Carlos Sá prometeu “o melhor Campeonato do Mundo da história” e cumpriu. A elite do Trail Running disputou o 6º campeonato mundial nos trilhos do Parque Nacional Peneda-Gerês.
O trail tem registado um crescimento meteórico em todo o Mundo e Portugal não é excepção. De norte a sul e ilhas, o número de provas não para de crescer, chegando a totalizar uma dezena no mesmo fim de semana. Um dos responsáveis por este fenómeno é Carlos Sá, o mais mediático e premiado ultramaratonista português e organizador deste evento.
O nosso país possui excelentes características para a prática da modalidade e os estrangeiros confirmam-no. Muitos dos participantes neste campeonato já passaram pelos trilhos de provas como o Estrela Grande Trail, Azores Trail Run, Azores Triangle Adventure, MIUT-Madeira Island Ultra Trail, Eco-Trail Funchal e Ultra SkyMarathon Madeira, entre outras. No rescaldo da vitória, a campeã do mundo, Caroline Chaverot (França), confidenciou-me que elegia o MIUT como a prova do ano.
Braga foi a anfitriã das selecções, acolhendo-as nos diversos hotéis situados no Bom Jesus, cidade que recebeu também as cerimónias de abertura e encerramento da prova.

A prova teve início na madrugada do dia 29 de outubro em cima das pontes do Rio Caldo. Passou no concelho de Montalegre, na aldeia de Fafião, ao quilómetro 30. No centro da vila do Gerês estava instalada a logística dos participantes. Os atletas atravessaram toda a serra Amarela, entraram no território de Ponte da Barca, passaram pelas portas de Mezio e terminaram em Arcos de Valdevez. Foram cerca de 85 quilómetros e 4.500 metros de desnível acumulado disputados num percurso duro e técnico debaixo de uma temperatura relativamente alta.
O previsto duelo França-Alemanha veio a concretizar-se e ironicamente depois de acabarem no ano passado em segundo lugar, Luis Alberto Hernando (Espanha) e Caroline Chaverot (França) sagraram-se campeões do mundo 2016.
Até ao quilómetro 30 íamos 12 no grupo de frente, mas, depois, senti-me bem para me isolar. Estou muito contente e desfrutei muito de um percurso que foi muito bem conseguido e marcado – Luis Alberto Hernando à LUSA
O espanhol, de 38 anos, cortou a meta com o tempo de 8:20.26 horas, tendo os restantes lugares do pódio masculino sido ocupados pelos gauleses Nicolas Martin e Sylvian Martin.
O melhor português foi Tiago Aires, que terminou na 13.ª posição, com 9:14.34 horas. Ricardo Silva foi 13º (9: 23.05 horas), Armando Teixeira 39º com 10:o4.50 horas, Luis Fernandes 45º com 10:17.55 horas e Hélio Fumo 56º com 10:33.23 horas.
Foi uma corrida muito difícil, tive mesmo de me sentar para descansar um pouco, e, como tinha uma adversária mesmo atrás de mim, tive na parte final de dar tudo por tudo. Foi uma das corridas mais difíceis que fiz e por isso estou muito contente por vencer – Caroline Chaverot à Lusa
No sector feminino, Caroline Chaverot conquistou o ouro ao cortar a meta com 9:39.40 horas, sendo seguida por Azara Garcia Salmones (Espanha) e Ragna Debats (Holanda). O lote das favoritas perdeu Emelie Forsberg (Suécia) por volta dos 33 Km.
Sara Brito, a primeira portuguesa, arrecadou a 21ª posição com 11:25.11 horas, Ester Alves a 27ª com 11:33.07 horas, Sofia Roquete a 35ª com 11:57.41 horas, Fernanda Verde a 38ª com 12:09.37 horas, Natércia Silvestre a 42ª com 12:21.52 horas e Olívia Sousa em 55ª com 12:54.26 horas.
Iniciaram a prova 234 atletas, tendo terminado 199, representando 37 países.
Portugal pode sonhar com prestações de maior nível. Isso mesmo esteve patente nas declarações de Tiago Aires, Ricardo Silva e Armando Teixeira que salientaram a diferença de condições com que se deparam face às que grandes “armadas” presentes no evento dispõem.
O trail running nacional demonstrou o seu potencial com duas excelentes classificações, 4ª posição colectiva em femininos e 5º lugar em masculinos, o que representa uma significativa evolução em relação às posições alcançadas no mundial de 2015 (ambas próximas do 20ºlugar).
Lutaram até à exaustão e mostraram ao mundo que apesar de sermos um pequeno País temos gente com garra e resiliência para chegar sempre um pouco mais além. Surpreendemos os menos avisados com um conjunto que acima de qualquer vaidade individual se uniu pela nação – Rui Pinho, Presidente da ATRP
Os resultados obtidos foram elogiados pelos presidentes da Federação Portuguesa de Atletismo e da Associação de Trail Running de Portugal, respectivamente Fernando Mota e Rui Pinho.
Depois do “melhor mundial de sempre”, cabe agora aos italianos a organização da edição de 2017.
Resultados masculinos
1, Luis Alberto Hernando (Espanha) — 8:20:26
2. Nicolas Martin (França) — 8:30:06
3. Sylvain Court (França) — 8:30:39
4. Benoît Cori (França) — 8:36:25
5. Ludovic Pommeret (França) — 8:44:15
6. Diego Pazos (Suiça) — 8:54:00
7. Aurélien Collet (França) — 8:55:57
8. Tòfol Castanyer (Espanha) — 8:58:28
9. Andy Symonds (Grã-Bretanha) — 9:00:04
10. Stephan Hugenschmidt (Alemanha) — 9:01:19
Resultados femininos
1. Caroline Chaverot (França) — 9:39:40
2. Azara García (Espanha) — 9:45:01
3. Ragna Debats (Holanda) — 9:47:38
4. Nathalie Mauclair (França) — 10:13:37
5. Gemma Arenas (Espanha) — 10:21:11
6. Kathrin Götz (Suiça) — 10:30:41
7. Jo Meek (Grã-Bretanha) — 10:36:12
8. Beth Pascall (Grã-Bretanha) — 10:41:35
9. Michaela Mertová (República Checa) – 10:42:59
10. Teresa Nemes (Espanha) – 10:44:07
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O Parque Natural do Faial conquistou o primeiro prémio de ‘Experiência na Natureza’ dos galardões “EDEN Innovation Awards 2016”, na cerimónia que decorreu quarta-feira em Melliene, Malta, no âmbito do 11.º encontro da rede de Destinos Europeus de Excelência.

Derby, Monk, Ankle Boot, Chelsea Boot e Loafer são alguns dos modelos disponíveis para venda online no website
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Ao terceiro dia do VISSLA ISA World Junior Surfing Championship, uma das competições anuais mais importantes do surf júnior, a decorrer na Praia do Monte Verde, nos Açores, os 12 atletas da seleção nacional continuam em prova.
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