria empresa, calçar umas botas de biqueira de aço e subir a camiões do lixo para perceber se o cilindro hidráulico está com fugas de óleo ou não?!”

Pois é! A minha start-up até podia ser um blog sobre alimentação saudável ou viagens; uma empresa de organização de eventos, um hotel ou um restaurante na baixa do Porto; uma nova marca de fatos de banho, toalhas de praia ou almofadas; uma loja de decoração ou uma aplicação sobre exercício físico! Isso sim, era feminino!

Para além do lado pouco feminino da metalomecânica… start-up que é start-up tem que ter uma “app”; start-up produz bens transaccionáveis com uma forte componente tecnológica; start-up cria postos de trabalho de mão-de-obra qualificada; start-up de sucesso é notícia quando nasce!

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Então e se uma empresa fundada em 2016 (start-up, certo?) não tiver uma “app”, porque simplesmente não faz sentido?

Se essa empresa vender serviços, num sector estável, onde está a dar que falar (em Portugal e na Europa) pela excelência do serviço prestado, não é inovadora? Qual é o nome que podemos dar à arte de transformar um sector totalmente tradicional no mercado, se não “inovação”?

E se essa empresa contratar mão-de-obra que apesar de não ser “qualificada” é altamente motivada, porque acredita no projecto de uma mulher que (imagine-se!!!) criou uma empresa de metalomecânica. Essa mulher que está a criar postos de trabalho para pessoas que com 50 anos estariam no desemprego e sem perspectivas de futuro ou reforma; ou para pessoas com 30 anos, o 9º ano (feito nas novas oportunidades) e um histórico complicado de vida; ou para desempregados de longa-duração com 3 filhos para sustentar?  Isso não merecia ser notícia??!!

Não!! Então? Falta a “app”, o produto “inovador”, desenvolvido pela mão-de-obra qualificada!

Sou orgulhosamente CEO de uma empresa fundada em 2016 na área da metalomecânica! A minha start-up não é de todo convencional no mundo inconvencional das start-ups (ninguém diria mas já nasceu inovadora).

Mas o que importa? O sector no qual trabalhamos? Qual o nosso género? O que importa é sermos felizes, é a vontade com que saímos da cama de manhã para fazer aquilo que gostamos, tornar o mundo dos que nos rodeiam melhor, fazer do nosso dia um dia de conquistas e luta! e no final vencer!

Se não vencermos? Vencemos sempre! Nem que seja aprendendo aquilo que não se faz! Sim! Porque não temos que nos queixar, não temos que lamentar, temos que agir! Quando fazemos o que amamos e quando acreditamos naquilo que fazemos, tudo vai correr como desejamos (ou melhor ainda)!

Acredito na sorte, mas acredito mais no trabalho! E quando digo que tenho uma empresa de metalomecânica, normalmente desejam-me sorte! Mas que sorte?! Eu lá ganho dinheiro com sorte?!! Desejem-me trabalho! Muito trabalho! Muito óleo para me sujar, muitas pessoas para contratar, muitas reuniões para ter, muitos equipamentos para comprar, é isso que quero que me desejem! Trabalho para mim e para os que estão comigo!

E quando me virem com olheiras, cansada, suja com óleo, tinta e afins, por favor não digam “estavas tão bem na multinacional! Não te chateavas e tinhas o teu horário!”. Não se preocupem, que como mulher que sou, tenho um bom corrector de olheiras e o perfume Chanel na carteira!

Foto: DR

Juliana Oliveira é CEO da OLIMEC

 

“ElaPedala” quer equipar as mulheres destemidas que praticam ciclismo e triatlo

elapedala1A ElaPedala quer equipar as mulheres destemidas que praticam ciclismo e triatlo com vestuário/equipamento e acessórios modernos e de alta qualidade. Criada por e para triatletas e ciclistas pelo mundo fora, a marca oferece produtos que não são apenas divertidos e chiques, como também tecnicamente desenvolvidos e ultra resistentes.

