3 portugueses nos “30 under 30″ da Forbes

forbes30under30A revista Forbes divulgou a sua lista anual 30 under 30  que elege os 30 jovens com menos de 30 anos mais bem-sucedidos do mundo, em 20 categorias. A lista contempla  3 portugueses entre 600 nomes de várias nacionalidades.

O futebolista Cristiano Ronaldo, o artista Alexandre Farto e a investigadora Maria Pereira são os nossos representantes:

Cristiano Ronaldo (29 anos) foi o segundo atleta mais bem pago do mundo, em 2014, sendo o primeiro dos 30 da categoria “Desporto. A revista traça o percurso do futebolista luso, destacando a conquista, por três vezes, da Premier League, ao serviço do Manchester United e a sua transferência milionária, em 2009, para o Real Madrid.

Alexandre Farto (27 anos) foi eleito na categoria “Arte e Estilo”. O artista que também assina como Vhils, tem desenvolvido uma linguagem visual única com base numa estética do vandalismo derivada do seu background na pintura de graffiti e possui murais em mais de 50 cidades no mundo.

Na categoria Cuidados de Saúde surge Maria Pereira (29 anos). A investigadora licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Coimbra, contribuiu na Gecko Biomedical (EUA) para o desenvolvimento de um novo adesivo que permite reparar mais facilmente defeitos cardiovasculares que afectam bebés.

Fonte: Forbes
Fotos: Forbes/DR

UMinho desenvolve método para a libertação direcionada de fármacos

EN

Uma investigadora da Universidade do Minho está a aperfeiçoar uma nanopartícula capaz de controlar a libertação de fármacos para o tratamento de cancro e doenças inflamatórias crónicas, como a artrite reumatoide. “A libertação direcionada e seletiva de substâncias terapêuticas para combater determinadas células é muito vantajosa, uma vez que exige menor dosagem do fármaco, não prejudica as células saudáveis e reduz os efeitos secundários”, explica Eugénia Nogueira.
O trabalho desenvolvido pela doutoranda em Biologia Molecular e Ambiental assenta na caracterização de um método inovador que permite colocar ácido fólico à superfície de lipossomas – nanopartículas em estudo. Demonstrou que o ácido fólico é reconhecido pelo seu recetor, existente apenas à superfície de células de cancro e macrófagos ativados. “Sabendo que estas células do sistema imunológico são as principais intervenientes, por exemplo, na artrite reumatoide, foi possível delinear uma terapia direcionada e específica para atuar contra esta doença, que atinge 50 milhões de pessoas em todo o mundo e é altamente incapacitante no seu estado avançado”, esclarece a autora do estudo “Characterization of a peptide as a membrane anchor in liposomes for the incorporation of ligands for specific targeting”, premiado recentemente pela Royal Society of Chemistry com o “Skinner Prize for the Best Poster Presentation”.
Este trabalho insere-se no projeto europeu Nanofol, que visa o desenvolvimento de métodos de diagnóstico/terapêutica capazes de proporcionar tratamentos para as doenças inflamatórias crónicas mais eficazes do que os já existentes.
Eugénia Nogueira, de 29 anos, é de Barcelos. Licenciou-se em Bioquímica pela Universidade do Porto (2007), onde efetuou posteriormente o mestrado. Frequenta desde 2009 o doutoramento na UMinho, sob orientação dos professores Ana Preto (Departamento de Biologia) e Artur Cavaco-Paulo (Departamento de Engenharia Biológica). A sua recente área de investigação está focada no desenvolvimento e otimização de lipossomas como sistemas direcionados para a libertação de agentes terapêuticos.


Prémio Buchalter de cosmologia co-atribuído a cientista portuguesa

Marina Cortes

Marina Cortês ganhou a primeira edição Prémio Buchalter de Cosmologia. A distinção foi co-atribuída à cientista portuguesa do Observatório Real de Edimburgo e ao físico teórico Lee Smolin, do Instituto Perimeter, do Canadá.

Cortês e Smolin foram premiados pela co-autoria de um artigo intitulado “O Universo enquanto processo de eventos únicos” (The Universe as a Process of Unique Events).

Os dois premiados defendem no artigo que o espaço-tempo como o conhecemos atualmente através da teoria da relatividade não é um componente fundamental,base do Universo. O espaço-tempo pode ser dividido em elementos mais pequenos, apelidados de eventos.Estes elementos fundamentais do Universo, ao se juntarem, dão origem ao espaço-tempo.

mais informação em:
http://www.buchaltercosmologyprize.org/
http://www.perimeterinstitute.ca/news/time-comes-first-cort-s-and-smolin-win-cosmology-prize

foto: DR

Equipa de estudantes portugueses vence concurso promovido pela Mars One

Seed

A equipa portuguesa “Seed” encontrava-se entre as 10 finalistas do concurso promovido pela fundação sem fins lucrativos Mars One, tendo ganho o primeiro lugar através de uma votação pública. Este projecto pretende ver como se desenvolvem as sementes das plantas num ambiente controlado em Marte.

A equipa é composta por quatro estudantes de mestrado e dois de doutoramento, com idades entre os 20 e 25 anos. Daniel Carvalho, Guilherme Aresta, Miguel Ferreira e Teresa Araújo frequentam o Mestrado Integrado em Bioengenharia na FEUP; Raquel Almeida é estudante de doutoramento na Universidade do Minho e Miguel Valbuena, aluno de doutoramento no Centro de Investigações Biológicas, em Madrid. Os seis jovens são orientados por Helena Carvalho, investigadora do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e Jack van Loon, professor de ciências gravitacionais na Universidade de Amesterdão e investigador na Agência Espacial Europeia (ESA).

O objectivo final da Mars One é estabelecer um acampamento humano permanente em Marte. Até que este desiderato possa ser alcançado, será enviado material diverso que, em 2018, incluirá um lander com várias experiências – entre elas a portuguesa.

mais informação em: www.facebook.com/seedmarsone

foto: DR
Da esquerda para a direita: Daniel Carvalho, Guilherme Aresta, Teresa Araújo, Miguel Ferreira e Raquel Almeida. Faltam:: Miguel Valbuena, Jack van Loon e Maria Helena Carvalho.