Portuguesa cria uma escola no meio do Deserto do Namibe

IMG_1164[1]O que fazem as crianças que vivem no deserto a 180 km da escola mais próxima? Foi esta a realidade que uma psicóloga portuguesa, Andreia Hesemans, encontrou quando se mudou da capital da Namíbia (Windhoek) para Sossusvlei, no Deserto do Namibe. Neste cenário árido mas deslumbrante, são vários os complexos turísticos que se instalaram entre as dunas. Andreia reparou que, dada a inexistência de transportes públicos na região, os filhos dos trabalhadores destes hotéis simplesmente não iam à escola.

Quando foi mãe, há seis anos, a psicóloga apercebeu-se do impacto que a ausência de uma escola tinha nestas crianças. Resolveu, então, criar uma. Foi a partir do negócio Namib Sky Ballon Safaris (www.namibsky.com) do sogro de Andreia que surgiu o fundo comunitário Namib Sky que financia, em conjunto com donativos provenientes de todo o Mundo, a nova pré-escola Little Bugs (www.little-bugs.org). Esta tem hoje 25 alunos entre os 2 e os 5 anos e é dirigida aos trabalhadores dos hotéis desta região. Foi doada à Little Bugs uma carrinha para transportar as crianças, diariamente, entre a casa e a escola. Cada aluno tem um custo anual de 2200€ mas os pais apenas fazem uma pequena contribuição para o transporte.

O programa escolar inclui aulas de artes, música, desporto e culinária. No entanto, os alunos na Little Bugs ganham muito mais do que seria de esperar de uma escola.

Em geral, na Namíbia, a alimentação não é equilibrada: 29% das crianças (http://www.unicef.org/sowc2011/pdfs/SOWC-2011-Statistical-tables_12082010.pdf) com menos de 5 anos sofre de um atraso, por vezes irreversível, no desenvolvimento tanto físico como cognitivo devido à falta de ingestão de nutrientes. Este atraso resulta, por exemplo, num mau desempenho escolar pelo que melhorar a sua alimentação é crucial. A Little Bugs tem um papel fundamental neste processo. Os alunos recebem gratuitamente pequeno-almoço, lanche da manhã e almoço o que melhora, sem dúvida, a qualidade de vida de uma criança assim como o seu futuro.

Para além disso, a escola fornece água potável aos seus alunos. A água limpa é um bem muito preciso num ambiente desértico e num país onde, nas zonas rurais, de acordo com a Unicef, 15% da população ainda não tem acesso a água potável estando em constante risco de contrair vários tipos de doenças.

Segundo Andreia, antes de virem para a escola, estas crianças não falavam inglês, apesar de ser a língua oficial na Namíbia. Agora, todos dominam esta língua que é a terceira mais falado no Mundo aumentando, desta forma, as suas oportunidades no futuro.

Estes 25 alunos são agora crianças mais felizes e saudáveis! A Little Bugs acredita no que B.B. King uma vez disse: “The beautiful thing about learning is that no-one can take it away from you”. O que aprenderam nesta pré-escola vai ficar com eles para sempre. Andreia criou um projeto que conseguiu, assim, garantir a estas crianças, que vivem num lugar inóspito do planeta, um início de vida igual ao de qualquer criança que viva na cidade. O próximo passo é angariar fundos para que a escola continue a crescer de modo a acolherem as crianças que, neste momento, se encontram em lista de espera. Um dia, pretendem que a escola inclua também o ensino primário.

Veja aqui (www.little-bugs.org/the-movie) um pequeno filme sobre a Little Bugs, um projeto brilhante de uma portuguesa no deserto.


Foto:
DR

Universidade do Porto cresce na elite mundial das áreas da Economia e Gestão

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A Universidade do Porto acaba de colocar  23 mestrados e pós-graduações – repartidos pela Faculdade de Economia (FEP) e pela Porto Business School  – na edição 2015/2016 do Ranking BEST-MASTERS da Eduniversal, melhorando desta forma a sua melhor performance de sempre (em número de cursos citados) na lista que reúne, anualmente, os melhores programas de formação do mundo nas áreas da economia e da gestão.

Em relação às duas edições anteriores do ranking elaborado por uma das mais importantes agências de consultoria internacionais no campo do Ensino Superior, a Universidade do Porto coloca mais uma formação do que em 2014/2005 e mais quatro formações do que  em 2013/2014 no topo das respetivas áreas. Entre eles encontram-se nove mestrados da Faculdade de Economia e 14 pós-graduações e programas de MBA da Porto Business School.

No que toca à FEP, o grande destaque vai para o Mestrado em Finanças e Fiscalidade, que integra pela primeira vez o “top 20” mundial (19.ª posição) na categoria de “Taxation”, confirmando-se pelo quarto ano consecutivo como o melhor programa a nível nacional naquela categoria. Registo ainda para as presenças do Mestrado em Contabilidade e Controlo de Gestão (32.º), do Master in Finance (32.º), do Master in Data Analytics (18.º), do Mestrado em Economia (32.º) e do Mestrado em Economia e Gestão das Cidades nos rankings da Europa Ocidental das respetivas áreas, assim como do Mestrado em Economia e Gestão do Ambiente (25.º), do Mestrado em Gestão e Economia de Serviços de Saúde (44.º) e do Mestrado em Economia e Gestão da Inovação (56.º), nos respetivos rankings mundiais.