A marca tem as suas raízes na carreira desportiva de Abigail Smith. A triatleta americana, a viver em Portugal, tinha dificuldade em encontrar roupa original, com estilo e conforto. Viver num país incomparável com as paisagens e a gente da comunidade atlética sem igual, foi o ímpeto para tornar o sonho em realidade.

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Bonitas e fantásticas. É desta forma que nós, mulheres ciclistas, nos vemos quando pedalamos na estrada, na montanha ou no ginásio, demonstrando aos rapazes que embora sejamos constituídas de forma diferente, somos igualmente hábeis nas duas rodas.

A ElaPedala surge num momento em que um número crescente de mulheres começam verdadeiramente a descobrir o ciclismo e o triatlo. Abigail Smith acredita que”que as mulheres podem ser ferozes e fabulosas na bicicleta”. “Compreendemos que pedalar também é fisicamente, emocionalmente e financeiramente exigente, razão pela qual pretendemos que a ElaPedala proporcione designs fantásticos e inovadores sem comprometer a excelência técnica e a acessibilidade, tanto para profissionais experientes como para os novos praticantes”, acrescenta a criadora.

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A marca já veste reputadas atletas portuguesas como Sheila Marques, campeã nacional 2015 de Duatlo em Age Group 30/34 e Ana Filipa (Pipa) Santos, campeã nacional 2015 de triatlo de longa distância 2015, Karin Omberg e Tuxa Negri.

Fotos: Vítor Bastos

A Noocity venceu a 8.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas

noocity_premioA Noocity dedica-se ao desenvolvimento de soluções práticas e eficientes para a agricultura urbana.O objectivo da startup portuense é incentivar a prática de hábitos e rotinas mais ecológicos e saudáveis, tornando o dia a dia dos cidadãos urbanos modernos mais fácil e agradável.

As soluções da startup permitem a qualquer pessoa o cultivo do seu próprio alimento saudável. Apresenta, designadamente, a Noocity Growbed, uma cama de cultivo com sistema de autorrega, fácil de montar e de baixa manutenção, onde se pode plantar, em qualquer lugar, uma grande variedade de legumes, frutos e ervas. Interpretando uma das tendências mais positivas do mercado global, a Noocity – Urban Ecology foi anunciada nesta quarta-feira, no Super Bock CLAB, em Lisboa, como a grande vencedora da 8.ª edição do Prémio Nacional Indústrias Criativas.

A ideia surgiu na primavera de 2013 quando os amigos José Ruivo, Pedro Monteiro e Samuel Rodrigues resolveram montar uma horta num pátio de um prédio no centro da cidade do Porto.  Por não encontrarem produtos adequados para agricultura urbana decidiram cultivar os seus próprios alimentos, juntaram esforços e experiências em arquitectura e permacultura e resolveram construir os seus equipamentos.

No verão do mesmo ano já partilhavam legumes e ervas aromáticas que cresciam aos montes numa série de caixas e sistemas onde antes só havia cimento. Os protótipos foram evoluindo e os três perceberam que poderiam transformá-los em produtos, a ideia amadureceu, tomou forma e em Setembro do mesmo ano nasce oficialmente a Noocity Ecologia Urbana.

O nome Noocity surge da mistura entre o prefixo NOO que representa a consciência colectiva e a palavra CITY que faz referencia ao universo urbano. A empresa quer ajudar a trazer a produção de alimentos para dentro de casa, desenvolvendo equipamentos eficientes e acessíveis que permitem que as pessoas produzam comida nas cidades de forma simples e ecológica.

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A Noocity para mim, tem sido sobretudo um desafio, um projecto em que acredito bastante, por se tratar, em certa medida, de um novo tipo de indústria, mais sustentável. Tem sido um prazer e é um orgulho fazer parte deste projecto inteiramente desenvolvido em Portugal.

– Leonor Babo (Responsável pela área de comunicação)


Ao conquistar o galardão principal, a Noocity recebe 25 mil euros para investir no desenvolvimento do seu projecto. Torna-se também a representante de Portugal na Creative Business Cup. Realizada anualmente, esta competição internacional das indústrias criativas reúne os projectos vencedores de concursos de âmbito nacional realizados nos respectivos países de origem.

A 8.ª edição do Prémio, uma iniciativa da Unicer com a Fundação de Serralves, fica também marcada pela atribuição de uma Menção Especial à Bio Boards. O júri do concurso quis, deste modo, reconhecer um projecto que assume o desafio de produzir skates, pranchas de surf e outros produtos com o mínimo impacto ambiental. A configuração única de uma das suas criações, que permite sensações reais de surf em terra, e a opção pela cortiça portuguesa são aspectos que diferenciam a Bio Boards.

Das quatro categorias a concurso, o júri decidiu também atribuir o Prémio Conteúdos e Novos Media à Book in Loop, uma plataforma online, suportada por uma rede de postos com dispersão nacional, que otimiza o tempo de vida dos livros escolares. Permite reduzir o impacto financeiro do arranque do ano escolar nos orçamentos familiares; reduzir o impacto ambiental da utilização de livros escolares e educar os jovens para os valores da poupança e da boa gestão dos recursos.

Fontes: Noocity; Prémio Nacional Indústrias Criativas
Fotos: DR

https://youtu.be/dUX1aGdADb4

 

The Europas : Melhor startup europeia na categoria de moda é portuguesa

chicbychoice_startupsA Chic by Choice venceu o prémio The Europas, na categoria de moda. Esta distinção vem juntar-se a outras,  como o bronze conquistado há um mês, em Barcelona, na 6ª Edição dos Prémios Europeus de E-commerce.

Filipa Neto e Lara Vidreiro, fundadoras do projecto, conseguiram, no espaço de dois ano, grandes feitos, entre eles a conquista da liderança do mercado europeu. Hoje têm no seu portefólio a compra de uma empresa alemã e dos activos de uma outra inglesa.

A Excelência Portugal esteve à conversa com Filipa Neto, co-fundadora do projecto, do qual se sente muito orgulhosa, e com razão, as conquistas já são muitas. A empreendedora orgulha-se sobretudo de “num espaço tão curto de tempo terem validado todos os pontos do negócio com que se tinham comprometido com os investidores” e de ter “uma equipa fantástica, em que de facto conseguem estabelecer objectivos e executá-los”.

Filipa conta-nos os esforços que a empresa tem feito, “a Chic by Choice fez um grande trabalho no primeiro ano, ao nível de ir captar o mercado de aluguer e de convencer as pessoas a deixarem de comprar para irem alugar, ou a usarem em vez de fornecedor a que estavam habituadas a usar para alugar e passarem a transferir esses alugueres para a Chic by Choice. E acho que aí conseguimos fazer um bom trabalho pela questão da marca, do serviço, do próprio produto que temos online”.

O objectivo da Chic by Choice está distribuido em dois pontos-chave. Por um lado, quer resolver todos os problemas de excesso de inventário dos retalhistas, ou seja, pretende ser a solução dos retalhistas quando estes se deparam na situação de não conseguirem escoar o excesso de inventário. Filipa espera que “não fiquem com as mãos na cabeça, quando pensarem, «tenho 20 por cento de excesso de inventário, como é que eu me vou livrar dele?»”. A ideia é, portanto, oferecer “uma boa solução que lhes dê muito maior retorno do que alternativas que eles têm hoje, que é venderem as peças com descontos muito pesados”. Por outro lado, a Chic by Choice almeja oferecer uma boa experiência ao utilizador, diz esperar que “os clientes tenham gosto pela experiência e o acesso a estes artigos fantásticos, mas não tenham necessidade de os ter no armário”, anuncia Filipa.

É nesta mudança de paradigma, a aquisição vs experiência, que assenta toda a sharing economy e na qual a Chic by Choice participa e acredita. Neto resume as suas ambições para o futuro da empresa em 2025: “por um lado, espero termos revolucionado toda a dimensão dos retalhistas, e por outro lado, espero que os clientes se entusiasmem cada vez com a posse dos itens, e mais com a experiência de os ter um bocadinho seus, e depois ter uma coisa nova no dia a seguir. Acho que também é um estilo de vida muito interessante”.