Relativamente à Porto Business School, a nota principal vai para a afirmação do The Magellan MBA como o melhor programa de MBA em Portugal, fruto da 21.ª posição obtida entre os melhores programas full time das escolas de negócios da Europa Ocidental. Nota também para Pós-Graduação em Gestão de Projetos que, ao alcançar a 8.ª posição a nível da Europa Ocidental, garante a melhor prestação – em termos absolutos – de todos os cursos da Universidade do Porto.

Entre os 14 programas da escola de negócios da Universidade do Porto distinguidos pela Eduniversal destaca-se igualmente a performance das pós-graduações em Gestão de Vendas e em Gestão da Informação e Marketing Intelligence, colocadas na 13.ª posição a nível mundial nas respetivas categorias. Já as pós-graduações em Comunicação Empresarial Gestão de Pessoas ocupam o 14.º lugar entre as melhores da Europa Ocidental das suas áreas de estudo, ao passo que a pós-graduação em Gestão do Turismo e Hotelaria ocupa o 25.º lugar entre as 100 melhores do mundo na área de Tourism and Hospitality Management e General Management.

A escola de negócios da Universidade do Porto coloca mais sete programas entre os melhores das suas categorias, todos eles com tendência de subida. Esta lista inclui as pós-graduações em Digital Business (53.ª melhor do mundo),  Gestão Imobiliária  (58.ª do mundo) e Análise Financeira  (80.º do mundo), o Executive MBA (40.º melhor da Europa Ocidental), e as pós-graduações em Direção de Empresas (28.ª da Europa Ocidental), Marketing Management  (31.ª da Europa Ocidental) e em Internacionalização (42.ª da Europa Ocidental).

Como é feito o ranking?

Resultado da avaliação de mais de 4000 mestrados e programas de MBA lecionados em todo o mundo, o ranking da Eduniversal pretende fornecer informações sobre os programas mais adequados em 31 áreas de estudo. A análise desta agência global de rankings, sediada em Paris, sustenta-se em inquéritos de satisfação de antigos estudantes , na recolha de informação nas escolas de negócio envolvidas e na análise da reputação das escolas – apoiada por profissionais de recursos humanos. O Eduniversal Best Masters ranking 2015/16 tem também por base três grandes critérios de avaliação – a reputação, as perspetivas salariais/salário-base dos alunos após a conclusão do programa e o índice de satisfação dos estudantes.

O Eduniversal Best Masters ranking 2015/16 pode ser consultado em: http://www.best-masters.com/ 

 

Fonte: UP
Foto: UP

 

Revista americana “Global Traveler” elege TAP a “Melhor Companhia Aérea na Europa”

premio[1]A TAP foi eleita a ‘Melhor Companhia Aérea na Europa’ pela revista ‘Global Traveler ‘ dos EUA, uma das mais prestigiadas publicações especializadas norte-americanas do sector de Turismo & Viagens. A atribuição deste prémio reveste-se de particular significado para a TAP num momento decisivo e de viragem para a companhia, concluído que foi o seu processo de privatização, e culminando o ano de 2015, em que a TAP celebrou 70 anos de actividade.

Este prémio traduz o reconhecimento da qualidade do produto TAP num mercado fortemente exigente e competitivo como é o norte-americano, fruto da nossa aposta e do trabalho que temos desenvolvido com consistência e empenho nos EUA nos últimos anos, dando maior visibilidade  às características diferenciadoras do nosso serviço e da  nossa marca, suportadas nas potencialidades de crescimento e no aproveitamento das vantagens do posicionamento geoestratégico do nosso hub em Lisboa, como plataforma de excelência  para as conexões intercontinentais, nomeadamente nas ligações entre a América do Norte e a Europa - Fernando Pinto, Presidente Executivo da companhia

Actualmente, a TAP serve dois destinos nos EUA – Nova Iorque e Miami –  operando em média um total de 10 frequências semanais entre Portugal e aquele país, das quais 7 à partida de Lisboa e do Porto para Nova Iorque e 3 para Miami à saída de Lisboa.

Criados em 2004, com o objectivo de distinguir os melhores da indústria, os prémios da ‘Global Traveler’ são atribuídos anualmente e resultam da sondagem designada GT Tested Reader Survey, promovida pela revista junto dos viajantes frequentes e executivos, que são convidados a avaliar e a votar nos seus favoritos em cada uma das várias categorias seleccionadas e directamente relacionadas com o sector.