Foto: DR
Entrevista: Carlota Perestrello

 

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Antigas alunas do Técnico lançam marca de roupa de praia com tecido revolucionário

coracaobobo1aSara Santos, Rafaela Monteiro e Daniela Francisco, antigas alunas de Arquitectura no Instituto Superior Técnico, lançaram a Coração Bobo, uma nova marca de fatos de banho com um tecido revolucionário que permite o bronzeado e não deixa marca.

As três antigas alunas do Técnico, que trabalham na área da sua formação, decidiram lançar a marca, dando resposta a uma aspiração de muitas mulheres: e se existisse um fato de banho que não deixasse marcas?

A solução foi encontrada num tecido composto por um fio especial de poliéster desenvolvido especificamente para controlar a transmissão dos raios solares. Funciona como um filtro selectivo dos raios UV, em que a quantidade pré-seleccionada de ambos os comprimentos de onda, UV-B e UV-A, resulta numa combinação perfeita que proporciona um bronzeado uniforme. Os UV-B, perigosos e cancerígenos, são absorvidos em cerca de 90% pelo fio. Os UV-A, menos nocivos e responsáveis pelo tom bronzeado da pele, são selectivamente transmitidos.

coracaobobo2aUltrapassada a questão técnica, as responsáveis pela marca apostaram no design, tendo em vista peças que realçassem a beleza feminina, sendo simultaneamente jovens, confortáveis e sensuais. Por outro lado, o principal objectivo esteve sempre muito presente, ao tentarem minimizar costuras, dobras e elásticos – elementos que dificultam a passagem dos raios solares.

A inovação está também patente nos padrões. A marca quis romper com os estampados correntes e introduzir novas cores, novos desenhos. Assim, os estampados são o resultado de um longo processo de experimentação, a partir de técnicas manuais, que permitiu explorar novas formas, cores e combinações.

Os novos fatos de banho estão, desde dia 29 de maio, à venda no site da marca e custam 55 euros cada.

Fotos: DR

“THE LOVE FOOD – a gula deixou de ser um pecado”

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O conceito passou de blogue a negócio, e assim surge a primeira empresa inovadora de comida saudável 100% vegetal, ecológica e BIO, com fábrica de pastelaria e salgados, serviços de catering, consultoria e workshops. 

Há seis anos, Maria de Oliveira Dias mudou-se para uma quinta, meteu as mão na terra e criou a sua primeira horta. Não foi o primeiro passo para uma vida saudável – é vegana há quase 20 anos e Health Coach pelo Institute for Integrative Nutrition NY -, mas foi o ponto de viragem. Desencantada com a comida vegetariana e vegana disponível no mercado, criou o blogue “The Love Food”, com mais de um milhão de visualizações, e, 4 anos depois, a empresa com o mesmo nome que fabrica todos os dias várias delicias, disponíveis agora em várias e conceituadas lojas do país.

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A primeira empresa portuguesa de comida saudável ecológica, 100% vegetal e BIO, com fábrica de pastelaria e salgados, e opções sem açúcar e sem glúten, nasceu assim e vai além da produção. Com o intuito de ensinar os portugueses e de os levar a comer melhor e de forma saudável e saborosa, o “The Love Food” aposta em consultoria para particulares e empresas, workshops de comida saudável e catering para eventos. Os contactos podem ser feitos através do site da marca: www.thelovefood.pt, que faz entregas ao domicilio para Lisboa, Cascais e Sintra.

Os ingredientes utilizados são sempre frescos e sazonais. Corantes, conservantes ou químicos com nomes impronunciáveis ficam de fora. Nos bolos, biscoitos e bolachas sem açúcar são usadas geleias naturais, como a de agave ou arroz, em alternativa, o que os torna adequados para diabéticos ou simplesmente para aqueles que querem deliciar-se sem arruinar a linha. Daí a origem do lema da empresa e do blogue: “A Gula Deixou de Ser Pecado”.

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Entre os produtos mais procurados destacam-se o Decadente bolo de chocolate, as barras de aveia, a Granola com açúcar de coco e óleo de coco, os Donuts sem glúten feitos no forno e baixos em gordura (são usados purés de fruta para substituir a gordura), a Mousse de chia e framboesa sem açúcar, os brownies adoçados com tâmaras e sem glúten e os Queques de beterraba com cobertura de chocolate, ideais para as crianças que torcem o nariz aos vegetais. Já nos salgados,  as massas são elaboradas com azeite, cúrcuma e farinhas integrais, preparadas no forno, com um único objetivo: que tudo seja irresistível e incrivelmente delicioso. A mais recente aposta de catering são os brunchs, com um custo de 35 euros, para 4 pessoas, ou 65 euros, para 8 pessoas, compostos por papas de aveia, panquecas, granola, barras de cereais e outros deleites sem glúten ou açúcares.

E porque não basta partilhar, é preciso ensinar, o “The Love Food” disponibiliza serviços de consultoria, para empresas e particulares, onde são trabalhadas receitas à medida, analises nutricionais, e até são planeadas idas ao supermercado. Nos workshops são partilhados e postos em prática alguns dos ensinamentos do blogue e do conceito da marca, também numa vertente infantil, com workshops para crianças, nas escolas, onde estas podem colocar as mão na massa e aprender alternativas saudáveis para as suas refeições, snacks e pequenos-almoços.

Os produtos e serviços do “The Love Food” podem ser vistos e encomendados no site oficial, www.thelovefood.pt, bem como nos já muitos pontos de venda: Biomercado (Lisboa), Mercearia 29 (Carcavelos), Horta do Bairro (Campo de Ourique), Pomarinho da Várzea (Sintra), Juicefood by L&E (Almada Fórum), Maria Granel (Lisboa), Miosótis (Lisboa), Green Store (Braga), Villa Bio (Lisboa), Be U (Ericeira), Mio Super Natural (Santarém) e Terra Pura (Amoreiras Shopping Center e Colombo, Lisboa), entre outros.

Fonte: thelovefood
Fotos: DR

Jovens lançam solução inovadora para idosos e familiares

onecaredoriOneCare Dori é uma solução tecnológica proposta por quatro jovens de Coimbra para apoiar os idosos a tomarem a medicação de forma correcta, fornecendo informação e alertas em tempo-real aos seus cuidadores ou familiares, e que acaba de ser lançada a uma escala mundial, através de uma campanha de Crowdfunding, com o objectivo de angariar os 15 mil euros necessários para concluir o processo de desenvolvimento do produto.  

Acreditamos que esta solução contribui para o aumento da condição de bem-estar e retardamento da deterioração do estado de saúde de milhares de idosos, apoiando ainda os seus cuidadores que sentem normalmente a pesada responsabilidade de cuidar de alguém mais fragilizado, no mundo acelerado e agitado dos dias de hoje

Por todo o mundo, milhares de idosos têm a necessidade de tomar medicação de forma regular, medir a tensão arterial, controlar a diabetes, entre outros. Quando estas tarefas críticas são esquecidas ou descuradas, o estado de saúde do idoso fica gravemente comprometido a curto prazo. Se somarmos a isto o facto dos respectivos cuidadores ou familiares terem hoje em dia um estilo de vida bastante activo, que não lhes permite estar presentes da forma como gostariam, esta questão assume proporções e consequências maiores e mais nocivas.

Perante este problema social, estes jovens, decidiram colocar “mãos à obra” e criar uma solução que conseguisse actuar de forma preventiva. “Fizemos um ‘cocktail de tecnologias’ que permite a utilização simplificada do sistema por parte dos idosos e dos seus cuidadores. Os lembretes interactivos são accionados automaticamente no formato de uma chamada de voz personalizada para o telefone fixo ou móvel do idoso enquanto o cuidador recebe as notificações e alertas no smartphone em tempo-real. Os mais velhos, em geral, estão habituados a usar o telefone-fixo, ao contrário dos smartphones que são utilizados tipicamente por gerações mais novas – os seus cuidadores ou familiares”, explica a equipa composta por Diogo Bhovan, Mário Pereira, Marisa Malva e Marta Pinto.