Atingindo em 2015 a 12ª edição, foram mais de 22 mil os participantes na votação deste ano e mais de 80 as categorias abrangidas, que consagraram os melhores da área das viagens e turismo, entre companhias aéreas, hotéis, programas de fidelização e outros produtos relacionados com a actividade.

A Global Traveler, dos EUA, é uma das publicações de viagens mais lidas em todo o mundo. A cerimónia da entrega dos prémios teve lugar, dia 8 dezembro, em Los Angeles.

 

Fonte: TAP
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Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolvem ferramenta para simplificar a administração das páginas Web

Ricardo Filipe_ Filipe Araújo

Para ajudar a tornar a WEB mais rápida, uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra (UC) está a desenvolver uma ferramenta capaz de identificar de forma automática problemas de desempenho em websites e quais as causas que lhe estão na origem.

Para tal, a equipa tem vindo a monitorizar duas dezenas de páginas web, incluindo algumas das mais populares em Portugal e no estrangeiro, como por exemplo, SAPO, Record, Amazon e Facebook. Dois computadores consultam estas páginas de minuto a minuto e medem os tempos de resposta, com vista a identificar eventuais problemas de desempenho e quais as causas que lhe estão associadas, com origem, por exemplo, no processador, disco ou memória do servidor.

Esta abordagem mostrou-se capaz de distinguir diferentes tipos de sobrecarga e os investigadores preparam-se agora para criar algoritmos inteligentes para monitorização e deteção automática de problemas, através da colocação de pequenas extensões de código na própria página web, que auxiliam o sistema de monitorização sempre que um utilizador acede ao site.

«O tempo de resposta é crucial para quem tem negócios ou conteúdos online. Se a página demora a responder, as pessoas desistem da navegação, o que pode ser crítico em sites de vendas como a Amazon, por exemplo», ilustram Filipe Araújo, coordenador do estudo, e Ricardo Filipe, que tem vindo a realizar este trabalho no âmbito do seu doutoramento.

Por isso, o objetivo da investigação é «melhorar os tempos de resposta dos websites, através de um mecanismo de monitorização, tão pouco intrusivo quanto possível que, através de observações periódicas realizadas a partir do exterior, controle esses mesmos tempos de resposta, tal como são efetivamente sentidos pelos utilizadores comuns», sublinham os também investigadores do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC).

Trata-se de uma solução que «de modo muito simples, pretende construir uma visão mais completa do desempenho dos websites, de forma a torná-los mais rápidos e interativos», concluem os investigadores.

Fonte: UC
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Fundadores da start-up portuguesa Talkdesk na lista “30 Under 30″ da Forbes

talkdesk[1]Tiago Paiva e Cristina Fonseca, fundadores da start-up portuguesa Talkdesk, estão na lista dos “30 under 30”, na categoria de tecnologia empresarial da conceituada revista norte-americana Forbes.

A Talkdesk nasceu em 2012 e está direccionada para o desenvolvimento e venda de software para call centers. A startup lusa já conta com mais de 150 colaboradores distribuídos pelos seus escritórios de Lisboa e Silicon Valley.

A start-up tem como principal objectivo, ajudar as PME (Pequenas e Médias Empresas) na criação de call centers de maneira rápida e eficaz. A empresa apresenta já uma carteira de clientes que inclui as conceituadas Dropbox, Chevrolet, wheather.com, entre outras…

A lista de 2015 contemplou  3 portugueses entre 600 nomes de várias nacionalidades. O futebolista Cristiano Ronaldo, o artista Alexandre Farto (Vhils) e a investigadora Maria Pereira foram os nossos representantes.


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Há um novo núcleo cultural em Lisboa. Meet: o Polo Cultural das Gaivotas

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O edifício da antiga Escola das Gaivotas disponibiliza, desde ontem, um conjunto de espaços e serviços que acolherão agentes culturais e artísticos. Além disso, terá espaços de ensaio para música, dança ou outros projectos e ainda uma sala para formações ou reuniões.

Os ocupantes deste espaço cultural intervêm nas mais variadas áreas artísticas, como por exemplo; no teatro, como é o caso de Griot, uma companhia de actores que explora as implicações da emergente identidade afro-europeia, ou do Teatro do Elétrico, que habitualmente expõe o seu trabalho em digressão e que, este mês, (re)apresenta a peça Mãe com Açúcar. Ocupam também a casa, projectos na área musical – como é o caso da Filho Único, uma Associação Cultural, promotora de música contemporânea que respeite ‘critérios construtivos de produção artística’ e de procure a ‘progressão estética’; ou até dança, no caso de P.O.R.K., a associação empenhada na criação, produção e difusão de dança contemporânea que actua sobretudo em palcos internacionais.

O espaço que sofreu uma extensa renovação – mas que respeitou duas intervenções anteriores de Vhils – quer ainda dedicar um espaço que servirá de posto de atendimento especializado para o sector cultural, que dará apoio a nível técnico e logístico.

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O Polo Cultural foi inaugurado, no dia 8 de Janeiro, numa cerimónia presidida pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.

Fotos: DR