O sistema permite ainda “utilizar a rotina diária do idoso ou o manuseamento da caixa de medicamentos, para desencadear automaticamente os lembretes interactivos. Todas estas informações podem ser personalizadas e acompanhadas em tempo-real pelo cuidador através do seu smartphone”.   Para concretizar o desenvolvimento do OneCare Dori foi lançada, na plataforma Indiegogo, uma campanha de Crowdfunding (angariação de fundos) a decorrer até 6 de julho: “qualquer pessoa pode apoiar este projeto através da compra antecipada do OneCare Dori a preços exclusivos, ou através de um donativo simbólico (mínimo 1€). Tudo isto pode ser feito em www.dori.pt onde consta a explicação detalhada sobre o produto e funcionamento do mesmo”, esclarecem os jovens.

Foto: DR

SURF 365 – Conferência “O Valor do Surf em Portugal”

Surfing_surf-2_ATA[1]Portugal, país tradicionalmente com vocação marítima “Aqui, onde a terra se acaba e o mar começa…” (Luís Vaz de Camões) e com uma extensa costa atlântica, pode “dar cartas” mas desta vez através da valorização do “mar salgado” e da modalidade do surf.

“Glorificou-nos” na época dos descobrimentos. Porém, hoje em dia, uma prancha e um fato alteraram os padrões estereotipados nacionais e o surf passou a estar na moda e tem revelado imenso potencial a nível do turismo, com um forte impacto positivo na economia portuguesa.

Segundo o EXPRESSO, “as ondas podem ser a próxima grande fonte de receitas no turismo”. Para além disso, Portugal conta com excelentes praias de norte a sul que tem ondas o ano todo e canalizam imensas pessoas, quer nacionais, quer estrangeiros. No entanto, o monopólio também está na chamada “Indústria do surf”- escolas, lojas e eventos, que envolvem milhares de pessoas e capital.

“Portugal tem sido uma das principais capitais mundiais do surf competitivo”, segundo a SURF PORTUGAL, com ênfase para a praia de Peniche, conhecida pela praia dos supertubos e, que recebeu importantes eventos da WSL (World Surf League).

Para além disso, a praia da Nazaré também potencializou este “negócio” com a onda de 27 metros surfada por McNamara. Portugal foi catapultado para um pódio elevadíssimo, podendo afirmar-se que o nosso mar está repleto de oportunidades.

Contudo, a nossa costa não é só delimitada a Centro e a Sul. Também temos praias com enormes potencialidades a Norte e que contribuem decisivamente para o futuro da modalidade e da economia do país.

Sendo assim, pode-se afirmar que “Portugal é uma espécie de praia gigantesca para praticantes de surf de todo o mundo”, de acordo com o site Turismo de Portugal.

E, como o objetivo é valorizar o surf português e aumentar a notoriedade desta modalidade no nosso país, no dia 27 de maio, irá realizar-se no Edifício Transparente, uma conferência designada “O valor do surf em Portugal”, que vai contar com profissionais de diferentes áreas, que irão partilhar as suas experiências e projetos e provar que o surf é um símbolo de Portugal e que, simultaneamente, pode ter um papel integrador e motivador da economia nacional.

O empreendedorismo, o marketing e a inclusão pelo surf podem ser ferramentas poderosas para a criação de valor.

Nesta conferência, podemos contar com vários oradores tais como Rui Fonseca, Dignis Isvarlal, Filipe Sampaio Rodrigues, Michele Costa e Elisa Rodrigues, que irão realçar o valor da onda portuguesa e o contributo desta para o desenvolvimento de Portugal e conciliar o surf com o marketing. O “Espinho Surf Destination” liderado por Gonçalo Pina e numa sessão conjunta Ricardo Laranjeira e João Soares vão apresentar o potencial da nossa costa juntamente com a aprendizagem desta modalidade.

Neste dia e porque para o surf a responsabilidade social é um foco, também será apresentado projeto social.

Foto: visitportugal.com